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sábado, 11 de agosto de 2018

Comissão de Pataias em visita a "O Século"

Disponibilizado pela Ana Ferraz Pereira
(Facebook - Gente que Ama Pataias, publicado a 9 de julho de 2018)

"Comissão de Pataias (Marinha Grande) visitando o Século". 10 Outubro 



terça-feira, 3 de julho de 2018

A morte de uma amigo de Paredes da Vitória


Morreu José Batista de Matos. Um amigo.
Conheci José Batista de Matos há mais de 30 anos, na inocência da minha adolescência, quando colaborava no Jornal de Pataias. Desconhecia em absoluto quem era.
Para mim, era apenas um senhor da Batalha, da serra, que tinha uma casa nos Moinhos e um amor incondicional pela praia das Paredes.
Ao longo de 30 anos tivemos conversas. Ou melhor, tive sempre lições de vida. De paixão, de entusiasmo, de fraternidade, de justiça social, de igualdade. Do fantástico sentimento que é trabalhar com paixão pelo bem comum, sem agendas nem interesses escondidos. Foi sempre um prazer escutá-lo, ouvi-lo. O seu entusiasmo foi sempre contagiante.
A pouco e pouco fui conhecendo a sua magnífica obra, a sua intervenção social e cultural junto das comunidades portuguesas em França e na sua aldeia natal das Alcanadas. Dizia-me «eu fiz isto, eu fiz aquilo, eu participei em tal coisa». Não para que eu o elogiasse, para que fosse venerado, mas sempre na perspetiva de «se eu fiz isto, um humilde filho das Alcanadas, o que não podes fazer tu?». «Acredita: podes fazer acontecer».
Quando percebi quem era a magnífica figura de José Batista de Matos, já ele me tratava por doutor e fazia questão de me ouvir, de perguntar o que eu pensava, de querer saber quais eram os meus projetos. Nos últimos anos fazia questão de me chamar de "Mestre", ele, que foi sempre uma das minhas referências. Ele, com quem eu sempre aprendi, chamava-me de "Mestre".
Já não vou beber mais nenhum café com o sr. Batista, na esplanada do Saldanha. Ele com o seu jornal e eu com o meu livro.
Perdi um amigo. E as Paredes da Vitória também.
Porque Batista de Matos dizia-me: «Alcanadas foi onde nasci. Paris onde vivi. Mas as Paredes da Vitória, essa, eu ESCOLHI».
Até Sempre.

A notícia em:
https://www.jn.pt/mundo/jn-comunidades/interior/morreu-jose-batista-de-matos-o-rosto-portugues-do-museu-da-imigracao-em-franca-9536863.html

Óbito
Morreu José Batista de Matos, o rosto português do Museu da Imigração em França

José Batista de Matos, dirigente associativo, antigo conselheiro das comunidades portuguesas e rosto da emigração lusa no Museu Nacional da História da Imigração em Paris, morreu este domingo à noite, em Portugal, aos 84 anos.

A notícia foi confirmada à Lusa pela sua filha, Ascenção Matos, que adiantou que o funeral deve realizar-se na próxima quarta-feira, às 11:00, na sua aldeia natal, Alcanadas, na Batalha, distrito de Leiria.

O emigrante foi membro fundador e dirigente da Associação Portuguesa de Fontenay-sous-Bois, inaugurou o primeiro monumento ao 25 de Abril de 1974, fora de Portugal, em Fontenay-sous-Bois, trabalhou na geminação da cidade com a Marinha Grande, foi Conselheiro das Comunidades durante oito anos e publicou dois livros: "História, cultura e tradições das Alcanadas" (2005) e "Uma vida de militância cívica e cultural" (2011).

José Batista de Matos chegou ao 'bidonville' de Champigny em abril de 1963 para "fugir à ditadura", deixando para trás as "idas de bicicleta à Marinha Grande para ir buscar o Avante" e as escutas clandestinas, em casa, da rádio Voz da Liberdade e da Rádio Moscovo.

O português chegou a França sem falar a língua, foi encarregado-geral no metro de Paris onde ajudou a construir 23 estações, e, em maio de 68, associou-se aos protestos e foi um dos instigadores da greve numa estação da capital francesa.

Em fevereiro passado, no seu apartamento em Fontenay-sous-Bois - onde guardava vários objetos dos tempos do bairro de lata- José Batista de Matos contava à Lusa que o Maio de 68 foi "a essência" da sua vida e que sempre se bateu para "ressuscitar um pouco o maio de 68" porque é preciso "combater as desigualdades porque 2% da população do mundo tem tanto como 98% do mundo".

A essa data, o português continuava a ser o rosto da emigração lusa no Museu Nacional da História da Imigração em Paris, com o seu capacete do trabalho, diplomas, fotografias, passaporte e um desenho a ilustrar o momento em que ele e dois companheiros penduraram uma bandeira vermelha numa grua em protesto contra a mega-manifestação de apoio ao General de Gaulle no final de maio de 68.

Foi nos primeiros dias desse mês, durante a pausa de trabalho das obras do metro de Charles de Gaulle-Étoile, que Batista de Matos teve "a visão apocalíptica" e viu "o largo ao lado do Arco do Triunfo cheio de jovens sentados", foi falar com eles e sentiu "o germinar da vontade" de participar nos protestos.

Depois, foi à universidade da Sorbonne e integrou uma comissão de estudantes-trabalhadores, a partir da qual organizou a greve junto dos seus colegas operários, mesmo sendo ele chefe de obras de uma equipa.

"Fizemos reuniões na Sorbonne e tentei com outros amigos - alguns franceses, um ou dois portugueses - parar o 'chantier' na Étoile, em que havia 60, 70 e tal pessoas. E conseguimos parar aquilo. O trabalho parou completamente", recordava à Lusa a propósito dos 50 anos do Maio de 78, descrevendo o momento como "uma vitória muito grande".

