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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A exploração de pedra na Mata de Pataias

Mais um apontamento do Tiago Inácio na página do facebook "Gente que ama Pataias", com data de 30 de agosto de 2018

A cobrança pela exploração da Pedreira da mata.

(...) "A crescente extracção da pedra da pedreira da mata, principalmente com destino às fábricas de vidro na Marinha Grande, levou a Junta de Freguesia a tomar medidas. Deste modo, em reunião de 15 de Maio de 1944, deliberam que “ tendo esta junta conhecimento que tem saído da mata pública ultimamente grande porção de pedra para o Concelho da Marinha Grande, destinada à indústria, foi resolvido que entre em vigor no próximo dia 1 de Junho, a postura por esta junta anteriormente estabelecida para se mandarem afixar editais”. Assim, a partir de 1 de Junho de 1944, a Junta de Freguesia começou a cobrar 3$00 escudos por metro cúbico da pedra extraída com destino às fábricas de vidro da Marinha Grande e 1$50 por metro cúbico de pedra extraída para os fornos de cal de Pataias, obras e fábricas na freguesia de Pataias, nomeadamente a Empresa Vidreira de Pataias, a Vidreira de Pataias de Roldão & filhos e a Fábrica de Garrafas da Martingança."



domingo, 2 de setembro de 2018

As balanças de Pataias-Gare

Mais um apontamento do Tiago Inácio na página do facebook "Gente que ama Pataias", com data de 24 de agosto de 2018

As Balanças de Pataias-Gare

As Balanças assumiram um papel importante na comercialização da cal. Existiam balanças de vários tipos e capacidades. Todos os industriais que vendiam por conta própria possuíam as suas próprias balanças cuja capacidade variava entre os 100 e os 200kg. Apenas Hermínio Mota possuía uma balança de 500kg que acabaria por vender a Joaquim Ribeiro, depois de abandonar o negócio em meados da década de 80. Contudo, as Vidreiras, Manuel Pereira, os Serranos, a Cibra e por fim Joaquim Vaz Pereira, possuíam balanças de grande porte. Analisaremos estas grandes balanças que existiram em Pataias-Gare.
Das grandes balanças que existiram, a mais arcaica situava-se na Vidreira de Pataias de Roldão & Filhos, Lda, conhecida como a fábrica de cima. Era uma balança apenas para pesar os carros de bois com uma capacidade aproximada de 5 toneladas. O carro ficaria em cima da balança e os bois fora. Também a fábrica de baixo possuía uma grande balança com uma capacidade aproximada de 20 toneladas. Luís Serrano possuía igualmente uma balança, cuja capacidade deveria rondar as 5 toneladas . Através das memórias da família Serrano, sabemos que a balança se localizava junto dos fornos: “junto aos fornos de cal ficava o armazém da cal, os telheiros para a caruma, a casa da báscula e a garagem.” . Manuel Pereira, proprietário de uma Serração junto da fábrica de Vidro de cima, possuía igualmente uma balança cuja capacidade máxima se desconhece. 
Como já referido anteriormente, todas as propriedades dos Serranos seriam vendidas à Cibra a 15 de Março 1945. Contudo, sabemos que até Julho a balança continuou a ser utilizada por Luís Serrano, como provam alguns talões de pesagem. A Cibra acabaria também por construir uma balança, junto da entrada da fábrica, no final dos anos 40 ou já no inicio da década de 50 sendo a maior balança existente. Também Joaquim Vaz Pereira adquire, na década de 50, uma grande balança que acabaria por ser substituída por uma de maior capacidade na década de 60. É a única balança tradicional ainda existente em Pataias-Gare, uma vez que as da Cibra são actualmente digitais.
Relativo a esta balança ainda existente, sabemos que a capacidade máxima é de 30 toneladas e foi fabricada em 1965.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Forno da Cal do Joaquim Ronceiro

Apontamento do Tiago Inácio
(facebook - Gente que Ama Pataias, publicação a 19/7/2018)

A 30 de Junho de 1995, encerrava o último forno de cal, propriedade de Joaquim Vieira Grilo (Esquim Ronceiro, falecido em 1993), explorado pelo seu filho António Sebastião Grilo. Actualmente com o barracão tradicional destruído. Fotos do ano 2000, 2006, 2012 e 2018.






