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domingo, 28 de outubro de 2018

Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel

A requalificação, ou melhor, a reabilitação da Av. Rainha Santa Isabel centra-se na livre circulação da EN242 e no estacionamento, bem no centro, no coração, de Pataias.
Automóvel, automóvel, automóvel.

Alguns exemplos do que tem sido feito por este país: Porto, Guimarães, Grândola, Torres Vedras, Lisboa, Olhão, Aveiro, Águeda. Muito mais exemplos aqui: https://www.urb-i.com/

O que temos e o que poderiamos alcançar...


























sábado, 27 de outubro de 2018

Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel - As esplanadas, ou a falta delas

São, ou foram, pelo menos 11 os estabelecimentos comerciais associados à restauração (cafés e restaurantes), entre o Largo Comendador Joaquim Matias e a rotunda da fonte luminosa.
Com a chamada REQUALIFICAÇÂO da Av. Rainha Santa Isabel, que entre outras coisas, dizem os seus mandantes, pretende proteger o comércio local, quantos deles terão espaço para colocar esplanadas?
Aliás, quantas esplanadas há em Pataias? É isso que queremos para os próximos 40 anos?








sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel

Foi uma das requalificações da Avenida, mais precisamente o Rossio.
Outra, recordo, foram as trísias.
A obra foi polémica, não só pela demolição do Coreto, mas pelo desenho do jardim e os seus muretes altos.
As fotografias foram disponibilizadas pelo Tiago Inácio e são datadas de 1990.




quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Requalificação Urbana ou Av. Rainha Santa Isabel

A propósito da Requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, daquilo que se propõe para Pataias (primazia da EN242, automóveis, automóveis, automóveis) e do que vai sendo feito noutras vilas aqui à volta. Ou seja, o que as pessoas desejam no fututo para os locais onde residem.
Os destaques a vermelho são da minha responsabilidade.

A notícia em:
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=b104e8ec-5f51-40af-8ed0-943f85f1b05a&edition=214

Instrumento técnico foi apresentado em sessão pública
Nazaré é dos primeiros municípios com Plano de Mobilidade Urbano Sustentável
   
O Plano de Mobilidade Urbano Sustentável da Nazaré (PMUS) está concluído e foi apresentado em sessão pública, promovida pelo Município da Nazaré, no dia 22 de outubro. 

O Município da Nazaré é dos primeiros a ter este instrumento técnico, de suporte à tomada de decisões políticas, atentos aos novos paradigmas da mobilidade urbana, para o futuro desenvolvimento da vila, das suas infraestruturas e serviços nas áreas da mobilidade.

Promover o modo pedonal; potenciar o uso da bicicleta nas deslocações pendulares e o uso do transporte público ecológico; diminuir as vantagens do uso automóvel e sua racionalização; promover um sistema de estacionamento que contribua para a inversão da atual tendência de repartição modal e fomentar a mudança de comportamentos, através da informação, comunicação e educação são os objetivos estratégicos deste Plano, um investimento de 30 milhões de euros, que será implementado num prazo alargado.

“O Plano de Mobilidade Urbano Sustentável foi iniciado na Nazaré, por força das definições da Comissão Europeia relativamente ao acesso a fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2020, sendo a sua implementação necessária no âmbito dos investimentos a decorrer e previstos no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da Nazaré (PEDU),contratualizado entre a CCDR Centro e o Município da Nazaré, com um valor de comparticipação de fundos comunitários (FEDER) de 3.708.750 euros.”, disse Walter Chicharro, presidente da Câmara da Nazaré.

O PMUS apresenta um conjunto de medidas de natureza técnica, dirigidas às infraestruturas, e medidas não vinculativas, destinadas a melhorar o desempenho e a relação custo-benefício no que respeita ao objetivo geral declarado e aos objetivos específicos.

Contempla os transportes públicos, transportes não motorizados, a intermodalidade, a segurança rodoviária urbana, o transporte rodoviário (em movimento e estacionado), logística urbana, gestão da mobilidade, sistemas de transporte inteligentes

Como benefícios da implementação deste plano são apontadas a melhoria da qualidade do ambiente urbano, melhoria da qualidade de vida e saúde; redistribuição do espaço público; melhoria das condições de acessibilidade para todos os cidadãos; redução do tempo consumido em deslocações; maior eficiência energética; melhoria da segurança rodoviária; melhoria de transportes públicos e integração entre o planeamento das acessibilidades e o planeamento urbano. 

“Este é um plano extenso e revolucionário, que já integra investimentos/ações previstos no PEDU, e que visa, de forma gradual, ir ao encontro dos novos desafios que se colocam aos municípios na temática da mobilidade urbana, facilitando a implementação das respostas apropriadas, nas freguesias do concelho (Nazaré, Valado dos Frades e Famalicão)”, acrescenta o presidente da Câmara da Nazaré.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

CTT de Pataias encerram até ao final do ano

A Estação dos CTT de Pataias vai encerrar até ao final do ano de 2018. A informação foi avançada pelo Presidente da Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança, Valter Ribeiro, na sessão da Assembleia de Freguesia decorrida ontem, 25 de setembro.
O Presidente da Junta informou que tomou conhecimento da intenção dos CTT em julho e que a mesma lhe foi apresentada como irrevogável e definitiva. É intenção da empresa concessionar o serviço, podendo ser à Junta ou a uma empresa particular. A Assembleia de Freguesia pronunciou-se, unanimemente, que o Executivo da Junta envidasse todos os esforços de forma a manter os serviços abertos, mesmo que isso signifique a Junta assumir essa tarefa e até, eventualmente, a compra do próprio edifício dos correios. 

No período de antes da ordem do dia, Célia Santos (PS) referiu que junto ao quiosque da Martingança, os clientes aliviam as sua necessidades fisiológicas em plena via pública quando existem uns sanitários público a alguns metros de distância. Referiu ainda a necessidade de construir uma casas de banho públicas junto ao novo parque infantil na Martingança.
Liliana Vitorino (PS), inquiriu sobre os 400 mil euros que, alegadamente, virão para a freguesia em consequência dos incêndios florestais de 2018. Valter Ribeiro respondeu que tal verba ainda não chegou, que irá demorar algum tempo para que tal aconteça, mas que há já contactos com a Associação Florestal (APFCAN) no sentido de se proceder à reflorestação de parte da área ardida.
Nuno Ferreira (CDS) apontou as más condições da estrada que liga o cruzamento de Fanhais na EN242 à praia da Légua, questionou sobre o início das obras do Centro Escolar e referiu a necessidade de saneamento nos Pisões.
Paulo Pereira (PSD) alertou para o estrangulamento do trânsito e estacionamento na Mina do Azeiche, junto à discoteca, e para as arribas em Água de Madeiros.

