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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Orçamento Camarário para 2018

A notícia em:
https://regiaodanazare.com/Orcamento_de_37_milhoes_para_governar_Alcobaca_em_2018

Orçamento de 37 milhões para governar Alcobaça em 2018
Foi aprovado o Orçamento da Câmara de Alcobaça para 2018 no valor de 37 milhões de euros.

Os centros escolares de Turquel, Cela, Alfeizerão e Pataias, Parque Verde e a Unidade de Saúde Familiar da Benedita são algumas das obras previstas no plano para o próximo ano.
Na educação, os alunos do 1º e 2º ciclos do ensino básico vão beneficiar da oferta de manuais escolares, assim como dos materiais.
O executivo tinha prometido alargar a oferta de manuais ao 2º ciclo do ensino básico, mas com o Orçamento de Estado a assumir essa responsabilidade, a Câmara irá oferecer os materiais ao 5º e 6º ano, como já faz no pré-escolar e no 1º ciclo, como forma de apoiar a continuação dos estudos e aliviar o esforço de investimento por parte das famílias.
Para além das obras em curso, a requalificação da Av. Joaquim Vieira Natividade (desde o Merco até ao mercado municipal), o projeto multiusos (previsto para o Merco); Parque Verde, Requalificação da Casa da Vila (Benedita), diversos alcatroamentos, a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel (Pataias) estão previstas, assim como a execução do que está contratualizado a nível de fundos comunitários, o que fará de 2018 “um ano de obra e de inaugurações”, disse Paulo Inácio, Presidente da Câmara, que espera fazer a abertura oficial de vários investimentos em meados do próximo ano, como “os centros escolares da Cela e Turquel, assim como a requalificação do centro de saúde de Turquel.”
No final de 2018, deverá avançar o projeto pedonal entre Alcobaça e Nazaré, uma parceria entre os dois municípios.
PS e CDSPP votaram a favoravelmente ao Orçamento apresentado.
O PS fala de um Orçamento de continuidade que “não acrescenta nada de novo, prevendo a conclusão de obras já iniciadas e outras prometidas. As opções são as mesmas, não se registando, para já, uma diferente dinâmica por parte do executivo maioritário”.
Apesar de não notar diferenças, o PS refere que “nas eleições de há dois meses o Partido Social Democrata reforçou a sua votação e recuperou a maioria no executivo. Foi a confirmação por grande parte do eleitorado da concordância com as políticas e as opções de gestão e investimento praticadas pelo executivo municipal”, e lembra que também reforçou a sua votação, e “tem a obrigação de propor e implementar o maior numero de propostas do seu próprio programa eleitoral, desde que não colida com as opções do programa eleitoral mais votado no sufrágio de 1 de outubro”. 
Sobre a opção de votação, o PS refere que “a confirmação da adjudicação da 1ª fase da ALEB/ZER da Benedita a ampliação da rede de saneamento, a par das propostas apresentadas pelo PS Alcobaça que forem aceites na generalidade, é um sinal de abertura ao trabalho conjunto”. 
“O Orçamento Participativo, a criação do Cartão do Munícipe, a criação de rota dos fontanários públicos, a par de um programa para a sua recuperação, a elaboração de portais de promoção de Alcobaça, entre outras obras e propostas não menos importantes, que foram aceites na generalidade e ainda a proposta de dialogar sobre a reforma do Parque de Negócios ainda em 2018, são medidas com especial relevo para os que acreditaram em nós e no manifesto eleitoral que apresentamos. 
Nesse pressuposto, entendemos, dar uma enorme responsabilidade politica ao novo executivo, votando os vereadores do partido socialista a favor do orçamento para o ano de 2018”. 
Por seu lado, Carlos Bonifácio (CDS/PP) pediu a clarificação da “aposta no turismo na cidade de Alcobaça, e do desenvolvimento económico do concelho de Alcobaça” e propôs “o compromisso de em 2018 serem elaborados os projetos de execução/especialidades e lançamento da empreitada até ao final do próximo ano da construção do Welcome Center (Requalificação do Mercado Municipal de Alcobaça) e apresentação do projecto da envolvente”.
A conclusão do projeto de execução das infraestruturas da futura Ale/Benedita (1ª fase) e o lançamento da empreitada até ao final do ano foram as contrapropostas do CDS para aprovar os Documentos Previsionais para 2018.
Quanto às dificuldades de instalação da Loja do Cidadão na cidade de Alcobaça (instalar no mesmo espaço todos os serviços públicos), o CDSPP sugeriu a opção pelo espaço cidadão e balcão único.
“Os Documentos Previsionais não são documentos da minha autoria, mas desta forma estou a dar um contributo para a execução de duas obras estratégicas para o concelho de Alcobaça e também respeitar a vontade da maioria dos munícipes das últimas eleições autárquicas”.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Junta de Freguesia – aprovado orçamento de 1,3 milhões para 2018