sábado, 4 de agosto de 2018

Os Barracões dos Fornos de Cal

Um texto do Tiago Inácio

Os Barracões dos Fornos de Cal

No início do século XX, não existiam barracões para armazenamento do combustível. A produção de cal limitava-se ao Verão, não sendo necessário, portanto, um edifício para resguardo do combustível utilizado. Os Serranos deverão ter sido os pioneiros na utilização de barracões com este fim. Assim, começam a surgir lentamente, a partir da década de 20, barracões, por norma frente aos fornos.
Em 1958 existiam 28 barracões e em 1965 existiam 24. Em 1995 existiam apenas 11 e actualmente apenas existem 4.
Os barracões pouco diferem uns dos outros. Actualmente notamos que ocorreu uma evolução na sua construção. Os mais antigos, na qual não chegou nenhum aos nossos dias, eram constituídos por pilares cilíndricos, construídas unicamente com pedra e argamassa de cal. Com a utilização cada vez mais frequente de veículos pesados a partir do final da década de 40, notamos que alguns barracões terão sido ampliados. É curioso verificar que algumas ampliações em altura, a partir da década de 60, aproveitaram, em parte, os antigos pilares. Assim, é possível observar actualmente, vestígios de pilares de tijolo construído sobre os antigos pilares de pedra redondos.
A cobertura, com telhado de duas águas, suportado por vigamento em madeira, era inicialmente em telha canudo e posteriormente em telha Marselha. Em 1976, depois de um incêndio no barracão de Joaquim Filipe Ribeiro, este é reconstruído com estrutura de metal e telha de fibrocimento. Ainda na década de 70 e 80, outros industriais (Joaquim Vieira Grilo e António Vieira Vaz) passariam a utilizar estes materiais na construção e ampliação dos seus barracões.
Actualmente apenas existem 4 barracões tradicionais: o de Joaquim Vaz Pereira e de Joaquim Pereira Vaz Coelho (Governo) na Ratoinha / Olhos de água e o de António Sousa Marques (Ferramenteiro) e António Rosálio Vieira (Botas) na Brejoeira, sendo que este último se encontra parcialmente destruído.






sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A preservação dos fornos da cal de Pataias

As notícias saídas na imprensa (Pataias à Letra e Região)




A preservação dos fornos da cal de Pataias

«Os hábitos são tão difíceis de combater, porque neles a inércia, que em geral se opõe a qualquer ação, se associa a um certo sentido rítmico de atividade.»
Hugo Hofmannsthal

Eu cresci com e nos fornos da cal. Literalmente.
Tinha cerca de 10 anos quando passei um verão inteiro a pesar e a vendar cal no forno do meu avô Ronseiro. Lembro-me de ir para os caboucos ver arrancar pedra ou ir à procura de fósseis, de ir para os pinhais buscar camionetas de mato e de metano, de dormir sestas intermináveis nos barracões da caruma, ou de no inverno, nos dias de chuva e frio, procurar o calor da boca do forno e ser corrido porque “estava a estorvar”.
Lembro-me do cheiro da pedra recém cozida e do pó da cal.
Lembro-me do meu avô.

Os fornos de Pataias, sabê-mo-lo, fazem parte da nossa memória coletiva e da nossa história. Não é por acaso que estão no brasão da vila. O conjunto dos fornos de Pataias “Ratoinha - Olhos d’Água” e “Brejoeira” são o maior núcleo de fornos existente no país (31 fornos). Aliás, quer os 13 fornos da “Ratoinha – Olhos d’Água”, quer os 18 da “Brejoeira”, são por si só, mais numerosos que o 2º núcleo de fornos existente no país (11 – e que se encontram dispersos numa maior área que em Pataias). Assim, se dúvidas houvesse, não há no país nada parecido com a dimensão e importância que os fornos da cal de Pataias têm. É mais um caso único, singular, na nossa freguesia.

Caso singular da nossa freguesia é também a tábua rasa dos marcos e edifícios da nossa história. Sabemos que os tempos eram outros, mas alegremente demolimos uma igreja do século XVI, fizemos desaparecer o edifício de uma escola primária para abrir uma avenida (Av. Lagoa), alterámos de forma quase irremediável a fachada das escolas velhas, destruímos o coreto (que era já o segundo), deixámos cair o edifício das escolas nas Paredes. É certo que em Pataias não existem solares, palacetes ou outros edifícios arquitetonicamente dignos de preservar. Mas, por via das dúvidas, pelo sim pelo não, temos alagado tudo.

Os fornos da cal, para além do brasão, fazem parte do vocabulário da Junta de Freguesia de 4 em 4 anos. Ponto.
Este executivo vai já no seu 5º mandato. Qualquer desculpa para tudo o que não foi feito pelos fornos da cal é isso mesmo: uma desculpa. À semelhança de alguns outros projetos associados à Junta de Freguesia, a realidade é que também tudo o que tem sido feito pelos fornos tem vindo ter com a Junta. 
Por outras palavras, que projeto tem a Junta para os fornos da cal? E por projeto é qualquer coisa como:
- Quais são os objetivos a atingir em torno dos fornos da cal? É deixá-los estar como estão? É adquirir para o património da freguesia um forno? É recuperar um forno? É construir um museu? E do que vai falar o museu? O que vai estar exposto no museu? E de que forma?
- Quanto vai custar a implementação do projeto? Quais vão ser as fontes de financiamento? De quem serão os apoios? Haverá mecenas?
- Calendarização: para quando será a sua concretização? Que etapas estão previstas? Quais são as metas intermédias? Quais são as datas de concretização?
- Etapas - recolha e salvaguarda de ferramentas e instrumentos: como? Quem? Onde? Memória futura: entrevistas (vídeo) com os poucos que ainda sabem dos fornos. Quando? (É que já são muito poucos e a demência – devido à idade – está a começar a fazer visitas cada vez mais frequentes. E depois, quem nos vai contar como é que era: quem viveu, ou quem ouviu dizer?). Levantamento histórico, bibliográfico, arquivístico sobre os fornos.
- Onde vai ser implementado o projeto? Há algum edifício? Vai ser num forno? Haverá um centro de interpretação?
- Salvaguarda do património construído: proteger um forno, ou proteger o conjunto de fornos? Declaração de interesse municipal sobre os fornos, impedindo a sua demolição e isentando-os do pagamento de IMI. Para quando a Junta levará à Assembleia Municipal o pedido dessa declaração?
- Rota dos fornos. Definição de uma rota e estabelecimento de um protocolo com a Secil. A rota está feita, o protocolo demora assim tanto a fazer?
- Relação com os particulares: todos os fornos estão nas mãos dos particulares. O que as autarquias (Junta e Câmara) propõem fazer para resolver esta ENORME CONDICIONANTE? Se calhar, ajudava a resolver as situações se as pessoas, se os proprietários, soubessem ao certo o que se quer fazer…
Alguém na atual Junta, após dezasseis anos de governação em maioria absoluta, sabe responder a estas questões. A mim, parece-me que não.

