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segunda-feira, 20 de agosto de 2018
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
5,1 milhões de euros para o litoral de Pataias
O Plano de Ação do Litoral XXI, com um horizonte de execução previsto até 2028, prevê um investimento no litoral da freguesia de Pataias na ordem dos 5,15 milhões de euros. A maior parte das ações estão previstas decorrer até 2022, sendo que a retirada de construções em Água de Madeiros e Vale Furado decorrerá, em princípio, até 2028.
Nas ações previstas de valorização e proteção do litoral da freguesia, estão previstas a estabilização de taludes nos acessos às praias da Pedra do Ouro e da Légua, o reforço do cordão dunar e estabilização de arribas entre Vale Furado e a praia da Falca, e a manutenção da defesa da praia de Paredes da Vitória.
Para além destas ações, estão previstas intervenções de requalificação e valorização e construção de acessos na praia da Polvoeira, requalificação e criação de estacionamento em Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua e ainda demolição de estruturas em Água de Madeiros. Até 2019 está prevista a construção da ETAR da Pedra do Ouro.
Como já referido anteriormente, estão ainda previstas ações de recuo planeado e respetiva demolição de edificações nos lugares de Água de Madeiros e Vale Furado, prevendo-se o início dessas ações em 2021 e o seu términus em 2028.
O documento, agora disponibilizado ao público geral, encontra-se disponível na página da Agência Portuguesa do Ambiente, aqui: http://www.apambiente.pt/_zdata/DESTAQUES/2018/LitoralXXI/Plano_Acao_Litoral_XXI_2017.pdf
O Plano de Ação do Litoral para o litoral da União de Freguesias de Pataias e Martingança:
Na página da Agência Portuguesa do Ambiente:
Está já disponível para consulta o Plano de Ação Litoral XXI referente ao ano de 2017.
O Governo assumiu como prioridade a gestão do Litoral através da adoção de medidas de adaptação que contrariem a crescente erosão da zona costeira e que promovam o seu planeamento, ordenamento e gestão, através de um diálogo permanente com os Municípios, as administrações regionais e a população em geral, construindo um Litoral que é de todos e para todos.
Com este propósito foi elaborado o Plano de Ação Litoral XXI, que se assume como o instrumento plurianual de referência e de atuação no âmbito da gestão integrada da zona costeira de Portugal Continental, refletindo opções estratégicas e políticas, identificando e priorizando o vasto conjunto de intervenções físicas a desenvolver pelas múltiplas entidades com atribuições e competências no litoral no período de vigência da Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira.
Estas intervenções incidem na prevenção do risco e na salvaguarda de pessoas e bens, na proteção e valorização do património natural, no desenvolvimento sustentável das atividades económicas geradoras de riqueza e na fruição das áreas dominiais em condições de segurança e qualidade, na articulação com a gestão dos recursos hídricos interiores numa ótica de gestão das bacias hidrográficas que acautela a reposição progressiva dos ciclos sedimentares, sem esquecer a monitorização, o conhecimento científico, a disponibilização de informação, a educação e formação, bem como a governação.
Nas ações previstas de valorização e proteção do litoral da freguesia, estão previstas a estabilização de taludes nos acessos às praias da Pedra do Ouro e da Légua, o reforço do cordão dunar e estabilização de arribas entre Vale Furado e a praia da Falca, e a manutenção da defesa da praia de Paredes da Vitória.
Para além destas ações, estão previstas intervenções de requalificação e valorização e construção de acessos na praia da Polvoeira, requalificação e criação de estacionamento em Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua e ainda demolição de estruturas em Água de Madeiros. Até 2019 está prevista a construção da ETAR da Pedra do Ouro.
Como já referido anteriormente, estão ainda previstas ações de recuo planeado e respetiva demolição de edificações nos lugares de Água de Madeiros e Vale Furado, prevendo-se o início dessas ações em 2021 e o seu términus em 2028.
O documento, agora disponibilizado ao público geral, encontra-se disponível na página da Agência Portuguesa do Ambiente, aqui: http://www.apambiente.pt/_zdata/DESTAQUES/2018/LitoralXXI/Plano_Acao_Litoral_XXI_2017.pdf
O Plano de Ação do Litoral para o litoral da União de Freguesias de Pataias e Martingança:
Na página da Agência Portuguesa do Ambiente:
Está já disponível para consulta o Plano de Ação Litoral XXI referente ao ano de 2017.
O Governo assumiu como prioridade a gestão do Litoral através da adoção de medidas de adaptação que contrariem a crescente erosão da zona costeira e que promovam o seu planeamento, ordenamento e gestão, através de um diálogo permanente com os Municípios, as administrações regionais e a população em geral, construindo um Litoral que é de todos e para todos.
Com este propósito foi elaborado o Plano de Ação Litoral XXI, que se assume como o instrumento plurianual de referência e de atuação no âmbito da gestão integrada da zona costeira de Portugal Continental, refletindo opções estratégicas e políticas, identificando e priorizando o vasto conjunto de intervenções físicas a desenvolver pelas múltiplas entidades com atribuições e competências no litoral no período de vigência da Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira.
Estas intervenções incidem na prevenção do risco e na salvaguarda de pessoas e bens, na proteção e valorização do património natural, no desenvolvimento sustentável das atividades económicas geradoras de riqueza e na fruição das áreas dominiais em condições de segurança e qualidade, na articulação com a gestão dos recursos hídricos interiores numa ótica de gestão das bacias hidrográficas que acautela a reposição progressiva dos ciclos sedimentares, sem esquecer a monitorização, o conhecimento científico, a disponibilização de informação, a educação e formação, bem como a governação.
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domingo, 8 de outubro de 2017
Baleia anã vai para o Museu de História Natural
A notícia em:
https://www.dn.pt/lusa/interior/museu-de-historia-natural-recolhe-baleia-em-praia-de-alcobaca-8824045.html
Museu de História Natural recolhe baleia em praia de Alcobaça
O esqueleto de uma baleia anã com sete metros de comprimento e aproximadamente nove toneladas de peso está hoje a ser recolhido na Praia da Polvoeira, Alcobaça, para integrar a coleção do Museu de História Natural.
A baleia anã deu à costa na terça-feira "em avançado estado de decomposição", o que levou a equipa do Museu Nacional de História Natural e da Ciência a, "inicialmente", recolher apenas o crânio, "por ser a peça com mais interesse científico", disse à agência Lusa a bióloga Judite Alves.
O facto de o corpo se encontrar completo acabou, no entanto, por suscitar o interesse da equipa que hoje de manhã iniciou, na praia da Polvoeira, no concelho de Alcobaça, o "esquartejamento do animal para retirar o esqueleto que será levado para o Museu", explicou a mesma responsável.
Munidos de serrotes para esquartejar o corpo do animal, cuja "carne e vísceras serão enviadas para incineração", dois biólogos, um geólogo e um técnico de logística procedem ao desmantelamento da baleia, operação que Judite Alves estima que se prolongue até cerca das 16:00.
Com o jardim do Museu fechado ao público, temporariamente, devido a obras no âmbito do Orçamento Participativo de Lisboa, o esqueleto "vai ser depositado numa área reservada do jardim botânico" onde, segundo Judite Alves, "vai ser limpo e tratado pelo taxidermista".
A tarefa deverá estar concluída dentro de uma semana, após o que o esqueleto "vai, numa primeira fase, integrar as coleções científicas" e, posteriormente, serão "desenvolvidos esforços para que seja exposto ao público, mesmo que apenas temporariamente", adiantou a bióloga.
A dimensão da baleia será, no entender de Judite Alves, "um dos aspetos com bastante interesse para o público", que através do trabalho desenvolvido pelo Museu poderá conhecer melhor a espécie "relativamente comum na nossa costa" e que está catalogada como "vulnerável, tendo em conta o baixo número de indivíduos".
A baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata), a mais pequena e também a mais abundante das baleias, está assim classificada no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (que segue a classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza para espécies ameaçadas) por a espécie "apresentar uma população inferior a 10.000 indivíduos maduros e estar a ocorrer um declínio continuado", sublinhou.
As solitárias baleias, "que não fazem cardume", mas podem ser a avistadas em grupos de dois ou três", são vistas com regularidade na costa portuguesa e visitam "os Açores e ocasionalmente a Madeira", explicou a investigadora à Lusa durante os trabalhos de desmantelamento da baleia, salvaguardando não se tratar de um animal perigoso, já que se alimenta de "kril, peixes e cefalópodes pelágicos [como lulas ou polvos]".
A baleia anã arrojou na Praia Água de Madeiros (a Norte de Paredes da Vitória e a Sul de São Pedro de Moel) na terça-feira e foi na quarta-feira arrastada por técnicos do setor de ambiente da Câmara de Alcobaça para a Praia da Polvoeira, a cerca de dois quilómetros, para a preservar do público e facilitar o acesso da equipa do museu ao animal.
O desmantelamento da baleia foi autorizado pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e acompanhado pela Polícia Marítima.
E ainda em:
https://www.publico.pt/2017/10/06/ciencia/reportagem/uma-baleia-deu-a-costa-e-os-cientistas-foram-buscala-para-museu-de-lisboa-1787974
Uma baleia deu à costa e os cientistas foram buscá-la para museu de Lisboa
Uma equipa do Museu de História Natural e da Ciência, em Lisboa foi esta sexta-feira recolher o esqueleto de uma baleia-anã de uma praia de Alcobaça. Vai ser o novo membro da colecção de mamíferos do museu.
Estamos a meio da manhã e o dia parece estar calmo na praia da Polvoeira, no concelho de Alcobaça. Mas o som tranquilizante do mar e o extenso areal quase sem a presença humana são enganadores. A alguns metros da linha de água está uma baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata) que deu à costa numa outra praia ali perto.
Um grupo de cientistas veste os fatos-de-macaco, luvas e botas verde-tropa para enfrentar a guerra que se avizinha: esquartejar a baleia para que seja possível levar o seu esqueleto para o Museu de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa.
“Bem, o primeiro desafio do dia é mesmo o cheiro”, brinca Judite Alves, bióloga do museu, mesmo antes de se aproximar da baleia. Faz então uma manobra de aproximação. “Até nem cheira assim tão mal. Por enquanto”, diz a rir. “É uma brisa do mar”, diz ainda de forma sarcástica alguém. Entretanto, as facas afiam-se e há quem meta máscaras. A operação começa: vai finalmente tirar-se a pele e o músculo da baleia.
A acompanhar Judite Alves está Bruno Ribeiro (geólogo), Jorge Prudêncio (biólogo) e Carlos Delgado (da equipa de manutenção). Pertencem todos ao MUHNAC. “Esta praia é linda”, diz o geólogo. E lá começam a talhar. Uma tarefa que pela força dos seus movimentos parece ser difícil: ora há um tendão pelo caminho, ora há uma pele mais grossa.
Os cientistas estão a recolher uma baleia relativamente pequena. Tem cerca de sete metros. Aliás, as baleias desta espécie têm entre sete e oito metros, podendo alcançar os dez. Mais pequena do que ela, só a baleia-pigmeu. “É uma baleia de hábitos relativamente solitários”, descreve Judite Alves, acrescentando que pode andar em grupos de dois. E distribui-se pelo Norte do Atlântico, Pacífico Norte e todo o Hemisfério Sul. A nível global, está classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) com o estatuto de “não preocupante”. Esta classificação é diferente se considerarmos só o contexto português. “Em Portugal, é residente em toda a costa”, adianta a bióloga. E tem o estatuto de “vulnerável” pelo Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (que segue a classificação do IUCN), porque tem uma população inferior a dez mil indivíduos. Uma das principais razões para a diminuição da sua população são os acidentes com artes de pesca próximos da costa.
De vez em quando lá passa um curioso. Um grupo de surfistas comenta entre si que é uma baleia e até conversa com os investigadores. Mas um casal de turistas ingleses ainda tem as suas dúvidas e pergunta mesmo se é uma baleia. Afinal, este mamífero, com tons amarelados da decomposição, já não tem lá o crânio. Como andou à deriva, quem encontrou a baleia já a conheceu com o crânio separado do resto do corpo. O crânio está agora guardado no canil municipal de Alcobaça para depois seguir para Lisboa.
E como chegaram os cientistas do museu aqui? A bióloga da Câmara Municipal de Alcobaça, Sofia Quaresma, informou na terça-feira o museu que uma baleia tinha dado à costa numa praia do concelho. Este arrojamento foi detectado por pescadores que informaram a Polícia Marítima. Daí foi um passo até chegar à câmara e ao museu. “Inicialmente, pensávamos em recolher só o crânio, que do ponto de vista científico tem mais relevância. Até porque é complicado a nível da logística trazer um animal de sete metros para Lisboa”, explica Judite Alves. “Depois reflectimos bem e achámos que seria positivo e possível trazer um animal desta dimensão.”
Outro dos desafios esta sexta-feira era a subida da maré. Os cientistas lutam com todas as forças contra o tempo e o avanço do mar. Ouve-se um grito de glória. “Estava difícil”, rejubila Bruno Ribeiro. Juntamente com Carlos Delgado, conseguiram tirar a mandíbula da baleia cortando as articulações. Do outro lado, Judite Alves e Jorge Prudêncio encontram a coluna vertebral do animal. Digamos que não foi tarefa fácil. “Olha, como a carne está fresca acho que podemos levar um bocado de músculo para o ADN”, diz bióloga.
