A notícia em:
https://gazetacaldas.com/cultura/alcobaca-organiza-percursos-interpretativos-dar-conhecer-concelho/
Alcobaça organiza percursos interpretativos para dar a conhecer o concelho
A iniciativa Percursos Interpretativos, da Câmara de Alcobaça – que já no último ano se realizou – regressa no início de Fevereiro. Este é um projecto que propõe aos participantes que, com um passeio por mês, conheçam o património natural do concelho de Alcobaça. Os participantes não pagam nada e têm acesso a uma visita guiada com deslocação no autocarro municipal.
O primeiro percurso dará a conhecer a Lagoa de Pataias no dia 3 de Fevereiro. Em Março, no dia 17, visita-se a Praia Fluvial de Alpedriz e uma semana depois passeia-se pela cidade para conhecer as árvores que nela existem. Abril traz um passeio pelo vale da Ribeira do Mogo e Maio pelo sopé da Serra dos Candeeiros.
Em Junho aproveita-se o bom tempo para conhecer o litoral do concelho (dia 2 a parte norte e dia 9 a parte sul). Em Julho descobrem-se as encostas de Coz, em Setembro limpa-se a praia da Polvoeira e em Outubro dá-se a conhecer o Pinhal Litoral. O último passeio, em Novembro, vai “Na Senda de Joaquim Vieira da Natividade.
Os passeios são sempre ao sábado, às 10h00 e requerem inscrição prévia. Mais informações através do e-mail servico.educativo@cm-alcobaca.pt ou do tel. 262580800.
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
A preservação dos fornos da cal de Pataias
As notícias saídas na imprensa (Pataias à Letra e Região)
A preservação dos fornos da cal de Pataias
«Os hábitos são tão difíceis de combater, porque neles a inércia, que em geral se opõe a qualquer ação, se associa a um certo sentido rítmico de atividade.»
Eu cresci com e nos fornos da cal. Literalmente.
Tinha cerca de 10 anos quando passei um verão inteiro a pesar e a vendar cal no forno do meu avô Ronseiro. Lembro-me de ir para os caboucos ver arrancar pedra ou ir à procura de fósseis, de ir para os pinhais buscar camionetas de mato e de metano, de dormir sestas intermináveis nos barracões da caruma, ou de no inverno, nos dias de chuva e frio, procurar o calor da boca do forno e ser corrido porque “estava a estorvar”.
Lembro-me do cheiro da pedra recém cozida e do pó da cal.
Lembro-me do meu avô.
Os fornos de Pataias, sabê-mo-lo, fazem parte da nossa memória coletiva e da nossa história. Não é por acaso que estão no brasão da vila. O conjunto dos fornos de Pataias “Ratoinha - Olhos d’Água” e “Brejoeira” são o maior núcleo de fornos existente no país (31 fornos). Aliás, quer os 13 fornos da “Ratoinha – Olhos d’Água”, quer os 18 da “Brejoeira”, são por si só, mais numerosos que o 2º núcleo de fornos existente no país (11 – e que se encontram dispersos numa maior área que em Pataias). Assim, se dúvidas houvesse, não há no país nada parecido com a dimensão e importância que os fornos da cal de Pataias têm. É mais um caso único, singular, na nossa freguesia.
Caso singular da nossa freguesia é também a tábua rasa dos marcos e edifícios da nossa história. Sabemos que os tempos eram outros, mas alegremente demolimos uma igreja do século XVI, fizemos desaparecer o edifício de uma escola primária para abrir uma avenida (Av. Lagoa), alterámos de forma quase irremediável a fachada das escolas velhas, destruímos o coreto (que era já o segundo), deixámos cair o edifício das escolas nas Paredes. É certo que em Pataias não existem solares, palacetes ou outros edifícios arquitetonicamente dignos de preservar. Mas, por via das dúvidas, pelo sim pelo não, temos alagado tudo.
Os fornos da cal, para além do brasão, fazem parte do vocabulário da Junta de Freguesia de 4 em 4 anos. Ponto.
Este executivo vai já no seu 5º mandato. Qualquer desculpa para tudo o que não foi feito pelos fornos da cal é isso mesmo: uma desculpa. À semelhança de alguns outros projetos associados à Junta de Freguesia, a realidade é que também tudo o que tem sido feito pelos fornos tem vindo ter com a Junta.
Por outras palavras, que projeto tem a Junta para os fornos da cal? E por projeto é qualquer coisa como:
- Quais são os objetivos a atingir em torno dos fornos da cal? É deixá-los estar como estão? É adquirir para o património da freguesia um forno? É recuperar um forno? É construir um museu? E do que vai falar o museu? O que vai estar exposto no museu? E de que forma?
- Quanto vai custar a implementação do projeto? Quais vão ser as fontes de financiamento? De quem serão os apoios? Haverá mecenas?
- Calendarização: para quando será a sua concretização? Que etapas estão previstas? Quais são as metas intermédias? Quais são as datas de concretização?
- Etapas - recolha e salvaguarda de ferramentas e instrumentos: como? Quem? Onde? Memória futura: entrevistas (vídeo) com os poucos que ainda sabem dos fornos. Quando? (É que já são muito poucos e a demência – devido à idade – está a começar a fazer visitas cada vez mais frequentes. E depois, quem nos vai contar como é que era: quem viveu, ou quem ouviu dizer?). Levantamento histórico, bibliográfico, arquivístico sobre os fornos.
- Onde vai ser implementado o projeto? Há algum edifício? Vai ser num forno? Haverá um centro de interpretação?
- Salvaguarda do património construído: proteger um forno, ou proteger o conjunto de fornos? Declaração de interesse municipal sobre os fornos, impedindo a sua demolição e isentando-os do pagamento de IMI. Para quando a Junta levará à Assembleia Municipal o pedido dessa declaração?
- Rota dos fornos. Definição de uma rota e estabelecimento de um protocolo com a Secil. A rota está feita, o protocolo demora assim tanto a fazer?
- Relação com os particulares: todos os fornos estão nas mãos dos particulares. O que as autarquias (Junta e Câmara) propõem fazer para resolver esta ENORME CONDICIONANTE? Se calhar, ajudava a resolver as situações se as pessoas, se os proprietários, soubessem ao certo o que se quer fazer…
Alguém na atual Junta, após dezasseis anos de governação em maioria absoluta, sabe responder a estas questões. A mim, parece-me que não.
É ainda preciso não esquecer que a importância dos fornos de Pataias, como se sabe hoje, extravasa a importância local. São o maior (de longe) núcleo de fornos de cal de todo o país. Ou seja, salvaguardar um forno, recuperar apenas um forno face a este FACTO é esvaziar de significado e de importância, uma vez mais, a nossa história. A importância dos fornos de Pataias é pelo seu conjunto único e é esse conjunto que urge preservar.
