Para sugestões, comentários, críticas e afins: sapinhogelasio@gmail.com
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de março de 2018

Festival de Teatro

A notícia em:
https://www.noticiasaominuto.com/cultura/969289/ao-teatro-reune-seis-companhias-em-palcos-de-alcobaca

'Ao Teatro' reúne seis companhias em palcos de Alcobaça

'Ao Teatro' é o mote para o grupo Gambuzinos com 1 Pé de Fora levar ao concelho de Alcobaça, entre os dias 10 e 31, seis peças de teatro, duas das quais de companhias internacionais.

A 5.ª edição do 'Ao Teatro' Festival, será este ano marcada pela "participação, pela primeira vez, de duas companhias estrangeiras" e pelo facto de "todas as companhias convidadas serem profissionais", disse hoje José Saramago, coordenador do evento.


Seis espetáculos, repartidos por quatro fins de semana, entre os dias 10 e 31, são a proposta dos Gambuzinos com 1 Pé de Fora, grupo de teatro amador com sede na Benedita, no concelho de Alcobaça.

O festival arranca no dia 10, com a companhia Comuna Teatro de Pesquisa a apresentar, no Cine Teatro de Alcobaça João D'Oliva Monteiro, a peça 'Crise no Parque Eduardo VII'.

No dia 17, Ángel Fragua sobe ao palco do Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita, com 'Stand Down'.

No dia seguinte, o festival estende-se a Maiorga, outras das freguesias do concelho, desta feita para os Gambuzinos com 1 Pé de Fora apresentarem, no Centro de Bem Estar Social, "(...) e a vida, afinal, é como as orquídeas", peça que, em janeiro, levaram ao Brasil, num intercâmbio com uma companhia daquele país.

A 23, o teatro volta ao Centro Cultural Gonçalves Sapinho para receber a primeira das duas companhias internacionais, a EME2 que apresentará 'A noiva de dom Quixote'. No dia seguinte, no mesmo palco, será a vez da Companhia Do Chapitô mostrar 'ATM - atelier de tempos mortos'.

No último fim de semana de festival, no dia 31, também no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, mostra-se o coletivo de teatro Resta 1, companhia brasileira, que, além de participar no festival, prepara para o mês de abril a apresentação de uma peça conjunta com os anfitriões.

Com um orçamento de 6.500 euros, dos quais 3.500 comparticipados pela Câmara de Alcobaça, o festival 'Ao Teatro' é entendido pela autarquia de Alcobaça como "o festival de teatro do concelho", num "reconhecimento pela importância e dimensão que tem vindo a ganhar", afirmou a vereadora da Cultura, Inês Silva, durante a apresentação do evento, realizada hoje, na Benedita.

O festival movimenta "em média cerca de 200 espetadores" por espetáculo, afirmou José Saramago, para quem se trata de "uma afluência bastante positiva" ao evento, com entradas a cinco euros, para os adultos, e três euros, para as crianças.

O Festival começou em 2014 com o objetivo de levar à Benedita e ao concelho de Alcobaça "espetáculos de teatro, produzidos por companhias profissionais e amadoras", e contribuindo, segundo os organizadores, para "a formação de públicos e de criadores amadores".

Os Gambuzinos com 1 Pé de Fora são uma associação cultural sem fins lucrativos, formada em 2012, a partir do grupo de teatro do Externato Cooperativo da Benedita.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Teatro na Benedita

A notícia em:
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=3820b005-e475-4843-aaf9-c4c0d0a789cf&edition=207

Dia 27 de janeiro
Alcobaça: Centro Cultural Gonçalves Sapinho recebe comédia romântica "Enfim, Nós"

A comédia romântica “Enfim, Nós”, protagonizada por Marta Fernandes – conhecida pela participação nas novelas “Louco Amor” (TVI), “Os Nossos Dias” (RTP), entre outros – e pelo ator madeirense Ruben Silva, sobe ao palco do Centro Cultural Gonçalves Sapinho, no próximo dia 27 de janeiro pelas 21h30. Escrita por Cláudio Torres Gonzaga e Bruno Mazzeo (experientes autores do mundo da televisão), “Enfim, Nós” está em cena no Brasil há dez anos, tendo obtido grande aclamação por parte da crítica e do público. Foi vista por mais de 900 mil espectadores e apresentada em mais de 150 cidades.  O bilhete tem um preço de 10 euros. 