Estudar a biodiversidade
Esta baleia vai integrar a colecção científica de mamíferos do MUHNAC, que está aberta à comunidade científica. Quando chegar ao Lisboa, os seus ossos vão ser limpos pelo taxidermista do museu, Pedro Andrade. Depois, vão atribuir um número de colecção a este exemplar, que será o segundo desta espécie. Já há na colecção um crânio e alguns ossos de uma fêmea.
“Esta é sempre uma colecção que cresce a um ritmo mais lento”, comenta a bióloga. Afinal, não se pode capturar mamíferos. E ter um esqueleto destes é um bem precioso para se estudar a biodiversidade. “Por muito que se julgue já se saber, há sempre muito a investigar.”. Além disso, com novas tecnologias a surgir é possível saber mais. E também com as alterações climáticas cresce a necessidade de se estudar a biodiversidade e o que está a mudar nela.
Entre os curiosos está Rui Vieira, de 30 anos, doutorado em oceanografia. Vive em Inglaterra, mas por acaso estava em Portugal e a sua terra natal é a dez quilómetros. Veio à praia e encontrou estes trabalhos. “De vez em quando dão baleias à costa”, diz.
Sofia Quaresma refere que já houve 130 ocorrências de dez espécies de animais em 15 anos, desde que chegou à câmara municipal. Este é o terceiro exemplar de uma baleia-anã. Diz ainda que já tinha contactado o MUHNAC por causa de uma tartaruga-de-couro e um cachalote-pigmeu.
Entretanto, começam-se a ver os ossos da baleia e a carne que foi sendo retirada, e guardada em sacos de plástico, vai ser incinerada. Ao mesmo tempo, as dificuldades desta missão intensificam-se. A maré sobe e cobre com as ondas o corpo do mamífero. E o cheiro ganha intensidade. Mas os cientistas vencem as adversidades. “Ainda pensei que não fosse possível e que iríamos só levar o crânio”, assume a bióloga. As várias partes do esqueleto da baleia estão espalhadas pela areia, ainda com alguns pedaços de carne agarrados, e prontas para seguir para Lisboa numa carrinha.
A missão está cumprida. E acaba de se saber que um golfinho também deu à costa nesta praia. Baleia e golfinho vão agora os dois para o museu. Quem sabe se os veremos numa exposição num futuro próximo.
https://www.dn.pt/lusa/interior/museu-de-historia-natural-recolhe-baleia-em-praia-de-alcobaca-8824045.html
Museu de História Natural recolhe baleia em praia de Alcobaça
O esqueleto de uma baleia anã com sete metros de comprimento e aproximadamente nove toneladas de peso está hoje a ser recolhido na Praia da Polvoeira, Alcobaça, para integrar a coleção do Museu de História Natural.
A baleia anã deu à costa na terça-feira "em avançado estado de decomposição", o que levou a equipa do Museu Nacional de História Natural e da Ciência a, "inicialmente", recolher apenas o crânio, "por ser a peça com mais interesse científico", disse à agência Lusa a bióloga Judite Alves.
O facto de o corpo se encontrar completo acabou, no entanto, por suscitar o interesse da equipa que hoje de manhã iniciou, na praia da Polvoeira, no concelho de Alcobaça, o "esquartejamento do animal para retirar o esqueleto que será levado para o Museu", explicou a mesma responsável.
Munidos de serrotes para esquartejar o corpo do animal, cuja "carne e vísceras serão enviadas para incineração", dois biólogos, um geólogo e um técnico de logística procedem ao desmantelamento da baleia, operação que Judite Alves estima que se prolongue até cerca das 16:00.
Com o jardim do Museu fechado ao público, temporariamente, devido a obras no âmbito do Orçamento Participativo de Lisboa, o esqueleto "vai ser depositado numa área reservada do jardim botânico" onde, segundo Judite Alves, "vai ser limpo e tratado pelo taxidermista".
A tarefa deverá estar concluída dentro de uma semana, após o que o esqueleto "vai, numa primeira fase, integrar as coleções científicas" e, posteriormente, serão "desenvolvidos esforços para que seja exposto ao público, mesmo que apenas temporariamente", adiantou a bióloga.
A dimensão da baleia será, no entender de Judite Alves, "um dos aspetos com bastante interesse para o público", que através do trabalho desenvolvido pelo Museu poderá conhecer melhor a espécie "relativamente comum na nossa costa" e que está catalogada como "vulnerável, tendo em conta o baixo número de indivíduos".
A baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata), a mais pequena e também a mais abundante das baleias, está assim classificada no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (que segue a classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza para espécies ameaçadas) por a espécie "apresentar uma população inferior a 10.000 indivíduos maduros e estar a ocorrer um declínio continuado", sublinhou.
As solitárias baleias, "que não fazem cardume", mas podem ser a avistadas em grupos de dois ou três", são vistas com regularidade na costa portuguesa e visitam "os Açores e ocasionalmente a Madeira", explicou a investigadora à Lusa durante os trabalhos de desmantelamento da baleia, salvaguardando não se tratar de um animal perigoso, já que se alimenta de "kril, peixes e cefalópodes pelágicos [como lulas ou polvos]".
A baleia anã arrojou na Praia Água de Madeiros (a Norte de Paredes da Vitória e a Sul de São Pedro de Moel) na terça-feira e foi na quarta-feira arrastada por técnicos do setor de ambiente da Câmara de Alcobaça para a Praia da Polvoeira, a cerca de dois quilómetros, para a preservar do público e facilitar o acesso da equipa do museu ao animal.
O desmantelamento da baleia foi autorizado pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e acompanhado pela Polícia Marítima.
E ainda em:
https://www.publico.pt/2017/10/06/ciencia/reportagem/uma-baleia-deu-a-costa-e-os-cientistas-foram-buscala-para-museu-de-lisboa-1787974
Uma baleia deu à costa e os cientistas foram buscá-la para museu de Lisboa
Uma equipa do Museu de História Natural e da Ciência, em Lisboa foi esta sexta-feira recolher o esqueleto de uma baleia-anã de uma praia de Alcobaça. Vai ser o novo membro da colecção de mamíferos do museu.
Estamos a meio da manhã e o dia parece estar calmo na praia da Polvoeira, no concelho de Alcobaça. Mas o som tranquilizante do mar e o extenso areal quase sem a presença humana são enganadores. A alguns metros da linha de água está uma baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata) que deu à costa numa outra praia ali perto.
Um grupo de cientistas veste os fatos-de-macaco, luvas e botas verde-tropa para enfrentar a guerra que se avizinha: esquartejar a baleia para que seja possível levar o seu esqueleto para o Museu de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa.
“Bem, o primeiro desafio do dia é mesmo o cheiro”, brinca Judite Alves, bióloga do museu, mesmo antes de se aproximar da baleia. Faz então uma manobra de aproximação. “Até nem cheira assim tão mal. Por enquanto”, diz a rir. “É uma brisa do mar”, diz ainda de forma sarcástica alguém. Entretanto, as facas afiam-se e há quem meta máscaras. A operação começa: vai finalmente tirar-se a pele e o músculo da baleia.
A acompanhar Judite Alves está Bruno Ribeiro (geólogo), Jorge Prudêncio (biólogo) e Carlos Delgado (da equipa de manutenção). Pertencem todos ao MUHNAC. “Esta praia é linda”, diz o geólogo. E lá começam a talhar. Uma tarefa que pela força dos seus movimentos parece ser difícil: ora há um tendão pelo caminho, ora há uma pele mais grossa.
Os cientistas estão a recolher uma baleia relativamente pequena. Tem cerca de sete metros. Aliás, as baleias desta espécie têm entre sete e oito metros, podendo alcançar os dez. Mais pequena do que ela, só a baleia-pigmeu. “É uma baleia de hábitos relativamente solitários”, descreve Judite Alves, acrescentando que pode andar em grupos de dois. E distribui-se pelo Norte do Atlântico, Pacífico Norte e todo o Hemisfério Sul. A nível global, está classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) com o estatuto de “não preocupante”. Esta classificação é diferente se considerarmos só o contexto português. “Em Portugal, é residente em toda a costa”, adianta a bióloga. E tem o estatuto de “vulnerável” pelo Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (que segue a classificação do IUCN), porque tem uma população inferior a dez mil indivíduos. Uma das principais razões para a diminuição da sua população são os acidentes com artes de pesca próximos da costa.
De vez em quando lá passa um curioso. Um grupo de surfistas comenta entre si que é uma baleia e até conversa com os investigadores. Mas um casal de turistas ingleses ainda tem as suas dúvidas e pergunta mesmo se é uma baleia. Afinal, este mamífero, com tons amarelados da decomposição, já não tem lá o crânio. Como andou à deriva, quem encontrou a baleia já a conheceu com o crânio separado do resto do corpo. O crânio está agora guardado no canil municipal de Alcobaça para depois seguir para Lisboa.
E como chegaram os cientistas do museu aqui? A bióloga da Câmara Municipal de Alcobaça, Sofia Quaresma, informou na terça-feira o museu que uma baleia tinha dado à costa numa praia do concelho. Este arrojamento foi detectado por pescadores que informaram a Polícia Marítima. Daí foi um passo até chegar à câmara e ao museu. “Inicialmente, pensávamos em recolher só o crânio, que do ponto de vista científico tem mais relevância. Até porque é complicado a nível da logística trazer um animal de sete metros para Lisboa”, explica Judite Alves. “Depois reflectimos bem e achámos que seria positivo e possível trazer um animal desta dimensão.”
Outro dos desafios esta sexta-feira era a subida da maré. Os cientistas lutam com todas as forças contra o tempo e o avanço do mar. Ouve-se um grito de glória. “Estava difícil”, rejubila Bruno Ribeiro. Juntamente com Carlos Delgado, conseguiram tirar a mandíbula da baleia cortando as articulações. Do outro lado, Judite Alves e Jorge Prudêncio encontram a coluna vertebral do animal. Digamos que não foi tarefa fácil. “Olha, como a carne está fresca acho que podemos levar um bocado de músculo para o ADN”, diz bióloga.
Estudar a biodiversidade
Esta baleia vai integrar a colecção científica de mamíferos do MUHNAC, que está aberta à comunidade científica. Quando chegar ao Lisboa, os seus ossos vão ser limpos pelo taxidermista do museu, Pedro Andrade. Depois, vão atribuir um número de colecção a este exemplar, que será o segundo desta espécie. Já há na colecção um crânio e alguns ossos de uma fêmea.
“Esta é sempre uma colecção que cresce a um ritmo mais lento”, comenta a bióloga. Afinal, não se pode capturar mamíferos. E ter um esqueleto destes é um bem precioso para se estudar a biodiversidade. “Por muito que se julgue já se saber, há sempre muito a investigar.”. Além disso, com novas tecnologias a surgir é possível saber mais. E também com as alterações climáticas cresce a necessidade de se estudar a biodiversidade e o que está a mudar nela.
Entre os curiosos está Rui Vieira, de 30 anos, doutorado em oceanografia. Vive em Inglaterra, mas por acaso estava em Portugal e a sua terra natal é a dez quilómetros. Veio à praia e encontrou estes trabalhos. “De vez em quando dão baleias à costa”, diz.
Sofia Quaresma refere que já houve 130 ocorrências de dez espécies de animais em 15 anos, desde que chegou à câmara municipal. Este é o terceiro exemplar de uma baleia-anã. Diz ainda que já tinha contactado o MUHNAC por causa de uma tartaruga-de-couro e um cachalote-pigmeu.
Entretanto, começam-se a ver os ossos da baleia e a carne que foi sendo retirada, e guardada em sacos de plástico, vai ser incinerada. Ao mesmo tempo, as dificuldades desta missão intensificam-se. A maré sobe e cobre com as ondas o corpo do mamífero. E o cheiro ganha intensidade. Mas os cientistas vencem as adversidades. “Ainda pensei que não fosse possível e que iríamos só levar o crânio”, assume a bióloga. As várias partes do esqueleto da baleia estão espalhadas pela areia, ainda com alguns pedaços de carne agarrados, e prontas para seguir para Lisboa numa carrinha.
A missão está cumprida. E acaba de se saber que um golfinho também deu à costa nesta praia. Baleia e golfinho vão agora os dois para o museu. Quem sabe se os veremos numa exposição num futuro próximo.
terça-feira, 23 de maio de 2017
Pataias novamente com praias de ouro
A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/ha-7-praias-de-ouro-em-alcobaca-e-na-nazare
Há 7 praias "de ouro” em Alcobaça e na Nazaré
Paredes da Vitória vai juntar-se às seis praias da região, que este ano vão hastear a bandeira de "Ouro". A Quercus divulgou, esta sexta-feira, a lista de praias com a qualidade de ouro.
Além da praia de Paredes da Vitória foram distinguidas Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira, no concelho de Alcobaça, e praia da Nazaré e do Salgado, no concelho da Nazaré.
