A notícia em:
http://www.regiaodecister.pt/noticias/camara-de-alcobaca-aprova-norma-que-permite-legalizar-industrias
Câmara de Alcobaça aprova norma que permite legalizar indústrias
A Câmara de Alcobaça aprovou, em sessão extraordinária, uma norma de adequação dos instrumentos de gestão territorial que abre caminho à legalização de mais de uma centena de indústrias instaladas no concelho.
Em causa está o decreto-lei 165/2014 de 5 de novembro, que estabelece, com caráter extraordinário, a regularização, alteração e ou ampliação de estabelecimentos e explorações de atividades industriais, pecuárias, de operações de gestão de resíduos e de explorações de pedreiras incompatíveis com instrumentos de gestão territorial e ou condicionantes ao uso do solo.
O anterior Governo criou um mecanismo que avalia a possibilidade de regularização de um conjunto significativo de unidades produtivas que não dispõem de título de exploração ou de exercício válido face às condições atuais da atividade, designadamente por motivo de desconformidade com os planos de ordenamento do território vigentes ou restrições de outro tipo.
Só a Câmara de Alcobaça tem em mãos 172 pedidos de empresas que se pretendem legalizar e, deste lote, 130 processos foram aprovados de forma condicionada. Um dos processos foi já rejeitado pela autarquia, por não cumprir os requisitos necessários, sendo certo que, para além do Município, há um vasto conjunto de outras entidades que têm de pronunciar-se sobre os pedidos.
Com os prazos legais a terminar, muitos empresários temem pelo futuro dos seus negócios. No concelho, estão em causa muitas centenas de possos de trabalho, caso a aplicação da legislação seja levada à letra pelas autoridades.
O regime especial, decretado há quatro anos pelo Governo de Pedro Passos Coelho, possibilitou a suspensão dos procedimentos contraordenacionais relacionados com a falta de título de exploração, tendo levado à oposição de associações ambientais.
Após a aprovação da norma, a Câmara de Alcobaça solicitou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo que alargasse o prazo de apresentação dos processos por parte das empresas, pois de outra forma essas indústrias ficariam, automaticamente, em risco de fechar portas.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2018
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Exposição da indústria vidreira em Pataias
No Museu do Vidro da Marinha Grande, exposição relativa às indústria vidreiras de Pataias.
Das terças aos domingos, até 28 de outubro.
Entrada gratuita.
As indústrias vidreiras de Pataias
A fundação das indústrias de vidro em Pataias, contribuiria notavelmente para o desenvolvimento industrial da freguesia numa altura em que apenas os fornos da cal se afirmavam como única indústria pataiense.
A empresa vidreira de Pataias, fundada em 1921, contribuiria não só para o desenvolvimento económico, como também social, marcando a paisagem com as suas instalações fabris junto da linha do oeste em Pataias-Gare.
domingo, 2 de setembro de 2018
As balanças de Pataias-Gare
Mais um apontamento do Tiago Inácio na página do facebook "Gente que ama Pataias", com data de 24 de agosto de 2018
As Balanças de Pataias-Gare
As Balanças assumiram um papel importante na comercialização da cal. Existiam balanças de vários tipos e capacidades. Todos os industriais que vendiam por conta própria possuíam as suas próprias balanças cuja capacidade variava entre os 100 e os 200kg. Apenas Hermínio Mota possuía uma balança de 500kg que acabaria por vender a Joaquim Ribeiro, depois de abandonar o negócio em meados da década de 80. Contudo, as Vidreiras, Manuel Pereira, os Serranos, a Cibra e por fim Joaquim Vaz Pereira, possuíam balanças de grande porte. Analisaremos estas grandes balanças que existiram em Pataias-Gare.
Das grandes balanças que existiram, a mais arcaica situava-se na Vidreira de Pataias de Roldão & Filhos, Lda, conhecida como a fábrica de cima. Era uma balança apenas para pesar os carros de bois com uma capacidade aproximada de 5 toneladas. O carro ficaria em cima da balança e os bois fora. Também a fábrica de baixo possuía uma grande balança com uma capacidade aproximada de 20 toneladas. Luís Serrano possuía igualmente uma balança, cuja capacidade deveria rondar as 5 toneladas . Através das memórias da família Serrano, sabemos que a balança se localizava junto dos fornos: “junto aos fornos de cal ficava o armazém da cal, os telheiros para a caruma, a casa da báscula e a garagem.” . Manuel Pereira, proprietário de uma Serração junto da fábrica de Vidro de cima, possuía igualmente uma balança cuja capacidade máxima se desconhece.
Como já referido anteriormente, todas as propriedades dos Serranos seriam vendidas à Cibra a 15 de Março 1945. Contudo, sabemos que até Julho a balança continuou a ser utilizada por Luís Serrano, como provam alguns talões de pesagem. A Cibra acabaria também por construir uma balança, junto da entrada da fábrica, no final dos anos 40 ou já no inicio da década de 50 sendo a maior balança existente. Também Joaquim Vaz Pereira adquire, na década de 50, uma grande balança que acabaria por ser substituída por uma de maior capacidade na década de 60. É a única balança tradicional ainda existente em Pataias-Gare, uma vez que as da Cibra são actualmente digitais.
Relativo a esta balança ainda existente, sabemos que a capacidade máxima é de 30 toneladas e foi fabricada em 1965.
As Balanças de Pataias-Gare
As Balanças assumiram um papel importante na comercialização da cal. Existiam balanças de vários tipos e capacidades. Todos os industriais que vendiam por conta própria possuíam as suas próprias balanças cuja capacidade variava entre os 100 e os 200kg. Apenas Hermínio Mota possuía uma balança de 500kg que acabaria por vender a Joaquim Ribeiro, depois de abandonar o negócio em meados da década de 80. Contudo, as Vidreiras, Manuel Pereira, os Serranos, a Cibra e por fim Joaquim Vaz Pereira, possuíam balanças de grande porte. Analisaremos estas grandes balanças que existiram em Pataias-Gare.
Das grandes balanças que existiram, a mais arcaica situava-se na Vidreira de Pataias de Roldão & Filhos, Lda, conhecida como a fábrica de cima. Era uma balança apenas para pesar os carros de bois com uma capacidade aproximada de 5 toneladas. O carro ficaria em cima da balança e os bois fora. Também a fábrica de baixo possuía uma grande balança com uma capacidade aproximada de 20 toneladas. Luís Serrano possuía igualmente uma balança, cuja capacidade deveria rondar as 5 toneladas . Através das memórias da família Serrano, sabemos que a balança se localizava junto dos fornos: “junto aos fornos de cal ficava o armazém da cal, os telheiros para a caruma, a casa da báscula e a garagem.” . Manuel Pereira, proprietário de uma Serração junto da fábrica de Vidro de cima, possuía igualmente uma balança cuja capacidade máxima se desconhece.