José Batista de Matos começou a participar nas manifestações e ia às reuniões na Sorbonne do 'comité ouvriers-étudiants' porque aquele mês foi para ele "o sonho de um mundo melhor" e "ao fim de 28 dias" conseguiu um aumento de 35 francos por semana", tudo "recordações fabulosas, não só a parte material mas a consciencialização das pessoas".

O português participou nas manifestações de rua porque "tudo se pode vencer com o número de pessoas", viu muita gente "a mandar até botas e 'pavés' [partes da calçada] à polícia" e chegou a ir a algumas reuniões na Sorbonne e no teatro Odéon ocupados.

"Foi a primeira vez, na minha vida de homem, que no Odéon os senhores professores, doutores, se tratavam todos por tu. Não havia você, não havia senhor doutor. Aquilo transformou-me", contou o autor de "Uma vida de militância cívica e cultural", acrescentando que na sua boca tinha sempre a palavra "liberdade".

Em 2012, Batista de Matos recebeu a Comenda da Ordem Nacional de Mérito e há duas semanas recebeu a Medalha da Cidade de Fontenay-sous-Bois.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Dino Luz em nova exposição

A notícia no Jornal das Caldas
https://jornaldascaldas.com/Stencil_sobre_madeiras_no_CCC

Stencil sobre madeiras no CCC
Stencil sobre madeiras é uma arte que pode ser apreciada no café concerto do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, numa exposição de Dino Luz.

Desde que há dez anos abriu uma churrasqueira na praia de Paredes da Vitória, em Alcobaça, o artista iniciou-se na técnica do stencil com a pintura à mão de t-shirts, sweats e outros objectos personalizados.
Nasceu assim o conceito Stencil Fartz, fruto do gosto pelas artes de rua e pelo fato de não haver no mercado uma marca de personalização deste estilo.
Neste caso aproveita pedaços de madeira que vão dando à costa e que transforma em telas, onde através do stencil e da aplicação de outros materiais, exprime a sua arte.
Já realizou diversas exposições.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Doação de livros à Biblioteca de Pataias

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/filha-doa-mil-livros-do-pai-biblioteca-de-pataias

Filha doa mil livros do pai à biblioteca de Pataias

O martingancense Severino da Silva tinha várias paixões na vida. Uma delas era a terra natal e a outra eram os livros. Depois do seu falecimento, no ano passado, a filha decidiu doar cerca de um milhar de livros do pai, antigo professor primário, à Biblioteca de Pataias.

A União de Freguesias de Pataias e Martingança organizou uma sessão de homenagem ao antigo professor na passada sexta-feira, na qual fez questão de agradecer o gesto de Severino da Silva e da sua filha, emigrada na Suíça. “Por razões familiares, a filha do benemérito não pôde estar presente. No seu lugar esteve um antigo amigo de Severino da Silva que presenciou a homenagem simbólica” que a União de Freguesias de Pataias e Martingança “fez questão de organizar em honra do doador”, explica o autarca Valter Ribeiro.

Severino da Silva esteve emigrado em Angola e, depois do 25 de Abril, regressou a Portugal para dar aulas de instrução primária em Vila Nova de Gaia. Durante a carreira de professor, desenvolveu um gosto especial pela história do Ultramar.

Os mil livros que faziam parte da biblioteca pessoal de Severino da Silva são, naturalmente, muito diversos. Mas os romances e os livros sobre História e, em particular, sobre a história das colónias portuguesas. “Trata-se de uma doação que vem enriquecer significativamente o espólio da biblioteca”, defende Valter Ribeiro. O presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança avança, aliás, que “devido ao grande número de volumes doados”, a Biblioteca de Pataias pode muito bem ser a “biblioteca do País com maior riqueza bibliográfica no que toca à História do Ultramar”.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Presidente da União de Freguesias com destaque na distrital política do PSD

A notícia em:
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=a3214f9b-fbac-4d3c-871d-829af5af1443&edition=205

Eleições realizaram-se em todas as concelhias do distrito
Rui Rocha reeleito presidente da Distrital de Leiria do PSD

Realizaram-se no sábado, dia 4 de novembro, as eleições para os diversos órgãos do PSD do distrito de Leiria. Destaca-se o facto de ter sido apresentada uma única lista a cada um dos órgãos, salientando-se o apoio e a participação de todas as concelhias do distrito de Leiria. 
Nestes termos, para a Comissão Política Distrital de Leiria foram eleitos para presidente Rui Rocha, vice-presidentes Hugo Oliveira e Teófilo Santos, secretário Pedro Pimpão, tesoureiro Valter Ribeiro, vogais Paulo Batista, João Barreiras Duarte, João Marques, Humberto Marques, Joaquim Pequicho, Gabriel Vala, Filipe Sales, Albano Morgado e suplentes Daniel Marques, Filipe Silva e Manuel Lourenço. 
Para a Mesa da Assembleia Distrital de Leiria foram eleitos como presidente Feliciano Barreiras Duarte, vice-presidente José António Silva e secretários Diogo Mateus e Célia Freire, tendo como suplentes Cíntia Silva e Rogério Rebelo. 
Para o Conselho de Jurisdição Distrital foram eleitos como presidente Luís Félix Castelhano, Beatriz Madureira, António Cipriano da Silva, Nuno Correia e Ricardo Crespo, sendo suplentes João Antunes dos Santos e António Pires. 
Para a Comissão Distrital de Auditoria Financeira foram eleitos João Cunha, Ricardo Galo e Paulo Espirito Santo, sendo suplente Jorge Cancelinha. 
Os novos órgãos foram eleitos para o mandato 2017/2019.

terça-feira, 28 de março de 2017

Dino Luz em exposição

A notícia n'O Alcoa
http://www.oalcoa.com/dino-luz-transforma-lixo-do-mar-em-arte/

