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domingo, 17 de setembro de 2017

Memorial aos antigos combatentes na Martingança

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/largo-da-martinganca-ganha-memorial-antigos-combatentes

Largo da Martingança ganha memorial a antigos combatentes

O Núcleo de Alcobaça da Liga dos Combatentes inaugurou, este domingo, uma estátua em homenagem aos antigos combatentes no Largo da Martingança. Segundo Joaquim Romão, presidente da Direção do núcleo, trata-se de um “monumento histórico e simbólico no concelho e até no País”. 

A escultura da autoria do maiorguense Thierry Ferreira vem trazer uma “novidade” no que toca aos monumentos em honra dos antigos combatentes. Em vez da habitual pose de combate, o memorial do combatente traz “ao peito uma pomba da paz e deixa a espingarda, à sua direita, atrás”, explica Joaquim Romão. “Estamos, portanto, perante um combatente que passa a imagem de paz, fraternidade e amizade”, conclui.

A ideia de prestar uma homenagem aos antigos combatentes em Martingança é antiga. Já em 1993, quando o general Altino Magalhães passou por aquela localidade, se tinha colocado a primeira pedra. No entanto, o desígnio não chegou a sair do papel e o subsídio de “400 contos” dado pelo militar ficou “na gaveta”. 

O dinheiro foi, agora, aplicado pela União de Freguesias de Pataias e Martingança que, de acordo com o Joaquim Romão, assegurou a “maior parte dos custos do memorial de homenagem ao antigo combatente”.

Prestes a comemorar 17 anos à frente do Núcleo de Alcobaça da Liga dos Combatentes, Joaquim Romão destaca o apoio prestado a antigos combatentes, através de “subsídios e alimentação” e, mais recentemente, com a vinda de um médico ao núcleo duas vezes por semana. Além disso, o núcleo tem dez talhões em vários cemitérios onde estão sepultados antigos combatentes. 

sábado, 21 de novembro de 2015

As portas da Burinhosa

A notícia na edição 1161 do Região de Cister de 19 de novembro de 2015

Burinhosa - Cerimónia inaugural decorre no próximo sábado [hoje]
Cinco entradas da localidade vão ser sinalizadas e identificadas

A segunda fase da identificação toponímica da Burinhosa, um projeto que uniu o empresário burinhosense Joaquim Coutinho Duarte, a União de Freguesias de Pataias e Martingança e a Câmara de Alcobaça, vai ser inaugurada no próximo sábado, numa cerimónia que tem início às 16 horas.
A identificação das cinco entradas da localidade burinhosense resulta de um sonho que Joaquim Coutinho Duarte acalentava há muitos anos. Por esse motivo, mandou construir “As portas”, que já mereceram o estatuto de monumento de interesse público e que são o cartão de visita para todos os condutores que entram na localidade pela estrada que liga a Burinhosa a Pataias. Agora é altura de concluir o projeto de identificação de todas as entradas na localidade onde nasceu Joaquim Coutinho Duarte, identificando as restantes entrada na Burinhosa, nomeadamente a da Martingança, Brejo D’água, pinhal de Leiria e costa litoral.
Recorde-se que, além deste projeto, Joaquim Coutinho Duarte mantem ainda a vontade de construir um hotel na Burinhosa e de dinamizar o parque botânico, onde se encontram plantadas várias dezenas de árvores provenientes dos quatro cantos do Mundo.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

As novas "portas da Burinhosa"

A notícia na edição 1159 do região de Cister de 5 de novembro de 2015

Burinhosa - Cerimónia decorre no próximo dia 21
Placas identificativas das entradas da localidade vão ser inauguradas

