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domingo, 12 de janeiro de 2025

Estabilização de arribas

 A notícia em:

https://www.sulinformacao.pt/2025/01/ministerio-do-ambiente-apoia-intervencoes-no-litoral-de-faro-e-lagos-que-ja-estao-quase-prontas/


Intervenções de proteção e de defesa do litoral


A renaturalização da Península do Ancão, na Praia de Faro, e a estabilização de arribas na praia de D.Ana, em Lagos, são os dois projetos algarvios que vão ser financiados pelo Programa Operacional Sustentável 2030 e pelo Orçamento de Estado, anunciou esta semana o Ministério do Ambiente.

Curiosamente, ambos os projetos estão já em andamento, um deles mesmo quase concluído, como apurou o Sul Informação junto dos presidentes das Câmaras Municipais de Faro e de Lagos.

Quanto à «renaturalização da Península do Ancão», através da «remoção de construções ilegais e do reforço de sistemas dunares com vegetação autóctone», na realidade trata-se, segundo o autarca farense, da retirada dos pescadores da Praia de Faro, «que vão ser realojados nos 49 fogos que estamos a acabar de construir no Montenegro, com dinheiro do PRR».

Rogério Bacalhau acrescentou que «o projeto já vem de 2011», quando a Câmara de Faro recebeu «dois milhões de euros» para comprar o terreno, no Montenegro, para aí instalar as famílias dos pescadores que ainda viviam em casas clandestinas.

«Estamos a trabalhar com as famílias para ver quem quer ir para o Montenegro. São perto de 100 famílias e só temos casas para 49. Neste momento, temos perto de 30 agregados familiares que já concordaram em ir para o Montenegro», acrescentou o presidente da Câmara de Faro, nas suas declarações ao nosso jornal.

As casas, aliás, estão a ser construídas desde há dois anos, tendo a primeira pedra sido lançada com a presença do então primeiro ministro António Costa, e «as próprias famílias já visitaram os apartamentos» no Montenegro.

No entanto, depois de realojar as pessoas, será ainda necessário demolir as construções atuais na Praia de Faro e renaturalizar essa zona de dunas, com vegetação autóctone, intervenções que serão então financiadas através daquele programa operacional.

No que diz respeito à estabilização da Arriba da D. Ana, o presidente da Câmara de Lagos adiantou ao Sul Informação que a obra, que custará à Câmara cerca de 600 mil euros, «já está quase pronta».

A intervenção visou «travar o processo de instabilidade e da erosão pluvial contínua sobre as arribas, qualificar as acessibilidades, bem como adotar medidas urgentes que minimizem o impacto visual negativo de toda aquela área».

A empreitada, destinada à “Estabilização da Arriba da Praia de D. Ana e Restabelecimento do Acesso ao Edifício Montana”, foi aprovada ainda em 2023, depois de um contrato entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o município, «ao abrigo do qual o referido instituto público autoriza a autarquia a intervir na proteção do litoral em sua substituição».

«Na altura, avançámos, por causa da urgência da obra, assumindo o Município todos os custos da intervenção, mas sempre tivemos a intenção de submeter uma candidatura para o financiamento da intervenção no âmbito do quadro comunitário 2030», adiantou o autarca de Lagos em declarações ao nosso jornal.

Com este Programa Operacional Sustentável 2030, acrescentou Hugo Pereira, «o Estado vai agora ajudar a pagar esta intervenção, que até era da sua responsabilidade».

O presidente da Câmara de Lagos, porém, voltou a insistir na necessidade de intervir «na escadaria da Praia do Pinhão e respetiva arriba», que também «apresenta sinais evidentes de erosão e de perigo».

A disponibilidade da autarquia para uma colaboração com a APA e o Ministério do Ambiente no desenvolvimento dos estudos necessários para essa intervenção urgente já tinha sido manifestada em Março de 2023. Mas agora, quase dois anos depois, ainda nada avançou.

O Programa Operacional Sustentável 2030 que o Ministério do Ambiente anunciou aprovou o financiamento de 12 candidaturas para intervenções de proteção e de defesa do litoral.