A associação ambientalista elegeu este ano 396 praias com qualidade de ouro em Portugal: são mais 14 que as da lista “dourada” de 2016 e mais 76 que as que poderão erguer Bandeira Azul em 2017. Para poder içar a Bandeira de Ouro basta que as análises oficiais da Agência Portuguesa do Ambiente revelem que a praia em questão demonstre qualidade excelente nas cinco últimas épocas balneares e que todas as análises do último ano estejam acima do percentil 95.
http://regiaodecister.pt/noticias/ha-7-praias-de-ouro-em-alcobaca-e-na-nazare
Há 7 praias "de ouro” em Alcobaça e na Nazaré
Paredes da Vitória vai juntar-se às seis praias da região, que este ano vão hastear a bandeira de "Ouro". A Quercus divulgou, esta sexta-feira, a lista de praias com a qualidade de ouro.
Além da praia de Paredes da Vitória foram distinguidas Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira, no concelho de Alcobaça, e praia da Nazaré e do Salgado, no concelho da Nazaré.
A associação ambientalista elegeu este ano 396 praias com qualidade de ouro em Portugal: são mais 14 que as da lista “dourada” de 2016 e mais 76 que as que poderão erguer Bandeira Azul em 2017. Para poder içar a Bandeira de Ouro basta que as análises oficiais da Agência Portuguesa do Ambiente revelem que a praia em questão demonstre qualidade excelente nas cinco últimas épocas balneares e que todas as análises do último ano estejam acima do percentil 95.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Águas Balneares 2016
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Pedra do Ouro,
Polvoeira
sábado, 11 de junho de 2016
Início da época balnear é dia 18 de junho
A notícia no Região de Cister nº1190 de 9 de junho de 2016
Alcobaça - Paredes da Vitória e São Martinho são as primeiras a receber vigilância
Época balnear no concelho arranca a partir da próxima semana
A época balnear vai começar no concelho de Alcobaça a partir do próximo dia 18 de junho.
As praias de Paredes da Vitória e de São Martinho do Porto são as primeiras a estrear-se na vigilância sazonal deste ano.
Para o dia 2 de julho está agendada a abertura da época balnear no norte do concelho, nomeadamente para as praias de Polvoeira, Pedra do Ouro, Légua, Água de Madeiros e Vale Furado.
De acordo com a portaria dos ministérios da Defesa e do Ambiente, na região centro do País, o início da época podia variar entre 13 de junho e 4 de julho, enquanto o final da época balnear deste ano está previsto para o período entre 30 de agosto e 15 de setembro, nas 37 praias definidas como águas balneares.
Entretanto, no concelho da Nazaré, a praia da vila já se encontra com a vigilância necessária. Por sua vez, a praia do Salgado terá a época balnear aberta a partir do próximo dia 1 de julho.
Recorde-se que, na região, as praias de São Martinho do Porto, Paredes da Vitória e Nazaré conquistaram, este ano, a bandeira azul, atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa.
Alcobaça - Paredes da Vitória e São Martinho são as primeiras a receber vigilância
Época balnear no concelho arranca a partir da próxima semana
A época balnear vai começar no concelho de Alcobaça a partir do próximo dia 18 de junho.
As praias de Paredes da Vitória e de São Martinho do Porto são as primeiras a estrear-se na vigilância sazonal deste ano.
Para o dia 2 de julho está agendada a abertura da época balnear no norte do concelho, nomeadamente para as praias de Polvoeira, Pedra do Ouro, Légua, Água de Madeiros e Vale Furado.
De acordo com a portaria dos ministérios da Defesa e do Ambiente, na região centro do País, o início da época podia variar entre 13 de junho e 4 de julho, enquanto o final da época balnear deste ano está previsto para o período entre 30 de agosto e 15 de setembro, nas 37 praias definidas como águas balneares.
Entretanto, no concelho da Nazaré, a praia da vila já se encontra com a vigilância necessária. Por sua vez, a praia do Salgado terá a época balnear aberta a partir do próximo dia 1 de julho.
Recorde-se que, na região, as praias de São Martinho do Porto, Paredes da Vitória e Nazaré conquistaram, este ano, a bandeira azul, atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Início da época balnear
A notícia no Diário de Leiria
http://www.diarioleiria.pt/noticia/6529
Época balnear arranca na região com garantia de segurança
As previsões meteorológicas apontam, pelo menos até dia 15, para alguma instabilidade no tempo, mas nem isso condiciona o arranque da época balnear nas diversas praias da região que, adiantam os municípios, terão garantia de segurança. Nos concelhos da Marinha Grande, Pombal, Caldas da Rainha, Pedrógão Grande e Leiria, a época balnear terá início a partir de dia 15 de Junho. No concelho de Alcobaça, as praias de Paredes de Vitória e de São Martinho do Porto verão a sua época balnear iniciar-se a 18 de Junho, enquanto que a 2 de Julho começa oficialmente a época na Polvoeira, Pedra do Ouro, Légua e Água de Madeiros. Já a praia de Vale Furado, contará também com vigilância, a partir de 2 de Julho.
http://www.diarioleiria.pt/noticia/6529
Época balnear arranca na região com garantia de segurança
As previsões meteorológicas apontam, pelo menos até dia 15, para alguma instabilidade no tempo, mas nem isso condiciona o arranque da época balnear nas diversas praias da região que, adiantam os municípios, terão garantia de segurança. Nos concelhos da Marinha Grande, Pombal, Caldas da Rainha, Pedrógão Grande e Leiria, a época balnear terá início a partir de dia 15 de Junho. No concelho de Alcobaça, as praias de Paredes de Vitória e de São Martinho do Porto verão a sua época balnear iniciar-se a 18 de Junho, enquanto que a 2 de Julho começa oficialmente a época na Polvoeira, Pedra do Ouro, Légua e Água de Madeiros. Já a praia de Vale Furado, contará também com vigilância, a partir de 2 de Julho.
sábado, 28 de maio de 2016
Praias de Ouro na freguesia de Pataias
A notícia na edição 1188 do Região de Cister de 26 de maio de 2016
Alcobaça/Nazaré zonas balneares com qualidade da água “excelente”
Seis praias da região classificadas com “Qualidade de Ouro” pela Quercus
A qualidade das praias da região voltou a ser distinguida. Desta vez, seis praias dos concelhos de Alcobaça e de Nazaré foram classificadas com o galardão “Qualidade de Ouro em 2016”, atribuído pela Quercus, uma organização ambiental nacional.
As praias destacadas foram Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira, no concelho de Alcobaça, e praias da Nazaré e do Salgado, no concelho da Nazaré.
Estas praias da região juntam- se, a uma lista de 382 zonas balneares do País “cujas águas apresentam melhores resultados em termos de qualidade”.
De acordo com aquela associação ambiental, para as zonas balneares serem distinguidas com “Qualidade de Ouro” têm de cumprir certos requisitos como ter a qualidade da água considerada como “excelente”, segundo padrões da Agência Portuguesa do Ambiente, em análises dos cinco últimos anos.
O objetivo da distinção passa por “realçar as praias que ao longo de vários anos apresentem sistematicamente uma água balnear de qualidade excelente”, pode ler-se num comunicado de imprensa da Quercus.
Com o verão à porta, resta ir testar a veracidade da distinção de qualidade das praias da região.
Alcobaça/Nazaré zonas balneares com qualidade da água “excelente”
Seis praias da região classificadas com “Qualidade de Ouro” pela Quercus
A qualidade das praias da região voltou a ser distinguida. Desta vez, seis praias dos concelhos de Alcobaça e de Nazaré foram classificadas com o galardão “Qualidade de Ouro em 2016”, atribuído pela Quercus, uma organização ambiental nacional.
As praias destacadas foram Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira, no concelho de Alcobaça, e praias da Nazaré e do Salgado, no concelho da Nazaré.
Estas praias da região juntam- se, a uma lista de 382 zonas balneares do País “cujas águas apresentam melhores resultados em termos de qualidade”.
De acordo com aquela associação ambiental, para as zonas balneares serem distinguidas com “Qualidade de Ouro” têm de cumprir certos requisitos como ter a qualidade da água considerada como “excelente”, segundo padrões da Agência Portuguesa do Ambiente, em análises dos cinco últimos anos.
O objetivo da distinção passa por “realçar as praias que ao longo de vários anos apresentem sistematicamente uma água balnear de qualidade excelente”, pode ler-se num comunicado de imprensa da Quercus.
Com o verão à porta, resta ir testar a veracidade da distinção de qualidade das praias da região.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Pataias volta a ter "Praias de Ouro"
As praias de Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua voltaram a ver reconhecida a qualidade das suas águas balneares com a atribuição do galardão "Praia de Ouro" da responsabilidade da Quercus.
A lista disponível aqui.
A notícia em: http://www.quercus.pt/comunicados/2016-col-150/maio/4754-quercus-classifica-382-praias-com-qualidade-de-ouro-em-2016
Quercus classifica 382 praias com Qualidade de Ouro em 2016
bandeira logoTal como tem vindo a ser hábito em épocas anteriores, a Quercus voltou a atribuir a classificação de “Praias com Qualidade de Ouro” às zonas balneares do pais cujas águas balneares apresentam melhores resultados em termos de qualidade. Este ano, foram distinguidas 382 praias com “Qualidade de Ouro”, 338 zonas balneares costeiras, 36 interiores e 8 de transição.
À semelhança dos anos anteriores, a Quercus identifica, de acordo os critérios estabelecidos pela própria Associação, as águas balneares em Portugal classificadas como tendo “Qualidade de Ouro”, com base na informação pública oficial, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (SNIRH - http://snirh.pt/).
Assim, a Quercus identificou, em 2016, 382 praias com “Qualidade de Ouro” em Portugal – mais 68 que no ano anterior. Deste total, 321 praias situam-se em Portugal continental, 41 na Região Autónoma dos Açores e 20 na Região Autónoma da Madeira. Este ano temos mais 57 praias costeiras, 10 interiores, e 3 de transição, a receber esta distinção.
O concelho com maior número de praias com qualidade de ouro é Albufeira (22 zonas balneares), seguido de Vila Nova de Gaia (18 zonas balneares), Almada (16 zonas balneares), Torres Vedras e Vila do Bispo (12 zonas balneares).
Em comparação com o ano 2015, perdem o galardão 2 praias fluviais e três costeiras, sendo de realçar as praias de D. Ana, em Lagos, e da Leirosa, na Figueira da Foz, uma vez que a partir deste ano, passou a ser igualmente ponderado na atribuição do galardão, a existência de eventuais atentados ambientais ou paisagísticos nas praias.
Critérios a para atribuição do galardão praia com “Qualidade de Ouro”
Para receber a classificação de praia com “Qualidade de Ouro”, a água balnear das praias tem de respeitar os seguintes critérios:
Qualidade da água EXCELENTE nas cinco últimas épocas balneares de 2011 a 2015;
TODAS as análises realizadas, sem exceção, na última época balnear (2015) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares; ou seja, para águas costeiras e de transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100 ufc/100ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 250ufc/100ml para Escherichia coli, e para águas interiores 200 ufc/100ml e 500 ufc/100ml, respectivamente.
Esta avaliação efetuada pela Quercus é mais limitada em comparação com os múltiplos critérios para atribuição da Bandeira Azul, ao basear-se apenas na qualidade da água das praias, sendo contudo mais exigente neste aspeto em específico, para além de incluir todas as águas balneares, não envolvendo qualquer processo de candidatura.
O objetivo da Quercus é realçar as praias que ao longo de vários anos (cinco), apresentam sistematicamente uma água balnear de qualidade excelente (tendo em conta a classificação da legislação em vigor), e que, nesse sentido, oferecem assim uma maior fiabilidade no que respeita à qualidade da sua água.
Ficam de fora desta lista, as águas balneares cuja classificação abranja menos de cinco anos e aquelas que só mais recentemente viram resolvidos os seus problemas de poluição ou onde se tenha verificado na última época balnear uma qualquer análise de qualidade inferior à estabelecida como mínimo pela Quercus.
Este ano, pela primeira vez, será hasteada oficialmente a Bandeira “Qualidade de Ouro” na praia da Formosa, na ilha de St.ª Maria, Açores, no dia 13 de Junho.
Lisboa, 19 de Maio 2016
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A lista disponível aqui.
A notícia em: http://www.quercus.pt/comunicados/2016-col-150/maio/4754-quercus-classifica-382-praias-com-qualidade-de-ouro-em-2016
Quercus classifica 382 praias com Qualidade de Ouro em 2016
bandeira logoTal como tem vindo a ser hábito em épocas anteriores, a Quercus voltou a atribuir a classificação de “Praias com Qualidade de Ouro” às zonas balneares do pais cujas águas balneares apresentam melhores resultados em termos de qualidade. Este ano, foram distinguidas 382 praias com “Qualidade de Ouro”, 338 zonas balneares costeiras, 36 interiores e 8 de transição.
À semelhança dos anos anteriores, a Quercus identifica, de acordo os critérios estabelecidos pela própria Associação, as águas balneares em Portugal classificadas como tendo “Qualidade de Ouro”, com base na informação pública oficial, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (SNIRH - http://snirh.pt/).
Assim, a Quercus identificou, em 2016, 382 praias com “Qualidade de Ouro” em Portugal – mais 68 que no ano anterior. Deste total, 321 praias situam-se em Portugal continental, 41 na Região Autónoma dos Açores e 20 na Região Autónoma da Madeira. Este ano temos mais 57 praias costeiras, 10 interiores, e 3 de transição, a receber esta distinção.
