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domingo, 28 de setembro de 2025

Debate de candidatos à Câmara

 A notícia em:

https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/alcobaca-num-debate-civilizado-houve-mesmo-troca-de-ideias


Alcobaça: num debate civilizado, houve mesmo troca de ideias

Habitação, saúde, economia e educação no topo da agenda


Só dois partidos têm representação no executivo. Em 2021, o PS elegeu três vereadores, mais do que em 2017, mas o PSD, com quatro vereadores, manteve a câmara municipal que governa desde 1997. São quase três décadas de poder laranja, o que provavelmente explica as intervenções finais de Diogo Ramalho e Sandra Amaro, os candidatos mais jovens (no concelho) nas eleições que se avizinham – o socialista repetiu o slogan da campanha, “coragem para mudar”, já a cabeça de lista da Iniciativa Liberal, aparentemente com menores expectativas, prometeu “oposição forte” e “construtiva”.

Sempre em tom civilizado, com mais troca de ideias do que farpas no adversário, também Hermínio Rodrigues (PSD, actual presidente do município), Isabel Ventura (Chega) e Rogério Raimundo (CDU) participaram no debate organizado pelo semanário Região de Cister em parceria com o JORNAL DE LEIRIA e com a rádio Benedita FM, que decorreu neste sábado, 27 de Setembro, no auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça.

A abrir, habitação. Rogério Raimundo vê “problemas urgentíssimos”, que pedem respostas “de emergência”, por exemplo, para “incluir trabalhadores imigrantes” que “têm de ter habitação condigna” e para eliminar o “bairro de lata na freguesia de Aljubarrota”. Se a CDU defende “apoio imediato à renda” e “intervenção da câmara” para evitar que os proprietários “deixem edifícios em ruínas”, o Chega sugere uma “via verde” para acelerar licenciamentos e diz que “o PDM não serve os alcobacenses”, logo, “tem de ser revisto”. Isabel Ventura quer disponibilizar “terrenos do município”, propõe construção “a custos controlados”, nomeadamente, “para captação de população jovem”, e subscreve a aposta na “reabilitação urbana” e na recuperação de património do Estado.

Ainda no tema, Diogo Ramalho considera necessário usar “15 milhões de euros” do orçamento municipal para “lançar uma empreitada” de 100 novos fogos. O candidato do PS concorda com apoios à renda e com investimentos na reabilitação, no entanto, acrescenta a possibilidade de “convidar os privados a reunirem-se para construírem habitação”, através de cooperativas.

Já o social-democrata Hermínio Rodrigues anuncia que o executivo tem pronto um projecto de habitação para jovens, de modo a tornar o concelho mais atractivo, depois de entregar “400 mil euros” ao longo do mandato em ajudas a famílias carenciadas de alojamento.

Para a Iniciativa Liberal, as soluções passam pela “desburocratização” e “agilização” dos processos administrativos. E pela reabilitação, “uma prioridade”. Sandra Amaro assinala que as “famílias de classe média não têm acesso” aos programas sociais que já existem e preconiza “parcerias com entidades bancárias” para facilitar a concessão de crédito. Ao mesmo tempo, aponta constrangimentos no sector: a “falta de mão de obra” e os “requisitos para se construir uma casa”, que hoje impedem os promotores de “baixar o custo final”.

Com meia centena de pessoas na plateia, o debate seguiu para o desenvolvimento económico, em que o PS pretende “implementar um centro de serviços partilhados na área de localização empresarial da Benedita” e replicar o modelo de Leiria no domínio das startups, da inteligência artificial e das novas tecnologias. Diogo Ramalho diz que “tem faltado” execução em Alcobaça e acredita que é preciso “dar condições às jovens famílias para que se instalem”.

Neste tema, a CDU defende “infraestruturas de qualidade” e a interligação entre economia, cultura e turismo, e Rogério Raimundo critica a situação da zona industrial do Casal da Areia, que “não está acabada”.

