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domingo, 7 de outubro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
sábado, 11 de agosto de 2018
Comissão de Pataias em visita a "O Século"
Disponibilizado pela Ana Ferraz Pereira
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 9 de julho de 2018)
"Comissão de Pataias (Marinha Grande) visitando o Século". 10 Outubro
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 9 de julho de 2018)
"Comissão de Pataias (Marinha Grande) visitando o Século". 10 Outubro
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Fabricantes de cal
Disponibilizado pelo Tiago Inácio
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 17 de julho de 2018)
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 17 de julho de 2018)
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Forno da Cal do Joaquim Ronceiro
Apontamento do Tiago Inácio
(facebook - Gente que Ama Pataias, publicação a 19/7/2018)
A 30 de Junho de 1995, encerrava o último forno de cal, propriedade de Joaquim Vieira Grilo (Esquim Ronceiro, falecido em 1993), explorado pelo seu filho António Sebastião Grilo. Actualmente com o barracão tradicional destruído. Fotos do ano 2000, 2006, 2012 e 2018.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Pataias - Memórias paroquias 1758
Apontamento do Tiago Inácio
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicação a 23 de julho de 2018)
Em Janeiro de 1758, por ordem do Marquês de Pombal, era enviado um inquérito a todas as paróquias Portuguesas pedindo a descrição da paróquia e os estragos provocados pelo terramoto de 1755 (que arruinou a Igreja de Pataias).
Os inquéritos foram compilados em mais de três dezenas de volumes, passando a designar-se por Memórias Paroquiais.
Relativo a Pataias, 8 páginas fazem uma descrição detalhada da Paróquia Setecentista.
Abaixo, uma cópia da primeira página relativa a Pataias e foto da antiga Igreja de Pataias, reconstruída depois do terramoto de 1755:
Transcrição do documento:
"“Resposta ao que se procura saber pelo papel juncto da Freguezia de Patayas: Ee o seguinte:
O lugar de Patayas quanto à subjeiçaó Eccleziastica, Ee da obediencia da Mitra Episcopal da Cidade de Leiria, unido à Província da mesma: contem noventa vezinhos, duzentos e vinte e uma pessoas mayores, e sincoenta e duas menores: o orago desta Freguezia do lugar de Patayas Ee Nossa Senhora da Esperança, cujo Parocho tem o titulo de Cura apresentado pelo Excelentissimo Bispo da Cidade de Leiria. Provincia da Estremadura.
A Igreja da ditta Freguezia tem tres Altares, o primeiro Ee o do Santissimo Sacramento com a sua Irmandade: os dois são colaterais: Eum de Nossa senhora do Rozario sem Irmandade, e outro do gloriozo Sancto António taó bem sem Irmandade, e outro das Almas com Irmandade: naó tem rendas as dittas Irmandades, e só concorrem para os cultos Divinos e veneraçoens dos Sanctos e moradores da ditta Freguezia com suas esmolas: Foi a ditta Igreja gravemente arruinada pelo Terramoto do anno de 1755. E necessita de todo ser reedificada e naó está, por ser pobrissima, contudo, andava nessa deligencia. Naó tem naves...?”
Fonte: Arquivo de Documentos Históricos da UFPM
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicação a 23 de julho de 2018)
Em Janeiro de 1758, por ordem do Marquês de Pombal, era enviado um inquérito a todas as paróquias Portuguesas pedindo a descrição da paróquia e os estragos provocados pelo terramoto de 1755 (que arruinou a Igreja de Pataias).
Os inquéritos foram compilados em mais de três dezenas de volumes, passando a designar-se por Memórias Paroquiais.
Relativo a Pataias, 8 páginas fazem uma descrição detalhada da Paróquia Setecentista.
Abaixo, uma cópia da primeira página relativa a Pataias e foto da antiga Igreja de Pataias, reconstruída depois do terramoto de 1755:
Transcrição do documento:
"“Resposta ao que se procura saber pelo papel juncto da Freguezia de Patayas: Ee o seguinte:
O lugar de Patayas quanto à subjeiçaó Eccleziastica, Ee da obediencia da Mitra Episcopal da Cidade de Leiria, unido à Província da mesma: contem noventa vezinhos, duzentos e vinte e uma pessoas mayores, e sincoenta e duas menores: o orago desta Freguezia do lugar de Patayas Ee Nossa Senhora da Esperança, cujo Parocho tem o titulo de Cura apresentado pelo Excelentissimo Bispo da Cidade de Leiria. Provincia da Estremadura.