É ainda preciso não esquecer que a importância dos fornos de Pataias, como se sabe hoje, extravasa a importância local. São o maior (de longe) núcleo de fornos de cal de todo o país. Ou seja, salvaguardar um forno, recuperar apenas um forno face a este FACTO é esvaziar de significado e de importância, uma vez mais, a nossa história. A importância dos fornos de Pataias é pelo seu conjunto único e é esse conjunto que urge preservar.

A atual Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança, foi desde o seu segundo mandato, uma Junta reativa. No final do quarto mandato, aburguesada, faz uma gestão corrente do expediente diário. Não tem uma ideia, não tem um projeto, não tem um objetivo. Aliás, o único objetivo parece ser a manutenção do poder, pelo poder. E na persecução deste objetivo não há coletividade que leve uma nega, projeto para a freguesia que não receba apoio, arraial que não tenha funcionários da Junta, freguês (habitante da freguesia) que não veja o seu problema resolvido. Todos ficam satisfeitos.
Desculpem-me, mas uma Junta de Freguesia deve ser muito mais. Deve ter um objetivo próprio, um desígnio próprio, um caminho próprio a trilhar, metas próprias a atingir. Conformar-se com dar ajuda a quem os procura fá-la parecer-se com uma Instituição de Solidariedade Social e hoje em dia isso não parece ser boa coisa.
Por isso, a Junta deve ser proactiva, propor, planear, executar. Que freguesia pretende deixar esta Junta daqui a 4 anos? Uma Zona Industrial na Alva? Um Centro Escolar, agora na EB2,3 de Pataias? Saneamento Básico nos Pisões e na Mélvoa? Valorizar a Lagoa de Pataias? Onde foi que eu já ouvi isto? Não, não foi em setembro último. Acho que foi em 2013. 2009 talvez… 2005?

O discurso da Junta de Freguesia sobre os fornos parece mais do mesmo. Dezasseis anos seriam suficientes para que a realidade fosse outra. Se alguns carolas que por aí andam se chatearem, como é que ficará este projeto? E já agora, como ficarão alguns outros projetos também, se outros se chatearem?
Desconfio que em 2021, depois de destruídos mais 5 ou 6 fornos como foram já demolidos alguns durante os mandatos desta Junta, e eventualmente os últimos forneiros terem desaparecido (espero que não), ainda se falará da recuperação dos fornos e a mesma estará, tal e qual, no exato ponto em que se encontra hoje.

«As promessas, como as pessoas, perdem a força quando envelhecem.»
Marcel Pagnol

domingo, 12 de novembro de 2017

As atividades económicas em Pataias nos finais da década de 1940

«Sobre a indústria da cal branca há em número bastante elevado, os fornos de Pataias, que exportam para todo o país.
«Temos a considerar naquela localidade duas grandes fábricas de garrafas de vidro e uma na Martingança, as quais comportam uma população operária de 800 indivíduos de ambos os sexos.
«Com uma grandiosidade não só em edifícios como em área ocupada está a construir-se, em Pataias, uma fábrica denominada «Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos» indústria esta que em muito fará prosperar não só auela região como ainda o concelho de Alcobaça e que certamente bastante contribuirá para a valorização económica do país.»

Alberto Santos Carvalho, "Alguns apectos dos valores de Alcobaça e seu Concelho" in Segundo Congresso das Actividades do Distrito de Leiria, setembro de 1948

A freguesia de Pataias tinha, de acordo com os Censos de 1950, um total de 5666 habitantes, dos quais 2589 sabiam ler e escrever. A indústria vidreira empregava cerca de 800 trabalhadores.
Em 2011, de acordo com os Censos, as freguesias de Pataias e Martingança tinham uma população total de 6596 habitantes. A população empregada era de 2641 indivíduos, dos quais 1319 trabalhavam no sector seundário (Indústria e Construção Civil).
Por estas pequena amostra, pode deduzir-se da importância que a indústria vidreira tinha no emprego da freguesia de Pataias, no início da segunda metade do século XX.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Investigação arqueológica para os fornos da cal

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/regiao-integra-projeto-de-investigacao-de-fornos-de-cal

Região integra projeto de investigação de fornos de cal

A União de Freguesias de Pataias e Martingança aderiu, recentemente, ao Forcal, um projeto de investigação arqueológica para o estudo dos fornos de cal.