Do lado da Iniciativa Liberal, Sandra Amaro avança com a ideia de criar “a academia do empreendedor” e com a proposta de mais autonomia para as juntas de freguesia, de modo a “libertar a câmara” para outros esforços, como a captação de investimentos.

Hermínio Rodrigues, do PSD, promete ampliar a mancha de zonas industriais e argumenta que os números provam que Alcobaça “já é” um território “atractivo”, um “gigante económico” que “está na moda”.

Contudo, para a candidata do Chega, Isabel Ventura, impõe-se uma zona industrial na sede de concelho, um pólo técnico na Benedita e mais incentivos fiscais, que podem passar por baixar a derrama que as empresas pagam e por devolver mais IRS aos contribuintes.

Isabel Ventura adverte entretanto, no terceiro tema, a educação, que falta em Alcobaça um pólo de formação ligado às empresas. Outra falha que identifica, a carência de vagas nas creches. Quanto a ter ensino superior no concelho, onde só existe actualmente oferta Tesp, deve ser, para o Chega, “um grande objectivo” e “não é impossível”.

A visão da Iniciativa Liberal estende-se até aos estudantes de Alcobaça que estudam em Lisboa ou no Porto e o partido preconiza que possam ser acolhidos em residências universitárias de promoção do município. Sandra Amaro está também preocupada com a insuficiente resposta das creches e ao nível do ensino superior vê Alcobaça a diferenciar-se com uma oferta relacionada com a conservação e restauro.

O foco de Diogo Ramalho aponta para a “falta de qualidade” das refeições escolares, que o leva a querer “internalizar o serviço”, se for eleito. “Seremos nós a comprar os alimentos e a confeccionar”. Os socialistas lembram, igualmente, a necessidade de obras nas escolas D. Pedro I e Frei António Brandão, que, segundo Hermínio Rodrigues, já têm luz verde do governo para avançar.

O autarca do PSD garante que “pela primeira vez” não faltam assistentes operacionais nos estabelecimentos de ensino do concelho e não deixa cair o dossiê ensino superior, mesmo reconhecendo que Alcobaça, provavelmente, neste domínio ficou para trás nos últimos anos. Por um lado, o ainda presidente elogia o impacto dos cursos Tesp, por outro, ambiciona “percorrer caminho” com um horizonte mais amplo. “Penso que vamos conseguir ter licenciaturas”.

Na perspectiva de Rogério Raimundo, da CDU, a investigação, desde logo os estudos cistercienses, é o patamar em que Alcobaça pode ligar-se com o Politécnico de Leiria ou com a Universidade de Coimbra, para não perder o comboio do ensino superior.

O debate fechou com outro tema transversal, a saúde, em que Sandra Amaro sinaliza que “os municípios podem ter um papel atenuador” das dificuldades e fala de fixar profissionais e captar investimentos privados que por estes dias estão a ir para concelhos vizinhos. Para a Iniciativa Liberal, o novo hospital do Oeste deve ficar em Caldas da Rainha.

Pela CDU, Rogério Raimundo alerta que o concelho “não tem sequer uma unidade de cuidados continuados” e exige “mais consultas externas que evitem deslocação até Leiria”, além de uma “atenção especial aos cuidadores informais”.

Já Hermínio Rodrigues promete obras no dossiê centros de saúde. Assegura, ainda, que “está a ser estudado” o transporte a pedido. “Não tenho dúvidas que vai para a frente”, afirma o cabeça de lista do PSD, que diz serem necessários mais dois médicos para se criar uma unidade de saúde familiar em São Martinho do Porto.

Na resposta, Diogo Ramalho admitiu a possibilidade de subsidiar o recrutamento de médicos e criticou o “desperdício” de recursos que admite existir no hospital de Alcobaça. Outra proposta do PS é o financiamento de uma bolsa de horas para os médicos irem a casa dos doentes.

Na saúde, o Chega, pela voz de Isabel Ventura, quer o hospital do Oeste em Caldas da Rainha, melhorias no transporte de doentes e mais condições na saúde materno-infantil.