Com um total de quase 20,2 milhões de euros em investimentos, dos quais cerca 13,9 milhões serão assegurados pelo Fundo de Coesão / Sustentável 2030, estes projetos representam, segundo o Ministério tutelado por Maria da Graça Carvalho, «um marco significativo no combate à erosão costeira, na adaptação às alterações climáticas e na promoção de soluções sustentáveis para a proteção do litoral português».

Ao montante financiado pelo Sustentável 2030, um programa cuja tutela setorial é do Ministério do Ambiente e Energia, juntam-se cerca de 6,3 milhões de euros assegurados pelo Orçamento do Estado.

Entre as intervenções aprovadas, destacam-se a estabilização de arribas em Lagos e Cascais, a alimentação artificial das praias da Costa da Caparica e a renaturalização da Península do Ancão, no Algarve.

Estas iniciativas incluem também o desassoreamento da Lagoa de Albufeira e a reabilitação de estruturas costeiras no norte do País, como o muro da Praia de Lavadores, em Vila Nova de Gaia.

O Ministério acrescenta que «os projetos foram desenhados para garantir a proteção de pessoas e bens, preservar o patrimônio natural e aumentar a resiliência das comunidades locais».

As medidas adotadas, como a reposição de sistemas naturais, o reforço de infraestruturas e a gestão sedimentar, visam «mitigar riscos e assegurar soluções duradouras frente aos desafios impostos pelas alterações climáticas».

Segundo a ministra do Ambiente e Energia, «estes investimentos refletem o compromisso do Governo com um litoral mais resiliente e preparado para enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas. Ao longo do ano de 2024, apos a tomada de posse em abril, o Governo reforçou a aposta em soluções baseadas na natureza e na sustentabilidade, promovendo a segurança das populações e a preservação do nosso patrimônio costeiro».

«Este é mais um passo fundamental para assegurar a qualidade de vida das gerações futuras e posicionar Portugal como líder na adaptação climática na Europa», destacou ainda Maria da Graça Carvalho, frisando que «a proteção do litoral é uma prioridade nacional para o Governo».


As intervenções financiadas são:

• O estudo de análise de custo-benefício da implementação do projeto de proteção do talude de erosão do cordão dunar da Estela;

• A reabilitação de esporões costeiros em Ofir e Paramos, melhorando a resistência às alterações climáticas;

• A reabilitação estrutural do muro costeiro da Praia de Lavadores, em Vila Nova de Gaia, garantindo proteção contra o avanço do mar;

• Os estudos de impacto ambiental e execução para a proteção de áreas críticas como Esmoriz e Furadouro, promovendo soluções de engenharia sustentável;

• A elaboração de projetos de execução para estabilização de taludes nas praias da Légua e Pedra do Ouro, no Oeste;

• O estudo prévio e projeto de execução para minimizar o risco das arribas e taludes na Praia da Calada, no concelho de Mafra;

• A contenção das arribas entre a Praia da Bafureira e Parede, em Cascais;

• A alimentação artificial de areias nas praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica, reforçando a resiliência costeira na Área Metropolitana de Lisboa;

• O desassoreamento da Lagoa de Albufeira, melhorando a circulação de águas e a sustentabilidade ambiental da região;

• A reposição de sistemas naturais e minimização de risco, na Praia da Califórnia e no Portinho da Arrábida;

• A renaturalização da Península do Ancão, no Algarve, através da remoção de construções ilegais e do reforço de sistemas dunares com vegetação autóctone;

• E a estabilização da Arriba da D. Ana, em Lagos.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A subida do nível médio das águas do mar

A notícia em:
https://www.jn.pt/nacional/as-zonas-de-portugal-ameacadas-pela-subida-dos-oceanos-em-2050-11461882.html

As zonas de Portugal ameaçadas pela subida dos oceanos até 2050



Um estudo científico divulgado na terça-feira estima que as vidas de 300 milhões de habitantes de zonas costeiras no Mundo todo podem estar ameaçadas pela subida do nível do mar até 2050. Um mapa da ONG Climate Central mostra as regiões portuguesas que se estima serem afetadas.