No período reservado à participação do público, Francisco Ferreira alertou para a necessidade de elevar a lomba junto à Filarmónica de Pataias, como medida preventiva para redução de velocidade junto a um edifício frequentado por dezenas de crianças. Referiu ainda a necessidade de pintar as guias da Estrada Atlântica e para o mau estado de parte da estrada entre o Vale de Paredes e Burinhosa. Referiu ainda a falta de civismo dos automobilistas na praia das Paredes no que se refere ao estacionamento.
Um grupo de moradores do Mato Pinheiro apresentou um abaixo assinado de 41 assinaturas referente à instalação de um caixote do lixo que um morador insiste em rejeitar, vandalizando até obras feitas pela Junta para a instalação do mesmo.
Paulo Grilo mencionou documento da Agência Portuguesa do Ambiente que prevê a retirada e demolição de casas em Água de Madeiros, afirmando a sua convicção que perante tal cenário, nada será feito para uma estabilização das arribas.
Referindo-se às obras da Av. Rainha Santa Isabel, manifestou-se contra as mesmas, afirmando que o projeto apresentado vai contra as correntes atuais do planeamento urbano que lutam por retirar e diminuir o peso do automóvel no centro das cidades, privilegiando as pessoas e os moradores. O atual projeto está feito de forma a melhorar o atravessamento da vila em detrimento da melhoria das condições de vida e dos moradores de Pataias. Tendo feito esta “declaração de interesses”, questionou se as alterações apontadas ao projeto em Assembleias anteriores foram tidas em conta. Uma vez que não é conhecida uma versão final do mau projeto (oportunidade perdida para os próximos 40 anos, disse), pediu que o mesmo fosse apresentado à população.

Mais sobre a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel:

http://sapinhogelasio.blogspot.com/2016/05/requalificacao-da-avenida-rainha-santa.html

http://sapinhogelasio.blogspot.com/2016/05/assembleia-de-freguesia-apresentacao-do.html

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Qualidade da água de Pataias discutida em Assembleia Municipal

Assembleia Municipal 19/12/2017

Foram aprovados os orçamentos da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados para o ano de 2018. Orçamento da Câmara Municipal é de cerca de 40 milhões de euros e o dos Serviços Municipalizados de aproximadamente 10 milhões de euros. Face ao previsto para 2017, os orçamentos apresentam uma diminuição de cerca de 10%, o que aproxima as contas municipais aos reais gastos/ proveitos e naturalmente aumenta as taxas de execução.

O abastecimento de água à freguesia de Pataias foi um dos destaques da Assembleia Municipal. Às muitas questões levantadas pelos membros da Assembleia, o Presidente da Câmara respondeu que a Câmara Municipal abriu dois novos furos que assegurarão o total abastecimento da freguesia e a respetiva qualidade da água. Acrescentou que devido à elevada qualidade da água na captação de vale de Paredes, uma das melhores do concelho, foram feitas obras que visam assegurar e aumentar a captação de água no local. Adiantou ainda, que a água no vale de Paredes foi afetada fundamentalmente em questões de côr/aspeto e de sabor e que foi por esses motivos que foram lançados os alertas pelos Serviços Municipalizados.
Os avisos sobre o consumo de água na freguesia de Pataias, apesar da situação já se encontrar regularizada, manter-se-ão até ao final do ano de 2017. Até lá, a faturação será feita com base nos consumos médios de 2016. Todas a situações serão normalizadas a partir de 1 de janeiro de 2018.
Outro assunto abordado foi a requalificação da Av. Rainha Santa Isabel, em Pataias. O obra consta do orçamento para 2018. Leonel Fadigas, da bancada do Partido Socialista, referiu que esta obra, estruturante, deveria ser pensada também num contexto mais abrangente, incluindo a discussão sobre a construção de uma variante à EN242. Paulo Inácio respondeu que a construção de uma variante deve ser algo muito ponderado, pois em alguns casos isso significa o esvaziamento em termos de comércio e atividades económicas dos locais onde é feito.

Outros assuntos abordados na Assembleia Municipal:

Comissão de Acompanhamento do PDM. Vai integrar todos os partidos da Assembleia Municipal e deverá ser aprovada em próxima Assembleia Municipal.

Hotel e Claustro do Rachadouro. Paulo Inácio referiu a diminuição de verbas do Orçamento de Estado para a reabilitação dos monumentos nacionais.

Mercado do gado na Benedita. Retirada de lixos e entulhos. Devido à quantidade dos mesmos, vai demorar algum tempo a encontrar todas as soluções para limpar o espaço.

Escola D. Pedro I. Existência de coberturas em amianto.

Revisão do PDM. Informou o presidente da Câmara que pretende iniciar a discussão pública em 2018.

Loja do Cidadão. Paulo Inácio apelou a uma concertação entre os diversos partidos sobre o facto de se instalar ou não uma Loja do Cidadão em Alcobaça e das consequências do mesmo para os diversos serviços na sede de concelho. Falou da concretização do Balcão Único Municipal e do Balcão do Cidadão, e do seu alargamento às várias sedes de freguesia, que já facilitará muito a vida dos munícipes.

Hospital de Alcobaça. A situação dos cuidados continuados.

Pavilhão de Évora, que se encontra pronto mas ainda está fechado. Problemas relacionados com a Cister Equipamentos e Tribunal de Contas.

Parque de Campismo de Alcobaça. Ainda faltam alguns equipamentos e deficiente infraestruturação do mesmo, nomeadamente em bocas de água.

Museu da Rádio. Há um atraso devido às dificuldades técnicas relacionadas com o tipo de equipamentos a integrar no museu. Espera-se que se conclua até final de 2018.

Aljubarrota. Existência de explorações ilegais de pedra. Autos levantados pela CCDR e pela Câmara Municipal.

Externato Cooperativo da Benedita. João Paulo Raimundo (CDU) questionou a Câmara Municipal sobre os apoio dados à instituição, nomeadamente sobre o facto de ter sido retirado apoio financeiro do Estado para abertura de turmas e as mesmas se terem acabado por concretizar. A resposta acabou por ser dada por João Paulo Guerra (PSD), também elemento da Assembleia Geral da Cooperativa dona do Externato, dizendo que o custo da abertura das turmas foi assegurado pelo próprio Externato, através de capitais próprios. Adiantou ainda que desde 2010 tem existido uma forte reestruturação da Cooperativa, com despedimentos de funcionários e professores e que desde sempre o Externato disponibilizou e substituiu-se ao próprio Estado na prestação um serviço público gratuito.

Alcatroamentos na freguesia de Évora. 300 mil euros para pavimentações lançados a concurso no primeiro trimestre de 2018.

Martingança. Fernando Vitorino associou a história da freguesia ao pinhal de Leiria e falou das coletividades existentes, nomeadamente o número de atletas no Grupo Desportivo da Martingança (prática desportiva, futsal, voleibol) e as dificuldades financeiras da ABETL da Martingança. Abordou ainda a requalificação da EN356 (prevista em orçamento para 2018) e a falta de saneamento básico na bolsa industrial dos Calços.

Benedita. Necessidades de obras na “Casa da vila” (sede da Junta) e nas piscinas municipais na Benedita (800 utentes). Pedido de apoio financeiro (aprovado).

Foram aprovados os pedidos de apoio financeiro para as freguesias de Alfeizerão, Maiorga, S. Martinho do Porto, Turquel, Vimeiro e União de Freguesias de Pataias e Martingança.

