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terça-feira, 17 de outubro de 2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O incêndio de Pataias na imprensa

A notícia em:
https://www.dn.pt/lusa/interior/incendios-combate-a-26-fogos-faz-subir-numero-de-operacionais-no-terreno-para-3600-8846266.html

Incêndios: Combate a 26 fogos faz subir número de operacionais no terreno para 3.600

Os meios no terreno continuavam a aumentar para combater os 26 grandes incêndios que se mantinham ativos às 04:00 de hoje, com a ANPC contabilizar 3.600 operacionais e 1.100 veículos por todo o país.
De acordo com a página oficial da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o maior incêndio continua a ser o da Lousã, distrito de Coimbra, com o número de meios a continuar a aumentar: 614 operacionais, apoiados por 178 veículos e um meio aéreo. Este fogo deflagrou às 08:40 de sábado e pelas 02:00 tinha duas frentes ativas.
O trânsito no IP3, entre Santa Comba Dão e Coimbra, continua cortado e foram acionados os planos de emergência distrital de Coimbra e municipal da Lousã.
Também nos dois incêndios no concelho de Alcobaça, distrito de Leiria, o número de meios no terreno continua a subir, para 482 operacionais e 246 meios terrestres. Recorde-se que os dois incêndios tiveram início às 13:50 e às 14:30 de domingo em Praia da Légua e Burinhosa, ambos na freguesia de Pataias e Martingança, e hoje tinham três frentes ativas.
O incêndio em Vale de Cambra, distrito de Aveiro, que teve início às 07:15 de domingo, continua com duas frentes ativas e a ser combatido por 334 operacionais, apoiados por 103 veículos, e o fogo na Sertã, distrito de Castelo Branco, estava a ser combatido por um total 228 operacionais, apoiados por 73 veículos.
Um total de 173 operacionais, apoiados por 49 veículos, tentavam apagar as chamas num incêndio em Tomar, distrito de Santarém, que deflagraram pelas 15:50. Este fogo tem duas frentes ativas e obrigou à evacuação de duas localidades, por precaução e devido ao "fumo muito intenso".
Os dois incêndios que continuam ativos em Mafra, distrito de Lisboa, na localidade de Jerumelo (freguesia de Milharado), e em Vila Franca do Rosário (freguesia de Enxara do Bispo, Gradil e Vila Franca do Rosário) também continuam a ver os meios no terreno a subir: 277 operacionais e 78 veículos.
As chamas em Monção, que lavram há mais de 24 horas, estavam a ser combatidas por 160 operacionais e 44 veículos. O fogo tinha duas frentes ativas e obrigou ao corte da Estrada Municipal entre Longos Vales para Merufe.
O incêndio de Vouzela, distrito de Viseu, tinha três frentes ativas depois de ter deflagrado às 17:20 na localidade de Albitelhe (freguesia de Campia) e era combatido por 138 operacionais, com o auxílio de 42 meios terrestres.
Entre os incêndios ativos com mais de 100 operacionais, destaque ainda para o de Oliveira do Bairro (Aveiro), da Figueira da Foz, (distrito de Coimbra), de Guimarães (distrito de Braga), Seia (distrito da Guarda) e Sintra (distrito de Lisboa).
São ainda considerados fogos importantes pela Proteção Civil os fogos de Ribeira de Pena (Vila Real), Santo Tirso (Porto), Arganil (Coimbra), Resende e Cinfães (Viseu), Vieira do Minho (Braga) e Óbidos (Leiria).
Os fogos que estão em curso desde domingo provocaram pelo menos seis mortos: duas pessoas morreram em Penacova (distrito de Coimbra), uma na Sertã (distrito de Castelo Branco) e duas em Oliveira do Hospital (uma das quais foi atropelada). Uma sexta vítima mortal foi registada em Nelas (Viseu), tratando-se de uma pessoa que estava dada como desaparecida.
Em Nelas, uma outra pessoa continua desaparecida.
Os incêndios causaram também desde domingo pelo menos 25 feridos, seis dos quais graves, e, destes, quatro estão relacionados com um acidente na autoestrada 25 (A25), quando as pessoas tentavam fugir às chamas.
Várias habitações arderam, localidades foram evacuadas e estradas mantém-se cortadas.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

A notícia em:
https://www.dn.pt/lusa/interior/incendios-fogo-em-pataias-leiria-praticamente-dominado-8847374.html

Incêndios: Fogo em Pataias, Leiria, praticamente dominado

O incêndio que desde domingo lavra na freguesia de Pataias, no concelho de Alcobaça, distrito de Leiria, está praticamente dominado, divulgou a Câmara.
"O incêndio na freguesia de Pataias e Martingança encontra-se praticamente dominado" divulgou a Câmara de Alcobaça, adiantando que "nas próximas 24 horas as equipas de combate aos incêndios continuarão o seu trabalho com vista ao domínio completo e posterior rescaldo deste incêndio".
À agência Lusa, o comandante dos Bombeiros de Pataias, Nélio Gomes, precisou que os 88 bombeiros que se encontram no local estão "a fazer a defesa perimétrica de algumas casas" e a "consolidar o rescaldo" que se irá iniciar nas próximas horas.
No comunicado enviado às redações, a Câmara de Alcobaça esclarece ainda que "as escolas primárias da freguesia de Pataias foram encerradas devido ao fumo existente na atmosfera" e que "as diversas corporações de bombeiros a atuar no concelho continuarão vigilantes", pelo que "as populações podem estar sossegadas".
No documento, o município expressa ainda o agradecimento aos bombeiros das corporações que se juntaram no combate às chamas: Pataias, Alcobaça, São Martinho do Porto, Benedita, Nazaré, Peniche, Óbidos Ortigosa, Batalha, Marinha Grande, Maceira e Juncal.
Para além deste incêndio, que deflagrou às 13:51 de domingo, na Praia da Légua, lavra no concelho de Alcobaça um outro, que deflagrou às 14:33 e que evoluiu para o concelho da Marinha Grande, mobilizando, segundo a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, 399 homens, 121 viaturas e um meio aéreo.
As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 31 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.
Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.
Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