No concelho de Alcobaça, votaram em 2021 mais de 27 mil eleitores. Depois de PSD e PS, que ficaram com os sete mandatos na câmara municipal, o CDS foi o terceiro partido mais votado, seguindo-se o Chega, o Nós Cidadãos, a CDU e a Iniciativa Liberal.

sábado, 6 de setembro de 2025

Candidato do Chega à Assembleia Municipal

 A notícia em:

https://tintafresca.net/index.php/2025/09/05/jose-antonio-correia-e-o-cabeca-de-lista-do-chega-a-assembleia-municipal-de-alcobaca-nas-eleicoes-autarquicas-de-2025/


Ex-deputado municipal foi eleito em 2021 pelo Nós Cidadãos

José António Correia é o cabeça de lista do Chega à Assembleia Municipal de Alcobaça


O ex-deputado municipal José António Correia, eleito em 2021 pelo Nós Cidadãos, é o cabeça de lista do Chega à Assembleia Municipal de Alcobaça nas eleições autárquicas de 2025. Segundo o empresário, “nos últimos anos, a atual presidência transformou a Assembleia Municipal num palco da soberba e da arrogância, onde se confundem liderança com autoritarismo. Um espaço que deveria ser livre e plural tem sido conduzido com avareza política e com uma evidente falta de carácter, privilegiando interesses pessoais e partidários em vez de colocar o povo no centro das decisões.”

Para José António Correia, “a Assembleia Municipal, que devia ser o pilar da democracia local, tornou-se numa mera extensão do executivo camarário, incapaz de exercer a sua função de fiscalização, incapaz de dar voz a todos e, pior ainda, incapaz de respeitar a confiança que o povo nela deposita. Eu não venho para perpetuar este ciclo de arrogância e de conivência, venho para mudar.”

A minha vida inteira foi feita de trabalho no terreno, no sector privado, com resultados concretos e de proximidade com as pessoas. Não vivo da política – coloco-me ao serviço da política. E essa é a diferença fundamental entre mim e o atual presidente e candidato. Enquanto outros se perdem em vaidade e distância, eu apresento-me com humildade e coragem. Enquanto outros se fecham em jogos de bastidores, eu coloco-me disponível para ouvir e dialogar com todos. Enquanto outros tratam a Assembleia Municipal como propriedade pessoal, eu quero devolvê-la ao povo de

Alcobaça”, adianta o ex-candidato independente eleito nas listas do Nós Cidadãos.

José António Correia quer “uma Assembleia respeitada, independente e transparente. Um espaço onde a voz de todas as forças políticas seja ouvida em igualdade. Onde os cidadãos sintam que têm representantes de confiança, e não representantes que se escondem atrás da arrogância e da soberba do poder. Não estou sozinho. Faço parte de uma equipa forte, unida e determinada, que se candidata a todos os órgãos autárquicos do concelho. Uma equipa que não promete mundos e fundos, mas que apresenta soluções sérias, responsáveis e exequíveis.


Prioridades da lista do Chega

Restituir a independência da Assembleia Municipal, acabando com o domínio político-partidário do executivo.

Combater injustiças como a taxa de saneamento para quem só tem fossas sépticas.

Baixar o preço da água, que é uma das mais caras do Distrito e reduzir a gestão dos desperdícios, com substituição das redes de fibrocimento, as mais antigas em especial da Benedita.

Cerca de metade do Concelho não tem saneamento básico, vamos incrementar e avançar para que o Concelho seja ambientalmente limpo, reduzindo as infiltrações e inquine as águas subterrâneas dos lençóis freáticos.

Reabilitar a Cidade de Alcobaça, e outras onde se ache necessário no Concelho, encontrando soluções mistas públicas e privadas para o efeito.

Incrementar a construção privada, pondo à disposição dos privados os inúmeros espaços urbanos municipais há décadas sem qualquer utilização e que retiram urbanidade a cidade.