O concelho com maior número de praias com qualidade de ouro é Albufeira (22 zonas balneares), seguido de Vila Nova de Gaia (18 zonas balneares), Almada (16 zonas balneares), Torres Vedras e Vila do Bispo (12 zonas balneares).
Em comparação com o ano 2015, perdem o galardão 2 praias fluviais e três costeiras, sendo de realçar as praias de D. Ana, em Lagos, e da Leirosa, na Figueira da Foz, uma vez que a partir deste ano, passou a ser igualmente ponderado na atribuição do galardão, a existência de eventuais atentados ambientais ou paisagísticos nas praias.
Critérios a para atribuição do galardão praia com “Qualidade de Ouro”
Para receber a classificação de praia com “Qualidade de Ouro”, a água balnear das praias tem de respeitar os seguintes critérios:
Qualidade da água EXCELENTE nas cinco últimas épocas balneares de 2011 a 2015;
TODAS as análises realizadas, sem exceção, na última época balnear (2015) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares; ou seja, para águas costeiras e de transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100 ufc/100ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 250ufc/100ml para Escherichia coli, e para águas interiores 200 ufc/100ml e 500 ufc/100ml, respectivamente.
Esta avaliação efetuada pela Quercus é mais limitada em comparação com os múltiplos critérios para atribuição da Bandeira Azul, ao basear-se apenas na qualidade da água das praias, sendo contudo mais exigente neste aspeto em específico, para além de incluir todas as águas balneares, não envolvendo qualquer processo de candidatura.
O objetivo da Quercus é realçar as praias que ao longo de vários anos (cinco), apresentam sistematicamente uma água balnear de qualidade excelente (tendo em conta a classificação da legislação em vigor), e que, nesse sentido, oferecem assim uma maior fiabilidade no que respeita à qualidade da sua água.
Ficam de fora desta lista, as águas balneares cuja classificação abranja menos de cinco anos e aquelas que só mais recentemente viram resolvidos os seus problemas de poluição ou onde se tenha verificado na última época balnear uma qualquer análise de qualidade inferior à estabelecida como mínimo pela Quercus.
Este ano, pela primeira vez, será hasteada oficialmente a Bandeira “Qualidade de Ouro” na praia da Formosa, na ilha de St.ª Maria, Açores, no dia 13 de Junho.
Lisboa, 19 de Maio 2016
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
sexta-feira, 25 de março de 2016
Reunião de Câmara - informações sobre a freguesia
Através do blogue do (novamente) vereador Rogério Raimundo
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2016/03/242418mar20161331-9rc2016ext23mar14h30a.html
Reunião de Câmara de 18 de março de 2016
Revisão do POOC Alcobaça-Mafra
Problemática e proteção das arribas em Água de Madeiros e Pedra do Ouro.
Ausência de um estacionamento para a Polvoeira.
«Paredes da Vitória… Como está a solução para as obras ilegais na zona do Vale da Ribeira?»
Clandestinos entre a Mina do Azeche e Vale Furado.
Problemática de Vale Furado «aquelas vergonhas».
Requalificação da praia da Légua e deslocalização de habitações na Falca.
Prevista Discussão Pública em Agosto de 2016.
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2016/03/242418mar20161331-9rc2016ext23mar14h30a.html
Reunião de Câmara de 18 de março de 2016
Revisão do POOC Alcobaça-Mafra
Problemática e proteção das arribas em Água de Madeiros e Pedra do Ouro.
Ausência de um estacionamento para a Polvoeira.
«Paredes da Vitória… Como está a solução para as obras ilegais na zona do Vale da Ribeira?»
Clandestinos entre a Mina do Azeche e Vale Furado.
Problemática de Vale Furado «aquelas vergonhas».
Requalificação da praia da Légua e deslocalização de habitações na Falca.
Prevista Discussão Pública em Agosto de 2016.
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quarta-feira, 8 de julho de 2015
Praias de Ouro do Oeste
A notícia no Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=699ecf7a-eb81-4e27-bec0-1b0cecf0678e&edition=176
Três praias saíram da lista, mas entraram outras três
42 praias da região Oeste, Leiria e Santarém classificadas com Qualidade de Ouro
A Quercus classificou 42 praias da região com Qualidade de Ouro, o mesmo número que no ano anterior, embora tenha havido três entradas e três saídas. O concelho de Alcobaça perde a praia de S. Martinho do Porto e o da Lourinhã a praia Areia Sul. Por sua vez, Mafra perde Baleia, mas ganha Ribeira de Ilhas. Com sinal positivo, o concelho da Marinha Grande ganha Praia Velha e o de Peniche Medão – Supertubos.
Dia 1 de junho, 180 praias portuguesas iniciaram a sua época balnear. Outras 199 começaram o período balnear apenas a 15 de junho e, a partir de 1 de agosto, todas as 569 águas balneares em Portugal estarão em condições de ser frequentadas.
À semelhança dos anos anteriores, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza identificou, de acordo com critérios estabelecidos pela própria associação, as águas balneares em Portugal classificadas como tendo qualidade de ouro, com base na informação pública oficial, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente.
No total, a Quercus identificou 314 praias com qualidade de ouro em Portugal – menos 41 que no ano anterior - sendo 26 praias interiores.Em 2015, existem 569 águas consideradas balneares em território nacional.
Tal como sucede no início de todas as épocas balneares, a Quercus voltou a atribuir a classificação de ‘Praias com Qualidade de Ouro’ às zonas balneares do país cujas águas balneares apresentem melhores resultados em termos de qualidade. Este ano, foram distinguidas 314 praias com qualidade de ouro, das quais 283 são costeiras, 26 são interiores e 5 são de transição.
Para receber a classificação de praia com qualidade de ouro, a água balnear tem de respeitar os seguintes critérios:
- Qualidade da água EXCELENTE nas cinco últimas épocas balneares de 2010 a 2014;
- TODAS as análises realizadas, sem exceção, na última época balnear (de 2014) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares; isto é, para águas costeiras e de transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100 ufc/100 ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 250 ufc/100 ml para a Escherichia coli, e para águas interiores, 200 ufc/100 ml e 500 ufc/100 ml, respetivamente.
Esta avaliação efetuada pela Quercus é mais limitada em comparação com os múltiplos critérios para atribuição da Bandeira Azul, ao basear-se apenas na qualidade da água das praias, apesar de ser mais exigente neste aspeto em específico, para além de incluir todas as águas balneares, não envolvendo qualquer processo de candidatura.
O objetivo da Quercus é realçar as praias que ao longo de vários anos (cinco, neste caso), apresentam sistematicamente uma água balnear de boa qualidade ou qualidade excelente (tendo em conta a classificação da legislação em vigor), e que, nesse sentido, oferecem assim uma maior fiabilidade no que respeita à qualidade da água.
Ficam de fora desta lista as águas balneares cuja classificação abranja menos de cinco anos e aquelas que só mais recentemente viram resolvidos os seus problemas de poluição ou onde se tenha verificado na última época balnear uma qualquer análise de qualidade inferior à estabelecida como mínimo pela Quercus.
Em comparação com 2014, há menos 41 praias com qualidade de ouro, num total de 314 das 569 águas balneares. Este ano, temos menos 39 praias costeiras e 2 interiores a receber esta distinção.
O concelho com maior número de praias com qualidade de ouro é Albufeira (com 21 zonas balneares), seguido de Vila Nova de Gaia (18), Vila do Bispo (12), Torres Vedras (11), Cascais e Grândola (10). Os concelhos com maior número de praias interiores com qualidade de ouro são Vinhais (3) e Macedo de Cavaleiros (2). Entre 2014 e 2015, houve 21 novas águas balneares a serem classificadas como qualidade de ouro, enquanto 62 perderam essa classificação.
Praias da Região classificadas com Qualidade Ouro
Alcobaça
Agua de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira
Caldas da Rainha
-Foz do Arelho‐Lagoa e Praia do Mar
Leiria
Pedrógão Centro e Pedrógão Sul
Lourinhã
Areia Branca, Peralta, Porto Dinheiro e Valmitão
Macão
Carvoeiro (Interior)
Mafra
Foz do Lizandro‐Mar, Porto da Calada, Ribeira de Ilhas e S. Lourenço
Marinha Grande
Pedras Negras e Praia Velha
Nazaré
Nazaré e Salgado
Peniche
Baleal Campismo, Baleal Norte, Baleal Sul, Consolacão, Cova da Alfarroba, Gamboa, Medão‐Supertubos, Peniche de Cima, S. Bernardino
Pombal
Osso da Baleia
Tomar
Alverangel (Interior)
Torres Vedras
Amanhã‐Santa Cruz, Azul Centro‐Santa Cruz, Fisica‐Santa Cruz,
Formosa, Mirante‐Santa Cruz, Navio, Pisão‐Santa Cruz, Santa Helena, Santa Rita‐Norte e Santa Rita‐Sul
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=699ecf7a-eb81-4e27-bec0-1b0cecf0678e&edition=176
Três praias saíram da lista, mas entraram outras três
42 praias da região Oeste, Leiria e Santarém classificadas com Qualidade de Ouro
A Quercus classificou 42 praias da região com Qualidade de Ouro, o mesmo número que no ano anterior, embora tenha havido três entradas e três saídas. O concelho de Alcobaça perde a praia de S. Martinho do Porto e o da Lourinhã a praia Areia Sul. Por sua vez, Mafra perde Baleia, mas ganha Ribeira de Ilhas. Com sinal positivo, o concelho da Marinha Grande ganha Praia Velha e o de Peniche Medão – Supertubos.
Dia 1 de junho, 180 praias portuguesas iniciaram a sua época balnear. Outras 199 começaram o período balnear apenas a 15 de junho e, a partir de 1 de agosto, todas as 569 águas balneares em Portugal estarão em condições de ser frequentadas.
À semelhança dos anos anteriores, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza identificou, de acordo com critérios estabelecidos pela própria associação, as águas balneares em Portugal classificadas como tendo qualidade de ouro, com base na informação pública oficial, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente.
No total, a Quercus identificou 314 praias com qualidade de ouro em Portugal – menos 41 que no ano anterior - sendo 26 praias interiores.Em 2015, existem 569 águas consideradas balneares em território nacional.
Tal como sucede no início de todas as épocas balneares, a Quercus voltou a atribuir a classificação de ‘Praias com Qualidade de Ouro’ às zonas balneares do país cujas águas balneares apresentem melhores resultados em termos de qualidade. Este ano, foram distinguidas 314 praias com qualidade de ouro, das quais 283 são costeiras, 26 são interiores e 5 são de transição.
Para receber a classificação de praia com qualidade de ouro, a água balnear tem de respeitar os seguintes critérios:
- Qualidade da água EXCELENTE nas cinco últimas épocas balneares de 2010 a 2014;
- TODAS as análises realizadas, sem exceção, na última época balnear (de 2014) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares; isto é, para águas costeiras e de transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100 ufc/100 ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 250 ufc/100 ml para a Escherichia coli, e para águas interiores, 200 ufc/100 ml e 500 ufc/100 ml, respetivamente.
Esta avaliação efetuada pela Quercus é mais limitada em comparação com os múltiplos critérios para atribuição da Bandeira Azul, ao basear-se apenas na qualidade da água das praias, apesar de ser mais exigente neste aspeto em específico, para além de incluir todas as águas balneares, não envolvendo qualquer processo de candidatura.
O objetivo da Quercus é realçar as praias que ao longo de vários anos (cinco, neste caso), apresentam sistematicamente uma água balnear de boa qualidade ou qualidade excelente (tendo em conta a classificação da legislação em vigor), e que, nesse sentido, oferecem assim uma maior fiabilidade no que respeita à qualidade da água.
Ficam de fora desta lista as águas balneares cuja classificação abranja menos de cinco anos e aquelas que só mais recentemente viram resolvidos os seus problemas de poluição ou onde se tenha verificado na última época balnear uma qualquer análise de qualidade inferior à estabelecida como mínimo pela Quercus.
Em comparação com 2014, há menos 41 praias com qualidade de ouro, num total de 314 das 569 águas balneares. Este ano, temos menos 39 praias costeiras e 2 interiores a receber esta distinção.
O concelho com maior número de praias com qualidade de ouro é Albufeira (com 21 zonas balneares), seguido de Vila Nova de Gaia (18), Vila do Bispo (12), Torres Vedras (11), Cascais e Grândola (10). Os concelhos com maior número de praias interiores com qualidade de ouro são Vinhais (3) e Macedo de Cavaleiros (2). Entre 2014 e 2015, houve 21 novas águas balneares a serem classificadas como qualidade de ouro, enquanto 62 perderam essa classificação.