A atual Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança, foi desde o seu segundo mandato, uma Junta reativa. No final do quarto mandato, aburguesada, faz uma gestão corrente do expediente diário. Não tem uma ideia, não tem um projeto, não tem um objetivo. Aliás, o único objetivo parece ser a manutenção do poder, pelo poder. E na persecução deste objetivo não há coletividade que leve uma nega, projeto para a freguesia que não receba apoio, arraial que não tenha funcionários da Junta, freguês (habitante da freguesia) que não veja o seu problema resolvido. Todos ficam satisfeitos.
Desculpem-me, mas uma Junta de Freguesia deve ser muito mais. Deve ter um objetivo próprio, um desígnio próprio, um caminho próprio a trilhar, metas próprias a atingir. Conformar-se com dar ajuda a quem os procura fá-la parecer-se com uma Instituição de Solidariedade Social e hoje em dia isso não parece ser boa coisa.
Por isso, a Junta deve ser proactiva, propor, planear, executar. Que freguesia pretende deixar esta Junta daqui a 4 anos? Uma Zona Industrial na Alva? Um Centro Escolar, agora na EB2,3 de Pataias? Saneamento Básico nos Pisões e na Mélvoa? Valorizar a Lagoa de Pataias? Onde foi que eu já ouvi isto? Não, não foi em setembro último. Acho que foi em 2013. 2009 talvez… 2005?
O discurso da Junta de Freguesia sobre os fornos parece mais do mesmo. Dezasseis anos seriam suficientes para que a realidade fosse outra. Se alguns carolas que por aí andam se chatearem, como é que ficará este projeto? E já agora, como ficarão alguns outros projetos também, se outros se chatearem?
Desconfio que em 2021, depois de destruídos mais 5 ou 6 fornos como foram já demolidos alguns durante os mandatos desta Junta, e eventualmente os últimos forneiros terem desaparecido (espero que não), ainda se falará da recuperação dos fornos e a mesma estará, tal e qual, no exato ponto em que se encontra hoje.
«As promessas, como as pessoas, perdem a força quando envelhecem.»
A preservação dos fornos da cal de Pataias
«Os hábitos são tão difíceis de combater, porque neles a inércia, que em geral se opõe a qualquer ação, se associa a um certo sentido rítmico de atividade.»
Hugo Hofmannsthal
Eu cresci com e nos fornos da cal. Literalmente.
Tinha cerca de 10 anos quando passei um verão inteiro a pesar e a vendar cal no forno do meu avô Ronseiro. Lembro-me de ir para os caboucos ver arrancar pedra ou ir à procura de fósseis, de ir para os pinhais buscar camionetas de mato e de metano, de dormir sestas intermináveis nos barracões da caruma, ou de no inverno, nos dias de chuva e frio, procurar o calor da boca do forno e ser corrido porque “estava a estorvar”.
Lembro-me do cheiro da pedra recém cozida e do pó da cal.
Lembro-me do meu avô.
Os fornos de Pataias, sabê-mo-lo, fazem parte da nossa memória coletiva e da nossa história. Não é por acaso que estão no brasão da vila. O conjunto dos fornos de Pataias “Ratoinha - Olhos d’Água” e “Brejoeira” são o maior núcleo de fornos existente no país (31 fornos). Aliás, quer os 13 fornos da “Ratoinha – Olhos d’Água”, quer os 18 da “Brejoeira”, são por si só, mais numerosos que o 2º núcleo de fornos existente no país (11 – e que se encontram dispersos numa maior área que em Pataias). Assim, se dúvidas houvesse, não há no país nada parecido com a dimensão e importância que os fornos da cal de Pataias têm. É mais um caso único, singular, na nossa freguesia.
Caso singular da nossa freguesia é também a tábua rasa dos marcos e edifícios da nossa história. Sabemos que os tempos eram outros, mas alegremente demolimos uma igreja do século XVI, fizemos desaparecer o edifício de uma escola primária para abrir uma avenida (Av. Lagoa), alterámos de forma quase irremediável a fachada das escolas velhas, destruímos o coreto (que era já o segundo), deixámos cair o edifício das escolas nas Paredes. É certo que em Pataias não existem solares, palacetes ou outros edifícios arquitetonicamente dignos de preservar. Mas, por via das dúvidas, pelo sim pelo não, temos alagado tudo.
Os fornos da cal, para além do brasão, fazem parte do vocabulário da Junta de Freguesia de 4 em 4 anos. Ponto.
Este executivo vai já no seu 5º mandato. Qualquer desculpa para tudo o que não foi feito pelos fornos da cal é isso mesmo: uma desculpa. À semelhança de alguns outros projetos associados à Junta de Freguesia, a realidade é que também tudo o que tem sido feito pelos fornos tem vindo ter com a Junta.
Por outras palavras, que projeto tem a Junta para os fornos da cal? E por projeto é qualquer coisa como:
- Quais são os objetivos a atingir em torno dos fornos da cal? É deixá-los estar como estão? É adquirir para o património da freguesia um forno? É recuperar um forno? É construir um museu? E do que vai falar o museu? O que vai estar exposto no museu? E de que forma?
- Quanto vai custar a implementação do projeto? Quais vão ser as fontes de financiamento? De quem serão os apoios? Haverá mecenas?
- Calendarização: para quando será a sua concretização? Que etapas estão previstas? Quais são as metas intermédias? Quais são as datas de concretização?
- Etapas - recolha e salvaguarda de ferramentas e instrumentos: como? Quem? Onde? Memória futura: entrevistas (vídeo) com os poucos que ainda sabem dos fornos. Quando? (É que já são muito poucos e a demência – devido à idade – está a começar a fazer visitas cada vez mais frequentes. E depois, quem nos vai contar como é que era: quem viveu, ou quem ouviu dizer?). Levantamento histórico, bibliográfico, arquivístico sobre os fornos.
- Onde vai ser implementado o projeto? Há algum edifício? Vai ser num forno? Haverá um centro de interpretação?
- Salvaguarda do património construído: proteger um forno, ou proteger o conjunto de fornos? Declaração de interesse municipal sobre os fornos, impedindo a sua demolição e isentando-os do pagamento de IMI. Para quando a Junta levará à Assembleia Municipal o pedido dessa declaração?
- Rota dos fornos. Definição de uma rota e estabelecimento de um protocolo com a Secil. A rota está feita, o protocolo demora assim tanto a fazer?
- Relação com os particulares: todos os fornos estão nas mãos dos particulares. O que as autarquias (Junta e Câmara) propõem fazer para resolver esta ENORME CONDICIONANTE? Se calhar, ajudava a resolver as situações se as pessoas, se os proprietários, soubessem ao certo o que se quer fazer…
Alguém na atual Junta, após dezasseis anos de governação em maioria absoluta, sabe responder a estas questões. A mim, parece-me que não.
