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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel

Foi uma das requalificações da Avenida, mais precisamente o Rossio.
Outra, recordo, foram as trísias.
A obra foi polémica, não só pela demolição do Coreto, mas pelo desenho do jardim e os seus muretes altos.
As fotografias foram disponibilizadas pelo Tiago Inácio e são datadas de 1990.




quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Exposição da indústria vidreira em Pataias

No Museu do Vidro da Marinha Grande, exposição relativa às indústria vidreiras de Pataias.
Das terças aos domingos, até 28 de outubro.
Entrada gratuita.


As indústrias vidreiras de Pataias

A fundação das indústrias de vidro em Pataias, contribuiria notavelmente para o desenvolvimento industrial da freguesia numa altura em que apenas os fornos da cal se afirmavam como única indústria pataiense.
A empresa vidreira de Pataias, fundada em 1921, contribuiria não só para o desenvolvimento económico, como também social, marcando a paisagem com as suas instalações fabris junto da linha do oeste em Pataias-Gare.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A exploração de pedra na Mata de Pataias

Mais um apontamento do Tiago Inácio na página do facebook "Gente que ama Pataias", com data de 30 de agosto de 2018

A cobrança pela exploração da Pedreira da mata.

(...) "A crescente extracção da pedra da pedreira da mata, principalmente com destino às fábricas de vidro na Marinha Grande, levou a Junta de Freguesia a tomar medidas. Deste modo, em reunião de 15 de Maio de 1944, deliberam que “ tendo esta junta conhecimento que tem saído da mata pública ultimamente grande porção de pedra para o Concelho da Marinha Grande, destinada à indústria, foi resolvido que entre em vigor no próximo dia 1 de Junho, a postura por esta junta anteriormente estabelecida para se mandarem afixar editais”. Assim, a partir de 1 de Junho de 1944, a Junta de Freguesia começou a cobrar 3$00 escudos por metro cúbico da pedra extraída com destino às fábricas de vidro da Marinha Grande e 1$50 por metro cúbico de pedra extraída para os fornos de cal de Pataias, obras e fábricas na freguesia de Pataias, nomeadamente a Empresa Vidreira de Pataias, a Vidreira de Pataias de Roldão & filhos e a Fábrica de Garrafas da Martingança."



domingo, 2 de setembro de 2018

As balanças de Pataias-Gare

Mais um apontamento do Tiago Inácio na página do facebook "Gente que ama Pataias", com data de 24 de agosto de 2018

As Balanças de Pataias-Gare

As Balanças assumiram um papel importante na comercialização da cal. Existiam balanças de vários tipos e capacidades. Todos os industriais que vendiam por conta própria possuíam as suas próprias balanças cuja capacidade variava entre os 100 e os 200kg. Apenas Hermínio Mota possuía uma balança de 500kg que acabaria por vender a Joaquim Ribeiro, depois de abandonar o negócio em meados da década de 80. Contudo, as Vidreiras, Manuel Pereira, os Serranos, a Cibra e por fim Joaquim Vaz Pereira, possuíam balanças de grande porte. Analisaremos estas grandes balanças que existiram em Pataias-Gare.
Das grandes balanças que existiram, a mais arcaica situava-se na Vidreira de Pataias de Roldão & Filhos, Lda, conhecida como a fábrica de cima. Era uma balança apenas para pesar os carros de bois com uma capacidade aproximada de 5 toneladas. O carro ficaria em cima da balança e os bois fora. Também a fábrica de baixo possuía uma grande balança com uma capacidade aproximada de 20 toneladas. Luís Serrano possuía igualmente uma balança, cuja capacidade deveria rondar as 5 toneladas . Através das memórias da família Serrano, sabemos que a balança se localizava junto dos fornos: “junto aos fornos de cal ficava o armazém da cal, os telheiros para a caruma, a casa da báscula e a garagem.” . Manuel Pereira, proprietário de uma Serração junto da fábrica de Vidro de cima, possuía igualmente uma balança cuja capacidade máxima se desconhece. 
Como já referido anteriormente, todas as propriedades dos Serranos seriam vendidas à Cibra a 15 de Março 1945. Contudo, sabemos que até Julho a balança continuou a ser utilizada por Luís Serrano, como provam alguns talões de pesagem. A Cibra acabaria também por construir uma balança, junto da entrada da fábrica, no final dos anos 40 ou já no inicio da década de 50 sendo a maior balança existente. Também Joaquim Vaz Pereira adquire, na década de 50, uma grande balança que acabaria por ser substituída por uma de maior capacidade na década de 60. É a única balança tradicional ainda existente em Pataias-Gare, uma vez que as da Cibra são actualmente digitais.
Relativo a esta balança ainda existente, sabemos que a capacidade máxima é de 30 toneladas e foi fabricada em 1965.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Exposição de memórias do concelho