A Igreja da ditta Freguezia tem tres Altares, o primeiro Ee o do Santissimo Sacramento com a sua Irmandade: os dois são colaterais: Eum de Nossa senhora do Rozario sem Irmandade, e outro do gloriozo Sancto António taó bem sem Irmandade, e outro das Almas com Irmandade: naó tem rendas as dittas Irmandades, e só concorrem para os cultos Divinos e veneraçoens dos Sanctos e moradores da ditta Freguezia com suas esmolas: Foi a ditta Igreja gravemente arruinada pelo Terramoto do anno de 1755. E necessita de todo ser reedificada e naó está, por ser pobrissima, contudo, andava nessa deligencia. Naó tem naves...?”
Fonte: Arquivo de Documentos Históricos da UFPM
terça-feira, 7 de agosto de 2018
As invasões francesas na freguesia de Pataias
Apontamento do Tiago Inácio
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicação de 20 de julho de 2018)
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicação de 20 de julho de 2018)
A 3ª invasão Francesa, a mais mortífera das invasões, causou sérios danos na Paróquia de Pataias.
Antes das Invasões, Pataias contava com cerca de 1500 habitantes. Depois da 3ª invasão, Pataias contava com pouco mais de 600 habitantes. A politica de terra queimada, reduzia a cinzas todos os campos de cultivo, dificultando, assim, o acesso de mantimentos ao exército Francês. A fuga da população e a falta de mantimentos, devido à politica mencionada, conduziu a que uma grande massa de camponeses morresse à fome ou de doenças provocadas pela deficiente nutrição.
A imagem abaixo reproduz a primeira das 19 páginas (do registo de óbitos da Paróquia de Pataias) onde constam os nomes de todos os que faleceram por conta dos Franceses: "Alistos (?) das Pessoas desta freguesia de Senhora da Esperança de Pataias que morreram no tempo da Invasão dos Franceses e as terras onde morreram (...)".
No total são 742 pessoas, naturais ou a viver em Pataias, que morreram entre 18 de Novembro de 1810 e 24 de Março de 1811. Mais algumas dezenas morreriam nos meses seguintes de doença prolongada.
Antes das Invasões, Pataias contava com cerca de 1500 habitantes. Depois da 3ª invasão, Pataias contava com pouco mais de 600 habitantes. A politica de terra queimada, reduzia a cinzas todos os campos de cultivo, dificultando, assim, o acesso de mantimentos ao exército Francês. A fuga da população e a falta de mantimentos, devido à politica mencionada, conduziu a que uma grande massa de camponeses morresse à fome ou de doenças provocadas pela deficiente nutrição.
A imagem abaixo reproduz a primeira das 19 páginas (do registo de óbitos da Paróquia de Pataias) onde constam os nomes de todos os que faleceram por conta dos Franceses: "Alistos (?) das Pessoas desta freguesia de Senhora da Esperança de Pataias que morreram no tempo da Invasão dos Franceses e as terras onde morreram (...)".
No total são 742 pessoas, naturais ou a viver em Pataias, que morreram entre 18 de Novembro de 1810 e 24 de Março de 1811. Mais algumas dezenas morreriam nos meses seguintes de doença prolongada.
sábado, 4 de agosto de 2018
Os Barracões dos Fornos de Cal
Um texto do Tiago Inácio
Os Barracões dos Fornos de Cal
No início do século XX, não existiam barracões para armazenamento do combustível. A produção de cal limitava-se ao Verão, não sendo necessário, portanto, um edifício para resguardo do combustível utilizado. Os Serranos deverão ter sido os pioneiros na utilização de barracões com este fim. Assim, começam a surgir lentamente, a partir da década de 20, barracões, por norma frente aos fornos.
