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A notícia em:
http://rederegional.com/index.php/politica/23679-grupo-defende-uma-nova-capital-para-o-ribatejo-e-oeste
Grupo defende uma nova "capital" para o Ribatejo e Oeste
O Clube de Política Ser Maior, um grupo de cidadãos do concelho de Rio Maior que se tem reunido para discutir vários temas ligados à política local, regional e nacional, quer uma nova NUT que permita juntar o Ribatejo e o Oeste, centralizando centros de decisão e resposta numa única "capital".
Esta é apenas uma das dezenas de propostas compiladas de uma reunião realizada em Asseiceira, a 21 de Setembro, onde foi defendida a construção de passadiços nas encostas das "Bocas do Rio Maior", com prolongamento de via pedonal que acompanhe este troço até ao centro urbano da cidade, instalando ainda no local um parque de caravanismo e campismo.
Outra das propostas defendidas por este grupo, maioritariamente ligado ao PS, é a requalificação das antigas instalações da Mina de Lignites do Espadanal, como símbolo industrial e de desenvolvimento do concelho, dando-lhe um aproveitamento histórico, social, cultural, educativo e turístico.
Assumindo a vontade de “despertar consciências”, o movimento quer também que seja reequacionado o modelo das feiras, “nomeadamente, promoção e qualificação da Feira das Tasquinhas e abordar a Feira Nacional da Cebola como uma Feira Agrícola e popular, com um parque adequado à sua dimensão tradicional ao ar livre”.
A requalificação em via-rápida do troço IC” entre os concelhos de Azambuja e Alcobaça, com nó de ligação em Rio Maior, a requalificação do troço do IC2 entre Aveiras de Cima - Azambuja e Ataíja de Cima - Alcobaça, como via Rápida e finalização da construção do nó de Vale de Óbidos - Rio Maior, são algumas das prioridades rodoviárias do movimento, que preconiza a construção de um parque de estacionamento e transferências para veículos pesados, com serviços de apoio a empresas e motoristas, onde possam estacionar em condições de segurança.
A construção da residência da Escola Superior de Desporto e o fomento para uma descentralização do alojamento de estudantes em lugares próximos da cidade, e da Escola Superior, como forma de revitalização desses lugares, oferta de qualidade do alojamento e de vida, a preços mais competitivos, acautelando o transporte regular entre os centros de estudo e os alojamentos, são outros exemplos das medidas apresentadas.
Comentário
Como pataiense, olho sempre para tudo o que diz respeito ao Oeste profundamente dividido.
A realidade sócioeconómica da minha freguesia empurra-me sempre para Leiria. Presos a Alcobaça, o Oeste é para mim um horizonte longínquo para onde não quero ir mas do qual não posso fugir.
A abertura da notícia em:
https://www.jn.pt/nacional/interior/governo-quer-novo-mapa-de-freguesias-na-eleicao-de-2021-9742808.html
A informação completa na edição em papel do Jornal de Notícias (páginas 6 e 7).
Reorganização
Governo quer novo mapa de freguesias na eleição de 2021
Proposta de lei do Executivo não reverte diretamente a fusão feita em 2013, mas dá decisão de desagregar aos autarcas. Diploma entra em breve no Parlamento.
O Governo quer um novo mapa de freguesias nas próximas eleições autárquicas, que se realizarão em 2021. O Ministério da Administração Interna ultima a proposta de lei que permitirá pôr fim à fusão, desde que se enquadre nos critérios a definir no diploma. O Executivo PS recusa uma desagregação automática, mesmo nos casos em que os autarcas se opuseram à agregação.
Paulo Inácio referiu na última Assembleia Municipal que há apenas duas soluções possíveis para a resolução do problema da estrada de ligação de Pataias a Alcobaça: ou a Nazaré assume também as suas responsabilidade no arranjo da estrada, ou terá de haver uma alteração nos limites de ambos municípios de forma a que a estrada passe a estar totalmente no concelho de Alcobaça. Nessa situação, a Câmara Municipal assegurará a obra. Informou ainda que as propostas já foram entregues ao executivo nazareno.
Parece, assim, que a ideia apresentada na última assembleia municipal, de reclassificar a estrada como Estrada Nacional, caiu por terra.
A notícia na edição escrita nº1071 de 27 de fevereiro do Região de Cister.
Pataias - população reclama obras urgentes em estrada
Câmara admite rever limites do concelho
As Câmaras de Alcobaça e Nazaré podem vir a entender-se quanto à necessidade de rever os limites dos concelhos, devido ao mau estado da estrada que liga Maiorga a Pataias. O facto de uma grande parte da via estar no concelho da Nazaré, mas de a maior parte dos utentes serem do município de Alcobaça, deverá obrigar as autarquias a chegar a um entendimento para a realização de obras conjuntas ou, em alternativa, à redefinição dos limites geográficos dos concelhos.