Como já referido anteriormente, todas as propriedades dos Serranos seriam vendidas à Cibra a 15 de Março 1945. Contudo, sabemos que até Julho a balança continuou a ser utilizada por Luís Serrano, como provam alguns talões de pesagem. A Cibra acabaria também por construir uma balança, junto da entrada da fábrica, no final dos anos 40 ou já no inicio da década de 50 sendo a maior balança existente. Também Joaquim Vaz Pereira adquire, na década de 50, uma grande balança que acabaria por ser substituída por uma de maior capacidade na década de 60. É a única balança tradicional ainda existente em Pataias-Gare, uma vez que as da Cibra são actualmente digitais.
Relativo a esta balança ainda existente, sabemos que a capacidade máxima é de 30 toneladas e foi fabricada em 1965.
sábado, 4 de agosto de 2018
Os Barracões dos Fornos de Cal
Um texto do Tiago Inácio
Os Barracões dos Fornos de Cal
No início do século XX, não existiam barracões para armazenamento do combustível. A produção de cal limitava-se ao Verão, não sendo necessário, portanto, um edifício para resguardo do combustível utilizado. Os Serranos deverão ter sido os pioneiros na utilização de barracões com este fim. Assim, começam a surgir lentamente, a partir da década de 20, barracões, por norma frente aos fornos.
Em 1958 existiam 28 barracões e em 1965 existiam 24. Em 1995 existiam apenas 11 e actualmente apenas existem 4.
Os barracões pouco diferem uns dos outros. Actualmente notamos que ocorreu uma evolução na sua construção. Os mais antigos, na qual não chegou nenhum aos nossos dias, eram constituídos por pilares cilíndricos, construídas unicamente com pedra e argamassa de cal. Com a utilização cada vez mais frequente de veículos pesados a partir do final da década de 40, notamos que alguns barracões terão sido ampliados. É curioso verificar que algumas ampliações em altura, a partir da década de 60, aproveitaram, em parte, os antigos pilares. Assim, é possível observar actualmente, vestígios de pilares de tijolo construído sobre os antigos pilares de pedra redondos.
A cobertura, com telhado de duas águas, suportado por vigamento em madeira, era inicialmente em telha canudo e posteriormente em telha Marselha. Em 1976, depois de um incêndio no barracão de Joaquim Filipe Ribeiro, este é reconstruído com estrutura de metal e telha de fibrocimento. Ainda na década de 70 e 80, outros industriais (Joaquim Vieira Grilo e António Vieira Vaz) passariam a utilizar estes materiais na construção e ampliação dos seus barracões.
Actualmente apenas existem 4 barracões tradicionais: o de Joaquim Vaz Pereira e de Joaquim Pereira Vaz Coelho (Governo) na Ratoinha / Olhos de água e o de António Sousa Marques (Ferramenteiro) e António Rosálio Vieira (Botas) na Brejoeira, sendo que este último se encontra parcialmente destruído.
Os Barracões dos Fornos de Cal
No início do século XX, não existiam barracões para armazenamento do combustível. A produção de cal limitava-se ao Verão, não sendo necessário, portanto, um edifício para resguardo do combustível utilizado. Os Serranos deverão ter sido os pioneiros na utilização de barracões com este fim. Assim, começam a surgir lentamente, a partir da década de 20, barracões, por norma frente aos fornos.
Em 1958 existiam 28 barracões e em 1965 existiam 24. Em 1995 existiam apenas 11 e actualmente apenas existem 4.
Os barracões pouco diferem uns dos outros. Actualmente notamos que ocorreu uma evolução na sua construção. Os mais antigos, na qual não chegou nenhum aos nossos dias, eram constituídos por pilares cilíndricos, construídas unicamente com pedra e argamassa de cal. Com a utilização cada vez mais frequente de veículos pesados a partir do final da década de 40, notamos que alguns barracões terão sido ampliados. É curioso verificar que algumas ampliações em altura, a partir da década de 60, aproveitaram, em parte, os antigos pilares. Assim, é possível observar actualmente, vestígios de pilares de tijolo construído sobre os antigos pilares de pedra redondos.
A cobertura, com telhado de duas águas, suportado por vigamento em madeira, era inicialmente em telha canudo e posteriormente em telha Marselha. Em 1976, depois de um incêndio no barracão de Joaquim Filipe Ribeiro, este é reconstruído com estrutura de metal e telha de fibrocimento. Ainda na década de 70 e 80, outros industriais (Joaquim Vieira Grilo e António Vieira Vaz) passariam a utilizar estes materiais na construção e ampliação dos seus barracões.
Actualmente apenas existem 4 barracões tradicionais: o de Joaquim Vaz Pereira e de Joaquim Pereira Vaz Coelho (Governo) na Ratoinha / Olhos de água e o de António Sousa Marques (Ferramenteiro) e António Rosálio Vieira (Botas) na Brejoeira, sendo que este último se encontra parcialmente destruído.
terça-feira, 31 de julho de 2018
História Industrial de Pataias - Subsídios
Via facebook
https://www.facebook.com/groups/181671311882361/
Um apontamento do Tiago Inácio
História Industrial de Pataias - Subsídios
A Industrial de Pataias, limitada
A Industrial de Pataias foi fundada a 14 de Março de 1945 por Eduardo Vaz Pereira (n. 16.5.1914 | f. 29.6.1960) e Bernardo Baptista Antunes com um capital social de 100 000$00 tendo como “objecto a indústria e comércio de artigos cerâmicos” . A sociedade adquiriu uma pequena firma que fabricava tijolo de burro a Joaquim Rodrigues Rato (n. 23.10.1887 | f.6.03.1975). A Industrial implementou uma máquina a vapor que fazia funcionar todos os mecanismos da fábrica.
A sociedade é alterada a 28 de Agosto com a entrada do pai de Eduardo, José Vaz Pereira e do irmão, Joaquim Vaz Pereira e com a saída de Bernardo Antunes. Em 1958, José cede a sua quota aos dois filhos . Em 1964, a sociedade é novamente alterada depois do falecimento de Eduardo Vaz Pereira em 1960 com apenas 46 anos. Os herdeiros de Eduardo cedem uma quota a Maria Celeste Serrano Vaz Pereira (esposa de Joaquim) e outra a Ana Maria Serrano Vaz Pereira (filha de Joaquim). Desta forma o capital social fica constituído por 50 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 40 000$00 de Maria Celeste e 10 000$00 de Ana Maria Vaz Pereira .
Em 1964 o capital social é elevado para 300 000$00, sendo 150 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 125 000$00 de Maria Celeste Serrano Vaz Pereira e 25 000$00 de Ana Maria Serrano Vaz Pereira. A sociedade será alterada diversas vezes. Em 1976 eram únicos sócios Joaquim Vaz Pereira e a sua mulher . Ainda na década de 70 a sociedade é novamente alterada com a entrada na sociedade de Maria Ema Serrano Vaz Pereira e novamente Ana Maria Serrano Vaz Pereira, ambas filhas de Joaquim Vaz Pereira e ainda Joaquim André da Conceição Ribeiro. No final da década de 70 a Industrial empregava cerca de 20 pessoas. Os fornos funcionavam a serradura e carrasca . Em 1981 o capital social é elevado para 5 000 000$00. A fábrica acabaria por ser vendida por volta de 1982 dedicando-se também à construção civil. Em meados da mesma década encerraria a cerâmica. A Industrial de Pataias foi a maior e mais produtiva fábrica de tijolo e telha existente em Pataias.
https://www.facebook.com/groups/181671311882361/
Um apontamento do Tiago Inácio
História Industrial de Pataias - Subsídios
A Industrial de Pataias, limitada
A Industrial de Pataias foi fundada a 14 de Março de 1945 por Eduardo Vaz Pereira (n. 16.5.1914 | f. 29.6.1960) e Bernardo Baptista Antunes com um capital social de 100 000$00 tendo como “objecto a indústria e comércio de artigos cerâmicos” . A sociedade adquiriu uma pequena firma que fabricava tijolo de burro a Joaquim Rodrigues Rato (n. 23.10.1887 | f.6.03.1975). A Industrial implementou uma máquina a vapor que fazia funcionar todos os mecanismos da fábrica.