Sinopse 

A solidão a dois, entre aquelas quatro paredes de azulejos, faz com que Zeca e Fernanda reflitam sobre a relação. Após um ano a viverem juntos, será a primeira vez que passarão tanto tempo juntos. Ciúmes, expectativas, manias, amor, tesão, segredos, passado, todos os sentimentos vêm à tona, e são ampliados pelo facto de estarem fechados, obrigados a lidar com a presença um do outro. As tentativas de fuga quase que os levam à loucura. Entre outros contratempos, a casa é assaltada pela própria empregada sem que Zeca e Fernanda possam reagir; e uma tentativa em vão de contacto com o mundo exterior, através da janelinha da casa de banho, causa um acidente de trânsito. Para quem sonhava com uma noite inesquecível, Zeca e Fernanda não podem reclamar. Mesmo que o inesquecível não tenha sido exatamente como eles imaginaram.  Definitivamente, todos os casais, antes de unirem os trapos, deveriam passar pelo menos uma noite trancados na  casa de banho.

Comentário

O programa cultural e espectáculos realizados no Centro Cultural Gonçalves Sapinho são pagos pela Câmara Municipal. Para quando um tratamento semelhante para Pataias e o norte do concelho?

sábado, 9 de setembro de 2017

Câmara Municipal apoia Festival de Marionetas

A notícia em:
https://gazetacaldas.com/cultura/manobras-vai-passar-alcobaca-s-martinho-do-porto/

O Manobras vai passar por Alcobaça e S. Martinho do Porto

O Manobras é um festival internacional de marionetas e formas animadas que passa por 13 municípios. Até 29 de Outubro a programação inclui 14 espectáculos e uma oficina. Sete desses espectáculos serão exibidos em Alcobaça: nos mosteiros de Sta. Maria e de Coz, no Museu do Vinho, no Jardim do Amor, no cine-teatro e em São Martinho do Porto.

Este ano nasceu o primeiro festival internacional de marionetas e formas animadas da ArteemRede – um projecto de cooperação cultural que existe há 12 anos e que junta 15 municípios. Manobras é o nome do evento, que nasce depois de oito edições da Festa da Marioneta.
O início do festival estava previsto para ontem, em Alcobaça (um dos municípios fundadores da ArteemRede), que receberá mais seis eventos até 29 de Outubro. Além de Alcobaça, o festival irá passar por mais 12 municípios (Abrantes, Alcanena, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Pombal, Santarém, Sesimbra, Sobral de Monte Agraço e Tomar).
O Manobras apresenta três espetáculos e uma oficina de artistas nacionais, aos quais se juntam propostas de companhias com origem em França, na Holanda e no Chile.
A programação divide-se em três categorias. As Manobras Nacionais incluem os espectáculos e oficina de criadores portugueses, as Manobras Internacionais, das companhias estrangeiras e as Manobras pelos Territórios, que são projectos de residência artística que envolvem as comunidades locais e se inspiram nas histórias dos lugares.
O festival integra o projecto Outros Centros, que conta com um apoio do Programa Operacional Centro 2020 de cerca de 475 mil euros.
Na apresentação do festival, Marta Martins, directora executiva da Arteem Rede, salientou que o Manobras estará presente “em espaços não convencionais, como praças e jardins, e em locais associados ao património cultural local”, com o objectivo de “levar o público do Festival a conhecer lugares históricos, museológicos e culturais de cada região”.
Já Inês Silva, vereadora de Alcobaça, afirmou que “o projecto Museu da Existência, da companhia Amarelo Silvestre, que vai ser apresentado no Museu do Vinho, é um dos exemplos da importância dada pelo festival ao envolvimento da população local”.
Por sua vez, o presidente da Câmara, Paulo Inácio, salientou a importância do financiamento do Centro 2020.

