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sábado, 13 de outubro de 2018
sábado, 6 de dezembro de 2014
Paredes - prevenir o mau tempo
Foram ontem e hoje desmontadas algumas das estruturas de acesso ao areal da praia das Paredes, nomeadamente algumas das escadarias e a ponte sobre o ribeiro.
Uma boa intervenção na praia das Paredes, feita atempadamente, antecipando os prováveis temporais deste inverno e prevenindo estragos e prejuízos que as mesmas têm o hábito de fazer.
Uma boa intervenção na praia das Paredes, feita atempadamente, antecipando os prováveis temporais deste inverno e prevenindo estragos e prejuízos que as mesmas têm o hábito de fazer.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Memória curta
A notícia vem hoje no jornal Público e chama a atenção para que as situações de extremos climáticos se repetem quase de forma cíclica.
As tempestades de janeiro e fevereiro, foram apenas mais um episódio daquilo que ciclicamente se passa no litoral.
Nas Paredes da Vitória, era tradição o mar chegar ao Tonico Manel. Argumenta-se agora que o mar nunca havia destruído tanta coisa.
É verdade. Mas não podemos deixar de notar que no tempo em que o mar chegava ao Tonico Manel (até há 20 anos), não havia concessionários permanentes na praia, nem estruturas de proteção dunar, nem passadiços de madeira, nem escadas de acesso à praia. Por outras palavras, não havia nada para destruir.
Outra curiosidade é a praia estar agora com o mesmo nível de 2008, antes das intervenções, como é visível através do antigo paredão e das antigas escadas de acesso à praia, agora a descoberto.
No entanto, ambas as situações não são desculpa para a quantidade de asneiras que se fizeram, nomeadamente na não correção do leito do rio em tempo útil, ou no "crime de lesa pátria" de rebaixamento da praia em mais de um metro e meio, e que, na minha opinião, foram os grandes responsáveis pela dimensão da destruição ocorrida e feita pelas tempestades de janeiro e fevereiro.
Importante é notar que toda a faixa litoral é extremamente dinâmica e que qualquer ocupação e alteração do uso do solo deve ser devidamente equacionada e ponderada, o que, de facto, até ao momento e por quase todo o litoral do país, não tem acontecido.
A notícia no jornal Público
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/estudo-contabiliza-quase-150-tempestades-fortes-em-portugal-no-seculo-xix-1628366
Estudo contabiliza 148 tempestades fortes em portugal no século XIX
Projeto envolvendo quatro universidades está a reconstituir o clima do país nos últimos 350 anos a partir do cruzamento de várias fontes de informação. Já há alguns resultados preliminares
O mau tempo não perdoa. As marés “produziram inundações desastrosas na foz do Douro e nas praias de Ovar”. A água avançou com “força espantosa” sobre a Ericeira, arrombando muros. “Há anos que não chega a tão grande altura”. Em Torres Vedras, “em algumas povoações marítimas têm havido sinistros”. Algumas pessoas foram arrastadas pelas ondas. Na Costa da Caparica, os pescadores ficaram mais de um mês sem sustento “porque o mau tempo não os tem deixado pescar”.
Quem lê estas linhas pensa que se referem a este Inverno de 2013-2014, marcado por sucessivas tempestades e um rasto de estragos pelo país. Mas não: são relatos e notícias do século XIX. Houve pelo menos 148 episódios associados a tempestades de vento, segundo um levantamento realizado por investigadores do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa.
E, em grande medida, são uma cópia do que se continua a assistir no país: inundações nas zonas costeiras, casas destruídas pelo mar, ondas que varrem pessoas, árvores caídas nas cidades, construções afectadas. “As consequências é que podem ser piores, porque a pressão humana agora é maior”, diz Maria João Alcoforado, co-autora do estudo, juntamente com David Marques e António Lopes.
Olhar para as tempestades do século XIX é uma das várias linhas do KlimHist, um projecto envolvendo quatro universidades – de Lisboa, do Porto, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – que pretende reconstituir o clima em Portugal nos últimos 350 anos. O projecto vai a meio e alguns resultados preliminares são apresentados esta segunda-feira na UTAD.