No próximo dia 21, é inaugurada a segunda fase da identificação toponimica da Burinhosa, um projeto que uniu o empresário burinhosense Joaquim Coutinho Duarte, a União de Freguesias de Pataias e Martingança e a Câmara Municipal de Alcobaça.
Joaquim Coutinho Duarte acalentava, há muitos anos, o sonho de ver as entradas na Burinhosa devidamente assinaladas. Por esse motivo madou construir “As portas”, que já mereceram o estatuto de monumento de interesse público e que são o cartão de visita para todos os condutores que entram na localidade pela estrada que liga a Burinhosa Pataias. Agora é altura de concluir o projeto de identificação de todas as entradas na localidade onde nasceu o empresário que nasceu na Burinhosa e que tem vários negócios em Angola.
No dia 21, pelas 16 horas, serão inauguradas as placas que identificam as cinco restantes entradas na Burinhosa, nomeadamente a da Martingança, Brejo D’água, pinhal de Leiria e costa litoral.
Recorde-se que além deste projeto, Joaquim Coutinho Duarte mantem ainda a vontade de construir um hotel na Burinhosa e de dinamizar o parque botânico, onde se encontram plantadas várias dezenas de árvores provenientes dos quatro cantos do Mundo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Portas da Burinhosa vêem reconhecido o "interesse público municipal"

A notícia na edição 1102 do Região de Cister de 2 de Outubro

Burinhosa - polémica prossegue
Assembleia aprova interesse público de projeto

A Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou por maioria, esta sexta-feira, o pedido de interesse público municipal do projeto do benemérito Joaquim Coutinho Duarte, instalado na Burinhosa. Com 23 votos a favor e 10 abstenções (PS), o ponto foi aprovado, depois de ter sido retirado na anterior sessão do órgão autárquico. Contudo, os deputados municipais voltaram a questionar a legalidade e o posicionamento da Câmara no processo. “Houve uma ajuda e bem da Câmara de Alcobaça desde o final do ano de 2013 neste projeto. O embargo não se fez antes porque não se quis”, arguiu José Acácio Barbosa (PS). Opinião reforçada por Mário Gonçalves (CDS-PP), acusando a autarquia de crime de negação de justiça “caso não tenha participado, no mínimo, o crime de desobediência do promotor”. Uma vez que é intenção de Joaquim Coutinho Duarte doar as Portas da Burinhosa à União das Freguesias de Pataias e Martingança, a CDU solicitou a declaração de compromisso dessa doação por parte do promotor à autarquia.
Reconhecendo que o processo começou “mal e antes do tempo”, o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, referiu que “o princípio do direito de propriedade estava a ser desrespeitado” e que o mais importante era votar o interesse público.
Por sua vez, Valter Ribeiro, presidente da União das Freguesias de Pataias e Martingança, que se mostrou “triste pelas acusações”, explicou que “não será a União de Freguesias a decidir se o monumento fica para o Junta, mas sim a sua assembleia”.

Na edição on-line do jornal Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=41aa8972-5667-4831-af12-3973a1030bc4&edition=167

Para permitir a desafetação de dois terrenos da Reserva Agrícola Nacional
Assembleia Municipal aprova classificação de Interesse Municipal para as Portas da Burinhosa

