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domingo, 21 de setembro de 2025

Incêndio habitacional em Pataias

 A notícia em:

https://www.rtvon.pt/2025/09/19/mulher-ferida-em-incendio-habitacional-em-pataias/


Mulher ferida em incêndio habitacional em Pataias


Uma mulher de 59 anos sofreu esta manhã [19 de setembro] ferimentos ligeiros na sequência de um incêndio numa habitação em Pataias, no concelho de Alcobaça, informaram os Bombeiros Voluntários de Pataias.

De acordo com a mesma fonte, a vítima ficou ferida por inalação de fumo e foi transportada para o Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça.

O alerta para o incêndio foi dado às 10h47. Para o local foram mobilizados 17 operacionais, apoiados por seis veículos, dos Bombeiros de Pataias e da Guarda Nacional Republicana (GNR).

terça-feira, 28 de maio de 2024

Limpeza de terrenos florestais

 A notícia em:

https://www.cm-alcobaca.pt/pt/noticias/51021/ministro-da-agricultura-acompanhou-trabalhos-de-limpeza-de-terrenos-florestais-em-alcobaca-e-nazare.aspx


Ministro da Agricultura acompanhou trabalhos de limpeza de terrenos florestais em Alcobaça e Nazaré


O Ministro da Agricultura José Manuel Fernandes, acompanhado do Secretário de Estado da Proteção Civil, Paulo Ribeiro, e do Secretário de Estado das Florestas Rui Ladeira, esteve esta manhã (28 de maio) de visita aos concelhos de Alcobaça e Nazaré para acompanhar os trabalhos de limpeza de terrenos florestais nas Faixas de Gestão Combustíveis.

O prazo para os proprietários procederem à limpeza dos terrenos havia sido alargado até 31 de maio (esta sexta-feira), na sequência da elevada precipitação registada nos últimos meses e ao elevado teor de água ainda existente no solo.

A visita do Ministro da Agricultura demonstra, segundo o Presidente da Câmara Municipal, Hermínio Rodrigues “uma particular sensibilidade para a defesa da floresta. O sr. Ministro pode constatar o empenho e a coordenação entre todas as entidades com responsabilidade em matéria de gestão florestal, nomeadamente as autarquias de Alcobaça e Nazaré, a Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré, o ICNF e as autoridades fiscalizadores. Contudo, não nos podemos focar única e exclusivamente na prevenção dos incêndios. Nesta região, as florestas são tradicionalmente uma fonte de sustento para muitas famílias, o que infelizmente se foi perdendo. A valorização das nossas matas e dos seus recursos naturais como as resinas, as pinhas entre outros, deve estar igualmente na ordem do dia. Podemos e devemos rentabilizar de forma sustentável os nossos recursos naturais.”

Para o Ministro da Agricultura José Manuel Fernandes, “estar no terreno é essencial. Ouvir para melhor decidir, nomeadamente os autarcas que são essenciais no contexto da prevenção dos incêndios florestais. Mas a prevenção não é o único instrumento. Estão neste disponíveis 220 milhões de euros no âmbito do PRR para a proteção e valorização das florestas. Porém a taxa de execução destes fundos tem sido muito deficitária. A floresta tem uma dimensão económica que não podemos descartar.”

A comitiva do Governo testemunhou os trabalhos realizados em Martingança-Gare (terrenos particulares) e Valado dos Frades (terrenos públicos), que estão a ser alvo de intervenção a nível:

Diminuição da superfície percorrida por grandes incêndios, permitindo e facilitando uma intervenção direta de combate ao fogo

Redução dos efeitos de passagem de incêndios, protegendo de forma passiva vias de comunicação, infraestruturas e equipamentos sociais, zonas edificadas e formações florestais e agrícolas de valor especial

Isolamento de potenciais de potenciais focos de ignição de incêndios

Informe-se sobre a campanha de sensibilização destinada a proprietários de terrenos florestais - AQUIAQUI

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Plano Operacional Municipal - fogos florestais

 A notícia em:

https://www.cm-alcobaca.pt/pt/noticias/50982/comissao-municipal-de-gestao-integrada-de-fogos-rurais-apresenta-plano-operacional-municipal-para-o-verao-2024.aspx


Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais apresenta Plano Operacional Municipal para o verão 2024


Realizou-se ontem, 21 de Maio, uma Reunião da Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais, com o objetivo de apresentação e análise do Plano Operacional Municipal para o verão de 2024.

Foram também abordados outros temas de interesse, referentes à defesa da floresta contra incêndios.

A reunião contou com a presença de diversas entidades nomeadamente:

Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Herminio Rodrigues,

Vereador do Pelouro da Proteção Civil, Paulo Mateus,

Coordenador Municipal de Proteção Civil, Nélio Gomes e respetivos técnicos do Serviço Municipal de Proteção Civil

representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)

Redes Energéticas Nacionais (REN)

Corpos de Bombeiros

GNR

PSP

Infraestruturas de Portugal (IP)

Representantes das Juntas de Freguesia

Associações de Produtores Florestais

Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)

outras entidades com responsabilidades na área florestal e ordenamento do território.