A notícia em:
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=cbeb2b2f-1570-4082-8b74-26daf80a14a9&edition=212

Alcobaça
Feira de S. Bernardo exibe exposição Memórias do concelho na 1ª metade do século XX
   
Na Feira de São Bernardo (18 a 22 de agosto) encontrará um espaço exclusivamente dedicado à evocação da memória e das tradições do concelho, na primeira metade do século XX. A exposição “Património e Memória” irá mostrar uma recolha de fotografias e objetos que nos transportam aos tempos dos nossos antepassados, às vivências e à cultura dos nossos pais, avós e bisavós: objetos decorativos das casas, automóveis e bicicletas, taverna e muito mais. “Da vivência à cultura, a exposição irá exibir a riqueza do nosso património cultural e da nossa identidade. Irá mostrar como eram, naquele tempo, o equipamento dos bombeiros, os objetos decorativos que tínhamos nas nossas casas, com destaque para a cerâmica e para a chita, os automóveis e as bicicletas que circulavam nas nossas estradas, entre muitos elementos”, afirma a Vereadora da Cultura, Inês Silva. 

“Património e Memória” é uma iniciativa da Câmara Municipal em consonância com as comemorações do Ano Europeu do Património Cultural e será seguramente um dos pontos altos da Feira de São Bernardo deste ano. Consulte a programação completa da Feira de São Bernardo.

domingo, 12 de agosto de 2018

sábado, 11 de agosto de 2018

Comissão de Pataias em visita a "O Século"

Disponibilizado pela Ana Ferraz Pereira
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 9 de julho de 2018)

"Comissão de Pataias (Marinha Grande) visitando o Século". 10 Outubro 



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Forno da Cal do Joaquim Ronceiro

Apontamento do Tiago Inácio
(facebook - Gente que Ama Pataias, publicação a 19/7/2018)

A 30 de Junho de 1995, encerrava o último forno de cal, propriedade de Joaquim Vieira Grilo (Esquim Ronceiro, falecido em 1993), explorado pelo seu filho António Sebastião Grilo. Actualmente com o barracão tradicional destruído. Fotos do ano 2000, 2006, 2012 e 2018.






quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Pataias - Memórias paroquias 1758

Apontamento do Tiago Inácio
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicação a 23 de julho de 2018)

Em Janeiro de 1758, por ordem do Marquês de Pombal, era enviado um inquérito a todas as paróquias Portuguesas pedindo a descrição da paróquia e os estragos provocados pelo terramoto de 1755 (que arruinou a Igreja de Pataias).
Os inquéritos foram compilados em mais de três dezenas de volumes, passando a designar-se por Memórias Paroquiais. 
Relativo a Pataias, 8 páginas fazem uma descrição detalhada da Paróquia Setecentista.
Abaixo, uma cópia da primeira página relativa a Pataias e foto da antiga Igreja de Pataias, reconstruída depois do terramoto de 1755:
Transcrição do documento:
"“Resposta ao que se procura saber pelo papel juncto da Freguezia de Patayas: Ee o seguinte:
O lugar de Patayas quanto à subjeiçaó Eccleziastica, Ee da obediencia da Mitra Episcopal da Cidade de Leiria, unido à Província da mesma: contem noventa vezinhos, duzentos e vinte e uma pessoas mayores, e sincoenta e duas menores: o orago desta Freguezia do lugar de Patayas Ee Nossa Senhora da Esperança, cujo Parocho tem o titulo de Cura apresentado pelo Excelentissimo Bispo da Cidade de Leiria. Provincia da Estremadura.