A notícia em:
https://www.dn.pt/lusa/interior/incendios-chamas-destruiram-17250-hectares-em-alcobaca-leiria-e-marinha-grande-8848651.html

Incêndios: Chamas destruíram 17.250 hectares em Alcobaça, Leiria e Marinha Grande

O incêndio que deflagrou na tarde de domingo na Burinhosa, no concelho de Alcobaça, e que se estendeu para os concelhos de Marinha Grande, Leiria e Pombal, deixou um rasto de destruição e 17.250 hectares ardidos.
Depois de uma noite de chamas em que várias primeiras habitações arderam, durante o dia de hoje os bombeiros continuaram a tentar controlar os vários focos de incêndio que foram surgindo. Em cada localidade, os populares ajudavam como podiam os bombeiros, poucos para as inúmeras ocorrências.
"A situação está controlada. Temos dois pontos críticos, mas não alarmantes. É no Ponto Novo e no Parque de Campismo da Orbitur, na Mata Nacional, em S. Pedro de Moel. Esperamos que durante este dia e princípio da noite, os pontos críticos fiquem resolvidos", adiantou o presidente cessante da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, pelas 17:00 de hoje.
Segundo o autarca, "pelas contas dos técnicos por alto, no fogo todo terão ardido 17.250 hectares, o que representa 80% da mata nacional".
O cenário de quem passa pelos locais ardidos é desolador. Mostra a crueldade das chamas, que devastaram habitações, empresas e até parte do parque de campismo da Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande.
"Na freguesia da Vieira haverá cerca de dez primeiras habitações, cujos habitantes ficaram desalojados. Os serviços e as pessoas estão a resolver as suas situações para o realojamento", explicou Paulo Vicente, ao realçar o "civismo dos munícipes", que "obedeceram às orientações que lhes foram dadas, quer pelos bombeiros e forças de segurança, ao evacuarem as próprias habitações e encontrarem sítios seguros", disse.
O fumo intenso, quase irrespirável, que paira sobre os concelhos afetados, contrasta com o negro do pinhal e das casas. Pelas várias localidades, o cansaço no rosto de cada habitante faz prova da noite complicada que viveram, sem dormir e a tentar molhar as suas habitações para evitar que o fogo chegasse.
"Não vi muito, mas tenho medo de ir ver mais, porque ver tudo isto neste estado dói. Dói muito." As palavras são de Nuno Machado, natural da Marinha Grande, que desde domingo ajuda a combater o incêndio e a proteger algumas habitações, sobretudo na zona das Gaeiras, onde "não houve casas em risco", mas a população não se poupou ao "susto".
"Esta zona é tudo mato, que há muito já deveria ter sido limpo. Tudo isto acabou por ser um rastilho de pólvora. Com casas ao lado, bastava saltar uma fagulha e colocar as casas todas em risco. Temos uma extensão de cerca de 30 quilómetros, desde a Burinhosa até à Praia da Vieira, onde em oito horas ardeu tudo completamente. Temos o maior pulmão, um dos sítios mais belos que havia na região Centro e temos 80 a 90% completamente destruído e queimado", lamentou ainda Nuno Machado, com a tristeza marcada no rosto.
Este munícipe acrescentou que se "perdeu um local para passear e fazer piqueniques". "Perdemos isso tudo e algo que dava um ar puro e oxigénio a todas as pessoas que moram aqui nas redondezas. O pinhal de Leiria já era".

Grande incêndio no litoral de Pataias - evacuação das Paredes

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/mais-de-duas-centenas-de-bombeiros-combatem-fogos-em-pataias

Mais de duas centenas de bombeiros combatem fogos em Pataias

Mais de duas centenas de bombeiros combatem, na tarde deste domingo, dois incêndios na União de Freguesias de Pataias e Martingança. A situação complicou-se desde as primeiras horas da tarde.

As chamas deflagraram, em Praia da Légua, por volta das 14 horas e, no local, estão 123 bombeiros apoiados 37 viaturas e um meio áereo para combater o incêndio. Pouco depois, um outro incêndio começou a lavrar em Burinhosa e está a ser combatido por 115 operacionais e 35 viaturas. As chamas estiveram perto de pelo menos uma habitação mas o facto de os bombeiros terem estado com duas viaturas em trabalhos de prevenção e a mudança de direção do vento evitaram o pior.

O Parque de Campismo de Paredes da Vitória foi evacuado por prevenção, dada a proximidade com as chamas e a intensa nuvem de fumo que se observa a quilómetros de distância. Entretanto, a GNR cortou a Estrada Atlântica em vários pontos do concelho e a Estrada Nacional 242, entre Nazaré e Pataias, e evacoou várias praias do norte do concelho de Alcobaça enquanto o incêndio se propaga para Norte, em direção ao Pinhal de Leiria e a São Pedro de Moel, já no concelho de Marinha Grande.

Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, descreve uma "situação caótica" junto às várias frentes de fogo, que se estendem por vários quilómetros.

As altas temperaturas e os ventos fortes estão a dificultar o combate aos fogos, que estão a dar trabalho às corporações de Pataias, Alcobaça, Nazaré, São Martinho do Porto, Maceira, Marinha Grande e Vieira de Leiria.

O distrito de Leiria está sob aviso vermelho e, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, este domingo já é considerado o "pior dia de incêndios do ano", com mais de 300 ocorrências registadas em todo o País.

E ainda em:
http://regiaodecister.pt/noticias/autoridades-evacuam-paredes-da-vitoria


Paredes da Vitória evacuada

As autoridades estão a evacuar Paredes da Vitória dada a proximidade com as chamas que lavram na União de Freguesias de Pataias e Martingança desde o início da tarde deste domingo.

O fogo está perto do Parque de Campismo de Paredes da Vitória, que foi evacuado por precaução há várias horas, e está a aproximar-se daquela localidade.