O estudo tem como objetivo “inventariar e estudar os fornos de cal artesanais a nível nacional” e será desenvolvido por Fernando Silva, especialista em antropologia e arqueologia, e apoiado pela Direção-Geral do Património Cultural. Os fornos de cal são um dos ícones históricos daquela freguesia, tanto assim é que o brasão da vila de Pataias tem um forno de cal desenhado.

Entretanto, a União de Freguesias de Pataias e Martingança está a organizar uma visita guiada à Mina do Azeche e aos fornos de cal. O evento, agendado para o próximo dia 23 de setembro, integra a programação das Jornadas Europeias do Património, organizadas pela Direção-Geral do Património Cultural. As inscrições para as visitas são gratuitas, mas obrigatórias.

Este ano, as jornadas são dedicadas ao tema “Património e Natureza”, tendo programadas dezenas de eventos nos concelhos de Alcobaça e da Nazaré, como tem vindo a acontecer ao longo dos últimos anos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Pataias - Jornadas Europeias do Património

A notícia no Região de Cister de 6 de agosto de 2015

Pataias
União de Freguesias associa-se às Jornadas Europeias do Património

Os fornos da cal de Pataias e a mina do Azeche são duas das sugestões das Jornadas Europeias do Património 2015, este ano subordinadas ao tema Património Industrial e Técnico.
Com o objetivo de sensibilizar os cidadãos para o seu valor e para a importância de um olhar atualizado acerca das suas potencialidades e do seu futuro, as Jornadas Europeias do Património contam este ano com a associação da União de Freguesias de Pataias e Martingança.
No dia 26 de setembro, terão lugar a visita guiada às ruínas do complexo industrial da Mina do Azeche, num percurso de três quilómetros. A saída para a visita fica agendada para as 10 horas, com saída do parque de campismo das Paredes. Às 16 horas, tem lugar a visita guiada aos fornos da cal. As inscrições encontram-se abertas e são obrigatórias. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Assembleia Municipal: uma mão cheia... de vento

Realizou-se ontem a Assembleia Municipal no auditório dos Bombeiros Voluntários de Pataias.
A União de Freguesias de Pataias esteve em especial destaque.
A estrada de Pataias ao Casal da Areia, o melhoramento da Zona Industrial da Alva e dos Calços-Martingança, a Avenida Rainha Santa Isabel, o Centro Escolar, a EN 356 na Martingança e o litoral da freguesia foram os principais temas abordados.

Mas a reunião pode dizer-se que se traduziu numa mão cheia… de nada. 
Paulo Inácio, reconhecendo as necessidades apontadas comprometeu-se, efetivamente, apenas com o alcatroamento da estrada de ligação da estrada atlântica a Vale Furado. Quanto ao resto, remeteu sempre para a atribuição dos fundos comunitários, que antes de 2016 não chegarão aos cofres municipais. E, depois, é preciso que os projetos de Pataias tenham sido contemplados ou a Câmara terá de recorrer a fundos próprios.
E a história tem-nos mostrado os fundos próprios que Alcobaça gastou em Pataias…
Ou seja, as eleições foram em setembro de 2013, estamos quase a meio do mandato, os fundos chegarão em 2016 (sem confirmação para Pataias) e as eleições em 2017.
Há seis anos, Paulo Inácio apontava como prioridades (de uma lista de 68 no concelho) para a então freguesia de Pataias, a ampliação da zona industrial da Alva, a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, a construção do Centro escolar de Pataias, a valorização do litoral do concelho e o saneamento básico nos Pisões. É fácil perceber, seis anos depois, em que pé estamos. É fácil perceber, de acordo com as suas declarações, em que pé estaremos em setembro de 2017.