Assembleia Municipal de Alcobaça, reunida a 26 de setembro, aprovou por maioria, com 10 abstenções do PS e do CDS-PP, o pedido de reconhecimento de interesse público municipal interposto por Joaquim Coutinho Duarte, que assim permite a desafetação de dois terrenos da Reserva Agrícola Nacional, relativamente ao empreendimento que este particular pretende implementar na Burinhosa, freguesia de Pataias/Martingança. A discussão do ponto foi acesa com os deputados do PS e do CDS-PP a questionarem a legalidade de todo o processo, apesar de reconhecerem o seu interesse económico e turístico. 
Recorde-se que este processo teve início quando Joaquim Coutinho Duarte iniciou a construção de um pórtico à entrada da localidade da Burinhosa, apesar de o ter feito sem licença, situação que acabou por levar a que o município de Alcobaça levantasse um auto de embargo. Agora com a construção dos pórticos e com a intenção de construir um jardim público e um parque de estacionamento, entre outras valências, Joaquim Coutinho Duarte solicitou ao Município que declarasse o interesse público municipal da obra. 
Em parecer emitido pela União de Freguesia de Pataias e Martingança, esta entidade considerou haver interesse público no pedido, uma vez que e segundo Valter Ribeiro, presidente de Junta, “existe também o interesse turístico e económico do projeto para a freguesia, para o município e para a região”. O autarca lembrou que Joaquim Coutinho Duarte “já manifestou a intenção de passar o espaço para a responsabilidade da Junta”. Apesar de admitir que “o processo poderá não ter seguido as vias normais, estamos no lugar certo para o corrigir”. 
Esta questão levantou aos deputados do PS muitas dúvidas. Segundo José Acácio Barbosa, a “declaração de interesse da Junta de Freguesia apenas se refere aos pórticos e não ao projeto na sua totalidade”, pelo que é necessário “apurar em que meios vai ser declarado o interesse público municipal” e “de que forma é que o empreendimento vai passar para a posse da junta de freguesia”. 
O líder da bancada socialista afirmou ainda que “todo o processo acaba por gerar confusões”. José Acácio Barbosa reafirmou que “o processo está mal conduzido” e que “perante as respostas não satisfatórias da Junta de Freguesia de Pataias/Martingança iria votar contra”, mas que não o iria fazer, por estar em causa também o interesse deste projeto para as populações. 
Por sua vez, Mário Gonçalves do CDS-PP classificou o processo de “uma trapalhada” e levantou dúvidas quanto à sua “legalidade”. Além da forma como o processo foi conduzido, o deputado questiona como “foram feitas as obras na via pública e por quem, pela autarquia ou pelo privado”, lembrando que houve “um auto de embargo”. O centrista recordou que “estamos perante um auto de embargo não respeitado” pelo que “esperamos que o presidente da Câmara tenha participado o crime de desobediência” porque se não o fez “incorre no crime de denegação de justiça”. 
Por seu turno, Telmo Moleiro, do PSD, admitiu que “todos estamos contra a forma como o processo foi conduzido. As pessoas não estão contra a obra, mas sim contra o processo, houve aqui uma pressa na obra”. Apesar disto o social-democrata é a favor da declaração de interesse público municipal para toda a obra, uma vez que “é essencial para o desenvolvimento local e regional”. 

Paulo Inácio adiantou que “sempre disse que o processo correu mal porque se começou a fazer a obra antes do tempo”. O autarca defende que importa corrigir esta questão e esclareceu que “o interesse municipal é para toda a obra e não só para os pórticos” como inicialmente tinha sido admitido pelo PS. Relativamente à “eventual desobediência do embargo”, Paulo Inácio foi cauteloso, afirmando que aguarda “parecer dos juristas da autarquia para depois decidir como atuar”.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A ilegalidade das Portas da Burinhosa

Ainda a notícia das Portas da Burinhosa, agora na edição on-line do Tinta Fresca de 14 de setembro de 2014
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=71cd6d8f-3102-425b-8681-683f470b5b0f&edition=167

Assembleia Municipal de Alcobaça adiou votação de parecer sobre a desafetação da RAN
Portas da Burinhosa encravadas entre a beneficência e a legalidade