Serviços Municipalizados. Levantamento SIG e georreferenciação cadastral de toda a rede de distribuição de água e saneamento do município. Concurso público a executar em 2018.

sábado, 14 de maio de 2016

Assembleia de Freguesia - Apresentação do projeto da Avenida Rainha Santa Isabel

Assembleia de Freguesia de Pataias

Decorreu na passada quinta-feira, 12 de maio, uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Pataias e Martingança com o objetivo único de apresentar e discutir a nova proposta de requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel. Entre outros, estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça Paulo Inácio, os vereadores Hermínio Rodrigues e Eugénia Rodrigues, alguns técnicos da Câmara Municipal e o responsável pelo projeto Engº António Ribeiro.
António Ribeiro fez a apresentação do projeto dizendo que na conceção do mesmo esteve uma visão de controle e minimização de custos, tentando manter ao máximo as infraestruturas e equipamentos existentes. Assim, todo o projeto é desenvolvido sem que existam alterações à Praça Comendador Joaquim Matias e ao traçado atual da EN242, sendo as intervenções previstas realizadas no envolvimento destes dois espaços. Garantiu que a largura mínima dos passeios é de 1,5 metros.
Outra ideia tida em consideração na intervenção é a segurança rodoviária e de peões. Desta forma, são fechados muitos dos inúmeros acessos à EN242, são eliminados os semáforos e não há atravessamentos de via, ou seja, o tráfego nunca é cortado e quem entra na EN242 é sempre obrigado a virar à direita. 
Finalmente, foi ainda referido que a atual proposta deve ser encarada como um documento de trabalho, para discussão das propostas e que existem algumas áreas (Largo do Josefino e troço da 242 entre a Igreja e o corte do Rossio d’Alonça, por exemplo) cujas intervenções ainda não se encontram definidas.
Para terminar, Paulo Inácio acrescentou que toda a intervenção iria ficar muito bonita com a colocação do mobiliário urbano, “de uns vasos de flores e caixotes do lixo”…

As intervenções dos eleitos na Assembleia de Freguesia

António Calaxa (PS) levantou um conjunto de questões nomeadamente quanto ao custo da intervenção e os prazos da obra. Referiu ainda o que lhe parecia ser de maior complexidade que é a zona da Igreja (nó Rua da Estação-Avenida), a largura dos passeios junto à rotunda (estreitos) e a drenagem das águas pluviais, nomeadamente o que irá acontecer às valetas.
Marina Rodrigues (PS) chamou a atenção para aquilo que considerava ser apenas uma apresentação paisagístico-rodoviária da Avenida, revelando algumas preocupações quanto ao escoamento das águas pluviais, eventuais interrupções no abastecimento de água e saneamento aquando a execução das obras e questionou sobre os custos de intervenção no subsolo com a requalificação da Avenida.
António Mourato (PSD), chamou a atenção para a ligação entre a Rua da Estação e a Avenida e que este projeto deveria estar em discussão pública durante mais tempo.
Paulo Pereira (PSD) referiu a necessidade de intervencionar a parte sul da Avenida, da fonte luminosa até à saída de Pataias, nomeadamente no que se refere às valetas.

As intervenções do público

Paulo Grilo, após fazer a introdução sobre os aspetos a serem considerados na intervenção sobre a Avenida, apontou como problemas na atual proposta: a convergência de todo o tráfego (de passagem na EN242 entre a Marinha Grande e a Nazaré, de atravessamento do interior para as praias e local/interno da vila de Pataias) na rotunda proposta; a ausência de uma saída direta da EN242 para a Rua de Nossa Senhora da Vitória; a localização das paragens de autocarro; a entrada da Rua da Estação na Avenida e o sentido de circulação no Largo António Correia Neves. Referiu ainda que com a atual proposta seria necessário criar algumas ligações entre ruas em Pataias, de forma a permitir a circulação dentro da vila sem a necessidade de usar a EN242, apontando como exemplos a ligação da EB23 ao mercado, a criação de uma rotunda no cemitério e a ligação da Av. do Clube Desportivo Pataiense à Rua da Estação. Referiu ainda que poderia ser considerada a criação de uma ciclovia.
António Grilo vincou a necessidade que a paralela à EN242 (entre o Totta e Rua de Nossa Senhora da Vitória e o Café Mido e a Av. Filarmónica) ter dois sentidos de tráfego, de forma a evitar que todo o trânsito conflua na EN242.
Telmo Moleiro chamou a atenção para a necessidade de realizar a obra de forma a que alguns meses depois não se esteja a abrir o piso porque alguém se esqueceu de qualquer coisa, sugerindo a instalação de canais/condutas de atravessamento na EN242 para futuros usos. Reforçou a ideia da necessidade de se criarem alternativas de circulação à EN242 e de se poder aproveitar a ideia da ciclovia.
Armando matos questionou sobre o futuro do quiosque junta às bombas de gasolina da Galp.
Albino Coutinho referiu que o projeto sendo de requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel era “curto” e questionou sobre a possibilidade de aumentar o estacionamento junto à Praça Comendador Joaquim Matias.

As respostas da autarquia

Valter Ribeiro referiu que a criação de variantes à EN242 significam a diminuição de comércio no centro da vila e que algumas das soluções pensadas, nomeadamente, junto do Café Mido e do Largo do Josefino estão relacionadas com a segurança rodoviária e diminuição de acidentes. Quanto ao Quiosque e às casas de banho, está prevista a construção de um único edifício que albergará o quiosque, as casas de banho e o apoio às bombas de gasolina.
Paulo Inácio focou que o objetivo da intervenção está relacionado com a revitalização comercial, a segurança da vida humana e a qualidade de vida das pessoas. O investimento previsto é de 1 milhão de euros, financiamento total da Câmara o que transforma esta intervenção a maior obra de sempre de responsabilidade (financiamento) exclusivo da Câmara. Adiantou ainda que há questões relacionadas com as redes de água e saneamento que estão ainda a ser estudadas pelos Serviços Municipalizados. Quanto aos semáforos e a sua retirada referiu que essa era uma questão técnica e que não via necessidade na construção de uma ciclovia pois a tendência atual nos espaços urbanos é a partilha das mesmas vias pelos automóveis e bicicletas. O projeto será para estar concluído antes das eleições (mas questionado “eleições de que ano?”, não deu resposta).
António Ribeiro, autor do projeto, começou por referir que o estudo das infraestruturas ainda não se encontra feito e que a questão das águas pluviais, cujo escoamento passará a ser subterrâneo, é um assunto que causa muita preocupação. Quanto ao abastecimento de água, essas situações encontram-se previstas neste tipo de intervenções com a construção de by-passes à superfície para abastecimento das várias casas. Relativamente aos semáforos, insistiu que a intervenção está pensada para a retirada dos mesmos, sendo que os tempos de espera no acesso à EN242 irão diminuir. Mesmo quando confrontado com os elevados volumes de tráfego que a EN242 regista em algumas horas e dias da semana, reafirmou-se convicto de que tal não será problema para o atravessamento da estrada, embora não tenha sido capaz de apresentar números de tráfego. Respondendo ao conjunto de questões levantadas por Paulo Grilo, referiu que este tipo de intervenção é o que se costuma fazer nos núcleos urbano e que a obra, tal como está, é a expressão gráfica da encomenda da Câmara “foi isto que a Câmara pediu”.

