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sexta-feira, 6 de março de 2015

Centro escolar: vira, vira e volta a virar

A notícia na edição on-line do Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=d19bb55d-0c40-4719-9379-25697c634ec8&edition=172

Turquel, Cela, Pataias e Alfeizerão
Câmara de Alcobaça volta a apostar na construção dos centros escolares
   
A Câmara Municipal de Alcobaça vai construir mais centros escolares no concelho, para além dos de Alcobaça e Benedita, já concluídos e em funcionamento. A informação foi avançada pelo seu presidente durante a sessão da Assembleia Municipal de Alcobaça que decorreu no dia 27 de fevereiro, admitindo que poderá mesmo concluir toda a Carta Escolar, que contempla centros escolares em Turquel, Cela, Pataias e Alfeizerão, os quais não chegaram a ser construídos no mandato de Gonçalves Sapinho por dificuldade no acesso aos fundos comunitários. 
Paulo Inácio informou ter reunido recentemente com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e, apesar de admitir que a verba a atribuir à OesteCIM para o efeito ser pequena, espera poder construir os quatro centros escolares em falta, ressalvando que os novos centros escolares serão pequenos ou médios, ajustados à dimensão da população escolar atual, já que a designação centros escolares é possível a partir das cinco salas de aula.
O autarca anunciou também ter chegado a acordo com a Caixa Geral de Depósitos para renegociar a dívida referente à construção dos centros escolares de Alcobaça e da Benedita e do Pavilhão Gimnodesportivo de Évora de Alcobaça, passando esse empréstimo a ter um spread de apenas 2%, com retroatividade ao início do empréstimo. 
Paulo Inácio explicou que essa redução na taxa de juro foi conseguida devido à decisão de internalizar a dívida da empresa “Cister Equipamentos Educativos, SA” no orçamento municipal, operação que faz reduzir o risco associado ao empréstimo. O edil admite que este processo é complexo e anunciou a intenção de convocar para março uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para discutir e resolver este assunto que se arrasta há vários anos.
Recorde-se que a decisão de construir os Centros Escolares de Alcobaça e da Benedita e o Pavilhão Gimnodesportivo de Évora de Alcobaça sem recurso a fundos comunitários foi tomada em 2007, com o argumento de que não haveria então fundos comunitários suficientes para construir os seis centros escolares previstos na Carta Educativa. 
A Câmara Municipal de Alcobaça decidiu então criar uma empresa público privada, a Cister Equipamentos SA, para poder construir os dois centros escolares e o pavilhão de Évora e, ao mesmo tempo, impedir que os empréstimos contraídos pela sociedade relevassem para os limites de endividamento líquido do Município. Esta sociedade foi constituída em 2008, sendo detida a 49% pela empresa municipal “Terra de Paixão”, criada no início de 2008 para o efeito, e em 51% por um consórcio liderado pela construtora Manuel Rodrigues Gouveio SA, com sede no Sabugal. 
A Cister Equipamentos SA, recorreu então a um empréstimo bancário, no valor de 29,4 milhões de euros, a amortizar durante 25 anos. A Câmara Municipal de Alcobaça comprometeu-se a arrendar os dois equipamentos educativos por igual período, mas o processo esbarrou no Tribunal de Contas e as rendas nunca foram pagas. 
Com efeito, a Câmara Municipal de Alcoba remeteu para fiscalização prévia do Tribunal de contas, as minutas contratuais a celebrar com a Cister – Equipamentos Educativos, SA , pelo prazo de 23 anos e 3 meses, no valor global de € 63.454.030,77, que incluíam arrendamento do Centro Escolar de Alcobaça e da Benedita e a cessão de exploração dos Pavilhões da Benedita, do Pavilhão Multiusos de Évora de Alcobaça e do Pavilhão Desportivo de Alcobaça, mas o visto foi recusado em julho de 2013 com base em diversas irregularidades processuais e por não ter sido realizado um estudo de custo-benefício da vantagem comparativa da parceria público-privada contratada face a modelos alternativos de contratação que poderiam concretizar o mesmo objetivo. 
Em Março de 2013, a Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou a extinção da Terra de Paixão, assumindo a Câmara Municipal de Alcobaça os direitos e deveres da empresa municipal na Cister Equipamentos SA, mas a dívida vencida continuou a crescer, obrigando a Câmara Municipal a encetar um progresso de negociação do pagamento da dívida à Caixa Geral de Depósitos. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

EB1 dos Pisões encerrada

Foi divulgada ontem a lista de escolas do primeiro ciclo á fechar no próximo ano letivo de 2014/2015 pelo Ministério da Educação e Ciência.
No concelho de Alcobaça, para além das Escolas Básicas de Lagoa das Talas (Benedita) e dos Casais de Santa Teresa, também a EB1 de Pisões é encerrada. Os alunos da EB1 Pisões serão transferidos para a EB1 de Pataias.
De recordar que o novo Centro Escolar de Pataias, obra com um valor superior a quatro milhões de euros e cuja abertura do concurso público chegou a ser anunciada, continua sem novidades, falando-se  mesmo (de forma insistente) no encerramento do 3º ciclo na EB2,3 de Pataias e respetiva transferência de alunos para Alcobaça.