A investigação, publicada na revista científica "Nature Communications", aponta a Ásia como a região mais vulnerável, somando mais de um terço do total de vítimas estimadas, divididas pela China, Bangladesh, Índia, Vietname, Indonésia e Tailândia.

Apesar de as previsões sobre a subida do nível dos oceanos não terem mudado, foram agora identificadas "muito mais pessoas a viverem em regiões vulneráveis". Isto porque os cientistas corrigiram e aprimoraram dados existentes sobre o relevo das zonas costeiras usando um algoritmo de inteligência artificial, explicou um dos autores do estudo e presidente da ONG Climate Central, Ben Strauss, citado pela agência noticiosa AFP. O artigo científico e o relatório sobre o mesmo detalham os métodos e resultados da investigação a nível global e para cada uma de 135 nações.

A Climate Central, que analisa e relata sobre temas relacionados com o clima, publicou um mapa em que mostra os territórios em risco de ficarem inundados em 2050. Em Portugal - veja o mapa aqui - algumas das zonas em risco assinaladas são Viana do Castelo, Esposende, Fão, Apúlia, Vila do Conde, Matosinhos, Espinho, Esmoriz, Ovar, Torreira, Aveiro, São Martinho do Porto, Caldas da Rainha, Alcobaça, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, cidades contíguas ao Estuário do Tejo como Lisboa, Vila Franca de Xira, Carregado, Montijo, Moita, Azambuja, Benavente, Alcochete, e zonas da costa algarvia.

Desde 2006 que o nível das águas sobe em média cerca de quatro milímetros por ano, uma cifra que pode ser multiplicada por 100 se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem inalteradas, de acordo com um relatório divulgado em setembro pelo Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, que integra membros da ONU.

Se o aumento da temperatura global for limitado a 2ºC acima dos valores médios da era pré-industrial, conforme prevê o Acordo de Paris sobre alterações climáticas, de 2015, o nível dos oceanos subirá cerca de 50 centímetros até 2100. Contudo, se as emissões poluentes continuarem ao ritmo atual, a subida das águas poderá ser quase duas vezes mais significativa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Eles andem aí

A capa de hoje do Jornal de Notícias

A notícia, referente ao troço de costa entre Caminha e Espinho, tem o seu seguimento aqui:

https://www.jn.pt/nacional/interior/povoa-e-vila-do-conde-querem-mais-debate-sobre-novo-plano-da-orla-costeira-10116018.html

https://www.jn.pt/nacional/interior/gaia-diz-que-demolicoes-na-costa-devem-ser-analisadas-caso-a-caso-10116481.html

https://www.jn.pt/nacional/interior/esposende-critica-plano-da-orla-costeira-por-injustica-na-capacidade-construtiva-10116319.html

https://www.jn.pt/nacional/galerias/interior/edificios-marcados-para-demolicao-na-costa-entre-caminha-e-espinho-10114772.html

https://www.jn.pt/nacional/interior/centenas-de-casas-junto-ao-mar-vao-ser-demolidas-10112327.html

Mas a mim só me apetece dizer:

Eles andem aí

No Sapinho Gelásio já abordei o assunto, por exemplo, aqui:

http://sapinhogelasio.blogspot.com/2018/01/51-milhoes-de-euros-para-o-litoral-de.html

http://sapinhogelasio.blogspot.com/2017/11/protecao-do-litoral-em-2018.html

Ou em intervenções públicas na Assembleia de Freguesia:

http://sapinhogelasio.blogspot.com/2018/09/ctt-de-pataias-encerram-ate-ao-final-do.html

E podem encontrar o POC Alcobaça-Espichel e o que está previsto para a nossa costa aqui:

http://participa.pt/consulta.jsp?loadP=1852

E depois admirem-se de um dia destes aparecer por aí alguém a querer derrubar casas e barracas em Vale Furado e Água de Madeiros. Mas não só...
Estas coisas não acontecem só aos outros. E vão acontecer...