A sociedade é alterada a 28 de Agosto com a entrada do pai de Eduardo, José Vaz Pereira e do irmão, Joaquim Vaz Pereira e com a saída de Bernardo Antunes. Em 1958, José cede a sua quota aos dois filhos . Em 1964, a sociedade é novamente alterada depois do falecimento de Eduardo Vaz Pereira em 1960 com apenas 46 anos. Os herdeiros de Eduardo cedem uma quota a Maria Celeste Serrano Vaz Pereira (esposa de Joaquim) e outra a Ana Maria Serrano Vaz Pereira (filha de Joaquim). Desta forma o capital social fica constituído por 50 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 40 000$00 de Maria Celeste e 10 000$00 de Ana Maria Vaz Pereira .
Em 1964 o capital social é elevado para 300 000$00, sendo 150 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 125 000$00 de Maria Celeste Serrano Vaz Pereira e 25 000$00 de Ana Maria Serrano Vaz Pereira. A sociedade será alterada diversas vezes. Em 1976 eram únicos sócios Joaquim Vaz Pereira e a sua mulher . Ainda na década de 70 a sociedade é novamente alterada com a entrada na sociedade de Maria Ema Serrano Vaz Pereira e novamente Ana Maria Serrano Vaz Pereira, ambas filhas de Joaquim Vaz Pereira e ainda Joaquim André da Conceição Ribeiro. No final da década de 70 a Industrial empregava cerca de 20 pessoas. Os fornos funcionavam a serradura e carrasca . Em 1981 o capital social é elevado para 5 000 000$00. A fábrica acabaria por ser vendida por volta de 1982 dedicando-se também à construção civil. Em meados da mesma década encerraria a cerâmica. A Industrial de Pataias foi a maior e mais produtiva fábrica de tijolo e telha existente em Pataias.
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Inauguração da Cibra
Fotografia disponibilizada pelo Tiago Inácio
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 13 de junho de 2018)
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 13 de junho de 2018)
domingo, 12 de novembro de 2017
As atividades económicas em Pataias nos finais da década de 1940
«Sobre a indústria da cal branca há em número bastante elevado, os fornos de Pataias, que exportam para todo o país.
«Temos a considerar naquela localidade duas grandes fábricas de garrafas de vidro e uma na Martingança, as quais comportam uma população operária de 800 indivíduos de ambos os sexos.
«Com uma grandiosidade não só em edifícios como em área ocupada está a construir-se, em Pataias, uma fábrica denominada «Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos» indústria esta que em muito fará prosperar não só auela região como ainda o concelho de Alcobaça e que certamente bastante contribuirá para a valorização económica do país.»
A freguesia de Pataias tinha, de acordo com os Censos de 1950, um total de 5666 habitantes, dos quais 2589 sabiam ler e escrever. A indústria vidreira empregava cerca de 800 trabalhadores.
Em 2011, de acordo com os Censos, as freguesias de Pataias e Martingança tinham uma população total de 6596 habitantes. A população empregada era de 2641 indivíduos, dos quais 1319 trabalhavam no sector seundário (Indústria e Construção Civil).
Por estas pequena amostra, pode deduzir-se da importância que a indústria vidreira tinha no emprego da freguesia de Pataias, no início da segunda metade do século XX.
«Temos a considerar naquela localidade duas grandes fábricas de garrafas de vidro e uma na Martingança, as quais comportam uma população operária de 800 indivíduos de ambos os sexos.
«Com uma grandiosidade não só em edifícios como em área ocupada está a construir-se, em Pataias, uma fábrica denominada «Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos» indústria esta que em muito fará prosperar não só auela região como ainda o concelho de Alcobaça e que certamente bastante contribuirá para a valorização económica do país.»
Alberto Santos Carvalho, "Alguns apectos dos valores de Alcobaça e seu Concelho" in Segundo Congresso das Actividades do Distrito de Leiria, setembro de 1948
A freguesia de Pataias tinha, de acordo com os Censos de 1950, um total de 5666 habitantes, dos quais 2589 sabiam ler e escrever. A indústria vidreira empregava cerca de 800 trabalhadores.
Em 2011, de acordo com os Censos, as freguesias de Pataias e Martingança tinham uma população total de 6596 habitantes. A população empregada era de 2641 indivíduos, dos quais 1319 trabalhavam no sector seundário (Indústria e Construção Civil).
Por estas pequena amostra, pode deduzir-se da importância que a indústria vidreira tinha no emprego da freguesia de Pataias, no início da segunda metade do século XX.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
sábado, 16 de setembro de 2017
Empresa inspiradora
A notícia em:
https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/lusiaves-e-socem-entre-mais-inspiradoras-da-europa-7126
Lusiaves e Socem entre as mais inspiradoras da Europa
Empresas integram lista de dez portuguesas elencadas pela London Stock Exchange
Entre as “mil empresas para inspirar a Europa” há dez portuguesas e, destas, duas da nossa região: a Lusiaves, do sector avícola, e a Socem, de moldes. A distinção é da London Stock Exchange. Todos os anos, a LSE elabora uma selecção que procura distinguir as empresas com uma facturação entre os 20 e os 300 milhões de euros e com a assinalável velocidade de expansão. Trata-se, no fundo, de um grupo de empresas de média dimensão que o mercado londrino tem como alvo, procurando seduzi-las para as soluções de financiamento de que dispõe.
“É um reconhecimento do nosso trabalho, um trabalho de equipa”, comenta Luís Febra, administrador da Socem, frisando que “o reconhecimento não se pede nem se rejeita, respeita-se”. A empresa da Martingança, no concelho de Alcobaça, dedica-se à engenharia e fabrico de moldes e, segundo a LSE, tem um volume de negócios entre os 20 e os 30 milhões de euros.
https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/lusiaves-e-socem-entre-mais-inspiradoras-da-europa-7126
Lusiaves e Socem entre as mais inspiradoras da Europa
Empresas integram lista de dez portuguesas elencadas pela London Stock Exchange
Entre as “mil empresas para inspirar a Europa” há dez portuguesas e, destas, duas da nossa região: a Lusiaves, do sector avícola, e a Socem, de moldes. A distinção é da London Stock Exchange. Todos os anos, a LSE elabora uma selecção que procura distinguir as empresas com uma facturação entre os 20 e os 300 milhões de euros e com a assinalável velocidade de expansão. Trata-se, no fundo, de um grupo de empresas de média dimensão que o mercado londrino tem como alvo, procurando seduzi-las para as soluções de financiamento de que dispõe.