É ainda preciso não esquecer que a importância dos fornos de Pataias, como se sabe hoje, extravasa a importância local. São o maior (de longe) núcleo de fornos de cal de todo o país. Ou seja, salvaguardar um forno, recuperar apenas um forno face a este FACTO é esvaziar de significado e de importância, uma vez mais, a nossa história. A importância dos fornos de Pataias é pelo seu conjunto único e é esse conjunto que urge preservar.
A atual Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança, foi desde o seu segundo mandato, uma Junta reativa. No final do quarto mandato, aburguesada, faz uma gestão corrente do expediente diário. Não tem uma ideia, não tem um projeto, não tem um objetivo. Aliás, o único objetivo parece ser a manutenção do poder, pelo poder. E na persecução deste objetivo não há coletividade que leve uma nega, projeto para a freguesia que não receba apoio, arraial que não tenha funcionários da Junta, freguês (habitante da freguesia) que não veja o seu problema resolvido. Todos ficam satisfeitos.
Desculpem-me, mas uma Junta de Freguesia deve ser muito mais. Deve ter um objetivo próprio, um desígnio próprio, um caminho próprio a trilhar, metas próprias a atingir. Conformar-se com dar ajuda a quem os procura fá-la parecer-se com uma Instituição de Solidariedade Social e hoje em dia isso não parece ser boa coisa.
Por isso, a Junta deve ser proactiva, propor, planear, executar. Que freguesia pretende deixar esta Junta daqui a 4 anos? Uma Zona Industrial na Alva? Um Centro Escolar, agora na EB2,3 de Pataias? Saneamento Básico nos Pisões e na Mélvoa? Valorizar a Lagoa de Pataias? Onde foi que eu já ouvi isto? Não, não foi em setembro último. Acho que foi em 2013. 2009 talvez… 2005?
O discurso da Junta de Freguesia sobre os fornos parece mais do mesmo. Dezasseis anos seriam suficientes para que a realidade fosse outra. Se alguns carolas que por aí andam se chatearem, como é que ficará este projeto? E já agora, como ficarão alguns outros projetos também, se outros se chatearem?
Desconfio que em 2021, depois de destruídos mais 5 ou 6 fornos como foram já demolidos alguns durante os mandatos desta Junta, e eventualmente os últimos forneiros terem desaparecido (espero que não), ainda se falará da recuperação dos fornos e a mesma estará, tal e qual, no exato ponto em que se encontra hoje.
«As promessas, como as pessoas, perdem a força quando envelhecem.»
Marcel Pagnol
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Investigação arqueológica para os fornos da cal
A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/regiao-integra-projeto-de-investigacao-de-fornos-de-cal
Região integra projeto de investigação de fornos de cal
A União de Freguesias de Pataias e Martingança aderiu, recentemente, ao Forcal, um projeto de investigação arqueológica para o estudo dos fornos de cal.
O estudo tem como objetivo “inventariar e estudar os fornos de cal artesanais a nível nacional” e será desenvolvido por Fernando Silva, especialista em antropologia e arqueologia, e apoiado pela Direção-Geral do Património Cultural. Os fornos de cal são um dos ícones históricos daquela freguesia, tanto assim é que o brasão da vila de Pataias tem um forno de cal desenhado.
Entretanto, a União de Freguesias de Pataias e Martingança está a organizar uma visita guiada à Mina do Azeche e aos fornos de cal. O evento, agendado para o próximo dia 23 de setembro, integra a programação das Jornadas Europeias do Património, organizadas pela Direção-Geral do Património Cultural. As inscrições para as visitas são gratuitas, mas obrigatórias.
Este ano, as jornadas são dedicadas ao tema “Património e Natureza”, tendo programadas dezenas de eventos nos concelhos de Alcobaça e da Nazaré, como tem vindo a acontecer ao longo dos últimos anos.
http://regiaodecister.pt/noticias/regiao-integra-projeto-de-investigacao-de-fornos-de-cal
Região integra projeto de investigação de fornos de cal
A União de Freguesias de Pataias e Martingança aderiu, recentemente, ao Forcal, um projeto de investigação arqueológica para o estudo dos fornos de cal.
O estudo tem como objetivo “inventariar e estudar os fornos de cal artesanais a nível nacional” e será desenvolvido por Fernando Silva, especialista em antropologia e arqueologia, e apoiado pela Direção-Geral do Património Cultural. Os fornos de cal são um dos ícones históricos daquela freguesia, tanto assim é que o brasão da vila de Pataias tem um forno de cal desenhado.
Entretanto, a União de Freguesias de Pataias e Martingança está a organizar uma visita guiada à Mina do Azeche e aos fornos de cal. O evento, agendado para o próximo dia 23 de setembro, integra a programação das Jornadas Europeias do Património, organizadas pela Direção-Geral do Património Cultural. As inscrições para as visitas são gratuitas, mas obrigatórias.
Este ano, as jornadas são dedicadas ao tema “Património e Natureza”, tendo programadas dezenas de eventos nos concelhos de Alcobaça e da Nazaré, como tem vindo a acontecer ao longo dos últimos anos.
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Escola das Paredes caiu
O edifício devoluto da antiga escola primária de Paredes da Vitória caiu hoje entre as 11h e as 12h da manhã. Não houve qualquer "intervenção" ou "força exterior", tendo o edifício desmoronado por si só e relacionado com o elavado grau de degração do mesmo. O telhado aluiu para o interior do edifício e no arrastamento da queda, acabou por fazer cair a fachada poente do edifício, os bonitos três arcos em tijolo de burro.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Inauguradas novas instalações do Museu Manel 70
A notícia no Região de Cister 1157 de 22 de outubro de 2015
Martingança-Gare - Inauguração teve lugar no passado domingo
Museu Manel 70 abre portas das novas instalações
A única coleção de telhas em cerâmica da Europa encontra-se em exposição, desde o passado domingo, nas novas instalações do Museu Manel 70, na Martingança-Gare, tendo sido das peças mais elogiadas no decorrer da cerimónia inaugural, que contou com a presença de mais de uma centena de pessoas.
O espaço acolhe milhares de objetos que Manuel Rino Cerejo, proprietário do Museu, juntou ao longo de mais de cinco décadas. Relógios, rádios, grafonolas, televisores, balanças, candeeiros, alfaias agrícolas, máquinas industriais e diversos artigos em vidro, cristal e porcelana – tudo com algumas décadas - não dão tréguas aos olhos de quem visita o espaço. Um piano de cauda, uma extensa coleção de pedras e fósseis - com mil exemplares expostos e mais quatro mil à espera de arrumação - fazem as delícias de quem visita o espaço, onde é ainda possível ver uma cozinha equipada com mobiliário com mais de 100 anos. No entanto, “ficaram muitas peças armazenadas por falta de área”, refere o colecionador, que pretende agora fazer uma seleção de mais algumas peças para expor no Museu.