Dino Luz transforma lixo do mar em arte

Até ao dia 1 de abril, a exposição “As telas que o mar me dá”, de Dino Luz, encontra-se patente na Galeria Municipal da Nazaré.
Dino Luz, que assina os trabalhos como Stencil Fartz, já tinha levado as suas telas até Porto de Mós, Alcobaça e piscinas municipais em Pataias. “As exposições que tenho feito são um projeto pessoal que passa pela recolha de lixo da minha praia (Paredes da Vitória), transformando-o em telas, através da técnica do stencil”, explica o artista plástico.
Stencil Fartz é um artista contemporâneo, amante do mar e da praia, palco na descoberta dos suportes para as suas criações, que intitulou “As telas que o mar me dá”. A inspiração parte da busca daquilo que o mar abandona na areia, numa relação de proximidade com a natureza, revelando-se depois sob variados temas.
Autodidata, Dino Luz nunca estudou arte, mas o interesse e o gosto foram crescendo ao longo do tempo.
O artista utiliza a técnica do stencil, sobretudo sobre madeira, assim como colagens de outros materiais, numa sobreposição de camadas que conferem às suas obras um estilo distinto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Livro sobre figura da Martingança

A notícia em:
http://www.diarioleiria.pt/noticia/14690

Empresário da Martingança é tema e ‘herói’ de livro


A história de vida de um empresário de Martingança, no concelho de Alcobaça, foi transcrita em palavras e colocada em papel. ‘O mundo mágico do Oliveira’ é o título da obra literária escrita por Ana Maria Oliveira, filha do empresário em causa, que decidiu aventurar-se na escrita para homenagear o pai. Ao longo da obra, Ana Maria Oliveira conta a história do seu pai e das empresas que lhe pertenciam e o fim trágico a que a ganância de terceiros conduziu o empresário. A Fábrica Metropolitana de Soldas, mais conhecida por Soldas Olida, era uma das empresas ao encargo de António Branco de Oliveira, que Ana Maria Oliveira retractou como “um empresário muito especial”. Segundo a autora, António Branco de Oliveira “punha o bem-estar dos seus funcionários acima dos seus interesses financeiros”. Ana Maria Oliveira acrescentou ainda que o seu pai “pagava aos seus funcionários ordenados como se a sua fábrica fosse rentável como uma multinacional, o que não era, e dava regalias aos seus funcionários como nenhuma outra empresa no País dava”.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Pataieira nomeada diretora de Centro de Emperego

A notícia em: https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/paula-vaz-e-nova-directora-do-centro-de-emprego-de-leiria-3745

Paula Vaz é a nova directora do Centro de Emprego de Leiria

Ana Elisa Santos, de Leiria, e Alzira Henriques, de Alcobaça, foram nomeadas para directoras dos Centros de Emprego de Lisboa e do Médio Tejo (Tomar), respectivamente.
Antiga directora do Centro de Emprego de Alcobaça, Paula Cristina da Silva Vaz é a nova directora do Centro de Emprego e Formação (CEFP) de Leiria, substituindo no cargo Lídia Matos Almeida. O despacho de nomeação foi publicado na semana passada, em Diário da República.
Por seu lado, Alzira Henriques, de Alcobaça, iniciou recentemente funções como directora do CEFP do Médio Tejo, que tem sede em Tomar. Além da ligação a Alcobaça, as duas dirigentes têm em comum a proximidade ao PS, sendo que Alzira Henriques ainda se mantém em funções como presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Leiria.
A também socialista Ana Elisa Santos, de Leiria, foi nomeada para a liderança do Centro de Emprego de Lisboa.
Licenciada em Gestão de Recursos Humanos, Paula Vaz, 42 anos, iniciou actividade profissional na Câmara de Alcobaça como técnica na sua área de formação. Em 2001, iniciou funções como técnica superior de emprego, primeiro no Centro de Emprego de Leiria e depois no de Alcobaça. Neste último, exerceu o cargo de directora entre 2005 e 2012. Actualmente, integrava a unidade de formação do CEFP de Leiria.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Secretário de Estado da Indústria na Martingança

A notícia em: 
http://www.noticiasaominuto.com/economia/536558/joao-vasconcelos-aponta-setor-dos-moldes-como-exemplo

João Vasconcelos aponta setor dos moldes como exemplo

O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, considerou hoje [11 de fevereiro], em Alcobaça, a indústria dos moldes como um exemplo para outros setores ao colocar Portugal entre os países mais competitivos.

"A indústria dos moldes orgulha Portugal, coloca o país na primeira divisão dos países mais competitivos e mais eficientes e o tecido empresarial português entre os melhores" afirmou o secretário de Estado durante a inauguração das novas instalações da empresa Enpromoulds - Moulds Engineering & Production Engenharia e Fabricação de Moldes Metálicos.
A empresa "serve de exemplo do que devia estar a acontecer em todos os setores e a todos os empresários portugueses", sublinhou, aludindo ao crescimento da Enpromoulds nos últimos 13 anos.
Um exemplo de que "é possível numa pequena empresa familiar ter uma ambição global, vender para outros continentes e querer ter a melhor tecnologia de ponta", frisou, defendendo ser este o espírito que o Governo "quer levar a muitos outros setores da indústria tradicional portuguesa".
João Vasconcelos falava após inaugurar as novas instalações da empresa na Martingança, no concelho de Alcobaça, onde foram investidos 2,2 milhões de euros, dos quais um milhão de euros na aquisição de novas máquinas que permitem "aumentar a produção e produzir moldes até 50 toneladas", explicou à agência Lusa o administrador, Sérgio Nicolau.
O investimento permitiu ainda "criar sete novos postos de trabalho", aumentando o efetivo para 23 trabalhadores.
Fundada em 2003, a Enpromoulds tem um volume de negócios anual na ordem dos dois milhões de euros e estima, com as novas instalações, "duplicar esse valor já em 2016", acrescentou o administrador.
A empresa produz sobretudo moldes para o setor agrícola (redes de rega e outros equipamentos), artigos para casa (plásticos) e industria automóvel.
As exportações para a América Latina absorvem cerca de 95% da produção da Enpromoulds. Cuba é o principal mercado, 60%, seguindo-se Equador e Colômbia.
Marrocos e Irão são os próximos destinos para onde a empresa pretende iniciar a exportação, encontrando-se atualmente em negociações com novos clientes.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Pavilhão POVERA

Na sequência da 32ª Edição do Festival de Almada, a divulgação em sites da especialidade (Arquitetura) do Pavilhão Povera, com participação direta do pataiense Pedro Grilo na Equipa do Projeto.