“É um reconhecimento do nosso trabalho, um trabalho de equipa”, comenta Luís Febra, administrador da Socem, frisando que “o reconhecimento não se pede nem se rejeita, respeita-se”. A empresa da Martingança, no concelho de Alcobaça, dedica-se à engenharia e fabrico de moldes e, segundo a LSE, tem um volume de negócios entre os 20 e os 30 milhões de euros.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Secretário de Estado da Indústria na Martingança
A notícia em:
http://www.noticiasaominuto.com/economia/536558/joao-vasconcelos-aponta-setor-dos-moldes-como-exemplo
João Vasconcelos aponta setor dos moldes como exemplo
O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, considerou hoje [11 de fevereiro], em Alcobaça, a indústria dos moldes como um exemplo para outros setores ao colocar Portugal entre os países mais competitivos.
"A indústria dos moldes orgulha Portugal, coloca o país na primeira divisão dos países mais competitivos e mais eficientes e o tecido empresarial português entre os melhores" afirmou o secretário de Estado durante a inauguração das novas instalações da empresa Enpromoulds - Moulds Engineering & Production Engenharia e Fabricação de Moldes Metálicos.
A empresa "serve de exemplo do que devia estar a acontecer em todos os setores e a todos os empresários portugueses", sublinhou, aludindo ao crescimento da Enpromoulds nos últimos 13 anos.
Um exemplo de que "é possível numa pequena empresa familiar ter uma ambição global, vender para outros continentes e querer ter a melhor tecnologia de ponta", frisou, defendendo ser este o espírito que o Governo "quer levar a muitos outros setores da indústria tradicional portuguesa".
João Vasconcelos falava após inaugurar as novas instalações da empresa na Martingança, no concelho de Alcobaça, onde foram investidos 2,2 milhões de euros, dos quais um milhão de euros na aquisição de novas máquinas que permitem "aumentar a produção e produzir moldes até 50 toneladas", explicou à agência Lusa o administrador, Sérgio Nicolau.
O investimento permitiu ainda "criar sete novos postos de trabalho", aumentando o efetivo para 23 trabalhadores.
Fundada em 2003, a Enpromoulds tem um volume de negócios anual na ordem dos dois milhões de euros e estima, com as novas instalações, "duplicar esse valor já em 2016", acrescentou o administrador.
A empresa produz sobretudo moldes para o setor agrícola (redes de rega e outros equipamentos), artigos para casa (plásticos) e industria automóvel.
As exportações para a América Latina absorvem cerca de 95% da produção da Enpromoulds. Cuba é o principal mercado, 60%, seguindo-se Equador e Colômbia.
Marrocos e Irão são os próximos destinos para onde a empresa pretende iniciar a exportação, encontrando-se atualmente em negociações com novos clientes.
http://www.noticiasaominuto.com/economia/536558/joao-vasconcelos-aponta-setor-dos-moldes-como-exemplo
João Vasconcelos aponta setor dos moldes como exemplo
O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, considerou hoje [11 de fevereiro], em Alcobaça, a indústria dos moldes como um exemplo para outros setores ao colocar Portugal entre os países mais competitivos.
"A indústria dos moldes orgulha Portugal, coloca o país na primeira divisão dos países mais competitivos e mais eficientes e o tecido empresarial português entre os melhores" afirmou o secretário de Estado durante a inauguração das novas instalações da empresa Enpromoulds - Moulds Engineering & Production Engenharia e Fabricação de Moldes Metálicos.
A empresa "serve de exemplo do que devia estar a acontecer em todos os setores e a todos os empresários portugueses", sublinhou, aludindo ao crescimento da Enpromoulds nos últimos 13 anos.
Um exemplo de que "é possível numa pequena empresa familiar ter uma ambição global, vender para outros continentes e querer ter a melhor tecnologia de ponta", frisou, defendendo ser este o espírito que o Governo "quer levar a muitos outros setores da indústria tradicional portuguesa".
João Vasconcelos falava após inaugurar as novas instalações da empresa na Martingança, no concelho de Alcobaça, onde foram investidos 2,2 milhões de euros, dos quais um milhão de euros na aquisição de novas máquinas que permitem "aumentar a produção e produzir moldes até 50 toneladas", explicou à agência Lusa o administrador, Sérgio Nicolau.
O investimento permitiu ainda "criar sete novos postos de trabalho", aumentando o efetivo para 23 trabalhadores.
Fundada em 2003, a Enpromoulds tem um volume de negócios anual na ordem dos dois milhões de euros e estima, com as novas instalações, "duplicar esse valor já em 2016", acrescentou o administrador.
A empresa produz sobretudo moldes para o setor agrícola (redes de rega e outros equipamentos), artigos para casa (plásticos) e industria automóvel.
As exportações para a América Latina absorvem cerca de 95% da produção da Enpromoulds. Cuba é o principal mercado, 60%, seguindo-se Equador e Colômbia.
Marrocos e Irão são os próximos destinos para onde a empresa pretende iniciar a exportação, encontrando-se atualmente em negociações com novos clientes.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Investir para ser competitivo
A notícia no Região de Cister 1164 de 10 de dezembro de 2015
Martingança - empresa de moldes vai criar 12 novos postos de trabalho
Moldegama investe 3,1 milhões para aumentar competitividade
Gerar maior volume de negócios, por via do aumento das exportações, é um dos objetivos de um investimento de 3,1 milhões de euros que a Moldegama está a executar.
Aprovado pelo Programa Operacional Regional do Centro, o projeto contará com incentivos de 1,8 milhões de euros e deverá estar concluído no final do ano que vem.
Gonçalo Cordeiro, administrador, adianta que com este investimento é objetivo da empresa obter uma taxa média de crescimento anual acima dos dois dígitos. “O investimento vai intensificar a trajetória de inovação da Moldegama, suportada por uma também maior capacidade produtiva instalada”. Tal intensificação “trará ganhos de competitividade expressivos” para a empresa, “aproximando-a ainda mais dos elos mais a montante da cadeia de valor do seu setor/cliente mais importante”.
Denominado Excelência 2015, o projeto contempla a aquisição de novos equipamentos, tecnologicamente mais avançados. Ao mesmo tempo, a empresa tem apostado na formação dos trabalhadores, para rentabilizar as novas máquinas. Com o investimento serão criados no total 12 novos postos de trabalho (a Moldegama conta atualmente com 90 pessoas). “Com tendência a crescer”, a empresa está há dois anos a ser alvo de algumas mudanças que pretendem tornar a gestão cada vez mais profissionalizada, com processos “bem estruturados”.
“Quando uma empresa atinge esta dimensão é precisa delegação de poderes e formas de gestão ajustadas”, explica Andreia Fortes. A administradora adianta, como exemplo, que está já a ser utilizada uma plataforma comum, o que permite aos vários profissionais envolvidos num projeto perceber o seu andamento.
A Moldegama tem uma empresa em Espanha (Valência), cuja atividade arrancou este ano, para dar suporte aos clientes espanhóis e a outros que tenham plataformas de negócio no país vizinho. “É uma aproximação aos clientes”, diz Gonçalo Cordeiro.