Em 1958 existiam 28 barracões e em 1965 existiam 24. Em 1995 existiam apenas 11 e actualmente apenas existem 4.
Os barracões pouco diferem uns dos outros. Actualmente notamos que ocorreu uma evolução na sua construção. Os mais antigos, na qual não chegou nenhum aos nossos dias, eram constituídos por pilares cilíndricos, construídas unicamente com pedra e argamassa de cal. Com a utilização cada vez mais frequente de veículos pesados a partir do final da década de 40, notamos que alguns barracões terão sido ampliados. É curioso verificar que algumas ampliações em altura, a partir da década de 60, aproveitaram, em parte, os antigos pilares. Assim, é possível observar actualmente, vestígios de pilares de tijolo construído sobre os antigos pilares de pedra redondos.
A cobertura, com telhado de duas águas, suportado por vigamento em madeira, era inicialmente em telha canudo e posteriormente em telha Marselha. Em 1976, depois de um incêndio no barracão de Joaquim Filipe Ribeiro, este é reconstruído com estrutura de metal e telha de fibrocimento. Ainda na década de 70 e 80, outros industriais (Joaquim Vieira Grilo e António Vieira Vaz) passariam a utilizar estes materiais na construção e ampliação dos seus barracões.
Actualmente apenas existem 4 barracões tradicionais: o de Joaquim Vaz Pereira e de Joaquim Pereira Vaz Coelho (Governo) na Ratoinha / Olhos de água e o de António Sousa Marques (Ferramenteiro) e António Rosálio Vieira (Botas) na Brejoeira, sendo que este último se encontra parcialmente destruído.
Os Barracões dos Fornos de Cal
No início do século XX, não existiam barracões para armazenamento do combustível. A produção de cal limitava-se ao Verão, não sendo necessário, portanto, um edifício para resguardo do combustível utilizado. Os Serranos deverão ter sido os pioneiros na utilização de barracões com este fim. Assim, começam a surgir lentamente, a partir da década de 20, barracões, por norma frente aos fornos.
Em 1958 existiam 28 barracões e em 1965 existiam 24. Em 1995 existiam apenas 11 e actualmente apenas existem 4.
Os barracões pouco diferem uns dos outros. Actualmente notamos que ocorreu uma evolução na sua construção. Os mais antigos, na qual não chegou nenhum aos nossos dias, eram constituídos por pilares cilíndricos, construídas unicamente com pedra e argamassa de cal. Com a utilização cada vez mais frequente de veículos pesados a partir do final da década de 40, notamos que alguns barracões terão sido ampliados. É curioso verificar que algumas ampliações em altura, a partir da década de 60, aproveitaram, em parte, os antigos pilares. Assim, é possível observar actualmente, vestígios de pilares de tijolo construído sobre os antigos pilares de pedra redondos.
A cobertura, com telhado de duas águas, suportado por vigamento em madeira, era inicialmente em telha canudo e posteriormente em telha Marselha. Em 1976, depois de um incêndio no barracão de Joaquim Filipe Ribeiro, este é reconstruído com estrutura de metal e telha de fibrocimento. Ainda na década de 70 e 80, outros industriais (Joaquim Vieira Grilo e António Vieira Vaz) passariam a utilizar estes materiais na construção e ampliação dos seus barracões.
Actualmente apenas existem 4 barracões tradicionais: o de Joaquim Vaz Pereira e de Joaquim Pereira Vaz Coelho (Governo) na Ratoinha / Olhos de água e o de António Sousa Marques (Ferramenteiro) e António Rosálio Vieira (Botas) na Brejoeira, sendo que este último se encontra parcialmente destruído.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Pataias e suas gentes - apresentação do livro
Significado pessoal do livro
Cresci a
ouvir dizer e a verificar na prática, que Pataias era uma terra sem história.
Sem registos documentais ou edifícios que contassem como foi a nossa terra. De
onde partimos para chegarmos ao que somos hoje.
Há 9 anos,
iniciei um projeto digital porque estava longe de Pataias e, a quem estava
longe como eu, não se sabia nada do que se passava aqui. Em nove anos, houve o
Facebook, mas mais importante, livros sobre a Mina, as fábricas de vidro e a
freguesia, teses sobre a lagoa de Pataias e a evolução do litoral e um
manancial de outros documentos que a pouco e pouco ajudaram a descobrir e
difundir a nossa terra.