As novas instalações do Museu Manel 70 encontram-se localizadas na antiga mercearia do falecido José Vitorino, no âmbito de um protocolo de cedência entre Fernando Vitorino, herdeiro do espaço, a União de Freguesias de Pataias e Martingança e o dono do museu. “Era muito importante a manutenção do Museu, motivo pelo qual a autarquia decidiu não ficar de fora do processo”, assumiu Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias, considerando que “o espólio é agora mais atrativo pela forma como está exposto”.
O Museu foi inaugurado em outubro de 2008 e iniciou atividade numa antiga fábrica de moldes, tendo já recebido a visita de mais de seis mil pessoas, entre crianças de escolas e infantários, idosos e excursões diversas.
Martingança-Gare - Inauguração teve lugar no passado domingo
Museu Manel 70 abre portas das novas instalações
A única coleção de telhas em cerâmica da Europa encontra-se em exposição, desde o passado domingo, nas novas instalações do Museu Manel 70, na Martingança-Gare, tendo sido das peças mais elogiadas no decorrer da cerimónia inaugural, que contou com a presença de mais de uma centena de pessoas.
O espaço acolhe milhares de objetos que Manuel Rino Cerejo, proprietário do Museu, juntou ao longo de mais de cinco décadas. Relógios, rádios, grafonolas, televisores, balanças, candeeiros, alfaias agrícolas, máquinas industriais e diversos artigos em vidro, cristal e porcelana – tudo com algumas décadas - não dão tréguas aos olhos de quem visita o espaço. Um piano de cauda, uma extensa coleção de pedras e fósseis - com mil exemplares expostos e mais quatro mil à espera de arrumação - fazem as delícias de quem visita o espaço, onde é ainda possível ver uma cozinha equipada com mobiliário com mais de 100 anos. No entanto, “ficaram muitas peças armazenadas por falta de área”, refere o colecionador, que pretende agora fazer uma seleção de mais algumas peças para expor no Museu.
As novas instalações do Museu Manel 70 encontram-se localizadas na antiga mercearia do falecido José Vitorino, no âmbito de um protocolo de cedência entre Fernando Vitorino, herdeiro do espaço, a União de Freguesias de Pataias e Martingança e o dono do museu. “Era muito importante a manutenção do Museu, motivo pelo qual a autarquia decidiu não ficar de fora do processo”, assumiu Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias, considerando que “o espólio é agora mais atrativo pela forma como está exposto”.
O Museu foi inaugurado em outubro de 2008 e iniciou atividade numa antiga fábrica de moldes, tendo já recebido a visita de mais de seis mil pessoas, entre crianças de escolas e infantários, idosos e excursões diversas.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Inauguração do museu Manel 70
A notícia na edição 1156 do Região de Cister de 15 de outubro de 2015
Martingança - Nas instalações da antiga taverna do José Vitorino
Novo Museu Manuel 70 abre no sábado
O Museu Manuel 70 vai ser inaugurado no próximo domingo, nas instalações da antiga taverna do José Vitorino, na Martingança-gare. Com o objetivo de tornar a data memorável, vai ter lugar um passeio pedestre “Na rota do novo museu”, cujo percurso leva os participantes num passeio que terá uma paragem no Museu Manuel 70, às 10:30 horas, onde será servido o pequeno almoço.
A concentração tem lugar às 9:30 horas, junto ao Grupo Desportivo da Martingança (GMD), seguindo-se a partida meia hora mais tarde. Haverá almoço convívio às 13 horas.
Os interessados em participar na caminhada deverão inscrever-se até ao dia 15, na União de Freguesias ou no GDM. O preço de participação é de seis euros (participantes com mais de 13 anos, com almoço) e quatro euros (crianças com menos de 12 anos, com almoço).
A inauguração do novo Museu Manuel 70 é integrado no programa das Tasquinhas da Martingança, que decorrem entre amanhã e domingo, com a presença do Grupo Desportivo da Martingança, da Associação de Bem-Estar e Tempos Livres da Martingança e da comissão da Igreja.
Martingança - Nas instalações da antiga taverna do José Vitorino
Novo Museu Manuel 70 abre no sábado
O Museu Manuel 70 vai ser inaugurado no próximo domingo, nas instalações da antiga taverna do José Vitorino, na Martingança-gare. Com o objetivo de tornar a data memorável, vai ter lugar um passeio pedestre “Na rota do novo museu”, cujo percurso leva os participantes num passeio que terá uma paragem no Museu Manuel 70, às 10:30 horas, onde será servido o pequeno almoço.
A concentração tem lugar às 9:30 horas, junto ao Grupo Desportivo da Martingança (GMD), seguindo-se a partida meia hora mais tarde. Haverá almoço convívio às 13 horas.
Os interessados em participar na caminhada deverão inscrever-se até ao dia 15, na União de Freguesias ou no GDM. O preço de participação é de seis euros (participantes com mais de 13 anos, com almoço) e quatro euros (crianças com menos de 12 anos, com almoço).
A inauguração do novo Museu Manuel 70 é integrado no programa das Tasquinhas da Martingança, que decorrem entre amanhã e domingo, com a presença do Grupo Desportivo da Martingança, da Associação de Bem-Estar e Tempos Livres da Martingança e da comissão da Igreja.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Bens culturais da Paróquia de Pataias 1911-1943
O arrolamento dos bens culturais da Paróquia de Pataias, entre 1911 e 1943.
De leitura dificil, consegui perceber uma imagem em madeira de Nossa Senhora da Esperança, uma em pedra de Nossa Senhora da Vitória, a venda da casa paroquial à Câmara Municipal e a descrição de alguns terrenos contíguos às capelas das Paredes e da Mélvoa.
Documento a tentar decifrar com atenção.
Pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLdzU4S1ZFS2hfWE0/view?usp=sharing
De leitura dificil, consegui perceber uma imagem em madeira de Nossa Senhora da Esperança, uma em pedra de Nossa Senhora da Vitória, a venda da casa paroquial à Câmara Municipal e a descrição de alguns terrenos contíguos às capelas das Paredes e da Mélvoa.
Documento a tentar decifrar com atenção.
Pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLdzU4S1ZFS2hfWE0/view?usp=sharing
domingo, 7 de junho de 2015
Demolição dos fornos da cal
A notícia em:
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/forno-de-cal-demolido-para-construir-pavilhao-em-pataias
Forno de cal demolido para construir pavilhão em Pataias
Um dos fornos de cal existentes em Pataias-Gare foi destruído para dar lugar a um pavilhão industrial. A destruição do forno, cuja construção remonta à decada de 60, tem levantado alguma polémica.
