A notícia na edição 1182 do Região de Cister de 14 de abril de 2016
Pataias - na passada terça-feira
Deputada Odete João visita ABEOTL e conhece desafios da instituição
A deputada Odete João, eleita pelo Partido Socialista no círculo de Leiria, visitou as instalações da Associação de Bem Estar e Ocupação de Tempos Livres de Pataias (ABEOTL) na passada terça-feira para conhecer de perto os desafios e os projetos da instituição.
Em declarações ao REGIÃO DE CISTER, Odete João enalteceu o trabalho da Direção e dos funcionários da instituição, que resultou “numa evolução bem estruturada da evolução da resposta social” aos membros da comunidade. A socialista tinha estado nas instalações da ABEOTL há “cerca de cinco anos”, quando a instituição ainda não operava a valência de lar de terceira idade. Razão que levou a deputada a reconhecer o “crescimento” da ABEOTL, encarando com otimismo a lista de desafios da associação, apresentada por vários membros da Direção.
Por sua vez, os dirigentes da IPSS aproveitaram a visita para apresentar à deputada o projeto de construção de residências assistidas, apelidada de “Aldeia Nova”. O projeto contempla duas fases: a primeira em que serão construídas 14 moradias unifamiliares, dois edifícios com oito apartamentos T1, um restaurante, uma capela e um pavilhão multiusos. Na segunda fase serão construídas 18 moradias unifamiliares. Trata-se de um complexo, que deverá nascer num terreno com mais de 36 hectares nas traseiras da instituição.
Comentário
«36 hectares nas traseiras da instituição», isto é, em terrenos públicos de Reserva Ecológica, sitos na Alva de Pataias (regime florestal parcial), junto à lagoa.
Quanto mais ouço falar neste projeto, mais dúvidas tenho.
Qual é a contrapartida para Pataias, para a freguesia e para a sua população, pela cedência de 36 hectares de terrenos públicos a uma entidade privada?
Em que condições serão cedidos esses 36 hectares?
Por quanto tempo? Definitivamente? Por um conjunto de anos?
Se é temporário, em que condições se fará a reversão da propriedade dos terrenos?
Porque desconheço, a ABEOTL Pataias é uma instituição privada sem fins lucrativos?
Porque desconheço, está reconhecido à ABEOTL Pataias o estatuto de "utilidade pública"?
Mas principalmente, que contrapartidas oferece a ABEOTL Pataias, à freguesia e à população, pela apropriação e uso em proveito próprio desses 36 hectares?
No fim de respondidas estas questões, pode iniciar-se a discussão da cedência, ou não, dos terrenos.
Até lá, NÃO.
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terça-feira, 19 de abril de 2016
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Ainda os campos de golfe na Pedra do Ouro
A notícia na edição 1169 de Região de Cister de 14 de janeiro de 2016
Pedra do Ouro - Socialistas reagem à notícia publicada no região de cister
Comissão Política do PS exige explicação acerca do abandono dos projeto de Golfe
A Comissão de Alcobaça do PS exigiu uma explicação à Câmara e à União das Freguesias de Pataias e Martingança sobre o abandono do projeto de implantação dos campos de golfe na praia da Pedra do Ouro, que o REGIÃO DE CISTER publicou na edição passada.
“O projeto que foi anunciado com muita pompa e circunstância, com apresentação de número de postos de trabalho a criar, influenciou naturalmente o voto na Assembleia Municipal”, recordam os socialistas, em comunicado, considerando que, agora “que falhou, não pode deixar de haver uma explicação por parte do município, mesmo sabendo que a desistência foi do investidor privado”. Na opinião dos socialistas, “não podem os políticos querer ‘aparecer na fotografia’ dos investimentos privados quando acham que vão colher ‘louros’ e ‘assobiar para o lado’ quando as coisas correm de outra forma”. “Lembrem-se que este projeto de investidor privado, levou a alterações no PDM e na Reserva Ecológica Nacional e a investimentos na Pedra do Ouro”, lê-se ainda no comunicado.
Recorde-se que o projeto dos campos de golfe da Pedra do Ouro foi posto de parte depois de a empresa de construção civil que detinha os terrenos ter vendido parte da área à empresa leiriense Respol Resinas.