Este é o
livro que eu gostaria de ter escrito, mas que nunca teria conseguido. Não sei o
suficiente, não vivi o suficiente, não pesquisei o suficiente. O Turíbio, o Humberto
e o António passaram mais de 4 anos a escrevê-lo, depois de quase duzentos anos
(a soma das suas idades) acumulados de vivências intensas de Pataias. E se
alguém o conseguiria concretizar, eles eram dos poucos.
E assim, confesso
que com alguma inveja mas extraordinariamente feliz, vejo concretizado este
sonho de deixar inscrito na memória e para o futuro, a história de Pataias e
acima de tudo, das suas gentes. Porque Pataias vive das pessoas, com as pessoas
e – desejo – para as pessoas. E este é um livro sobre todos nós: pataieiros e
pataienses.
A importância da memória e da
história local
Este é um
livro que escreve, pela primeira vez, a nossa história, a história de Pataias,
através de documentos históricos, das vidas das pessoas e da memória.
A memória
nas Ciências Humanas pode ser definida como um fenómeno social, uma vez que as
relações entre os indivíduos são estabelecidas pelas formas como estes
interagem entre si, através de aspetos socioculturais como as famílias, a
política, a religião, as profissões, entre outros.
Jacques Le
Goff defende que a memória, esta memória definida como fenómeno social, pode
ser utilizada para reconstruir os factos históricos a partir de resignificações
individuais.
«A memória é
um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou
coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das
sociedades de hoje, na febre e na angústia. Mas a memória coletiva é não
somente uma conquista é também um instrumento e um objeto de poder. São as
sociedades cuja memória social é sobretudo oral ou que estão em vias de
constituir uma memória coletiva escrita que melhor permitem compreender esta
luta pela dominação da recordação e da tradição, esta manifestação da memória»
Jaques Le
Goff, História e Memória
Esta memória
é constituída por acontecimentos, pessoas e lugares: os acontecimentos podem
ser vividos individualmente ou em coletividade; as pessoas podem ser
categorizadas por personagens encontradas durante a vida ou vividas
indiretamente; os lugares da memória, lugares de comemoração, ficam marcados na
memória do público e de cada indivíduo.
A memória é
assim o resultado de um trabalho de organização e seleção daquilo que é
importante para o sentimento de unidade, de continuidade e de coerência. Ou
seja, de identidade.
E o que
também fala este livro é da identidade de Pataias.
A construção
desta identidade implica dizer que tempo e espaço se associam para a construção
de experiências humanas. Mas precisar a identidade de Pataias, para além do
estabelecimento de uma relação entre o tempo e o espaço, exige o reconhecimento
da herança de tradições e das histórias das pessoas que aqui vivem e viveram.
É agrupada
nestas dimensões material e imaterial que se manifesta a existência deste lugar
de Pataias, com capacidade de construir um processo de identificação das
gerações atuais com a experiência vivida por outros sujeitos, noutros tempos.
Constrói-se um património vinculado aos saberes, às habilidades, às crenças, às
práticas, às pessoas. Um património que se pretende valorizado, peculiar, mas
não saudosista.
O livro
Este livro
conduz-nos assim por três caminhos: a memória, a identidade e o património
cultural. É esta fusão o cerne deste livro.
Independentemente
da forma como se apresenta o índice deste livro, eu vejo-o agrupado em 3
grandes grupos:
Num destes
grupos podemos encontrar as origens e a história do lugar e freguesia de
Pataias. Da alegada doação de Alcobaça aos monges de Cister, dos forais de D.
Dinis às Paredes, das memórias setecentistas ao século XIX, da evolução da
freguesia através dos tempos. Encontramos ainda os diversos lugares da
freguesia e a sua história.
Num segundo
grupo, o contexto social: as profissões, as tradições, os costumes, as
curiosidades, os conjuntos musicais. Uma visão sobre a freguesia desaparecida,
do alfaiate ao lavrador, do tanoeiro à empalhadeira, do carreiro ao resineiro.