O ponto de partida é 1645, o ano em que começa um período de actividade solar muito baixa, conhecido como Mínimo de Maunder. Para um passado tão distante, não há senão registos meteorológicos indirectos. Os anéis de crescimento de centenários carvalhos-alvarinhos (Quercus rubor) da Mata Nacional do Buçaco estão a ser analisados para estudar a precipitação desde o século XVII. Descrições feitas por um mercador holandês do século XVIII, Inácio António Henkell, estão a ajudar na reconstituição das cheias do Douro. Há também estudos sobre a evolução da temperatura a partir de furos no solo ou sobre a aplicação de modelos climáticos para simular eventos meteorológicos extremos no passado.
A escala de Franzini
As informações sobre as tempestades de vento no século XIX vêm sobretudo de uma fonte: os registos sistemáticos de Marino Miguel Franzini (1779-1861), um dos pioneiros da estatística e da meteorologia em Portugal. Em 1815, Franzini começou a fazer anotações sobre o clima, a pedido do médico Bernardino Gomes, intrigado com a mortalidade elevada durante os verões. Deixou duas séries de dados, de 1815 a 1826 e de 1836 a 1859, com informações sobre o estado do tempo, a temperatura, o vento, as tempestades.
Os investigadores do projecto KlimHist traçam um paralelo da escala utilizada por Franzini para medir a força do vento com a desenvolvida pelo almirante britânico Francis Beaufort mais ou menos na mesma altura. Beaufort baseou a sua escala no estado “visível” do mar – o tipo e tamanho de vagas, se formavam “carneirinhos” ou se rebentavam, a concentração de aerossóis no ar ou de espuma sobre a água, a visibilidade. Para cada combinação de sinais era atribuído um grau – de 1 a 12 – associado a uma velocidade estimada do vento.
A escala de Beaufort tornou-se muito popular, mas Franzini, embora também servisse na Marinha, não a utilizou. “É estranho que não a conhecesse”, afirma António Lopes, um dos co-autores do estudo. Desenvolveu antes a sua, primeiro com quatro níveis, posteriormente com seis.
As tempestades de janeiro e fevereiro, foram apenas mais um episódio daquilo que ciclicamente se passa no litoral.
Nas Paredes da Vitória, era tradição o mar chegar ao Tonico Manel. Argumenta-se agora que o mar nunca havia destruído tanta coisa.
É verdade. Mas não podemos deixar de notar que no tempo em que o mar chegava ao Tonico Manel (até há 20 anos), não havia concessionários permanentes na praia, nem estruturas de proteção dunar, nem passadiços de madeira, nem escadas de acesso à praia. Por outras palavras, não havia nada para destruir.
Outra curiosidade é a praia estar agora com o mesmo nível de 2008, antes das intervenções, como é visível através do antigo paredão e das antigas escadas de acesso à praia, agora a descoberto.
No entanto, ambas as situações não são desculpa para a quantidade de asneiras que se fizeram, nomeadamente na não correção do leito do rio em tempo útil, ou no "crime de lesa pátria" de rebaixamento da praia em mais de um metro e meio, e que, na minha opinião, foram os grandes responsáveis pela dimensão da destruição ocorrida e feita pelas tempestades de janeiro e fevereiro.
Importante é notar que toda a faixa litoral é extremamente dinâmica e que qualquer ocupação e alteração do uso do solo deve ser devidamente equacionada e ponderada, o que, de facto, até ao momento e por quase todo o litoral do país, não tem acontecido.
A notícia no jornal Público
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/estudo-contabiliza-quase-150-tempestades-fortes-em-portugal-no-seculo-xix-1628366
Estudo contabiliza 148 tempestades fortes em portugal no século XIX
Projeto envolvendo quatro universidades está a reconstituir o clima do país nos últimos 350 anos a partir do cruzamento de várias fontes de informação. Já há alguns resultados preliminares
O mau tempo não perdoa. As marés “produziram inundações desastrosas na foz do Douro e nas praias de Ovar”. A água avançou com “força espantosa” sobre a Ericeira, arrombando muros. “Há anos que não chega a tão grande altura”. Em Torres Vedras, “em algumas povoações marítimas têm havido sinistros”. Algumas pessoas foram arrastadas pelas ondas. Na Costa da Caparica, os pescadores ficaram mais de um mês sem sustento “porque o mau tempo não os tem deixado pescar”.
Quem lê estas linhas pensa que se referem a este Inverno de 2013-2014, marcado por sucessivas tempestades e um rasto de estragos pelo país. Mas não: são relatos e notícias do século XIX. Houve pelo menos 148 episódios associados a tempestades de vento, segundo um levantamento realizado por investigadores do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa.