"A coordenação de esforços e a partilha de informação entre todas as entidades é essencial para termos um verão sem incidentes. Os desafios são diversos e complexos mas com o apoio de todos vamos estar preparados para dar uma resposta eficaz. Contamos com todos para cumprir esta missão", afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Hermínio Rodrigues.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Incêndio nos Pisões

 A notícia em:

https://regiaodecister.pt/2023/08/31/incendios-mobilizam-centenas-de-bombeiros-no-concelho/


Incêndios mobilizam centenas de bombeiros no concelho


Cinco meios aéreos juntaram-se ao esforço de combate às chamas, no passado sábado, nos Pisões, na União de Freguesias de Pataias e Martingança, onde arderam quatro hectares de povoamento florestal. A esse incêndio juntaram-se, nos últimos dias, as ocorrências na Ribafria e junto à VCI, em Alcobaça, incêndios que as altas temperaturas ajudaram a propagar.

[...]

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Incêndio de 2017 - acusada absolvida

A notícia em:
https://regiaodecister.pt/noticias/tribunal-absolve-mulher-acusada-de-ter-ateado-fogo-na-burinhosa

Tribunal absolve mulher acusada de ter ateado fogo na Burinhosa

O Tribunal de Alcobaça absolveu, esta segunda-feira, a mulher acusada de ter incendiado um silvado, junto à sua casa na Burinhosa, cujo reacendimento terá contribuído para os incêndios de outubro de 2017 no Pinhal de Leiria.

Lembrando os "problemas de saúde" e a "dificuldade em deslocar-se" da arguida, a juíza Ana Sofia Castelhano concluiu que, após a prova testemunhal, "não resulta provada a autoria do crime" que lhe foi imputado.

Fica, deste modo, por identificar os responsáveis que atearam o fogo num terreno baldio, do lado de fora da propriedade da mulher.

O  Ministério Público já tinha pedido a absolvição da única arguida do caso dos incêndios de outubro de 2017.

Outras notícias:
https://observador.pt/2019/11/04/tribunal-absolve-mulher-acusada-de-ter-feito-uma-queimada-que-originou-fogos-no-pinhal-de-leiria/

https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/sentenca-culpa-solteira-no-incendio-do-pinhal-de-leiria

https://www.impala.pt/noticias/portugal-e-o-mundo/conhecida-sentenca-fogo-pinhal-leiria/


https://tvi24.iol.pt/sociedade/alcobaca/mulher-absolvida-de-queimada-que-originou-fogos-no-pinhal-de-leiria

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

O grande incêndio de 2017

A notícia em:
https://expresso.pt/sociedade/2019-10-23-Ministerio-Publico-pede-absolvicao-da-mulher-acusada-de-queimada-que-tera-originado-fogo-no-Pinhal-de-Leiria

Ministério Público pede absolvição da mulher acusada de queimada que terá originado fogo no Pinhal de Leiria

A mulher, que em dezembro completa 69 anos, era acusada da autoria de uma queimada, na Burinhosa, no concelho de Alcobaça, que teria dado origem a um incêndio que deflagrou no seu quintal a 15 de outubro.

O Ministério Público (MP)de Alcobaça pediu esta quarta-feira a absolvição da mulher acusada de ter sido a autora de uma queimada cujo reacendimento terá contribuído para os incêndios de outubro de 2017 no Pinhal de Leiria.

"No fundo, isto é tudo especulação que depois não é concretizado em provas concretas", afirmou o procurador do Ministério Público (MP) que esta quarta-feira pediu, no Tribunal de Alcobaça, a absolvição da mulher acusada de ter sido autora de uma queimada cujo reacendimento terá contribuído para o incêndio na Mata Nacional de Leiria, no dia 15 de outubro de 2017.

A mulher, que em dezembro completa 69 anos, era acusada da autoria de uma queimada, na Burinhosa, no concelho de Alcobaça, que teria dado origem a um incêndio que deflagrou no seu quintal, pelas 06:54 do dia 15 de outubro.

Segundo a acusação, a que a agência Lusa teve acesso, o incêndio na Mata Nacional de Leiria, nesse mesmo dia, resultou de dois reacendimentos, um do incêndio resultante desta queimada e outro de um possível fogo posto, na Praia da Légua, a uma distância de cerca de 10 quilómetros.

O fogo da praia da Légua começou pelas 13:51 e o da Burinhosa a partir das 14:33, os quais "posteriormente perfizeram uma única área ardida", tendo o fogo progredido até à Leirosa, na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, e sido considerado extinto às 16:25 do dia 20 de outubro.

Apesar de a própria acusação realçar que "não pode o reacendimento ser juridicamente imputado à ação inicial da arguida", a mulher está a ser julgada no Tribunal de Alcobaça, acusada da autoria da queimada.

Depois de ouvidas as testemunhas, o procurador do MP afirmou esta quarta-feira, durante as alegações finais, que nem a investigação nem a prova testemunhal apresentada no julgamento permitiram "ultrapassar a dúvida" sobre a veracidade das acusações.