Faltou o forneiro… Os conjuntos musicais, do “Conjunto Vaz” ao “Pingo Morango”,
dos “Encarnadinhos” ao “Análise”. As tradições.
Num terceiro
grupo: as pessoas. Quem, pelo critério dos autores, teve uma intervenção que
ajudou a freguesia a ser um lugar diferente. Goste-se, ou não.
Finalmente,
a reorganização do poder local e uma visão para o futuro.
Conclusão
Esta é uma
obra que não se discute o conteúdo. Podemos discutir a forma, mas não o
conteúdo. É um documento extraordinário de pesquisa histórica, um repositório
inigualável de tudo o que Pataias foi, de muitas das gentes extraordinárias que
aqui viveram.
E esse é o
grande mérito, o grande legado desta obra: as pessoas. Porque, como já disse
anteriormente, Pataias vive das pessoas, com as pessoas e – desejo – para as
pessoas. Este é um livro sobre todos nós.
Esta obra é
a mais recente, mas será a partir de hoje a primeira e fundamental referência
da nossa história e das nossas gentes.
Turíbio,
padrinho, Toino: por este magnífico trabalho que aqui nos deixam, muito
obrigado
Pataias, 3
de agosto de 2018
terça-feira, 31 de julho de 2018
História Industrial de Pataias - Subsídios
Via facebook
https://www.facebook.com/groups/181671311882361/
Um apontamento do Tiago Inácio
História Industrial de Pataias - Subsídios
A Industrial de Pataias, limitada
A Industrial de Pataias foi fundada a 14 de Março de 1945 por Eduardo Vaz Pereira (n. 16.5.1914 | f. 29.6.1960) e Bernardo Baptista Antunes com um capital social de 100 000$00 tendo como “objecto a indústria e comércio de artigos cerâmicos” . A sociedade adquiriu uma pequena firma que fabricava tijolo de burro a Joaquim Rodrigues Rato (n. 23.10.1887 | f.6.03.1975). A Industrial implementou uma máquina a vapor que fazia funcionar todos os mecanismos da fábrica.
A sociedade é alterada a 28 de Agosto com a entrada do pai de Eduardo, José Vaz Pereira e do irmão, Joaquim Vaz Pereira e com a saída de Bernardo Antunes. Em 1958, José cede a sua quota aos dois filhos . Em 1964, a sociedade é novamente alterada depois do falecimento de Eduardo Vaz Pereira em 1960 com apenas 46 anos. Os herdeiros de Eduardo cedem uma quota a Maria Celeste Serrano Vaz Pereira (esposa de Joaquim) e outra a Ana Maria Serrano Vaz Pereira (filha de Joaquim). Desta forma o capital social fica constituído por 50 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 40 000$00 de Maria Celeste e 10 000$00 de Ana Maria Vaz Pereira .
Em 1964 o capital social é elevado para 300 000$00, sendo 150 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 125 000$00 de Maria Celeste Serrano Vaz Pereira e 25 000$00 de Ana Maria Serrano Vaz Pereira. A sociedade será alterada diversas vezes. Em 1976 eram únicos sócios Joaquim Vaz Pereira e a sua mulher . Ainda na década de 70 a sociedade é novamente alterada com a entrada na sociedade de Maria Ema Serrano Vaz Pereira e novamente Ana Maria Serrano Vaz Pereira, ambas filhas de Joaquim Vaz Pereira e ainda Joaquim André da Conceição Ribeiro. No final da década de 70 a Industrial empregava cerca de 20 pessoas. Os fornos funcionavam a serradura e carrasca . Em 1981 o capital social é elevado para 5 000 000$00. A fábrica acabaria por ser vendida por volta de 1982 dedicando-se também à construção civil. Em meados da mesma década encerraria a cerâmica. A Industrial de Pataias foi a maior e mais produtiva fábrica de tijolo e telha existente em Pataias.
https://www.facebook.com/groups/181671311882361/
Um apontamento do Tiago Inácio
História Industrial de Pataias - Subsídios
A Industrial de Pataias, limitada
A Industrial de Pataias foi fundada a 14 de Março de 1945 por Eduardo Vaz Pereira (n. 16.5.1914 | f. 29.6.1960) e Bernardo Baptista Antunes com um capital social de 100 000$00 tendo como “objecto a indústria e comércio de artigos cerâmicos” . A sociedade adquiriu uma pequena firma que fabricava tijolo de burro a Joaquim Rodrigues Rato (n. 23.10.1887 | f.6.03.1975). A Industrial implementou uma máquina a vapor que fazia funcionar todos os mecanismos da fábrica.