Praias da Região classificadas com Qualidade Ouro
Alcobaça
Agua de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira
Caldas da Rainha
-Foz do Arelho‐Lagoa e Praia do Mar
Leiria
Pedrógão Centro e Pedrógão Sul
Lourinhã
Areia Branca, Peralta, Porto Dinheiro e Valmitão
Macão
Carvoeiro (Interior)
Mafra
Foz do Lizandro‐Mar, Porto da Calada, Ribeira de Ilhas e S. Lourenço
Marinha Grande
Pedras Negras e Praia Velha
Nazaré
Nazaré e Salgado
Peniche
Baleal Campismo, Baleal Norte, Baleal Sul, Consolacão, Cova da Alfarroba, Gamboa, Medão‐Supertubos, Peniche de Cima, S. Bernardino
Pombal
Osso da Baleia
Tomar
Alverangel (Interior)
Torres Vedras
Amanhã‐Santa Cruz, Azul Centro‐Santa Cruz, Fisica‐Santa Cruz,
Formosa, Mirante‐Santa Cruz, Navio, Pisão‐Santa Cruz, Santa Helena, Santa Rita‐Norte e Santa Rita‐Sul
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Qualidade das águas balneares 2015 (2)
Qualidade das Águas Balneares
Análises a 22 de junho de 2015
Água de Madeiros - Apta para a prática balnear
Pedra do Ouro - Apta para a prática balnear
Polvoeira - Apta para a prática balnear
Paredes da Vitória - Banho desaconselhado ou proibido tomar banho
Légua - Apta para a prática balnear
Paredes da Vitória - contra-análise a 24 de junho de 2015
Apta para a prática balnear
Análises a 22 de junho de 2015
Água de Madeiros - Apta para a prática balnear
Pedra do Ouro - Apta para a prática balnear
Polvoeira - Apta para a prática balnear
Paredes da Vitória - Banho desaconselhado ou proibido tomar banho
Légua - Apta para a prática balnear
Paredes da Vitória - contra-análise a 24 de junho de 2015
Apta para a prática balnear
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terça-feira, 9 de junho de 2015
Análise das águas balneares 2015
Iniciam-se esta semana as análises às águas balneares nas praias da freguesia.
No ano de 2014, as praias da freguesia de Pataias obtiveram a classificação de excelente, tendo sido Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira reconhecidas pela qualidade das suas águas com o galardão "Praias de Qualidade de Ouro 2015".
Os perfis das águas balneares podem ser consultados aqui:
http://www.apambiente.pt/index.php?ref=19&subref=906&sub2ref=919&sub3ref=920
No ano de 2014, as praias da freguesia de Pataias obtiveram a classificação de excelente, tendo sido Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira reconhecidas pela qualidade das suas águas com o galardão "Praias de Qualidade de Ouro 2015".
Os perfis das águas balneares podem ser consultados aqui:
http://www.apambiente.pt/index.php?ref=19&subref=906&sub2ref=919&sub3ref=920
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sábado, 6 de junho de 2015
Praias de Qualidade de Ouro
A notícia em:
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/regiao-tem-quatro-praias-de-ouro
Região tem quatro praias de ouro
As praias da Nazaré, Salgado, Polvoeira e Légua foram distinguidas pela Quercus com o galardão de praias de "Qualidade de Ouro". São Martinho do Porto foi excluída da lista, tal como já tinha sucedido com a Bandeira Azul.
A associação ambientalista atribui, no início de cada época balnear, a classificação de “Praias com Qualidade de Ouro” aos destinos balneares do país cujas águas balneares apresentem os melhores resultados em termos de qualidade. Este ano foram destacadas 314 praias de todo o País.
O galardão da Quercus é atribuído de acordo com critérios estabelecidos pela própria entidade e com base na informação pública oficial, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente.
No distrito, além das duas praias do concelho da Nazaré e as duas praias do concelho de Alcobaça, foram distinguidas ainda as praias do Osso da Baleia (Pombal), Pedrogão Sul (Leiria), Velha (Marinha Grande), Foz do Arelho, Mar (Caldas da Rainha), Baleal-Norte, Baleal-Sul, Gambôa, Peniche de Cima e São Bernardino (Peniche),
Comentário
Mais uma notícia descuidada do Região de Cister.
Por um lado, refere incorretamente as praias de qualidade de ouro no concelho de Alcobaça: são quatro e não apenas duas - Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua.
Depois, não faz referência à saída da "pérola do concelho", S. Martinho do Porto e à perda de qualidade das suas águas balneares.
http://regiaodecister.pt/pt/noticias/regiao-tem-quatro-praias-de-ouro
Região tem quatro praias de ouro
As praias da Nazaré, Salgado, Polvoeira e Légua foram distinguidas pela Quercus com o galardão de praias de "Qualidade de Ouro". São Martinho do Porto foi excluída da lista, tal como já tinha sucedido com a Bandeira Azul.
A associação ambientalista atribui, no início de cada época balnear, a classificação de “Praias com Qualidade de Ouro” aos destinos balneares do país cujas águas balneares apresentem os melhores resultados em termos de qualidade. Este ano foram destacadas 314 praias de todo o País.
O galardão da Quercus é atribuído de acordo com critérios estabelecidos pela própria entidade e com base na informação pública oficial, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente.
No distrito, além das duas praias do concelho da Nazaré e as duas praias do concelho de Alcobaça, foram distinguidas ainda as praias do Osso da Baleia (Pombal), Pedrogão Sul (Leiria), Velha (Marinha Grande), Foz do Arelho, Mar (Caldas da Rainha), Baleal-Norte, Baleal-Sul, Gambôa, Peniche de Cima e São Bernardino (Peniche),
Comentário
Mais uma notícia descuidada do Região de Cister.
Por um lado, refere incorretamente as praias de qualidade de ouro no concelho de Alcobaça: são quatro e não apenas duas - Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua.
Depois, não faz referência à saída da "pérola do concelho", S. Martinho do Porto e à perda de qualidade das suas águas balneares.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Praias de Ouro 2015 na freguesia de Pataias
Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua repetiram a designação de praias com qualidade de ouro em 2015. Esta designação atribuída pela Quercus às praias portuguesas reconhece a excelente qualidade da água nos últimos 5 anos.
Pode consultar a lista de 2015 aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLbHB3Z2RHVTIzNlE/view?usp=sharing
A notícia em:
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-06-01-Ha-314-praias-com-Qualidade-de-Ouro.-Fique-a-saber-quais-sao
Há 314 praias com Qualidade de Ouro. Fique a saber quais são
A Quercus pegou nas análises oficiais às águas balneares e concluiu que há 314 praias de Ouro em 2015. São menos 41 do que no ano passado, mas mais 15 do que aquelas que exibem a Bandeira Azul na época balnear que arrancou esta segunda-feira. Veja uma a uma onde estão localizadas.
Entre esta segunda-feira e 15 de junho, a maioria das praias portuguesas abre oficialmente a época balnear. E mais uma vez a associação ambientalista Quercus pegou nas análises feitas pela Agência Portuguesa do Ambiente e concluiu que mais de metade - 314 em 569 zonas balneares oficiais - têm água de excelente qualidade. Destas, 26 são praias interiores e cinco de transição.
Porém, pela primeira vez numa década de atribuição do galardão de Ouro, a lista entrou em curva descendente, já que 41 praias perderam a "medalha". Entre estas constam sete da Costa da Caparica (CDS/Sto. António, Tarquínio-Paraíso, Nova Praia, Mata, Riviera, Saúde e Rainha); Poça, em Cascais; S. Martinho do Porto, em Alcobaça; S. Jacinto, em Aveiro; Molhe Norte e Murtinheira, na Figueira da Foz; Cova Redonda e Senhora da Rocha, em Lagoa (Algarve), ou Areeiro, Praia Nova e Formosa, no Funchal (Madeira).
Algumas destas praias tiveram obras de alimentação artificial de areia, o que poderá ter contribuído para baixar a qualidade da água. Noutros casos, descargas ilegais de esgotos em ribeiras que desaguam no areal podem ser a causa da desclassificação.
"Haverá uma conjugação de duas coisas, por um lado, um maior àvontade para poluir e, por outro, um refrear na fiscalização", aponta Francisco Ferreira, responsável da Quercus pelo projeto ‘Praias com Qualidade de Ouro’. Certo é que "algo de errado se passou e estes resultados devem ser um sinal de aviso para os municípios, para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e para a Inspeção Geral do Ambiente", alerta o ambientalista.
A Quercus tem em conta as análises recolhidas pela APA durante a última época balnear e nos cinco anos anteriores, e define parâmteros limite para as concentrações de Enterococos intestinais e de Escherichia coli por 100 mililitros de água.
Por seu lado, a lista de excelência da APA só tem em conta as análises do último ano e por isso define que, em 2015, 84,5% das zonas balneares portuguesas são de excelente qualidade. Porém, lembra Francisco Ferreira, "também este ano a lista da APA caiu 6,5 pontos, de 91% de águas balneares excelentes, em 2014, para 84,5% este ano".
A lista da Quercus também nem sempre coincide com a da Associação Bandeira Azul, pois este galardão tem em contra outros critérios além da qualidade da água das praias, tais como as acessibilidades, a limpeza do areal, as condições oferecidas pelos apoios de praias, a vigiância ou as atividades de educação ambiental propostas pelas praias que se candidatam.
Pode consultar a lista de 2015 aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLbHB3Z2RHVTIzNlE/view?usp=sharing
A notícia em:
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-06-01-Ha-314-praias-com-Qualidade-de-Ouro.-Fique-a-saber-quais-sao
Há 314 praias com Qualidade de Ouro. Fique a saber quais são
A Quercus pegou nas análises oficiais às águas balneares e concluiu que há 314 praias de Ouro em 2015. São menos 41 do que no ano passado, mas mais 15 do que aquelas que exibem a Bandeira Azul na época balnear que arrancou esta segunda-feira. Veja uma a uma onde estão localizadas.
Entre esta segunda-feira e 15 de junho, a maioria das praias portuguesas abre oficialmente a época balnear. E mais uma vez a associação ambientalista Quercus pegou nas análises feitas pela Agência Portuguesa do Ambiente e concluiu que mais de metade - 314 em 569 zonas balneares oficiais - têm água de excelente qualidade. Destas, 26 são praias interiores e cinco de transição.
Porém, pela primeira vez numa década de atribuição do galardão de Ouro, a lista entrou em curva descendente, já que 41 praias perderam a "medalha". Entre estas constam sete da Costa da Caparica (CDS/Sto. António, Tarquínio-Paraíso, Nova Praia, Mata, Riviera, Saúde e Rainha); Poça, em Cascais; S. Martinho do Porto, em Alcobaça; S. Jacinto, em Aveiro; Molhe Norte e Murtinheira, na Figueira da Foz; Cova Redonda e Senhora da Rocha, em Lagoa (Algarve), ou Areeiro, Praia Nova e Formosa, no Funchal (Madeira).
Algumas destas praias tiveram obras de alimentação artificial de areia, o que poderá ter contribuído para baixar a qualidade da água. Noutros casos, descargas ilegais de esgotos em ribeiras que desaguam no areal podem ser a causa da desclassificação.
"Haverá uma conjugação de duas coisas, por um lado, um maior àvontade para poluir e, por outro, um refrear na fiscalização", aponta Francisco Ferreira, responsável da Quercus pelo projeto ‘Praias com Qualidade de Ouro’. Certo é que "algo de errado se passou e estes resultados devem ser um sinal de aviso para os municípios, para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e para a Inspeção Geral do Ambiente", alerta o ambientalista.
A Quercus tem em conta as análises recolhidas pela APA durante a última época balnear e nos cinco anos anteriores, e define parâmteros limite para as concentrações de Enterococos intestinais e de Escherichia coli por 100 mililitros de água.
Por seu lado, a lista de excelência da APA só tem em conta as análises do último ano e por isso define que, em 2015, 84,5% das zonas balneares portuguesas são de excelente qualidade. Porém, lembra Francisco Ferreira, "também este ano a lista da APA caiu 6,5 pontos, de 91% de águas balneares excelentes, em 2014, para 84,5% este ano".
A lista da Quercus também nem sempre coincide com a da Associação Bandeira Azul, pois este galardão tem em contra outros critérios além da qualidade da água das praias, tais como as acessibilidades, a limpeza do areal, as condições oferecidas pelos apoios de praias, a vigiância ou as atividades de educação ambiental propostas pelas praias que se candidatam.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Época Balnear 2015
A delimitação da época balnear em 2015, de acordo com a Portaria nº123/2015 de 5 de maio, que pode consultar aqui: https://dre.pt/application/conteudo/67142149
Época Balnear nas praias da freguesia de Pataias
Água de Madeiros - de 27 de junho a 30 de agosto
Légua - de 27 de junho a 30 de agosto
Paredes da Vitória - de 13 de junho a 13 de setembro
Pedra do Ouro - de 27 de junho a 30 de agosto
Polvoeira - de 27 de junho a 30 de agosto
Qualidade das águas balneares nos últimos 3 anos.
As praias da freguesia de Pataias, nos anos de 2012, 2013 e 2014 registaram, todas elas em todos os anos, a classificação de "Excelente", de acordo com os requisitos estabelecidos pela diretiva comunitária Diretiva 2006/7/CE. Foi essa classificação que permitiu que a praia de Paredes da Vitória conseguisse a Bandeira Azul para 2015.
O documento, da Agência Portuguesa do Ambiente, pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLdjFPcno1UDEteE0/view?usp=sharing
Época Balnear nas praias da freguesia de Pataias
Água de Madeiros - de 27 de junho a 30 de agosto
Légua - de 27 de junho a 30 de agosto
Paredes da Vitória - de 13 de junho a 13 de setembro
Pedra do Ouro - de 27 de junho a 30 de agosto
Polvoeira - de 27 de junho a 30 de agosto
Qualidade das águas balneares nos últimos 3 anos.