Eles andem aí...

sábado, 20 de janeiro de 2018

Percursos interpretativos

A  informação em:
http://www.cm-alcobaca.pt/pt/noticias/24261/percursos-interpretativos-regressam-em-fevereiro.aspx



No próximo dia 3 de fevereiro iniciam-se uma vez mais os Percursos Interpretativos do Município de Alcobaça, uma iniciativa que irá percorrer alguns principais locais do concelho na perspetiva de sensibilizar os participantes para a necessidade de preservar um dos principais patrimónios do concelho de Alcobaça: a natureza.

Conhecer, interpretar e estimar para assim legar o que nos foi é o cerne destas atividades que materializam a visão estratégica da autarquia para a gestão ambiental do concelho, assente nos valores da sustentabilidade, da valorização do ambiente e na formação cívica.

Consulte o calendário de todos os Percursos Interpretativos durante o ano de 2018.

03 fevereiro
‘LAGOA DE PATAIAS’
COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS - 2 FEV
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso pedestre na Lagoa de Pataias
2 FEV- 10h e 13h30 - ESCOLAS

17 março
‘PRAIA FLUVIAL DE ALPEDRIZ’
COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA ÁGUA - 22 DE MARÇO
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso pedestre na Praia Fluvial de Alpedriz

 24 março
AS ÁRVORES DA NOSSA CIDADE’ 
COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA ÁRVORE E  DA FLORESTA - 21 MARÇO
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso pedestre pela cidade de Alcobaça
22 MAR - 10h e 13h30 - ESCOLAS

21 abril
‘VALE DA RIBEIRA DO MOGO’
COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA TERRA - 20 DE ABRIL
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso pedestre no Vale da Ribeira do Mogo

04 maio
‘NO SOPÉ DA SERRA DOS CANDEEIROS’
DIA DO PARQUE NATURAL DAS SERRAS DE AIRE E CANDEEIROS
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso pedestre na Serra dos Candeeiros

02 junho
‘CONHECER MELHOR O LITORAL NORTE DE ALCOBAÇA’
COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DO AMBIENTE - 5 JUNHO  
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
10h20 - Largo do Cruzeiro - Pataias
Percurso pedestre Paredes da Vitória - Polvoeira
05 JUN - 10h e 13h30 - ESCOLAS

09 junho
‘CONHECER MELHOR O LITORAL SUL DE ALCOBAÇA’
COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DOS OCEANOS - 8 JUNHO
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
10h30:  Largo José Bento da Silva
Percurso pedestre em São Martinho do Porto
08 JUN - 10h e 13h30 - ESCOLAS

28 julho
ENCOSTAS DE COZ’
DIA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA - 28 JULHO
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso pedestre Castanheira - Coz

22 setembro
‘LIMPEZA DE PRAIA’
DIA EUROPEU SEM CARROS / DIA INT. DA LIMPEZA DE PRAIAS
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso na praia com limpeza 
Polvoeira - Pedra do ouro

13 outubro
‘PINHAL LITORAL’
DIA MUNDIAL DAS CATÁSTROFES NATURAIS
Ponto de encontro: 10h - Paços do Concelho
Percurso pedestre 

23 novembro
‘NA SENDA DE JOAQUIM VIEIRA NATIVIDADE’
DIA DA FLORESTA AUTÓCTONE - 23 NOV
Ponto de encontro: 10h - Parque de
estacionamento junto ao Mosteiro de Alcobaça 
Percurso pedestre na Mata Nacional do Vimeiro

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

5,1 milhões de euros para o litoral de Pataias

O Plano de Ação do Litoral XXI, com um horizonte de execução previsto até 2028, prevê um investimento no litoral da freguesia de Pataias na ordem dos 5,15 milhões de euros. A maior parte das ações estão previstas decorrer até 2022, sendo que a retirada de construções em Água de Madeiros e Vale Furado decorrerá, em princípio, até 2028.

Nas ações previstas de valorização e proteção do litoral da freguesia, estão previstas a estabilização de taludes nos acessos às praias da Pedra do Ouro e da Légua, o reforço do cordão dunar e estabilização de arribas entre Vale Furado e a praia da Falca, e a manutenção da defesa da praia de Paredes da Vitória.

Para além destas ações, estão previstas intervenções de requalificação e valorização e construção de acessos na praia da Polvoeira, requalificação e criação de estacionamento em Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua e ainda demolição de estruturas em Água de Madeiros. Até 2019 está prevista a construção da ETAR da Pedra do Ouro.