Comentário

Nesta obra será difícil agradar a gregos e a troianos e a mudança, seja ela qual for, será sempre foco de constestação.
Em Pataias, coexistem no mesmo espaço e ao mesmo tempo, duas importantes vias: a EN242 que faz a ligação regional de Leiria/Marinha Grande à Nazaré/Caldas da Rainha e a Avenida Rainha Santa Isabel, avenida e eixo principal, alma mater de Pataias.
O atual projeto, tal como é apresentado, é apenas e só a reabilitação da EN242, resultando na melhoria de circulação da EN242 (os semáforos desaparecem) e no aumento da sua segurança (desaparecem, pelo menos, 6 entradas/acessos à mesma, a partir das laterais). Neste sentido, é um bom projeto.
Todavia, esquece a Avenida Rainha Santa Isabel, aquela avenida que é atravessada diariamente por todos os habitantes e fregueses de Pataias nas suas deslocações diárias de e para a Burinhosa, Paredes, Alva, Ferraria, Pataias-Gare e Pisões; Centro de Saúde, Junta de Freguesia, Escolas, bombeiros, farmácia, correios, Biblioteca e Universidade Sénior, mercado, piscinas e Lar/Centro de Dia. Para este tráfego, para estes movimentos internos, a resposta é nula e sacrificada em função da fluência de tráfego na EN242. É este facto, inegável, que me faz rejeitar o atual projeto. A abolição dos semáforos na interceção da Rua da Estação com a Avenida é o exemplo mais claro. Esse local, pela sua importância, não pode ser visto como um acesso a uma estrada nacional mas tem ser encarado como um cruzamento urbano de grande tráfego. E nesse sentido, não há cruzamentos urbanos de grande tráfego sem a regulação por semáforos do trânsito existente.
A intervenção na Avenida Rainha Santa Isabel deve em primeiro lugar melhorar a vida das pessoas de Pataias, não de quem por cá passa. E enquanto esse não for o grande objetivo da intervenção, este projeto não serve Pataias.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel


O projeto de requalificação da Av. Rainha Santa Isabel. Uma ideia plasmada do projeto de 2009.

Requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel

Foi apresentado à discussão pública em sessão extraordinária de Assembleia de Freguesia, o projeto de Requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel. O projeto apresentado plasma a segunda proposta existente para a avenida e datada de 2009.
Em primeiro lugar, a designação de “requalificação” cria expetativas que não se cumprem. A “requalificação”, no léxico das intervenções urbanas, designa as intervenções que mantendo a traça, o desenho original dos espaços e dos edifícios, lhes faz uma alteração de usos e de funções. Ora, a intervenção proposta para a Av. Rainha Santa Isabel mantém o tráfego automóvel  e a circulação viária como eixo principal de ação. Logo, não se trata de uma requalificação. Quando muito, será uma reabilitação.
Um segundo aspeto prende-se com a própria área de intervenção. Para quem é nascido em Pataias, a Av. Rainha Santa Isabel estende-se dos Calços até à rotunda dos bombeiros na Alva de Pataias. A atual proposta limita essa mesma avenida da igreja e do Rossio até à rotunda da fonte luminosa. E como se não fosse suficiente, esta intervenção na Av. Rainha Santa Isabel esquece problemas como o acesso ao cemitério (e possível ligação à Burinhosa), o estrangulamento existente e consequente falta de passeios entre o Zé Paulico e o Rino, as entradas (e valetas) na EN242 entre a rotunda (iClub) e as bombas (antiga cerâmica). Ou seja, não é toda a avenida que será intervencionada.

Outro aspeto importante está relacionado com a mudança e a resistência à mudança. Naturalmente, todos nós, somos avessos à mudança e resistimos a alterações daquilo que conhecemos e sobre o qual se sabemos movimentar e agir. Mas a mudança pode ser boa e quando se vislumbram melhorias e benefícios é desejada. Neste projeto, os benefícios e melhorias estão de tal forma esbatidos que muitos não os conseguem vislumbrar.
Como se tudo isso não fosse suficiente, num projeto destas caraterísticas torna-se difícil compatibilizar o tráfego e trânsito automóvel com as necessidades de estacionamento, com a circulação de peões, o comércio e demais atividades económicas e com o bem-estar das pessoas enquanto moradores em Pataias e em especial na Av. Rainha Santa Isabel. É assim necessário definir prioridades e garantir que a intervenção vai efetivamente traduzir-se numa melhoria da qualidade de vida das pessoas de Pataias e não de quem por cá passa (e não para).

O contexto da intervenção

Uma intervenção na Av. Rainha Santa Isabel que implique (como esta implica) uma alteração significativa na circulação rodoviária tem de ter em conta diversos fatores:
- A EN242 é um eixo de atravessamento longitudinal da vila de Pataias. Esse eixo, serve de ligação intrarregional entre Leiria/ Marinha Grande com Nazaré e Caldas da Rainha. Em 2005 (últimos dados disponíveis) a então Estradas de Portugal contabilizava uma circulação em Pataias (ou melhor, à saída de Pataias, na estrada da Nazaré), contabilizava 11500 veículos diários, dos quais 850 eram pesados. Sabe-se também, que como critério base para a construção de uma variante urbana, os levantamentos de tráfego apontam para uma circulação de 10000 veículos/ dia e 1000 pesados/dia. Ora, já em 2005 Pataias estava no limiar deste números, o que no mínimo significa que o tráfego de atravessamento longitudinal é muito intenso.
- A Av. Rainha Santa Isabel representa ainda um ponto fundamental no atravessamento transversal da vila, no sentido nascente-poente, entre o “interior” (Pisões, Alpedriz, Montes, Juncal, Alcobaça…) e o litoral e as praias (e a Burinhosa). É passagem obrigatória.
- A estas duas realidades, atravessamento longitudinal e atravessamento transversal, junta-se toda a circulação local da própria vila, o que transforma a Avenida num local de convergência e confluência de todo o tráfego automóvel existente em Pataias.
- Finalmente, a própria estrutura viária e desenho urbano de Pataias, que grosso modo pode ser interpretado como uma rede radial, uma vez que quase todas as ruas têm origem na própria avenida. No entanto, há ausência de eixos viários que liguem entre si essas mesmas ruas o que obriga a que todas as pessoas tenham de vir à Av. Rainha Santa Isabel se quiserem “passar” de umas ruas para as outras. O que agrava a convergência e confluência de trânsito na Avenida.
- Assim seria interessante, e certamente proveitoso, tentar conhecer, efetivamente, os fluxos de tráfego existente no centro da vila:
Quantos automóveis atravessam Pataias?
Qual a origem e destino de quem passa por Pataias?
Quantos automóveis vêm de propósito a Pataias (e por aqui ficam algumas horas)?
Quantos automóveis param em Pataias?
Qual o impacto do trânsito de atravessamento (principalmente longitudinal) no comércio local?
Quantas motorizadas e bicicletas circulam pela EN242?
Quantos peões atravessam a EN242 e se deslocam ao longo do seu eixo?
Qual a origem e destino do tráfego local? – tendo em consideração a origem/destino destes locais: Paredes e praias, Burinhosa, Ferraria, Alva de Pataias, Pisões e Pataias-Gare, Alpedriz e Alcobaça, Nazaré; Igreja, Farmácia e Correios, Mercado e Piscinas e ATL/ Centro de Dia, Junta de Freguesia e Centro de Saúde, Escolas? 
Qual o tráfego das ruas de Alcobaça e Estação, Nossa Senhora da Vitória, Av. da Filarmónia, Av. da Lagoa e Av. do CD Pataiense.