Vias e acessos, acabar com as ruas sem saída, que são dezenas, ligar os bairros estes também sem saídas, isto obriga a completar a rede viária da cidade, ligando à variante e estender esta até Aljubarrota, ligado ao IC9 com o nó de acesso a Aljubarrota

Criar uma Polícia Municipal para restaurar a ordem urbanística e a confiança dos cidadãos, evitando as construções ilegais como tem acontecido nos últimos anos, que são agora retroativamente legalizadas pelo PDM o que é uma ilegalidade.

Eliminar Avenças e privilégios, sempre os mesmos, a transparência tem de voltar a ser a regra.

Valorizar os funcionários municipais, libertando-os da burocracia inútil que trava o serviço público.

Só a última prestação de contas foi aprovada sem reservas pelo ROC, pelo que se justifica realizar uma auditoria independente às contas da Câmara e dos SMAS, Porque quem não deve não teme

Por convicção e porque acredito que é o melhor para Alcobaça, defendo a localização do hospital do Oeste, em duas unidades uma na zona de Alcobaça-Caldas e outra em Bombarral-Torres Vedras.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Adiada a apresentação dos candidatos do PS às autárquicas

 A notícia em:

https://www.diarioleiria.pt/2025/09/05/adiada-apresentacao-das-candidatura-do-ps-a-alcobaca/


Adiada apresentação das candidatura do PS a Alcobaça


Foi adiada a apresentação pública das candidaturas do Partido Socialista aos órgãos autárquicos do concelho de Alcobaça, agendada para o próximo dia 6 de setembro, às 18 horas, no “Bosque” – Ala Sul do Mosteiro de Alcobaça.

A decisão tomada pela equipa prende-se com a tragédia ocorrida em Lisboa no passado dia 3 de setembro e com o dia de luto nacional decretado para 4 de setembro.

A nova data será comunicada em breve.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Agrupamento de Escolas de Cister - Eleições para o Conselho Geral

Encontra-se a decorrer o processo para eleição do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Cister para o Quadriénio 2018-2021.
Todas as informações podem ser consultadas aqui: http://www.aecister.pt/noticias/eleicoes-conselho-geralquadrienio-2

O calendário do processo:


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Resultados eleitorais em Alcobaça

A notícia em:
https://regiaodanazare.com/Paulo_Inacio_recupera_a_maioria_absoluta_na_Camara_de_Alcobaca

Paulo Inácio recupera a maioria absoluta na Câmara de Alcobaça
CDU fica de fora da vereação

Paulo Inácio recuperou a maioria absoluta, perdida há 4 anos, na Câmara da Alcobaça, tendo obtido 43,98% dos votos no concelho, o equivalente a 11.956 eleitores que votaram PSD.
O PS também subiu na votação, tendo registado 21,58%, com 5.866 votos, foram mais 619 votos do que em 2013, elegendo dois vereadores, Cláudia Vicente e César Santos.
O CDS-PP, registou15,25%, com 4.145 votos, mantendo Carlos Bonifácio como vereador.
Por outro lado, a CDU, de Rogério Raimundo, deixou de ter representação no executivo camarário, 20 anos depois, somando 7,64%, com 2.076 votos, menos 1.100 do que nas últimas eleições autárquicas.
O BE registou 2,96% com 805 votos e o PDR 0,79% com 216 votos.
Para a Assembleia Municipal, o PSD venceu com 40,49% dos votos, o PS, com 22,90%, CDS-PP, com 15,33%, a CDU, com 8,21%, BE, com 3,54%, e PDR, com 0,94%.