Como já referido anteriormente, estão ainda previstas ações de recuo planeado e respetiva demolição de edificações nos lugares de Água de Madeiros e Vale Furado, prevendo-se o início dessas ações em 2021 e o seu términus em 2028.

O documento, agora disponibilizado ao público geral, encontra-se disponível na página da Agência Portuguesa do Ambiente, aqui: http://www.apambiente.pt/_zdata/DESTAQUES/2018/LitoralXXI/Plano_Acao_Litoral_XXI_2017.pdf

O Plano de Ação do Litoral para o litoral da União de Freguesias de Pataias e Martingança:


Na página da Agência Portuguesa do Ambiente:

Está já disponível para consulta o Plano de Ação Litoral XXI referente ao ano de 2017.

O Governo assumiu como prioridade a gestão do Litoral através da adoção de medidas de adaptação que contrariem a crescente erosão da zona costeira e que promovam o seu planeamento, ordenamento e gestão, através de um diálogo permanente com os Municípios, as administrações regionais e a população em geral, construindo um Litoral que é de todos e para todos.

Com este propósito foi elaborado o Plano de Ação Litoral XXI, que se assume como o instrumento plurianual de referência e de atuação no âmbito da gestão integrada da zona costeira de Portugal Continental, refletindo opções estratégicas e políticas, identificando e priorizando o vasto conjunto de intervenções físicas a desenvolver pelas múltiplas entidades com atribuições e competências no litoral no período de vigência da Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira.

Estas intervenções incidem na prevenção do risco e na salvaguarda de pessoas e bens, na proteção e valorização do património natural, no desenvolvimento sustentável das atividades económicas geradoras de riqueza e na fruição das áreas dominiais em condições de segurança e qualidade, na articulação com a gestão dos recursos hídricos interiores numa ótica de gestão das bacias hidrográficas que acautela a reposição progressiva dos ciclos sedimentares, sem esquecer a monitorização, o conhecimento científico, a disponibilização de informação, a educação e formação, bem como a governação.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Grande incêndio no litoral de Pataias - evacuação das Paredes

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/mais-de-duas-centenas-de-bombeiros-combatem-fogos-em-pataias

Mais de duas centenas de bombeiros combatem fogos em Pataias

Mais de duas centenas de bombeiros combatem, na tarde deste domingo, dois incêndios na União de Freguesias de Pataias e Martingança. A situação complicou-se desde as primeiras horas da tarde.

As chamas deflagraram, em Praia da Légua, por volta das 14 horas e, no local, estão 123 bombeiros apoiados 37 viaturas e um meio áereo para combater o incêndio. Pouco depois, um outro incêndio começou a lavrar em Burinhosa e está a ser combatido por 115 operacionais e 35 viaturas. As chamas estiveram perto de pelo menos uma habitação mas o facto de os bombeiros terem estado com duas viaturas em trabalhos de prevenção e a mudança de direção do vento evitaram o pior.

O Parque de Campismo de Paredes da Vitória foi evacuado por prevenção, dada a proximidade com as chamas e a intensa nuvem de fumo que se observa a quilómetros de distância. Entretanto, a GNR cortou a Estrada Atlântica em vários pontos do concelho e a Estrada Nacional 242, entre Nazaré e Pataias, e evacoou várias praias do norte do concelho de Alcobaça enquanto o incêndio se propaga para Norte, em direção ao Pinhal de Leiria e a São Pedro de Moel, já no concelho de Marinha Grande.

Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, descreve uma "situação caótica" junto às várias frentes de fogo, que se estendem por vários quilómetros.

As altas temperaturas e os ventos fortes estão a dificultar o combate aos fogos, que estão a dar trabalho às corporações de Pataias, Alcobaça, Nazaré, São Martinho do Porto, Maceira, Marinha Grande e Vieira de Leiria.

O distrito de Leiria está sob aviso vermelho e, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, este domingo já é considerado o "pior dia de incêndios do ano", com mais de 300 ocorrências registadas em todo o País.