O presidente da Câmara de Alcobaça já fez a proposta ao homólogo da Nazaré, aguardando uma “resposta”. “Se o município da Nazaré comparticipar a obra na medida exata da sua responsabilidade, Alcobaça comparticipará igualmente. Se tal não for possível, fiz o apelo ao presidente da Câmara da Nazaré para que rapidamente façamos a alteração das fronteiras dos municípios e Alcobaça assumirá integralmente as despesas”, justificou Paulo Inácio, admitindo que a estrada “é principalmente usada por munícipes alcobacenses”.
O autarca clarificou o assunto na Assembleia Municipal, notando que no troço entre Casal da Areia e a passagem aérea sobre a A8 a estrada “faz a fronteira entre os concelhos e, por isso, metade é da Nazaré, metade é de Alcobaça” e que entre a passagem aérea da auto-estrada e a entrada em Pataias-gare a estrada é “integralmente no concelho da Nazaré”.
Ainda sem estas explicações, cerca de meia centena de pessoas participaram, no passado sábado, numa ação de protesto com a falta de condições da estrada que liga Pataias à Maiorga, exigindo melhoramentos na via à Câmara de Alcobaça. O buzinão e a marcha lenta terminaram junto aos Paços do Concelho, mas a Comissão de Utentes não conseguiu apresentar as reivindicações ao presidente da Câmara, uma vez que Paulo Inácio se encontrava no congresso do PSD.
“Viemos protestar contra o mau estado da estrada, que se arrasta há anos. Também pertencemos a Alcobaça”, afirmou o porta-voz da Comissão, Paulo Rodrigues.
Armanda Balinha, uma das líderes do movimento, diz que “aquela estrada nunca foi uma obra prioritária”. A jornalista recorda que o investimento na Estrada Atlântica e na requalificação da praia de Paredes de Vitória “não estão a ter o devido retorno”, uma vez que “o mau estado da via desencoraja” os alcobacenses a deslocarem-se para o norte do concelho.
O movimento de utentes reúne apoios em todos os quadrantes políticos, uma vez que a vereadora Eugénia Rodrigues (PS), os deputados municipais Telmo Moleiro (PSD), Adriana Bento, António Querido (CDS/PP) e João Paulo Raimundo (CDU) marcaram presença na iniciativa, bem como o líder local do CDS/PP, Luís Querido.
Do blogue "o Pinhal do Rei" do José Gonçalves
http://opinhaldorei.blogspot.pt/2013/12/marcos-de-separacao-entre-os-concelhos.html
Marcos de separação entre os Concelhos da Marinha Grande e Alcobaça
Existem no Pinhal do Rei, nas fronteiras Este e Sul, junto ao Aceiro Exterior, alguns marcos limitando os concelhos da Marinha Grande e Alcobaça.
Um desses marcos encontra-se no talhão 305, junto às ruinas da antiga Casa de Guarda da Sapinha. Na face virada a Oeste, e partindo do princípio que, na inscrição, o "C." queira dizer concelho, o Concelho da Marinha Grande é indicado pela inscrição:
C.
Marinha
Grande
Do outro lado, virado a Este, a inscrição indica o concelho de Alcobaça:
C.
Alcobaça
Pataias.
Um outro marco, idêntico a este, encontra-se no talhão 337, junto ao Ponto do Facho.
A Assembleia de Freguesia aprovou com 6 votos a favor (PSD) e 3 abstenções (PS) a alteração dos limites administrativos entre as freguesias de Pataias e Marinha Grande.
Em causa estavam algumas habitações na Pedra Lisa (Água de Madeiros), que alegadamente estando no concelho de Alcobaça, haviam, desde sempre, sido licenciadas pela Câmara da Marinha Grande.
Após algumas trocas de ideias, de onde se salientaram a convicção de alguns dos presentes que sempre tinham tido a ideia de que aqueles terrenos pertenciam à Marinha Grande, ou que pensavam que o limite da freguesia era pelo rio e ainda da necessidade de adaptar os limites administrativos ao cadastro, para além da simplificação da vida aos moradores e proprietários daqueles prédios, optou-se pela aprovação da proposta.
E assim, aquele território passou a fazer parte da Marinha Grande.
Comentário
Provavelmente, se tivesse poder de decisão, e perante o pouco que conheço da situação e “no momento”, também teria votado a favor. No entanto, não deixei de me surpreender com a falta de discussão que o assunto suscitou e que conduziu à efectiva redução do território da freguesia.
Sustentar uma decisão destas apenas em fotografias aéreas com algumas linhas marcadas e no “sempre ouvi dizer”, parece-me um pouco leviano. Não sei se os moradores de Água de Madeiros foram ouvidos, se foi feito um levantamento do cadastro, se existiu alguma pesquisa histórica, ou qualquer outro procedimento de forma a fundamentar a proposta.
Mais surpreendente foi a decisão de abstenção por parte de alguns deputados. Estava em discussão “perder” território da freguesia. Quanto a mim, ou se é a favor, ou contra. Ambas as posições são aceitáveis. Mas quando me perguntam se podem tirar um bocado daquilo que é meu, eu não me posso abster e deixar que a decisão seja tomada por outros. Dá a sensação que não quero saber…