Depois destes investimentos, 2016 será um ano de “estabilização e consolidação”. Contudo, até final deste ano deverá ser definido um projeto para uma nova área de negócio, inovadora, mas os administradores não revelam por enquanto mais detalhes. “Temos planos de crescimento, que não passam só pelos moldes”. A empresa de moldes do concelho de Alcobaça exporta toda a sua produção, para mercados como Espanha, Áustria, Alemanha, México, Suécia e Polónia. A indústria automóvel é o seu principal cliente. Entre outras, trabalha para marcas como a BMW, VW, Ford e Opel.
Martingança - empresa de moldes vai criar 12 novos postos de trabalho
Moldegama investe 3,1 milhões para aumentar competitividade
Gerar maior volume de negócios, por via do aumento das exportações, é um dos objetivos de um investimento de 3,1 milhões de euros que a Moldegama está a executar.
Aprovado pelo Programa Operacional Regional do Centro, o projeto contará com incentivos de 1,8 milhões de euros e deverá estar concluído no final do ano que vem.
Gonçalo Cordeiro, administrador, adianta que com este investimento é objetivo da empresa obter uma taxa média de crescimento anual acima dos dois dígitos. “O investimento vai intensificar a trajetória de inovação da Moldegama, suportada por uma também maior capacidade produtiva instalada”. Tal intensificação “trará ganhos de competitividade expressivos” para a empresa, “aproximando-a ainda mais dos elos mais a montante da cadeia de valor do seu setor/cliente mais importante”.
Denominado Excelência 2015, o projeto contempla a aquisição de novos equipamentos, tecnologicamente mais avançados. Ao mesmo tempo, a empresa tem apostado na formação dos trabalhadores, para rentabilizar as novas máquinas. Com o investimento serão criados no total 12 novos postos de trabalho (a Moldegama conta atualmente com 90 pessoas). “Com tendência a crescer”, a empresa está há dois anos a ser alvo de algumas mudanças que pretendem tornar a gestão cada vez mais profissionalizada, com processos “bem estruturados”.
“Quando uma empresa atinge esta dimensão é precisa delegação de poderes e formas de gestão ajustadas”, explica Andreia Fortes. A administradora adianta, como exemplo, que está já a ser utilizada uma plataforma comum, o que permite aos vários profissionais envolvidos num projeto perceber o seu andamento.
A Moldegama tem uma empresa em Espanha (Valência), cuja atividade arrancou este ano, para dar suporte aos clientes espanhóis e a outros que tenham plataformas de negócio no país vizinho. “É uma aproximação aos clientes”, diz Gonçalo Cordeiro.
Depois destes investimentos, 2016 será um ano de “estabilização e consolidação”. Contudo, até final deste ano deverá ser definido um projeto para uma nova área de negócio, inovadora, mas os administradores não revelam por enquanto mais detalhes. “Temos planos de crescimento, que não passam só pelos moldes”. A empresa de moldes do concelho de Alcobaça exporta toda a sua produção, para mercados como Espanha, Áustria, Alemanha, México, Suécia e Polónia. A indústria automóvel é o seu principal cliente. Entre outras, trabalha para marcas como a BMW, VW, Ford e Opel.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Empresa de Pataias nomeada ao Prémio Mobis 2015
A notícia no portal Oeste Global - jornal digital
http://oesteglobal.com/Empresas_do_Oeste_nomeadas_para_Premio_Mobis_2015_
Empresas do Oeste nomeadas para Prémio Mobis 2015
O Prémio Mobis 2015 está a chegar. Homenagear e premiar as melhores marcas e os melhores empresários portugueses do setor do mobiliário e da decoração em diferentes categorias é, ao longo dos anos, o objetivo desta cerimónia.
O diretor do Prémio Mobis e da revista Mobiliário em Notícia, Emídio Brandão, afirma que “esta XII Gala conta com uma renovação fantástica, note-se que mais de 60% dos nomeados fazem parte dos novos talentos nacionais que emergiram nestes últimos anos. São eles designers, decoradores, arquitetos de interior, empresários, que rejuvenescem este setor em ebulição. Caso para dizer que o setor está em franco crescimento”.
Este evento de um dos setores que mais contribui para as exportações nacionais – segundo dados do INE o volume de vendas no primeiro semestre de 2015 posiciona-se acima dos 376 milhões de euros, crescimento homólogo de 8% - tem já as votações online a decorrer.
São 15 anos de comemoração do setor do mobiliário, do design, da arquitetura, em suma, do lar. Este ano volta a realizar-se no dia 8 de outubro, pelas 20h, no Casino Estoril.
São muitas as empresas nomeadas para esta comemoração a nível nacional. De Torres Vedras estão a Sollac e a Batuke, e de Alcobaça a Spal, Flam & Luce, Sofamovel e Paulo Coelho.
A votação está a ser muito disputada em mobiliarioemnoticia.pt.
http://oesteglobal.com/Empresas_do_Oeste_nomeadas_para_Premio_Mobis_2015_
Empresas do Oeste nomeadas para Prémio Mobis 2015
O Prémio Mobis 2015 está a chegar. Homenagear e premiar as melhores marcas e os melhores empresários portugueses do setor do mobiliário e da decoração em diferentes categorias é, ao longo dos anos, o objetivo desta cerimónia.
O diretor do Prémio Mobis e da revista Mobiliário em Notícia, Emídio Brandão, afirma que “esta XII Gala conta com uma renovação fantástica, note-se que mais de 60% dos nomeados fazem parte dos novos talentos nacionais que emergiram nestes últimos anos. São eles designers, decoradores, arquitetos de interior, empresários, que rejuvenescem este setor em ebulição. Caso para dizer que o setor está em franco crescimento”.
Este evento de um dos setores que mais contribui para as exportações nacionais – segundo dados do INE o volume de vendas no primeiro semestre de 2015 posiciona-se acima dos 376 milhões de euros, crescimento homólogo de 8% - tem já as votações online a decorrer.
São 15 anos de comemoração do setor do mobiliário, do design, da arquitetura, em suma, do lar. Este ano volta a realizar-se no dia 8 de outubro, pelas 20h, no Casino Estoril.
São muitas as empresas nomeadas para esta comemoração a nível nacional. De Torres Vedras estão a Sollac e a Batuke, e de Alcobaça a Spal, Flam & Luce, Sofamovel e Paulo Coelho.
A votação está a ser muito disputada em mobiliarioemnoticia.pt.
terça-feira, 16 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A indústria vidreira em Pataias
A notícia na edição do Jornal de Leiria do início de junho de 2015.
Para saber mais clicar aqui:
http://sapinhogelasio.blogspot.pt/2010/01/pataias-o-estrangeiro.html
Para saber mais clicar aqui:
http://sapinhogelasio.blogspot.pt/2010/01/pataias-o-estrangeiro.html
domingo, 7 de junho de 2015
Demolição dos fornos da cal
A notícia em:
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/forno-de-cal-demolido-para-construir-pavilhao-em-pataias
Forno de cal demolido para construir pavilhão em Pataias
Um dos fornos de cal existentes em Pataias-Gare foi destruído para dar lugar a um pavilhão industrial. A destruição do forno, cuja construção remonta à decada de 60, tem levantado alguma polémica.