Para o procurador a investigação efetuada pela Polícia Judiciária, "cujo inspetor só foi ao local três dias depois" de as chamas terem deflagrado", não permitiu excluir que possa ter havido "ação de uma terceira pessoa" e provar a tese de que teria sido a arguida a iniciar o fogo, lançando uma beata de cigarro para a vegetação.

Não conseguindo o tribunal "ultrapassar as dúvidas, deve a arguida ser absolvida do crime que lhe é imputado", concluiu o procurador.

"Assim deve ser", corroborou o advogado da mulher, alegando que "perante a falta de provas" se deve "meter a viola no saco".

"Estamos perante uma deficiência na investigação", acusou, pedindo justiça para a arguida, que considera ter sido vítima de "infâmia pública" e para a qual pediu "justiça".

A leitura da sentença ficou marcada para as 15h do dia 04 de novembro, no Tribunal de Alcobaça.

O incêndio de outubro de 2017 devastou mais de 86% da Mata Nacional de Leiria.

sábado, 19 de outubro de 2019

Acusada do incêndio de 2017 rejeita acusação

A notícia em:
https://zap.aeiou.pt/comeca-julgadaacusada-queimada-pinhal-leiria-286483

Acusada de queimada que terá originado fogo no Pinhal de Leiria rejeita acusação

A mulher acusada de ter sido autora de uma queimada cujo reacendimento terá contribuído para os incêndios de outubro de 2017 no Pinhal de Leiria garantiu esta quinta-feira ao Tribunal de Alcobaça que estava a dormir quando o fogo deflagrou.

A suspeita – que faz 69 anos no dia 25 de dezembro – do crime de incêndio florestal começou hoje a ser julgada no Tribunal de Alcobaça, onde garantiu que não realizou qualquer queimada.

“Estava a dormir, quando a vizinha foi bater à janela do meu quarto a dizer para me levantar, porque o fogo já estava a chegar ao meu quintal. Como não consigo fazer força, sentei-me uns minutos na cama e liguei ao meu filho, que é bombeiro, e disse-lhe para vir depressa”, contou ao tribunal.

A mulher adiantou ainda que depois se vestiu e foi espreitar o que se passava. “O meu filho quando chegou mandou-me para dentro, porque tenho uma doença oncológica”, acrescentou, garantindo que quando a vizinha a alertou eram 6h25. “Olhei para o relógio porque estranhei estarem a bater-me à janela a esta hora”, justificou. O advogado da suspeita sugeriu ainda ao tribunal que se deslocasse ao terreno.

O inspetor da Polícia Judiciária que realizou a inspeção ao local do incêndio explicou que realizou o exame de “determinação do ponto de início e progressão do fogo” e que o mesmo deflagrou junto a um muro que circundava a propriedade da arguida.

“Como a propriedade era totalmente vedada, ficou a hipótese de ter sido uma queima que teria sido feita acedendo pelo lado do terreno da arguida. Se alguém quisesse atear fogo, fazia-lo junto à borda da estrada e não se metia pelas silvas onde se iria arranhar bastante”, informou ainda o inspetor.

Leonor, a vizinha que foi alertar a arguida, referiu que a chamou e “como ela não se levantou” de imediato bateu a ”uma janela e depois a outra”. “Demorou algum tempo a responder”, revelou, ao ser confrontada depois com as declarações prestadas em primeiro inquérito na PJ, a quem disse que a arguida era “alcoólica”.

“Nunca a vi cair, nem tive de a levantar do chão, mas algumas vezes cheirava a álcool e dizia coisas que não batiam bem”, precisou, acrescentando que a arguida reclamou – tal como ela própria – do “silveiral que estava no local”.

A mulher é a única arguida identificada no processo que averigua este incêndio e um outro reacendimento de um alegado fogo posto, que também terá contribuído para o deflagrar das chamas que consumiram 86% da Mata Nacional de Leiria, embora tenha sido impossível para a PJ descobrir qual o autor ou autores deste último acontecimento.

O incêndio na Mata Nacional de Leiria, no dia 15 de outubro de 2017, resultou de dois reacendimentos de um incêndio após uma queimada e outro de um possível fogo posto, refere o despacho de acusação, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o Ministério Público (MP), das diligências realizadas pela Polícia Judiciária, ficou demonstrado que “a área ardida tem origem em dois reacendimentos“, nomeadamente na praia da Légua, concelho de Alcobaça, distrito de Leiria, que deflagrou pelas 17:49 do dia 12 de outubro, e na Burinhosa, no mesmo concelho, fogo que deflagrou pelas 06:54 do dia 15 de outubro.

“Estes dois reacendimentos começaram ao início da tarde do dia 15 de outubro, com afastamento temporal de 42 minutos e uma distância de cerca de 10 quilómetros”, refere o documento do MP.

O fogo da praia da Légua começou pelas 13h51 e o da Burinhosa a partir das 14h33, os quais “posteriormente perfizeram uma única área ardida”, tendo o fogo progredido até à Leirosa, na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, e sido considerado extinto às 16h25 do dia 20 de outubro. A conclusão da investigação judiciária “não estabelece qualquer relação de autoria entre os dois incêndios iniciais“.