A Assembleia de Freguesia de Pataias aprovou com os votps da maioria do PSD e as abstenções deo PS e CDS-PP o orçamento da União de Freguesias para 2018, num total de 1,3 milhões de euros.

Receitas previstas
Mercado – 80 000 euros
Parque de Campismo – 277 200 euros
Piscinas de Pataias – 260 000 euros
Transferências Correntes – 313 673 euros
Receitas de Capital – 284 558 euros
Outras receitas – 94 887 euros

Despesas
Pessoal – 550 558 Euros
Aquisição de bens e serviços – 343 611 euros
Outras despesas – 89 865 euros
Investimento – 325 934 euros


sábado, 23 de dezembro de 2017

Aprovado o orçamento da Câmara Municipal

A notícia em:
https://www.dn.pt/lusa/interior/camara-de-alcobaca-aprova-orcamento-de-398-milhoes-de-euros-8999534.html

Câmara de Alcobaça aprova orçamento de 39,8 milhões de euros

A Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou por maioria o orçamento da autarquia para 2018, no valor de 39,8 milhões de euros, menos 4,1 milhões de euros do que o deste ano.

O orçamento municipal ascende, em 2018, a 39.855.535 euros, revelando, face a 2017, "uma redução em termos absolutos" de 4,143 milhões de euros, "ou seja, 9,4%", refere o documento a que a agência Lusa teve acesso.

As receitas correntes têm um peso de 29.893.345 euros e as de capital totalizam 9.962.190 euros. Na despesa, as correntes ascendem a 21.210.672 e as de capital totalizam 18.664.863 euros.

Os impostos diretos representam a maior fatia da receita, totalizando 11.621.127 euros, evidenciando uma descida de 0,2% em relação ao último ano, considerado pelo executivo "pouco significativo".

A segunda maior verba em termos de receita será proveniente de transferências correntes, as quais ascenderão a 11.492.211 euros.

Na despesa, o maior encargo recai na aquisição de bens e serviços, que representará 11.790.972 euros, menos 681.028 euros que em 2017.

Seguem-se as despesas com pessoal totalizando 1.024.500 euros, mais 219.000 euros que a verba gasta em 2017 com as remunerações dos trabalhadores e dos órgãos autárquicos e com os encargos com a segurança social, caixa de aposentações e seguros.

As grandes opções do plano vão absorver 32,2 milhões de euros do orçamento, repartidos em 13,7 milhões para o plano plurianual de investimentos e 18,4 milhões em verbas para aplicar, segundo o documento, "nas atividades mais relevantes".

As funções sociais vão arrecadar 55% do orçamento, sendo a segunda maior percentagem, 24%, para as funções gerais, seguindo-se as funções económicas com 13,4%.

O orçamento, aprovado por unanimidade no executivo (liderado pelo PSD e integrando vereadores do PS e do CDS), foi na terça-feira à noite aprovado pela Assembleia com dois votos contra da CDU.

O orçamento dos serviços municipalizados, totalizando 10,260 milhões de euros, foi também aprovado por maioria com dois votos contra da CDU e a abstenção de quatro deputados do CDS.