O empreendimento Portas da Burinhosa foi um dos temas mais polémicos da Assembleia Municipal de Alcobaça de 29 de agosto. Nenhum dos deputados pôs em causa o espírito benemérito do promotor Joaquim Coutinho, que pretende doar à União das Freguesias de Pataias e Martingança o monumento de homenagem às gentes da Burinhosa, mas todos condenaram a violação do embargo da obra decretado pela Câmara Municipal de Alcobaça. A Câmara propôs que a Assembleia Municipal emitisse parecer favorável à desafetação do terreno da Reserva Agrícola Nacional, mas o ponto foi retirado em face das reservas dos deputados da oposição, que alegaram falta de informação suficiente para se poderem pronunciar. 
As Portas da Burinhosa foram notícia em todos os órgãos de comunicação social nacionais, por ter sido o local de partida, no dia 10 de agosto, da última etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, com destino a Lisboa, momento aproveitado para apresentar a 1.ª fase do Parque Temático. 
Em situação difícil ficou a Câmara Municipal de Alcobaça, que quis contribuir para promover o concelho nesta etapa da Volta a Portugal, mas também demarcar-se de uma obra ilegal. Os arranjos na estrada de acesso valeram, por isso, críticas da oposição na Assembleia Municipal de Alcobaça.
O socialista José Acácio Barbosa foi o primeiro a intervir, considerando meritória a doação do monumento à União de Freguesias, mas lembrou que não tinha sido apresentadas nem a área do terreno nem a área de construção prevista para este parque temático. Além disso, o parecer favorável da União de Freguesias de Pataias e Martingança à desafetação do terreno da RAN não tinha sido facultado aos deputados municipais, nem sequer a justificação de que a construção só poderia ser realizada neste terreno e não noutro fora da área da Reserva Agrícola Nacional, como exige a lei. 
O líder da bancada do PS questionou a decisão da Câmara Municipal de criar uma lomba de 7 metros e arranjos na estrada de acesso ao empreendimento, apesar da obra estar embargada desde maio. José Acácio Barbosa lembrou também que a lei exige uma distância mínima de 8 metros do eixo da via para obras à beira da estrada, quando o monumento se encontra a apenas 3,6 metros de distância.
José Acácio Barbosa questionou também o facto de haver dois processos de obra e defendeu que, face à complexidade deste dossiê, a Comissão Permanente da Assembleia Municipal deveria ter reunido previamente para debater este ponto, pelo que, dado haver muita informação incompleta e insuficiente, pediu a retirada do ponto.
Rui Coutinho, da CDU, reconheceu o espírito empreendedor de Joaquim Coutinho Duarte, mas recordou que não existe qualquer documento que comprove a intenção do empresário de doar o monumento à União de Freguesias. 
Mário Pedrosa subscreveu a intervenção de José Acácio Barbosa e pediu também a retirada do ponto. O deputado do CDS considerou questionável o interesse turístico do empreendimento e perguntou se a Câmara Municipal tinha efetuado a participação por desobediência ao Ministério Público, decorrente da violação do embargo da obra por parte do empresário. 
Telmo Moleiro, membro do Executivo da União de Freguesias de Pataias e Martingança, garantiu que o Joaquim Coutinho, que conhece há 28 anos, muito tem feito pela terra, não só criando emprego, mas também ajudando as coletividades locais. 
O eleito do PSD admitiu que viu e gostou do projeto, que pode ser interessante, mas mostrou-se surpreendido com a violação do embargo das obras pelo empresário, considerando que não havia necessidade de tanta pressa. Contudo, acredita que o empreendedor terá agido para aproveitar a presença da comunicação social, no dia 10 de agosto, o que o terá motivado para terminar o monumento concebido pelo escultor caldense Carlos Oliveira. Pesando os prós e os contras, o representante da União de Freguesias de Alcobaça e Martingança anunciou a sua intenção de votar a favor da proposta de parecer favorável à desafetação da RAN. 
João Paulo Raimundo, líder da bancada da CDU, recordou que o promotor já foi militante do PCP e que merece respeito e consideração. De qualquer modo, recomendou cautela com o reconhecimento de interesse público dos parques temáticos, perguntando que garantias existe de que o promotor do Jardim Budista, no Bombarral, um dia não decida cobrar bilhetes ao público pela sua fruição. 
A finalizar, Paulo Inácio garantiu que os monumentos têm interesse público, desde que sejam respeitosos com os valores da sociedade, o que é o caso, dado ter uma índole religiosa. O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça desvalorizou a necessidade de serem presentes à Assembleia Municipal todos os dados técnicos do empreendimento, lembrando que à Assembleia cabe apenas emitir um parecer, competindo ao Ministério do Ambiente autorizar ou não a desafetação do terreno da RAN, o qual irá exigir todos os requisitos técnicos antes de tomar uma decisão final. 
De qualquer forma, Paulo Inácio aceitou retirar o ponto em discussão, que deverá voltar à Assembleia Municipal durante o mês de setembro. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Portas da Burinhosa oferecidas à freguesia

A notícia na edição 1095 do Região de Cister de 14 de agosto

Pataias - empresário decide entregar obra à junta
Coutinho Duarte oferece Portas da Burinhosa