No fogo da praia da Légua é atribuída uma “causa dolosa, atendendo ao artefacto encontrado”. No entanto, “não houve qualquer elemento” que permitisse à PJ identificar o autor dos factos, pelo que o MP arquivou os autos.

Já relativamente ao incêndio na Burinhosa, a sua origem é uma queimada, iniciada pelas 6h54 num terreno baldio. No entanto, a própria acusação realça que “não pode o reacendimento ser juridicamente imputado à ação inicial da arguida”.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Incêndio de 2017 - início de julgamento

A notícia em:
https://www.publico.pt/2019/10/17/sociedade/noticia/mulher-69-anos-unica-acusada-fogo-pinhal-leiria-comeca-hoje-julgada-1890321

INCÊNDIOS
Mulher de 69 anos, a única acusada do fogo no Pinhal de Leiria, começa a ser julgada
É a única arguida identificada no processo que averigua os incêndios de Outubro de 2017 no Pinhal de Leiria.

Uma mulher de 69 anos começa esta quinta-feira a ser julgada no Tribunal de Alcobaça, acusada de ter sido autora de uma queimada cujo reacendimento terá contribuído para os incêndios de Outubro de 2017 no Pinhal de Leiria.

Esta é a única arguida identificada no processo que averigua estes incêndios: um outro reacendimento de um fogo posto também terá contribuído para o deflagrar destas chamas, embora tenha sido impossível para a PJ descobrir qual o autor ou autores deste último acontecimento.

O incêndio na Mata Nacional de Leiria, no dia 15 de Outubro de 2017, resultou de dois reacendimentos de um incêndio após uma queimada e outro de um possível fogo posto, refere o despacho de acusação, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o Ministério Público (MP), das diligências realizadas pela Polícia Judiciária ficou demonstrado que “a área ardida tem origem em dois reacendimentos”, nomeadamente na praia da Légua, concelho de Alcobaça, distrito de Leiria, que deflagrou pelas 17h49 do dia 12 de Outubro, e na Burinhosa, no mesmo concelho, fogo que deflagrou pelas 6h54 do dia 15 de Outubro.

“Estes dois reacendimentos começaram ao início da tarde do dia 15 de Outubro, com afastamento temporal de 42 minutos e uma distância de cerca de dez quilómetros”, refere o documento do MP.

O fogo da praia da Légua começou pelas 13h51 e o da Burinhosa a partir das 14h33, os quais “posteriormente perfizeram uma única área ardida”, tendo o fogo progredido até à Leirosa, na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, e sido considerado extinto às 16h25 do dia 20 de Outubro.

A conclusão da investigação judiciária “não estabelece qualquer relação de autoria entre os dois incêndios iniciais”.

No fogo da praia da Légua é atribuída uma “causa dolosa, atendendo ao artefacto encontrado”.

No entanto, “não houve qualquer elemento” que permitisse à PJ identificar o autor dos factos, pelo que o MP arquivou os autos.

Já relativamente ao incêndio na Burinhosa, a sua origem é uma queimada, iniciada pelas 6h54 num terreno baldio, pelo que a sua autora, uma mulher de 69 anos, foi constituída arguida e começa esta quinta-feira a ser julgada no Tribunal de Alcobaça, a partir das 9h30, acusada de um crime de incêndio florestal.

No entanto, a própria acusação realça que “não pode o reacendimento ser juridicamente imputado à acção inicial da arguida”.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

CTT de Pataias encerram até ao final do ano

A Estação dos CTT de Pataias vai encerrar até ao final do ano de 2018. A informação foi avançada pelo Presidente da Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança, Valter Ribeiro, na sessão da Assembleia de Freguesia decorrida ontem, 25 de setembro.
O Presidente da Junta informou que tomou conhecimento da intenção dos CTT em julho e que a mesma lhe foi apresentada como irrevogável e definitiva. É intenção da empresa concessionar o serviço, podendo ser à Junta ou a uma empresa particular. A Assembleia de Freguesia pronunciou-se, unanimemente, que o Executivo da Junta envidasse todos os esforços de forma a manter os serviços abertos, mesmo que isso signifique a Junta assumir essa tarefa e até, eventualmente, a compra do próprio edifício dos correios. 

No período de antes da ordem do dia, Célia Santos (PS) referiu que junto ao quiosque da Martingança, os clientes aliviam as sua necessidades fisiológicas em plena via pública quando existem uns sanitários público a alguns metros de distância. Referiu ainda a necessidade de construir uma casas de banho públicas junto ao novo parque infantil na Martingança.
Liliana Vitorino (PS), inquiriu sobre os 400 mil euros que, alegadamente, virão para a freguesia em consequência dos incêndios florestais de 2018. Valter Ribeiro respondeu que tal verba ainda não chegou, que irá demorar algum tempo para que tal aconteça, mas que há já contactos com a Associação Florestal (APFCAN) no sentido de se proceder à reflorestação de parte da área ardida.
Nuno Ferreira (CDS) apontou as más condições da estrada que liga o cruzamento de Fanhais na EN242 à praia da Légua, questionou sobre o início das obras do Centro Escolar e referiu a necessidade de saneamento nos Pisões.
Paulo Pereira (PSD) alertou para o estrangulamento do trânsito e estacionamento na Mina do Azeiche, junto à discoteca, e para as arribas em Água de Madeiros.