Cerca de 30% da verba orçamentada será aplicada no plano plurianual de investimentos, sendo 1.138 milhões de euros destinados aos recursos hídricos e remodelação da rede de distribuição. Ao saneamento serão destinados 1,195 milhões de euros.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Câmara Municipal apresenta contas

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/camara-de-alcobaca-com-lucros-de-54-milhoes

Câmara de Alcobaça com lucros de 5,4 milhões

A Câmara de Alcobaça registou um resultado positivo de 5,4 milhões de euros no exercício de 2014, repetindo os valores de 2013, ano em que também apresentou lucros na mesma ordem de grandeza.
Tal como no ano passado, os relatórios de gestão e prestação de contas da Câmara e dos Serviços Municipalizados foram aprovados com os votos favoráveis do PSD, a abstenção do PS e do CDS e o voto contra da CDU. 
As dívidas de médio e longo prazo da autarquia atingem os 8,1 milhões de euros, o que representa uma redução de 1,2 milhões de euros face a 2013. “O relatório de contas demonstra e confirma que o município está mais preparado para fazer face aos concursos do quadro comunitário de apoio, Portugal2020”, justifica o presidente da Câmara.
Paulo Inácio salienta a “recuperação financeira do município, que se tem traduzido numa redução drástica da dívida a fornecedores, sendo que, no final do exercício de 2014, o município se encontra a pagar a 30 dias, o que configura um importante instrumento macroeconómico de apoio à economia local”.
A CDU e o PS já vieram a público criticar as opções de gestão do executivo de maioria relativa do PSD.
Vanda Furtado Marques (CDU) disse ter votado contra porque vota contra "a política PSD local de 2014", que considera manter "os mesmos erros essenciais". "Se votássemos, apenas, os documentos técnicos, votaríamos a favor, até porque este ano tivemos, pela primeira vez, oito dias, para os analisar, duma forma completa", afirmou a vereadora, criticando o "festival de anúncios" da maioria.
Os socialistas lamentaram que o Relatório e Contas da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Alcobaça tenha sido "apresentado aos vereadores, no final da reunião ordinária, e sem estar agendado. E isto, após um período de três semanas em que não tinha havido qualquer reunião do executivo". Na declaração de voto, José Canha e Eugénia Rodrigues consideram que o documento traduz "apenas uma preocupação de gestão corrente, e afinal,  um quase vazio politico".

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Assembleia de Freguesia aprova orçamento de 1,2 milhões de euros.

A Assembleia de Freguesia de Pataias votou, ontem, o orçamento da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Martingança e Pataias para 2015, num valor aproximado de 1,2 milhões de euros. O Orçamento foi aprovado por maioria, com as abstenções dos elementos do Partido Socialista e da Coligação Democrática Unitária.

O Orçamento prevê  como receitas:
Mercado – 100.000 euros
Parque de Campismo – 251.000 euros
Piscinas – 260.000 euros
Transferências Correntes – 322.493 euros
Receitas de Capital – 168.458 euros
Outros – 168.458

Na questão das despesas:

Junta de Freguesia de Pataias
Pessoal – 190.810 euros
Aquisição de bens e serviços – 136.950 euros
Investimentos – 241.628 euros
Outros – 97.250 euros

Piscinas
Pessoal – 200.920 euros
Bens e serviços – 45.050 euros
Investimentos – 5.000 euros

Parque de campismo
Pessoal – 20.000 euros
Aquisição de bens e serviços – 45.100 euros
Investimentos – 15.000 euros

Valter Ribeiro, Presidente da Junta, salientou a verba destinada ao pagamento de pessoal (411,730 euros, cerca de 40% do orçamento), justificada com o facto de a Junta ser uma prestadora de serviços. Referiu ainda que os grandes investimentos feitos nas piscinas são da responsabilidade da Câmara Municipal, ao abrigo dos protocolos estabelecidos.

Situação financeira da Junta

De acordo com as informações existentes a 10 de Dezembro de 2014, a Junta tem um passivo de cerca de 36.000 euros. Há uma ano, esse valor era de quase 200 mil euros. O esforço na consolidação das contas, referiu Valter Ribeiro, está relacionado com a chamada “lei dos compromissos” que obriga à cabimentação de toda a despesa com receita existente. 

Centro Escolar de Pataias

Questionado por António Barros, Valter Ribeiro disse ainda não ter uma ideia formada relativamente à hipótese de juntar na EB23 os 3 ciclos de escolaridade. Afirmando-se defensor do novo Centro Escolar junto ao mercado, salientou dando alguns exemplos, que por vezes as condições existentes para a implementação dos projectos se alteram, o que faz com que esses projectos deixem de fazer sentido. Informou que está programada uma visita a uma escola onde o 1º, 2º e 3º ciclo coexistem, para que dessa forma possa retirar experiências e conclusões. Terminou, afirmando que qualquer que seja a solução a encontrar, a mesma visará a salvaguarda da EB23 em Pataias.