Pedra do Ouro - Socialistas reagem à notícia publicada no região de cister
Comissão Política do PS exige explicação acerca do abandono dos projeto de Golfe
A Comissão de Alcobaça do PS exigiu uma explicação à Câmara e à União das Freguesias de Pataias e Martingança sobre o abandono do projeto de implantação dos campos de golfe na praia da Pedra do Ouro, que o REGIÃO DE CISTER publicou na edição passada.
“O projeto que foi anunciado com muita pompa e circunstância, com apresentação de número de postos de trabalho a criar, influenciou naturalmente o voto na Assembleia Municipal”, recordam os socialistas, em comunicado, considerando que, agora “que falhou, não pode deixar de haver uma explicação por parte do município, mesmo sabendo que a desistência foi do investidor privado”. Na opinião dos socialistas, “não podem os políticos querer ‘aparecer na fotografia’ dos investimentos privados quando acham que vão colher ‘louros’ e ‘assobiar para o lado’ quando as coisas correm de outra forma”. “Lembrem-se que este projeto de investidor privado, levou a alterações no PDM e na Reserva Ecológica Nacional e a investimentos na Pedra do Ouro”, lê-se ainda no comunicado.
Recorde-se que o projeto dos campos de golfe da Pedra do Ouro foi posto de parte depois de a empresa de construção civil que detinha os terrenos ter vendido parte da área à empresa leiriense Respol Resinas.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Construir uma "Aldeia Nova"na Lagoa de Pataias
A notícia na edição 1169 de Região de Cister de 14 de janeiro de 2016
PATAIAS Processo aguarda desafetação dos terrenos por parte da tutela
Associação de Bem-Estar quer avançar com projeto de residências assistidas
O ano de 2016 poderá ser decisivo para a Associação de Bem-Estar e Ocupação de Tempos Livres de Pataias (ABEOTLP). A Direção da instituição pretende arrancar com a construção do projeto de residências assistidas, apelidado de “Aldeia Nova”, aguardando que a Câmara de Alcobaça avance com o pedido de desafetação dos terrenos contíguos às instalações já existentes, junto da tutela. “Relativamente ao novo projeto, está ainda embrionário, pois aguardamos novos desenvolvimentos”, explica Anabela Mariano, diretora técnica da ABEOTLP.
No ano em que se prepara para assinalar 31 anos, a instituição acalenta a expectativa de avançar com o projeto de ampliação, através da construção de residências assistidas.
O projeto de intenção contempla duas fases: a primeira em que serão construídas 14 moradias unifamiliares, dois edifícios com oito apartamentos T1, um restaurante (que deverá ser alugado a particulares), uma capela e um pavilhão multiúsos (ginásio, massagens, entre outros serviços). Na segunda fase serão construídas mais 18 moradias unifamiliares.
Atualmente, a ABEOTLP conta com 20 crianças em CAT L, 36 utentes em Lar, 35 em Centro de Dia, 13 em CAO, cinco na Residência Autónoma e 49 em Apoio Domiciliário, sendo os serviços assegurados por 70 colaboradores.
Comentário
Este projeto de residências assistidas levanta algumas questões.
Em primeiro, não necessariamente a mais importante, o facto da ABEOTL Pataias ser uma instituição privada. Destinada a fazer um serviço social, ela não é exclusiva à população de Pataias, mas a todos os que a ela recorrem, a começar pelos seus sócios.
Em segundo, a ABEOTL Pataias pretende desenvolver um projeto imobiliário em terrenos que são públicos (a Alva de Pataias), aguardando da parte da Câmara Municipal de Alcobaça a «desafetação dos terrenos contíguos às instalações». Ora, esta desafetação, a ocorrer, terá de ser explicada e fundamentada aos munícipes, especialmente à população de Pataias.
Porquê desafetar terrenos públicos, de elevada sensibilidade ambiental e alto valor turístico (área envolvente à Lagoa de Pataias) para os colocar à disposição de uma entidade privada? Qual é o interesse do município e dos seus habitantes?
Que contrapartidas oferece a ABEOTL Pataias em troca dessa desafetação de terrenos?
Este projeto imobiliário “Aldeia Nova” servirá para financiar e proporcionar à população de Pataias preços mais baixos (e efetivamente diferenciadores) no acesso aos serviços de Lar Residencial, Centro de Dia e Assistência Domiciliária?
A desafetação e propriedade dos terrenos será definitiva em favor da ABEOTL Pataias ou será feita por um determinado período de tempo (40 anos? 60 anos? 99 anos?), após o qual o mesmo e as respetivas obras aí realizadas reverterão para a posse município (ou para a posse da Junta de Freguesia)?