O artigo no site de especialidade aqui:
http://www.gooood.hk/povera-pavilion-by-atelier-jqts.htm

A notícia no Sapinho aqui:
http://sapinhogelasio.blogspot.pt/2015/06/pavilhao-povera-teatro-e-arquitectura.html

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Valter Ribeiro regressa ao parlamento

Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, vai voltar ao Parlamento como deputado. 
Colocado em oitavo lugar (quando o PSD elegeu seis deputados) na lista por Leiria, Valter Ribeiro vê Teresa Morais e Assunção Cristas serem chamadas para o novo Governo. Assim, com estas duas (já previsiveis "promoções"), Valter Ribeiro recupera o lugar como deputado da Nação.
Veremos por quanto tempo...

A notícia em:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4857184

Cavaco aprovou novo Governo de Passos Coelho

Passos Coelho apresentou, esta terça-feira de manhã, a composição do novo Governo ao presidente da República. No essencial, o primeiro-ministro mantém a equipa e cria um Ministério da Cultura... como pretendia o PS. Costa reagiu e diz que é um Executivo "sem futuro e com consciência disso".

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho apresentou, esta terça-feira, tal como anunciou o JN, o novo governo ao Presidente da República. Em audiência, esta terça-feira de manhã, no Palácio de Belém, teve o acordo de Cavaco Silva para a constituição do XX Governo Constitucional.
O Presidente da República marcou a tomada de posse para o dia 30 de outubro, pelas 12 horas, no Palácio da Ajuda. O líder do PS, António Costa, reagiu e diz que é um Executivo "sem futuro e com consciência disso".
Passos, Portas e Maria Luís Albuquerque continuam como figuras principais do novo Governo, que mantém sete ministros do anterior executivo e "promove" dois secretários de Estado a ministro: Leal da Costa na Saúde, para o cargo de Paulo Macedo, e Morais Leitão, da administração local para titular da pasta da Economia.
Marques Guedes passa de ministro da Presidência a ministro da Presidência e do Desenvolvimento Regional (pasta deixada por Poiares Maduro).
Num governo com poucas caras novas, algumas são conhecidas da política nacional. Casos de Fernando Negrão (Justiça), Costa Neves (Assuntos Parlamentares), Calvão da Silva (Administração Interna) e Teresa Morais, Ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania, que era secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e para Igualdade desde 2011.
O XX Governo Constitucional tem a seguinte composição: Primeiro-MInistro: Pedro Passos Coelho; Vice-Primeiro-Ministro: Paulo Portas; Ministra de Estado e das Finanças: Maria Luís Albuquerque; Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Rui Machete; Ministro da Defesa Nacional: José Pedro Aguiar-Branco. Ministro da Presidência e do Desenvolvimento Regional: Marques Guedes; Ministro da Administração Interna: João Calvão da Silva; Ministro da Justiça: Fernando Negrão;Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia: Jorge Moreira da Silva; Ministra da Agricultura e do Mar: Assunção Cristas; Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social: Pedro Mota Soares; Ministro da Economia: Morais Leitão; Ministro da Saúde: Leal da Costa; Ministra da Educação e Ciência: Margarida Isabel Mano Tavares Simões Lopes Marques de Almeida; Ministro da Modernização Administrativa: - Rui Pedro Costa Melo Medeiros; Ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania: Teresa Morais; Ministro dos Assuntos Parlamentares: Costa Neves.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Hã Toino D'Lírio o Toino dos Pisões

A reportagem no jornal Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/antonio-e-uma-estatua-que-ja-saltou-do-pedestal-1703074

António é uma estátua que já saltou do pedestal

António Gomes dos Santos faz vida da quietude. Escuta as pessoas que passam por ele, embora não lhes possa responder. Guardou dezenas de cadernos com as reacções escritas. “Vai trabalhar seu malandro.” “És maravilhoso.”
  
Há quase três décadas que António Gomes dos Santos pinta a cara e o corpo de modo a parecer aos outros que é feito de pedra, de bronze, de ferro, de plástico. É esse o objectivo, criar a ilusão a quem passa de que não é humano. Depois, tem de ficar muito quieto durante horas, e silencioso. Para ser estátua não pode responder ao que vai ouvindo acerca de si.

Mas quis que lhe falassem por escrito. Dezenas de cadernos de capa dura que guardou registam os pensamentos de alguns dos que o vêm observando. Folhear as suas páginas é acompanhá-lo num percurso em que o homem-estátua passou de espécie rara que causava espanto porque “era o único” — “nunca tinha visto nada assim”, “vai trabalhar seu malandro” — para coisa banal. “Hoje ser homem-estátua é uma forma de arte.”

Para continuar a sê-lo teve de inovar, juntou à quietude “a levitação”. “Como é que te aguentas no ar? És maravilhoso.” “És a estátua mais interessante que eu já vi.” Foi o que lhe escreveram no último dos volumes.