Campo de Golfe

Continuam os contatos com as entidades estatais responsáveis, tem em vista a aprovação dos campos de golfe na Pedra do Ouro. A última reunião abordou as questões ambientais, mas nada de novo foi decidido ou acrescentado face à actual situação existente.

20.000 euros e uma pintura nova no CD Pataiense

Respondendo às questões dos elementos da Assembleia de Freguesia Carolina Cardeira, António Barros e Paulo Pereira, Valter Ribeiro tomou nota de alguns sinais de trânsito que faltam, em algumas ruas e cuja ausência poderá causar alguns acidentes.
Mencionou ainda que está previsto para os próximos anos o investimento na electrificação da linha do Oeste, que poderá inverter a morte lenta desta infraestrutura.
Quanto ao apoio às colectividades, para além dos protocolos estabelecidos, salientou o auxílio dado a algumas colectividades, nomeadamente o GD Martingança e o CD Pataiense. Quanto ao CD Pataiense, referiu uma verba de 20.000 euros atribuída pela Câmara Municipal para auxílio ao saneamento financeiro e para a pintura exterior do edifício, paga pela Junta de Freguesia.
Ricardo Santos, presidente da mesa da Assembleia, recordou que a situação mais urgente no edifício do CD Pataiense é a a substituição do telhado, que há 20 anos já se encontrava em más condições e tem agora 2 tetos falsos agarrados. Relembrou o perigo, que situações de acidentes não acontecem só aos outros e que, por exemplo, no próximo fim-de-semana está prevista uma “enchente” das instalações com crianças e familiares, na festa de Natal da Junta. Reconhecendo a situação, Valter Ribeiro comentou que «a situação vivida no CD Pataiense é tão grave que ou se faz o telhado ou se deixa ir o clube à falência».

Largo do Zé Francês

Foi aprovado pela Assembleia de Freguesia a atribuição do nome “Largo do Zé Francês” ao Largo de Pereiro, em Pataias.

Projetos

Estão encomendados os estudos prévios para o monumento aos ex-combatentes na Martingança, monumento ao bombeiro junto à rotunda da Alva em Pataias e propostas/ projeto de recuperação da escola velha de Paredes da Vitória.

Orçamento Participativo

No período aberto ao público, Miguel Macedo chamou a atenção para a necessidade de Orçamento e Grandes Opções do Plano terem de ser votadas em conjunto e não em separado, pois a rejeição de um implica a rejeição do outro.
António Grilo chamou a atenção para a insuficiência dos abrigos rodoviários junto às bombas da Galp, fazendo notar que todos os dias 7 autocarros entre as 7h30 e as 9h30 da manhã transportam crianças para as escolas de Pataias, Marinha Grande, Nazaré, Juncal e Alcobaça. Com tantas crianças e jovens, em situações de chuva e frio, o único abrigo disponível é debaixo da pala das bombas de gasolina, solicitando uma resolução para o problema.
Paulo Grilo lamentou que mais uma vez, não tivesse sido adoptado o Orçamento Participativo, a que Valter Ribeiro respondeu que a Junta tem já por hábito reunir com a população e ouvir as pessoas e que o Orçamento Participativo não faz sentido aplicar em Juntas de Freguesia, dado o pequeno valor do orçamento.

O corte de acácias e uma ciclovia para o Casal da Areia

Foi ainda levantada a questão sobre que trabalhos serão feitos  (se é que serão) na protecção do litoral em Paredes da Vitória, Pedra do Ouro e Água de Madeiros, tendo solicitado o corte das acácias em Paredes da Vitória e entre esta praia e a Polvoeira, como forma de abrir a vista para o mar.
Sugeriu ainda, a construção de uma ciclovia entre Pataias-Gare e o Casal da Areia, aquando a reabilitação da estrada para a Alcobaça.