A 1.ª fase do Parque Temático das Portas da Burinhosa, “Gente da Minha Terra”, foi apresentada no passado domingo, com a última etapa da Volta a Portugal, que teve a Burinhosa como localidade de partida e Lisboa como destino. O promotor do projeto, Joaquim Coutinho Duarte, não escondeu a emoção no dia da inauguração e, na sequência da polémica em torno do embargo da obra, afirmou na véspera a vontade de “entregar” o parque à Junta de Pataias/Martingança, assim que o projeto esteja concluído.
“Estamos aqui a homenagear a gente da minha terra, as profissões determinantes que tiveram muita importância para o desenvolvimento da Burinhosa”, referiu o empresário, no momento da apresentação da obra, explicando que o objetivo do parque é garantir que os burinhosenses se “possam fixar” e os filhos da terra “tenham aqui oportunidades de fazer os seus empreendimentos e trabalhar como sempre trabalharam em prol desta terra”.
“Esta obra foi feita em tempo recorde e realizada com a mão de obra da Burinhosa. Eu sozinho não teria conseguido realizá-la”, frisou o escultor Carlos Oliveira, um dos responsáveis pelo empreendimento, que teve um investimento de 300 mil euros.
A finalizar a apresentação das “Portas da Burinhosa”, Joaquim Coutinho Duarte referiu que a 2.ª fase do Parque Temático já está a ser encaminhada e que com este projeto pretende que os cidadãos ao vislumbrarem a obra, revejam parte da sua vida. O engenheiro, radicado em Angola, garante que vai “continuar a procurar atrair pessoas à terra, dando-lhe ainda mais visibilidade”.
“Este homem está a tentar fazer com que a Burinhosa volte a ter a pujança que teve”, declarou na ocasião Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, referindo-se a Joaquim Coutinho Duarte.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Volta a Portugal inaugura "Portas da Burinhosa"

A notícia na edição 1094 do Região de Cister de 7 de agosto de 2014

Pataias - Primeira fase do Parque
Portas da Burinhosa ‘abrem’ com Volta a Portugal

A 1.ª fase do Parque Temático das Portas da Burinhosa, “Gente da Minha Terra”, é apresentada no próximo domingo, às 12:30 horas, com a última etapa da 78.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, com destino a Lisboa.
As Portas da Burinhosa são constituídas por “estátuas que oscilam entre 1,80 metros e 6 ou 7 metros de altura e representam as várias fases da história da aldeia”, explicou Joaquim Coutinho Duarte, promotor do projeto. O empreendimento concebido por Carlos Oliveira foi um investimento de 300 mil euros e fica justificado pelo “sentimento e amor à terra“ de Joaquim Coutinho Duarte, que ousou um dia sonhar.
A partir das 10 horas, pode ainda assistir ao programa Verão Total da RTP, em direto da Quinta da Valinha, na Burinhosa. António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, marcará presença na última etapa da prova que arranca na Burinhosa e termina em Lisboa.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

As "portas" da Burinhosa

A notícia na edição on-line do jornal Público
http://www.publico.pt/local/noticia/empresario-oferece-300-mil-euros-para-construir-esculturas-em-aldeia-de-alcobaca-1613437

Empresário oferece 300 mil euros para construir esculturas em aldeia de Alcobaça

Joaquim Coutinho Duarte está radicado em Angola, mas quer oferecer as estátuas à população da sua terra natal, Burinhosa.