E, em grande medida, são uma cópia do que se continua a assistir no país: inundações nas zonas costeiras, casas destruídas pelo mar, ondas que varrem pessoas, árvores caídas nas cidades, construções afectadas. “As consequências é que podem ser piores, porque a pressão humana agora é maior”, diz Maria João Alcoforado, co-autora do estudo, juntamente com David Marques e António Lopes.
Olhar para as tempestades do século XIX é uma das várias linhas do KlimHist, um projecto envolvendo quatro universidades – de Lisboa, do Porto, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – que pretende reconstituir o clima em Portugal nos últimos 350 anos. O projecto vai a meio e alguns resultados preliminares são apresentados esta segunda-feira na UTAD.
O ponto de partida é 1645, o ano em que começa um período de actividade solar muito baixa, conhecido como Mínimo de Maunder. Para um passado tão distante, não há senão registos meteorológicos indirectos. Os anéis de crescimento de centenários carvalhos-alvarinhos (Quercus rubor) da Mata Nacional do Buçaco estão a ser analisados para estudar a precipitação desde o século XVII. Descrições feitas por um mercador holandês do século XVIII, Inácio António Henkell, estão a ajudar na reconstituição das cheias do Douro. Há também estudos sobre a evolução da temperatura a partir de furos no solo ou sobre a aplicação de modelos climáticos para simular eventos meteorológicos extremos no passado.
A escala de Franzini
As informações sobre as tempestades de vento no século XIX vêm sobretudo de uma fonte: os registos sistemáticos de Marino Miguel Franzini (1779-1861), um dos pioneiros da estatística e da meteorologia em Portugal. Em 1815, Franzini começou a fazer anotações sobre o clima, a pedido do médico Bernardino Gomes, intrigado com a mortalidade elevada durante os verões. Deixou duas séries de dados, de 1815 a 1826 e de 1836 a 1859, com informações sobre o estado do tempo, a temperatura, o vento, as tempestades.
Os investigadores do projecto KlimHist traçam um paralelo da escala utilizada por Franzini para medir a força do vento com a desenvolvida pelo almirante britânico Francis Beaufort mais ou menos na mesma altura. Beaufort baseou a sua escala no estado “visível” do mar – o tipo e tamanho de vagas, se formavam “carneirinhos” ou se rebentavam, a concentração de aerossóis no ar ou de espuma sobre a água, a visibilidade. Para cada combinação de sinais era atribuído um grau – de 1 a 12 – associado a uma velocidade estimada do vento.
A escala de Beaufort tornou-se muito popular, mas Franzini, embora também servisse na Marinha, não a utilizou. “É estranho que não a conhecesse”, afirma António Lopes, um dos co-autores do estudo. Desenvolveu antes a sua, primeiro com quatro níveis, posteriormente com seis.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Relatório Nacional de Ocorrências no Litoral
Foi disponibilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente o Relatório Nacional de Ocorrências no Litoral referente aos efeitos do temporal Christina ocorridos entre os dias 3 e 7 de janeiro de 2014.
Referente ao Concelho de Alcobaça (páginas 53 e 54), são referidos apenas os efeitos na praia de Paredes da Vitória, ignorando por completo o ataque à arriba do parque de estacionamento na Pedra do Ouro.
A intervenção prevista para a praia de Paredes da Vitória está relacionada com os danos nos passadiços/ escadas de acesso à praia em estrutura de madeira sobre-elevada e aos danos na ponte em estrutura de madeira, tendo uma estimativa de custos de 150.000 euros.
O relatório pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLRkZ2cG9fSXE4Wjg/edit?usp=sharing
Relatório Nacional de Ocorrências no Litoral
O presente relatório visa sintetizar toda a informação recolhida diretamente no terreno pelos técnicos da APA e respetivas ARH (Norte, Centro, Tejo e Oeste, Alentejo e Algarve), Serviços Municipais de Proteção Civil e Autoridades Marítimas, de modo a avaliar os impactos na faixa costeira de Portugal Continental do temporal ocorrido entre 3 e 7 de janeiro de 2014.