Orçamento camarário e apoio às colectividades

Paulo Grilo  perguntou ainda quais os critérios que presidiam à atribuição de verbas às colectividades e se estas se encontravam obrigadas a contrapartidas ou a programas, salientando que os subsídios eram dinheiros públicos e que a Junta não podia ser um “bombeiro de socorro a apagar fogos nas coletividades”, como tinha ficado a sensação durante a presente assembleia. Valter Ribeiro referiu que é e sempre foi prioridade da Junta apoiar as coletividas na construção de equipamentos e infraestruturas (exemplificando com a AD Ferraria, o Lar, os Bombeiros) ou no apoio à formação (camadas jovens do CD Pataiense e CCRD Burinhosa e escola de música da Filarmónica).
Foi ainda questionado sobre o sentido de voto na próxima sexta-feira, aquando a discussão do orçamento camarário de 2015. Paulo Grilo salientou que nos últimos 4 anos a Câmara Municipal de Alcobaça se escudou com a crise e com o saneamento financeiro (em consequência, entre outros, de investimentos faraónicos e sem retorno em Alfeizerão e Benedita). Assim, quais eram as propostas que existiam para o norte do Concelho, pois é tempo de regressar o investimento ao norte do Concelho.
Valter Ribeiro salientou que no mandato de Gonçalves Sapinho houve grandes investimentos em Pataias (Paredes, Piscinas, Estrada Atlântica) e que nos últimos 4 anos a situação existente foi de equilíbrio financeiro e terminar projectos anteriores. Esqueceu-se, digo eu, dos 10 milhões de investimento na Benedita entre 2009-2013, do Centro Escolar de Alcobaça, do arranjo do jardim do tribunal e do mercado municipal, da requalificação de S. Martinho do Porto, entre outros… Tudo obras, como sabemos, no norte do concelho.

Uma verba de 18.000 euros

Fernando Vitorino, o último elemento do público a intervir, chamou a atenção para que o orçamento de 2015 da Câmara Municipal, «uma vez mais» ser todo para o Sul do Concelho e questionou se era verdade que aquando da agregação das freguesias de Pataias e Martingança, uma verba de 18000 euros havia sido entregue pela antiga Junta da Martingança. Foi esclarecido pelo executivo que essa verba não correspondia à verdade, havia sido uma verba de cerca de «9 ou 10 mil euros» que haviam depois sido gastos a cumprir compromissos assumidos pela antiga Junta da Martingança.
Questionou ainda de quem era a propriedade dos terrenos onde está a captação de água no Vale das Paredes, salientando que se a mesma for da Junta esta devia cobrar um preço pela exploração da água.
Respondendo  a um comentário relativo à extensão das suas intervenções, Fernando Vitorino rematou que «os culpados das minhas intervenções são os deputados eleitos que ficam calados o tempo todo».

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Câmara aprova orçamento para 2015

A notícia na edição on-line do Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=c920663c-2e22-4e81-b06c-0e4cd355e799&edition=168

Mais 900 mil euros em relação a 2013
Câmara de Alcobaça aprova orçamento de 36,9 milhões de euros
   