No período reservado à participação do público, Francisco Ferreira alertou para a necessidade de elevar a lomba junto à Filarmónica de Pataias, como medida preventiva para redução de velocidade junto a um edifício frequentado por dezenas de crianças. Referiu ainda a necessidade de pintar as guias da Estrada Atlântica e para o mau estado de parte da estrada entre o Vale de Paredes e Burinhosa. Referiu ainda a falta de civismo dos automobilistas na praia das Paredes no que se refere ao estacionamento.
Um grupo de moradores do Mato Pinheiro apresentou um abaixo assinado de 41 assinaturas referente à instalação de um caixote do lixo que um morador insiste em rejeitar, vandalizando até obras feitas pela Junta para a instalação do mesmo.
Paulo Grilo mencionou documento da Agência Portuguesa do Ambiente que prevê a retirada e demolição de casas em Água de Madeiros, afirmando a sua convicção que perante tal cenário, nada será feito para uma estabilização das arribas.
Referindo-se às obras da Av. Rainha Santa Isabel, manifestou-se contra as mesmas, afirmando que o projeto apresentado vai contra as correntes atuais do planeamento urbano que lutam por retirar e diminuir o peso do automóvel no centro das cidades, privilegiando as pessoas e os moradores. O atual projeto está feito de forma a melhorar o atravessamento da vila em detrimento da melhoria das condições de vida e dos moradores de Pataias. Tendo feito esta “declaração de interesses”, questionou se as alterações apontadas ao projeto em Assembleias anteriores foram tidas em conta. Uma vez que não é conhecida uma versão final do mau projeto (oportunidade perdida para os próximos 40 anos, disse), pediu que o mesmo fosse apresentado à população.

Mais sobre a requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel:

http://sapinhogelasio.blogspot.com/2016/05/requalificacao-da-avenida-rainha-santa.html

http://sapinhogelasio.blogspot.com/2016/05/assembleia-de-freguesia-apresentacao-do.html

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Incêndio em Água de Madeiros

A notícia em:
https://www.regiaodeleiria.pt/2018/09/fogo-em-agua-de-madeiros-entrou-na-fase-de-rescaldo/

Fogo em Água de Madeiros entrou na fase de rescaldo

Está já em fase de rescaldo o incêndio que deflagrou ao início da tarde de hoje, quinta-feira, em Água de Madeiros, na área do concelho da Marinha Grande.

De acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro de Leiria, o alerta para o incêndio foi dado pelas 12h20 e mobilizou 77 operacionais (das corporações de bombeiros da Marinha Grande, Alcobaça, Pataias, Maceira, Vieira de Leiria, Nazaré e Juncal), apoiados por 23 veículos e dois meios aéreos.

Pelas 13h37, o fogo foi considerado controlado, estando a decorrer as operações de rescaldo.

Recorde-se que a 15 de outubro do ano passado, um violento incêndio consumiu 86 por cento da área do Pinhal de Leiria.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Verba de 400 mil euros para a freguesia de Pataias

A notícia em:
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=c2f8a716-a506-4204-9064-1f05ed3f7ded&edition=210

Verba ronda os 400 mil euros
Município aprova entrega de verbas da madeira ardida à freguesia de Pataias e Martingança
   
Pataias e Martingança foram as freguesias do concelho de Alcobaça mais afetadas pelos incêndios A Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou no dia 29 de junho, por maioria, a proposta da Câmara Municipal em atribuir à União de Freguesias de Pataias e Martingança, o valor proveniente das vendas em leilão da madeira ardida naquela freguesia, durante o incêndio de 15 de outubro. Segundo o presidente da câmara, Paulo Inácio, “cabia ao município receber 60% da verba angariada” e isto “é o mínimo que se devia fazer”, porque “é de elementar justiça que se tome esta decisão” uma vez que “aquelas populações viveram um horror histórico que precisa desta medida do município”. 

Segundo Paulo Inácio, a verba será entregue à União de Freguesias de Pataias e Martingança, que a aplicará em projetos valorização ambiental, acção social, turismo, acções de reflorestação e sensibilização, cabendo ao município o apoio na implementação dos projectos. O edil afirmou que se “sentir-me-ia envergonhado se um cêntimo do resultado da venda em hasta pública fosse para outra freguesia que não fosse a de Pataias”.

A medida recebeu a concordância de todas as bancadas, mas os deputados quiseram deixar alguns reparos à autarquia, com Clementina Henriques (CDU) a salientar que apesar do voto favorável, a “CDU insiste a bem da transparência e para que se evitem alguns conflitos, seja feita a entrega de relatórios das medidas tomadas”.