A sociedade é alterada a 28 de Agosto com a entrada do pai de Eduardo, José Vaz Pereira e do irmão, Joaquim Vaz Pereira e com a saída de Bernardo Antunes. Em 1958, José cede a sua quota aos dois filhos . Em 1964, a sociedade é novamente alterada depois do falecimento de Eduardo Vaz Pereira em 1960 com apenas 46 anos. Os herdeiros de Eduardo cedem uma quota a Maria Celeste Serrano Vaz Pereira (esposa de Joaquim) e outra a Ana Maria Serrano Vaz Pereira (filha de Joaquim). Desta forma o capital social fica constituído por 50 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 40 000$00 de Maria Celeste e 10 000$00 de Ana Maria Vaz Pereira .
Em 1964 o capital social é elevado para 300 000$00, sendo 150 000$00 de Joaquim Vaz Pereira, 125 000$00 de Maria Celeste Serrano Vaz Pereira e 25 000$00 de Ana Maria Serrano Vaz Pereira. A sociedade será alterada diversas vezes. Em 1976 eram únicos sócios Joaquim Vaz Pereira e a sua mulher . Ainda na década de 70 a sociedade é novamente alterada com a entrada na sociedade de Maria Ema Serrano Vaz Pereira e novamente Ana Maria Serrano Vaz Pereira, ambas filhas de Joaquim Vaz Pereira e ainda Joaquim André da Conceição Ribeiro. No final da década de 70 a Industrial empregava cerca de 20 pessoas. Os fornos funcionavam a serradura e carrasca . Em 1981 o capital social é elevado para 5 000 000$00. A fábrica acabaria por ser vendida por volta de 1982 dedicando-se também à construção civil. Em meados da mesma década encerraria a cerâmica. A Industrial de Pataias foi a maior e mais produtiva fábrica de tijolo e telha existente em Pataias.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
quinta-feira, 21 de junho de 2018
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Inauguração da Cibra
Fotografia disponibilizada pelo Tiago Inácio
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 13 de junho de 2018)
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 13 de junho de 2018)
quarta-feira, 8 de março de 2017
Tentativa de assalto ao banco Santander-Totta
A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/tentativa-de-assalto-mao-armada-banco-em-pataias
Tentativa de assalto à mão armada a banco em Pataias
Três suspeitos armados tentaram assaltar a agência bancária do Santander, em Pataias, por volta das 10 horas da manhã desta quarta-feira.
De acordo com o Comando Territorial de Leiria (CTL) da GNR, os três indivíduos "seriam homens caucasianos". A mesma fonte adiantou que o assalto "não chegou a ser consumado, não havendo vítimas".
Até ao momento "não se sabe do paradeiro de nenhum dos suspeitos, nem há testemunhas que tenham assistido à fuga", de acordo com o CTL.
O caso é agora da responsabilidade da Polícia Judiciária de Coimbra.
Outras referências:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/08-03-2017/tentativa-de-assalto-a-mao-armada-em-banco-de-alcobaca
https://jornaldeleiria.pt/noticia/tentativa-de-assalto-mao-armada-banco-de-pataias-6048
http://rr.sapo.pt/noticia/77878/pj_investiga_tentativa_de_assalto_a_mao_armada_em_banco_de_pataias_alcobaca
https://jornaloeste.pt/PJ_investiga_tentativa_de_assalto_a_mao_armada_em_banco_de_Pataias_Alcobaca
http://www.diariocoimbra.pt/noticia/16631
http://regiaodecister.pt/noticias/tentativa-de-assalto-mao-armada-banco-em-pataias
Tentativa de assalto à mão armada a banco em Pataias
Três suspeitos armados tentaram assaltar a agência bancária do Santander, em Pataias, por volta das 10 horas da manhã desta quarta-feira.