O que não funciona

- A rotunda oval
Nesta proposta,  vão convergir na rotunda o tráfego de atravessamento longitudinal, transversal e local, ou seja, uma mistura de tráfego de passagem com trânsito local que agora se encontram todos no mesmo local. Ao mesmo tempo, este é o local da vila de Pataias que apresenta maior concentração e número de estabelecimentos comerciais e de serviços, o que origina não só uma sobrecarga de trânsito como de estacionamento. Esta rotunda tem o condão de afunilar e de concentrar todo este tráfego, obrigando a que TODOS passem por ela. E rouba estacionamento agora existente.

- Ausência de saída direta para a R. Nsa. Sra. da Vitória
A Rua de Nossa Senhora da Vitória representa a saída direta do centro de Pataias para o litoral. Por outra palavras, é um dos principais eixos de escoamento de trânsito da vila. É ainda o acesso primordial ao mercado, às piscinas e ao Lar e Centro de Dia. Ao mesmo tempo, é a rua de Pataias, depois da Av. Rainha Santa Isabel, com maior presença de comércio local. É incompreensível fazer o acesso a esta rua por uma lateral secundária da Av. Rainha Santa Isabel, idealizada para proporcionar lugares de estacionamento e permitir o acesso às casas aí existentes (na lateral da Av. Rainha Santa Isabel).

- Cruzamento da Rua da Estação com a Avenida Rainha Santa Isabel
A Rua da Estação representa a entrada primordial em Pataias e o acesso ao seu centro para as populações de Pisões, Mélvoa, Paio e Pataias-Gare, para além de toda a população da vila localizada, grosso modo, desde a Enxurreira até ao Rossio d’Alonça, passando pelo Pereiro e Pedra da Paciência. Seria interessante saber quantos carros entram na EN242 pela Rua da Estação e desses quantos cortam a estrada, virando no sentido da Nazaré.
A atual proposta obriga todos estes veículos a entrarem na EN242 em direção à Marinha Grande e contornar a Praça Comendador Joaquim Matias para voltarem à EN242 na nova rotunda oval. Não estão previstos quaisquer semáforos para parar o trânsito, pelo que se antevê, em algumas horas do dia e muitos dias do ano, um autêntico teste aos nervos, paciência e destreza de condução de forma a conseguir entrar e cortar o trânsito na EN242.

- Paragem de autocarros
No projeto estão previstas duas paragens de autocarro, uma na beira da EN242 no sentido Nazaré-Marinha Grande e outra onde existe atualmente, no sentido Burinhosa-Pataias. As duas paragens distam linearmente uma da outra 40 metros. Para ir de uma à outra, usando as passadeiras à disposição, a distância é de entre 130 metros e 170 metros. Como curiosidade, as paragens urbanas de transportes rodoviários, nas grandes cidades, distam em média umas das outras entre 150 e 200 metros, ou seja, fazer um transbordo de autocarros em Pataias implica caminhar entre duas paragens de autocarro na cidade de Lisboa…
Para além deste incómodo, a colocação de uma paragem rodoviária na beira de uma estrada nacional com mais de 11000 veículos/dia, paragem maioritariamente usada pelos nossos jovens que estudam na Marinha Grande, Nazaré e Juncal, não me parece que seja a solução que defende a maior segurança das pessoas. Não se vislumbra ainda onde possam ser colocados os abrigos de proteção para a chuva e o espaço de paragem de autocarros é demasiado curto, quando a algumas horas do dia há 3, 4 e por vezes 5 autocarros parados ou em operações de transbordo de passageiros.

- Largo António Correia das Neves (Largo da Filipa)
No projeto está assinalada uma entrada para o largo e a saída pela rua da Saudade para a Rua de Alcobaça. Este facto obriga os moradores a ir à rotunda da fonte luminosa e entrar na paralela dos correios para chegar a casa. O acesso deve ser feito pela rua de Alcobaça e rua da saudade e a saída para a paralela dos correios, que logo desemboca junto à nova rotunda.

O que não está representado

A proposta para o “largo do Josefino” e consequente acesso à Av. Filarmónica, o troço da avenida entre a Igreja e o corte para o Rossio d’Alonça, o início da Av. da Lagoa até às escolas primárias, a solução da avenida para o espaço entre a rotunda da fonte luminosa e o bar iClub. Para já não falar do troço entre o acesso ao Rossio d’Alonça e o Rino, o acesso ao cemitério e toda a extensão entre a rotunda luminosa e as bombas de gasolina da antiga cerâmica.

O que falta no projeto

Uma ciclovia, que pode aproveitar um dos quatro passeios, alguns com 2,5 metros de largura (entre a faixa de estacionamento das laterais) e a faixa de circulação da EN242. A ciclovia podia de ser de uso misto, ou seja, para peões e bicicletas. Esta ciclovia obriga a estendê-la e criar alternativas na Praça Comendador Joaquim Matias e a uma solução engenhosa junto à nova rotunda (onde aparentemente não há espaço para a colocar).

Em conclusão

O atual projeto, a pretexto de se gastar um milhão de euros, preocupa-se com a fluência do trânsito na EN242 e dos eventuais tempos de espera (tempo que os carros estão parados) no atravessamento e no acesso à mesma, eliminando, ainda, TODOS os semáforos (eu sou do tempo em que se reclamou e fez pressão junto da Junta Autónoma de Estradas para a colocação de semáforos e da polémica que se seguiu, com um conjunto de individualidades a reclamarem a “paternidade” dos mesmos. Falou-se mesmo em cortar a EN242 com uma manifestação. Olhámos para a chegada dos semáforos como uma conquista da vila e um aumento da segurança para os pataienses e quem por cá passa, com a redução acentuada de acidentes e atropelamentos. Ou será que já se esquecemos disso?) Ao mesmo tempo, pretende aumentar a segurança da via, na EN242, ao suprimir um conjunto de entradas hoje em dia existentes. Essa é a prioridade do projeto.
Neste sentido, a proposta parece bem conseguida.
Tirando isso, em termo de funcionalidade do trânsito, não tenho dúvidas que será um sucesso absoluto a qualquer terça-feira por volta das 3h30m da manhã.
No entanto, o atual projeto esquece que a Av. Rainha Santa Isabel não é só uma estrada nacional. A avenida é um eixo urbano, que estrangula e divide Pataias em duas e esta solução não parece mais do que reforçar esse estrangulamento, acentuar essa divisão e esquecer por completo que a Avenida Rainha Santa Isabel, e não o troço urbano da EN242 dentro de Pataias, deve facilitar e promover a mobilidade e a qualidade de vida de quem cá mora e está todos os dias e não de quem cá passa.