E ainda em:
http://regiaodecister.pt/noticias/autoridades-evacuam-paredes-da-vitoria


Paredes da Vitória evacuada

As autoridades estão a evacuar Paredes da Vitória dada a proximidade com as chamas que lavram na União de Freguesias de Pataias e Martingança desde o início da tarde deste domingo.

O fogo está perto do Parque de Campismo de Paredes da Vitória, que foi evacuado por precaução há várias horas, e está a aproximar-se daquela localidade.

Ao início da noite, os incêndios da Praia da Légua e da Burinhosa dão trabalho a 302 de bombeiros e 90 viaturas das corporação de uma dezena de corporações do distrito. Ambos os incêndios têm três frentes ativas e estendem-se ao longo de vários quilómetros.

O pôr do sol parece não ter dado tréguas aos soldados da paz no combate às chamas. A baixa humidade, altas temperaturas e ventos fortes estão a dificultar a ação dos bombeiros.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Reunião de Câmara - informações sobre a freguesia

Através do blogue do (novamente) vereador Rogério Raimundo
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2016/03/242418mar20161331-9rc2016ext23mar14h30a.html

Reunião de Câmara de 18 de março de 2016

Revisão do POOC Alcobaça-Mafra

Problemática e proteção das arribas em Água de Madeiros e Pedra do Ouro.
Ausência de um estacionamento para a Polvoeira.
«Paredes da Vitória… Como está a solução para as obras ilegais na zona do Vale da Ribeira?»
Clandestinos entre a Mina do Azeche e Vale Furado.
Problemática de Vale Furado «aquelas vergonhas».
Requalificação da praia da Légua e deslocalização de habitações na Falca.
Prevista Discussão Pública em Agosto de 2016.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Tese de Mestrado sobre o Litoral de Pataias (mais uma)

Contribuição para a análise crítica das ações de ordenamento do litoral - O caso do município de Alcobaça
A autora é Margarida Maria Verdasca Vieira e Nicolau, e é uma dissertação apresentada para a obtenção do grau de mestre em Geografia Física e Ordenamento do Território pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa.

Especial atenção e casos de estudo: Pedra do Ouro, Paredes da Vitória e Vale Furado.

Pode ser consultada aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLeHJQUFZYeHI5eGs/view?usp=sharing

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Captação de eventos para a freguesia de Pataias

«Projeto para implementação da captação de eventos para a zona costeira norte do Concelho de Alcobaça»

É o título de mais uma tese de mestrado sobre a freguesia de Pataias.
Esta, é da autoria do António Mota (que foi colaborador do Jornal de Pataias) e foi realizada no âmbito do mestrado em Marketing e Promoção Turística do Instituto Politécnico de Leiria - Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar.

Está disponível aqui:
https://iconline.ipleiria.pt/bitstream/10400.8/1091/1/Projeto%20Ant%C3%B3nio%20Mota.pdf

domingo, 9 de agosto de 2015

O clima do litoral de Pataias

Nevoeiro de manhã, ventania à tarde.

Paredes da Vitória - o estado de tempo raramente é igual ao de Pataias, apenas 5km para o interior

Especialmente durante o Verão, conhece-se a grande diferença entre o estado de tempo existente em Pataias e as condições meteorológicas do litoral. Os nevoeiros matinais e a nortada à tarde são verdadeiros ex-libris das nossas praias. A maior parte das vezes, os contrastes existentes são tão grandes que há uma fronteira invisível que se estende até ao “cruto”do vale de Paredes, que anuncia a entrada “num outro país”.

Os nevoeiros matinais

O nevoeiro forma-se por condensação do vapor de água, em condições de estabilidade, nas camadas mais baixas da atmosfera. Na sua génese, os nevoeiros podem ser classificados como de advecção, de radiação, mistos de advecção/radiação, orográficos e frontais.
No nosso litoral, os nevoeiros mais comuns são os de advecção.  Os nevoeiros de advecção resultam do movimento horizontal do ar sobre uma superfície de terra ou de água.