PROGRAMA

9 Setembro – E_Nxada (Erva Daninha e Binaural/Nodar – Portugal) – Praça Frederico Ulrich – São Martinho do Porto – 18h00
22 e 23 Setembro – Museu da Existência (Amarelo Silvestre Associação Cultural – Portugal) – Museu do Vinho – 15h00 e 21h30
1 Outubro – Trilogia Livre em Lambe Lambe (OANI Teatro – Chile) – Jardim do Amor – 16h30
5 Outubro – Geometrias do Diálogo (Juscomoma – França) – Mosteiro de Cós (com visita) – 11h00; 12h00; 15h00; 16h00; 17h00; 18h00
22 Outubro – Pescador (Silencio Blanc – Chile) – Cine-teatro João d’Oliva Monteiro – 18h00
27 Outubro – Mãos ao Alto! (Leo Petersen – Holanda) – Cine-teatro João d’Oliva Monteiro – 11h00

Comentário

Novidades? Não há.
Pataias continua a ser excluída destas iniciativas culturais promovidas/ apoiadas pela Câmara, sempre que implica (ou não) a deslocalização pelo concelho.

quarta-feira, 30 de março de 2016

I Mostra de Teatro da Universidade Sénior de Pataias

A notícia na edição 1179 do Região de Cister de 24 de março de 2016

Pataias - próximo evento a 2 de abril
Universidades Seniores reúnem-se em Encontro de Teatro no próximo mês

Organizado pela turma e professores de Teatro da Universidade Sénior de Pataias, o I Encontro de Teatro das Universidades Seniores vai decorrer, no auditório dos Bombeiros de Pataias, no próximo dia 2 de abril, a partir das 14:30 horas. Além da turma anfitriã, sobem ainda ao palco os alunos de Teatro das universidades seniores de Alcobaça, Benedita, Nazaré e Marinha Grande.
A turma de Teatro de Pataias conta com 11 alunos, orientados pelos alcobacenses Fernando Barroso e Natércia Inácio. “Os alunos rondam a faixa etária dos 60 anos, embora haja um elemento mais jovem. São alunos muito motivados, de uma interação fantástica, disponibilidade mental extraordinária para decorar textos e de muito empenho”, assegura Natércia Inácio.
“A ideia do I Encontro de Teatro foi um desafio dos professores da disciplina à Universidade de Pataias que, não só a acolheu, como a organizou de imediato, convidando as várias universidades vizinhas”, refere a professora voluntária, desvendando que, “para festejar o Dia Internacional do Teatro, assinalado a 27 de março, está a ser preparada uma surpresa com textos e cenas conhecidos de todos”.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Teatro em Pataias-Gare



Grupo de Teatro "Fuga de Gatas" apresenta "Mário ou Eu-próprio o outro e os Outros.
Sexta-feira dia 24 de maio, sábado dia 25 de maio e sexta-feira dia 31 de maio, sempre pelas 21h45.

Via blogue http://uniralcobaca.blogspot.com
 

O Grupo de Teatro "Fuga de Gatas",vai levar a cena nos dias 24,25 e 31 de Maio pelas 21.45H na Casa do Pessoal da Cibra em Pataias-Gare a peça de Teatro "Mário ou Eu-próprio o outro e os Outros" baseada em José Régio. Neste texto é abordado um dos temas mais queridos do poeta do "Orfeu" Mário de Sá-Carneiro e do próprio José Régio; O tema da luta interior sobre conceitos como o Bem e o Mal,o Belo e o Feio,Deus e o Diabo, ... a Liberdade e a Clausura...em Liberdade.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Teatro nos Bombeiros de Pataias