Da futura capacidade instalada de receber e acolher cidadãos séniores, quais os rácios destinados à população de Pataias, em especial aos mais desfavorecidos?
Parece-me óbvio que este projeto se destina, pelas suas caraterísticas, a um estrato social de elevado potencial financeiro. Não há aí nada de mal. Mas querer usar terrenos públicos com o único objetivo de criar lucros sem oferecer nada em troca de significativo para a população residente, não me parece bem.
PATAIAS Processo aguarda desafetação dos terrenos por parte da tutela
Associação de Bem-Estar quer avançar com projeto de residências assistidas
O ano de 2016 poderá ser decisivo para a Associação de Bem-Estar e Ocupação de Tempos Livres de Pataias (ABEOTLP). A Direção da instituição pretende arrancar com a construção do projeto de residências assistidas, apelidado de “Aldeia Nova”, aguardando que a Câmara de Alcobaça avance com o pedido de desafetação dos terrenos contíguos às instalações já existentes, junto da tutela. “Relativamente ao novo projeto, está ainda embrionário, pois aguardamos novos desenvolvimentos”, explica Anabela Mariano, diretora técnica da ABEOTLP.
No ano em que se prepara para assinalar 31 anos, a instituição acalenta a expectativa de avançar com o projeto de ampliação, através da construção de residências assistidas.
O projeto de intenção contempla duas fases: a primeira em que serão construídas 14 moradias unifamiliares, dois edifícios com oito apartamentos T1, um restaurante (que deverá ser alugado a particulares), uma capela e um pavilhão multiúsos (ginásio, massagens, entre outros serviços). Na segunda fase serão construídas mais 18 moradias unifamiliares.
Atualmente, a ABEOTLP conta com 20 crianças em CAT L, 36 utentes em Lar, 35 em Centro de Dia, 13 em CAO, cinco na Residência Autónoma e 49 em Apoio Domiciliário, sendo os serviços assegurados por 70 colaboradores.
Comentário
Este projeto de residências assistidas levanta algumas questões.
Em primeiro, não necessariamente a mais importante, o facto da ABEOTL Pataias ser uma instituição privada. Destinada a fazer um serviço social, ela não é exclusiva à população de Pataias, mas a todos os que a ela recorrem, a começar pelos seus sócios.
Em segundo, a ABEOTL Pataias pretende desenvolver um projeto imobiliário em terrenos que são públicos (a Alva de Pataias), aguardando da parte da Câmara Municipal de Alcobaça a «desafetação dos terrenos contíguos às instalações». Ora, esta desafetação, a ocorrer, terá de ser explicada e fundamentada aos munícipes, especialmente à população de Pataias.
Porquê desafetar terrenos públicos, de elevada sensibilidade ambiental e alto valor turístico (área envolvente à Lagoa de Pataias) para os colocar à disposição de uma entidade privada? Qual é o interesse do município e dos seus habitantes?
Que contrapartidas oferece a ABEOTL Pataias em troca dessa desafetação de terrenos?
Este projeto imobiliário “Aldeia Nova” servirá para financiar e proporcionar à população de Pataias preços mais baixos (e efetivamente diferenciadores) no acesso aos serviços de Lar Residencial, Centro de Dia e Assistência Domiciliária?
A desafetação e propriedade dos terrenos será definitiva em favor da ABEOTL Pataias ou será feita por um determinado período de tempo (40 anos? 60 anos? 99 anos?), após o qual o mesmo e as respetivas obras aí realizadas reverterão para a posse município (ou para a posse da Junta de Freguesia)?
Da futura capacidade instalada de receber e acolher cidadãos séniores, quais os rácios destinados à população de Pataias, em especial aos mais desfavorecidos?