Paulo Inácio vê a vitória como o resultado do trabalho e da mensagem que transmitiu ao eleitorado. “Apresentámos um programa bem elaborado que nos conferiu uma maioria para governar com clareza e precisão”.
Terminada a campanha, obtida a vitória, Paulo Inácio refere que foi uma campanha que “decorreu de forma ordeira, sem ofender ninguém e com elevação. Apresentamos o nosso projeto aos eleitores de esquerda e de direita pois quem se candidata à presidência de uma Câmara Municipal, candidata-se a ser presidente de todos munícipes, independentemente da sua ideologia político-partidária”.
Para os próximos 4 anos, o Presidente da Câmara Municipal irá “executar os 14 compromissos apresentados durante a campanha, que por sua vez estão plasmados no Projeto Estratégico de Desenvolvimento de Alcobaça”.
“Desejo contribuir para a felicidade de todos os munícipes e para o crescimento continuo da qualidade de vida e da solidariedade para com o seu próximo. Pretendo um concelho com taxas de desemprego reduzidas, com desenvolvimento económico, cultural e social”.
A estreante Cláudia Vicente, irá sentar-se, pelo PS, ao lado de César Santos, na cadeira da oposição.
“Não alcançámos o nosso maior objetivo, mas conseguimos, em termos globais, o melhor resultado dos últimos 24 anos. Não só aumentámos o número de mandatos nas freguesias como conseguimos reeleger um(a) presidente de junta, e ganhar duas novas freguesias, as três com maioria absoluta. Poderá ser um bom indicador para a mudança de paradigma das políticas do concelho no futuro”.
Sobre a sua postura na oposição, “será sempre nossa intenção representar dignamente o eleitorado. O nosso objetivo foi e será sempre o desenvolvimento do concelho e a defesa dos interesses dos munícipes. Para isso teremos sempre uma postura dialogante e construtiva, sem nunca esquecer o programa eleitoral que apresentámos”.
Quanto ao seu primeiro mandato como vereadora na Câmara, Cláudia Vicente “gostaria que, entre as três forças partidárias que vão compor o executivo camarário, houvesse respeito, diálogo e abertura para a concretização de muitas das propostas apresentadas, independentemente de quem tenha sido o seu proponente. Da nossa parte iremos defender os nossos três pilares, a revisão do P.D.M, o aumento da rede de cobertura do saneamento básico e a criação de condições económicas que fomentem a criação de mais postos de trabalho e a melhoria das condições de vida dos munícipes. Em simultâneo defenderemos a concretização das treze prioridades apresentadas para cada uma das freguesias”.