A análise efetuada particularizou as situações consideradas mais críticas ao nível das alterações morfológicas da faixa costeira e danos estruturais ocorridos, designadamente em termos de: erosão das praias/recuo do cordão dunar adjacente; fenómenos de galgamento oceânico e inundação costeira; danos em infraestruturas de proteção/defesa costeira; danos em infraestruturas de fruição pública (e.g. paredões, passeios marginais, estacionamentos, estradas); danos em equipamentos, apoios de praia e apoios balneares.
Os efeitos do temporal, designado Christina pela Universidade de Berlim ocorrido no Atlântico Norte na primeira semana de janeiro de 2014, produziu alterações significativas na morfologia costeira de Portugal Continental, embora com magnitude variável e respostas espacialmente heterogéneas.
Considera-se que a maximização dos fenómenos de galgamento oceânico e inundação ocorridos em inúmeros locais da faixa costeira terá estado relacionada com a conjugação de dois fatores: a coincidência temporal de picos de altura da agitação marítima com a ocorrência de preia-mar de águas vivas; e a ocorrência de períodos de onda muito longos.
Referente ao Concelho de Alcobaça (páginas 53 e 54), são referidos apenas os efeitos na praia de Paredes da Vitória, ignorando por completo o ataque à arriba do parque de estacionamento na Pedra do Ouro.
A intervenção prevista para a praia de Paredes da Vitória está relacionada com os danos nos passadiços/ escadas de acesso à praia em estrutura de madeira sobre-elevada e aos danos na ponte em estrutura de madeira, tendo uma estimativa de custos de 150.000 euros.
O relatório pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLRkZ2cG9fSXE4Wjg/edit?usp=sharing
Relatório Nacional de Ocorrências no Litoral
O presente relatório visa sintetizar toda a informação recolhida diretamente no terreno pelos técnicos da APA e respetivas ARH (Norte, Centro, Tejo e Oeste, Alentejo e Algarve), Serviços Municipais de Proteção Civil e Autoridades Marítimas, de modo a avaliar os impactos na faixa costeira de Portugal Continental do temporal ocorrido entre 3 e 7 de janeiro de 2014.
A análise efetuada particularizou as situações consideradas mais críticas ao nível das alterações morfológicas da faixa costeira e danos estruturais ocorridos, designadamente em termos de: erosão das praias/recuo do cordão dunar adjacente; fenómenos de galgamento oceânico e inundação costeira; danos em infraestruturas de proteção/defesa costeira; danos em infraestruturas de fruição pública (e.g. paredões, passeios marginais, estacionamentos, estradas); danos em equipamentos, apoios de praia e apoios balneares.
Os efeitos do temporal, designado Christina pela Universidade de Berlim ocorrido no Atlântico Norte na primeira semana de janeiro de 2014, produziu alterações significativas na morfologia costeira de Portugal Continental, embora com magnitude variável e respostas espacialmente heterogéneas.
Considera-se que a maximização dos fenómenos de galgamento oceânico e inundação ocorridos em inúmeros locais da faixa costeira terá estado relacionada com a conjugação de dois fatores: a coincidência temporal de picos de altura da agitação marítima com a ocorrência de preia-mar de águas vivas; e a ocorrência de períodos de onda muito longos.
O post foi alterado às 15h40 de 25/02/2014, tendo-lhe sido acrescentado o parágrafo sobre os danos na praia das Paredes e a respetiva estimativa de custos.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Água de Madeiros
Efeitos da agitação marítima do último fim de semana na praia de Àgua de Madeiros.
As fotografias foram tiradas ontem.
As fotografias foram tiradas ontem.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Os efeitos de novo temporal na praia das Paredes
As fotografias são de ontem (domingo) e de hoje, já com a presença dos funcionários da Câmara e da Junta para limpeza dos espaços.
Mais impressionante que a destruição dos passadiços ou a queda da "varanda" (anunciada há mais de um ano, sem que nada tivesse sido feito para o evitar), é a quantidade e tamanho das pedras presentes no espelho de água. É fácil imaginar o que cada um destes predagulhos pode fazer às estruturas de madeira, quando arrastados pelas ondas do mar.
Mais impressionante que a destruição dos passadiços ou a queda da "varanda" (anunciada há mais de um ano, sem que nada tivesse sido feito para o evitar), é a quantidade e tamanho das pedras presentes no espelho de água. É fácil imaginar o que cada um destes predagulhos pode fazer às estruturas de madeira, quando arrastados pelas ondas do mar.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Deslizamentos nas arribas de Água de Madeiros e Pedra do Ouro
As fotografias são da Kerstin Ever e foram recebidas por e-mail.