De acordo com o Comando Territorial de Leiria (CTL) da GNR, os três indivíduos "seriam homens caucasianos". A mesma fonte adiantou que o assalto "não chegou a ser consumado, não havendo vítimas".
Até ao momento "não se sabe do paradeiro de nenhum dos suspeitos, nem há testemunhas que tenham assistido à fuga", de acordo com o CTL.
O caso é agora da responsabilidade da Polícia Judiciária de Coimbra.
Outras referências:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/08-03-2017/tentativa-de-assalto-a-mao-armada-em-banco-de-alcobaca
https://jornaldeleiria.pt/noticia/tentativa-de-assalto-mao-armada-banco-de-pataias-6048
http://rr.sapo.pt/noticia/77878/pj_investiga_tentativa_de_assalto_a_mao_armada_em_banco_de_pataias_alcobaca
https://jornaloeste.pt/PJ_investiga_tentativa_de_assalto_a_mao_armada_em_banco_de_Pataias_Alcobaca
http://www.diariocoimbra.pt/noticia/16631
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Paróquia de Pataias: evangelizar através do património
A notícia em:
Leiria: Evangelizar através do património
O Serviço de Catequese e o Departamento do Património Cultural de Leiria-Fátima organizam, dia 27 deste mês, iniciativa “A beleza e a transmissão da fé”, no salão paroquial da Marinha Grande.
O objetivo desta ação de formação, que decorre das 21:00 às 23:00, é sensibilizar os catequistas para “a importância do património cultural na transmissão da fé, dotando-os de ferramentas básicas de análise desse património e do seu aproveitamento para a catequese ou outras ações formativas a crianças ou adultos”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
O encontro é destinado a catequistas e outros agentes pastorais da vigararia de Marinha Grande (paróquias de Alpedriz, Marinha Grande, Maceira e Pataias) e o programa inclui a exposição de dois temas: “A beleza de Maria, Mãe de Ternura e de Misericórdia” e “Anunciar a fé a partir do património histórico-artístico da minha paróquia”.
A iniciativa encerra com uma oficina de trabalhos práticos a partir do património cultural das paróquias da vigararia da Marinha Grande.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Pataias - festas da vila
A notícia no Região de Cister nº1185 de 5 de maio
Pataias
Festas da vila assinaladas com diversas atividades este mês
Um passeio de motas antigas (dia 15), o XIII Encontro Nacional de Colecionismo da Vila de Pataias - Carlos Salvador (dia 14), no Largo do Cruzeiro, um passeio pedestre na rota da lagoa (dia 15), com passeio de autocarro, e uma corrida de dez quilómetros (dia 15) pelas ruas da vila são algumas atividades já divulgadas para assinalar o 32.º aniversário de elevação a vila de Pataias.
As comemorações decorrem entre os próximos dias 13 e 16. As inscrições para as atividades estão abertas.
Pataias
Festas da vila assinaladas com diversas atividades este mês
Um passeio de motas antigas (dia 15), o XIII Encontro Nacional de Colecionismo da Vila de Pataias - Carlos Salvador (dia 14), no Largo do Cruzeiro, um passeio pedestre na rota da lagoa (dia 15), com passeio de autocarro, e uma corrida de dez quilómetros (dia 15) pelas ruas da vila são algumas atividades já divulgadas para assinalar o 32.º aniversário de elevação a vila de Pataias.
As comemorações decorrem entre os próximos dias 13 e 16. As inscrições para as atividades estão abertas.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
A Serra Rasa de Pataias
A Serra Rasa de Pataias
O termo de “serra rasa” ocorre na geologia referindo-se a uma serra que foi, em tempos, de altura considerável, mas que a erosão reduziu até ao ponto de se achar a reduzidas altitudes.
Muitas destas “serras rasas” encontram-se associadas a anticlinais. O termo da “serra rasa” de Pataias foi referido pela primeira vez por Paul Choffat na sua obra “Passeio Geológico de Lisboa a Leiria”. Choffat refere-se à “serra rasa” à cumeada já gasta pela erosão, entre Pataias e Leiria.