Ao início da noite, os incêndios da Praia da Légua e da Burinhosa dão trabalho a 302 de bombeiros e 90 viaturas das corporação de uma dezena de corporações do distrito. Ambos os incêndios têm três frentes ativas e estendem-se ao longo de vários quilómetros.

O pôr do sol parece não ter dado tréguas aos soldados da paz no combate às chamas. A baixa humidade, altas temperaturas e ventos fortes estão a dificultar a ação dos bombeiros.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Aulas de música em Alpedriz

A notícia em:
https://gazetacaldas.com/cultura/aulas-musica-alpedriz/

Aulas de música em Alpedriz

Estão a decorrer aulas de guitarra e de baixo na Associação de Bem-Estar Social e Recreativa de Alpedriz (Alcobaça). Abertas a todas as idades e habilidades, as aulas incidirão especialmente sobre o rock, pop, populares e música clássica. Custam 25 euros por mês e os interessados podem obter mais informações ou inscrever-se através do tel. […]

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Burinhosa perde novamente

Na 5ª jornada da Liga SportZone em futsal, o CCRD Burinhosa foi derrotado por 2-5 na deslocação a Vila do Conde.
Esta foi a 5ª derrota em 5 jogos, ocupando a equipa o último lugar da classificação com zero pontos, 8 golos marcados e 20 sofridos.
Apesar destes resultados negativos, a equipa está somente a 6 pontos do 8º lugar (que dá acesso ao play-off) e a uma vitória da linha de água, que assegura a manutenção.
Mais informações em: https://www.zerozero.pt/edition.php?jornada_in=5&id_edicao=112714&fase=106150

domingo, 8 de outubro de 2017

Baleia anã vai para o Museu de História Natural

A notícia em:
https://www.dn.pt/lusa/interior/museu-de-historia-natural-recolhe-baleia-em-praia-de-alcobaca-8824045.html

Museu de História Natural recolhe baleia em praia de Alcobaça

O esqueleto de uma baleia anã com sete metros de comprimento e aproximadamente nove toneladas de peso está hoje a ser recolhido na Praia da Polvoeira, Alcobaça, para integrar a coleção do Museu de História Natural.

A baleia anã deu à costa na terça-feira "em avançado estado de decomposição", o que levou a equipa do Museu Nacional de História Natural e da Ciência a, "inicialmente", recolher apenas o crânio, "por ser a peça com mais interesse científico", disse à agência Lusa a bióloga Judite Alves.

O facto de o corpo se encontrar completo acabou, no entanto, por suscitar o interesse da equipa que hoje de manhã iniciou, na praia da Polvoeira, no concelho de Alcobaça, o "esquartejamento do animal para retirar o esqueleto que será levado para o Museu", explicou a mesma responsável.

Munidos de serrotes para esquartejar o corpo do animal, cuja "carne e vísceras serão enviadas para incineração", dois biólogos, um geólogo e um técnico de logística procedem ao desmantelamento da baleia, operação que Judite Alves estima que se prolongue até cerca das 16:00.

Com o jardim do Museu fechado ao público, temporariamente, devido a obras no âmbito do Orçamento Participativo de Lisboa, o esqueleto "vai ser depositado numa área reservada do jardim botânico" onde, segundo Judite Alves, "vai ser limpo e tratado pelo taxidermista".

A tarefa deverá estar concluída dentro de uma semana, após o que o esqueleto "vai, numa primeira fase, integrar as coleções científicas" e, posteriormente, serão "desenvolvidos esforços para que seja exposto ao público, mesmo que apenas temporariamente", adiantou a bióloga.

A dimensão da baleia será, no entender de Judite Alves, "um dos aspetos com bastante interesse para o público", que através do trabalho desenvolvido pelo Museu poderá conhecer melhor a espécie "relativamente comum na nossa costa" e que está catalogada como "vulnerável, tendo em conta o baixo número de indivíduos".

A baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata), a mais pequena e também a mais abundante das baleias, está assim classificada no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (que segue a classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza para espécies ameaçadas) por a espécie "apresentar uma população inferior a 10.000 indivíduos maduros e estar a ocorrer um declínio continuado", sublinhou.

As solitárias baleias, "que não fazem cardume", mas podem ser a avistadas em grupos de dois ou três", são vistas com regularidade na costa portuguesa e visitam "os Açores e ocasionalmente a Madeira", explicou a investigadora à Lusa durante os trabalhos de desmantelamento da baleia, salvaguardando não se tratar de um animal perigoso, já que se alimenta de "kril, peixes e cefalópodes pelágicos [como lulas ou polvos]".

A baleia anã arrojou na Praia Água de Madeiros (a Norte de Paredes da Vitória e a Sul de São Pedro de Moel) na terça-feira e foi na quarta-feira arrastada por técnicos do setor de ambiente da Câmara de Alcobaça para a Praia da Polvoeira, a cerca de dois quilómetros, para a preservar do público e facilitar o acesso da equipa do museu ao animal.

O desmantelamento da baleia foi autorizado pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e acompanhado pela Polícia Marítima.

E  ainda em:
https://www.publico.pt/2017/10/06/ciencia/reportagem/uma-baleia-deu-a-costa-e-os-cientistas-foram-buscala-para-museu-de-lisboa-1787974

Uma baleia deu à costa e os cientistas foram buscá-la para museu de Lisboa




Uma equipa do Museu de História Natural e da Ciência, em Lisboa foi esta sexta-feira recolher o esqueleto de uma baleia-anã de uma praia de Alcobaça. Vai ser o novo membro da colecção de mamíferos do museu.

Estamos a meio da manhã e o dia parece estar calmo na praia da Polvoeira, no concelho de Alcobaça. Mas o som tranquilizante do mar e o extenso areal quase sem a presença humana são enganadores. A alguns metros da linha de água está uma baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata) que deu à costa numa outra praia ali perto.