Por outro lado, Luís Polido (PS) referiu que os deputados socialistas concordam com as palavras de Paulo Inácio, admitindo ser “da mais elementar justiça entregar (a verba) a esta freguesia”, mas consideram que “apesar desta ser a justiça depois do que aconteceu, discordamos na forma como vai ser feito” pois “a UFPM vai ficar com um fardo muito grande. Poderá não ter os meios técnicos nem humanos para assumir e implementar esta responsabilidade”, adiantando que “estaremos a falar em valores a rondar os 400 mil euros”, não estando seguro “qual será o papel da autarquia no processo”.

A medida foi aprovada por maioria, com cinco abstenções dos deputados socialistas.

sábado, 30 de junho de 2018

400 mil euros para a União de Freguesias de Pataias e Martingança

A União de Freguesias de Pataias e Martingança vai receber 400 mil euros da Câmara Municipal de Alcobaça na sequência da venda da madeira do incêndio de Outubro de 2017.

(Em atualização)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Medidas de combate aos incêndios

A notícia em:
https://regiaodanazare.com/Casal_Vale_Ventos_com_novo_ponto_de_agua_para_apoio_ao_combate_a_incendios

Casal Vale Ventos com novo ponto de água para apoio ao combate a incêndios

O concelho de Alcobaça dispõe de um novo depósito para o abastecimento dos meios de combate a incêndios florestais, localizado em Vale Ventos, freguesia de Turquel.

A iniciativa faz parte do plano de prevenção e reforço de meios de combate a incêndios florestais no concelho de Alcobaça, e resulta de uma candidatura conjunta da Câmara Municipal e da Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré (APFCAN), com um investimento de 56 mil euros.
Com uma capacidade de 120.000 litros, o depósito permitirá o abastecimento aéreo e terrestre dos meios de combate a incêndios; e a disponibilização de água a concelhos limítrofes.
Para além deste investimento, foram também lançadas duas empreitadas com vista à execução de faixas de gestão de combustíveis.
As iniciativas de criação de novas condições para a defesa de bens e pessoas, assim como para a mais rápida atuação das forças da proteção civil em caso de incêndio, têm sido concentradas nas freguesias de Aljubarrota, Évora, Turquel e Benedita, áreas consideradas prioritárias pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Desta política de prevenção de prejuízos avultados e defesa do concelho contra o fogo, faz parte o protocolo com a APFCAN para a abertura de faixas de gestão de combustíveis na Zona Industrial do Casal da Areia e em parte da rede viária municipal da União das Freguesias de Coz, Alpedriz e Montes e União de Freguesias de Pataias e Martingança.
O ICNF anunciou que irá abrir um concurso para reflorestar a zona pública ardida nos incêndios de 2017, numa área estimada de 400 hectares.
Já a Câmara de Alcobaça divulgou que irá conceder o valor da venda da madeira queimada em hasta pública (a percentagem que cabe à Autarquia) à União de Freguesias de Pataias e Martingança para seja investida em benefício da comunidade, nomeadamente em campanhas de reflorestação, projetos ambientais e turísticos, e em apoios sociais.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Embaixadores do bosque

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/alunos-de-alcobaca-plantam-e-prometem-cuidar-de-arvores

Alunos de Alcobaça plantam e prometem cuidar de árvores

Os alunos do 6.º B e 6.º C da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto trocaram, esta quarta-feira, o lápis e o caderno pela enxada e pelo farpão para cumprir o projeto “Embaixadores do Bosque”, que tem o objetivo de “recuperar áreas ardidas ou degradadas”.
Nesse âmbito, os mais novos plantaram um carvalho português e um sobreiro. Mas a tarefa não se fica por aqui. É que ao longo dos próximos anos, até que concluam o ciclo de ensino daquela escola, os alunos vão ficar responsáveis por cuidar e manter estas duas novas árvores. “Quando sairmos da escola as árvores já vão ser maior que nós?”, questionou, curioso, um aluno. Os mais pequenos vão acompanhar nos próximos três anos o crescimento das árvores, esperando-se que em pouco tempo, “se tudo correr bem”, as mesmas os ultrapassem em altura.
A tarefa de plantar as árvores não assustou, nem por sombras, os alunos. Mas são as tarefas de manutenção que mais os preocupam, especialmente durante o verão. Será preciso regar, cortar e podar. Mas a ajudar as crianças nesta tarefa vão estar os professores Luís Silva e João Costa, que aplaudiram a iniciativa dos pelouros da Educação e do Ambiente da Câmara de Alcobaça.  A vereadora da Câmara de Alcobaça com o pelouro da Educação destacou o “carácter transversal” da atividade. “Os alunos vão poder aprender sobre a floresta, a biologia e muitas outras disciplinas, mas mais importante que isso é a responsabilidade que vão precisar de ter para cuidar das árvores”, sublinhou Inês Silva. 
O projeto “Embaixadores do Bosque” foi desenvolvido, também, na Fonte da Senhora, onde mais de três dezenas de alunos do Externato Cooperativo da Benedita participaram na ação de reflorestação. Esta quinta-feira, a iniciativa da autarquia envolveu 55 alunos da Escola Básica de Pataias, que contribuiram para a reflorestação das áreas queimadas pelos fogos do passado mês de outubro. Além disso, também os alunos da Escola Primária do Bárrio vão plantar árvores na Quinta do Campo. No total, são cerca de 150 os alunos que vão participar na atividade, que decorre em parceria com as Juntas e a Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e da Nazaré.
As crianças de hoje vão cuidar das árvores e da floresta de amanhã.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Incêndio de outubro com origem criminosa

