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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O fim dos campos de golfe na Pedra do Ouro

A notícia na edição 1168 do Região de Cister de 7 de janeiro de 2016

Pedra do Ouro - empresa de leiria com visão turística em fase de definição
Campos de golfe substituídos por exploração de resinagem

Os campos de golfe que foram anunciados, em 2005, para a Pedra do Ouro, praia da União das Freguesias de Pataias e Martingança, foram por água abaixo, depois de a empresa de construção civil que detinha os terrenos ter vendido parte da área à empresa Respol Resinagens, SA, sediada em Leiria.
“O que foi comunicado à Câmara é que os novos proprietários pretendem aproveitar a floresta para a exploração de resinagem e que tem projetos de empreendimentos turísticos de menor dimensão e diferentes dos anteriores, mas que, a seu tempo, irão apresentar as suas pretensões ao município”, esclarece ao REGIÃO DE CISTER Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça. Ou seja, “os novos proprietários têm outra visão turística para os terrenos” que abrangem no total 700 hectares.
Recorde-se que o projeto de implementação dos campos de golfe aguardava, há vários anos, a emissão de parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Além dos campos de golfe e dos hotéis, o empreendimento previa ainda um centro desportivo, com piscinas, campos de ténis e um clube infantil, e um centro equestre, estando prevista a instalação de um campo de polo.
Agora, e de acordo com intenção dos novos proprietários do terreno, “vai ser elaborado um projeto envolvendo várias entidades” na área da exploração turística, como explicou um responsável da Respol Resinagens.
Ao que o REGIÃO DE CISTER conseguiu apurar, o projeto a ser definido para aquela área poderá integrar uma pista para corridas de cavalos e galgos e uma unidade hoteleira.
No entanto, o responsável da Respol Resinagens não confirmou essa possibilidade, remetendo o assunto para “depois de o projeto estar elaborado e definido”.
Entretanto, a Câmara de Alcobaça “já abriu um concurso público para a renovação da rede de saneamento básico e alcatroamento para que a Pedra do Ouro fique com toda a dignidade que merece”, como explicou Paulo Inácio.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Burinhosa - monumento ao Resineiro

A notícia e a s fotografias no jornal on-line Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=834a0212-a6a4-45ed-97c6-15f6512c2f47&edition=150

    
Na Quinta da Valinha    
Burinhosa inaugura Monumento ao Resineiro

 


Numa iniciativa inédita no País, a Quinta da Valinha e o empresário Eng. Joaquim Coutinho Duarte preparam-se para homenagear o Resineiro, numa cerimónia agendada para o dia 19 de Maio às 12 horas.
A homenagem, em forma de monumento com uma altura de cinco metros, acontece pelo carinho que o promotor tem pela profissão que durante décadas ocupou as gentes da localidade da Burinhosa, freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça, mas também de muitas outras proveniências em Portugal. “Será um bom dia de convívio, de desporto e de cultura”, acredita o empresário, que espera a presença de mais de um milhar de pessoas na Quinta da Valinha, local onde existe também um monumento de homenagem ao vidreiro.
O Monumento ao Resineiro tem assinatura do escultor Carlos Oliveira, é um conjunto escultórico que fica implantado numa praça com 100 metros quadrados criada para o efeito e toda ela em calçada portuguesa. Nesta praça rompem as duas figuras de um casal de resineiros com 2.40 metros de altura, são ladeados por um conjunto de sete pinheiros em pedra com 5 metros de altura.
Apesar de particular, o local onde será erguido o monumento será visitável, ficando aberto todos os dias das 8 às 17 horas.
A profissão de resineiro, que durante décadas ocupou uma importante faixa da população da região, era das mais difíceis e duras. Para além das horas de trabalho que implicava, estava sujeita às condições climatéricas, muitas vezes adversas. De Verão, por exemplo, a actividade tinha de ser desenvolvida de madrugada porque durante o dia era impensável trabalhar debaixo de altas temperaturas. Já no Inverno, com as chuvas e o mato molhado, tornava-se muito penoso exercer a actividade.
A produção de resina nacional passou, segundo dados do INE, de 64 mil toneladas em 1990, para menos de 5 mil toneladas em 2005. Mas nem sempre foi assim. Nos anos 50 do século XX, Portugal exportava resina para quase 20 países. Havia, no território nacional, 89 fábricas distribuídas por 40 concelhos que tinham capacidade para produzir 220 mil toneladas de resina. Cerca de dez mil pessoas trabalhavam na extracção da matéria prima.

Programa - Dia 19 de Maio
 

Inauguração do Monumento ao Resineiro
11 horas: Missa
12 horas: Inauguração do Monumento
12:30 horas: Almoço-convívio (inscrição prévia)
15 horas: Actuação do Rancho Folclórico e Etnográfico “Papoilas do Campo” (Cela)
16 horas: prova de ciclismo com duas metas volantes

Curiosidades

A resinagem no Pinhal do Rei
A exploração de produtos resinosos tem as suas primeiras referências no século X, em Leiria.