A lista de escolas encerradas aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLTXdrME5rcXFoVXM/edit?usp=sharing

Adenda

Vinha no automóvel à hora de almoço a ouvir as notícias na rádio, quando o Secretário de Estado da Educação anunciou que cerca de 24% dos estabelecimentos de ensino agora encerrados o foram sem a auscultação das câmaras municipais e que em apenas 8% dos casos as autarquias se haviam pronunciado contra o encerramento das mesmas.
Nesta questão do encerramento das escolas no concelho de Alcobaça, nomeadamente nos Pisões, qual foi a posição da Câmara Municipal de Alcobaça?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

As Câmaras, os agrupamentos e a educação

A notícia na edição on-line do Público
http://www.publico.pt/portugal/jornal/o-que-faz-falhar-um-aluno-odemira-vai-ter-as-respostas-que-faltam-ao-mec-26305338


O que faz falhar um aluno? Odemira vai ter as respostas que faltam ao MEC

Câmara de Odemira receia que o abandono escolar se agrave com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano.
A partir do próximo ano lectivo, a Câmara Municipal de Odemira (CMO) vai fazer o que o Ministério da Educação e Ciência alega ainda não ter conseguido: seguir o trajecto individual de cada aluno, desde a sua entrada no sistema educativo. Estes dados têm sido considerados essenciais pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico para avaliar qual a real contribuição das escolas para o progresso dos alunos, independentemente da origem socioeconómica e da situação familiar destes.
Em parceria com a PT, a CMO está a construir uma "ferramenta electrónica" que permita trabalhar a informação que actualmente é enviada pelas escolas ao MEC, contou ao PÚBLICO o vereador da Educação, Hélder Guerreiro. "O que no nosso entendimento tem faltado é a ferramenta que permita uma integração desta informação, a sua actualização e, essencialmente, o tratamento e disponibilização de dados".
Apesar de as escolas enviarem para o ministério informação sobre cada um dos seus alunos, aquela continua a ser difícil de utilizar por existirem diferentes plataformas, variando em cada uma tanto o código individual do estudante como o da escola. O MEC já indicou que está a trabalhar para a sua integração, Odemira, pelos vistos, irá dar o exemplo.
Entre o pré-escolar e o ensino secundário, estão matriculados naquele concelho cerca de 3600 alunos, metade dos quais nos 2.º e 3.º ciclos. A monitorização do seu percurso será um dos objectivos centrais do recém-criado Observatório das Política Educativas do Concelho de Odemira (OPECO). Para a sua concretização, a câmara tem contado com a colaboração dos directores das escolas ali existentes (cinco agrupamentos, que abrangem cerca de 50 estabelecimentos de ensino, três secundárias e uma profissional).
Com a nova ferramenta electrónica será possível não só uma gestão deste sector "mais eficaz e transparente", afirma, como também a obtenção de respostas sobre as razões que levaram a que ainda não tenham atingido as metas definidas para a redução do insucesso e abandono escolar no concelho, um fenómeno que, alerta, "tenderá a agravar-se com o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano".
Segundo o INE, em Odemira a taxa de retenção e desistência no básico era, em 2010/2011, de 9,2% - superior em quase dois pontos percentuais à média nacional. Dois anos antes, estava nos 12,4%, mas a meta fixada era a de a reduzir em 50% até 2011.
Hélder Guerreiro aponta alguns exemplos de respostas que esperam vir a obter com a monitorização do percurso escolar dos estudantes. Perceber "se a variável distância/tempo casa-escola influencia e como o (in)sucesso dos alunos" - Odemira é o maior concelho do país, estendendo-se por 1719 km2 - ou se a frequência de Inglês nas Actividades Extracurriculares do 1.º ciclo tem ou não influência no desempenho nesta disciplina nos 2.º e 3.º ciclos, bem como detectar se serão necessários investimentos específicos para ultrapassar debilidades registadas no início do percurso escolar e que poderão ditar uma reprovação em ciclos seguintes.
A base de dados será alimentada por estes responsáveis, pela autarquia e pelos próprios alunos, uma vez que, acrescenta Guerreiro, o município pretende seguir também os estudantes de Odemira que frequentam o superior. Não só para permitir um olhar completo sobre o percurso escolar, mas também para incentivar o seu regresso ao concelho após o fim dos estudos, pela "manutenção de um vínculo" à sua terra de origem e pela prestação de apoios.
Para já, a câmara e a escola já definiram o perfil do aluno à saída do 12.º ano para o qual devem trabalhar. A fasquia é alta: querem "cidadãos informados, autónomos,responsáveis, empreendedores, com elevada consciência e participação cívica". Entre as apostas seleccionadas para o efeito figuram a promoção das ciências experimentais e da área de expressões artísticas em todos os níveis de ensino.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Mega-agrupamento de escolas de Alcobaça


Na edição escrita 985 do Região de Cister de 5 de Julho de 2012

Iniciativa permite que alunos da vila de pataias estudem em Alcobaça
Gaspar Vaz eleito presidente do Mega-Agrupamento