A notícia na edição 1005 do Região de Cister, de 22 de novembro de 2012

Pataias
Xiquemat estreia espetáculo no auditório dos bombeiros


O grupo XiqueMat estreia o espetáculo ‘Opah CaGanda Show!’, na o dia 1 de dezembro, no auditório dos Bombeiros de Pataias. Na segunda parte do serão, subirá ao palco o Grupo de Teatro do Sport Império Marinhense, com uma sequência de sketches encenados pelo pataiense Cesário Ribeiro. A receita das bilheteiras reverte na totalidade para os Bombeiros de Pataias.

domingo, 21 de outubro de 2012

Teatro nos Bombeiros dia 1 de Dezembro

Na edição 1000 do Região de Cister de 18 de outubro de 2012

Pataias
Grupo XiqueMat oferece espetáculo aos bombeiros


Daniel Góis (Pataias), Ivan Ferreira (Martingança), Filipa Tavares, Diogo Mateus, Maria Matos, Ricardo Rebelo, António Vitorino, Fábio Monteiro e Vera Marques são os membros do grupo XiqueMat, que prepara o espetáculo “Opah Ca-Ganda Show!”, cuja estreia fica agendada para o dia 1 de dezembro, no auditório dos Bombeiros de Pataias.
Na segunda parte, subirá ao palco o Grupo de Teatro do Sport Império Marinhense, com uma sequência de sketches encenados pelo pataiense Cesário Ribeiro. “Neste primeiro espetáculo vamos criar vários jogos inspirados nos Barbixas, Comédia a la Carte e Improváveis, onde os atores, com dicas do público, terão que desempenhar várias cenas totalmente improvisadas na hora”, revela o grupo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Teatro no CD Pataiense

A notícia na edição escrita nº959 de 5 de Janeiro de 2012 do Região de Cister

Teatro popular em Pataias


Chama-se “Mural da história”, o texto é de Armanda Balinha e a encenação de Cesário Ribeiro. A peça de teatro sobe ao palco do Clube Desportivo Pataiense no próximo dia 21, pelas 22 horas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Reunião de Câmara – Assuntos sobre a freguesia

Do blogue do Rogério Raimundo, as informações sobre a última reunião de Câmara, a 25 de Outubro de 2010

Estrada de Pataias-Alcobaça
Vereador Jorge Agostinho relembra a necessidade de intervenção.
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3622-vereadores-do-ps-falaram-na.html

Saudação às colectividades da Freguesia
Ao CD Pataiense pelo novo site e à Filarmónica pela Oficina de Teatro
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/10/3619-intervim-na-reuniao-de-camara.html

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Oficina de Teatro Jovem - Filarmónica de Pataias

A Filarmónica de Pataias vai dar continuidade às muitas actividades culturais que tem desenvolvido e que envolvem quase uma centena de jovens.
Vai abrir agora uma Oficina de Teatro Jovem. As inscrições estão abertas.

terça-feira, 16 de março de 2010

A Filarmónica de Pataias e o Grupo de Teatro

Recebi via e-mail do Augusto Matias, com o pedido de publicação:

Senhor Presidente
Da Assembleia Geral
Da SOCIEDADE FILARMONICA RECREATIVA PATAIENSE.