Parece-me óbvio que este projeto se destina, pelas suas caraterísticas, a um estrato social de elevado potencial financeiro. Não há aí nada de mal. Mas querer usar terrenos públicos com o único objetivo de criar lucros sem oferecer nada em troca de significativo para a população residente, não me parece bem.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Abandonado projeto do Golfe na Pedra do Ouro
A notícia no site da Rádio Cister com o respetivo audio
http://cister.fm/cister/destaque/na-urbanizacao-da-pedra-do-ouro-abandonado-o-projecto-inicial-para-instalacao-de-golf-saneamento-e-alcatroamento/
Na Urbanização da Pedra do Ouro, abandonado o projecto inicial para instalação de Golf, vai haver obras de saneamento e alcatroamento
Uma empresa do distrito de Leiria do setor da resinagem, actividade que parece voltar agora a despertar interesse para os profissionais do setor, depois de nas décadas de 60, 70 e 80, ter alcançado o sucesso e posterior declínio, adquiriu os 700 he de pinhal onde inicialmente estava previsto a instalação de um campo de golfe por parte de um grupo investidor irlandês,e que não teve diferimento por parte da CCDR, poderá agora surgir inserido num projecto turístico de menor dimensão, uma vez que a essência de exploração para aquela propriedade será a de resinagem.
No seguimento da obras de requalificação das arribas na faixa costeira, também a Urbanização da Pedra do Ouro será intervencionada com a renovação de todo o saneamento básico e posterior alcatroamento, obra a acontecer nos próximos meses.
http://cister.fm/cister/destaque/na-urbanizacao-da-pedra-do-ouro-abandonado-o-projecto-inicial-para-instalacao-de-golf-saneamento-e-alcatroamento/
Na Urbanização da Pedra do Ouro, abandonado o projecto inicial para instalação de Golf, vai haver obras de saneamento e alcatroamento
Uma empresa do distrito de Leiria do setor da resinagem, actividade que parece voltar agora a despertar interesse para os profissionais do setor, depois de nas décadas de 60, 70 e 80, ter alcançado o sucesso e posterior declínio, adquiriu os 700 he de pinhal onde inicialmente estava previsto a instalação de um campo de golfe por parte de um grupo investidor irlandês,e que não teve diferimento por parte da CCDR, poderá agora surgir inserido num projecto turístico de menor dimensão, uma vez que a essência de exploração para aquela propriedade será a de resinagem.
No seguimento da obras de requalificação das arribas na faixa costeira, também a Urbanização da Pedra do Ouro será intervencionada com a renovação de todo o saneamento básico e posterior alcatroamento, obra a acontecer nos próximos meses.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Reunião de Câmara - Assuntos relacionados com a freguesia
Do blogue do Rogério Raimundo, as informações da última reunião de Câmara
Pisões - construção de muro ilegal
Moradora dos Pisões reclama sobre construção de muro ilegal, que apesar das coimas, continuou a ser construído.
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3537-publico-3-paula-salgueiro-pisoes.html
Município - documentos de estratégia
Rogério Raimundo questionou sobre a existência e divulgação dos diversos documentos de estratégia para o município e o mosteiro
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3531-intervim-na-reuniao-de-camara.html
Manutenção da taxa de IRS nos 5% e derrama municipal
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3526-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3524-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
Pisões - construção de muro ilegal
Moradora dos Pisões reclama sobre construção de muro ilegal, que apesar das coimas, continuou a ser construído.
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3537-publico-3-paula-salgueiro-pisoes.html
Município - documentos de estratégia
Rogério Raimundo questionou sobre a existência e divulgação dos diversos documentos de estratégia para o município e o mosteiro
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3531-intervim-na-reuniao-de-camara.html
Comentário
Agora que se prepara a discussão pública do PDM, não deveriam ser tornados públicos estes documentos para uma mais eficaz discussão do município?Manutenção da taxa de IRS nos 5% e derrama municipal
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3526-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3524-reuniao-de-camara-publica-d-hoje.html
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O projecto imobilário e de golfe da Pedra do Ouro
A notícia é assinada pela Ana Ferraz, na edição nº867 do Região de Cister de 1 de Abril
Falta luz verde da CCDR
Empresários aguardam golfe e equipa,mentos públicos colectivos
Investimentos na Pedra do Ouro à espera de melhores dias
Investimentos na Pedra do Ouro à espera de melhores dias
Dos 592 fogos previstos para a Pedra do Ouro, no âmbito do projecto imobiliário Pinhal Atlântico Golfe, apenas se venderam 57. O mercado está estagnado, situação que os investidores atribuem à crise, ao atraso dos campos de golfe e à ausência de equipamentos públicos colectivos.
Quando foi anunciada, em 2005, a intenção de construir um mega-projecto de golfe naquela praia da freguesia de Pataias, o interesse imobiliário por aquela praia cresceu de tal forma que surgiu no mercado um empreendimento com 200 lotes (num total de 592 fogos) junto à Estrada Atlântica. Hoje, há apenas 20 lotes e 146 casas construídos. Dessas, apenas 57 foram vendidas.