Um grupo de cientistas veste os fatos-de-macaco, luvas e botas verde-tropa para enfrentar a guerra que se avizinha: esquartejar a baleia para que seja possível levar o seu esqueleto para o Museu de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa.

“Bem, o primeiro desafio do dia é mesmo o cheiro”, brinca Judite Alves, bióloga do museu, mesmo antes de se aproximar da baleia. Faz então uma manobra de aproximação. “Até nem cheira assim tão mal. Por enquanto”, diz a rir. “É uma brisa do mar”, diz ainda de forma sarcástica alguém. Entretanto, as facas afiam-se e há quem meta máscaras. A operação começa: vai finalmente tirar-se a pele e o músculo da baleia.

A acompanhar Judite Alves está Bruno Ribeiro (geólogo), Jorge Prudêncio (biólogo) e Carlos Delgado (da equipa de manutenção). Pertencem todos ao MUHNAC. “Esta praia é linda”, diz o geólogo. E lá começam a talhar. Uma tarefa que pela força dos seus movimentos parece ser difícil: ora há um tendão pelo caminho, ora há uma pele mais grossa.

Os cientistas estão a recolher uma baleia relativamente pequena. Tem cerca de sete metros. Aliás, as baleias desta espécie têm entre sete e oito metros, podendo alcançar os dez. Mais pequena do que ela, só a baleia-pigmeu. “É uma baleia de hábitos relativamente solitários”, descreve Judite Alves, acrescentando que pode andar em grupos de dois. E distribui-se pelo Norte do Atlântico, Pacífico Norte e todo o Hemisfério Sul. A nível global, está classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) com o estatuto de “não preocupante”. Esta classificação é diferente se considerarmos só o contexto português. “Em Portugal, é residente em toda a costa”, adianta a bióloga. E tem o estatuto de “vulnerável” pelo Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (que segue a classificação do IUCN), porque tem uma população inferior a dez mil indivíduos. Uma das principais razões para a diminuição da sua população são os acidentes com artes de pesca próximos da costa.

De vez em quando lá passa um curioso. Um grupo de surfistas comenta entre si que é uma baleia e até conversa com os investigadores. Mas um casal de turistas ingleses ainda tem as suas dúvidas e pergunta mesmo se é uma baleia. Afinal, este mamífero, com tons amarelados da decomposição, já não tem lá o crânio. Como andou à deriva, quem encontrou a baleia já a conheceu com o crânio separado do resto do corpo. O crânio está agora guardado no canil municipal de Alcobaça para depois seguir para Lisboa.

E como chegaram os cientistas do museu aqui? A bióloga da Câmara Municipal de Alcobaça, Sofia Quaresma, informou na terça-feira o museu que uma baleia tinha dado à costa numa praia do concelho. Este arrojamento foi detectado por pescadores que informaram a Polícia Marítima. Daí foi um passo até chegar à câmara e ao museu. “Inicialmente, pensávamos em recolher só o crânio, que do ponto de vista científico tem mais relevância. Até porque é complicado a nível da logística trazer um animal de sete metros para Lisboa”, explica Judite Alves. “Depois reflectimos bem e achámos que seria positivo e possível trazer um animal desta dimensão.”

Outro dos desafios esta sexta-feira era a subida da maré. Os cientistas lutam com todas as forças contra o tempo e o avanço do mar. Ouve-se um grito de glória. “Estava difícil”, rejubila Bruno Ribeiro. Juntamente com Carlos Delgado, conseguiram tirar a mandíbula da baleia cortando as articulações. Do outro lado, Judite Alves e Jorge Prudêncio encontram a coluna vertebral do animal. Digamos que não foi tarefa fácil. “Olha, como a carne está fresca acho que podemos levar um bocado de músculo para o ADN”, diz bióloga.

Estudar a biodiversidade 

Esta baleia vai integrar a colecção científica de mamíferos do MUHNAC, que está aberta à comunidade científica. Quando chegar ao Lisboa, os seus ossos vão ser limpos pelo taxidermista do museu, Pedro Andrade. Depois, vão atribuir um número de colecção a este exemplar, que será o segundo desta espécie. Já há na colecção um crânio e alguns ossos de uma fêmea. 

“Esta é sempre uma colecção que cresce a um ritmo mais lento”, comenta a bióloga. Afinal, não se pode capturar mamíferos. E ter um esqueleto destes é um bem precioso para se estudar a biodiversidade. “Por muito que se julgue já se saber, há sempre muito a investigar.”. Além disso, com novas tecnologias a surgir é possível saber mais. E também com as alterações climáticas cresce a necessidade de se estudar a biodiversidade e o que está a mudar nela.

Entre os curiosos está Rui Vieira, de 30 anos, doutorado em oceanografia. Vive em Inglaterra, mas por acaso estava em Portugal e a sua terra natal é a dez quilómetros. Veio à praia e encontrou estes trabalhos. “De vez em quando dão baleias à costa”, diz. 

Sofia Quaresma refere que já houve 130 ocorrências de dez espécies de animais em 15 anos, desde que chegou à câmara municipal. Este é o terceiro exemplar de uma baleia-anã. Diz ainda que já tinha contactado o MUHNAC  por causa de uma tartaruga-de-couro e um cachalote-pigmeu. 

Entretanto, começam-se a ver os ossos da baleia e a carne que foi sendo retirada, e guardada em sacos de plástico, vai ser incinerada. Ao mesmo tempo, as dificuldades desta missão intensificam-se. A maré sobe e cobre com as ondas o corpo do mamífero. E o cheiro ganha intensidade. Mas os cientistas vencem as adversidades. “Ainda pensei que não fosse possível e que iríamos só levar o crânio”, assume a bióloga.  As várias partes do esqueleto da baleia estão espalhadas pela areia, ainda com alguns pedaços de carne agarrados, e prontas para seguir para Lisboa numa carrinha. 