Depois de 20 anos na cadeira de vereador, Rogério Raimundo, está de saída.
“Afirmámos nesta campanha a inabalável confiança no nosso trabalho, intervenção e papel insubstituível que ocupamos no concelho de Alcobaça e no país. Reafirmamos a convicção de que a luta que travamos em defesa dos interesses populares e dos direitos dos trabalhadores, na construção de um Portugal desenvolvido e soberano é tão exigente quanto necessária.
Garantimos que é com a nossa determinação, a nossa intervenção e luta, que o povo português e os Alcobacenses podem contar para defender os seus direitos e construir uma vida melhor”.
Relativamente à campanha e às eleições, Rogério Raimundo agradece “a todos os que confiaram o seu apoio e o seu voto à CDU, aqui afirmamos que esse voto será integralmente respeitado como sempre tem sido. À população que teve depositou confiança na acção da CDU reafirmamos o que cada um conhece: que ali terão uma garantia segura de intervenção dedicada para dar resposta às suas aspirações”.
“Os trabalhadores e o povo sabem que prosseguiremos a nossa acção todos os dias, dando voz às populações, contribuindo para dar solução aos problemas, denunciando o que prejudique os seus direitos e o interesse colectivo. Em Alcobaça realizámos uma campanha de massas, de contacto com as populações, de auscultação de problemas, de conhecimento e diálogo permanente. Uma campanha que seriamente fez o que devia fazer: debater os problemas locais, apresentar e procurar a contribuição da população para as soluções necessárias, prestar contas do trabalho realizado”.
A nível concelhio, a CDU opta por apontar “a confirmação e mesmo fortalecimento da CDU, nomeadamente a votação para a Assembleia de Freguesia da Cela, onde elegemos mais um membro da Assembleia de Freguesia, passando para três os eleitos da CDU, resultado que contribuiu para que o PSD perdesse a maioria absoluta que tinha; ou a eleição de Rui Rufino na Assembleia de Freguesia da Benedita, voltando a CDU muitos anos depois a estar representada neste órgão, são factores que nos dão confiança para o futuro”.
Sobre a perda de posições, nomeadamente o vereador eleito na Câmara Municipal; um eleito na Assembleia Municipal e em algumas Assembleias de Freguesia “é sobretudo uma perda para as populações, que não demorarão a perceber o quanto errado foi a sua opção. Uma perda na presença do trabalho, honestidade e competência que, embora reconhecida, não era devidamente valorizada. Uma perda para os direitos e condições de trabalho das autarquias, para o serviço público, para defesa do ambiente, da cultura, para a participação democrática”.
“Afirmámos durante a campanha eleitoral que o reforço da CDU era em primeiro lugar e decisivamente uma condição de progresso e desenvolvimento locais, uma garantia redobrada de trabalho, honestidade e competência. Mas sublinhámos que mais CDU seria também um factor para fazer avançar mais decididamente a defesa, reposição e conquista de direitos. Vamos continuar, organizados e atentos, afirmando e defendendo as nossas propostas, ao lado da população estimulando a sua participação e luta. Em Alcobaça, como em todos os outros concelhos, é com a CDU que a população continuará a contar para fazer valer os seus interesses”.
Do lado dos menos votados, Lúcia Duarte, que se apresentou a votos com uma campanha diferente, e com o apoio do PDR, e recolheu com 0,94% dos votos, valeu pela forma como decorreu o diálogo com o eleitorado. A candidata a Presidente de Câmara considera que foi positivo “falar com as pessoas e ouvir os seus anseios” e assegura que conseguiu passar a “mensagem. Evidentemente que, se tivéssemos máquina partidária, teríamos conseguido chegar a mais gente, mas somos independentes e pretendemos continuar a sê-lo”.
Muito longe de um lugar nos órgãos autárquicos, Lúcia Duarte promete continuar a ser, do lado do público, uma voz interventiva. “Não estando fisicamente nos órgãos autárquicos, vou continuar como sempre fui: interventiva, apoiando as boas iniciativas, criticando as outras e, acima de tudo, fazer propostas no sentido de ajudar a população” até porque para os “próximos 4 anos, desejo que se comece a trabalhar a sério para levar saneamento à maior parte da população; que se criem transportes que aproximem as pessoas da sede do concelho e entre freguesias; que se aposte”.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A vitória do PSD em Alcobaça

A notícia em:
http://www.regiaodecister.pt/noticias/psd-recupera-maioria-absoluta-em-alcobaca

PSD recupera maioria absoluta em Alcobaça

O social-democrata Paulo Inácio vai cumprir um derradeiro mandato à frente da Câmara de Alcobaça, depois de recuperar a maioria absoluta nas eleições autárquicas deste domingo, somando 43,98% dos votos no concelho.

O candidato do PSD reuniu a preferência de 11.956 eleitores, registando uma subida muito significativa na votação. Há quatro anos, o autarca tinha-se ficado pelos 9.564 votos, o que lhe valeu a perda da maioria absoluta que agora recupera. 

O PS também subiu a votação, tendo chegado aos 21,58%, com 5.866 votos, mais 619 votos do que nas últimas eleições autárquicas, mantendo os dois vereadores no executivo, elegendo Cláudia Vicente e César Santos.

O CDS-PP, por seu turno, que recandidatou Carlos Bonifácio, não foi além dos 15,25%, com 4.145 votos, menos 504 votos do que em 2013.

Vinte anos depois, a CDU deixou de ter representação no executivo, com Rogério Raimundo ao não ir além dos 7,64%, resultantes de 2.076 votos, menos 1.100 do que nas autárquicas de 2013.

O BE melhorou o resultado em Alcobaça, subindo de 566 para 805 votos, mas com 2,96% ficou muito longe da eleição, enquanto o PDR somou 216 votos no concelho, ou seja, 0,79%.