Gaspar Vaz foi anunciado esta semana como o presidente do Agrupamento de Escolas de Cister, que tem como objetivo evitar a saída de alunos de Pataias do concelho de Alcobaça.
O também diretor da Esdica confessou que a presidência deste novo agrupamento é um “desafio a ser superado”, em grande parte devido ao facto de abranger mais de 4 mil alunos.
“É óbvio que é um número muito grande mas teria de o levar para a frente. Caso não o fizesse, seria um sinal de fraqueza e cobardia. Estaria a virar as costas num momento tão difícil”, comentou o docente, realçando que neste momento o mais importante é “trabalhar” e fazer o “máximo possível para que tudo dê certo desde o início”.
Com este novo agrupamento, os alunos que terminarem o 9º ano na vila de Pataias serão encaminhados para a Esdica, impedindo que muitos deles optem por ir estudar para a Marinha Grande ou para a Nazaré. “Sem a verticalização, Pataias podia correr o risco de desaparecer ou ser agregado a outros agrupamentos”, justificou- Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça, considerando que esta foi uma opção “inteligente” por parte dos responsáveis da escola.
Para que tudo se desenvolva conforma o previsto, Gaspar Vaz pretende “ouvir” e “analisar” as melhores opções, até porque poderá não ser necessário fazer grandes alterações.
“Por vezes não se muda para melhor e se tudo poder funcionar como está, melhor para nós. Esperemos alterar o mínimo possível para que tudo se desenvolva da melhor maneira possível”. Para isso, o responsável pretende utilizar “todos os meios que estejam disponíveis”, sejam eles “físicos ou humanos”.

Comentário

Continuo a ver muita demagogia e desinformação nas notícias que vão saindo sobre o mega-agrupamento de escolas.

Em primeiro lugar o subtítulo da notícia “Iniciativa permite que alunos da vila de pataias estudem em Alcobaça”. 
Ora, é do conhecimento geral que a única coisa que impedia os alunos de Pataias de estudarem em Alcobaça era um serviço de transportes com horários que não lembravam a ninguém. E foi assim durante mais de 20 anos. Quando finalmente a Câmara colocou transportes escolares com horários decentes, o número de alunos de Pataias a estudarem em Alcobaça subiu… em flecha. Parece-me pois “populista” o título da notícia.

Em segundo, “os alunos que terminarem o 9º ano na vila de Pataias serão encaminhados para a Esdica, impedindo que muitos deles optem por ir estudar para a Marinha Grande ou para a Nazaré”. 
É falso, tal como está escrito. 
A ideia da verticalização dos agrupamentos é permitir que os alunos prossigam os estudos dentro do mesmo agrupamento e do mesmo projeto educativo. Mas a Lei também nos diz que os pais são livres de inscreverem os filhos onde quiserem, independentemente do seu local de residência e do ano de escolaridade. Portanto, se algum pai ou aluno quiser estudar na Nazaré ou na Marinha Grande, não há NADA que o impeça (excepto a vaga no estabelecimento).

Já agora, estou curioso para ver o projeto educativo do novo agrupamento. Não será fácil conciliar as realidades, as vivências, o mercado de trabalho de Aljubarrota, Évora, Vimeiro, Cela, Bárrio com... Pataias. Ou alguém vai "abdicar" de alguma coisa?

Terceiro, “Sem a verticalização, Pataias podia correr o risco de desaparecer ou ser agregado a outros agrupamentos”. 
É aqui que eu me bato. 
Pataias “ser agregado a outro agrupamento”, não foi o que aconteceu agora? Qual foi a vantagem de o ser agora, se eventualmente nem o poderia ser no futuro?
Pataias poder “desaparecer” – como? Extinguir a escola de Pataias que atualmente tem cerca de 340 alunos no 2º e 3º ciclo, é isso que querem dizer? Que garantias existem que essa extinção, agora que foi feita a agregação, não irá acontecer?
E até digo mais, se houvesse, no futuro, esse risco, que posição tomaria a Câmara relativamente ao encerramento da escola, situada a 20km da sede do concelho, e que serve todas as freguesias do norte do concelho? Deixaria fechar ou iria bater-se pela sua manutenção, como dezenas de outras autarquias têm feito relativamente ao encerramento das suas escolas?
Há aquele ditado que diz "pagar e morrer, quanto mais tarde melhor...".

Resta-nos uma esperança.
As autarquias – Câmara e Junta – assim como algumas coletividades têm assento no futuro Conselho Geral do Agrupamento. Espero que se batam, ou melhor, que EXIJAM A MANUTENÇÃO do 2º e 3º ciclo, independentemente do número de alunos, em Pataias. Pois a mim parece-me que será muito mais fácil deslocar 1 ou 2 vezes por semana alguns professores que três centenas e meia de alunos todos dias. Se assim não for, terão ainda mais explicações para dar.

E já agora: haverá transporte a horas decentes dos alunos da Martingança e Burinhosa para Alcobaça, ou esses podem continuar a ir para a Marinha Grande? 