A missão está cumprida. E acaba de se saber que um golfinho também deu à costa nesta praia. Baleia e golfinho vão agora os dois para o museu. Quem sabe se os veremos numa exposição num futuro próximo. 

sábado, 7 de outubro de 2017

Marcos no meio da praia

A notícia em:
https://www.publico.pt/2017/10/06/local/noticia/herdade-da-comporta-colocou-marcos-na-praia-e-chamoulhe-so-sua-1787903

Herdade da Comporta colocou marcos na praia e chamou-lhe só sua



As delimitações foram colocadas nas praias da Comporta e do Pego em pleno domínio público marítimo. Ambiente diz que a empresa “não carece de autorização legal” para instalar os marcos, mas boa parte deles já foram retirados por populares

Sem aviso ou informação prévia, a empresa Herdade da Comporta procedeu, ao longo das últimas semanas, à colocação de marcos no meio do areal entre as praias da Comporta e do Pego, onde se inclui a do Carvalhal. Quando as marés cheias ocorrerem, as "linhas de fronteira", cuja colocação terminou na passada terça-feira, ficarão submersas pelas águas do mar.

Alfredo Juvenal, proprietário do restaurante Pôr-do-Sol, localizado na praia do Carvalhal, no concelho de Grândola, considerou a delimitação efectuada “uma afronta”. Até ao momento, o empresário da restauração não foi informado das razões que justificaram a colocação dos marcos mas teme que o queiram “obrigar a deixar o espaço que deve ser domínio público marítimo” (DPM). Acresce ainda que tem na sua posse a licença de utilização do DPM 3G04, passada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela qual paga 4 mil euros mensais, num terreno que agora se pretende privado.  

Nos esclarecimentos que prestou ao PÚBLICO, o concessionário do restaurante diz não saber se as autoridades têm conhecimento da nova delimitação do DPM mas realça um pormenor: que por detrás do seu estabelecimento está um marco muito antigo que ali terá sido colocado há mais de meio século. “A sua colocação não coincide com aqueles que acabaram de ser instalados” pela empresa Herdade da Comporta, assinala Alfredo Juvenal, admitindo que “o Estado não esteja na disposição de defender o interesse público”. A este propósito, recorda que há 60 anos ficou “nas mãos de privados uma enorme extensão do sapal do estuário do Sado, para plantar arroz”, sem que o interesse público fosse salvaguardado.

Activistas da Quercus deslocaram-se, entretanto, à praia do Carvalhal e dizem que a colocação de marcos, “num território de fruição pública, em plena zona balnear, é uma afronta ao próprio poder do Estado em geral e ao direito de uso dos espaços públicos pelos cidadãos em particular”. A “invasão do espaço público por parte de uma empresa privada, se não for travada, certamente irá muito mais longe”, admitiu ao PÚBLICO João Branco, presidente da Quercus. A experiência diz-lhe que à colocação dos marcos segue-se, por vezes, “uma vedação ou uma casa”.

O dirigente da Quercus reclama das autoridades “o urgente esclarecimento da situação” que, a manter-se, forçará a associação a apresentar em tribunal uma “acção popular, com a ajuda das populações lesadas”, para indagar de situações consideradas “duvidosas na praia da Comporta e no estuário do Sado”. João Branco sublinha “não ser admissível que um espaço público seja apropriado por privados”.

“Não carece de autorização”
A APA disse ao PÚBLICO que teve conhecimento da ocorrência dia 4 de Outubro, através de informação partilhada “também através do município de Grândola”, mas “até à data o proprietário (da Herdade da Comporta) não informou estes serviços da acção”. Contudo, a intervenção efectuada (colocação de marcos em pleno areal) “não carece de autorização formal”, garante a APA, lembrando que existe um “auto de delimitação do DPM publicado” nesse sentido. Mesmo assim, a agência governamental “procedeu à imediata deslocação ao terreno visando cabal verificação do cumprimento rigoroso do quadro regulamentar”. Contudo, não foram avançadas conclusões.

Mas, apesar de existir um auto de delimitação do DPM para aquela zona (entre as praias da Comporta e do Pego), o mesmo já foi posto em causa no tribunal de Grândola e no tribunal da Relação de Évora pela empresa proprietária da herdade.

Em 1994, a repartição de Finanças de Grândola emitiu duas cadernetas prediais urbanas para os restaurantes Pôr-do-Sol e Pescadores e, em 1993, a Direcção Regional do Ambiente do Alentejo emitiu uma autorização provisória de ocupação de espaço. No entanto, a sociedade Santa Mónica – Empreendimentos e Turismo, declarou ser dona e legítima proprietária do prédio rústico onde se encontrava o restaurante desde 1979. E recorreu para o Tribunal da Comarca de Grândola pedindo a desocupação da área.

Em deliberação de 14 de Setembro de 1998, o tribunal judicial de Grândola considerou “improcedente” a acção interposta, partindo do pressuposto que a parcela sobre a qual o Pôr-do-Sol foi edificado “pertence ao DPM”. E sustentou a sua decisão com o facto de na certidão predial da designada Herdade de Santa Mónica constar uma área de apenas 440 hectares. Foi por averbamento posterior que, na descrição deste prédio, passaram a constar 469 hectares. O juiz considerou que esta última área incluída no auto de delimitação “suscita dúvidas” na medida em que a queixosa “não logrou provar ser titular do direito de propriedade sobre a parcela de terreno ocupada” pelo restaurante.

Não satisfeita com a decisão, a empresa recorreu para a relação de Évora que, em acórdão datado de 1 de Julho de 1999, concluiu que, pelo facto de terem sido concedidas tais licenças, se infere que “o Estado continuou a considerar que aquela parcela se insere no Domínio Público Marítimo”.

Por outro lado, o tribunal constatou também que a empresa “não logrou provar ser titular de direito de propriedade sobre a referida parcela”. A sentença anterior foi, assim, confirmada.