No entanto, João Metódio, construtor do pavilhão, assegura que “nunca” foi contactado por “nenhum representante das autarquias”, deixando ainda um conselho às autarquias: “Acho que seria importante preservarem os fornos que ainda se encontram de pé”. A celeuma começou na rede social Facebook com uma postagem do historiador Tiago Inácio. “Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação”, escreveu (ver página 15, nas cartas ao diretor esta semana).
De acordo com pesquisa levada a cabo por Tiago Inácio, a última fornada realizou-se no início de 1991. Na viragem do século, foram feitas tentativas de negociação com o município para a aquisição do património industrial, acabando por não haver resposta por parte da Câmara.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia. No entanto, o presidente da Câmara garante que, relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como patromónio de interesse municipal. Assim, “mesmo que se verifique a alienação, o património deverá ser mantido”. Paulo Inácio garante ainda que tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.
Comentário
«Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia.» - Só é presidente da Câmara Municipal há quase 6 anos...
«relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como património de interesse municipal» - Poderá. Não quer dizer que se avance...
«tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.» - A Secil que preserve, porque da Câmara parece que não há interesse.
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/forno-de-cal-demolido-para-construir-pavilhao-em-pataias
Forno de cal demolido para construir pavilhão em Pataias
Um dos fornos de cal existentes em Pataias-Gare foi destruído para dar lugar a um pavilhão industrial. A destruição do forno, cuja construção remonta à decada de 60, tem levantado alguma polémica.
No entanto, João Metódio, construtor do pavilhão, assegura que “nunca” foi contactado por “nenhum representante das autarquias”, deixando ainda um conselho às autarquias: “Acho que seria importante preservarem os fornos que ainda se encontram de pé”. A celeuma começou na rede social Facebook com uma postagem do historiador Tiago Inácio. “Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação”, escreveu (ver página 15, nas cartas ao diretor esta semana).
De acordo com pesquisa levada a cabo por Tiago Inácio, a última fornada realizou-se no início de 1991. Na viragem do século, foram feitas tentativas de negociação com o município para a aquisição do património industrial, acabando por não haver resposta por parte da Câmara.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia. No entanto, o presidente da Câmara garante que, relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como patromónio de interesse municipal. Assim, “mesmo que se verifique a alienação, o património deverá ser mantido”. Paulo Inácio garante ainda que tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.
Comentário
«Paulo Inácio assegura não ter conhecimento de qualquer tentativa de negociação, tendo em conta que ainda não tinha assumido a presidência da autarquia.» - Só é presidente da Câmara Municipal há quase 6 anos...
«relativamente aos fornos de particulares, poderá avançar-se com a classificação como património de interesse municipal» - Poderá. Não quer dizer que se avance...
«tem sensibilizado a Secil para a preservação dos fornos da empresa.» - A Secil que preserve, porque da Câmara parece que não há interesse.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
A destruição do património industrial em Pataias
O artigo de opinião do Tiago Inácio no Região de Cister em:
http://www.regiaodecister.pt/pt/opiniao/destruicao-de-patrimonio-industrial-em-pataias
A destruição de património industrial em Pataias
Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação, para a construção do que parece ser um pavilhão industrial. O Forno foi construído no início da década de 1960, substituindo um primitivo e pequeno forno aí existente, propriedade de Feliciano Pereira Vaz e do seu filho António Coelho Pereira Vaz. Sofreu diversas transformações nomeadamente com a construção de um novo alpendre substituindo o antigo e tradicional em 1979. Em 1980 é construído um edifício (ainda não demolido), que serviria para o armazenamento da cal. A partir destras obras, passa a ser a firma com as melhores condições para a produção e comércio de cal. A última fornada realizou-se em janeiro/fevereiro de 1991 e em abril/maio do mesmo ano, depois da venda da cal dessa mesma fornada, a firma encerrava. Na viragem do século, houve algumas tentativas de negociação com o Município para a aquisição do património industrial existente, acabando por não haver uma resposta em definitivo por parte da Câmara. O forno e as respectivas dependências acabaram por ser vendidas no final de 2014 a uma empresa de construção. Este forno, e a par com o forno do Grilo (último forno a laborar - desactivo em 1995 - ainda existente), constituíam os únicos dois fornos em bom estado preservação e ainda em bom estado para a laboração, sem ser necessária uma grande intervenção.
A destruição em nome da evolução? Da industrialização? Do desenvolvimento?
Que falta de sensibilidade!
É desta forma que se destrói a nossa identidade e memória colectiva!!!
REVOLTANTE!
http://www.regiaodecister.pt/pt/opiniao/destruicao-de-patrimonio-industrial-em-pataias
A destruição de património industrial em Pataias
Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação, para a construção do que parece ser um pavilhão industrial. O Forno foi construído no início da década de 1960, substituindo um primitivo e pequeno forno aí existente, propriedade de Feliciano Pereira Vaz e do seu filho António Coelho Pereira Vaz. Sofreu diversas transformações nomeadamente com a construção de um novo alpendre substituindo o antigo e tradicional em 1979. Em 1980 é construído um edifício (ainda não demolido), que serviria para o armazenamento da cal. A partir destras obras, passa a ser a firma com as melhores condições para a produção e comércio de cal. A última fornada realizou-se em janeiro/fevereiro de 1991 e em abril/maio do mesmo ano, depois da venda da cal dessa mesma fornada, a firma encerrava. Na viragem do século, houve algumas tentativas de negociação com o Município para a aquisição do património industrial existente, acabando por não haver uma resposta em definitivo por parte da Câmara. O forno e as respectivas dependências acabaram por ser vendidas no final de 2014 a uma empresa de construção. Este forno, e a par com o forno do Grilo (último forno a laborar - desactivo em 1995 - ainda existente), constituíam os únicos dois fornos em bom estado preservação e ainda em bom estado para a laboração, sem ser necessária uma grande intervenção.
A destruição em nome da evolução? Da industrialização? Do desenvolvimento?
Que falta de sensibilidade!
É desta forma que se destrói a nossa identidade e memória colectiva!!!
REVOLTANTE!
domingo, 10 de agosto de 2014
Visita aos moinhos das Paredes
Decorreu ontem a visita guiada aos moinhos do vale das Paredes, patrocinada pela Biblioteca de Verão de Paredes da Vitória.
Num percurso de quase 6 km e ao longo de quase 4 horas, as duas dezenas e meia de participantes passaram pelos antigos caminhos que ligavam o vale de Paredes a Pataias e conheceram os 11 moinhos (e as suas 18 mós) existentes, para além da visita à fonte dos Castanheiros e a paragem nas eventuais ruínas da Capela de Nossa Senhora do Desterro.
Para apoio aos participantes, foi distribuído um mapa e folheto informativo, para além de uns pequenos "mimos" ao longo da viagem.