As praias da freguesia de Pataias, nos anos de 2012, 2013 e 2014 registaram, todas elas em todos os anos, a classificação de "Excelente", de acordo com os requisitos estabelecidos pela diretiva comunitária Diretiva 2006/7/CE. Foi essa classificação que permitiu que a praia de Paredes da Vitória conseguisse a Bandeira Azul para 2015.
O documento, da Agência Portuguesa do Ambiente, pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLdjFPcno1UDEteE0/view?usp=sharing
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
Mercedes e Mcnamara gravam anúncio nas praias de Pataias
A notícia em: http://www.regiaodecister.pt/pt/noticias/mcnamara-grava-anuncio-nas-praias-de-pataias
McNamara grava anúncio nas praias de Pataias
Foi sobre Vale Furado e Polvoeira que recaiu a escolha das praias, entre Peniche e Figueira da Foz, onde foram rodadas as filmagens do anúncio do novo todo-o-terreno da Mercedes, que decorreram na passada segunda-feira.
Garrett McNamara, que surfou ondas de grande dimensão no Canhão da Nazaré, é o rosto do anúncio. As filmagens desenrolaram-se por duas partes: no areal da Polvoeira e numa casa de Vale Furado. O aparato criado em torno das filmagens, que contaram com o apoio logístico da União de Freguesias de Pataias e Martingança, atraiu largas centenas de pessoas àquelas duas praias.
Eram 4 horas quando começaram a chegar as carrinhas da produção – mais de 30. Cerca de 40 profissionais começaram a preparar o equipamento necessário para as filmagens. Mais tarde, o surfista chegou e recebeu as indicações por parte da produção. McNamara foi filmado a sair do mar no meio de uma tempestade criada com efeitos especiais (lâmpadas a partirem e água a ser projetada pelos bombeiros de Pataias).
Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, acredita que “o anúncio pode ajudar a promover as praias da freguesia”.
McNamara grava anúncio nas praias de Pataias
Foi sobre Vale Furado e Polvoeira que recaiu a escolha das praias, entre Peniche e Figueira da Foz, onde foram rodadas as filmagens do anúncio do novo todo-o-terreno da Mercedes, que decorreram na passada segunda-feira.
Garrett McNamara, que surfou ondas de grande dimensão no Canhão da Nazaré, é o rosto do anúncio. As filmagens desenrolaram-se por duas partes: no areal da Polvoeira e numa casa de Vale Furado. O aparato criado em torno das filmagens, que contaram com o apoio logístico da União de Freguesias de Pataias e Martingança, atraiu largas centenas de pessoas àquelas duas praias.
Eram 4 horas quando começaram a chegar as carrinhas da produção – mais de 30. Cerca de 40 profissionais começaram a preparar o equipamento necessário para as filmagens. Mais tarde, o surfista chegou e recebeu as indicações por parte da produção. McNamara foi filmado a sair do mar no meio de uma tempestade criada com efeitos especiais (lâmpadas a partirem e água a ser projetada pelos bombeiros de Pataias).
Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, acredita que “o anúncio pode ajudar a promover as praias da freguesia”.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Vale Furado e Polvoeira com vigilância de nadadores salvadores
A notícia na edição 1095 de 14 de agosto de 2014
Pataias - Protocolo entre Câmara de Alcobaça e ANSP
Praias de Vale Furado e Polvoeira com vigilância
A Câmara de Alcobaça e a Associação de Nadadores Salvadores de Pataias (ANSP) assinaram um protocolo de cooperação e, até ao fim deste mês, as praias serão vigiadas, cada uma, por dois nadadoressalvadores da associação.
As praias de Vale Furado e Polvoeira já contam com dois nadadores-salvadores para assegurar a vigilância de cada praia.
A Associação de Nadadores Salvadores de Pataias também propôs vigiar a praia da Pedra do Ouro. Recorde-se que Edgar Ministro, presidente da ANSP, referiu que, relativamente à época balnear, “o concessionário da Pedra do Ouro foi o único que negou os serviços da associação” e o concessionário da praia já tinha recebido várias chamadas de atenção por parte da Polícia Marítima, por ter apenas um nadador salvador e ser exigido pelas entidades pelo menos dois, por questões de segurança.
Pataias - Protocolo entre Câmara de Alcobaça e ANSP
Praias de Vale Furado e Polvoeira com vigilância
A Câmara de Alcobaça e a Associação de Nadadores Salvadores de Pataias (ANSP) assinaram um protocolo de cooperação e, até ao fim deste mês, as praias serão vigiadas, cada uma, por dois nadadoressalvadores da associação.
As praias de Vale Furado e Polvoeira já contam com dois nadadores-salvadores para assegurar a vigilância de cada praia.
A Associação de Nadadores Salvadores de Pataias também propôs vigiar a praia da Pedra do Ouro. Recorde-se que Edgar Ministro, presidente da ANSP, referiu que, relativamente à época balnear, “o concessionário da Pedra do Ouro foi o único que negou os serviços da associação” e o concessionário da praia já tinha recebido várias chamadas de atenção por parte da Polícia Marítima, por ter apenas um nadador salvador e ser exigido pelas entidades pelo menos dois, por questões de segurança.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O mau ordenamento do território no litoral de Alcobaça
A reportagem, com direito a primeira página e notícia de abertura, na edição 1568 do Jornal de Leiria de 31 de julho de 2014
Litoral de Alcobaça, uma “colecção” de obras polémicas
Ordenamento. A propósito da recente sentença judicial que considerou nulo o licenciamento de um bloco habitacional na Praia da Mina, percorremos o litoral do concelho de Alcobaça, identificando algumas das obras mais contestadas.
Há dez anos, a associação ambientalista Quercus e alguns moradores da Mina do Azeche insurgiam-se contra o licenciamento, por parte da Câmara de Alcobaça, de um bloco de apartamentos em cima de uma arriba daquela praia. O caso seguiu para tribunal, mas a obra avançou, foi concluída e hoje está habitada. Em Maio último, o Tribunal Central Administrativo (TCA) do Sul confirmou a nulidade do licenciamento, que já tinha sido reconhecida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria.
“Quem tem agora coragem de mandar demolir? A câmara, que licenciou? E as indemnizações a quem ali vive e que não teve culpa, quem as pagaria?”. Estas são algumas das questões que Domingo Patacho, presidente do núcleo de Ourém da Quercus, coloca dez anos depois da contestação que a associação ambientalista fez ao licenciamento. Lamentando a “lentidão da justiça”, o dirigente não acredita que a decisão venha a ter algum efeito prático e o “mais certo” será que o processo páre por aqui. Essa é também a expectativa de António Esteves, um dos moradores que interpôs a acção judicial, que recentemente confessava ao JORNAL DE LEIRIA ter recebido com “algum desânimo e quase indiferença a confirmação”, por via decisão do TCA, “do que era óbvio: aquela obra violava os instrumentos de ordenamento do território”.
“O acórdão colocou em causa os actos administrativos praticados em 2000 e 2004 que levaram ao licenciamento do respectivo processo de obras. O município irá envidar todos os esforços na tentativa de resolução desta complexa situação”, diz o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, sem, no entanto, especificar de que forma é que o município o tentará fazer.
Este licenciamento na Praia da Mina é uma das muitas obras polémicas edificadas um pouco por toda a costa do concelho de Alcobaça, onde, ao longo das últimas décadas, se foi acumulando uma “colecção” de construções em cima de arribas, umas edificadas de forma ilegal e clandestina, outras licenciadas pela câmara em processos que levantaram dúvidas. Vários casos chegaram a tribunal. Outros resultaram em embargos, a maioria dos quais acabou com a legalização das construções.
“Cada um construiu quase o que quis, quase como quis e quase onde quis, sem que a autarquia, apesar de alguns embargos, tivesse a capacidade de reverter a situação. Quem o afirma é Paulo Grilo Santos, autor do livro 50 anos de ocupação do litoral oeste: o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça, editado em 2012. Para este professor de Geografia, Alcobaça é “um caso de estudo”, porque ao longo dos 11 quilómetros de costa, entre Água de Madeiros e a Falca, “há inúmeras situações que ilustram o que correu mal no ordenamento do litoral português, de Vila Real de Santo António até Caminha”, como sejam a construção em zonas de risco, edificações clandestinas e ilegais, excesso de volumetria e ocupação do solo e utilização de espaços destinados a equipamentos com habitação.
Domingos Patacho frisa que, muitos dos casos, vêm do passado, uma vez que “a crise do imobiliário veio, de alguma forma, aliviar a pressão sobre a construção”, mas continuam a ter reflexos no território, com “vários problemas de ordenamento” que fazem Alcobaça “destacar-se pela negativa” na região. Problemas que no entender do ambientalista, “tem muito que ver com a forma como o município lidou no passado com os pedidos de licenciamento e que resultou em vários empreendimentos construídos em sítios efectivamente bonitos, mas em áreas de risco”.
“Como é que um pequeno aglomerado como a Pedra do Ouro pode ter toda aquela construção em frente ao mar em zonas que se sabe serem sensíveis?”, interroga-se o presidente do núcleo de Ourém da Quercus, que admite que alguns erros se devem a “deficiências” dos instrumentos de ordenamento do território, como o PDM, que classificaram como urbanos solos “claramente em zona de risco”.
Esse é também o entendimento de Rogério Raimundo, que foi vereador na Câmara de Alcobaça entre 1998 e 1013, eleito pela CDU, e que, ao longo de sucessivos mandatos, fez várias intervenções nas reuniões de executivo sobre o urbanismo do concelho, nomeadamente, no litoral. O ex-autarca opôs-se, por exemplo, à aprovação do deferimento tácito que esteve na origem do licenciamento do bloco habitacional construído na Praia da Mina, que o tribunal veio agora declarar nulo.
“Mau” PDM e “ineficácia” na fiscalização
Para Rogério Raimundo, foram várias as razões que contribuíram para a “colecção de obras ilegais” que o concelho e, principalmente, a sua zona costeira, foram acumulando ao longo dos anos. Além de um “mau PDM”, o antigo vereador fala de um POOC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira Alcobaça-Mafra) “com bons objetivos, mas sem estrutura financeira para pôr em prática” o que era proposto. Para o Vale Furado, por exemplo, o POOC apontava a necessidade de “resolução de ocupações clandestinas na área urbana em faixa de risco, de forma a recuperar as arribas e resolver a situação inerente ao perigo eminente resultante da sua localização”, com “recurso a demolições e acções de expropriação”. Mas até agora nada avançou e no lote de demolições no litoral anunciados em Março último pelo ministro não consta nenhuma obra na costa da região, incluindo em Alcobaça.
Rogério Raimundo refere também a “ineficácia da fiscalização, dos embargos e dos processos jurídicos, que não são suficientes para corrigir os erros”, como outro dos motivos que conduziram à “proliferação de maus exemplos” no litoral de Alcobaça. “Houve uma balda completa e uma enorme falta de vontade política do Estado e dos sucessivos executivos PS e PSD que governaram a câmara”, acusa.
“Apesar de alguns nunca terem chegado a ter força legal, não foi por falta de planos que o litoral de Alcobaça apresenta a realidade atual”, acrescenta Paulo Grilo Santos, que aponta a “má gestão do território, com muitas aprovações tácitas”, como uma das razões para os problemas de ordenamento da costa do concelho. O docente refere ainda a “questão dos direitos adquiridos” que fez com que muitos empreendimentos avançassem mesmo depois da câmara ter recuado nas suas posições. “As primeiras decisões da autarquia foram quase sempre favoráveis aos promotores, que, depois, em tribunal, faziam valer direitos que consideravam adquiridos com a primeira posição da câmara. E em muitas situações isso resultou, nota o autor do livro 50 anos de ocupação do litoral oeste – o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça. Este professor, considera ainda que “o historial de incumprimentos” faz também “com que cada habitante se sinta no direito de fazer o que quer e da forma que quer”.
As datas
1987
Demolição de barracas na praia da Polvoeira e nos Mijaretes (junto às Paredes), depois da visita de Carlos Pimenta, então Secretário de Estado do Ambiente, ao litoral de Alcobaça.
1997
Entrada em vigor do Plano Director Municipal (PDM) de Alcobaça, que ao longo dos anos já sofreu, segundo informações disponíveis no site da câmara, sete alterações. Está em revisão.
2002
É publicado em Diário da República o regulamento do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Alcobaça-Mafra, que previa algumas demolições no Vale Furado, ainda não concretizadas.
2014
O Tribunal Central Administrativo (TCA) do Sul confirmou a nulidade do licenciamento de um bloco de apartamentos construído em cima de uma arriba na Praia da Mina, já habitado.
Actual presidente da Câmara de Alcobaça fala em situações “antigas”
Licenciamentos contestados ao longo de toda a costa do concelho
A par do licenciamento do bloco de apartamentos, cujo licenciamento o Tribunal Central Administrativo do Sul veio agora considerar nulo, há um outro loteamento polémico na Praia da Mina. Trata-se de uma obra erguida em meados da década de 90 do século passado, na ‘crista’ da arriba e sobre uma linha de água, que chegou a ser embargada pela câmara, mas que foi concluída.
Ao lado, na Pedra do Ouro, uma das obras mais polémicas nasceu ao fundo da rua principal da povoação, em cima de uma arriba. Depois de pareceres prévios concordantes, a câmara opôs-se à obra, mas os promotores contestaram as novas posições do município em tribunal, onde fizeram valer as suas pretensões, e a obra avançou, apesar de pareceres técnicos que alertavam para a erosão das arribas.