A Direcção Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (hoje Administração da Região Hidrográfica do Alentejo (ARH)), na sequência da decisão da Relação de Évora, reconheceu que esta “veio contrariar a decisão administrativa, tendo esta ficado sem efeito”. O então proprietário do restaurante Pôr-do-Sol viu-lhe assim atribuído, outra vez, uma licença de ocupação de espaço. Decorridos 16 anos, Alfredo Juvenal estará de novo a ser confrontado com a ameaça de ter de abandonar o local.

A Quercus reforça as preocupações assinalando que por detrás da colocação dos marcos poderá estar em causa “a livre fruição dos espaços públicos de uso balnear”, o que representa “uma subjetividade de posse contrária aos direitos de uso de bens comuns consagrados na lei e na própria Constituição da República Portuguesa”.

Entretanto, parte dos marcos colocados pela empresa Herdade da Comporta no areal frente à freguesia do Carvalhal já desapareceram. O PÚBLICO solicitou esclarecimentos ao presidente da Câmara de Grândola, que não respondeu às questões colocadas.

Comentário

Onde será que já ouvi uma história parecida com esta?

Baleia dá à costa em Água de Madeiros

A notícia em:
https://www.regiaodeleiria.pt/2017/10/baleia-ana-da-costa-na-praia-da-polvoeira/

Baleia-anã dá à costa na praia da Polvoeira

Uma baleia-anã, já morta, deu à costa, terça-feira, na Praia da Polveira, concelho de Alcobaça.
A carcaça da baleia está a ser recolhida pelo Museu de História Natural na manhã desta sexta-feira. A operação está a ser acompanhada por responsáveis da Capitania do Porto da Nazaré e da Câmara de Alcobaça.
O esqueleto de uma baleia-anã com sete metros de comprimento e aproximadamente nove toneladas de peso está  a ser recolhido na Praia da Polvoeira, Alcobaça, para integrar a coleção do Museu de História Natural.
A baleia-anã deu à costa na terça-feira “em avançado estado de decomposição”, o que levou a equipa do Museu Nacional de História Natural e da Ciência a, “inicialmente”, recolher apenas o crânio, “por ser a peça com mais interesse científico”, disse à agência Lusa a bióloga Judite Alves.
O facto de o corpo se encontrar completo acabou, no entanto, por suscitar o interesse da equipa que hoje de manhã iniciou, na praia da Polvoeira, no concelho de Alcobaça, o “esquartejamento do animal para retirar o esqueleto que será levado para o Museu”, explicou a mesma responsável.
Munidos de serrotes para esquartejar o corpo do animal, cuja “carne e vísceras serão enviadas para incineração”, dois biólogos, um geólogo e um técnico de logística procedem ao desmantelamento da baleia, operação que Judite Alves estima que se prolongue até cerca das 16:00.
Com o jardim do Museu fechado ao público, temporariamente, devido a obras no âmbito do Orçamento Participativo de Lisboa, o esqueleto “vai ser depositado numa área reservada do jardim botânico” onde, segundo Judite Alves, “vai ser limpo e tratado pelo taxidermista”.
A tarefa deverá estar concluída dentro de uma semana, após o que o esqueleto “vai, numa primeira fase, integrar as coleções científicas” e, posteriormente, serão “desenvolvidos esforços para que seja exposto ao público, mesmo que apenas temporariamente”, adiantou a bióloga.
A dimensão da baleia será, no entender de Judite Alves, “um dos aspetos com bastante interesse para o público”, que através do trabalho desenvolvido pelo Museu poderá conhecer melhor a espécie “relativamente comum na nossa costa” e que está catalogada como “vulnerável, tendo em conta o baixo número de indivíduos”.
A baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata), a mais pequena e também a mais abundante das baleias, está assim classificada no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal (que segue a classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza para espécies ameaçadas) por a espécie “apresentar uma população inferior a 10.000 indivíduos maduros e estar a ocorrer um declínio continuado”, sublinhou.
As solitárias baleias, “que não fazem cardume”, mas podem ser a avistadas em grupos de dois ou três”, são vistas com regularidade na costa portuguesa e visitam “os Açores e ocasionalmente a Madeira”, explicou a investigadora à Lusa durante os trabalhos de desmantelamento da baleia, salvaguardando não se tratar de um animal perigoso, já que se alimenta de “kril, peixes e cefalópodes pelágicos [como lulas ou polvos]”.
A baleia anã arrojou na Praia Água de Madeiros (a Norte de Paredes da Vitória e a Sul de São Pedro de Moel) na terça-feira e foi na quarta-feira arrastada por técnicos do setor de ambiente da Câmara de Alcobaça para a Praia da Polvoeira, a cerca de dois quilómetros, para a preservar do público e facilitar o acesso da equipa do museu ao animal.
O desmantelamento da baleia foi autorizado pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e acompanhado pela Polícia Marítima.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Tasquinhas da Martingança


2500 euros para os Bombeiros de Pataias

A notícia em:
https://regiaodanazare.com/Intermache_apoia_Bombeiros_de_Alcobaca_e_Pataias_com_5_mil_euros

Intermaché apoia Bombeiros de Alcobaça e Pataias com 5 mil euros

O Supermercado Intermarché doou 5 mil euros aos Bombeiros Voluntários de Alcobaça e de Pataias, donativo que resulta da campanha solidária de venda de quase meio milhão de litros de combustível nas lojas de Alcobaça e Pataias, em agosto (por cada litro de combustível, seria doado um cêntimo às duas corporações).