Concretizar este projeto como está, na realidade e estrutura viária e urbana atual de Pataias, é o mesmo que estar a ligar um "complicómetro" na mobilidade da vila. Para a concretização deste projeto e efetiva melhoria da mobilidade, seria necessário a construção de eixos de ligação entre algumas ruas. Alguns exemplos:
- ligação da Avenida da Lagoa à R. Nsa. Sra da Vitória, das escolas ao mercado - permitiria que quem vem da Burinhosa (ou da Martingança) pudesse aceder ao mercado, ao lar e às piscinas sem necessidade de passar por dentro de Pataias;
- rotunda no cemitério e melhoria da estrada de ligação do cemitério à estrada da Burinhosa - permitiria que quem vem da Burinhosa e do Mato Pinheiro e quer ir para a Ferraria não tenha que vir ao centro de Pataias;
- ligação entre a Rua da Estação à Avenida do Clube Desportivo Pataiense, permitindo a circulação de veículos entre o norte e sul da vila do lado nascente, sem que se tenha de ir à Avenida Rainha Santa Isabel.
Outras vias a abrir:
Ligação do Mato Pinheiro à escola C+S;
Ligação da Rua de Nossa Senhora da Vitória/ Rua dos Currais Velhos à Rua da Cheia, junto às piscinas e consequente ligação à rua das Águas Luxosas;
Melhoria da ligação da Rua da Cal/ Rua do Pereiro/ rua do Brejomeiro (Pataias-Gare - Ferraria).

Assim, nas atuais condições, este projeto, NÃO OBRIGADO.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel

A notícia na edição 1185 do Região de Cister de 5 de maio de 2016

Pataias - projeto apresentada na última assembleia de freguesia
Requalificação da Avenida inclui nova rotunda oval

Uma nova rotunda oval e mais estacionamentos são as principais alterações que o projeto da requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, em Pataias, prevê. A apresentação decorreu na última assembleia de freguesia, que teve lugar na passada quinta-feira, no auditório dos Bombeiros.
“O projeto foi remodelado para valores, cujo orçamento da Câmara de Alcobaça pudesse suportar“, sublinhou José António, arquiteto da Câmara de Alcobaça. Dessa forma, o projeto prevê a manutenção do eixo da EN242, desde a rotunda da fonte luminosa à futura rotunda oval. “Todos os estacionamentos deixam de estar junto aos prédios, passam a estar afastados. Dessa forma, o número de lugares de estacionamento na Avenida vai aumentar exponencialmente, porque todo o lado esquerdo da estrada de quem vem da Nazaré vai ter estacionamento perpendicular”.
Por outro lado a criação do nova rotunda oval tem como objetivo “canalizar todo o trânsito das três ruas que têm algum movimento dentro da vila, evitando qualquer atravessamento da via por questões de segurança”, sublinhou.
Sem semáforo em frente a igreja, o projeto que seguirá agora para discussão pública inclui ainda a alteração da entrada e saída das bombas de gasolina para estrada que vem da Burinhosa.
O presidente da União das Freguesias de Pataias e Martingança acredita que o projeto da requalificação da Avenida vai implicar “trânsito mais fluente e com mais segurança“. O concurso de adjudicação da obra poderá avançar ainda este ano ou no início do próximo ano, garantiu o autarca.
Ficou agendada para o próximo dia 12 uma assembleia extraordinária da freguesia, de forma a “abrir a discussão na comunidade geral, uma vez que se trata de uma obra para as próximas dezenas de anos”, salientou Valter Ribeiro.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Reunião de Câmara - Assuntos sobre a freguesia

Do blogue de Rogério Raimundo, as informações relativas à União de Freguesias de Pataias e Martingança, na reunião (extraordinária) da Câmara Municipal de 15 de abril de 2016
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2016/04/55665abril2016722-12rc2016extraordinari.html

Av Rainha Santa Isabel

Apresentado novo projeto de intervenção na Av. Rainha Santa Isabel, feito pela empresa Aquavia

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel

A notícia na edição 1174 do Região de Cister de 18 de fevereiro de 2016

Pataias - até início do próximo mês
Projeto de requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel vai a votos 

Até à primeira semana do próximo mês terá lugar a Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Pataias e Martingança (UFPM), que visa apresentar e aprovar o projeto de requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, em Pataias. O processo esteve “parado nos últimos anos”, tendo em conta que a Câmara de Alcobaça tentou negociar as obras de revitalização em troca da desclassificação da Estrada Nacional (EN) 242.
A autarquia disponibilizou-se para aceitar a desclassificação da estrada e assumir a gestão se a Estradas de Portugal (EP) aceitasse requalificar a avenida de Pataias. Contudo, o processo que visava a troca da requalificação da avenida pela desclassificação daquela artéria não foi consensual.
Agora, a Câmara de Alcobaça vai avançar com a obra a expensas próprias. O projeto que será apresentado aos membros da Assembleia de Freguesia é similar ao segundo projeto apresentado há mais de oito anos. “Pegámos nesse projeto e introduzimos algumas melhorias”, explica Valter Ribeiro, presidente da UFPM, acrescentando que “ainda se podem fazer mais algumas alterações com vista a melhorar o projeto final”. As obras de melhoramento irão decorrer entre a Igreja e a rotunda luminosa, havendo ainda a possibilidade de serem efetuadas algumas melhorias até à zona da rotunda dos Bombeiros. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Assembleia Municipal cheia de promessas

A notícia no Região de Cister 1141 de 2 de julho de 2015

Pataias - Câmara garante que obras vão arrancar
Paulo Inácio deixa várias promessas na Assembleia

Parece ter saído o jackpot à União de Freguesias de Pataias e Martingança (UFPM) no decorrer da Assembleia Municipal que teve lugar no auditório dos Bombeiros de Pataias, na passada terça-feira. Na sua maioria, as intervenções foram asseguradas pelos deputados municipais do Norte do concelho de Alcobaça, que reclamaram algumas obras para a freguesia.
A implementação do centro escolar, a requalificação da Lagoa, a construção da rede de saneamanento básico nos Pisões e Mélvoa, a dinamização das zonas industriais das Alvas e dos Calços e a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel foram os temas que dominaram a sessão ordinária do órgão municipal.
Adriana Bento (CDS/PP) lamentou que “a freguesia esteja um bocado esquecida” pela Câmara de Alcobaça. Da bancada da CDU, Rui Coutinho relembrou que “não é a primeira vez que os terrenos de Pataias servem de moeda de troca de alguns negócios, não havendo retorno de investimento para a nossa freguesia”, a propósito da eventual futura venda de alguns terrenos das Alvas. “Já António Calaxa, do PS, alertou para o facto de Pataias poder “transformar-se numa vila fantasma”, se as zonas industriais não forem vitalizadas.
Paulo Inácio assegurou que todas as obras enumeradas “estão bem encaminhadas”. “Estamos a lutar por um centro escolar onde as crianças estudem até ao 9.º ano”, garantiu o presidente da Câmara de Alcobaça, deixando antever a passagem do ensino primário para a EB 2,3. Relativamente à requalificação da avenida, o autarca informou ainda que “a Câmara vai avançar com a primeira fase do projeto de requalificação”.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Assembleia Municipal - Intervenção de Rui Coutinho sobre Pataias

Via blogue do Rogério Raimundo
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/07/98932jul201577-assembleia-municipal-de.html


Senhor Presidente da Assembleia Municipal, restantes membros da Mesa, Senhor Pesidente da Câmara, Senhores Vereadores, Colegas Deputados Municipais, Exma Comunicação Social, caros Concidadãos.

Congratulo-me com a realização desta Assembleia descentralizada na União de Freguesias de Pataias/Martingança, desde já dando as boas vindas a todos.