Como sócio desta casa há 54 anos com o número 18, desejo dizer o seguinte:
Quando me associei á Filarmónica, era esta Sociedade a única casa de cultura em Pataias, onde se aprendia musica, se fazia teatro, com vários músicos incluídos, noites de fado com pessoal da terra, se organizavam ranchos para cortejos, para carnavais, para as quintas feiras de Ascensão na lagoa, bailes ao ar livre com grandes fogueiras a festejar os Santos Populares, e mais, e mais, e mais!!!
Foi com muita saudade desses anos, e olhando á falta dessas coisas na nossa terra, (e digo nossa terra porque me sinto um Pataiense com letra grande), que em 2003 me propus arrancar com um projecto, que segundo penso, estava a fazer muita falta em Pataias.
 Fui aplaudido nesta sala, e nessa Assembleia. Fui depois de porta em porta convidar pessoas que entendi serem competentes, e gostarem desse tipo de cultura, o que consegui sem grande trabalho.
Iniciámos então uma peça de teatro, MENINO DE RUA, e uma segunda parte do espectáculo com variedades, onde fomos recolher musicas e letras de autores de Pataias, muitos deles já falecidos, mas que ainda hoje estão vivos nos nossos corações. Foram eles que nos deixaram uma cultura que tanto gostamos e defendemos. Depois outra peça ( A GUERRA NO ULTRAMAR), um flagelo do nosso País, e do nosso tempo, onde morreram muitos milhares de jovens militares, e muitos milhares de inválidos por aí ficaram. Sem culpa nenhuma foram obrigados a ir para essa guerra.
É uma passagem que não queremos fique esquecida. E na segunda parte deste espectáculo continuámos a relembrar as coisas boas que Pataias teve: As empalhações, a cal, as cerâmicas, o cimento, a passagem do REI DON DINIZ e da RAINHA SANTA ISABEL por esta terra, que teriam dado o nome a Pataias.
Procurei crianças para o grupo de teatro, para que fossem amanhã os nossos seguidores, e assim o grupo tem idades entre os nove e os oitenta e cinco anos.
Fomos fazendo espectáculos nesta nossa casa, e no fim de alguns, comíamos um lanche que cada um trazia de casa, para evitar que a colectividade tivesse despesa connosco.
 Pagámos do nosso bolço o guarda-roupa que necessitava-mos, deslocámo-nos com os nossos carros, e as nossas carrinhas:
Ao Valado de Santa Quitéria, Cela, Vestiaria, Boavista, Alcobaça (cinco vezes), Carvalhal de Turquel, Marinha Grande, Burinhosa, Martingança, Maiorga, Nazaré, A-dos Pretos, Porto do Carro, Pataias Gare. Representámos no Clube D.Pataiense, nos Bombeiros de Pataias, nas festas da Vila, na festa de N.S. da Victória.
 Levámos a estas terras o nome de Pataias e da Filarmónica.
 Sempre que actuámos tivemos imensas palmas, davam-nos os parabéns, e recordo aqui dois casos; Em 2008 no Cine Teatro de Alcobaça depois da actuação de todos os grupos do concelho, a vereadora da Cultura da Câmara agradeceu a todos os grupos, e ao nosso grupo em particular, a maneira como representámos a peça sobre o REI D. DINIZ e sua esposa RAINHA SANTA ISABEL. No mesmo ano no Cine Teatro no Sítio da Nazaré, o Sr. Presidente da Câmara da Nazaré não só nos deu os parabéns, com a sala completamente cheia, como convidou o povo da Nazaré a criar um grupo de teatro, que a câmara os apoiaria. O grupo nasceu, com a semente que nós deixamos, e no ano seguinte tive o prazer de assistir ao primeiro espectáculo deles, com uma história sobre a Nazaré e a vida dos pescadores. Gostei muito.