António Gomes dos Santos diz-se “uma obra de arte” e, como tal, pode desencadear tantas leituras quantos os sujeitos que o observam. E se há coisa que lhe ensinaram os cadernos onde quem passa por ele pode escrever é que cada um vê nele o que quer. Uma Raquel escreve-lhe que ele lhe fez lembrar “alguém que já não está cá”. Um João preocupou-se com a sua saúde dermatológica — “O senhor usa muitos produtos para tirar a tinta, mas cuidado porque com tanta tinta a pele não respira.”

É possível descortinar naquele armazém de observações diferentes categorias, quem vê na sua quietude um acto político, filosófico, religioso — “Deus vai-te castigar.” “Deus é teu amigo.” “Estás a gozar com Deus.”

São anos e anos de comentários sem réplica. Aqui fica uma pequena amostra de diálogos que nunca aconteceram e outros que chegaram a acontecer. É que há alturas em que até um homem-estátua sai do pedestal.

“Imagino imensas coisas a seu respeito, como por exemplo, qual é a motivação que o levou a desempenhar este papel de estátua?”

É uma longa história. António tem 53 anos. Tudo começou num tempo em que o cabelo lhe começou a cair, aos tufos, em que ficou careca de um dia para o outro. Diagnosticaram-lhe alopecia nervosa, manifestação física de uma depressão profunda. Vomitava, chorava compulsivamente, dormia mal, não tinha fome, chegou aos 45kg. Era ele trabalhador administrativo nos Hospitais da Universidade de Coimbra e estudante do 3.º ano de Geologia na Universidade de Coimbra.

Mais para trás tinha ficado o que hoje se chamaria “trabalho infantil” mas que na altura era assim. Com uns 7 anos, para ter direito a jogar a bola, tinha primeiro de apanhar sete sacas de pinhas para a fogueira, de regar o milho e tratar do curral do gado. Os pais não lhe pediam, afinal, mais do que tinham sido as suas vidas. Ele foi o terceiro filho, o primeiro vivo, as duas irmãs morreram no útero da mãe e os pais endividaram-se para o fazer sobreviver, pagaram o luxo que era um táxi, quando o transporte da família era a mula Carriça, para levar a mãe grávida pelos caminhos de lama até Coimbra, para António ir nascer no hospital.

Nos primeiros tempos de estátua ouvia muito o tipo de deixas que lhe pareciam directamente saídas do salazarismo, a típica: “Vai trabalhar seu malandro.” Calou muito, mas havia vezes em que era demasiado. Houve alturas em que saiu do seu imobilismo para contar a trabalhadores chefes de família a sua história de vida, e a do pai, que continua a cortar madeira aos 79 anos.

No início, o que ele fazia era estranho mas até os pais, que nunca puderam estudar, se habituaram. E até já foi possível ouvir o pai dizer, com ar ufano, “eu sou pai do homem-estátua”. E, quando alguma actuação leva António perto da aldeia de Pisões (concelho de Alcobaça), ter a mãe, de 85 anos sentada num banquinho junto ao filho parado, uma tarde inteira, parados os dois, ele estátua, ela mãe do homem-estátua.

“Que foi que teus olhos viram?! São castanhos? Ou serão verdes?” — perguntou-lhe Cátia. São castanhos.

“Já te vi muitas vezes. Chego a imaginar-te como uma paisagem. Eu olho-te tantas vezes e tu provavelmente nunca reparaste em mim. Acabo por me sentir ridícula em olhar tanto tempo para ti sem receber um olhar em troca” — escreveu Ana.

Se há coisa que a quietude faz é ampliar tudo o que se passa à sua volta. É como se estar parado tanto tempo lhe colocasse no ângulo de visão, que nunca muda, uma gigante lupa que o faz percepcionar tudo de forma exagerada, e isso aplica-se ao que ouve e ao que vê. Ele repara nas pessoas, responde a Ana.

Lembra o dia em que uma cena que se estava a passar à sua frente o transtornou: era um pai a bater num filho criança de forma violenta, a usar com ele “uma linguagem pior que na Idade Média”. Não aguentou. “A estátua regressou à sua forma humana”, para repreender o pai violento, se aquilo era coisa que se fizesse a uma criança.

É outro efeito da imobilidade, quando sai de estátua não é ele, António Gomes dos Santos, homem calmo que pratica ioga e meditação, “a minha saída da quietude é muito animal, é uma reacção felina, como um gato quando ataca”.

Um dia, “um homem de aspecto normal, de fato e gravata”, empurrou-o com muita força e ele saiu de estátua quase pronto a matá-lo. Tem que ter cuidado com esses momentos.

Há quem o queira testar, provocá-lo e à sua capacidade de inércia, com os seus cinco recordes do Guiness anunciados aos pés do seu pedestal. No último, de 2003, esteve quieto 20 horas, 11 minutos e 36 segundos. Já foi estátua em 64 países e é convidado para júri de festivais de homens-estátua.

Nos tempos em que o serviço militar ainda era obrigatório, um militar fardado rondou-o, a repetir sempre o mesmo, “havia de te ver lá na parada, a ver se aguentavas”. A frase repetida tantas vezes, o homem a pô-lo tonto. Chegou o momento em que pegou no militar pela cintura, com uma força que não era a dele, era a do tal animal, e colocou-o em cima do seu pedestal, invertendo posições — “Então agora vamos ver quanto tempo aguentas”, disse-lhe. O homem ficou branco, cor de cal, como se costuma dizer, e foi-se embora a pedir-lhe desculpas.

Também lhe perguntam coisas mais práticas. “Como é que conseguiu estar tanto tempo sem comer?” Nas maratonas recordistas de quietude come “tudo o que normalmente faz mal e ajuda à retenção de líquidos, muitos frutos gordos, pinhões, nozes”.