Tenho algumas questões a colocar ao Senhor Presidente da Câmara, que são alguns dos projectos não concretizados e há muito tempo prometidos; a saber:

1/ Requalificação da Av. Rª Santa Isabel - Para quando a sua execução;

2/ Lagoa de Pataias: Para quando uma intervenção de forma a que o espaço possa ser utilizado para actividades lúdicas e lazer e fins turísticos? Apesar de ser área protegida é na minha opinião possível criar condições com equipamentos de apoio para tais actividades sendo  perfeitamente compatíveis com a classificação do espaço à semelhança do que se passa em espaços idênticos noutros países; 

3/ Saneamento do Polo Industrial da Martingança: Uma urgência para quando?

4/ Estrada Municipal Pataias/Alcobaça - Apesar de nos ter sido comunicada o acordo com a Câmara Municipal da Nazaré, para resolução do problema até a data não se vê nada executado.

5/ Centro Escolar de Pataias: Para quando e em que moldes está a ser equacionada a sua concretização, pois continuamos a assistir a um tratamento diferenciado entre os alunos que têm Centros Escolares ultra modernos, com belíssimas Bibliotecas, quadros interactivos e outras belas condições, nomeadamente nos Centros de Alcobaça e Benedita, condições essas que queremos ver alargadas a todos os alunos do Concelho.

6/ Veio ao conhecimento público uma notícia, de que a Câmara Municipal se prepara para negociar uma vasta área de terreno das Alvas de Pataias, como contrapartida na resolução do problema relacionado com os edifícios junto ao Mosteiro, que são propriedade da empresa Raimundo e Maia. A ser verdade qual a área em negociação, finalidade futura utilização com criação de riqueza para o norte do concelho, já que não é a primeira vez que os nossos terrenos servem de moeda de troca para concretização de projectos noutros locais, sendo que o retorno para a Freguesia de Pataias tem sido pouco mais que zero.

Muito obrigado.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Assembleia Municipal: uma mão cheia... de vento

Realizou-se ontem a Assembleia Municipal no auditório dos Bombeiros Voluntários de Pataias.
A União de Freguesias de Pataias esteve em especial destaque.
A estrada de Pataias ao Casal da Areia, o melhoramento da Zona Industrial da Alva e dos Calços-Martingança, a Avenida Rainha Santa Isabel, o Centro Escolar, a EN 356 na Martingança e o litoral da freguesia foram os principais temas abordados.

Mas a reunião pode dizer-se que se traduziu numa mão cheia… de nada. 
Paulo Inácio, reconhecendo as necessidades apontadas comprometeu-se, efetivamente, apenas com o alcatroamento da estrada de ligação da estrada atlântica a Vale Furado. Quanto ao resto, remeteu sempre para a atribuição dos fundos comunitários, que antes de 2016 não chegarão aos cofres municipais. E, depois, é preciso que os projetos de Pataias tenham sido contemplados ou a Câmara terá de recorrer a fundos próprios.
E a história tem-nos mostrado os fundos próprios que Alcobaça gastou em Pataias…
Ou seja, as eleições foram em setembro de 2013, estamos quase a meio do mandato, os fundos chegarão em 2016 (sem confirmação para Pataias) e as eleições em 2017.
Há seis anos, Paulo Inácio apontava como prioridades (de uma lista de 68 no concelho) para a então freguesia de Pataias, a ampliação da zona industrial da Alva, a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, a construção do Centro escolar de Pataias, a valorização do litoral do concelho e o saneamento básico nos Pisões. É fácil perceber, seis anos depois, em que pé estamos. É fácil perceber, de acordo com as suas declarações, em que pé estaremos em setembro de 2017.

Pedro Guerra, do PSD, acusou Carlos César de ofender os pataienses com as declarações que fez na sua intervenção, de maltratar o anfitrião e o povo de Pataias. Mais tarde, noutra declaração, disse que esta era uma Assembleia em que Pataias havia ganho tudo o que havia pedido. Na Benedita, terra de gente lutadora e empreendedora, haviam lutado e conseguido o que tinham, através de peditórios, festas e outras angariações de fundos. Que não percebia as declarações de Telmo Moleiro quando falava num favoritismo camarário da Benedita face a Pataias. O que quis dizer com isso? Que a população de Pataias e Martingança (e Burinhosa e Pisões e Mélvoa, etc.) não é trabalhadora?
Quantos pinhais cortou a Benedita para fazer obras em Pataias ou em Alcobaça?
Quantos terrenos vendeu a Benedita para construir mercados em Pataias ou em Alcobaça?
O que é que saiu do património municipal na freguesia da Benedita para fazer obras nas outras freguesias?
Paulo Inácio, reconheceu nesta assembleia municipal que os constrangimentos financeiros da Câmara impediram qualquer investimento em Pataias. Paulo Inácio, na assembleia municipal de dezembro de 2013 disse no mandato anterior (2009-2013) havia sido feito o maior investimento de sempre na Benedita (10 milhões de euros)…
Pedro Guerra na última assembleia municipal, confirmou as palavras do presidente da Junta da Benedita quando este, a propósito da condição das estradas, disse literalmente, que «as estradas da Benedita têm apenas 4 buracos». 
Oh Pedro Guerra, quem veio ofender o povo de Pataias foi o senhor.

Estrada Pataias – Casal da Areia

O Presidente da Câmara informou que está estabelecido o protocolo entre as Câmaras de Alcobaça e da Nazaré (que pode consultar aqui). O projeto encontra-se em fase de conclusão da adjudicação e será imediatamente lançado a concurso.

Avenida Rainha Santa Isabel

Paulo Inácio referiu que a Avenida será requalificada, por fases. A primeira fase dos trabalhos terá início ainda em 2015.
No período aberto ao público, Paulo Grilo recordou que a Câmara Municipal tão lesta a fazer apresentações públicas sobre o Parque Verde de Alcobaça ou a Regeneração Urbana de Alcobaça, não fez qualquer apresentação pública sobre a requalificação das Paredes da Vitória ou agora sobre a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel. Questionou sobre o projeto que existe e que tipo de intervenções serão feitas.
Paulo Inácio reconheceu a razão ao munícipe e que essa informação chegará aos pataienses logo que possível, em articulação com a Junta de Freguesia, aquando a definição dos trabalhos a executar na primeira fase. Afirmou ainda que o projeto é aquele que existe há já seis anos (ver aqui).

Zonas Industriais da Alva de Pataias e dos Calços-Martingança

O presidente da Câmara referiu que o investimento nas zonas industriais da União de Freguesias de Pataias – Martingança está condicionado pela atribuição dos fundos comunitários que apenas estarão disponíveis para o período 2016-2020. Reconheceu a necessidade do saneamento básico na zona industrial dos Calços-Martingança e comprometeu-se que se não forem atribuídos fundos comunitários para as zonas industriais, o desenvolvimento das mesmas avançará com capitais próprios do município a 100%.