Para a Assembleia Municipal, o PSD venceu com 40,49% dos votos, à frente de PS, com 22,9%, CDS-PP, com 15,33%, CDU, com 8,21%, BE, com 3,54%, e PDR, com 0,94%. Os social-democratas estão em minoria no órgão.

Comentário

Ele há coisas que não consigo entender.
O PSD de Paulo Inácio fez ZERO e cumpriu ZERO das promessas relativas à União de Freguesias de Pataias e Martingança nos últimos 8 anos. E no fim ganha 500 (QUINHENTOS)! votos em relação às últimas autárquicas.
A que propósito?
Depois, hão-de queixar-se que a Câmara nada faz em Pataias. Pudera! Quanto menos faz, mais votos ganha.
E como diria o outro:
O burro sou eu.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Resultados eleitorais na União de Freguesias de Pataias e Martingança

Resultados eleitorais para a Assembleia de Freguesia de Pataias



Resultados eleitorais para a Assembleia de Municipal de Alcobaça registados na UFPM



Resultados eleitorais para a Câmara de Municipal de Alcobaça registados na UFPM



Resultados eleitorais para a Câmara Municipal de Alcobaça registados no concelho



Resultados eleitorais para a Assembleia Municipal de Alcobaça registados no concelho


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Debate dos candidatos à Câmara

A notícia em:
http://www.regiaodecister.pt/noticias/carlos-bonifacio-antecipa-corrida-dois-em-alcobaca

Carlos Bonifácio antecipa corrida a dois em Alcobaça

Carlos Bonifácio, candidato do CDS-PP à Câmara de Alcobaça, defendeu, este sábado, durante o debate público sobre as autárquicas organizado pelo REGIÃO DE CISTER, que a lista que lidera é a única alternativa à maioria social-democrata no concelho, o que lhe valeu críticas das restantes forças políticas.
O cabeça de lista salientou que a "definição de prioriedades" é a única diferença que tem em relação a Paulo Inácio (PSD) e que as eleições de 1 de outubro "se decidirão entre o CDS e o PSD".
"Paulo Inácio vai mudando de opinião e eu sigo o caminho que devemos seguir", criticou o cabeça-de-lista do CDS-PP. "Paulo Inácio começou por considerar que Fervença era prioridade, depois foi o MercoAlcobaça, depois passou para o Parque de Campismo e agora é a Avenida Professor Engenheiro Joaquim Vieira Natividade", acrescenta.
Em resposta, Paulo Inácio reagiu com humor à posição do antigo vice-presidente da Câmara: "graças a Deus que há mais diferenças". O autarca sublinhou querer cumprir mais um mandato, por entender que tem obra para completar. "Mesmo que se alterasse a lei de limitação de mandatos não me voltaria a candidatar. No primeiro mandato era importante fazer a recuperação financeira, no segundo era para negociar fundos comunitários e no terceiro será concluído o projeto e todas as obras necessárias. Eu é que garanto a mudança", rematou.
Durante o debate, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, Rogério Raimundo (CDU) considerou ser a alternativa, mas pela esquerda. "A direita está dividida e chateada entre si", referiu o candidato da coligação, salientando que o investimento público em Alcobaça "tem de ser decidido por todos os munícipes".
Por seu turno, António Delgado (BE) defendeu a necessidade de "entrarem novas caras" na política local, disponibilizando-se para "ser uma voz das pessoas que querem ter uma Alcobaça mais digna, mais real e que seja uma referência no contexto regional, nacional e internacional".
Lúcia Duarte apelou "ao despertar de consciências" e aposta em "ser e fazer diferente" na política alcobacense. Se for eleita, a candidata do PDR compromete-se "em dar à população aquilo que ela precisa".
Já Cláudia Vicente (PS) pediu que o eleitores votem "num futuro melhor para o concelho" e apontou a revisão do PDM como uma prioridade. "O PDM, além de ser exigência social, é exigência económica para quem necessita de investir ou viver e ter qualidade de vida", concluiu.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Debate entre candidatos à Câmara

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/candidatos-camara-de-alcobaca-em-debate

Candidatos à Câmara de Alcobaça em debate

Os seis candidatos à Câmara de Alcobaça nas eleições de 1 de outubro participam num debate promovido pelo REGIÃO DE CISTER, em parceria com o Jornal de Leiria, Benedita FM e Tinta Fresca, este sábado, às 16 horas, na Biblioteca Municipal de Alcobaça.