Pedro Guerra, do PSD, acusou Carlos César de ofender os pataienses com as declarações que fez na sua intervenção, de maltratar o anfitrião e o povo de Pataias. Mais tarde, noutra declaração, disse que esta era uma Assembleia em que Pataias havia ganho tudo o que havia pedido. Na Benedita, terra de gente lutadora e empreendedora, haviam lutado e conseguido o que tinham, através de peditórios, festas e outras angariações de fundos. Que não percebia as declarações de Telmo Moleiro quando falava num favoritismo camarário da Benedita face a Pataias. O que quis dizer com isso? Que a população de Pataias e Martingança (e Burinhosa e Pisões e Mélvoa, etc.) não é trabalhadora?
Quantos pinhais cortou a Benedita para fazer obras em Pataias ou em Alcobaça?
Quantos terrenos vendeu a Benedita para construir mercados em Pataias ou em Alcobaça?
O que é que saiu do património municipal na freguesia da Benedita para fazer obras nas outras freguesias?
Paulo Inácio, reconheceu nesta assembleia municipal que os constrangimentos financeiros da Câmara impediram qualquer investimento em Pataias. Paulo Inácio, na assembleia municipal de dezembro de 2013 disse no mandato anterior (2009-2013) havia sido feito o maior investimento de sempre na Benedita (10 milhões de euros)…
Pedro Guerra na última assembleia municipal, confirmou as palavras do presidente da Junta da Benedita quando este, a propósito da condição das estradas, disse literalmente, que «as estradas da Benedita têm apenas 4 buracos». 
Oh Pedro Guerra, quem veio ofender o povo de Pataias foi o senhor.

Estrada Pataias – Casal da Areia

O Presidente da Câmara informou que está estabelecido o protocolo entre as Câmaras de Alcobaça e da Nazaré (que pode consultar aqui). O projeto encontra-se em fase de conclusão da adjudicação e será imediatamente lançado a concurso.

Avenida Rainha Santa Isabel

Paulo Inácio referiu que a Avenida será requalificada, por fases. A primeira fase dos trabalhos terá início ainda em 2015.
No período aberto ao público, Paulo Grilo recordou que a Câmara Municipal tão lesta a fazer apresentações públicas sobre o Parque Verde de Alcobaça ou a Regeneração Urbana de Alcobaça, não fez qualquer apresentação pública sobre a requalificação das Paredes da Vitória ou agora sobre a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel. Questionou sobre o projeto que existe e que tipo de intervenções serão feitas.
Paulo Inácio reconheceu a razão ao munícipe e que essa informação chegará aos pataienses logo que possível, em articulação com a Junta de Freguesia, aquando a definição dos trabalhos a executar na primeira fase. Afirmou ainda que o projeto é aquele que existe há já seis anos (ver aqui).

Zonas Industriais da Alva de Pataias e dos Calços-Martingança

O presidente da Câmara referiu que o investimento nas zonas industriais da União de Freguesias de Pataias – Martingança está condicionado pela atribuição dos fundos comunitários que apenas estarão disponíveis para o período 2016-2020. Reconheceu a necessidade do saneamento básico na zona industrial dos Calços-Martingança e comprometeu-se que se não forem atribuídos fundos comunitários para as zonas industriais, o desenvolvimento das mesmas avançará com capitais próprios do município a 100%.

Centro Escolar de Pataias

«Estamos a lutar por um Centro Escolar no mesmo local do ensino secundário [EB 2,3 de Pataias]». Salientou que a presença na mesma escola dos alunos desde o 1º ano até ao 9º será uma importante medida para impedir a saída dos alunos de Pataias para os concelhos limítrofes.  Referiu que os municípios da CIMOESTE (Comunidade Intermunicipal do Oeste) apenas têm 19 milhões de euros para repartir, sendo que os projetos do município de Alcobaça representam 6 milhões de euros, ou seja, 30% desse valor. Considera que as negociações para a distribuição das verbas estão bem encaminhadas. Não respondeu à questão do “quando” para o Centro Escolar.

Lagoa de Pataias

Apontou uma importante “medida estrutural” para a preservação da lagoa de Pataias: a construção da estação elevatória, que resolverá o problema da qualidade da água e dos efluentes. Referiu a importância das parcerias com a sociedade civil, abordando a ampliação das instalações do Lar de Pataias, cujo projeto, em terrenos públicos, chegará até à lagoa.

As Alvas de Pataias

Questionado por Rui Coutinho sobre a veracidade da notícia da troca dos terrenos do Raimundo e Maia junto ao mosteiro por 50 hectares das Alvas de Pataias, Paulo Inácio, lacónico, referiu apenas que «o património municipal deve ser rentabilizado em perfeita articulação com a Junta de Freguesia».

Fornos da Cal

A Câmara Municipal vai iniciar o processo para classificação dos fornos de cal em Pataias, com vista a assegurar que situações como a que ocorreram (destruição do forno do Leão), não voltam a ocorrer e que o património edificado de Pataias será preservado.

Estrada Nacional 356

Reconheceu a necessidade de requalificação da estrada.

Outros assuntos sobre a freguesia

Acesso a Vale Furado – a estrada será alcatroada «entretanto», pois o concurso já foi lançado. Espera-se que até ao fim do Verão, pois «é uma obra que se faz em 2 ou 3 dias».
Casa da Guarda da Alva – Protocolo para cedência aos bombeiros. Processo junto da Direção Geral do Património ainda não foi concluído.
Manuais escolares para o 1º Ciclo – Vai avançar o empréstimo dos manuais. Será o empréstimo e não a cedência gratuita, também porque lhe parece que é uma forma de responsabilizar pais e alunos.