Um empresário de Alcobaça radicado em Angola anunciou nesta quinta-feira que vai doar cerca de 300 mil euros para a construção de um parque temático com esculturas para oferecer à população da sua terra natal, a aldeia de Burinhosa, naquele concelho do distrito de Leiria.
O parque vai ser construído num terreno de cinco mil metros quadrados, adquirido pelo empresário Joaquim Coutinho Duarte e situado à entrada de Burinhosa. Terá "um pórtico de grandes dimensões" que poderá representar "as profissões e actividades da aldeia" ou ter uma mensagem "mais simbólica", revelou o empresário à Lusa.
No primeiro caso, o pórtico constará de uma escultura "simbolizando duas rampas que se elevam ao céu e se cruzam por cima da estrada", contendo, em cada um dos lados, "relevos referentes ao trabalho no pinhal, nas indústrias de moldes, na carpintaria e noutras actividades importantes para a zona", concretizou o escultor Carlos Oliveira.
Na segunda hipótese, "mais simbólica", o pórtico será composto "por duas mãos de grandes dimensões, que quase se tocam por cima da estrada, numa espécie de boas-vindas a quem chega", acrescentou o autor das esculturas.
As duas hipóteses vão ser discutidas durante a apresentação do projecto nesta quinta-feira à noite, na Quinta da Valinha, na Burinhosa, onde Coutinho Duarte vai encontrar empresários, entidades ligadas à povoação e responsáveis pela Câmara de Alcobaça e pela junta de freguesia local.
"Queremos discutir com as pessoas qual a solução que gostariam mais de ver implementada, até porque o parque de estátuas será para oferecer à população, para que dele usufrua gratuitamente", afirmou Joaquim Coutinho Duarte.
As opiniões sobre o pórtico ditarão depois a escolha das estátuas a incluir no parque, cuja temática o empresário defende que seja "virada para as gentes da aldeia, simbolizando as actividades e retratando desde os mais simples a figuras mais intelectuais". A outra hipótese, também estudada, alarga o âmbito às "gentes da minha terra", retratando "a mulher, o fado e a família", entre outras, explicou o escultor.
Em ambos os casos, as esculturas vão oscilar entre 1,80 metros e os seis a sete metros de altura, conforme as temáticas que representam.
Com um investimento estimado de "cerca de 300 mil euros", o parque deverá ainda contar, segundo o empresário, com "um anfiteatro, uma área de restauração e zonas de apoio ao público".
Joaquim Coutinho Duarte está há vários anos radicado em Angola, mas mantém uma estreita ligação à Burinhosa, onde, no ano passado, inaugurou um monumento em homenagem ao resineiro, profissão dos seus pais. No mesmo local, uma quinta de turismo conta também com um monumento ao vidreiro (arte em que iniciou a vida profissional) e um painel de azulejos com motivos alusivos às profissões de resineiro e de vidreiro, e às paisagens de Angola. As obras podem ser visitadas gratuitamente.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Burinhosa - monumento ao Resineiro

A notícia e a s fotografias no jornal on-line Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=834a0212-a6a4-45ed-97c6-15f6512c2f47&edition=150

    
Na Quinta da Valinha    
Burinhosa inaugura Monumento ao Resineiro

 


Numa iniciativa inédita no País, a Quinta da Valinha e o empresário Eng. Joaquim Coutinho Duarte preparam-se para homenagear o Resineiro, numa cerimónia agendada para o dia 19 de Maio às 12 horas.
A homenagem, em forma de monumento com uma altura de cinco metros, acontece pelo carinho que o promotor tem pela profissão que durante décadas ocupou as gentes da localidade da Burinhosa, freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça, mas também de muitas outras proveniências em Portugal. “Será um bom dia de convívio, de desporto e de cultura”, acredita o empresário, que espera a presença de mais de um milhar de pessoas na Quinta da Valinha, local onde existe também um monumento de homenagem ao vidreiro.
O Monumento ao Resineiro tem assinatura do escultor Carlos Oliveira, é um conjunto escultórico que fica implantado numa praça com 100 metros quadrados criada para o efeito e toda ela em calçada portuguesa. Nesta praça rompem as duas figuras de um casal de resineiros com 2.40 metros de altura, são ladeados por um conjunto de sete pinheiros em pedra com 5 metros de altura.
Apesar de particular, o local onde será erguido o monumento será visitável, ficando aberto todos os dias das 8 às 17 horas.
A profissão de resineiro, que durante décadas ocupou uma importante faixa da população da região, era das mais difíceis e duras. Para além das horas de trabalho que implicava, estava sujeita às condições climatéricas, muitas vezes adversas. De Verão, por exemplo, a actividade tinha de ser desenvolvida de madrugada porque durante o dia era impensável trabalhar debaixo de altas temperaturas. Já no Inverno, com as chuvas e o mato molhado, tornava-se muito penoso exercer a actividade.
A produção de resina nacional passou, segundo dados do INE, de 64 mil toneladas em 1990, para menos de 5 mil toneladas em 2005. Mas nem sempre foi assim. Nos anos 50 do século XX, Portugal exportava resina para quase 20 países. Havia, no território nacional, 89 fábricas distribuídas por 40 concelhos que tinham capacidade para produzir 220 mil toneladas de resina. Cerca de dez mil pessoas trabalhavam na extracção da matéria prima.