A notícia em:
http://www.regiaodecister.pt/noticias/pj-confirma-que-incendios-de-outubro-tiveram-mao-criminosa

PJ confirma que incêndios de outubro tiveram mão criminosa

Os incêndios que destruíram uma grande parte da Mata Nacional de Leiria e que tiveram início na Burinhosa tiveram mão criminosa. A informação foi avançada, no passado sábado, pelo jornal Expresso que revela que a Polícia Judiciária “já identificou as causas do incêndio”.

As chamas que se propagaram no dia 15 de outubro na Burinhosa e Légua, na União de Freguesias de Pataias e Martingança, terão sido causadas por um “engenho explosivo artesanal”, revela o semanário. No entanto, as autoridades ainda estão a investigar o caso.

Esta segunda-feira, o Primeiro-ministro António Costa e Capoulas Santos, ministro do Ambiente, estiveram na Marinha Grande onde anunciaram um plano de reflorestação do Pinhal de Leiria que vai apostar "na diversidade" de espécies plantadas.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Reflorestação do Pinhal de Leiria será feita também com sobreiros

A notícia em:
https://www.dn.pt/portugal/interior/costa-avanca-com-reforma-florestal-que-privilegia-sobreiros-e-outras-especies-9066963.html

Costa avança com reforma florestal que privilegia sobreiros e outras espécies

Continuará a chamar-se Pinhal de Leiria, mas grande parte das 250 milhões de árvores plantadas na mata nacional podem ser sobreiros.

António Costa já não estará cá para ver o grande porte que atingirá o sobreiro que ontem plantou na Vieira de Leiria, ao lado do pequeno Tomás, aluno do Agrupamento de Escolas da Vieira de Leiria. Mas o primeiro-ministro acredita que, simbolicamente, esse é o legado de segurança e reflorestação a deixar às gerações futuras.

"Ao mesmo tempo que plantamos, temos que saber plantar melhor, ter a coragem de cortar o que tem de ser cortado, para termos um território mais seguro", disse Costa ontem ao final do dia, quando assistia à apresentação da estratégia de recuperação do Pinhal do Rei, na Marinha Grande, concelho que viu desaparecer 9 dos 11 hectares da mata nacional de Leiria, nos incêndios de 15 de outubro último.

Horas antes, no talhão 9, junto à escola secundária da Vieira de Leiria, o primeiro-ministro plantou também ele um pequeno sobreiro, acompanhado do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, dos secretários de Estado e uma vasta comitiva de responsáveis do Estado. E foi nessa viagem - que fez em autocarro, com apenas uma paragem para assistir ao corte de algumas árvores, aumentando as faixas de proteção - que o líder do Governo pode comprovar "a resistência ao fogo" por parte dessa espécie. Enquanto os pinheiros arderam a toda a velocidade naquele que a Proteção Civil considerou "o pior dia do ano de 2017", os sobreiros fizeram de escudo às chamas.

O Governo não avança, pelo menos para já, com valores inerentes ao investimento que começa a ser feito na floresta nacional, mas há alguns valores que Costa tem para apresentar, quando recorda o apoio de emergência que o Estado já deu: 46 milhões de euros aos agricultores e 26 milhões aos empresários, na tentativa de minorar os imensos prejuízos causados pelo fogo; há ainda a reconstrução das primeiras habitações e as indemnizações "às perdas irreparáveis das vítimas mortais".

De resto, tanto o ministro Capoulas Santos como o primeiro-ministro deixaram na Marinha Grande a determinação de avançar com a reforma da Floresta nacional, a exemplo do que acontecerá no Pinhal de Leiria, forçosamente. "Queremos que o novo pinhal do Rei seja melhor do que aquele que tínhamos", sublinhou Costa, lembrando que a tragédia de Outubro - como a de Junho, no interior - "não foi obra do acaso, mas antes por causa das profundas transformações que o território sofreu nas últimas décadas, do desordenamento da floresta, e do impacto profundo das alterações climáticas". E por isso insiste na importância da reforma florestal, um trabalho que demorará pelo menos uma década. "Sabemos bem a resistência que vamos ter. Não é por acaso que o cadastro parou a sul do Tejo há mais de um século, mas temos de o fazer", concluiu, depois de assistir à assinatura do acordo de cooperação para a criação da Comissão Científica do Programa de Recuperação das Matas Nacionais.

Na prática, o novo organismo reúne os responsáveis do Instituto de Conservação da Natureza e das Floresta (ICNF), do Instituto Superior de Agronomia e Veterinária, e de sete universidades e politécnicos de todo o país. Na mesma ocasião foi constituído o Observatório Local do Pinhal do Rei, que integra 23 personalidades e instituições da Marinha Grande, desde autarcas até à sociedade civil, que vão acompanhar de perto a recuperação.