A Igreja da ditta Freguezia tem tres Altares, o primeiro Ee o do Santissimo Sacramento com a sua Irmandade: os dois são colaterais: Eum de Nossa senhora do Rozario sem Irmandade, e outro do gloriozo Sancto António taó bem sem Irmandade, e outro das Almas com Irmandade: naó tem rendas as dittas Irmandades, e só concorrem para os cultos Divinos e veneraçoens dos Sanctos e moradores da ditta Freguezia com suas esmolas: Foi a ditta Igreja gravemente arruinada pelo Terramoto do anno de 1755. E necessita de todo ser reedificada e naó está, por ser pobrissima, contudo, andava nessa deligencia. Naó tem naves...?”

Fonte: Arquivo de Documentos Históricos da UFPM



terça-feira, 7 de agosto de 2018

As invasões francesas na freguesia de Pataias

Apontamento do Tiago Inácio
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicação de 20 de julho de 2018)

A 3ª invasão Francesa, a mais mortífera das invasões, causou sérios danos na Paróquia de Pataias.
Antes das Invasões, Pataias contava com cerca de 1500 habitantes. Depois da 3ª invasão, Pataias contava com pouco mais de 600 habitantes. A politica de terra queimada, reduzia a cinzas todos os campos de cultivo, dificultando, assim, o acesso de mantimentos ao exército Francês. A fuga da população e a falta de mantimentos, devido à politica mencionada, conduziu a que uma grande massa de camponeses morresse à fome ou de doenças provocadas pela deficiente nutrição.
A imagem abaixo reproduz a primeira das 19 páginas (do registo de óbitos da Paróquia de Pataias) onde constam os nomes de todos os que faleceram por conta dos Franceses: "Alistos (?) das Pessoas desta freguesia de Senhora da Esperança de Pataias que morreram no tempo da Invasão dos Franceses e as terras onde morreram (...)".
No total são 742 pessoas, naturais ou a viver em Pataias, que morreram entre 18 de Novembro de 1810 e 24 de Março de 1811. Mais algumas dezenas morreriam nos meses seguintes de doença prolongada.

Fontes:
-Registo de óbitos da Paróquia de Pataias (Arquivo Distrital de Leiria);
-O Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria.



segunda-feira, 6 de agosto de 2018

sábado, 4 de agosto de 2018

Os Barracões dos Fornos de Cal

Um texto do Tiago Inácio

Os Barracões dos Fornos de Cal

No início do século XX, não existiam barracões para armazenamento do combustível. A produção de cal limitava-se ao Verão, não sendo necessário, portanto, um edifício para resguardo do combustível utilizado. Os Serranos deverão ter sido os pioneiros na utilização de barracões com este fim. Assim, começam a surgir lentamente, a partir da década de 20, barracões, por norma frente aos fornos.
Em 1958 existiam 28 barracões e em 1965 existiam 24. Em 1995 existiam apenas 11 e actualmente apenas existem 4.
Os barracões pouco diferem uns dos outros. Actualmente notamos que ocorreu uma evolução na sua construção. Os mais antigos, na qual não chegou nenhum aos nossos dias, eram constituídos por pilares cilíndricos, construídas unicamente com pedra e argamassa de cal. Com a utilização cada vez mais frequente de veículos pesados a partir do final da década de 40, notamos que alguns barracões terão sido ampliados. É curioso verificar que algumas ampliações em altura, a partir da década de 60, aproveitaram, em parte, os antigos pilares. Assim, é possível observar actualmente, vestígios de pilares de tijolo construído sobre os antigos pilares de pedra redondos.
A cobertura, com telhado de duas águas, suportado por vigamento em madeira, era inicialmente em telha canudo e posteriormente em telha Marselha. Em 1976, depois de um incêndio no barracão de Joaquim Filipe Ribeiro, este é reconstruído com estrutura de metal e telha de fibrocimento. Ainda na década de 70 e 80, outros industriais (Joaquim Vieira Grilo e António Vieira Vaz) passariam a utilizar estes materiais na construção e ampliação dos seus barracões.
Actualmente apenas existem 4 barracões tradicionais: o de Joaquim Vaz Pereira e de Joaquim Pereira Vaz Coelho (Governo) na Ratoinha / Olhos de água e o de António Sousa Marques (Ferramenteiro) e António Rosálio Vieira (Botas) na Brejoeira, sendo que este último se encontra parcialmente destruído.






sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Pataias e suas gentes - apresentação do livro



Significado pessoal do livro

Cresci a ouvir dizer e a verificar na prática, que Pataias era uma terra sem história. Sem registos documentais ou edifícios que contassem como foi a nossa terra. De onde partimos para chegarmos ao que somos hoje.
Há 9 anos, iniciei um projeto digital porque estava longe de Pataias e, a quem estava longe como eu, não se sabia nada do que se passava aqui. Em nove anos, houve o Facebook, mas mais importante, livros sobre a Mina, as fábricas de vidro e a freguesia, teses sobre a lagoa de Pataias e a evolução do litoral e um manancial de outros documentos que a pouco e pouco ajudaram a descobrir e difundir a nossa terra.
Este é o livro que eu gostaria de ter escrito, mas que nunca teria conseguido. Não sei o suficiente, não vivi o suficiente, não pesquisei o suficiente. O Turíbio, o Humberto e o António passaram mais de 4 anos a escrevê-lo, depois de quase duzentos anos (a soma das suas idades) acumulados de vivências intensas de Pataias. E se alguém o conseguiria concretizar, eles eram dos poucos.
E assim, confesso que com alguma inveja mas extraordinariamente feliz, vejo concretizado este sonho de deixar inscrito na memória e para o futuro, a história de Pataias e acima de tudo, das suas gentes. Porque Pataias vive das pessoas, com as pessoas e – desejo – para as pessoas. E este é um livro sobre todos nós: pataieiros e pataienses.

A importância da memória e da história local

Este é um livro que escreve, pela primeira vez, a nossa história, a história de Pataias, através de documentos históricos, das vidas das pessoas e da memória.
A memória nas Ciências Humanas pode ser definida como um fenómeno social, uma vez que as relações entre os indivíduos são estabelecidas pelas formas como estes interagem entre si, através de aspetos socioculturais como as famílias, a política, a religião, as profissões, entre outros.
Jacques Le Goff defende que a memória, esta memória definida como fenómeno social, pode ser utilizada para reconstruir os factos históricos a partir de resignificações individuais.
«A memória é um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje, na febre e na angústia. Mas a memória coletiva é não somente uma conquista é também um instrumento e um objeto de poder. São as sociedades cuja memória social é sobretudo oral ou que estão em vias de constituir uma memória coletiva escrita que melhor permitem compreender esta luta pela dominação da recordação e da tradição, esta manifestação da memória»
Jaques Le Goff, História e Memória
Esta memória é constituída por acontecimentos, pessoas e lugares: os acontecimentos podem ser vividos individualmente ou em coletividade; as pessoas podem ser categorizadas por personagens encontradas durante a vida ou vividas indiretamente; os lugares da memória, lugares de comemoração, ficam marcados na memória do público e de cada indivíduo.
A memória é assim o resultado de um trabalho de organização e seleção daquilo que é importante para o sentimento de unidade, de continuidade e de coerência. Ou seja, de identidade.
E o que também fala este livro é da identidade de Pataias.
A construção desta identidade implica dizer que tempo e espaço se associam para a construção de experiências humanas. Mas precisar a identidade de Pataias, para além do estabelecimento de uma relação entre o tempo e o espaço, exige o reconhecimento da herança de tradições e das histórias das pessoas que aqui vivem e viveram.
É agrupada nestas dimensões material e imaterial que se manifesta a existência deste lugar de Pataias, com capacidade de construir um processo de identificação das gerações atuais com a experiência vivida por outros sujeitos, noutros tempos. Constrói-se um património vinculado aos saberes, às habilidades, às crenças, às práticas, às pessoas. Um património que se pretende valorizado, peculiar, mas não saudosista.