Programa - Dia 19 de Maio
 

Inauguração do Monumento ao Resineiro
11 horas: Missa
12 horas: Inauguração do Monumento
12:30 horas: Almoço-convívio (inscrição prévia)
15 horas: Actuação do Rancho Folclórico e Etnográfico “Papoilas do Campo” (Cela)
16 horas: prova de ciclismo com duas metas volantes

Curiosidades

A resinagem no Pinhal do Rei
A exploração de produtos resinosos tem as suas primeiras referências no século X, em Leiria.

Como era a actividade de resineiro“
A exploração da resina ocupava-nos de meados de Fevereiro a meados de Novembro. Primeiro fazia-se o descarrasco, com a machada, desbastando a carcódia do pinheiro até quase à pele, na parte que queríamos explorar nesse ano. Na volta seguinte, colocávamos a bica (lata de zinco, em forma de meia-lua, espetada no pinheiro), a cunha e a tigela de barro, entalada entre a cunha e a bica. Feito este trabalho em todos os pinheiros, começava a exploração: cortávamos uma tira de pele do pinheiro, rente à bica, para a resina sair. Depois, até Outubro, íamos cortando mais tiras de pele, pelo tronco acima, para que houvesse sempre feridas novas por onde o pinheiro sangrar. A colha fazia-se com uma espátula, tirando a resina da tigela para o caldeiro. No tempo quente era mais fácil, pois a resina corria quase como água. Caldeiro cheio e era necessário ir despejá-lo ao barril e voltar, voltar as vezes necessárias. Quando os bidons estavam todos cheios, vinha o camião da fábrica a carregá-los ao estaleiro. A campanha da resina terminava na primeira quinzena de Novembro. Antes, dávamos uma última volta, a raspar a resina seca que ficara na ferida do pinheiro. Depois, com um pau, amassava-se bem dentro do caldeiro, para desfazer a resina seca na líquida.”

José Candeias, antigo resineiro

Profissão em desuso
Actualmente, Portugal tem apenas 25 mil hectares de área resinada, para uma produção de cinco mil toneladas. Há três décadas produziam-se 150 mil toneladas em 175 mil hectares.

Desde o antigo Egipto

A resina já era utilizada desde o Egipto antigo, com fins religiosos e para a mumificação de corpos. Ela foi também muito utilizada na época colonial norte-americana, na construção naval, com o objectivo de calafetar peças de madeira, que eram usadas nos barcos da Marinha Real Inglesa.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Monumento ao Resineiro

A notícia na edição 1010 do Região de Cister de 27 de dezembro de 2012

Inauguração está prevista para o dia 18 de maio de 2013
Monumento de homenagem aos resineiros nasce na Quinta da Valinha


É instalado na área ajardinada da Quinta da Valinha, na Burinhosa, freguesia de Pataias, que o monumento aos Resineiros deverá ficar instalado.
Joaquim Coutinho, proprietário da quinta burinhosense e promotor do monumento, fez o anúncio oficial na passada semana, no decorrer de um jantar que reuniu cerca de sete dezenas de individualidades da região.
A inauguração do monumento prevê-se para o dia 18 de maio de 2013, data em que se comemora o aniversário do Centro Cultural, Recreativo e Desportivo da Burinhosa e a consagração da Capela de Nossa Senhora da Esperança, um dos monumentos mais emblemáticos da Quinta da Valinha.
Segundo Joaquim Coutinho “não existe nenhum monumento ao resineiro em Portugal”, um dos principais motivos que o levou a avançar com a projeção da homenagem a uma das profissões (já em desuso) que empregou muitas famílias nas décadas de 40 e 50 do século XX. O monumento que, está a ser trabalhado há mais de um ano, ocupará uma área aproximada de 50 metros quadrados.