No entanto, João Metódio, construtor do pavilhão, assegura que “nunca” foi contactado por “nenhum representante das autarquias”, deixando ainda um conselho às autarquias: “Acho que seria importante preservarem os fornos que ainda se encontram de pé”. A celeuma começou na rede social Facebook com uma postagem do historiador Tiago Inácio. “Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação”, escreveu (ver página 15, nas cartas ao diretor esta semana).
De acordo com pesquisa levada a cabo por Tiago Inácio, a última fornada realizou-se no início de 1991. Na viragem do século, foram feitas tentativas de negociação com o município para a aquisição do património industrial, acabando por não haver resposta por parte da Câmara.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia. No entanto, o presidente da Câmara garante que, relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como patromónio de interesse municipal. Assim, “mesmo que se verifique a alienação, o património deverá ser mantido”. Paulo Inácio garante ainda que tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.
Comentário
«Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia.» - Só é presidente da Câmara Municipal há quase 6 anos...
«relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como património de interesse municipal» - Poderá. Não quer dizer que se avance...
«tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.» - A Secil que preserve, porque da Câmara parece que não há interesse.
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/forno-de-cal-demolido-para-construir-pavilhao-em-pataias
Forno de cal demolido para construir pavilhão em Pataias
Um dos fornos de cal existentes em Pataias-Gare foi destruído para dar lugar a um pavilhão industrial. A destruição do forno, cuja construção remonta à decada de 60, tem levantado alguma polémica.
No entanto, João Metódio, construtor do pavilhão, assegura que “nunca” foi contactado por “nenhum representante das autarquias”, deixando ainda um conselho às autarquias: “Acho que seria importante preservarem os fornos que ainda se encontram de pé”. A celeuma começou na rede social Facebook com uma postagem do historiador Tiago Inácio. “Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação”, escreveu (ver página 15, nas cartas ao diretor esta semana).
De acordo com pesquisa levada a cabo por Tiago Inácio, a última fornada realizou-se no início de 1991. Na viragem do século, foram feitas tentativas de negociação com o município para a aquisição do património industrial, acabando por não haver resposta por parte da Câmara.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia. No entanto, o presidente da Câmara garante que, relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como patromónio de interesse municipal. Assim, “mesmo que se verifique a alienação, o património deverá ser mantido”. Paulo Inácio garante ainda que tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.
Comentário
«Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia.» - Só é presidente da Câmara Municipal há quase 6 anos...
«relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como património de interesse municipal» - Poderá. Não quer dizer que se avance...
«tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.» - A Secil que preserve, porque da Câmara parece que não há interesse.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
A destruição do património industrial em Pataias
O artigo de opinião do Tiago Inácio no Região de Cister em:
http://www.regiaodecister.pt/pt/opiniao/destruicao-de-patrimonio-industrial-em-pataias
A destruição de património industrial em Pataias
Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação, para a construção do que parece ser um pavilhão industrial. O Forno foi construído no início da década de 1960, substituindo um primitivo e pequeno forno aí existente, propriedade de Feliciano Pereira Vaz e do seu filho António Coelho Pereira Vaz. Sofreu diversas transformações nomeadamente com a construção de um novo alpendre substituindo o antigo e tradicional em 1979. Em 1980 é construído um edifício (ainda não demolido), que serviria para o armazenamento da cal. A partir destras obras, passa a ser a firma com as melhores condições para a produção e comércio de cal. A última fornada realizou-se em janeiro/fevereiro de 1991 e em abril/maio do mesmo ano, depois da venda da cal dessa mesma fornada, a firma encerrava. Na viragem do século, houve algumas tentativas de negociação com o Município para a aquisição do património industrial existente, acabando por não haver uma resposta em definitivo por parte da Câmara. O forno e as respectivas dependências acabaram por ser vendidas no final de 2014 a uma empresa de construção. Este forno, e a par com o forno do Grilo (último forno a laborar - desactivo em 1995 - ainda existente), constituíam os únicos dois fornos em bom estado preservação e ainda em bom estado para a laboração, sem ser necessária uma grande intervenção.
A destruição em nome da evolução? Da industrialização? Do desenvolvimento?
Que falta de sensibilidade!
É desta forma que se destrói a nossa identidade e memória colectiva!!!
REVOLTANTE!
http://www.regiaodecister.pt/pt/opiniao/destruicao-de-patrimonio-industrial-em-pataias
A destruição de património industrial em Pataias
Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação, para a construção do que parece ser um pavilhão industrial. O Forno foi construído no início da década de 1960, substituindo um primitivo e pequeno forno aí existente, propriedade de Feliciano Pereira Vaz e do seu filho António Coelho Pereira Vaz. Sofreu diversas transformações nomeadamente com a construção de um novo alpendre substituindo o antigo e tradicional em 1979. Em 1980 é construído um edifício (ainda não demolido), que serviria para o armazenamento da cal. A partir destras obras, passa a ser a firma com as melhores condições para a produção e comércio de cal. A última fornada realizou-se em janeiro/fevereiro de 1991 e em abril/maio do mesmo ano, depois da venda da cal dessa mesma fornada, a firma encerrava. Na viragem do século, houve algumas tentativas de negociação com o Município para a aquisição do património industrial existente, acabando por não haver uma resposta em definitivo por parte da Câmara. O forno e as respectivas dependências acabaram por ser vendidas no final de 2014 a uma empresa de construção. Este forno, e a par com o forno do Grilo (último forno a laborar - desactivo em 1995 - ainda existente), constituíam os únicos dois fornos em bom estado preservação e ainda em bom estado para a laboração, sem ser necessária uma grande intervenção.
A destruição em nome da evolução? Da industrialização? Do desenvolvimento?
Que falta de sensibilidade!
É desta forma que se destrói a nossa identidade e memória colectiva!!!
REVOLTANTE!
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Tertúlia "Saber à terça" - O tecido industrial
Nuno Maia (Secil), Jorge Santos (Nerlei), Mário Grácio (Moldene), Valter Ribeiro (moderador), Vitor Henriques (Secil) e Henrique Neto
Com a presença de Henrique Neto,
Mário Grácio (Moldene), Nuno Maia e Vitor Henriques (Secil) e Jorge Santos
(Nerlei), decorreu mais uma tertúlia “Saber à terça” dinamizada pelo Espaço
Cultural/ Biblioteca de Pataias, desta feita relacionada com a atividade
industrial na freguesia de Pataias. A tertúlia decorreu ontem dia 17 de junho,
pelas 21h30, no auditório dos Bombeiros Voluntários de Pataias.
