Pataias parada, adiada e em queda livre. Ou um silêncio ruidoso.
O que se pretende para Pataias daqui a 20 anos?
Esta é a pergunta de “um milhão de euros”, que nunca ninguém respondeu, talvez, porque nunca ninguém fez a pergunta.
Rui Coutinho, intervinha ontem (na única intervenção da noite de entre todos os eleitos da Assembleia de Freguesia…), questionando o executivo sobre os passeios e a ponte ferroviária na EN356 da Martingança. Passa-me pela cabeça que há vinte anos, Fernando Vitorino falava do mesmo assunto nas Assembleias Municipais.
E a questão é mesmo essa.
Vinte anos depois continuamos a discutir os mesmos problemas, as mesmas tricas do dia-a-dia o que pode significar duas coisas: primeiro, 20 anos depois, nada foi feito e as coisas continuam por resolver; segundo, não há uma visão estratégica e de futuro para a freguesia. Se o houvesse, se fosse delineado um perfil, um ideal, um objetivo a atingir, todas as intervenções feitas seriam de acordo com a concretização dessa linha de horizonte.
É muito mais fácil, mais cómodo, mais prático limitar a nossa ação ao imediato e à resposta na resolução dos pequenos (grandes) problemas que a população coloca no dia-a-dia aos executivos. Mas essa postura limitada e redutora da ação política impede a visão de uma quadro geral e abrangente do futuro:
Que freguesia de Pataias desejamos daqui a 20 anos?
O que é que Pataias terá para oferecer daqui a 5, 10, 20 anos a quem aqui reside e a quem aqui se pretende instalar, em termos pessoais ou profissionais? Qual é o caminho que desejamos trilhar, que aspirações tentamos alcançar, que futuro almejamos?
Esta falta de estratégia reflete-se hoje em dia numa Pataias adiada, parada no tempo e em queda livre.
Uma Pataias em queda livre, visível no ruidoso silêncio do empobrecimento, do desemprego, do encerramento de indústrias, no desaparecimento do comércio, no envelhecimento da população, no despovoamento e abandono dos centros da vila e aldeias da freguesia. Uma Pataias em queda livre com o encerramento de escolas (efetivo e anunciado).
Uma Pataias parada no tempo, imersa em promessas de décadas (sim, décadas) de investimento e revitalização económica, social, cultural, demográfica. A área industrial da Alva, a requalificação da avenida Rainha Santa Isabel, a “cidade desportiva”, o novo centro escolar, o saneamento nos Pisões, as bolsas industriais de Pataias-Gare e dos Calços/Martingança, a estrada de Pataias-Gare/Casal da Areia são os problemas que se falam há 20 anos, sem que nada tenha mudado. Aliás, mudou alguma coisa: agravaram-se.
Pataias é assim uma terra, uma freguesia, adiada. Adiada porque nos falta uma visão de futuro e uma vontade inequívoca de lutar pelo mesmo. Deixamo-nos arrastar pela pasmaceira e pela preguiça, deixamo-nos enredar e seduzir pelas conquistas e ambições pessoais esquecendo o mais importante: nós. Nós Pataias.
Henrique Neto dizia há dias que os representantes eleitos pelo povo defendem em primeiro lugar o partido, e consequentemente, o seu lugar no partido. A falta de intervenção e discussão que há mais de vinte anos assisto nas assembleias (da república, municipais, de freguesia) não sei se será por auto defesa ou por incompetência. Seja como for, assiste-se permanentemente a um jogo de “segue o líder” ou de “isso não pode ser, porque és tu que propões”. Por outras palavras “ou estás comigo, ou contra mim”. E isso impede uma verdadeira discussão dos problemas e a apresentação de alternativas efetivamente viáveis e credíveis.
Pataias é assim uma freguesia parada e que se está a afundar no seu próprio lamaçal.
É evidente que o contexto económico-político atual não facilita, mas os grandes, os bons, os excelentes, sobressaem na adversidade. A revitalização económica, o envelhecimento e a quebra demográfica, o encerramento das escolas, a revitalização urbana, são grandes problemas que não podem ser resolvidos, exclusivamente, pela freguesia.
Mas o que é que cada um de nós está a fazer por isso?
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terça-feira, 24 de junho de 2014
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Reunião de Câmara - Assuntos relacionados com a freguesia
Do blogue do Rogério Raimundo, as informações da última reunião de Câmara
Pisões - construção de muro ilegal
Moradora dos Pisões reclama sobre construção de muro ilegal, que apesar das coimas, continuou a ser construído.
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3537-publico-3-paula-salgueiro-pisoes.html
Município - documentos de estratégia
Rogério Raimundo questionou sobre a existência e divulgação dos diversos documentos de estratégia para o município e o mosteiro
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3531-intervim-na-reuniao-de-camara.html
Manutenção da taxa de IRS nos 5% e derrama municipal
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3526-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3524-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
Pisões - construção de muro ilegal
Moradora dos Pisões reclama sobre construção de muro ilegal, que apesar das coimas, continuou a ser construído.
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3537-publico-3-paula-salgueiro-pisoes.html
Município - documentos de estratégia
Rogério Raimundo questionou sobre a existência e divulgação dos diversos documentos de estratégia para o município e o mosteiro
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3531-intervim-na-reuniao-de-camara.html
Comentário
Agora que se prepara a discussão pública do PDM, não deveriam ser tornados públicos estes documentos para uma mais eficaz discussão do município?Manutenção da taxa de IRS nos 5% e derrama municipal
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3526-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3524-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
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