E os funcionários, talvez os maiores afetados por todo este processo. Alguém os ouviu?

Reafirmo.
Esta decisão representará um preço demasiado alto naquilo que é um conceito de desenvolvimento social, humano e até económico que Pataias poderá nunca ter capacidade de pagar.
Espero muito estar errado.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Mega-agrupamento

A notícia na edição escrita nº 984 do Região de Cister

Estudantes prosseguem estudos em alcobaça em detrimento de marinha grande e nazaré
Mega-agrupamento na Esdica ajuda a manter alunos de Pataias no concelho


A criação do mega-agrupamento de escolas na Esdica pretende, entre outros aspetos, evitar a saída de alunos de Pataias do concelho de Alcobaça. Segundo o presidente da Câmara, “havendo um vínculo formal de Pataias com Alcobaça”, os alunos que concluam o 9º ano estão a optar por inscrever-se na Esdica, ao contrário de anos anteriores, em que optavam por passar a estudar na Marinha Grande ou na Nazaré.
“Sem a verticalização, Pataias podia correr o risco de desaparecer ou ser agregado a outros agrupamentos”, justifica Paulo Inácio, falando de uma decisão “inteligentemente” tomada pelos responsáveis daquele estabelecimento de ensino.
Contudo, o presidente da Câmara reconheceu que existir um agrupamento com mais de 4 mil alunos pode ser excessivo, considerando que “faz sentido fazer agregação dentro da cidade”.
Entretanto, Gaspar Vaz deve ser anunciado, em breve, como presidente do mega-agrupamento.

CURIOSIDADES

Novo agrupamento de escolas de Alcobaça - 4156 alunos
Novo agrupamento de escolas de Serpa - 889 alunos

Nº de alunos do atual agrupamento de escolas de Pataias - 786 alunos

Nº de alunos nos Jardins de Infância (JI) e 1º ciclo - 445 alunos
Nº de alunos no 2º ciclo - 144 alunos (57 no 5º ano e 87 no 6º)
Nº de alunos no 3º ciclo e CEF - 197 alunos

Nº de turmas na EB 2,3 de Pataias - 18 turmas
Cálculo (simples) da capacidade aproximada da escola - (18 turmas x 28 alunos = 504 alunos)

Nº de turmas totais do JI, 1º ciclo e 2º ciclo - 33
Nº total de alunos do JI, 1º ciclo e 2º ciclo - 589 alunos

Capacidade prevista para o novo centro educativo para o 1º ciclo e ensino pré-escolar de Pataias - 484 alunos
Valor da obra - 4,5 milhões de euros

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Mega-agrupamento de Escolas de Alcobaça

Pode ser impressão minha, mas parece que a notícia da constituição do maior agrupamento de escolas do país, e do qual o agrupamento de Escolas de Pataias fará parte, pouco impacto teve. Nos jornais locais a notícia ou não existiu ou foi discreta, na rádio local, o tratamento foi semelhante.
Aliás, no Região de Cister da semana passada (nº982 de 14 de Junho), a referência ao agrupamento limitava-se a uma pequena declaração do presidente da Escola Secundária D. Inês de Castro, Gaspar Vaz, no suplemento dedicado à oferta educativa, que dizia “se o agrupamento das três escolas de Alcobaça faria sentido, acho que com quatro é um número exorbitante”. Na edição desta semana nada diz.
Há ainda notícias que referem que as escolas de Alcobaça, através dos seus Conselhos Pedagógicos e Conselhos Gerais, nunca se pronunciaram sobre a agregação com Pataias. Há ainda a informação que o Conselho Municipal de Educação não reúne desde 2007(!) e que foi feita carta rasa da Carta Educativa Municipal – documento aprovado pela própria Câmara municipal.
Ora, este parece ter sido mais um assunto resolvido numa espécie de “navegação à vista”, obedecendo a interesses pontuais e acusando a normal falta de estratégia e visão de longo prazo.
 
Ou poderei estar enganado.
Esta decisão de agregar as Escolas de Pataias a Alcobaça pode ter, mesmo, essa visão de longo prazo.
Eu explico.
 
Por um lado, com a criação do mega-agrupamento, canalizam-se os alunos de Pataias para Alcobaça, garantindo a manutenção de massa crítica e emprego nas escolas da sede de concelho. Paralelamente, esvaziam-se de pataieiros as escolas da Marinha Grande e, com o tempo, poder-se-á criar uma empatia entre as novas gerações e a sede de concelho – coisa que até hoje nunca existiu.
Por outro, e dado o pequeno número de alunos no terceiro ciclo, e alegando medidas economicistas, há a hipótese de deslocar esses alunos para Alcobaça, ficando Pataias apenas com 1º e 2º ciclo. E assim, e apesar de lançado em fevereiro passado, anula-se um concurso público que iria custar aos cofres municipais qualquer coisa como 4,5 milhões de euros. Ou seja, não se constrói o centro escolar de Pataias. Se a este valor contabilizar-mos os previstos 1,5 milhões na deslocalização do mercado, são 6 milhões de euros que não serão investidos em Pataias. 6 milhões que a Câmara não tem e que pode gastar noutro lado.
A este não investimento teremos de somar o desinvestimento. Menos centena e meia de alunos em Pataias, menos umas dezenas de professores e alguns funcionários de secretaria e teremos mais uma “machadada” no já débil comércio local. Assim se esvazia Pataias, nas pessoas, no número de serviços que possui, no seu sentimento, no seu processo e intenções de autonomia, nas suas reivindicações de reconhecimento da importância que possui neste concelho. 
O que ficará para a história, no futuro, serão os 3 agrupamentos de escolas: Alcobaça, Benedita e S. Martinho do Porto.
O que ficará no futuro, são as pessoas e os jovens deslocarem-se para Alcobaça, contribuindo para o comércio local nos cafés, nos restaurantes, nas papelarias, nas diversas lojas. Gastar dinheiro em Alcobaça que antes era gasto em Pataias.
 