Centro Escolar de Pataias

«Estamos a lutar por um Centro Escolar no mesmo local do ensino secundário [EB 2,3 de Pataias]». Salientou que a presença na mesma escola dos alunos desde o 1º ano até ao 9º será uma importante medida para impedir a saída dos alunos de Pataias para os concelhos limítrofes.  Referiu que os municípios da CIMOESTE (Comunidade Intermunicipal do Oeste) apenas têm 19 milhões de euros para repartir, sendo que os projetos do município de Alcobaça representam 6 milhões de euros, ou seja, 30% desse valor. Considera que as negociações para a distribuição das verbas estão bem encaminhadas. Não respondeu à questão do “quando” para o Centro Escolar.

Lagoa de Pataias

Apontou uma importante “medida estrutural” para a preservação da lagoa de Pataias: a construção da estação elevatória, que resolverá o problema da qualidade da água e dos efluentes. Referiu a importância das parcerias com a sociedade civil, abordando a ampliação das instalações do Lar de Pataias, cujo projeto, em terrenos públicos, chegará até à lagoa.

As Alvas de Pataias

Questionado por Rui Coutinho sobre a veracidade da notícia da troca dos terrenos do Raimundo e Maia junto ao mosteiro por 50 hectares das Alvas de Pataias, Paulo Inácio, lacónico, referiu apenas que «o património municipal deve ser rentabilizado em perfeita articulação com a Junta de Freguesia».

Fornos da Cal

A Câmara Municipal vai iniciar o processo para classificação dos fornos de cal em Pataias, com vista a assegurar que situações como a que ocorreram (destruição do forno do Leão), não voltam a ocorrer e que o património edificado de Pataias será preservado.

Estrada Nacional 356

Reconheceu a necessidade de requalificação da estrada.

Outros assuntos sobre a freguesia

Acesso a Vale Furado – a estrada será alcatroada «entretanto», pois o concurso já foi lançado. Espera-se que até ao fim do Verão, pois «é uma obra que se faz em 2 ou 3 dias».
Casa da Guarda da Alva – Protocolo para cedência aos bombeiros. Processo junto da Direção Geral do Património ainda não foi concluído.
Manuais escolares para o 1º Ciclo – Vai avançar o empréstimo dos manuais. Será o empréstimo e não a cedência gratuita, também porque lhe parece que é uma forma de responsabilizar pais e alunos.

Valter Ribeiro  - «já fui julgado nas urnas»

César Santos (PS) na sua intervenção não poupou Valter Ribeiro a críticas e acusações. César Santos referiu que Valter Ribeiro é Presidente da Junta de União de Freguesias (pelo PSD), membro da Assembleia Municipal (pelo PSD), deputado à Assembleia da República (pelo PSD) e presidente da Concelhia Política de Alcobaça do PSD. Assim, face aos cargos que desempenha, não poderia falar da não execução de obras em Pataias pela Câmara Municipal (do PSD) como se não tivesse quaisquer responsabilidades. Perguntou ainda que tipo de intervenções havia Valter Ribeiro feito na Assembleia da República em defesa do concelho de Alcobaça ou sobre a freguesia de Pataias. Acrescentou ainda, que aquando a discussão das agregações da freguesia, nem sequer teve presente nas Assembleias Municipais.
Valter Ribeiro relembrou que apenas é membro da Assembleia Municipal por inerência de funções (presidente de uma junta) e não por ser presidente da concelhia ou deputado da República. Em resposta a António Calaxa (PS), relembrou que a Secil/Cibra contribuiu com 1 milhão de euros para as piscinas e que a venda de terrenos à empresa foi coincidente no tempo e não no motivo. Adiantou ainda que a venda de «um buraco por 70 mil contos (350 mil euros) foi um excelente negócio» e que esse dinheiro não ficou na sua posse, tendo sido aplicado na melhoria de condições do mercado e no arranjo das avenidas do Clube e da Filarmónica e das ruas de Nossa Senhora da Vitória e da Cheia, por exemplo. Terminou dizendo que é altura de colocar um ponto final no tema da venda dos terrenos e que «já fui julgado nas urnas» por essa decisão.

Outros assuntos de interesse para Pataias

Foi aprovada a atribuição de um subsídio à União de Freguesias de Pataias e Martingança no valor de 80 mil euros.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Estrada Pataias-Alcobaça é um "quadro imaginativo"

Na edição escrita nº986 do Região de Cister de 12 de julho de 2012

Estradas de Portugal avalia intervenções em Alcobaça

A Estradas de Portugal está a avaliar a possibilidade de realizar várias intervenções no concelho de Alcobaça. A EN 8-6, que liga a sede do concelho à Benedita, poderá vir a ser alvo de melhoramentos.
Esta terça-feira, o presidente da empresa, António Ramalho, esteve reunido com o presidente da Câmara de Alcobaça e revelou que vão ser desenvolvidos estudos de avaliação de tráfego após a abertura do IC9, após o que serão definidas prioridades.
“Estamos a delinear um plano estratégico de intervenções de pequena dimensão, sem grande espetáculo mediático, mas que visam resolver problemas das populações”, declarou o dirigente, explicando que a construção de uma nova estrada entre Alcobaça e Benedita vai ter de esperar.
“Já temos um quadro razoável de estradas, pelo que temos de nos concentrar em melhorar o que temos em vez de construir de novo”, frisou António Ramalho, que garante estar atento à necessidade de um nó de acesso a Aljubarrota no IC9.
“São assuntos que merecem análise, mas a lógica partilhada com os privados que desenvolveram a concessão obriga a conversações”, concluiu.
Por outro lado, a passagem da VCI para a Estradas de Portugal, que poderá representar um encaixe de 5 milhões de euros para a Câmara, será alvo de “uma análise técnica e, posteriormente, uma avaliação financeira”.
O presidente da Câmara manifestou preocupação com a resolução de algumas destas questões, salientando que também a estrada que liga Alcobaça a Pataias deverá ser alvo de um “quadro imaginativo”. Paulo Inácio observa que as ligações entre as principais freguesias e a cidade “são uma prioridade” para a autarquia.


Comentário

Por aquilo que se percebe depois, ao ler a notícia, é que a única estrada que sofrerá melhoramentos é a de Alcobaça para a Benedita.
Pataias tem há muito duas situações para resolver.
A primeira é o atravessamento pela EN242 do centro de Pataias: a chamada requalificação da Av. Rainha Santa Isabel foi cabeça de cartaz e promessa eleitoral deste PSD (da Câmara e da Junta). Nunca os ouvi dizer nada contra o projeto apresentado, e/ou quais as alternativas que propõem. Deduzo pois que se mantém a promessa exatamente naqueles moldes.
É público que não gosto nem um pouco das soluções apresentadas, que se forem implantadas Pataias ficará muito pior e por isso tremo sempre que se fala em Pataias e na Estradas de Portugal.
Outro problema, mais premente, mais urgente, verdadeiramente necessário, é o arranjo da estrada de Pataias a Alcobaça.
Já estamos todos (aqui em Pataias e na Martingança) fartos de ouvir dizer que é um problema de dificil resolução, que há a Câmara da Nazaré, que há isto, que há aquilo.
Agora o presidente da Câmara diz que a ligação de «Alcobaça a Pataias deverá ser alvo de um "quadro imaginativo"». Já 'tou a ver: vamos todos imaginar que não tem buracos. Ou que é um troço do Paris-Dakar...
Mas sinceramente não percebo. Arranjar a estrada de Alcobaça à Benedita?
Eu não vejo necessidade nenhuma da obra...