O REGIÃO DE CISTER reúne António Delgado (BE), Carlos Bonifácio (CDS-PP), Cláudia Vicente (PS), Lúcia Duarte (PDR), Paulo Inácio (PSD) e Rogério Raimundo (CDU) para debater o futuro do concelho e as prioridades de cada candidatura.

A reportagem do debate será publicada no nosso site e na edição impressa do semanário e também na edição impressa do Jornal de Leiria, sendo ainda transmitido em direto pela rádio. O Tinta Fresca também fará a reportagem da iniciativa.

No dia 16 será a vez do debate com os cinco candidatos à Câmara da Nazaré, numa iniciativa agendada para as 16 horas na Biblioteca Municipal.

O REGIÃO DE CISTER termina esta semana o ciclo de entrevistas a todos os candidatos às Câmaras da região, que culminam, a exemplo do que sucede desde as autárquicas de 2005, com a realização de debates públicos.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PDR concorre à Câmara de Alcobaça

A notícia em:
https://www.dn.pt/lusa/interior/autarquicas-pdr-apoia-candidatura-de-lucia-duarte-a-camara-de-alcobaca-8747526.html

Autárquicas: PDR apoia candidatura de Lúcia Duarte à Câmara de Alcobaça

O Partido Democrático Republicano (PDR), criado em 2014 por Marinho e Pinto, apoia pela primeira vez uma candidatura à Câmara de Alcobaça nas eleições autárquicas de 01 de outubro, com uma lista liderada pela independente Lúcia Duarte.

Lúcia Duarte foi a última candidata a revelar-se no concelho, onde considera que "as pessoas estão adormecidas e muito afastadas da política", disse à agência Lusa, a artesã que pretende "dar voz aos descontentes".

Isso mesmo tem feito a cabeça de lista que veste a personagem de "padeira de Aljubarrota" em eventos e que ficou conhecida pelas "pazadas eleitorais" publicadas nas redes sociais, com críticas ao atual executivo e "denúncias de situações que muitas pessoas vão transmitindo e que divulga depois de confirmar a veracidade", explicou.

A lista de independentes concorre a 01 de outubro com o apoio do Partido Democrático Republicano (PDR), por ser "também um partido de inconformados", acrescentou Lúcia Duarte que, se for eleita, apostará "numa maior proximidade com as freguesias".

A equipa que diz não incluir "nenhum político profissional", concorre apenas à Câmara e à Assembleia Municipal (tendo como primeiro candidato o arquiteto Pedro Botelho Serra) mas, ressalva, "trabalhará com todos os presidentes de junta que forem eleitos, independentemente dos partidos".

A candidatura apontou como prioridades as questões ligadas ao turismo, à cultura, à educação, à economia e às infraestruturas básicas, cuja cobertura considera insuficiente nas freguesias.

Lúcia Duarte, de 53 anos, é técnica informática, mas trocou esta profissão pela de artesã há 12 anos.

Foi fundadora da Associação de Artesãos de Alcobaça.

Vai disputar a Câmara com o atual presidente, Paulo Inácio, que se recandidata pelo PSD, com Cláudia Vicente, que concorre pelo PS, Carlos Bonifácio, pelo CDS, Rogério Raimundo, pela CDU, e António Delgado, pelo Bloco de Esquerda.

A Câmara de Alcobaça é liderada pelo PSD, com três eleitos no executivo, que integra dois vereadores do PS, um do CDS e um da CDU, estes últimos quatro sem pelouros atribuídos.