No total, foram entregues 2500 euros a cada corporação. Para Daniel Marta, sócio-gerente das lojas, “o Intermarché tomou a iniciativa, mas sem a ajuda dos nossos clientes, pela compra do combustível, não teríamos chegado a estes valores. Os bombeiros são uma entidade de inegável valor, e temos de estar próximos de quem nos ajuda”.
“A campanha aconteceu no ano da grande vaga de incêndios no país, e acaba por ser ainda mais útil. Se tudo correr como previsto, e uma vez que foi um sucesso, para o próximo ano iremos repetir, dado que se trata de uma importante ajuda que podemos dar aos nossos bombeiros”.
Os comandantes das corporações dos Bombeiros de Alcobaça e de Pataias agradeceram o gesto.
O comandante da corporação de Alcobaça, Leandro Domingos, disse que “é boa uma iniciativa de uma superfície que colabora regularmente com as corporações de voluntários no país, e esta iniciativa, em particular, resulta num valor muito gratificante” para a Associação Humanitária de Alcobaça.
Por sua vez, Nélio Gome, comandante dos Bombeiros Voluntários de Pataias, que também agradeceu a iniciativa de Daniel Marta, referiu que o donativo (2500 euros)” ajudará as instituições a ultrapassar as dificuldades diárias. A consolidação financeira dá-nos margem para tomar as decisões e fazer escolhas mais credíveis para a organização e os equipamentos disponíveis pata os nossos operacionais”.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Pisões - homenagem ao Homem Estátua

Recebido via e-mail

Resultados eleitorais em Alcobaça

A notícia em:
https://regiaodanazare.com/Paulo_Inacio_recupera_a_maioria_absoluta_na_Camara_de_Alcobaca

Paulo Inácio recupera a maioria absoluta na Câmara de Alcobaça
CDU fica de fora da vereação

Paulo Inácio recuperou a maioria absoluta, perdida há 4 anos, na Câmara da Alcobaça, tendo obtido 43,98% dos votos no concelho, o equivalente a 11.956 eleitores que votaram PSD.
O PS também subiu na votação, tendo registado 21,58%, com 5.866 votos, foram mais 619 votos do que em 2013, elegendo dois vereadores, Cláudia Vicente e César Santos.
O CDS-PP, registou15,25%, com 4.145 votos, mantendo Carlos Bonifácio como vereador.
Por outro lado, a CDU, de Rogério Raimundo, deixou de ter representação no executivo camarário, 20 anos depois, somando 7,64%, com 2.076 votos, menos 1.100 do que nas últimas eleições autárquicas.
O BE registou 2,96% com 805 votos e o PDR 0,79% com 216 votos.
Para a Assembleia Municipal, o PSD venceu com 40,49% dos votos, o PS, com 22,90%, CDS-PP, com 15,33%, a CDU, com 8,21%, BE, com 3,54%, e PDR, com 0,94%.

Paulo Inácio vê a vitória como o resultado do trabalho e da mensagem que transmitiu ao eleitorado. “Apresentámos um programa bem elaborado que nos conferiu uma maioria para governar com clareza e precisão”.
Terminada a campanha, obtida a vitória, Paulo Inácio refere que foi uma campanha que “decorreu de forma ordeira, sem ofender ninguém e com elevação. Apresentamos o nosso projeto aos eleitores de esquerda e de direita pois quem se candidata à presidência de uma Câmara Municipal, candidata-se a ser presidente de todos munícipes, independentemente da sua ideologia político-partidária”.
Para os próximos 4 anos, o Presidente da Câmara Municipal irá “executar os 14 compromissos apresentados durante a campanha, que por sua vez estão plasmados no Projeto Estratégico de Desenvolvimento de Alcobaça”.
“Desejo contribuir para a felicidade de todos os munícipes e para o crescimento continuo da qualidade de vida e da solidariedade para com o seu próximo. Pretendo um concelho com taxas de desemprego reduzidas, com desenvolvimento económico, cultural e social”.
A estreante Cláudia Vicente, irá sentar-se, pelo PS, ao lado de César Santos, na cadeira da oposição.
“Não alcançámos o nosso maior objetivo, mas conseguimos, em termos globais, o melhor resultado dos últimos 24 anos. Não só aumentámos o número de mandatos nas freguesias como conseguimos reeleger um(a) presidente de junta, e ganhar duas novas freguesias, as três com maioria absoluta. Poderá ser um bom indicador para a mudança de paradigma das políticas do concelho no futuro”.
Sobre a sua postura na oposição, “será sempre nossa intenção representar dignamente o eleitorado. O nosso objetivo foi e será sempre o desenvolvimento do concelho e a defesa dos interesses dos munícipes. Para isso teremos sempre uma postura dialogante e construtiva, sem nunca esquecer o programa eleitoral que apresentámos”.
Quanto ao seu primeiro mandato como vereadora na Câmara, Cláudia Vicente “gostaria que, entre as três forças partidárias que vão compor o executivo camarário, houvesse respeito, diálogo e abertura para a concretização de muitas das propostas apresentadas, independentemente de quem tenha sido o seu proponente. Da nossa parte iremos defender os nossos três pilares, a revisão do P.D.M, o aumento da rede de cobertura do saneamento básico e a criação de condições económicas que fomentem a criação de mais postos de trabalho e a melhoria das condições de vida dos munícipes. Em simultâneo defenderemos a concretização das treze prioridades apresentadas para cada uma das freguesias”.