Os investidores, que avançaram inicialmente com cautela, estão agora parados, à espera de escoar os imóveis existentes. “Quando comecei a trabalhar na área das vendas, imaginei que em Março de 2010 não tivéssemos 20 lotes construídos, mas 20 lotes por construir”. A confissão é de Luís Rodrigues, agente imobiliário do Pinhal Atlântico Golfe, que não arrisca cenários futuros, num panorama em que há actualmente disponíveis para venda 89 fogos. “No Verão pode não haver casas para vender, já que há muitos lotes comprados mas não construídos”, o que significa que o investimento nos terrenos está feito, mas quem os comprou prefere esperar para construir moradias.
José Jesus Carreira é cauteloso no investimento. Construiu oito moradias T2, de dois pisos, e tem metade por vender. Está conformado com a especulação imobiliária, que ditou que o terreno de 2 mil metros quadrados custasse 250 mil euros. Tem outro pronto para um projecto vanguardista, com moradias suspensas num primeiro piso, espaços comerciais na zona inferior e piscina no terraço. Por enquanto, prefere olhar o projecto apenas em 3D.
Para além da crise, que é conjuntural, os investidores e imobiliários apontam o dedo ao atraso dos campos de golfe (ver caixa). “Se começassem a mexer em alguma coisa, no terreno, vendia-se melhor”, crê José Jesus Carreira. O projecto poderá igualmente mudar o tipo de cliente. “Deixaremos de ter a pessoa que compra, porque quer ter uma casa na praia e passaremos a ter o cliente que joga golfe”, considera Luís Rodrigues, que explica que os compradores da Pedra do Ouro se dividem entre portugueses, ingleses, irlandeses, holandeses e até cidadãos dos Emiratos Árabes Unidos.
O investimento (ou a falta dele) por parte da Câmara de Alcobaça também está na lista de “culpados” pela estagnação do mercado. Num empreendimento onde há moradias T2 à venda por 230 mil euros não há saneamento, como não existe na zona mais antiga da Pedra do Ouro. Os esgotos são enviados para fossas. “Vamos tentar fazer o saneamento este ano”, refere o presidente da Câmara, que diz que essas obras avançarão mesmo antes da construção da nova ETAR por parte da Águas do Oeste.
Os investidores do novo empreendimento não reclamam melhores acessos viários à praia, sob pena de aquela estância balnear perder qualidade. “Não queremos aqui uma Vieira de Leiria ou outra Nazaré”, sublinha Luís Rodrigues, que fala, antes, de melhores acessos pedonais, bem como da criação de mais um apoio de praia. Na Pedra do Ouro há dois cafés, um restaurante, um mini-mercado e uma residencial. Paulo Inácio concorda com as reivindicações dos empresários e anuncia que a Câmara está em negociações com a Administração da Região Hidrográfica no sentido de resolver a situação.
Na calha poderá ainda estar uma melhor harmonização entre a zona nova e a antiga. “Achamos fundamental preservar e manter, mas dando qualidade. Não podemos esquecer que as coisas simples são as mais importantes para o turista”, defende Luís Rodrigues, para quem a ciclovia da Estrada Atlântica é um exemplo a seguir.
Falta luz verde da CCDR
Os campos de golfe, que foram anunciados em 2005, continuam em projecto e aguardam o aval de entidades estatais, já que parte dos terrenos onde se prevê a sua construção integram a Reserva Ecológica Nacional.
A Câmara já tem em sua posse vários pareceres positivos. “O que interessa agora é a posição definitiva da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional]”, disse ao REGIÃO DE CISTER Paulo Inácio, que refere que há ainda questões de ordem ambiental por resolver, nomeadamente no que se refere à protecção dos recursos hídricos. O trabalho de levantamento desses recursos está a ser efectuado em parceria com aquele organismo e os promotores do projecto, adiantou ainda o chefe do município.
O projecto, como explicou há cinco anos o arquitecto que o assina, Leonel Fadigas, distingue-se por “princípios de sustentabilidade ambiental”. Está prevista a utilização de materiais recicláveis e painéis solares e fotovoltaicos. Para além dos campos de golfe e dos hotéis, o empreendimento prevê ainda um centro desportivo, com piscinas, campos de ténis e um clube infantil, e um centro equestre, estando prevista a instalação de um campo de pólo.
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