Valter Ribeiro  - «já fui julgado nas urnas»

César Santos (PS) na sua intervenção não poupou Valter Ribeiro a críticas e acusações. César Santos referiu que Valter Ribeiro é Presidente da Junta de União de Freguesias (pelo PSD), membro da Assembleia Municipal (pelo PSD), deputado à Assembleia da República (pelo PSD) e presidente da Concelhia Política de Alcobaça do PSD. Assim, face aos cargos que desempenha, não poderia falar da não execução de obras em Pataias pela Câmara Municipal (do PSD) como se não tivesse quaisquer responsabilidades. Perguntou ainda que tipo de intervenções havia Valter Ribeiro feito na Assembleia da República em defesa do concelho de Alcobaça ou sobre a freguesia de Pataias. Acrescentou ainda, que aquando a discussão das agregações da freguesia, nem sequer teve presente nas Assembleias Municipais.
Valter Ribeiro relembrou que apenas é membro da Assembleia Municipal por inerência de funções (presidente de uma junta) e não por ser presidente da concelhia ou deputado da República. Em resposta a António Calaxa (PS), relembrou que a Secil/Cibra contribuiu com 1 milhão de euros para as piscinas e que a venda de terrenos à empresa foi coincidente no tempo e não no motivo. Adiantou ainda que a venda de «um buraco por 70 mil contos (350 mil euros) foi um excelente negócio» e que esse dinheiro não ficou na sua posse, tendo sido aplicado na melhoria de condições do mercado e no arranjo das avenidas do Clube e da Filarmónica e das ruas de Nossa Senhora da Vitória e da Cheia, por exemplo. Terminou dizendo que é altura de colocar um ponto final no tema da venda dos terrenos e que «já fui julgado nas urnas» por essa decisão.

Outros assuntos de interesse para Pataias

Foi aprovada a atribuição de um subsídio à União de Freguesias de Pataias e Martingança no valor de 80 mil euros.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Lombas? Vamos brincar à politica

Assuntos tratados na Assembleia de Freguesia de 29 de junho de 2015

Escola das Paredes já tem projeto

Foi apresentado de forma informal, no final da sessão da Assembleia de Freguesia, o projeto para a recuperação da escola velha de Paredes da Vitória. 
O edifício encontra-se destinado a um espaço multiusos, dividido em dois pisos, um dos quais uma mezzanine com vista para a praia, onde poderá funcionar um centro de atendimento turístico e a biblioteca de Verão.
A traça do edifício mantem-se o mais inalterada possível, com exceção do telhado, que passa das atuais três águas para apenas duas. 

Reaprovação das contas de 2013

Uma auditoria interna pedida pelo executivo conduziu à reapresentação das contas da União de Freguesias de 2013. Relembre-se que foi no final desse ano que se procedeu à união das então freguesias de Pataias e Martingança. Um desajuste nos movimentos bancários e nos respetivos saldos foi encontrado pela auditoria, tendo a situação sido reportada ao Tribunal de Contas. Identificada e corrigida a situação, houve a necessidade de voltar a apresentar as contas à Assembleia. As contas de 2013 foram aprovadas com a abstenção do PS.
As contas de 2014, aprovadas a 30 de abril de 2015, já refletiam todas estas alterações, pelo que não haverá necessidade de proceder a nova apresentação das mesmas.

Campo de Golfe

O Presidente da Junta voltou a abordar a questão do golfe, referindo que a propriedade do Pinhalinho havia sido vendida, havendo agora um novo dono. Embora o novo proprietário se dedique à exploração florestal e seus derivados, não exclui o investimento turístico em 100 dos quase 600 hectares da propriedade.

Parceria com a Secil

A União de Freguesias tem estabelecido contatos com a Secil com vista ao estabelecimento de um protocolo. Ao abrigo desse protocolo pretende-se apoiar as coletividades da freguesia, através de um apoio anual em moldes ainda a definir, construir um passeio/ciclovia entre Pataias e Pataias-Gare (pela rua da Estação) e recuperar um (ou mais) fornos de cal. Segundo Valter Ribeiro, a Secil é proprietária de 3 fornos (próximos uns dos outros) que apresentam caraterísticas de construção diferentes e representativas de 3 períodos.

Arruamentos

Foram anunciados alcatroamentos e reposição de pisos em algumas ruas, nomeadamente o acesso da estrada atlântica a Vale Furado. Este alcatroamento deverá decorrer ainda durante o próximo mês de julho. Quanto aos arruamentos na Pedra do Ouro, nada será feito enquanto não forem feitas as obras referentes ao saneamento e abastecimento de água (já lançadas a concurso e em execução).

Apresentação de atividades, revisão orçamental e toponímia

Foram apresentadas as atividades da União de Freguesias no período de 15 de abril a 15 de junho. A revisão orçamental (obrigatória por lei), foi aprovada, assim como a atribuição da toponímia a uma rua na Légua.

Lomba ou não, eis a questão

Uma vez mais, foi no período aberto ao público, que houve alguma “animação”. Ana Forster, moradora na Rua da Estação, questionou a Assembleia sobre o motivo da não aprovação da lomba na rua da Estação na última Assembleia.