Como era a actividade de resineiro“
A exploração da resina ocupava-nos de meados de Fevereiro a meados de Novembro. Primeiro fazia-se o descarrasco, com a machada, desbastando a carcódia do pinheiro até quase à pele, na parte que queríamos explorar nesse ano. Na volta seguinte, colocávamos a bica (lata de zinco, em forma de meia-lua, espetada no pinheiro), a cunha e a tigela de barro, entalada entre a cunha e a bica. Feito este trabalho em todos os pinheiros, começava a exploração: cortávamos uma tira de pele do pinheiro, rente à bica, para a resina sair. Depois, até Outubro, íamos cortando mais tiras de pele, pelo tronco acima, para que houvesse sempre feridas novas por onde o pinheiro sangrar. A colha fazia-se com uma espátula, tirando a resina da tigela para o caldeiro. No tempo quente era mais fácil, pois a resina corria quase como água. Caldeiro cheio e era necessário ir despejá-lo ao barril e voltar, voltar as vezes necessárias. Quando os bidons estavam todos cheios, vinha o camião da fábrica a carregá-los ao estaleiro. A campanha da resina terminava na primeira quinzena de Novembro. Antes, dávamos uma última volta, a raspar a resina seca que ficara na ferida do pinheiro. Depois, com um pau, amassava-se bem dentro do caldeiro, para desfazer a resina seca na líquida.”

José Candeias, antigo resineiro

Profissão em desuso
Actualmente, Portugal tem apenas 25 mil hectares de área resinada, para uma produção de cinco mil toneladas. Há três décadas produziam-se 150 mil toneladas em 175 mil hectares.

Desde o antigo Egipto

A resina já era utilizada desde o Egipto antigo, com fins religiosos e para a mumificação de corpos. Ela foi também muito utilizada na época colonial norte-americana, na construção naval, com o objectivo de calafetar peças de madeira, que eram usadas nos barcos da Marinha Real Inglesa.

sábado, 23 de março de 2013

Burinhosa - Monumento ao resineiro

A notícia na edição 1022 do Região de Cister de 21 de março de 2013

Quinta da valinha e empresário Joaquim Coutinho Duarte prestam mais uma homenagem
Monumento ao Resineiro é inaugurado dia 19 de maio na Burinhosa


Numa iniciativa inédita no País, a Quinta da Valinha, na Burinhosa, e o empresário Joaquim Coutinho Duarte preparam-se para homenagear o resineiro, numa cerimónia agendada para o próximo dia 19 de maio. O programa inclui a celebração de uma missa quando forem 11 horas, seguindo-se a inauguração do monumento uma hora depois. Às 12:30 horas será servido o almoço (mediante inscrições prévias), havendo a atuação do Rancho Papoilas do Campo (da Cela), cerca das 15 horas. Uma hora mais tarde será iniciada uma prova de ciclismo com duas metas volantes.
A homenagem, em forma de monumento com uma altura de cinco metros, acontece “pelo carinho que o promotor tem pela profissão que durante décadas ocupou as gentes da localidade da Burinhosa, mas também de muitas outras proveniências em Portugal”. É esperada a presença de mais de um milhar de pessoas na Quinta da Valinha, local onde já existe um monumento de homenagem ao vidreiro.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Monumento ao Resineiro

A notícia na edição 1010 do Região de Cister de 27 de dezembro de 2012

Inauguração está prevista para o dia 18 de maio de 2013
Monumento de homenagem aos resineiros nasce na Quinta da Valinha


É instalado na área ajardinada da Quinta da Valinha, na Burinhosa, freguesia de Pataias, que o monumento aos Resineiros deverá ficar instalado.
Joaquim Coutinho, proprietário da quinta burinhosense e promotor do monumento, fez o anúncio oficial na passada semana, no decorrer de um jantar que reuniu cerca de sete dezenas de individualidades da região.
A inauguração do monumento prevê-se para o dia 18 de maio de 2013, data em que se comemora o aniversário do Centro Cultural, Recreativo e Desportivo da Burinhosa e a consagração da Capela de Nossa Senhora da Esperança, um dos monumentos mais emblemáticos da Quinta da Valinha.
Segundo Joaquim Coutinho “não existe nenhum monumento ao resineiro em Portugal”, um dos principais motivos que o levou a avançar com a projeção da homenagem a uma das profissões (já em desuso) que empregou muitas famílias nas décadas de 40 e 50 do século XX. O monumento que, está a ser trabalhado há mais de um ano, ocupará uma área aproximada de 50 metros quadrados.