Henrique Neto. Destacou a importância fundamental da I&D e da necessidade de diálogo permanente entre os diversos agentes económicos
Henrique Neto, empresário do sector
dos moldes, traçou o perfil da evolução industrial na Marinha Grande,
nomeadamente do desenvolvimento dos moldes. O antigo administrador da Iberomoldes (um
dos maiores grupos mundiais no sector dos moldes) abordou a questão do I&D
(Investigação e Desenvolvimento) de que aquele sector industrial e a Marinha
Grande foram pioneiros, realçando a necessidade de estabelecer uma estratégia
de desenvolvimento para a indústria, só possível com a partilha de experiências
e uma ativa comunicação entre os empresários. O desenvolvimento de um cluster
industrial, alicerçado numa larga experiência profissional e na ligação ao
ensino superior permitiram que a Marinha Grande seja um grande foco exportador
de sucesso. No entanto é necessário fortalecer ainda mais o atual tecido
económico da região de forma a que as empresas consigam ultrapassar a situação
de subcontratação em que atualmente estão e que comecem a fazer produtos
inovadores com aceitação nos mercados internacionais. Terminou a sua
intervenção abordando a falta de debate na região do sentido estratégico a
definir quanto ao seu futuro.
Mário Grácio destacou a necessidade e a falta de quadros intermédios e operários especializados na indústria dos moldes.
Mário Grácio referiu, na sua
intervenção, a necessidade de se criarem condições que facilitem a atividade
industrial, nomeadamente nas vertentes da localização industrial e condições
existentes nas zonas industriais (saneamento, fornecimento de energia elétrica,
por exemplo) e na vertente da formação profissional. Mário Grácio enfatizou a
falta de quadros médios e operários especializados ao nível das indústrias de
moldes que são, no momento, um dos maiores obstáculos para a indústria.
Vitor Henriques explicou o processo do fabrico de cimento e dos impactos ambientais decorrentes
Nuno Maia e Vítor Henriques fizeram
uma pequena apresentação relativa à Secil e às atividades da empresa,
nomeadamente no fabrico do cimento e nos índices ambientais registados. Vítor
Henriques salientou que a atividade cimenteira é a atividade industrial com
maior impacto ambiental (depois da produção de energia) mas que a empresa tem
estabelecido um conjunto de objetivos relativos à emissão de gases, à redução
de utilização de combustíveis fósseis e à coincineração que visam uma melhor
qualidade ambiental. O que têm conseguido, adiantou.
Nuno Maia (Secil) e Jorge Santos (Nerlei). Jorge Santos destacou a necessidade de os empresários olharem para os problemas como oportunidades e não constrangimentos.
Jorge Santos estabeleceu uma breve
caraterização do panorama industrial do país e da região, frisando o papel que
Leiria desempenha face ao país e na comparação com as outras regiões. Discriminando um
conjunto de constrangimentos existentes, João Santos focou-se nos desafios aos
empresários da região que devem ser encarados como oportunidades. Reforçou a ideia
inicial de Henrique Neto da falta de uma estratégia global para a região e da
necessidade de comunicação e de partilha de informação entre os empresários
como forma de resolver os problemas existentes. Focou ainda o papel do NERLEI
que no seu entender deve procurar investimento para a região nomeadamente
através de indústrias complementares às já existentes e que promovam a efetiva
criação de mais-valia nos produtos exportados.
Três dezenas de pessoas estiveram presentes quase até à 1h da manhã.
No período aberto ao público,
António Gonçalves salientou a falta de uma zona industrial que aliada ao
trabalho de associações como a NERLEI facilitem a instalação de indústrias na
freguesia. Aurélio Ferreira salientou o papel que as autarquias devem ter junto
das empresas como facilitadores e não constrangedores das suas atividades e a
necessidade de reconhecimento do ensino profissional como aposta e solução para
o problema dos quadros médios e operários especializados que a indústria nacional
neste momento sente. Telmo Moleiro referiu
a necessidade de se apoiarem as indústrias na reestruturação e
requalificação dos seus quadros de pessoal e na necessidade de reinventar a
motivação junto dos trabalhadores e empresários, questionando o futuro do
tecido industrial da região no pós 2020 e pós fim dos QREN’s. António Caetano
enfatizou a falta de condições das zonas industriais existentes na freguesia
(Calços, Alva e Pataias-Gare). Rogério Raimundo abordou a ligação entre as
empresas e as escolas, o pagamento da derrama de grandes empresas como a Secil
que têm sedes deslocalizadas e o falhanço da Câmara Municipal na gestão dos
espaços industriais. Fátima Mota salientou a falta de informação disponível na
internet, principalmente por parte das empresas locais associadas à produção de
bens de consumo, salientando que tal facto não se percebe numa altura em que a
internet é cada vez mais um instrumento de trabalho e de divulgação.
Numa ronda final pela mesa, Henrique
Neto salientou que o problema da nossa indústria não é a baixa produtividade
mas o baixo padrão económico e o baixo valor acrescentado da nossa produção.
Continuando, sublinhou que o maior sinal de ignorância é copiar e que o país se
tem limitado a copiar (com atraso) o que é feito lá fora. A solução dos
problemas só se resolvem com debate contínuo e continuado entre as pessoas
(empresários) e que se o não fizerem estão condenados ao fracasso, como
aconteceu com a indústria do mobiliário local. Vitor Henriques afirmou que a
derrama da fábrica de Pataias é paga em Alcobaça. Mário Grácio afirmou que a
sua empresa está sempre disponível para colaborar com as escolas e instituições
de ensino mas que essa colaboração tem também de partir da outra parte. Jorge
Santos enfatizou que relativamente ao uso de fundos comunitários nas empresas,
os responsáveis devem equacionar seriamente qualquer investimento que só seja
rentável através da aplicação desses mesmos fundos.
Finalmente Valter Ribeiro,
presidente da Junta de Freguesia, respondeu que questões relacionadas como a
zona industrial e a instalação do campo de golfe não dependem da ação direta da
Junta. Estabeleceu ainda o compromisso, com os representantes da Secil, em
estudarem e estabelecerem um possível compromisso quanto à recuperação de um
forno de cal e instalação de núcleo museológico, tendo acordado uma data para
discussão do processo.
A próxima tertúlia “Saber à terça”
terá como tema “O litoral” e decorrerá no espaço da biblioteca de verão, em
Paredes da Vitória, dia 22 de julho pelas 21h30.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
O Tecido Industrial
A notícia na edição 1086 do Região de Cister de 12 de maio de 2014
Pataias
Espaço Cultural promove tertúlia “Saber à Terça” sobre tecido industrial
O auditório dos Bombeiros de Pataias vai acolher no próximo dia 17, pelas 21:30 horas, mais uma tertúlia “Saber à Terça”, desta vez sob o tema “Tecido Industrial”. Henrique Neto, Mário Rui Grácio, da Moldene, Vitor Henriques e Nuno Maia, da Secil e ainda Jorge Santos, presidente da Nerlei - Associação Empresarial da Região de Leiria serão os convidados da iniciativa, promovida pelo Espaço Cultural e Biblioteca de Pataias.