Ora, isto é, digo eu, visão estratégica de longo prazo.
 

Nota
Já antes disse que apenas os profissionais do Agrupamento de Escolas de Pataias podem saber os motivos que levaram a esta decisão. Sou de opinião de que o argumento que o Agrupamento não sobreviveria sozinho não é suficientemente forte e que não passou de uma desculpa.
No entanto, não deixou de me surpreender que alguns profissionais dessa casa apenas soubessem do facto consumado, à posteriori.
Surpreendeu-me ainda mais que as escolas de Alcobaça nada soubessem e que a DREL e o próprio ministério fossem favoráveis para que Pataias tivesse o seu próprio agrupamento.

Quem foi o verdadeiro interessado nesta mega-agregação?

Só mais uma coisa. 
A luta por uma escola secundária em Pataias foi uma das maiores batalhas travadas e ganhas desta terra. Surpreendeu-me também que os atores dessa luta nada tenham dito. O grande Emídio de Sousa, que via em Pataias potencialidades únicas e sonhava com o seu desenvolvimento económico, cultural e humano deve agora estar a dar voltas no seu túmulo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Super-hiper-mega agrupamento de escolas

A notícia no Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=a0f438c1-cc4a-4745-b460-9b0dd629204b&edition=139

Novo agrupamento escolar é o maior do País    
Agrupamento de Pataias troca projeto autónomo por integração no mega grupamento de Alcobaça

      
O Agrupamento Escolar de Pataias optou por trocar um projeto autónomo pela integração no mega grupamento de Alcobaça, que passa assim a ser o maior agrupamento de escolas do País, com 4156 alunos. Em declarações ao Tinta Fresca, Paulo Inácio desvalorizou os eventuais problemas logísticos e de articulação acreditando no “know-how do corpo docente, dos auxiliares, em tornar tudo exequível e articulado”. O mega agrupamento será constituído pelas duas escolas do 2º e 3º ciclo de Alcobaça, Agrupamento de Escolas D. Pedro I e Agrupamento de Escolas Frei Estevão Martins, a Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça e ainda o Agrupamento de Escolas de Pataias, situado a cerca de 20 quilómetros da sede do concelho. Alcobaça terá ainda o Agrupamento de Escolas da Benedita e o Agrupamento de Escolas de São Martinho do Porto.
Segundo Paulo Inácio, os agrupamentos da cidade de Alcobaça decidiram pela “concordância na agregação”, havendo apenas “um parecer menos favorável por parte do Agrupamento de Escolas D. Pedro I”, mas que, no entanto, aprovou na generalidade a agregação. Inicialmente e segundo Paulo Inácio, estava previsto que o agrupamento de Alcobaça fosse apenas constituído pelas duas escolas do 2º e 3º ciclo de Alcobaça, Agrupamento de Escolas D. Pedro I e Agrupamento de Escolas Frei Estevão Martins, a Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça, mas terá sido o Agrupamento de Pataias a solicitar esta fusão.
O autarca explica ao Tinta Fresca que “estava previsto que o agrupamento de Pataias tivesse autonomia, mas foi a pedido do próprio que ficou agregado com uma verticalização perfeita”, ou seja, com ensino até ao 12º ano, tal como o Agrupamento de Escolas da Benedita e o de São Martinho do Porto. Paulo Inácio afirmou ainda que “a agregação dos agrupamentos na cidade de Alcobaça mais o de Pataias, foi uma agregação de concordância por parte dos agrupamentos”.
Questionado sobre o elevado número de alunos que compõe o agrupamento agora constituído, Paulo Inácio ressalvou que se “os próprios agrupamentos concordaram com isto, parece-me que é exequível. Tanto mais que, com esta agregação, e nomeadamente em matéria de funcionários, há um ganho de escala e é mais fácil resolver situações, porque ficam mais meios disponíveis para socorrerem alguma situação que ocorra. Acredito no know-how do corpo docente e dos auxiliares para tornar tudo exequível e articulado. Acredito nos pareceres favoráveis que foram dados.
Não seria aceitável manter mais corpos de direção, mais esferas de poder em qualquer estabelecimento secundário, isso seria uma perda de recursos e um desperdício de tempo. Penso que com esta fusão, se for bem efetuada, vamos ganhar escala”, explicou.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Agrupamento de escolas