O livro

Este livro conduz-nos assim por três caminhos: a memória, a identidade e o património cultural. É esta fusão o cerne deste livro.
Independentemente da forma como se apresenta o índice deste livro, eu vejo-o agrupado em 3 grandes grupos:
Num destes grupos podemos encontrar as origens e a história do lugar e freguesia de Pataias. Da alegada doação de Alcobaça aos monges de Cister, dos forais de D. Dinis às Paredes, das memórias setecentistas ao século XIX, da evolução da freguesia através dos tempos. Encontramos ainda os diversos lugares da freguesia e a sua história.
Num segundo grupo, o contexto social: as profissões, as tradições, os costumes, as curiosidades, os conjuntos musicais. Uma visão sobre a freguesia desaparecida, do alfaiate ao lavrador, do tanoeiro à empalhadeira, do carreiro ao resineiro. Faltou o forneiro… Os conjuntos musicais, do “Conjunto Vaz” ao “Pingo Morango”, dos “Encarnadinhos” ao “Análise”. As tradições.
Num terceiro grupo: as pessoas. Quem, pelo critério dos autores, teve uma intervenção que ajudou a freguesia a ser um lugar diferente. Goste-se, ou não.
Finalmente, a reorganização do poder local e uma visão para o futuro.

Conclusão

Esta é uma obra que não se discute o conteúdo. Podemos discutir a forma, mas não o conteúdo. É um documento extraordinário de pesquisa histórica, um repositório inigualável de tudo o que Pataias foi, de muitas das gentes extraordinárias que aqui viveram.
E esse é o grande mérito, o grande legado desta obra: as pessoas. Porque, como já disse anteriormente, Pataias vive das pessoas, com as pessoas e – desejo – para as pessoas. Este é um livro sobre todos nós.
Esta obra é a mais recente, mas será a partir de hoje a primeira e fundamental referência da nossa história e das nossas gentes.
Turíbio, padrinho, Toino: por este magnífico trabalho que aqui nos deixam, muito obrigado

Pataias, 3 de agosto de 2018

terça-feira, 31 de julho de 2018

História Industrial de Pataias - Subsídios

Via facebook
https://www.facebook.com/groups/181671311882361/

Um apontamento do Tiago Inácio

História Industrial de Pataias - Subsídios
A Industrial de Pataias, limitada

A Industrial de Pataias foi fundada a 14 de Março de 1945 por Eduardo Vaz Pereira (n. 16.5.1914 | f. 29.6.1960) e Bernardo Baptista Antunes com um capital social de 100 000$00 tendo como “objecto a indústria e comércio de artigos cerâmicos” . A sociedade adquiriu uma pequena firma que fabricava tijolo de burro a Joaquim Rodrigues Rato (n. 23.10.1887 | f.6.03.1975). A Industrial implementou uma máquina a vapor que fazia funcionar todos os mecanismos da fábrica.
A sociedade é alterada a 28 de Agosto com a entrada do pai de Eduardo, José Vaz Pereira e do irmão, Joaquim Vaz Pereira e com a saída de Bernardo Antunes. Em 1958, José cede a sua quota aos dois filhos . Em 1964, a sociedade é novamente alterada depois do falecimento de Eduardo Vaz Pereira em 1960 com apenas 46 anos. Os herdeiros de Eduardo cedem uma quota a Maria Celeste Serrano Vaz Pereira (esposa de Joaquim) e outra a Ana Maria Serrano Vaz Pereira (filha de Joaquim). Desta forma o capital social fica constituído por 50 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 40 000$00 de Maria Celeste e 10 000$00 de Ana Maria Vaz Pereira .
Em 1964 o capital social é elevado para 300 000$00, sendo 150 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 125 000$00 de Maria Celeste Serrano Vaz Pereira e 25 000$00 de Ana Maria Serrano Vaz Pereira. A sociedade será alterada diversas vezes. Em 1976 eram únicos sócios Joaquim Vaz Pereira e a sua mulher . Ainda na década de 70 a sociedade é novamente alterada com a entrada na sociedade de Maria Ema Serrano Vaz Pereira e novamente Ana Maria Serrano Vaz Pereira, ambas filhas de Joaquim Vaz Pereira e ainda Joaquim André da Conceição Ribeiro. No final da década de 70 a Industrial empregava cerca de 20 pessoas. Os fornos funcionavam a serradura e carrasca . Em 1981 o capital social é elevado para 5 000 000$00. A fábrica acabaria por ser vendida por volta de 1982 dedicando-se também à construção civil. Em meados da mesma década encerraria a cerâmica. A Industrial de Pataias foi a maior e mais produtiva fábrica de tijolo e telha existente em Pataias.



quinta-feira, 14 de junho de 2018