No seu quotidiano, em que costuma ser estátua quatro dias por semana, umas quatro horas por dia, António tem um ritual que repete há décadas. Chega à Rua Augusta, em Lisboa, umas boas duas horas antes de ser estátua e vai “morder o ambiente”, perceber que público terá à sua volta. Hoje sentiu que “há turismo calmo”, pensa que deve ter atracado um barco de cruzeiro de gente mais velha que tem tempo para andar pela baixa e o olhar. “Também há turismo stressado.”

Depois almoça muito calmamente, sempre no mesmo sítio. É um restaurante que agora se chama Cais das Colunas, mas foi tendo outros nomes, o que interessa são os donos. É como se fosse uma segunda casa, a juntar à que tem quando se posta no meio do cruzamento que é sempre o mesmo, Rua Augusta com Rua da Assunção.

Aquele restaurante e aquelas pessoas foram o seu refúgio ao longo dos anos. Ali sempre lhe guardaram o material quando estava a sempre a ser levado para a esquadra de polícia. Era todos os dias levado por acusações que variavam, dependia dos policias que faziam a detenção, a mais comum era “ocupação ilegal da via pública”. Hoje paga pelo uso do cruzamento.

Nos cadernos há uma questão que é transversal ao longo dos anos: se o que faz é trabalho ou não. António entende-o como “uma revolta contra o trabalho”. Diz que aprendeu com o filósofo português Agostinho da Silva que trabalho veio do latim tripalium, nome de um instrumento de tortura constituído por três estacas de madeira afiadas e que era comum em tempos remotos na Europa. Originalmente, “trabalhar” significava “ser torturado”.

“As máquinas vieram para nos dar mais tempo de lazer mas escravizaram-nos o tempo”, diz, e isso nota-se mais nas cidades. O trabalho dele não funcionaria numa aldeia, o homem-estátua faz sentido na cidade, mas António Gomes dos Santos torna todos os dias a uma aldeia, “o meu Trás-os-Montes”, perto de Mafra a uns 20 quilómetros de Lisboa

É trabalho no sentido em que é das moedas que deixam à estátua que sai o seu pagamento para a segurança social. As moedas são o seu sustento, de acordo com objectivos de vida, que, diz, são modestos. “Viu como eu vivo.” A casa de António, onde mora com a namorada e assistente Susana Bento, é uma casa humilde com o tecto forrado a mapas, atafulhada de roupas e chapéus dos seus personagens pendurados no tecto e parede. Já foi 300 estátuas diferentes.

Depois, “o trabalho está associado ao movimento”, faz confusão às pessoas o que ele faz, “uma coisa tão simples”, como é que se pode estar a trabalhar parado?

O que lhes pode dizer é que fica exausto naqueles dias, em que tem de reduzir a sua respiração a algo imperceptível, as estátuas não respiram, e com isso o seu batimento cardíaco desacelera até um estado de “latência”, como um urso que hiberna no meio da rua.

Há quem lhe reconheça esse esforço por escrito. “Tomara eu conseguir não me mexer durante 10 minutos.” “Já o tentei fazer e não o consegui mais que cinco minutos. Requer muita concentração e experiência.” “Brilhante auto-domínio e equilíbrio. Deus o conserve por muitos e bons anos. Para nosso deleite.” “Curti bué o teu auto-controlo, mano.”

“Eu sinceramente achei uma grande merda, uma coisa que todos conseguem fazer.” Há também que lhe deixe escrito insultos como esse e outros. “Olhe, odeio mimos e paralisados!!” “Continue paradão, mas longe daqui por favor.” “Para mim que sou artista, chamo a isso ‘viver da ignorância dos outros’.”

E há os escritos dos que António diz que acertaram. Se pudesse, agradecia-lhes. É mesmo isso, Bruno: “Obrigada por trazer poesia para as ruas e talvez levar a que as pessoas parem no seu agitado dia a dia. Continue a parar o mundo.” “Obrigada por mostrar tanto equilíbrio num momento em que tanto é inquietude.” “Estar imóvel ou na quietude consciente, é abrir espaço para sentir o mundo de uma forma diferente, é abrir espaço em nós mesmos para nos descobrirmos.” “É importante parar como caminhar, parar também é viver.”

E depois há naquelas folhas inícios de conversa. “Só gostava de o conhecer sem ser uma estátua.” “Um dia destes, passo para falar contigo?” “Quero-te conhecer.” “Adoro-te.” O seu filho teve origem num daqueles cadernos de capa preta. A conversa começou por escrito.

domingo, 2 de agosto de 2015

Valter Ribeiro é candidato a deputado (novamente)

A notícia na edição on-line do Tinta Fresca de 31 de julho de 2015
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=8e67c9b0-854e-40b2-9780-076616b9b5d2&edition=178

Histórico autarca das Caldas da Rainha magoado com a decisão do partido de que foi fundador
Fernando Costa fora da lista de Leiria do PSD Margarida Balseiro Lopes é a grande surpresa

Fernando Costa, presidente da Distrital de Leiria do PSD e ex-presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, não conseguiu ser incluído na lista de candidatos de Leiria da Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS). Fundador do PSD, o agora vereador da Câmara Municipal de Loures admitiu estar magoado por ser o único presidente de uma Distrital a não integrar as listas de candidatos a deputado.
Teresa Morais, secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, lidera lista de Leiria, seguido de Feliciano Barreiras Duarte (Bombarral), Pedro Pimpão (Pombal), Assunção Cristas (CDS, ministra da Agricultura e do Mar), Margarida Balseiro Lopes (JSD), José António Silva (Leiria), Conceição Pereira (Caldas da Rainha), Valter Ribeiro (Alcobaça), Manuel Isaac (CDS, Caldas da Rainha) e Olga Silvestre (Porto de Mós). Recorde-se que nas eleições legislativas de 2011, o PSD elegeu seis deputados no Círculo Eleitoral de Leiria, o PS três e o CDS um deputado.