Ainda a notícia do super-hiper-mega-agrupamento de escolas do concelho de Alcobaça.
No site da Rádio Cister
http://www.cister.fm/destaque/alcobaca-tem-maior-agrupamento-de-escolas-pais

Alcobaça tem o maior agrupamento de escolas do país

O processo de fusão de escolas está concluído. Os cerca de 343 mil alunos que antes frequentavam 314 escolas ou agrupamentos ficam agora reorganizados em 152 novas unidades de gestão escolar. O novo mapa da rede escolar, anunciado no passado dia 1 pelo Ministério da Educação fica reduzido para metade com 20 agrupamentos acima dos três mil alunos e dois a ultrapassar os quatro mil.
Após divulgar a meados de Maio a conclusão da primeira fase do processo com 115 novas unidades, a tutela acrescentou hoje mais 35 fusões concluídas. O maior agrupamento do país está em Alcobaça.
O mega agrupamento vai incluir as duas escolas do 2º e 3º ciclo de Alcobaça, Agrupamento de Escolas D. Pedro I e Agrupamento de Escolas Frei Estevão Martins, a Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça e ainda o Agrupamento de Escolas de Pataias.
A junção de três agrupamentos com uma secundária deu origem a uma nova unidade com 4156 alunos. Em Sintra estão concentrados os agrupamentos mais populosos. Dos sete novos agrupamentos do concelho só um está abaixo dos três mil alunos. Os outros seis variam entre 4104 e 3050 alunos.

LISBOA E VALE DO TEJO
•Alunos: 104 656
•Agrupamentos: de 84 escolas ou agrupamentos passa para 40
•Maior agrupamento: Alcobaça. Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça + Escolas D. Pedro I + Escolas Frei Estevão Martins, Alcobaça + Escolas de Pataias (4156 alunos)
•Agrupamento mais reduzido: Cascais. Escola Secundária da Cidadela +escolas de outros agrupamentos formando um agrupamento vertical (1265 alunos)
•Agrupamentos acima dos três mil alunos:10 agrupamentos, dos quais dois ultrapassam os 4 mil alunos. Sintra é um caso especial: dos 7 novos agrupamentos do concelho, só um está abaixo dos três mil alunos. Os outros seis variam entre 4104 e 3050 alunos)

NORTE
•Alunos: 154 958
•Agrupamentos: de 131 passa para 65
•Maior agrupamento: Vila Nova de Famalicão. A fusão das escolas Júlio Brandão com a secundária Vila Nova de Famalicão concentrou 3545 alunos.
•Agrupamento mais reduzido: Oliveira de Azeméis. Escolas de Loureiro +Escolas de Pinheiro da Bemposta, Oliveira de Azeméis (1278alunos)
•Agrupamentos acima dos três mil alunos: 11

CENTRO
•Alunos:48 956
•Agrupamentos: de 59 escolas ou agrupamentos encolheu para 26
•Maior agrupamento: Ovar. Escolas de Ovar + Escola Secundária Dr. José Macedo Fragateiro, Ovar (3060 alunos)
•Agrupamento mais reduzido: Castelo Branco. Escolas de São Vicente da Beira + Escolas José Sanches, Castelo Branco (alunos 1077)
•Agrupamentos acima dos três mil alunos:3

ALGARVE
•Alunos: 26 295
•Agrupamentos: de 26 fica reduzido para 12 novos agrupamentos
•Maior agrupamento: Portimão. Escola Secundária Poeta António Aleixo, Portimão + Escolas D. Martinho Castelo Branco (2594 alunos)
•Agrupamento mais reduzido: Silves. Escolas de Algoz + Escolas de Armação de Pêra (1770 alunos)
•Agrupamentos acima dos três mil alunos:0

ALENTEJO
•Alunos: 8 937
•Agrupamentos: de 14 para sete novos agrupamentos
•Maior agrupamento: Portalegre. Escola Secundária Mouzinho da Silveira + Escolas n.º 2 de Portalegre (1855 alunos)
•Agrupamento mais reduzido: Serpa. Escolas de Vila Nova de São Bento, Serpa + Escola Secundária de Aljustrel (889 alunos)
•Agrupamentos acima dos três mil alunos:0

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os resultados dos exames nacionais no concelho de Alcobaça

A propósito do novo agrupamento:
A média dos resultados dos exames nacionais do ensino básico entre 2007 e 2011.