Um anticlinal, refere-se a uma dobra convexa na direção dos estratos mais recentes, ou seja, dobras nos estratos geológicos cujos flancos mergulham em sentidos opostos.
O anticlinal em Pataias está associado ao vale Tifónico das Caldas da Rainha que se estende entre Pataias, Valado de Frades, Famalicão, Alfeizerão e S. Martinho do Porto. Este anticlinal tem a sua origem em camadas depositadas num fosso alongado denominado Bacia Lusitânica (uma área de 275km x 150km ao longo do litoral centro do país), associada à abertura do Atlântico e posteriormente remobilizada por atividade tectónica compressiva.
Por outras palavras, os estratos estão inclinados e a subir do lado do oceano para o interior, como é visível, aliás, no promontório do Sítio da Nazaré. A linha de cumeada (limite da fratura e do vale diapírico), prolonga-se no sentido SW-NE, dando origem à instalação de alguns vértices geodésicos, como o da Aguieira (Nazaré) e Poços (Outeiro dos Seixos) e visível em Pataias, por exemplo, no adro da igreja, através da vista sobre a depressão até aos Montes e Serra dos Candeeiros.
É esta linha de cumeada a parte mais elevada da denominada “Serra Rasa de Pataias”.
O termo de “serra rasa” ocorre na geologia referindo-se a uma serra que foi, em tempos, de altura considerável, mas que a erosão reduziu até ao ponto de se achar a reduzidas altitudes.
Muitas destas “serras rasas” encontram-se associadas a anticlinais. O termo da “serra rasa” de Pataias foi referido pela primeira vez por Paul Choffat na sua obra “Passeio Geológico de Lisboa a Leiria”. Choffat refere-se à “serra rasa” à cumeada já gasta pela erosão, entre Pataias e Leiria.
Um anticlinal, refere-se a uma dobra convexa na direção dos estratos mais recentes, ou seja, dobras nos estratos geológicos cujos flancos mergulham em sentidos opostos.
O anticlinal em Pataias está associado ao vale Tifónico das Caldas da Rainha que se estende entre Pataias, Valado de Frades, Famalicão, Alfeizerão e S. Martinho do Porto. Este anticlinal tem a sua origem em camadas depositadas num fosso alongado denominado Bacia Lusitânica (uma área de 275km x 150km ao longo do litoral centro do país), associada à abertura do Atlântico e posteriormente remobilizada por atividade tectónica compressiva.
Por outras palavras, os estratos estão inclinados e a subir do lado do oceano para o interior, como é visível, aliás, no promontório do Sítio da Nazaré. A linha de cumeada (limite da fratura e do vale diapírico), prolonga-se no sentido SW-NE, dando origem à instalação de alguns vértices geodésicos, como o da Aguieira (Nazaré) e Poços (Outeiro dos Seixos) e visível em Pataias, por exemplo, no adro da igreja, através da vista sobre a depressão até aos Montes e Serra dos Candeeiros.
É esta linha de cumeada a parte mais elevada da denominada “Serra Rasa de Pataias”.
Fig. 1 - Representação esquemática do Anticlinal e do Sinclinal
Fig. 2 - Representação esquemática da geomorfologia da região
Fig. 3 - Estrutura geológica da região
Fig. 4 - Representação esquemática das estruturas geológicas e geomorfológicas da região
Fig. 5 - Localização esquemática de lugares ao longo dos acidentes geomorfológicos da região
Fig. 6 - Promontório do Sítio da Nazaré. Repare-se na inclinação dos estratos geológicos
Fig. 7 - Bacia Lusitânica
Fig. 8 - A Serra Rasa de Pataias
Fig. 9 - A Serra Rasa de Pataias, com representação do anticlinal
Fig. 10 - As formas de relevo na região
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Apresentação de Livro
O livro "No labirinto perdido" faz parte da coleção juvenil "Os Aventureiros". Nesta história, parte da ação desenrola-se em Pataias, em cenários como a lagoa de Pataias, a Escola C+S e a igreja matriz.
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