Pataias
Espaço Cultural promove tertúlia “Saber à Terça” sobre tecido industrial
O auditório dos Bombeiros de Pataias vai acolher no próximo dia 17, pelas 21:30 horas, mais uma tertúlia “Saber à Terça”, desta vez sob o tema “Tecido Industrial”. Henrique Neto, Mário Rui Grácio, da Moldene, Vitor Henriques e Nuno Maia, da Secil e ainda Jorge Santos, presidente da Nerlei - Associação Empresarial da Região de Leiria serão os convidados da iniciativa, promovida pelo Espaço Cultural e Biblioteca de Pataias.
sábado, 7 de junho de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Turismo - Roteiros industriais
A notícia na edição do jornal on-line Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=83c7ccfe-de01-46ff-a992-5edf082a12e4&edition=161
Exposição no Turismo de Portugal até 30 de abril
Câmara aposta nos Circuitos Industriais da Marinha Grande
A exposição sobre os Circuitos Industriais da Marinha Grande que está patente no Turismo de Portugal, na Rua Ivone Silva, lote6, em Lisboa, desde o início de março, foi prolongada até ao final de abril.
Esta iniciativa, que divulga os Circuitos Industriais, são uma aposta da Câmara Municipal, para juntar dois setores distintos e de grande importância no concelho: a indústria e o turismo.
O projeto foi lançado a 11 de março de 2013 e tem um âmbito alargado apesar de refletir naturalmente aqueles que são os setores mais influentes da economia local: a indústria do vidro, dos moldes e dos plásticos.
As visitas podem ser marcadas diretamente nas empresas ou através da Câmara Municipal. Para conferir os dias disponíveis para marcação das visitas e obtenção de mais informações sobre o projeto, poderá ser consultada a página www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
A exposição pode ser visitada no Turismo de Portugal até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00. A entrada é livre.
Indústria da Marinha Grande para descobrir
Os locais de visita integrados no Turismo Industrial da Marinha Grande são os seguintes:
VIDRO
Carlos de Ceia Simões, Lda: Transformação de vidro;
Crisal, S.A: Vidro de mesa;
Gallo Vidro, S.A: Embalagens de vidro;
Morais Matias, S.A: Ampolas de vidro;
Normax, Lda: Vidro de laboratório.
MOLDES
Moldoeste, S.A: Moldes de injeção de alta precisão para termoplásticos e borracha;
Planimolde, S.A: Moldes para a Indústria de Plásticos;
PLÁSTICOS
Bourbon, S.A: Produção para o setor automóvel;
Plimat, S.A: Injeção de acessórios para canalização em materiais plásticos;
Vipex, S.A: Produção de cafeteiras (Krups e Rowenta), tampas para Pyrex, triângulos de pré-sinalização, entre outros.
INSTITUIÇÕES VISITÁVEIS
Centimfe - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, que se dedica especialmente ao Design de Produto, Prototipagem, Engenharia, Simulação, Fabricação e injeção de peças e produtos, Ensaios laser, Calibrações e Formação;
Museu do Vidro: O único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal.
A Câmara Municipal convida-o a conhecer os Circuitos Industriais da Marinha Grande, cuja participação é gratuita.
Todas as informações referentes aos Circuitos Industriais da Marinha Grande podem ser consultados no endereço www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
Comentário
Na recente tertúlia sobre os fornos da cal, dinamizada pelo Espaço Cultural/Biblioteca de Pataias, o turismo industrial foi apontado por alguns dos presentes como uma solução para a preservação do patrimónico histórico-industrial existente e dinamização turistica do concelho.
A criação de um centro interpretativo, associado à recuperação de um forno de cal e passagem pelas pedreiras foi uma das soluções apontadas. Solução capaz de atrair visitantes.
Outras ideias surgiram, nomeadamente com o empedrar de um forno, preparando-o para uma eventual cozedura, com o respetivo registo em video. Contam-se pelos dedos de uma mão os mestres forneiros ainda existentes que sabem como empedrar um forno.
E o mais novo já tem mais de 80 anos...
É claramente uma técnica de construção secular em vias de desaparecer e que Pataias pode ainda fazer um registo preciso deixando-o para história... da humanidade.
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=83c7ccfe-de01-46ff-a992-5edf082a12e4&edition=161
Exposição no Turismo de Portugal até 30 de abril
Câmara aposta nos Circuitos Industriais da Marinha Grande
A exposição sobre os Circuitos Industriais da Marinha Grande que está patente no Turismo de Portugal, na Rua Ivone Silva, lote6, em Lisboa, desde o início de março, foi prolongada até ao final de abril.
Esta iniciativa, que divulga os Circuitos Industriais, são uma aposta da Câmara Municipal, para juntar dois setores distintos e de grande importância no concelho: a indústria e o turismo.
O projeto foi lançado a 11 de março de 2013 e tem um âmbito alargado apesar de refletir naturalmente aqueles que são os setores mais influentes da economia local: a indústria do vidro, dos moldes e dos plásticos.
As visitas podem ser marcadas diretamente nas empresas ou através da Câmara Municipal. Para conferir os dias disponíveis para marcação das visitas e obtenção de mais informações sobre o projeto, poderá ser consultada a página www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
A exposição pode ser visitada no Turismo de Portugal até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00. A entrada é livre.
Indústria da Marinha Grande para descobrir
Os locais de visita integrados no Turismo Industrial da Marinha Grande são os seguintes:
VIDRO
Carlos de Ceia Simões, Lda: Transformação de vidro;
Crisal, S.A: Vidro de mesa;
Gallo Vidro, S.A: Embalagens de vidro;
Morais Matias, S.A: Ampolas de vidro;
Normax, Lda: Vidro de laboratório.
MOLDES
Moldoeste, S.A: Moldes de injeção de alta precisão para termoplásticos e borracha;
Planimolde, S.A: Moldes para a Indústria de Plásticos;
PLÁSTICOS
Bourbon, S.A: Produção para o setor automóvel;
Plimat, S.A: Injeção de acessórios para canalização em materiais plásticos;
Vipex, S.A: Produção de cafeteiras (Krups e Rowenta), tampas para Pyrex, triângulos de pré-sinalização, entre outros.
INSTITUIÇÕES VISITÁVEIS
Centimfe - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, que se dedica especialmente ao Design de Produto, Prototipagem, Engenharia, Simulação, Fabricação e injeção de peças e produtos, Ensaios laser, Calibrações e Formação;
Museu do Vidro: O único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal.
A Câmara Municipal convida-o a conhecer os Circuitos Industriais da Marinha Grande, cuja participação é gratuita.
Todas as informações referentes aos Circuitos Industriais da Marinha Grande podem ser consultados no endereço www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
Comentário
Na recente tertúlia sobre os fornos da cal, dinamizada pelo Espaço Cultural/Biblioteca de Pataias, o turismo industrial foi apontado por alguns dos presentes como uma solução para a preservação do patrimónico histórico-industrial existente e dinamização turistica do concelho.
A criação de um centro interpretativo, associado à recuperação de um forno de cal e passagem pelas pedreiras foi uma das soluções apontadas. Solução capaz de atrair visitantes.
Outras ideias surgiram, nomeadamente com o empedrar de um forno, preparando-o para uma eventual cozedura, com o respetivo registo em video. Contam-se pelos dedos de uma mão os mestres forneiros ainda existentes que sabem como empedrar um forno.
E o mais novo já tem mais de 80 anos...
É claramente uma técnica de construção secular em vias de desaparecer e que Pataias pode ainda fazer um registo preciso deixando-o para história... da humanidade.
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