Uma palavra final de agradecimento para a Cremilde e para o Adérito, que abriram os seus moinhos à visita, enriquecendo a mesma de forma excepcional, e para o apoio logístico do António Grilo.
As fotografias são da Fátima Mota.
O grupo numa das paragens. Aqui, no antigo "Caminho das Paredes" ou "Carreiro das bicicletas", na descida do vale. Este era o trajeto mais curto do vale das Paredes para Pataias.
O moinho da Ti Inácia da Farinha. Apesar do estado degradado, é o único moinho cujo espaço envolvente se encontra cuidado pelos atuais proprietários, o que facilita e embeleza, em muito, a sua visita. Propriedade inicial de António Feliciano, aqui também se moeu cimento proveniente dos fornos da Pedra do Ouro.
A paragem junto aos moinhos da Ti Inácia da Farinha, com observação das diferentes mós aí existentes, e ainda do açude, dos canais dos cubos e dos olhais dos moinhos e onde se recordaram histórias das moleiras, de lavar a roupa e das tripas dos porcos.
De difícil acesso, o moinho do Umbelino ofereceu a mais espetacular paisagem da visita, com o jogo de braças e raízes caídas, de luz e de sombra, sobre a cristalina água do ribeiro das Paredes.
A queda de água, na "praia da Botas", perto do moinho do Fadisca. À excepção do desnível junto aos Moinhos (Paredes Velhas), este é o único local do vale de Paredes onde a água do rio está em contato direto com o substrato rochoso da região e não com as areias brancas.
Paragem junto às eventuais ruínas da Capela de Nossa Senhora do Desterro, onde se ouviram as histórias dos três Gastões Coutinhos, um deles, construtor da capela.
Moinho da Belmira( ou do Quim Zé ou da Cremilde). Um restauro parcial mas muito pormenorizado, a que faltam os rodízios para que possa trabalhar.
O fim da visita guiada, junto às escolas velhas das Paredes, depois da passagem pelo vale e pelos canais de rega.
Num percurso de quase 6 km e ao longo de quase 4 horas, as duas dezenas e meia de participantes passaram pelos antigos caminhos que ligavam o vale de Paredes a Pataias e conheceram os 11 moinhos (e as suas 18 mós) existentes, para além da visita à fonte dos Castanheiros e a paragem nas eventuais ruínas da Capela de Nossa Senhora do Desterro.
Para apoio aos participantes, foi distribuído um mapa e folheto informativo, para além de uns pequenos "mimos" ao longo da viagem.
Uma palavra final de agradecimento para a Cremilde e para o Adérito, que abriram os seus moinhos à visita, enriquecendo a mesma de forma excepcional, e para o apoio logístico do António Grilo.
As fotografias são da Fátima Mota.
O grupo numa das paragens. Aqui, no antigo "Caminho das Paredes" ou "Carreiro das bicicletas", na descida do vale. Este era o trajeto mais curto do vale das Paredes para Pataias.
O moinho da Ti Inácia da Farinha. Apesar do estado degradado, é o único moinho cujo espaço envolvente se encontra cuidado pelos atuais proprietários, o que facilita e embeleza, em muito, a sua visita. Propriedade inicial de António Feliciano, aqui também se moeu cimento proveniente dos fornos da Pedra do Ouro.
A paragem junto aos moinhos da Ti Inácia da Farinha, com observação das diferentes mós aí existentes, e ainda do açude, dos canais dos cubos e dos olhais dos moinhos e onde se recordaram histórias das moleiras, de lavar a roupa e das tripas dos porcos.
De difícil acesso, o moinho do Umbelino ofereceu a mais espetacular paisagem da visita, com o jogo de braças e raízes caídas, de luz e de sombra, sobre a cristalina água do ribeiro das Paredes.
A queda de água, na "praia da Botas", perto do moinho do Fadisca. À excepção do desnível junto aos Moinhos (Paredes Velhas), este é o único local do vale de Paredes onde a água do rio está em contato direto com o substrato rochoso da região e não com as areias brancas.
Paragem junto às eventuais ruínas da Capela de Nossa Senhora do Desterro, onde se ouviram as histórias dos três Gastões Coutinhos, um deles, construtor da capela.
Moinho da Belmira( ou do Quim Zé ou da Cremilde). Um restauro parcial mas muito pormenorizado, a que faltam os rodízios para que possa trabalhar.
O fim da visita guiada, junto às escolas velhas das Paredes, depois da passagem pelo vale e pelos canais de rega.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Passeio aos moinhos do vale das Paredes
A notícia na edição 1094 do Região de Cister de 7 de agosto de 2014
Paredes da Vitória
Passeio pedestre pelos moinhos do vale decorre sábado
A Biblioteca de Verão do Espaço Cultural da União de Freguesias de Pataias e Martingança apresenta “Os moinhos do vale das Paredes”, no próximo sábado, a partir das 9 horas. O passeio pedestre com visita guiada pretende dar a conhecer as Paredes de um modo diferente a todos os participantes. O passeio aos moinhos tem inscrições limitadas.
Comentário
As inscrições para o passeio estão esgotadas.
Paredes da Vitória
Passeio pedestre pelos moinhos do vale decorre sábado
A Biblioteca de Verão do Espaço Cultural da União de Freguesias de Pataias e Martingança apresenta “Os moinhos do vale das Paredes”, no próximo sábado, a partir das 9 horas. O passeio pedestre com visita guiada pretende dar a conhecer as Paredes de um modo diferente a todos os participantes. O passeio aos moinhos tem inscrições limitadas.
Comentário
As inscrições para o passeio estão esgotadas.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Turismo - Roteiros industriais
A notícia na edição do jornal on-line Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=83c7ccfe-de01-46ff-a992-5edf082a12e4&edition=161
Exposição no Turismo de Portugal até 30 de abril
Câmara aposta nos Circuitos Industriais da Marinha Grande
A exposição sobre os Circuitos Industriais da Marinha Grande que está patente no Turismo de Portugal, na Rua Ivone Silva, lote6, em Lisboa, desde o início de março, foi prolongada até ao final de abril.
Esta iniciativa, que divulga os Circuitos Industriais, são uma aposta da Câmara Municipal, para juntar dois setores distintos e de grande importância no concelho: a indústria e o turismo.
O projeto foi lançado a 11 de março de 2013 e tem um âmbito alargado apesar de refletir naturalmente aqueles que são os setores mais influentes da economia local: a indústria do vidro, dos moldes e dos plásticos.
As visitas podem ser marcadas diretamente nas empresas ou através da Câmara Municipal. Para conferir os dias disponíveis para marcação das visitas e obtenção de mais informações sobre o projeto, poderá ser consultada a página www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
A exposição pode ser visitada no Turismo de Portugal até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00. A entrada é livre.