Mas explicando a história toda:
Primeira parte - Na última Assembleia de Freguesia (30 de abril de 2015), António Barros da CDU apresentou à Assembleia as suas preocupações face à “Rua das Peixeiras” na Martingança, com os automóveis a circularem nessa rua a alta velocidade. Discutida, longamente, a questão, solicitou a colocação de lombas nessa rua como forma mais eficaz de controlar a velocidade e de garantir a segurança dos moradores. 
Segunda parte – como último ponto da ordem de trabalhos (da assembleia de 30 de abril), a Junta de Freguesia apresentou uma proposta relativa à postura de trânsito: a colocação de uma lomba na rua da Estação (junto ao tanque – um pouco mais acima). Valter Ribeiro explicou que a mesma havia sido solicitada pelos moradores, que à falta de passeios e aliado à grande velocidade de circulação que ali se verifica (uma longa reta com boa visibilidade), temem pela sua segurança e dos seus filhos. Adiantou ainda que a lomba já estava feita, porque havia sido feito um corte na estrada (para conduta de águas pluviais) e que se havia aproveitado para fazer logo a obra.
Terceira parte: “Caiu o Carmo e a Trindade”. Alguns elementos da Assembleia ficaram melindrados por a Junta ter feito a obra (uma lomba – a pedido dos moradores) sem pedir a devida autorização da Assembleia. Feita a votação, a lomba é chumbada, com os votos contra do PS, da CDU e de dois deputados do PSD. Resultado, a lomba que já estava feita, tem de ser retirada.

Pessoalmente, não sei o que foi mais surpreendente:
- o voto contra de dois elementos do PSD;
- o voto contra dos elementos da CDU, depois de terem insistido (insistir é favor) na colocação de uma lomba na Martingança com os mesmos objetivos (proteger os moradores e reduzir a velocidade de circulação);
- o voto contra de um deputado porque não gostou da forma como o processo foi conduzido, mas que pessoalmente nem era contra a lomba. Quando, questionado se assim era, porque não fez uma declaração de voto, aprovando a lomba, respondeu “isso pode-se fazer?”…

Retomando…
Ana Forster questionou a Assembleia e Valter Ribeiro referiu que, no que lhe competia, e após a decisão da Assembleia, só lhe restava tirar a lomba, o que irá acontecer nos próximos 15 dias, com a chegada de calceteiros à freguesia. A freguesa voltou a referir os motivos que levaram a pedir a lomba.
Ricardo Santos, presidente da mesa, ainda propôs que fosse feita uma votação a autorizar que a Junta suspendesse a retirada da lomba até à próxima Assembleia, mas tal proposta não cumpria o regulamento interno, pelo que não pôde ser atendida. Dário Moleiro acabou por apresentar uma solução de compromisso, referindo que pode ser feita uma “banda sonora” no lugar da lomba – o que irá acontecer.

Resta saber se a a lomba ficará por aqui. A moradora da rua da Estação ficou de apresentar um requerimento à Assembleia de Freguesia, sobre a lomba, desta vez assinado pelos moradores da Rua da estação. Ou seja, corre-se o risco de se gastar dinheiro a construir a lomba, a retirar a lomba, a fazer a lomba outra vez… E estamos em crise…
Este é só mais um episódio de como, às vezes, parece que se anda a brincar à política e se tomam decisões de forma leviana, apenas “porque sim”.

domingo, 7 de junho de 2015

Demolição dos fornos da cal

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/forno-de-cal-demolido-para-construir-pavilhao-em-pataias

Forno de cal demolido para construir pavilhão em Pataias

Um dos fornos de cal existentes em Pataias-Gare foi destruído para dar lugar a um pavilhão industrial. A destruição do forno, cuja construção remonta à decada de 60, tem levantado alguma polémica.

No entanto, João Metódio, construtor do pavilhão, assegura que “nunca” foi contactado por “nenhum representante das autarquias”, deixando ainda um conselho às autarquias: “Acho que seria importante preservarem os fornos que ainda se encontram de pé”. A celeuma começou na rede social Facebook com uma postagem do historiador Tiago Inácio. “Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação”, escreveu (ver página 15, nas cartas ao diretor esta semana). 

De acordo com pesquisa levada a cabo por Tiago Inácio, a última fornada realizou-se no início de 1991. Na viragem do século, foram feitas tentativas de negociação com o município para a aquisição do património industrial, acabando por não haver resposta por parte da Câmara.

Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia. No entanto, o presidente da Câmara garante que, relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como patromónio de interesse municipal. Assim, “mesmo que se verifique a alienação, o património deverá ser mantido”. Paulo Inácio garante ainda que tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.