Mostram os deslizamentos de massa ocorridos entre as praias de Água de Madeiros e Pedra do Ouro. Apesar de esta ser uma situação que há muito ocorre nesta faixa do território, nos últimos dias assumiram uma dimensão e extensão verdadeiramente alarmante. Ao contrário dos fenómenos ocorridos na praia das Paredes, estes ameaçam já a estabilidade das casas construídas sobre a crista das arribas, algumas bem recentes.
Água de Madeiros
Pedra do Ouro - Junto ao moinho e ruínas dos fornos
Pedra do Ouro - Na base dos edifícios mais recentes construídos sobre a crista da arriba
Pedra do Ouro - Junto ao parque de estacionamento
Mostram os deslizamentos de massa ocorridos entre as praias de Água de Madeiros e Pedra do Ouro. Apesar de esta ser uma situação que há muito ocorre nesta faixa do território, nos últimos dias assumiram uma dimensão e extensão verdadeiramente alarmante. Ao contrário dos fenómenos ocorridos na praia das Paredes, estes ameaçam já a estabilidade das casas construídas sobre a crista das arribas, algumas bem recentes.
Água de Madeiros
Pedra do Ouro - Junto ao moinho e ruínas dos fornos
Pedra do Ouro - Na base dos edifícios mais recentes construídos sobre a crista da arriba
Pedra do Ouro - Junto ao parque de estacionamento
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Trabalhos de limpeza
Brigadas da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia procederam à limpeza das ruas e recolha do lixo e estruturas de madeira arrancadas pela força do mar. Ao fim da tarde, não fosse a destruição evidente dos passadiços e de algumas estruturas de madeira junto ao areal, podia dizer-se que nada se havia passado.
Para amanhã está agendada a limpeza do espelho de água e a recolha das restantes estruturas de madeira que ainda se encontram espalhadas pela praia.
Se o mar assim permitir.
Para amanhã está agendada a limpeza do espelho de água e a recolha das restantes estruturas de madeira que ainda se encontram espalhadas pela praia.
Se o mar assim permitir.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Paredes da Vitória - o dia em que o mar voltou a chegar até ao Tonico Manel
As fotografias foram tiradas pelas 16h30, ainda longe do pico da maré alta.
No meio da destruição causada pelas enormes vagas, duas imagens ficam na retina:
A primeira, a fazer recordar uma viagem no norte da Escócia em fevereiro de 1993, onde pela primeira vez vi praias cobertas de neve;
A segunda, a história da própria praia de Paredes da Vitória. Afinal, o porto ainda existe, como o prova o ancoradouro...
No meio da destruição causada pelas enormes vagas, duas imagens ficam na retina:
A primeira, a fazer recordar uma viagem no norte da Escócia em fevereiro de 1993, onde pela primeira vez vi praias cobertas de neve;
A segunda, a história da própria praia de Paredes da Vitória. Afinal, o porto ainda existe, como o prova o ancoradouro...
Água de Madeiros
As fotografias foram tiradas por volta das 17h, quando faltava cerca de 1h30 para o pico máximo da maré alta.
Repare-se, na primeira fotografia, no canto superior esquerdo, a onda a subir a arriba...
Repare-se, na primeira fotografia, no canto superior esquerdo, a onda a subir a arriba...
sábado, 4 de janeiro de 2014
Efeitos do temporal no litoral
Na última noite o mar voltou a subir até ao espelho de água da praia de Paredes da Vitória.
É um hábito, todos os anos acontece.
No entanto, desta feita, a destruição chegou até à marginal e à respetiva estrutura de madeira. De referir que a mesma se encontrava em situação precária há mais de uma ano, sem que a Câmara Municipal nada tivesse feito para prevenir a atual situação.
Dada a situação precária da estrutura, foram alguns moradores de Paredes da Vitória que, face à ausência dos serviços das autarquias ou da Proteção Civil, retiraram os bancos de pedra para zona mais segura, de forma a evitar mais estragos.
Na Pedra do Ouro, a arriba junto ao estacionamento continua em avançado estado de deterioração.
É um hábito, todos os anos acontece.
No entanto, desta feita, a destruição chegou até à marginal e à respetiva estrutura de madeira. De referir que a mesma se encontrava em situação precária há mais de uma ano, sem que a Câmara Municipal nada tivesse feito para prevenir a atual situação.