Ainda na Pedra do Ouro, um grupo de moradores luta há quase dez anos para travar a construção de uma urbanização a cerca de 50 metros da falésia da praia, licenciada pela câmara em 2004. Na primeira instância, houve uma decisão favorável ao promotor e o processo encontra-se agora nas mãos do Supremo Tribunal Administrativo (STA). Frisando que se trata de “um processo referente a uma deliberação tomada em 2004”, o actual presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, considera que, neste momento, é “inoportuno e especulativo tecer outras considerações” sobre o caso, enquanto não houver acórdão do STA.
Em Paredes de Vitória também não faltam exemplos de obras contestadas, como foi o caso da urbanização construída em frente à praia, que à qual a própria câmara se opôs, e do edifício erguido junto à rotunda que dá acesso à Praia da Mina, que sofreu sucessivos embargos, alegadamente por não respeitar a REN (Reserva Ecológica Nacional). Este último empreendimento seria concluído após desafectação da REN, mas ainda não está regularizado. Ainda nesta praia, não têm sido pacíficas algumas construções nas arribas por cima do vale ou ao longo das margens da Ribeira de Paredes. Sobre as edificações no vale, o presidente da câmara reconhece que “nem todas estão devidamente licenciadas”, assegurando que, nas situações ilegais, “o município actua de acordo com a Lei, através da instauração de procedimentos administrativos ou judiciais”.
São também vários os casos de obras construídas de forma irregular na praia de Vale Furado, onde há edificações que quase tocam o areal e outras ‘empoleiradas’ nas arribas. Algumas, mantêm a situação de ilegalidade que estiveram na sua origem, enquanto outras foram sendo regularizadas ao longo dos anos ou nasceram com o ‘aval’ do PDM, que classificou algumas faixas de solo consideradas de risco como urbano.
Falando de uma forma geral sobre as edificações em zonas de risco ao longo da costa do concelho, o atual presidente da câmara, que cumpre o segundo mandato, alega que “são situações antigas, que se reportam à primeira metade da década passada”. “Institucionalmente estamos a defender judicialmente as deliberações tomadas no passado”, acrescenta Paulo Inácio.
Polvoeira chegou a ter mais de 700 construções clandestinas
E um dia as barracas vieram abaixo
A Polvoeira, que é hoje uma praia deserta de construções, era, na década de 80 do século passado, um aglomerado de edificações. No livro 50 anos de ocupação do litoral oeste: o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça, Paulo Grilo Santos fala de uma das “maiores ocupações ilegais” de faixas de Domínio Público Marítimo e de terrenos públicos no litoral centro do país, que terá começado no início dos anos 70 pela iniciativa de alguns moradores de Pataias, mas que “rapidamente tomou dimensões gigantescas”. De tal forma que, em 1984, existiam no local “mais de 700” barracas em madeira ou construídas em alvenaria e “forradas exteriormente a madeira de pinho pintada com óleo queimado”. Paulo Grilo Santos, professor de Geografia, conta que algumas dessas construções estavam servidas com eletricidade da rede pública, “puxada desde a Pedra do Ouro” e com telefone público. “O lugar chegou a ter recolha de lixo, uma capela e até distribuição de água canalizada”, relata o docente naquele livro, onde dá conta de um conjunto de deliberações da Câmara e Assembleia Municipais de Alcobaça, que resultaram na demolição de cerca de 400 barracas em 1984. Três anos mais tarde, o local foi visitado por Carlos Pimenta, então Secretário de Estado do Ambiente, no âmbito de um périplo pelo litoral de Alcobaça. Na sequência dessa iniciativa, o governante – que tinha dado início ao processo de demolição de muitas construções ilegais na costa portuguesa que também abrangeu a Praia Velha de S. Pedro de Moel (Marinha Grande) -, determinou a eliminação “imediata” das barracas ainda existentes na Polvoeira. A ordem seria cumprida no final desse ano.
As barracas fizeram também parte da paisagem dos Mijaretes, nome dado à arriba situada entre as praias de Paredes da Vitória e da Mina do Azeche. A ocupação terá começado por volta de 1970, dando origem a um aglomerado com cerca de 60 barracas em madeira e lusalite. “Ao contrário do que acontecia na Polvoeira, [no Mijarete] o acesso às barracas era difícil e feito apenas a pé e os proprietários das barracas eram quase exclusivamente moradores na freguesia de Pataias”, escreve Paulo Grilo Santos no livro 50 anos de ocupação do litoral oeste: o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça. A demolição das construções dos Mijaretes ocorreu, “sem contestação e pelos próprios proprietários”, após a demolição das barracas na Polvoeira.
“Com um autêntico ‘festival’ de construções em zona de risco no litoral de Alcobaça, muitas delas com origem ilegal e que ainda hoje se mantêm em situação irregular, os únicos casos de demolição foram os das barracas da Polvoeira e da Mina [Mijaretes]”, constata Rogério Raimundo, que, durante o tempo em foi vereador na Câmara de Alcobaça, eleito pela CDU, levantava, com frequência, questões relacionadas com o urbanismo nas reuniões de executivo. “Pelas declarações que fiz para as actas, fica-me a satisfação de ter razão em muitas situações que abordei, mas o que acabou por ser concretizado no terreno não me consola. É o efeito daquilo a que chamo ‘avalancha da maioria’”, diz, resignado, o antigo autarca que esteve em funções entre 1998 e 2013.
Litoral de Alcobaça, uma “colecção” de obras polémicas
Ordenamento. A propósito da recente sentença judicial que considerou nulo o licenciamento de um bloco habitacional na Praia da Mina, percorremos o litoral do concelho de Alcobaça, identificando algumas das obras mais contestadas.
Há dez anos, a associação ambientalista Quercus e alguns moradores da Mina do Azeche insurgiam-se contra o licenciamento, por parte da Câmara de Alcobaça, de um bloco de apartamentos em cima de uma arriba daquela praia. O caso seguiu para tribunal, mas a obra avançou, foi concluída e hoje está habitada. Em Maio último, o Tribunal Central Administrativo (TCA) do Sul confirmou a nulidade do licenciamento, que já tinha sido reconhecida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria.
“Quem tem agora coragem de mandar demolir? A câmara, que licenciou? E as indemnizações a quem ali vive e que não teve culpa, quem as pagaria?”. Estas são algumas das questões que Domingo Patacho, presidente do núcleo de Ourém da Quercus, coloca dez anos depois da contestação que a associação ambientalista fez ao licenciamento. Lamentando a “lentidão da justiça”, o dirigente não acredita que a decisão venha a ter algum efeito prático e o “mais certo” será que o processo páre por aqui. Essa é também a expectativa de António Esteves, um dos moradores que interpôs a acção judicial, que recentemente confessava ao JORNAL DE LEIRIA ter recebido com “algum desânimo e quase indiferença a confirmação”, por via decisão do TCA, “do que era óbvio: aquela obra violava os instrumentos de ordenamento do território”.
“O acórdão colocou em causa os actos administrativos praticados em 2000 e 2004 que levaram ao licenciamento do respectivo processo de obras. O município irá envidar todos os esforços na tentativa de resolução desta complexa situação”, diz o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, sem, no entanto, especificar de que forma é que o município o tentará fazer.
Este licenciamento na Praia da Mina é uma das muitas obras polémicas edificadas um pouco por toda a costa do concelho de Alcobaça, onde, ao longo das últimas décadas, se foi acumulando uma “colecção” de construções em cima de arribas, umas edificadas de forma ilegal e clandestina, outras licenciadas pela câmara em processos que levantaram dúvidas. Vários casos chegaram a tribunal. Outros resultaram em embargos, a maioria dos quais acabou com a legalização das construções.
“Cada um construiu quase o que quis, quase como quis e quase onde quis, sem que a autarquia, apesar de alguns embargos, tivesse a capacidade de reverter a situação. Quem o afirma é Paulo Grilo Santos, autor do livro 50 anos de ocupação do litoral oeste: o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça, editado em 2012. Para este professor de Geografia, Alcobaça é “um caso de estudo”, porque ao longo dos 11 quilómetros de costa, entre Água de Madeiros e a Falca, “há inúmeras situações que ilustram o que correu mal no ordenamento do litoral português, de Vila Real de Santo António até Caminha”, como sejam a construção em zonas de risco, edificações clandestinas e ilegais, excesso de volumetria e ocupação do solo e utilização de espaços destinados a equipamentos com habitação.
Domingos Patacho frisa que, muitos dos casos, vêm do passado, uma vez que “a crise do imobiliário veio, de alguma forma, aliviar a pressão sobre a construção”, mas continuam a ter reflexos no território, com “vários problemas de ordenamento” que fazem Alcobaça “destacar-se pela negativa” na região. Problemas que no entender do ambientalista, “tem muito que ver com a forma como o município lidou no passado com os pedidos de licenciamento e que resultou em vários empreendimentos construídos em sítios efectivamente bonitos, mas em áreas de risco”.
“Como é que um pequeno aglomerado como a Pedra do Ouro pode ter toda aquela construção em frente ao mar em zonas que se sabe serem sensíveis?”, interroga-se o presidente do núcleo de Ourém da Quercus, que admite que alguns erros se devem a “deficiências” dos instrumentos de ordenamento do território, como o PDM, que classificaram como urbanos solos “claramente em zona de risco”.
Esse é também o entendimento de Rogério Raimundo, que foi vereador na Câmara de Alcobaça entre 1998 e 1013, eleito pela CDU, e que, ao longo de sucessivos mandatos, fez várias intervenções nas reuniões de executivo sobre o urbanismo do concelho, nomeadamente, no litoral. O ex-autarca opôs-se, por exemplo, à aprovação do deferimento tácito que esteve na origem do licenciamento do bloco habitacional construído na Praia da Mina, que o tribunal veio agora declarar nulo.
“Mau” PDM e “ineficácia” na fiscalização
Para Rogério Raimundo, foram várias as razões que contribuíram para a “colecção de obras ilegais” que o concelho e, principalmente, a sua zona costeira, foram acumulando ao longo dos anos. Além de um “mau PDM”, o antigo vereador fala de um POOC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira Alcobaça-Mafra) “com bons objetivos, mas sem estrutura financeira para pôr em prática” o que era proposto. Para o Vale Furado, por exemplo, o POOC apontava a necessidade de “resolução de ocupações clandestinas na área urbana em faixa de risco, de forma a recuperar as arribas e resolver a situação inerente ao perigo eminente resultante da sua localização”, com “recurso a demolições e acções de expropriação”. Mas até agora nada avançou e no lote de demolições no litoral anunciados em Março último pelo ministro não consta nenhuma obra na costa da região, incluindo em Alcobaça.
Rogério Raimundo refere também a “ineficácia da fiscalização, dos embargos e dos processos jurídicos, que não são suficientes para corrigir os erros”, como outro dos motivos que conduziram à “proliferação de maus exemplos” no litoral de Alcobaça. “Houve uma balda completa e uma enorme falta de vontade política do Estado e dos sucessivos executivos PS e PSD que governaram a câmara”, acusa.
“Apesar de alguns nunca terem chegado a ter força legal, não foi por falta de planos que o litoral de Alcobaça apresenta a realidade atual”, acrescenta Paulo Grilo Santos, que aponta a “má gestão do território, com muitas aprovações tácitas”, como uma das razões para os problemas de ordenamento da costa do concelho. O docente refere ainda a “questão dos direitos adquiridos” que fez com que muitos empreendimentos avançassem mesmo depois da câmara ter recuado nas suas posições. “As primeiras decisões da autarquia foram quase sempre favoráveis aos promotores, que, depois, em tribunal, faziam valer direitos que consideravam adquiridos com a primeira posição da câmara. E em muitas situações isso resultou, nota o autor do livro 50 anos de ocupação do litoral oeste – o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça. Este professor, considera ainda que “o historial de incumprimentos” faz também “com que cada habitante se sinta no direito de fazer o que quer e da forma que quer”.
As datas
1987
Demolição de barracas na praia da Polvoeira e nos Mijaretes (junto às Paredes), depois da visita de Carlos Pimenta, então Secretário de Estado do Ambiente, ao litoral de Alcobaça.
1997
Entrada em vigor do Plano Director Municipal (PDM) de Alcobaça, que ao longo dos anos já sofreu, segundo informações disponíveis no site da câmara, sete alterações. Está em revisão.
2002
É publicado em Diário da República o regulamento do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Alcobaça-Mafra, que previa algumas demolições no Vale Furado, ainda não concretizadas.
2014
O Tribunal Central Administrativo (TCA) do Sul confirmou a nulidade do licenciamento de um bloco de apartamentos construído em cima de uma arriba na Praia da Mina, já habitado.
Actual presidente da Câmara de Alcobaça fala em situações “antigas”
Licenciamentos contestados ao longo de toda a costa do concelho
A par do licenciamento do bloco de apartamentos, cujo licenciamento o Tribunal Central Administrativo do Sul veio agora considerar nulo, há um outro loteamento polémico na Praia da Mina. Trata-se de uma obra erguida em meados da década de 90 do século passado, na ‘crista’ da arriba e sobre uma linha de água, que chegou a ser embargada pela câmara, mas que foi concluída.