Indústria da Marinha Grande para descobrir
Os locais de visita integrados no Turismo Industrial da Marinha Grande são os seguintes:
VIDRO
Carlos de Ceia Simões, Lda: Transformação de vidro;
Crisal, S.A: Vidro de mesa;
Gallo Vidro, S.A: Embalagens de vidro;
Morais Matias, S.A: Ampolas de vidro;
Normax, Lda: Vidro de laboratório.
MOLDES
Moldoeste, S.A: Moldes de injeção de alta precisão para termoplásticos e borracha;
Planimolde, S.A: Moldes para a Indústria de Plásticos;
PLÁSTICOS
Bourbon, S.A: Produção para o setor automóvel;
Plimat, S.A: Injeção de acessórios para canalização em materiais plásticos;
Vipex, S.A: Produção de cafeteiras (Krups e Rowenta), tampas para Pyrex, triângulos de pré-sinalização, entre outros.
INSTITUIÇÕES VISITÁVEIS
Centimfe - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, que se dedica especialmente ao Design de Produto, Prototipagem, Engenharia, Simulação, Fabricação e injeção de peças e produtos, Ensaios laser, Calibrações e Formação;
Museu do Vidro: O único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal.
A Câmara Municipal convida-o a conhecer os Circuitos Industriais da Marinha Grande, cuja participação é gratuita.
Todas as informações referentes aos Circuitos Industriais da Marinha Grande podem ser consultados no endereço www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
Comentário
Na recente tertúlia sobre os fornos da cal, dinamizada pelo Espaço Cultural/Biblioteca de Pataias, o turismo industrial foi apontado por alguns dos presentes como uma solução para a preservação do patrimónico histórico-industrial existente e dinamização turistica do concelho.
A criação de um centro interpretativo, associado à recuperação de um forno de cal e passagem pelas pedreiras foi uma das soluções apontadas. Solução capaz de atrair visitantes.
Outras ideias surgiram, nomeadamente com o empedrar de um forno, preparando-o para uma eventual cozedura, com o respetivo registo em video. Contam-se pelos dedos de uma mão os mestres forneiros ainda existentes que sabem como empedrar um forno.
E o mais novo já tem mais de 80 anos...
É claramente uma técnica de construção secular em vias de desaparecer e que Pataias pode ainda fazer um registo preciso deixando-o para história... da humanidade.
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=83c7ccfe-de01-46ff-a992-5edf082a12e4&edition=161
Exposição no Turismo de Portugal até 30 de abril
Câmara aposta nos Circuitos Industriais da Marinha Grande
A exposição sobre os Circuitos Industriais da Marinha Grande que está patente no Turismo de Portugal, na Rua Ivone Silva, lote6, em Lisboa, desde o início de março, foi prolongada até ao final de abril.
Esta iniciativa, que divulga os Circuitos Industriais, são uma aposta da Câmara Municipal, para juntar dois setores distintos e de grande importância no concelho: a indústria e o turismo.
O projeto foi lançado a 11 de março de 2013 e tem um âmbito alargado apesar de refletir naturalmente aqueles que são os setores mais influentes da economia local: a indústria do vidro, dos moldes e dos plásticos.
As visitas podem ser marcadas diretamente nas empresas ou através da Câmara Municipal. Para conferir os dias disponíveis para marcação das visitas e obtenção de mais informações sobre o projeto, poderá ser consultada a página www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
A exposição pode ser visitada no Turismo de Portugal até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00. A entrada é livre.
Indústria da Marinha Grande para descobrir
Os locais de visita integrados no Turismo Industrial da Marinha Grande são os seguintes:
VIDRO
Carlos de Ceia Simões, Lda: Transformação de vidro;
Crisal, S.A: Vidro de mesa;
Gallo Vidro, S.A: Embalagens de vidro;
Morais Matias, S.A: Ampolas de vidro;
Normax, Lda: Vidro de laboratório.
MOLDES
Moldoeste, S.A: Moldes de injeção de alta precisão para termoplásticos e borracha;
Planimolde, S.A: Moldes para a Indústria de Plásticos;
PLÁSTICOS
Bourbon, S.A: Produção para o setor automóvel;
Plimat, S.A: Injeção de acessórios para canalização em materiais plásticos;
Vipex, S.A: Produção de cafeteiras (Krups e Rowenta), tampas para Pyrex, triângulos de pré-sinalização, entre outros.
INSTITUIÇÕES VISITÁVEIS
Centimfe - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, que se dedica especialmente ao Design de Produto, Prototipagem, Engenharia, Simulação, Fabricação e injeção de peças e produtos, Ensaios laser, Calibrações e Formação;
Museu do Vidro: O único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal.
A Câmara Municipal convida-o a conhecer os Circuitos Industriais da Marinha Grande, cuja participação é gratuita.
Todas as informações referentes aos Circuitos Industriais da Marinha Grande podem ser consultados no endereço www.turismoindustrial.cm-mgrande.pt.
Comentário
Na recente tertúlia sobre os fornos da cal, dinamizada pelo Espaço Cultural/Biblioteca de Pataias, o turismo industrial foi apontado por alguns dos presentes como uma solução para a preservação do patrimónico histórico-industrial existente e dinamização turistica do concelho.
A criação de um centro interpretativo, associado à recuperação de um forno de cal e passagem pelas pedreiras foi uma das soluções apontadas. Solução capaz de atrair visitantes.
Outras ideias surgiram, nomeadamente com o empedrar de um forno, preparando-o para uma eventual cozedura, com o respetivo registo em video. Contam-se pelos dedos de uma mão os mestres forneiros ainda existentes que sabem como empedrar um forno.
E o mais novo já tem mais de 80 anos...
É claramente uma técnica de construção secular em vias de desaparecer e que Pataias pode ainda fazer um registo preciso deixando-o para história... da humanidade.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Visita guiada à Mina do Azeche
Iniciativa conjunta entre a AMA Paredes da Vitória e a Biblioteca de Praia de Paredes da Vitória, a decorrer no sábado, dia 17 de agosto, pelas 10h.
Visita ao complexo industrial da Mina do Azeche e à ocupação urbana de Paredes da Vitória, acompanhada e explicada pelo Tiago Inácio (autor de "Mina do Azeche, património à beira mar esquecido" e pelo Paulo Grilo (autor de "50 anos de ocupação do Litoral Oeste. O caso da freguesia de Pataias, Alcobaça).
O passeio terá cerca de 2,5km (dificuldade média) e a duração aproximada de 2 horas.
As inscrições, gratuitas, são limitadas e podem ser feitas na Biblioteca de Praia de Paredes da Vitória ou através do e-mail: biblioteca.pataias@hotmail.com
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Caminhada,
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História,
Mina do Azeche,
Paredes da Vitória,
Património
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Cada um é p'ró que nasce
Enviado pelo António Gonçalves, conhecedor como ninguém da cultura popular de Pataias.