O Executivo municipal de Alcobaça aprovou, no dia 27 de outubro o orçamento para 2015, no valor de 36,9 milhões de euros, com os votos favoráveis dos eleitos do PSD, Paulo Inácio, Herminio Rodrigues e Inês Silva, as abstenções dos vereadores socialistas José Canha e Eugénia Rodrigues, e do vereador do CDS, Carlos Bonifácio, e o voto contra da vereadora da CDU, Vanda Marques. Também o orçamento dos Serviços Municipalizados foi aprovado por maioria, com os votos favoráveis do PSD e CDS, as abstenções do PS e o voto contra da CDU. 
Em declarações ao Tinta Fresca, Paulo Inácio referiu que este “é um orçamento que prevê a execução de projetos com Fundos Comunitários”, uma vez que “2015 é um ano decisivo para o Parque Verde e para a ALEB – Área de Localização Empresarial da Benedita. A ALEB é um projeto urgentíssimo se queremos continuar a ter bons indicadores económicos no concelho”. Além da ALEB, o orçamento, que cresce 900mil euros face a 2013, prevê ainda algumas melhorias nas zonas industriais já existentes. 
Paulo Inácio revelou que o município “espera também receber verbas para avançar com os Centros Escolares de Turquel e Alfeizerão” e que as vias de comunicação do concelho têm reservados mais de 1 milhão de euros para o seu melhoramento, destinados essencialmente a alcatroamentos.
O edil adiantou que, mais uma vez, o município tem um orçamento que “continua a ter como principal componente as funções sociais, com um valor de 8,9 milhões de euros, representando assim 31% das Grandes Opções do Plano”. Além disso “mantivemos os compromissos relativamente ao pagamento dos arrendamentos relacionados com os Centros Escolares de Alcobaça e Benedita. Esperemos chegar a um acordo o mais rápido possível para ultrapassarmos de vez esta questão”. 
A finalizar Paulo Inácio realçou que este orçamento “teve a participação dos vários partidos, foi um processo dialogante, em que algumas das questões referenciadas, nomeadamente pelo PS, estão plasmadas em termos orçamentais”. 
A CDU, através da vereadora, Vanda Marques votou contra, recordando a existência da avultada dívida à Caixa Geral de Depósitos relativa aos Centros Escolares, que considerou “um ato de gestão gravíssimo que vai impedir muita obra e ação nos próximos 27 anos” e que “a renegociação da dívida perante a CGD não tem, até agora, boas perspetivas e exige muita firmeza do Executivo Municipal.”
A vereadora considerou ainda que existem poucos anúncios de investimentos, com exceção de algumas infraestruturas da ALEB e do “anúncio do Parque Verde e das obras suportadas pelo Estado.” Além disso, “sobre o pessoal, apenas está prevista a admissão de oito trabalhadores, menos que o número de aposentações. Assim, não se contribui em nada para a resolução de um dos graves problemas do nosso concelho”.
Como positivo, Vanda Marques destacou as rúbricas de 1 milhão de euros para pavimentações, a diminuição dos juros de mora; a diminuição das dívidas a fornecedores; o menor número de faturas para conferir e o cumprimento do obrigatório, ou seja, a execução de 85% da receita. Vanda Marques fez ainda votos de que se “concretizem algumas medidas esboçadas para apoios, novos e significativos, à infância e população idosa mais carenciada e excluída das atuais respostas.
A vereadora garantiu ainda que, da parte da CDU, “continuamos a querer cooperar na resolução de um dos problemas fundamentais de Alcobaça: a dívida”, pelo que “propomos defender a renegociação da dívida, por atos ruinosos, na água, no saneamento e na construção dos Centros Escolares de Alcobaça e da Benedita e do Pavilhão Gimnodesportivo de Évora, que, escandalosamente, continua sem funcionar. A Câmara Municipal terá de defender o interesse municipal perante o governo PSD.CDS, perante as Águas (de Portugal e do Oeste) e perante a CGD”, afirmou.
Vanda Marques considerou “lamentável que, mais uma vez, não haja discussão pública nem sequer envolvimento dos autarcas das freguesias e da Assembleia Municipal” e reiterou a preocupação “com a carga de impostos que os munícipes sofrem e é esperada para 2015”, pelo que, “em relação ao IMI, propomos que a Câmara pressione as Finanças para uma nova reavaliação dos prédios, generalizada, de forma a diminuir a injustiça fiscal.
Por seu turno, os vereadores do PS lembraram que, “desde o início, declarámos o nosso empenho e disponibilidade para a construção do orçamento” pelo que “foram avaliando as opções e as propostas bem como as possíveis folgas face às receitas previstas, atentos às necessidades, aos compromissos existentes, e às obrigações previstas na lei”, tendo apresentado algumas propostas de acordo com “uma estratégia, uma meta, face às realidades financeiras existentes.”
Assim, o PS apresentou propostas relacionadas, por exemplo, com as vias de comunicação, nomeadamente o alcatroamento de algumas vias no concelho, quer colocando camada de desgaste, quer priorizando com as Juntas de Freguesia a resolução deste problema, e a questão da Estrada Pataias/Alcobaça. 
Outra proposta esteve relacionada com os protocolos com juntas de freguesia e necessidade de adequar os meios existentes à nova realidade. Também a questão da “resolução do processo dos Centros Escolares com a CGD e a abertura do pavilhão de Évora”, são essenciais para os socialistas. 
Por outro lado a importância do levantamento da realidade social do concelho, a construção do canil/gatil, a dinamização da atividade económica do concelho, através da seleção de um conjunto de iniciativas e estratégias de promoção e valorização e a resolução da questão do encerramento do Parque de Campismo/Caravanismo, não foram esquecidas pelos socialistas.
José Canha e Eugénia Rodrigues declararam que “o PS é um partido de responsabilidade governativa, reforçada esta afirmação pelos acontecimentos e práticas recentes a nível nacional, em que, face às realidades do País e dos portugueses, estamos presentes na procura de soluções e de novas formas de estar na vida pública”, pelo que “do somatório de todas estas realidades, e do percurso que se percorreu na construção deste orçamento, não será pelo nosso voto contrário que o Executivo da Cãmara de Alcobaça, deixará de ter a ferramenta orçamental para cumprir bem a sua função e responder em tempo e qualidade às necessidades dos alcobacenses.” 
Por seu turno, o CDS/PP, através de Carlos Bonifácio, fez saber que “entendemos apresentar uma proposta, que faz parte das nossas orientações estratégicas no que respeita à fruição do mercado municipal. Assim, com sentido de responsabilidade e espírito construtivo, apresentámos uma proposta de instalação do futuro balcão único do município e loja do cidadão fora do Mercado Municipal”, uma vez que, “neste edifício, podiam funcionar vários equipamentos de apoio tais como, lojas de produtos regionais, posto de atendimento de turismo, restaurante/cafetaria, sanitários, entre outros”, pelo que “julgamos ser totalmente desaconselhado procurar instalar num edifício com todas estas potencialidades para o turismo, serviços de natureza administrativa.” 
A proposta do CDS acabou por não ser aceite, mas o partido entende “ser urgente e prioritário nesta fase uma intervenção de requalificação no local do mercado semanal que se encontra em estado de abandono.” 
Por outro lado, o CDS/PP entende que “2015 deve ser o ano de início de recuperação da rede viária municipal que se encontra muito degradada. Este esforço de recuperação deve traduzir-se em intervenções prioritárias nas vias mais degradadas e com maior grau de utilização, procurando de forma equilibrada contemplar todas as Uniões e Freguesias do Concelho.” 
Também a questão da Área de Localização Empresarial da Benedita merece, por parte de Carlos Bonifácio, “apreensão pela falta de investimento nos últimos anos na sua concretização. Os sucessivos atrasos e a não concretização da revisão do P.D.M. podem revelar-se preocupantes quanto ao grau de urgência na concretização deste objetivo estratégico para a freguesia de Benedita e para o Concelho de Alcobaça.”
A finalizar, o vereador do CDS assumiu que, “perante o exposto, não estamos em condições de votar favoravelmente os documentos previsionais do Município de Alcobaça para 2015. Reconhecemos a legitimidade de quem ganhou as eleições para procurar pôr em prática os seus projetos, contudo, isso não dá o direito a quem ganhou de ter a razão e a exclusividade dos argumentos para impor as suas ideias”.
No entanto, referiu o vereador “com o sentido de responsabilidade e coerência que temos demonstrado ao longo deste mandato, espelhado em vários momentos, leva-nos a votar este documento através da abstenção garantindo desta forma as condições de governabilidade do Concelho de Alcobaça”.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Orçamento camarário de 2015 prevê ALE na Benedita e Centros Escolares