Comentário

Se o PSD/CDS conseguir os mesmos resultados que em 2011, Valter Ribeiro, oitavo da lista, fica de fora dos eleitos.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Valter Ribeiro luta por lugar de deputado

A notícia no Região de Cister de 23 de julho de 2015

Alcobaça - deputado foi indicado pela concelhia para candidato a deputado
Valter Ribeiro reúne apoios no PSD

Sem surpresa, Valter Ribeiro foi o nome indicado pela Concelhia de Alcobaça do PSD para a lista de deputados da coligação do PSD e do CDS-PP pelo círculo eleitoral de Leiria.
O deputado e presidente da Concelhia de Alcobaça reuniu consenso a nível local e distrital, mas faltará ainda saber qual o lugar que ocupará na lista pelo distrito e se terá condições para voltar a chegar ao Parlamento, tal como aconteceu na legislatura atual com o Governo de Passos Coelho.
A coligação ainda não anunciou o cabeça de lista por Leiria, mas tudo indica que Teresa Morais deva merecer a preferência. O presidente da Distrital, Fernando Costa, deverá ser o número 2, numa lista que deverá contemplar a grande maioria dos deputados em funções, com exceção de Fernando Marques, que está de saída da Assembleia da República.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Pavilhão Povera - Teatro e Arquitectura: dar lugar ao conhecimento

32ª Edição do Festival de Almada.

Teatro e Arquitetura: dar lugar ao conhecimento
Pavilhão Povera

http://www.darlugaraoacontecimento.com/#!povera/cd2f

Um pataiense na construção/ concretização do pavilhão Povera na 32ª edição do Festival de Almada, idealizado pelos arquitetos João Quintela e Tim Simon.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Políticos: agarrados ao tacho ou a incompetência para fazer outra coisa?

A notícia na edição do Jornal de Notícia de hoje ou em:
http://www.pressreader.com/portugal/jornal-de-noticias/20150615/281496454912473/TextView

Perpetuação no poder por mais de 12 anos tem caraterizado a classe política portuguesa ao longo da democracia

Vira o disco e toca o mesmo. A célebre expressão popular espelha as conclusões de um estudo sobre o sistema político português que aponta para a falta de novos protagonistas e, consequentemente, de novas ideias. Ao longo da democracia, quase metade dos principais atores políticos perpetuaram-se no poder, permanecendo mais de 12 anos nos lugares.
Baseada em 7718 registos de nomes, desde autarcas municipais a membros do Governo, passando pelos deputados nacionais e europeus, a falta de renovação da classe política é demonstrada numa tese de doutoramento em Ciência Política, pela Universidade Lusófona, que foi defendida por Jorge Fraqueiro. Fora da investigação ficaram os governos e assembleias regionais dos Açores e da Madeira.
O estudo, que se situa entre 1974 e 2012, tem dados curiosos, como o facto de haver políticos que ocuparam cargos 17 vezes (independentemente de ser ou não no mesmo órgão), e lança sugestões.
A média de estagnação a que chegou o autor, sem distinção de órgão ou partido, vem, a seu ver, confirmar o senso comum de que as caras pouco mudam: mais de 44% ocupam lugares por mais de 12 anos. “O PCP, com 68%, é o partido mais estagnador” e “aquele que menos estagna é o CDS-PP com 37%”, refere Jorge Fraqueiro no resumo da tese, cujo orientador foi o sociólogo Paquete de Oliveira. Já o PS e o PSD revelam percentagens de 44% e 46%, respetivamente.
O autor, que foi jornalista entre 1988 e 1996 e enveredou depois para a assessoria política, sublinha que, dos quatro órgãos analisados, “são os presidentes de Câmara aqueles que mais contribuem para a estagnação, com uma percentagem média geral de 64%”. No outro extremo, aos governos equivale uma percentagem de 29%, como era esperado desde logo pela habitual alternância no poder.
Ao longo de 38 anos, menos de metade dos políticos foram ocupando 80% dos cargos disponíveis. Os 3123 deputados à Assembleia da República incluídos no estudo apresentam uma estagnação média de 53%. Valor que cai para 30% no caso dos eurodeputados.
Por estagnação o autor entendeu, nos casos das Câmara Municipais, governos e Assembleia da República, os atores políticos que cumpriram mais de 3 mandatos. Ou seja, que se mantiveram por mais de 12 anos. No caso do Parlamento Europeu, tendo em conta que o mandato é de cinco anos, considerou haver estagnação sempre que o político tenha feito mais de dois mandatos (10 anos).

Por coincidência, ou não, editorial do jornal "Público" de hoje
http://www.publico.pt/politica/noticia/novas-listas-velhos-problemas-1698962