Comentário

«Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia.» - Só é presidente da Câmara Municipal há quase 6 anos...
«relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como património de interesse municipal» - Poderá. Não quer dizer que se avance...
«tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.» - A Secil que preserve, porque da Câmara parece que não há interesse.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A destruição do património industrial em Pataias

O artigo de opinião do Tiago Inácio no Região de Cister em:
http://www.regiaodecister.pt/pt/opiniao/destruicao-de-patrimonio-industrial-em-pataias

A destruição de património industrial em Pataias

Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação, para a construção do que parece ser um pavilhão industrial. O Forno foi construído no início da década de 1960, substituindo um primitivo e pequeno forno aí existente, propriedade de Feliciano Pereira Vaz e do seu filho António Coelho Pereira Vaz. Sofreu diversas transformações nomeadamente com a construção de um novo alpendre substituindo o antigo e tradicional em 1979. Em 1980 é construído um edifício (ainda não demolido), que serviria para o armazenamento da cal. A partir destras obras, passa a ser a firma com as melhores condições para a produção e comércio de cal. A última fornada realizou-se em janeiro/fevereiro de 1991 e em abril/maio do mesmo ano, depois da venda da cal dessa mesma fornada, a firma encerrava. Na viragem do século, houve algumas tentativas de negociação com o Município para a aquisição do património industrial existente, acabando por não haver uma resposta em definitivo por parte da Câmara. O forno e as respectivas dependências acabaram por ser vendidas no final de 2014 a uma empresa de construção. Este forno, e a par com o forno do Grilo (último forno a laborar - desactivo em 1995 - ainda existente), constituíam os únicos dois fornos em bom estado preservação e ainda em bom estado para a laboração, sem ser necessária uma grande intervenção.
A destruição em nome da evolução? Da industrialização? Do desenvolvimento?
Que falta de sensibilidade!
É desta forma que se destrói a nossa identidade e memória colectiva!!!
REVOLTANTE!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Turismo - Roteiros industriais

A notícia na edição do jornal on-line Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=83c7ccfe-de01-46ff-a992-5edf082a12e4&edition=161

Exposição no Turismo de Portugal até 30 de abril
Câmara aposta nos Circuitos Industriais da Marinha Grande

A exposição sobre os Circuitos Industriais da Marinha Grande que está patente no Turismo de Portugal, na Rua Ivone Silva, lote6, em Lisboa, desde o início de março, foi prolongada até ao final de abril.
Esta iniciativa, que divulga os Circuitos Industriais, são uma aposta da Câmara Municipal, para juntar dois setores distintos e de grande importância no concelho: a indústria e o turismo.
O projeto foi lançado a 11 de março de 2013 e tem um âmbito alargado apesar de refletir naturalmente aqueles que são os setores mais influentes da economia local: a indústria do vidro, dos moldes e dos plásticos. 
As visitas podem ser marcadas diretamente nas empresas ou através da Câmara Municipal. Para conferir os dias disponíveis para marcação das visitas e obtenção de mais informações sobre o projeto, poderá ser consultada a página www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
A exposição pode ser visitada no Turismo de Portugal até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00. A entrada é livre.
Indústria da Marinha Grande para descobrir
Os locais de visita integrados no Turismo Industrial da Marinha Grande são os seguintes:
VIDRO
Carlos de Ceia Simões, Lda: Transformação de vidro;
Crisal, S.A: Vidro de mesa;
Gallo Vidro, S.A: Embalagens de vidro;
Morais Matias, S.A: Ampolas de vidro;
Normax, Lda: Vidro de laboratório.
MOLDES
Moldoeste, S.A: Moldes de injeção de alta precisão para termoplásticos e borracha;
Planimolde, S.A: Moldes para a Indústria de Plásticos;
PLÁSTICOS
Bourbon, S.A: Produção para o setor automóvel;
Plimat, S.A: Injeção de acessórios para canalização em materiais plásticos; 
Vipex, S.A: Produção de cafeteiras (Krups e Rowenta), tampas para Pyrex, triângulos de pré-sinalização, entre outros.
INSTITUIÇÕES VISITÁVEIS
Centimfe - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, que se dedica especialmente ao Design de Produto, Prototipagem, Engenharia, Simulação, Fabricação e injeção de peças e produtos, Ensaios laser, Calibrações e Formação;
Museu do Vidro: O único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal. 
A Câmara Municipal convida-o a conhecer os Circuitos Industriais da Marinha Grande, cuja participação é gratuita.
Todas as informações referentes aos Circuitos Industriais da Marinha Grande podem ser consultados no endereço www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.

Comentário

Na recente tertúlia sobre os fornos da cal, dinamizada pelo Espaço Cultural/Biblioteca de Pataias, o turismo industrial foi apontado por alguns dos presentes como uma solução para a preservação do patrimónico histórico-industrial existente e dinamização turistica do concelho.
A criação de um centro interpretativo, associado à recuperação de um forno de cal e passagem pelas pedreiras foi uma das soluções apontadas. Solução capaz de atrair visitantes.
Outras ideias surgiram, nomeadamente com o empedrar de um forno, preparando-o para uma eventual cozedura, com o respetivo registo em video. Contam-se pelos dedos de uma mão os mestres forneiros ainda existentes que sabem como empedrar um forno.
E o mais novo já tem mais de 80 anos...
É claramente uma técnica de construção secular em vias de desaparecer e que Pataias pode ainda fazer um registo preciso deixando-o para história... da humanidade.