Com a excepção da EB2,3 Frei Estevão Martins, a EB 2,3 Pataias tem consistentemente os melhores resultados no concelho.
Falando do (ainda hipotético) cenário de mudar turmas do 3º ciclo (de Pataias para Alcobaça) e partindo do princípio que não caberão todas na Frei Estevão Martins: não seria mais lógico canalizar os alunos para aquelas que apresentam, consistentemente, os melhores resultados? Ou para isso os “rankings” já não servem?


sábado, 11 de junho de 2011

Guia do ensino 2011/2012


Se dúvidas ainda existissem, elas ficaram um pouco mais esclarecidas.
Depois de mais um Cister Música sem qualquer evento no norte da freguesia, de uma semana da Juventude com eventos em Alcobaça,  S. Martinho do Porto e Benedita (sem Pataias), surge também o Região de Cister com as ofertas formativas para o ano lectivo 2011/2012 (suplemento da edição 929 de 9 de Junho de 2011).
E se relativamente às ofertas no concelho de Alcobaça e da Nazaré, nada há a dizer, não deixa de ser curioso a presença de ofertas educativas em Rio Maior.
E eu pergunto: se apresentam Rio Maior, porque não apresentar as ofertas na Marinha Grande e até no Juncal? Será que é por receberem as preferências dos jovens de Pataias (e da Martingança)?
Uma vez mais, o norte do concelho foi esquecido. Ou será que para alguns, em Alcobaça, o norte do concelho não existe? 
A "ajudar à festa" continua a não resolução do problema dos transportes escolares entre Pataias e Alcobaça. E já vai para dois anos, apenas neste executivo...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Preço dos resíduos desce no Oeste e sobe em Alcobaça

As notícias são, respectivamente, do Oeste online e da Rádio cister.

Oeste Online
http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=23117

Tratamento de resíduos vai onerar menos autarquias


As tarifas dos resíduos sólidos urbanos (RSU) pagas pelas autarquias do Oeste à Valorsul, vão baixar já no próximo ano, revelou o presidente da Câmara de Torres Vedras.
Carlos Miguel afirmou ter conhecimento que a ministra do Ambiente “já deu luz verde” à alteração da tarifa, embora não saiba ainda os novos valores estabelecidos.
De qualquer modo, segundo o autarca, a tarifa deverá passar “de 39 para 22 euros por tonelada” depositada, de acordo com as últimas negociações.
As autarquias que pagaram a tarifa, à semelhança da Câmara de Torres Vedras, “podem agora ser credoras do valor que pagaram a mais”, quando for feito o acerto de contas, adiantou o autarca de Torres Vedras.

Rádio Cister
http://www.cister.fm

PS e CDU contra novas tarifas dos serviços municipais

As tarifas do lixo, da água e do saneamento vão sofrer aumentos acima dos 30%, enquanto nas tarifas fixas os aumentos se situarão nos 100%, em 2011, para os alcobacenses.
A Câmara Municipal de Alcobaça aprovou, recentemente, em reunião do executivo, as actualizações dos tarifários da Água, do Saneamento e dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), para 2011.
PS e CDU votaram contra. Os dois partidos consideram este aumento, que na globalidade ascende aos 30%, "incomportável" para a maioria dos alcobacenses, no momento actual.
Na água, a autarquia vai passar a cobrar para o 1º escalão de consumo doméstico 0,6839 euros por metro cúbico. Os preços passarão para 1,0259 se o consumo ultrapassar os 6 metros cúbicos mensais, atingindo o tecto de 2,3082 para os que gastarem mais de 25 mil litros de água por mês. A estes aumentos junta-se, ainda, a cobrança da tarifa fixa, que, em 2011, será de 4,75 euros mensais.
Para os consumos não domésticos, as tarifas a cobrar, em 2011, serão de 2,4 euros pela água, e de 0,445 euros por metro cúbico.
De acordo com documento apresentado na reunião de Câmara, a autarquia prevê, para o próximo ano, uma receita na venda da água, a rondar os cinco milhões de euros (5,066), o que representa um aumento de 25 % em relação às verbas recebidas durante o corrente ano de 2010 (4,060 milhões de euros).
Os aumentos no serviço de saneamento também sobem extraordinariamente. A taxa fixa passa para 2,5€ e cada metro cúbico de água consumida é multiplicada pela taxa de €0,60.
A decisão da Câmara contrasta com a da Valorsul, empresa que substitui a RESIOESTE, na recolha do lixo. A empresa decidiu baixar o custo pelo tratamento da tonelada de lixo, que deverá passar de 39 para 22 euros por tonelada depositada, de acordo com as últimas negociações. A Câmara de Alcobaça decide, em contrapartida, aumentar em 100% as tarifas dos Resíduos Sólidos Urbanos de Alcobaça, no próximo ano.
Quanto ao lixo (RSU), a maioria, liderada por Paulo Inácio, propôs preços de 1,5 euros (tarifário fixo), mais a taxa de €0,198 por metro cúbico de água consumida.
 
Comentário

Entretanto, a Águas do Oeste, vá-se lá saber porquê, recusa renegociar o contrato de fornecimento de água (que Alcobaça não precisa), com o município.
Também o DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Coimbra, investiga alegadas irregularidades no valor de 7 milhões de euros, nas parcerias público-privadas para a construção dos centros escolares de Alcobaça e Benedita...

domingo, 22 de agosto de 2010

Encerramento de escolas primárias

A notícia é da Rádio Cister.