Depois de 20 anos na cadeira de vereador, Rogério Raimundo, está de saída.
“Afirmámos nesta campanha a inabalável confiança no nosso trabalho, intervenção e papel insubstituível que ocupamos no concelho de Alcobaça e no país. Reafirmamos a convicção de que a luta que travamos em defesa dos interesses populares e dos direitos dos trabalhadores, na construção de um Portugal desenvolvido e soberano é tão exigente quanto necessária.
Garantimos que é com a nossa determinação, a nossa intervenção e luta, que o povo português e os Alcobacenses podem contar para defender os seus direitos e construir uma vida melhor”.
Relativamente à campanha e às eleições, Rogério Raimundo agradece “a todos os que confiaram o seu apoio e o seu voto à CDU, aqui afirmamos que esse voto será integralmente respeitado como sempre tem sido. À população que teve depositou confiança na acção da CDU reafirmamos o que cada um conhece: que ali terão uma garantia segura de intervenção dedicada para dar resposta às suas aspirações”.
“Os trabalhadores e o povo sabem que prosseguiremos a nossa acção todos os dias, dando voz às populações, contribuindo para dar solução aos problemas, denunciando o que prejudique os seus direitos e o interesse colectivo. Em Alcobaça realizámos uma campanha de massas, de contacto com as populações, de auscultação de problemas, de conhecimento e diálogo permanente. Uma campanha que seriamente fez o que devia fazer: debater os problemas locais, apresentar e procurar a contribuição da população para as soluções necessárias, prestar contas do trabalho realizado”.
A nível concelhio, a CDU opta por apontar “a confirmação e mesmo fortalecimento da CDU, nomeadamente a votação para a Assembleia de Freguesia da Cela, onde elegemos mais um membro da Assembleia de Freguesia, passando para três os eleitos da CDU, resultado que contribuiu para que o PSD perdesse a maioria absoluta que tinha; ou a eleição de Rui Rufino na Assembleia de Freguesia da Benedita, voltando a CDU muitos anos depois a estar representada neste órgão, são factores que nos dão confiança para o futuro”.
Sobre a perda de posições, nomeadamente o vereador eleito na Câmara Municipal; um eleito na Assembleia Municipal e em algumas Assembleias de Freguesia “é sobretudo uma perda para as populações, que não demorarão a perceber o quanto errado foi a sua opção. Uma perda na presença do trabalho, honestidade e competência que, embora reconhecida, não era devidamente valorizada. Uma perda para os direitos e condições de trabalho das autarquias, para o serviço público, para defesa do ambiente, da cultura, para a participação democrática”.
“Afirmámos durante a campanha eleitoral que o reforço da CDU era em primeiro lugar e decisivamente uma condição de progresso e desenvolvimento locais, uma garantia redobrada de trabalho, honestidade e competência. Mas sublinhámos que mais CDU seria também um factor para fazer avançar mais decididamente a defesa, reposição e conquista de direitos. Vamos continuar, organizados e atentos, afirmando e defendendo as nossas propostas, ao lado da população estimulando a sua participação e luta. Em Alcobaça, como em todos os outros concelhos, é com a CDU que a população continuará a contar para fazer valer os seus interesses”.
Do lado dos menos votados, Lúcia Duarte, que se apresentou a votos com uma campanha diferente, e com o apoio do PDR, e recolheu com 0,94% dos votos, valeu pela forma como decorreu o diálogo com o eleitorado. A candidata a Presidente de Câmara considera que foi positivo “falar com as pessoas e ouvir os seus anseios” e assegura que conseguiu passar a “mensagem. Evidentemente que, se tivéssemos máquina partidária, teríamos conseguido chegar a mais gente, mas somos independentes e pretendemos continuar a sê-lo”.
Muito longe de um lugar nos órgãos autárquicos, Lúcia Duarte promete continuar a ser, do lado do público, uma voz interventiva. “Não estando fisicamente nos órgãos autárquicos, vou continuar como sempre fui: interventiva, apoiando as boas iniciativas, criticando as outras e, acima de tudo, fazer propostas no sentido de ajudar a população” até porque para os “próximos 4 anos, desejo que se comece a trabalhar a sério para levar saneamento à maior parte da população; que se criem transportes que aproximem as pessoas da sede do concelho e entre freguesias; que se aposte”.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A vitória do PSD em Alcobaça

A notícia em:
http://www.regiaodecister.pt/noticias/psd-recupera-maioria-absoluta-em-alcobaca

PSD recupera maioria absoluta em Alcobaça

O social-democrata Paulo Inácio vai cumprir um derradeiro mandato à frente da Câmara de Alcobaça, depois de recuperar a maioria absoluta nas eleições autárquicas deste domingo, somando 43,98% dos votos no concelho.

O candidato do PSD reuniu a preferência de 11.956 eleitores, registando uma subida muito significativa na votação. Há quatro anos, o autarca tinha-se ficado pelos 9.564 votos, o que lhe valeu a perda da maioria absoluta que agora recupera. 

O PS também subiu a votação, tendo chegado aos 21,58%, com 5.866 votos, mais 619 votos do que nas últimas eleições autárquicas, mantendo os dois vereadores no executivo, elegendo Cláudia Vicente e César Santos.

O CDS-PP, por seu turno, que recandidatou Carlos Bonifácio, não foi além dos 15,25%, com 4.145 votos, menos 504 votos do que em 2013.

Vinte anos depois, a CDU deixou de ter representação no executivo, com Rogério Raimundo ao não ir além dos 7,64%, resultantes de 2.076 votos, menos 1.100 do que nas autárquicas de 2013.

O BE melhorou o resultado em Alcobaça, subindo de 566 para 805 votos, mas com 2,96% ficou muito longe da eleição, enquanto o PDR somou 216 votos no concelho, ou seja, 0,79%.

Para a Assembleia Municipal, o PSD venceu com 40,49% dos votos, à frente de PS, com 22,9%, CDS-PP, com 15,33%, CDU, com 8,21%, BE, com 3,54%, e PDR, com 0,94%. Os social-democratas estão em minoria no órgão.

Comentário

Ele há coisas que não consigo entender.
O PSD de Paulo Inácio fez ZERO e cumpriu ZERO das promessas relativas à União de Freguesias de Pataias e Martingança nos últimos 8 anos. E no fim ganha 500 (QUINHENTOS)! votos em relação às últimas autárquicas.
A que propósito?
Depois, hão-de queixar-se que a Câmara nada faz em Pataias. Pudera! Quanto menos faz, mais votos ganha.
E como diria o outro:
O burro sou eu.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Resultados eleitorais na União de Freguesias de Pataias e Martingança

Resultados eleitorais para a Assembleia de Freguesia de Pataias



Resultados eleitorais para a Assembleia de Municipal de Alcobaça registados na UFPM



Resultados eleitorais para a Câmara de Municipal de Alcobaça registados na UFPM



Resultados eleitorais para a Câmara Municipal de Alcobaça registados no concelho



Resultados eleitorais para a Assembleia Municipal de Alcobaça registados no concelho