Será que os milhares de pessoas que nos têm batido palmas e nos incitam a continuar são todas estúpidas, sem cultura?
Para alem de não termos explorado monetariamente esta Associação, conseguimos que cada ano a Câmara apoie o grupo com 1.500,00 euros, que a direcção se serviu do dinheiro como entendeu.
Mas não se fez só teatro!!! Mendigamos de porta em porta em Pataias e Pataias Gare. Fizemos um jantar no clube para angariação de fundos para a banda, e para o pano que está no palco, onde juntámos se bem me lembro, mais de 200 pessoas.
 Fizemos aqui bailes, noites de fados, um torneio de ténis de mesa, e em colaboração com a N.U.C.A. um rastreio a diversas doenças, e até caminhadas pedestres.
Esta é a cultura que eu queria para Pataias.
Hoje há outras culturas: Os futebóis, onde os adeptos se ofendem mutuamente, brigam, destroem, roubam.
Há as casas de alterne, onde se alcoolizam, se drogam e se matam uns aos outros.
Só quem não lê jornais ou não vê televisão, não se apercebe da juventude que morre neste país com excesso de álcool e de velocidade, quando de madrugada regressam dessas culturas.
Há os dancingues, as chamadas fábricas de divórcios.
Há locais nesta terra onde se apanham bebedeiras quase diariamente, e onde se reúnem um outro grupo de cultura,
já muito antigo em Pataias!!! São os BOTA-A-ABAIXO. È a cultura daqueles que pouco ou nada têm feito para bem de Pataias!!! E assim lá foram morrendo a CASA DA CULTURA, o JORNAL DE PATAIAS, o RANCHO FOLCLORICO, as MAJORETES, A FANFARRA DOS BOMBEIROS, OS CORTEJOS que tanto ajudaram na construção da Igreja e das colectividades, e agora vai o GRUPO DE TEATRO DA FILARMONICA.
Há maneiras educadas de substituir pessoas, e não andar a fazer como Judas a JESUS CRISTO, muito amigo pela frente, e a traição por traz. Resta saber se alguém vai ter coragem, e cultura suficiente, para pedir desculpa aos lesados como JUDAS fez. Sabe-se sempre como são feitas estas cozinhadas e com que intenção, mas não havia necessidade das pessoas ficarem zangadas umas com outras, e não é essa a maneira de agradecer a quem tanto tempo dedicou a esta casa.
Não basta também a pessoa dizer-se culta, ou pensar que o é. O povo é o juiz dessa causa, e nunca se engana. 
Não estou aqui a mendigar para continuar!!! As muitas noites que venho para aqui ensaiar, ás vezes com tanta chuva e frio, não me deixam saudade, o que sinto é o desgosto de nada deixarem fazer nesta terra a BEM DA CULTURA, e não conseguirem separar as quezílias lá de fora, que têm uns com outros, e transportarem para as colectividades, o local das vinganças.
Quero agradecer a todos que me acompanharam durante estes anos, e dizer-vos que não se sintam diminuídos por sermos afastados!!! Antes pelo contrário, sintam-se honrados com o que se fez.
Se assim o entender, SR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA, junte á acta de hoje este meu desabafo, para que conste.
Muito obrigado.