Novas listas, velhos problemas

Começa a saga das candidaturas. Há inovação nos métodos, mas não vão faltar as tradicionais guerras dos aparelhos.
Este ano promete trazer algumas novidades nas candidaturas de deputados à Assembleia da República. Há um partido, o Livre, que faz uma ruptura total com os métodos tradicionais de escolha dos nomes, mas há também nos velhos partidos sinais de alguma renovação geracional, caso do PS, e alterações radicais na colocação de figuras importantes do PSD e do CDS, impostas pela natureza das listas da coligação. Isto, além do aparecimento de novas formações políticas, como é o caso do PDR de Marinho e Pinto. Se daqui vai resultar uma representação de maior qualidade no hemiciclo de S. Bento, isso é o que se verá.
Embora sem dar muito nas vistas, os dois partidos do Governo já se agitam na disputa entre quem entra ou não entra e em que distrito fica, puzzle que o vantajoso acordo arrancado por Paulo Portas a Passos Coelho nas negociações que formalizaram a coligação tornou ainda mais difícil. O líder do CDS conseguiu garantir que a colocação dos candidatos do seu partido nas listas seja feita na base dos resultados obtidos em 2011, o que lhe permite segurar uma fatia considerável dos 24 deputados que os centristas detêm hoje no Parlamento. A dificuldade de compatibilizar interesses, egos e rivalidades com a enorme incerteza sobre os resultados deste sufrágio explica a tentativa das direcções dos dois partidos de empurrar o fecho das listas para o mais tarde possível. O objectivo é limitar os danos de eventuais “guerras” na praça pública que fragilizem uma aliança cuja imagem de sintonia é essencial para colar à mensagem de estabilidade que, já se percebeu, será um dos argumentos fortes da sua campanha. A intenção está votada ao fracasso, até porque há muitos problemas em aberto. O maior deles é politicamente delicado e prende-se com o lugar de Paulo Portas nas listas (ver págs. 2/3). Para compatibilizar a dignidade do seu cargo no Governo com a hierarquia numa lista, Passos poderá ser obrigado a mudar-se do seu confortável posto de número um em Vila Real, onde tem a vitória praticamente garantida, para disputar Lisboa contra António Costa. Irá mesmo arriscar? A escolha é entre uma provável derrota pesada na capital e o aumento do grau de conflitualidade interna na coligação.
À esquerda, o líder do PS propõe-se desafios cuja concretização se afigura tão difícil como fazer a quadratura do círculo. Harmonizar a renovação do pessoal político com a garantia da unidade interna e ainda abrir as listas a independentes sem sofrer a hostilidade do aparelho não é propriamente a imagem de marca do PS. Até porque as feridas ainda são muitas e Costa demora a descolar nas sondagens. No PCP vive-se no mar da tranquilidade e o Bloco parece ter aprendido com a lição das últimas eleições. Irá a tempo? Não se sabe se esta é a última eleição neste sistema eleitoral, pois o PS tem no seu programa as listas uninominais. Se assim for, daqui a quatro anos, então, sim, muda tudo.

Comentário

Sou desde o primeiro momento um defensor da limitação dos cargos políticos. Atualmente é de 3 mandatos (12 anos), eu até iria apenas para os 2 mandatos (oito anos). Defendo que essa limitação se deve estender não só ao lugar (por exemplo, Presidente de Câmara ou de Junta), mas ao próprio órgão (Câmara Municipal, Assembleias Municipais e de Freguesia, Assembleia da República).
Sou de opinião que dois mandatos serão suficientes para que qualquer pessoa consiga inverter tendências, compreender organizações, estabelecer modelos, implementar processos e concretizar ações que deixem a instituição/ território a que se candidataram muito melhor do que aquilo que encontraram.
E depois, deve partir, deixar o lugar em aberto para que outros continuem o seu caminho ou encontrem alternativas.
Ao 3º mandato, naturalmente, as pessoas acomodam-se. Habituaram-se ao poder, à bajulação, às amizades. E o objetivo deixa de ser o de melhorar para passar a ser a manutenção do poder, pelo poder e para o poder.
Em Pataias, e Alcobaça, esta perpetuação do poder não foge à regra. Na Junta de Freguesia, Presidente e Secretário vão já no seu 4º mandato (eles que se candidataram contra a eternização de António Ascenso - que cumpriu 5 mandatos), e na Assembleia de Freguesia, alguns nomes também já ganharam pó (passe a expressão), quer entre o PSD, quer entre o PS.
Se formos para a Assembleia Municipal, os "figurões" do PSD, PS e da CDU são os mesmos há uma série de anos. No caso do PS, há inclusivamente uma "troca de cadeiras" entre Assembleia e Câmara Municipal, sem que, efetivamente, haja uma troca de políticas e de ações. Até parece que gostam de perder eleições...
Quanto à Câmara Municipal, Paulo Inácio vai no seu segundo mandato. Mas alguns vereadores ocupam aqueles lugares há quatro, cinco, seis mandatos. O que poderemos esperar dessa pessoas, passados todos estes anos? Não tiverem já tempo de fazer tudo o que gostariam ou são assim tão bons que acham que são insubstituíveis?

domingo, 28 de dezembro de 2014

Homem encontrado morto

A notícia no Correio da Manhã on-line
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/detalhe/homem_encontrado_morto_em_alcobaca.html

Homem encontrado morto em Alcobaça 
Homem, de 59 anos, foi encontrado sem vida dentro da casa onde morava sozinho. 

Um homem de 59 anos foi encontrado morto, pela GNR e bombeiros, este domingo, na sua residência, em Pataias, concelho de Alcobaça, informou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria. O homem foi encontrado morto na habitação onde morava sozinho, tendo estado no local três viaturas e dez operacionais dos Bombeiros de Pataias e uma viatura e três operacionais da GNR, disse à agência Lusa fonte dos Bombeiros de Pataias. O homem foi encontrado sem vida por volta das 14h00. De acordo com a GNR, o alerta foi dado "por familiares", que já "não viam o indivíduo há algum tempo", e estranharam essa ausência.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Valter Ribeiro candidato à liderança do PSD-Alcobaça

A notícia na edição 1112 do Região de Cister de 11 de novembro de 2014

Alcobaça - eleições decorrem amanhã [hoje] à noite
Valter Ribeiro é o único candidato à liderança do PSD

O deputado Valter Ribeiro é o único candidato à Concelhia de Alcobaça do PSD. As eleições decorrem amanhã [hoje, sexta-feira] à noite.
A ser eleito, o também presidente da União das Freguesias de Pataias e Martingança irá suceder no cargo a João Paulo Costa, que resolveu afastar-se da liderança local do partido após quatro anos.
No passado mês, em declarações exclusivas ao REGIÃO DE CISTER, Valter Ribeiro, que foi vice-presidente da Concelhia social-democrata nos últimos anos, referiu que pretende “dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo partido”, mas pretende dissipar “a ideia que transpareceu, ao longo dos últimos anos, de o partido se confundir com a Câmara de Alcobaça”.