Cinco escolas vão encerrar

São cinco as Escolas que o Ministério da Educação pretende encerrar no concelho de Alcobaça, já a partir de Setembro próximo.
São elas: Escola Básica do 1º Ciclo (EB1) com Jardim de Infância de Castanheira e as EB1 de Carrascal, Junqueira, Gaio e Pedreira de Moleanos.
Quanto ao distrito de Leiria, estão previstas encerrar no próximo mês um total de 38 escolas, repartidas da seguinte forma: Caldas da Rainha, 10; Óbidos, 8; Peniche, 1; Leiria, 3; Porto de Mós, 1; Pombal, 9 e Figueiró dos Vinhos, 1.

Comentário

Na Nazaré, a Câmara Municipal opôs-se ao encerramento da Escola de Fanhais.
A pouco e pouco, vão-se fechando escolas por alegadamente não terem alunos suficientes, sem que as populações (e as autarquias) se manifestem.
A escola de Castanheira está na área de influência do Agrupamento de Escolas de Pataias. Em Pataias, está prevista a construção de um grande centro escolar.
Não tardará que fechem outras escolas, como nos Pisões, por exemplo – inevitável.
Mas, a este ritmo e olhando para a política (des)educativa deste (des)governo, encaro como forte possibilidade o encerramento da escola da Burinhosa. E até, numa fase posterior – quem sabe? – da Martingança, de Alpedriz e dos Montes.
Fala-se também por aí – entre dentes – da constituição dos mega agrupamentos e da junção do Agrupamento de Pataias a… S. Martinho do Porto!
É importante que a população destes lugares e freguesias não se deixe adormecer e que não olhe para estas decisões como inevitabilidades, conformando-se com as mesmas.
Por um lado temos as medidas economicistas mascaradas de alegado acesso das crianças a melhores condições de aprendizagem e socialização. Por outro estamos a investir – a longo prazo – no despovoamento das pequenas aldeias, no desenraizamento das crianças dos lugares de onde nasceram e das suas famílias.
É óbvio que não poderemos ter uma escola para cada aluno.
É óbvio que o número de alunos tem vindo a diminuir e assim continuará (consequência da baixíssima natalidade).
É óbvio que a concentração de recursos traz vantagens (fundamentalmente económicas, mas também algumas sociais e educativas).
Mas a longo prazo, estamos, também no litoral, a transformar as pequenas aldeias em dormitórios, envelhecendo-as e apagando-lhes, gradualmente, os pequenos focos de vida.
Estamos a concentrar a população nos grandes centros – à escala local. A acentuar e a criar novos desequilíbrios. E isso não me parece um bom caminho.
Cabe-nos a nós, população, estar atentos e lutar para que isso não aconteça.
Se não o fizermos, quem lutará por nós?

terça-feira, 15 de junho de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Transportes Escolares – o problema continua

Em Outubro/Novembro passado foi levantada a questão relativa aos transportes escolares e à falta de oferta dos mesmos relativamente aos alunos de Pataias e Martingança. Entretanto, por essa altura, foi aprovada pela Câmara a medida de apenas subsidiar o transporte dos alunos que usem as escolas do concelho.
 
Perante a desigualdade evidente dos jovens das freguesias de Pataias e Martingança no acesso às escolas da sede do concelho, a nova vereadora da Educação afirmou que iria estudar o assunto e trazer soluções.
 
Estamos em Maio. Daqui a um mês terminam as aulas do 9º ano e os pais e alunos do norte do concelho têm de decidir a sua vida. Não há, até ao momento, qualquer notícia da vereadora. Que solução apresenta para os transportes escolares no norte do concelho?
 
A verdade é que nenhum pai vai sujeitar os seus filhos a mais de 2 horas de viagem de autocarros em horários desfasados para Alcobaça quando tem a Marinha Grande (ou a Nazaré ou o Juncal) aqui “mesmo ao lado”.
 
A informação sobre os transportes escolares (horário, percurso) é provavelmente o que mais pesa na decisão de colocar os filhos “nesta” ou “naquela” escola. E essa decisão não será tomada “de repente”. Há a tradição, os amigos, os desejos dos jovens. E Alcobaça continua a ser um lugar distante. Demasiado distante.
 
Ou seja, mesmo que a solução surja hoje, provavelmente já há decisões tomadas, expectativas criadas. Em termos práticos, no ano lectivo 2010/2011 não teremos alunos de Pataias em Alcobaça. Uma vez mais.
 
Em Setembro, estaremos novamente a discutir os transportes escolares e os autarcas de Alcobaça a discutir a Carta Educativa e o afastamento de Pataias da sede do município. Em Setembro, teremos as escolas da Marinha Grande, da Nazaré (e possivelmente o Juncal e até Leiria) com alunos de Pataias, que não fazem sentir a sua presença na sede do concelho.
 
E por esse facto haverá responsáveis: Mónica Baptista, vereadora da Educação e o executivo PSD que há mais de 12 anos não resolve o problema. Mas que quer que todos os alunos do município frequentem o ensino secundário nas escolas do concelho. Mesmo que para isso, demorem mais tempo num dia em viagens de ida e volta para as escolas de Alcobaça, do que numa semana inteira para a Nazaré ou Marinha Grande.