CADA UM É P´RO QUE NASCE!
P´raos carros nasceu o Calaxa!
P´ra Revolução o Tóino Rito.
P´ra tonto nasceu o Sacha!
Bom carpinteiro o Floripo!
P´ra bom ferreiro o Piló!
P´ras leis Joaquim Francelino.
P´ratar motano o Manó!
E o Augusto Pingana p´ra tocar o sino.
O Rato nasceu p´ra poeta!
O Toino da Olália p´ra padeiro.
O Zé Vai p´ra pateta!
E o Zé Bagagem p´ra taberneiro!
O Nicolau p´ra ferrador.
O Trota p´ra cabouqueiro!
O Florêncio Mota p´ra “serrador”.
E o Zé Lúcio p´ra fardeiro!
CADA UM É P´RO QUE NASCE!
P´raos carros nasceu o Calaxa!
P´ra Revolução o Tóino Rito.
P´ra tonto nasceu o Sacha!
Bom carpinteiro o Floripo!
P´ra bom ferreiro o Piló!
P´ras leis Joaquim Francelino.
P´ratar motano o Manó!
E o Augusto Pingana p´ra tocar o sino.
O Rato nasceu p´ra poeta!
O Toino da Olália p´ra padeiro.
O Zé Vai p´ra pateta!
E o Zé Bagagem p´ra taberneiro!
O Nicolau p´ra ferrador.
O Trota p´ra cabouqueiro!
O Florêncio Mota p´ra “serrador”.
E o Zé Lúcio p´ra fardeiro!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Pataias na rota do património
Na edição escrita do Região de Cister de 24 de maio de 2012
Pataias
Freguesia deverá receber rota do patrimónioPataias
O presidente da Câmara de Alcobaça aproveitou a inauguração da Festa da Vila de Pataias, na sexta-feira [18/05/2012], para anunciar a criação de várias rotas do património no município, entre as quais a de Pataias, que poderá contemplar aspetos tão distintos como os fornos da cal, a Mina do Azeche e as praias.
O projeto está a ser trabalhado pelos técnicos da Câmara e da Adepa, Associação de Defesa do Património de Alcobaça, explicou Paulo Inácio, que elogiou os autores dos cinco livros apresentados na Feira do Livro, que se realizou pelo 11º ano. Agnelo Ferreira, Ana Cristina Luz, Armanda Balinha, José Castro e Tiago Inácio foram os escritores em destaque no evento, que mereceram elogios do presidente da Câmara. “São estes projetos que enobrecem o nosso património”, disse Paulo Inácio, que enalteceu o trabalho do jovem Tiago Inácio, que promoveu uma investigação sobre uma antiga mina junto à praia de Paredes da Vitória.
O centro escolar de Pataias, o golfe e o turismo na freguesia foram aspetos abordados pelo presidente da Junta, Valter Ribeiro, que lembrou a necessidade daqueles projetos para o desenvolvimento da freguesia e a melhoria das condições de vida das populações.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
ADEPA - equiparada a ONGA
A ADEPA - Associação para a Defesa e Valorização do Património
Cultural da Região de Alcobaça, foi equiparada a ONGA - Organização Não-Governamental de Ambiente.
A informação está no Aviso nº3941/2010 de 24 de Fevereiro, II série do Diário da República.
Cultural da Região de Alcobaça, foi equiparada a ONGA - Organização Não-Governamental de Ambiente.
A informação está no Aviso nº3941/2010 de 24 de Fevereiro, II série do Diário da República.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
A escola primária de Pataias - que futuro?
A escola primária de PataiasA construção do novo Centro Escolar de Pataias vem levantar uma outra questão: o que fazer com o actual edifício das escolas primárias?
O edifício é uma construção típica do Estado Novo. Igual a este edifício deve haver algumas dezenas de outros espalhados por este país. O interesse pelo mesmo (pela sua arquitectura, pela sua originalidade, pela sua concepção artística, pelo seu sentido inovador, pela sua raridade) é obviamente reduzido.
Ganham argumentos aqueles que o querem deitar abaixo (Câmara Municipal), de forma a construir um novo edifício, moderno, polivalente, ou, quem sabe, rentabilizar economicamente uma excelente área bem no centro de Pataias.
Quanto a mim, é a história de Pataias, e o seu património cultural, que estão em causa.
Há dias, consultava uma edição de livros turísticos, de aparente luxo e qualidade, quando deparei com a afirmação de «Pataias, terra recente e sem história». Sem história?
Em 1153, primeira referência à existência da Mata de Pataias.
Em 1374, Pataias é doada aos monges do Mosteiro de Alcobaça.
Em 1542, Pataias passa a sede de Paróquia.
Em 1721, havia uma contagem de «44 vizinhos» no lugar de Pataias.
Em 1942, instalação de uma central termoeléctrica em Pataias com 37 kW de potência.
Quando muito, Pataias será um lugar sem vestígios da sua (longa) história. Destruímos um coreto do início do século XX, evaporámos alegremente uma igreja do século XVI (e nem uma fotografia tirámos), rebocámos (!) o cruzeiro de Pataias, vendemos a Mata de Pataias que (segundo alguns autores) esteve na génese do Pinhal de Leiria, promovemos o abandono e degradação dos fornos da cal, eclipsámos os edifícios das antigas fábricas de vidro, reconvertemos as antigas escolas num descaracterizado quartel de bombeiros.
Somos por isso, uma «terra recente sem história».
Temos agora a oportunidade de, talvez pela última vez, preservar a NOSSA história, a NOSSA memória.
Quem nos últimos 50 anos, tendo nascido em Pataias, não frequentou aquele edifício? Vamos apagar 50 anos de memórias de toda uma população?É evidente que face às necessidades actuais – e futuras –, provavelmente o edifício não é capaz de servir nas melhores condições. Mas para isso há a REQUALIFICAÇÃO (forma de intervenção que consiste na adaptação da estrutura física dos imóveis a um uso diferente daquele para que foi concebido tendo em conta as necessidades do momento), que pode até significar a ampliação do edifício e/ou a construção de novos módulos acoplados. Não a sua destruição.
Um edifício onde possa funcionar a Junta de Freguesia, uma auditório/sala de espectáculos, salas de exposições, biblioteca/ centro documental da freguesia/ centro multimédia, tantas outras coisas. O prometido Centro Cultural. E porque não atribuir a algumas das (reconstruídas) salas os nomes de alguns professores que durante décadas ajudaram a construir as nossas memórias (Sala Professor Jaime Madeira, Sala Professora Ália “Botas”, dois exemplos entre outros)?
Manter o edifício das escolas primárias é um imperativo colectivo moral.
A bem da nossa memória histórico-cultural colectiva.
A bem de Pataias.
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