Madeira ardida rende milhões

À margem da assinatura dos acordos e da apresentação da estratégia nacional, o presidente do ICNF, Rogério Rodrigues, disse aos jornalistas que só em março próximo saberá a que corresponde o reforço de meios humanos e técnicos que o Governo lhe prometeu.

"O que temos pela frente são alguns milhares de hectares que vão ter que ser arborizados, porque a regeneração natural não terá efeitos. E da que vingar, teremos processo mais longos. Por isso é preciso diversificar as espécies. Dar outras potencialidades à mata, como áreas de recreio e usufruto por parte da comunidade". Aquele responsável - a quem coube a apresentação do plano - estima este não seja um processo "para um ano, nem sequer para uma década. Nos primeiros 5 a 10 anos vai ter o maior impacto de investimento, mas vai durar sete décadas, o tempo que demora a sucessão dos povoamentos florestais".

Até lá é preciso que haja "uma gestão florestal que obriga a investimentos ativos, duradouros e persistentes. Todo o património não vai regenerar e gerir-se por si. É preciso muito investimento - florestal, mas também no reforço do ICN e dos seus meios". Nos próximos seis meses a comissão cientifica vai debruçar-se sobre esse plano, "e só nessa altura haverá um valor do investimento". Mas há pelo menos uma certeza: a quantidade de madeira que ficou do incêndio e que vai ser alienada, a partir de sete grandes matas - desde a mata nacional de Leiria até à mata do Urso, passando a Figueira da Foz, desde Quiaios até Vagos. No conjunto, têm para vender 1,7 milhões de metros cúbicos de madeira (a maioria de serração, e uma parte de trituração), dos quais 530 mil m3 estão no Pinhal de Leiria. Caberá agora ao Instituto Superior de Agronomia e à Universidade de Trás os Montes e Alto Douro apurar os valores efetivos, que irão ser alienados em praça pública a partir deste mês. Rogério Rodrigues não avança com números definitivos, mas arrisca um valor que daí pode advir: cerca de 35 milhões de euros.

Comentário

Um dos dados conhecidos é que as alterações climáticas promoverão o avanço do fenómeno da desertificação no sul do País até 2100. Este fenómeno de desertificação levará, muito provavelmente, à eliminação de algumas espécies autócnes como o sobreiro, talvez a azinheira e o pinheiro manso em quase toda essa área do território nacional.
Por outro lado, sabemos que Portugal é atualmente o maior produtor mundial de cortiça, e que o sobreiro, árvore de crescimento lento, precisa em média de 50 anos para dar alguma rentabilidade económica.
Assim, parece acertada esta decisão de reflorestar parte das das áreas ardidas com o sobreiro. Quando esta árvore começar a desaparecer no Alentejo, teremos cortiça nova a ser produzida no centro do país.
Desta vez, há visão a longo prazo na gestão da floresta e do território, e mais uma vez no Pinhal do Rei na Marinha Grande.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Definidos apoios para os incêndios de 17 e 18 de Outubro

A notícia em:
https://www.jn.pt/nacional/interior/governo-estende-apoios-de-pedrogao-a-municipios-afetados-pelos-fogos-de-outubro-9024185.html

Governo estende apoios a municípios afetados pelos fogos de outubro

O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, a extensão das medidas de apoio às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande aos municípios afetados pelos fogos de 15 e 16 de outubro.
"Foi decidido que as medidas de apoio às vítimas, bem como as medidas urgentes de prevenção e combate a incêndios florestais previstas na lei número 108/2017, de 2 de novembro, são aplicáveis aos municípios afetados pelos incêndios florestais ocorridos nos dias 15 e 16 de outubro de 2017", pode ler-se no comunicado final do Conselho de Ministros desta quinta-feira.
Trata-se de "estender os direitos", explicou, em conferência de imprensa no final da reunião do Governo, a ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques.
"A própria lei já previa que as medidas previstas pudessem ser estendidas a outros concelhos afetados por incêndios florestais, mas naturalmente para que esse direito pudesse ser exercido em matéria de apoio à habitação, em matéria de prestação de apoios sociais de caráter excecional, em matéria de reconstrução e recuperação de habitações, de proteção e segurança das populações, era preciso que fosse regulamentado, ou seja, que estes direitos e esta capacidade de apoio à vítima fossem estendidos", detalhou.
De acordo com a ministra, o Governo não está "a prever que haja necessidade de reforço orçamental em relação àquilo que já está previsto para o apoio a estas vítimas".
"Mas com certeza que os fundos aplicados serão maiores do que aqueles que estavam previstos quando a zona se restringia às primeiras vítimas dos incêndios ocorridos em Pedrógão", precisou.
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, "com a presente resolução, procede-se à extensão da regulamentação existente e concretiza-se a regulamentação em falta, integrando-se num instrumento único, agregador, as necessidades de intervenção legislativa ao nível do Governo".
Em 2017, os incêndios florestais provocaram mais de cem mortos, 66 dos quais em junho em Pedrógão Grande e 45 em outubro na região Centro, cerca de 350 feridos e milhões de euros de prejuízos.