Augusto de Macedo Matias

PATAIAS  20 de Fevereiro de 2010 

Comentário

Antes de mais, devo dizer que não sou sócio da Sociedade Filarmónica Recreativa Pataiense.
No entanto, porque frequento aquela casa e algumas das actividades ali dinamizadas, porque conheço pessoalmente há muitos anos quase todos os elementos dos Corpos Sociais e do Grupo do Teatro, porque um dos meus filhos aí aprende música, tenho tido contacto regular com a vida daquela associação.
Também me pronuncio sobre este facto, porque acabei envolvido neste processo pantanoso quando me enviam documentos internos da Associação – declarações para acta da Assembleia Geral – com o pedido de divulgação no meu blogue pessoal.
A partir desse momento, sinto-me autorizado a pronunciar-me sobre os acontecimentos da vida interna de uma colectividade da qual não faço parte.

A Filarmónica passou por uma crise directiva, obrigando à suspensão da Assembleia Geral por 30 dias.
No plenário de 20 de Fevereiro, muito concorrido segundo rezam as crónicas, consumou-se a saída do Grupo de Teatro da Filarmónica de Pataias, aparentemente, por solidariedade com dois elementos da antiga direcção que não foram reconduzidos.
Já agora, todos os presentes na Assembleia Geral – e que inclusivamente tomaram da palavra, são sócios da Filarmónica? Diz-se por aí que não. Se assim for, como é que é possível isso acontecer?
Nessa assembleia, os elementos do Grupo de Teatro abandonaram a Filarmónica de forma livre, espontânea e por vontade própria. Não foram convidados a sair, antes pelo contrário.
Durante a Assembleia – que recordo, esteve interrompida 30 dias – foram os elementos do Grupo de Teatro, convidados a apresentar uma lista alternativa à Direcção, o que não fizeram.
Durante a eleição, a nova Direcção foi aprovada por maioria com duas abstenções – incluindo os elementos do mesmo Grupo de Teatro.
Algumas pessoas falaram-me da mágoa que sentiam com a saída do Grupo de Teatro da Filarmónica e do muito que haviam trabalhado por aquela colectividade.
Mas não foram eles que quiseram sair?
Falaram-me dos problemas pessoais e lutas políticas internas entre os elementos da antiga direcção que conduziram ao impasse directivo.
Contaram-me das intrigas e das estórias que levaram à saída do Grupo. Por solidariedade com dois elementos da antiga lista.
Leio a declaração para a acta do Augusto Matias e não deixo de me surpreender e interrogar:
- Sairam porquê? Por solidariedade com dois elementos que se incompatibilizaram politicamente com alguns dos outros elementos da Direcção?
- Foram convidados a abandonar a colectividade? Não.
- Alguma vez tal possibilidade, de abandonar a colectividade, lhes foi apontada pela antiga e ou pela nova Direcção? Não.
- Se não estavam satisfeitos com o rumo da Colectividade, porque não apresentaram uma lista alternativa?
- Não são eles que se queixam de que a politica “estraga tudo” e depois são “politicamente solidários”?

Diz-se ainda que a nova Direcção quer acabar com do Grupo de Teatro.
Nada mais falso.
Há uma proposta, desta nova Direcção, muito mais interessante, mais enriquecedora, de mais-valia para a colectividade e para Pataias.
Há um trabalho inegável, de animação cultural e de preservação da memória colectiva da nossa Terra, feito por estes entusiastas do Grupo de Teatro. Graças a eles, podemos hoje reviver memórias colectivas que se vão perdendo e das quais não há (ainda) outros registos.
Há o bichinho do Teatro, que esta dezena de pessoas, de forma entusiasta, gratuita, disponível, oferece aos pataienses.
Esse é um facto, digno de registo e de enaltecer, que merece o reconhecimento de todos os pataienses e pataieiros. Da minha parte, o meu MUITO OBRIGADO.
Mas como eu disse, há também outra proposta. A de criar um grupo cénico, dar formação a actores, levar a palco peças de teatro “convencionais”, com textos literários de créditos firmados. Acrescentar qualidade e diversidade ao Teatro feito em Pataias.
Os dois projectos não são incompatíveis, são complementares.
Mas para isso são necessárias duas coisas:
1 – Deixar de olhar para estas actividades como “quintas particulares” onde alguém se julga dono e senhor da verdade e do conhecimento;
2 – Conhecem por aí alguém com formação em Teatro, disponível para formar pessoas nas lides de palco e encenar peças de teatro?

sábado, 6 de março de 2010

Teatro na Filarmónica de Pataias

O Grupo de Teatro do Sport Operário Marinhense leva à cena no próximo sábado, dia 13 de Março, a peça "A birra do morto", na Sociedade Filarmónica Recreativa Pataiense, pelas 21 horas.
Os bilhetes já se encontram à venda (2,5 euros).

 

A Birra do Morto
 
"Farsa Trágica" num acto, com grande potencial cómico, da autoria de Vicente Sanches, cuja personagem principal é um morto que se recusa a morrer, desprezando todos os argumentos que as personagens (o médico, a viúva, O Dono da Agência Funerária, etc.) lhe apresentam. Subjugado pelos agentes da Guarda Nacional Republicana, é forçado a deitar-se no caixão. Sendo-lhe concedido despedir-se da viúva, tenta convencê-la a acompanhá-lo. Finalmente têm lugar as cerimónias fúnebres, depois de o caixão ser fechado à força pelos soldados.