Dada a situação precária da estrutura, foram alguns moradores de Paredes da Vitória que, face à ausência dos serviços das autarquias ou da Proteção Civil, retiraram os bancos de pedra para zona mais segura, de forma a evitar mais estragos.
Na Pedra do Ouro, a arriba junto ao estacionamento continua em avançado estado de deterioração.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Blackout forçado
A intempérie deste sábado também afetou o "Sapinho": dois dias sem eletricidade e internet obrigaram à interrupção das postagens diáris que aconteciam desde 1 de setembro de 2009.
O "Sapinho" retomará ainda hoje a atividade normal.
O "Sapinho" retomará ainda hoje a atividade normal.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Estragos nos passadiços das Paredes
Técnicos procuram soluções para minimizar estragos das marés vivas
Curso do rio das Paredes deverá sofrer alteração
Os impactos provocados pelas marés vivas em Paredes da Vitória, freguesia de Pataias, estão a preocupar autarcas e população. O avanço do mar, que já chegou por várias vezes até à zona dos bares dos concessionários de praia, tem feito estragos incalculáveis.
Parte das escadas de acesso à praia foram violentemente arrancadas e arrastadas pelo mar, tendo sido algumas partes recuperadas ao longo do areal, que começa a perder grande parte da areia. Zonas de espuma e muito lixo trazido pelo avanço do mar estendem-se pelo areal depois das marés vivas. A estrutura de suporte dos passadiços em madeira está a ficar cada vez mais fraca.
O problema já chegou à Câmara de Alcobaça. Rogério Raimundo, vereador da CDU, questionou a maioria PSD sobre as medidas adotadas para minimizar os riscos dos avanços da natureza. O vereador comunista deu como exemplo que em Paredes de Vitória, que há 20 dias viu o mar chegar até aos bares de madeira que foram colocados no areal, “o avanço do mar numa localidade cujo centro urbano foi recentemente requalificado é preocupante”.
“A erosão costeira é um problema criado pela intervenção humana, em termos globais, mas se nada se fizer localmente, as consequências poderão ser dramáticas”, alertou Rogério Raimundo, depois de tomar conhecimento dos impactos provocados pelas marés vivas nas Paredes de Vitória.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Valter Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Pataias, confirmou a presença dos técnico da Administração da Região Hidográfica do Centro na passada segunda-feira, no local. Da visita dos técnico deverá resultar, a curto prazo, um estudo para um novo encaminhamento do rio, a fim de minimizar alguns impactos causados pelo avanço do mar.
Foi ainda decidido colocar pedras e arbustros para criar uma barreira nas zonas mais sensíveis e desprotegidas, nomeadamente junto à estrutura de suporte dos passadiços em madeira.
“Recolhemos todo o material das escadas que foi possível recolher, para que seja aproveitado no início da próxima época balnear”, explicou Valter Ribeiro, garantindo que “à priori não há perigo na zona dos passadiços, dado que vai ser protegida”, conclui.
domingo, 18 de novembro de 2012
Paredes da Vitória
As fotografias são do Fernando Gonçalves e foram tiradas este fim de semana.
Ilustram os estragos feitos pelo mar junto à plataforma de madeira, na frente de praia das Paredes da Vitória.
Se nada for feito, com mais um dia ou dois de agitação marítima o suporte a esta estrutura de madeira será destruído.
Embora a situação já esteja identificada há mais de um ano, nada foi feito até ao momento.
Custa-me a crer que seja por falta de verba, pois se assim fosse, certamente também não haveria dinheiro para trabalhos de movimentação de areias e terraplanagem da praia, no verão, com duração de mais de duas semanas.
Uma situação a resolver com urgência, para evitar danos maiores.
Ilustram os estragos feitos pelo mar junto à plataforma de madeira, na frente de praia das Paredes da Vitória.
Se nada for feito, com mais um dia ou dois de agitação marítima o suporte a esta estrutura de madeira será destruído.
Embora a situação já esteja identificada há mais de um ano, nada foi feito até ao momento.
Custa-me a crer que seja por falta de verba, pois se assim fosse, certamente também não haveria dinheiro para trabalhos de movimentação de areias e terraplanagem da praia, no verão, com duração de mais de duas semanas.
Uma situação a resolver com urgência, para evitar danos maiores.
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