Ao lado, na Pedra do Ouro, uma das obras mais polémicas nasceu ao fundo da rua principal da povoação, em cima de uma arriba. Depois de pareceres prévios concordantes, a câmara opôs-se à obra, mas os promotores contestaram as novas posições do município em tribunal, onde fizeram valer as suas pretensões, e a obra avançou, apesar de pareceres técnicos que alertavam para a erosão das arribas.
Ainda na Pedra do Ouro, um grupo de moradores luta há quase dez anos para travar a construção de uma urbanização a cerca de 50 metros da falésia da praia, licenciada pela câmara em 2004. Na primeira instância, houve uma decisão favorável ao promotor e o processo encontra-se agora nas mãos do Supremo Tribunal Administrativo (STA). Frisando que se trata de “um processo referente a uma deliberação tomada em 2004”, o actual presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, considera que, neste momento, é “inoportuno e especulativo tecer outras considerações” sobre o caso, enquanto não houver acórdão do STA.
Em Paredes de Vitória também não faltam exemplos de obras contestadas, como foi o caso da urbanização construída em frente à praia, que à qual a própria câmara se opôs, e do edifício erguido junto à rotunda que dá acesso à Praia da Mina, que sofreu sucessivos embargos, alegadamente por não respeitar a REN (Reserva Ecológica Nacional). Este último empreendimento seria concluído após desafectação da REN, mas ainda não está regularizado. Ainda nesta praia, não têm sido pacíficas algumas construções nas arribas por cima do vale ou ao longo das margens da Ribeira de Paredes. Sobre as edificações no vale, o presidente da câmara reconhece que “nem todas estão devidamente licenciadas”, assegurando que, nas situações ilegais, “o município actua de acordo com a Lei, através da instauração de procedimentos administrativos ou judiciais”.
São também vários os casos de obras construídas de forma irregular na praia de Vale Furado, onde há edificações que quase tocam o areal e outras ‘empoleiradas’ nas arribas. Algumas, mantêm a situação de ilegalidade que estiveram na sua origem, enquanto outras foram sendo regularizadas ao longo dos anos ou nasceram com o ‘aval’ do PDM, que classificou algumas faixas de solo consideradas de risco como urbano.
Falando de uma forma geral sobre as edificações em zonas de risco ao longo da costa do concelho, o atual presidente da câmara, que cumpre o segundo mandato, alega que “são situações antigas, que se reportam à primeira metade da década passada”. “Institucionalmente estamos a defender judicialmente as deliberações tomadas no passado”, acrescenta Paulo Inácio.
Polvoeira chegou a ter mais de 700 construções clandestinas
E um dia as barracas vieram abaixo
A Polvoeira, que é hoje uma praia deserta de construções, era, na década de 80 do século passado, um aglomerado de edificações. No livro 50 anos de ocupação do litoral oeste: o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça, Paulo Grilo Santos fala de uma das “maiores ocupações ilegais” de faixas de Domínio Público Marítimo e de terrenos públicos no litoral centro do país, que terá começado no início dos anos 70 pela iniciativa de alguns moradores de Pataias, mas que “rapidamente tomou dimensões gigantescas”. De tal forma que, em 1984, existiam no local “mais de 700” barracas em madeira ou construídas em alvenaria e “forradas exteriormente a madeira de pinho pintada com óleo queimado”. Paulo Grilo Santos, professor de Geografia, conta que algumas dessas construções estavam servidas com eletricidade da rede pública, “puxada desde a Pedra do Ouro” e com telefone público. “O lugar chegou a ter recolha de lixo, uma capela e até distribuição de água canalizada”, relata o docente naquele livro, onde dá conta de um conjunto de deliberações da Câmara e Assembleia Municipais de Alcobaça, que resultaram na demolição de cerca de 400 barracas em 1984. Três anos mais tarde, o local foi visitado por Carlos Pimenta, então Secretário de Estado do Ambiente, no âmbito de um périplo pelo litoral de Alcobaça. Na sequência dessa iniciativa, o governante – que tinha dado início ao processo de demolição de muitas construções ilegais na costa portuguesa que também abrangeu a Praia Velha de S. Pedro de Moel (Marinha Grande) -, determinou a eliminação “imediata” das barracas ainda existentes na Polvoeira. A ordem seria cumprida no final desse ano.
As barracas fizeram também parte da paisagem dos Mijaretes, nome dado à arriba situada entre as praias de Paredes da Vitória e da Mina do Azeche. A ocupação terá começado por volta de 1970, dando origem a um aglomerado com cerca de 60 barracas em madeira e lusalite. “Ao contrário do que acontecia na Polvoeira, [no Mijarete] o acesso às barracas era difícil e feito apenas a pé e os proprietários das barracas eram quase exclusivamente moradores na freguesia de Pataias”, escreve Paulo Grilo Santos no livro 50 anos de ocupação do litoral oeste: o caso da freguesia de Pataias, Alcobaça. A demolição das construções dos Mijaretes ocorreu, “sem contestação e pelos próprios proprietários”, após a demolição das barracas na Polvoeira.
“Com um autêntico ‘festival’ de construções em zona de risco no litoral de Alcobaça, muitas delas com origem ilegal e que ainda hoje se mantêm em situação irregular, os únicos casos de demolição foram os das barracas da Polvoeira e da Mina [Mijaretes]”, constata Rogério Raimundo, que, durante o tempo em foi vereador na Câmara de Alcobaça, eleito pela CDU, levantava, com frequência, questões relacionadas com o urbanismo nas reuniões de executivo. “Pelas declarações que fiz para as actas, fica-me a satisfação de ter razão em muitas situações que abordei, mas o que acabou por ser concretizado no terreno não me consola. É o efeito daquilo a que chamo ‘avalancha da maioria’”, diz, resignado, o antigo autarca que esteve em funções entre 1998 e 2013.
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domingo, 1 de junho de 2014
Praias de Ouro em Pataias
As praias da Légua, Polvoeira, Pedra do Ouro e Água de Madeiros são novamente praias de "qualidade de ouro" no ano de 2014.
Este galardão, atribuído pela Quercus, avalia as praias cujas águas balneares tiveram a classificação de "excelente" nos últimos 5 anos.
Curiosamente, a praia de Paredes da Vitória, a quem foi atribuído pelo terceiro ano consecutivo o galardão da Bandeira Azul, é a única praia da freguesia que não cobsegue o galardão.
A notícia no jornal Público
http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/quercus-atribui-qualidade-ouro-a-dois-tercos-das-praias-do-pais-1638115
Quercus atribui “qualidade ouro” a dois terços das praias do país
Das 543 zonas balneares designadas no país, 355 tiveram qualidade máxima da água nos últimos cinco anos.
Se o que mais importa para si é a qualidade da água, há 355 motivos para ir à praia este Verão. Este é o número de zonas balneares com “qualidade ouro”, um galardão atribuído pela associação ambientalista Quercus desde 2003.
Para ser premiada com o “ouro”, uma praia tem de ter, durante cinco anos consecutivos, a classificação máxima na qualidade da água – que correspondia a “boa” até 2009 e é de “excelente” desde 2010. É um critério mais apertado do que o das normas sobre as águas balneares, que resultam de uma directiva europeia. Segundo a legislação, desde 2010 uma praia é classificada como “excelente”, “boa”, “aceitável” ou “má” conforme os resultados das análises à água nos últimos quatro anos.
A Quercus vai mais longe para “prestigiar as praias que de uma forma muito consistente têm tido água de qualidade excelente”, afirma Francisco Ferreira, dirigente da associação. “Isto valoriza muito a escolha das pessoas quanto às zonas balneares que querem frequentar.”
O número de praias de qualidade de ouro tem vindo a subir de ano para ano. Começaram por ser 87, em 2003, duplicaram para 169, em 2004, e, no ano passado, tinham chegado a 336. Agora, 43 novas praias ascenderam à lista e 24 deixaram de nela figurar, elevando o total a 355.
Na prática, aproximadamente duas em cada três praias designadas oficialmente como “águas balneares” em Portugal têm o galardão da Quercus.
A maioria das praias de ouro – 244 (69%) – também hasteará a Bandeira Azul este ano, outro símbolo de qualidade, mais exigente. Atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa, a distinção requer o cumprimento de 32 critérios, divididos em quatro categorias: informação e educação ambiental; qualidade da água; gestão ambiental e equipamentos e segurança e serviços. Este ano, 298 praias terão o direito de hastear a bandeira.
O facto de haver cada vez mais praias “ouro” mostra que a qualidade da água está longe de ser um problema, como o era há apenas duas décadas. Em 1993, pouco mais da metade (58%) das praias sujeitas a análises à água satisfazia os critérios mínimos de qualidade. Cerca de um quarto (27%) tinha água de má qualidade. O resto não chegou a ser classificado, por falta de análises suficientes ou outras razões.
Já no ano passado, 92% das praias costeiras foram classificadas como “excelentes” e 98% satisfaziam os critérios mínimos. As interiores ficam mais atrás: 85% cumpriam os mínimos e 60% eram “excelentes”.
“É um caso de sucesso no litoral, mas ainda falta ser um caso de sucesso nas praias interiores”, alerta Francisco Ferreira. As praias fluviais e de albufeiras, diz Ferreira, são uma alternativa turística potencial e por isso merecem maior atenção. “Há muitas praias costeiras, mas estão sobrelotadas. Nas do interior, ainda há um longo caminho a percorrer”, refere.
Das 97 zonas balneares interiores classificadas pela Agência Portuguesa do Ambiente em 2013, 28 vão poder ostentar o símbolo de “qualidade ouro” da Quercus – ou seja, 29%. A taxa de sucesso das praias costeiras e de transição é muito maior: 73%.
Este galardão, atribuído pela Quercus, avalia as praias cujas águas balneares tiveram a classificação de "excelente" nos últimos 5 anos.
Curiosamente, a praia de Paredes da Vitória, a quem foi atribuído pelo terceiro ano consecutivo o galardão da Bandeira Azul, é a única praia da freguesia que não cobsegue o galardão.
A notícia no jornal Público
http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/quercus-atribui-qualidade-ouro-a-dois-tercos-das-praias-do-pais-1638115
Quercus atribui “qualidade ouro” a dois terços das praias do país
Das 543 zonas balneares designadas no país, 355 tiveram qualidade máxima da água nos últimos cinco anos.
Se o que mais importa para si é a qualidade da água, há 355 motivos para ir à praia este Verão. Este é o número de zonas balneares com “qualidade ouro”, um galardão atribuído pela associação ambientalista Quercus desde 2003.
Para ser premiada com o “ouro”, uma praia tem de ter, durante cinco anos consecutivos, a classificação máxima na qualidade da água – que correspondia a “boa” até 2009 e é de “excelente” desde 2010. É um critério mais apertado do que o das normas sobre as águas balneares, que resultam de uma directiva europeia. Segundo a legislação, desde 2010 uma praia é classificada como “excelente”, “boa”, “aceitável” ou “má” conforme os resultados das análises à água nos últimos quatro anos.
A Quercus vai mais longe para “prestigiar as praias que de uma forma muito consistente têm tido água de qualidade excelente”, afirma Francisco Ferreira, dirigente da associação. “Isto valoriza muito a escolha das pessoas quanto às zonas balneares que querem frequentar.”
O número de praias de qualidade de ouro tem vindo a subir de ano para ano. Começaram por ser 87, em 2003, duplicaram para 169, em 2004, e, no ano passado, tinham chegado a 336. Agora, 43 novas praias ascenderam à lista e 24 deixaram de nela figurar, elevando o total a 355.
Na prática, aproximadamente duas em cada três praias designadas oficialmente como “águas balneares” em Portugal têm o galardão da Quercus.
A maioria das praias de ouro – 244 (69%) – também hasteará a Bandeira Azul este ano, outro símbolo de qualidade, mais exigente. Atribuído pela Associação Bandeira Azul da Europa, a distinção requer o cumprimento de 32 critérios, divididos em quatro categorias: informação e educação ambiental; qualidade da água; gestão ambiental e equipamentos e segurança e serviços. Este ano, 298 praias terão o direito de hastear a bandeira.
O facto de haver cada vez mais praias “ouro” mostra que a qualidade da água está longe de ser um problema, como o era há apenas duas décadas. Em 1993, pouco mais da metade (58%) das praias sujeitas a análises à água satisfazia os critérios mínimos de qualidade. Cerca de um quarto (27%) tinha água de má qualidade. O resto não chegou a ser classificado, por falta de análises suficientes ou outras razões.
Já no ano passado, 92% das praias costeiras foram classificadas como “excelentes” e 98% satisfaziam os critérios mínimos. As interiores ficam mais atrás: 85% cumpriam os mínimos e 60% eram “excelentes”.
“É um caso de sucesso no litoral, mas ainda falta ser um caso de sucesso nas praias interiores”, alerta Francisco Ferreira. As praias fluviais e de albufeiras, diz Ferreira, são uma alternativa turística potencial e por isso merecem maior atenção. “Há muitas praias costeiras, mas estão sobrelotadas. Nas do interior, ainda há um longo caminho a percorrer”, refere.
Das 97 zonas balneares interiores classificadas pela Agência Portuguesa do Ambiente em 2013, 28 vão poder ostentar o símbolo de “qualidade ouro” da Quercus – ou seja, 29%. A taxa de sucesso das praias costeiras e de transição é muito maior: 73%.
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