A notícia no Região de Cister de 23 de outubro de 2014, edição 1105

Alcobaça - ALE e centros escolares
Executivo municipal analisa orçamento na segunda-feira

A Câmara de Alcobaça volta a reunir hoje para analisar o orçamento para o ano de 2015, que será alvo de votação na próxima segunda-feira. A primeira reunião de preparação decorreu na passada segunda-feira.
Paulo Inácio avançou ao REGIÃO DE CISTER que o orçamento tem em conta os Fundos Comunitários. O presidente da Câmara de Alcobaça avança ainda que o documento prevê
o início da Área de Localização Empresarial da Benedita e dos Centros Escolares. Estão ainda previstos um milhão de euros para alcatroamento de estradas.
Na última reunião pública de Câmara, o vereador socialista José Canha referiu a necessidade do “novo orçamento integrar as aspirações das pessoas do concelho”. Defende, entre outros pontos, a necessidade de resolver os problemas das dívidas dos centros escolares e da Águas do Oeste.

Comentário

A notícia não é suficiente para tecer grandes comentários, mas suscetível de levantar interrogações:
ALE da Benedita será contemplada no orçamento de 2015. Como é que está a Zona Industrial de Pataias?
Centros escolares. Contempla o centro escolar de Pataias? Fará sentido investir num novo Centro Escolar quando a EB2,3 de Pataias tem capacidade para receber todos os alunos (atualmente e nos próximos dez anos) da Pré, 1º, 2º e 3º ciclo ?