A formação do nevoeiro de advecção, característico do nosso litoral

No mar, junto à costa ocidental o nevoeiro ocorre com mais frequência no Verão, durante a madrugada e manhã. A sua origem está associada ao movimento Oeste-Este das massas de ar e à sua condensação sobre as massas continentais arrefecidas durante a noite e ainda sobre as águas atlânticas costeiras, também elas arrefecidas, mas pelos fenómenos de upwelling comuns nessa altura do ano. Esse arrefecimento vai provocar a condensação do vapor de água existente nas massas de ar e a consequente formação do nevoeiro. Durante a tarde, o nevoeiro tem tendência a dissipar-se, como consequência do aquecimento e da intensificação da brisa.
Este tipo de nevoeiro é particularmente intenso a norte do cabo Carvoeiro e em terra apenas afeta uma estreita faixa litoral.
Dois outros factos podem ainda ajudar a explicar a ocorrência e intensidade destes nevoeiros matinais:
- Em primeiro, a grande cobertura vegetal existente (associada às matas nacionais que se estendem de Mira até à Nazaré), com grande evapotranspiração associada, e consequentemente uma maior humidade absoluta.
- Em segundo, o perfil de arriba em algumas secções da costa, que obriga a uma subida das massas de ar oceânicas e ao seu consequente arrefecimento (e posterior condensação).
A ocorrência destes nevoeiros matinais no litoral de Pataias pode ocorrer cerca de 23 dias por ano, com especial incidência nos meses de Verão.

Um exemplo dos nevoeiros de advecção matinais, junto ao litoral

A “nortada”

Ao contrário do processo de formação do nevoeiro que é um fenómeno local, a “nortada” insere-se num conjunto de circunstâncias associadas aos grandes movimentos da atmosfera.
Tipicamente, a “nortada” acontece no Verão, altura em que o Anticiclone dos Açores viaja para norte da península ibérica, para latitudes semelhantes às da Bretanha (França), e faz sentir a sua influência a partir das ilhas britânicas.

Situação meteorológica típica de Verão, com o Anticiclone dos Açores sobre as ilhas britânicas e uma depressão de origem térmica no centro da Península Ibérica

Paralelamente, o interior da Península Ibérica sofre um forte aquecimento (estamos no verão, o que acentua o fenómeno da continentalidade), o que vai criar no seu interior um centro de baixas pressões de origem térmica. Sabendo-se que as massas de ar se deslocam das zonas de anticiclones (altas pressões) para os centros depressionários (baixas pressões), este movimento vai criar um vento constante que no nosso litoral tem o sentido Norte-Sul ou Noroeste-Sudeste, dando origem à “nortada”. O fenómeno é maior durante a tarde, devido ao maior aquecimento do interior da Península Ibérica (acentuando as baixas pressões aí existentes) quando comparado com outros períodos do dia (manhã ou noite,por exemplo).

O movimento das massas de ar no hemisfério norte entre os centros de Alta Pressão (H - "high" em inglês) e de Baixa Pressão (L - "low" em inglês)

Não deixa de ser curioso que o aumento da intensidade do vento durante a tarde vai contribuir para dissipar o nevoeiro existente, mas ao mesmo tempo vai intensificar o fenómeno de upwelling, uma das causas do nevoeiro no nosso litoral.

Glossário

Upwelling – fenómeno ocorrido nos oceanos que carateriza o movimento das águas desde zonas mais profundas até à superfície, isto é, uma corrente vertical do fundo para a superfície. Neste fenómeno, está envolvido o transporte de águas profundas mais frias e ricas em nutrientes até à superfície. Os nitratos e fosfatos arrastados podem assim ser utilizados pelos organismos para produzirem matéria orgânica, resultando numa elevada concentração de nutrientes e elevada produção primária à superfície que suporta o crescimento do zooplâncton, de peixes e aves marinhas.
O fenómeno de upwelling carateriza-se assim, também, por um arrefecimento ligeiro das águas superficiais.

Continentalidade – É um dos fatores climáticos mais significativos. Definido pela proximidade ou afastamento de um lugar relativamente às massas oceânicas, carateriza-se pela influência das mesmas sobre a temperatura e a precipitação. Nos locais próximos do oceano, as temperaturas são mais amenas e constantes, apresentando uma menor amplitude térmica e registando valores de precipitação mais elevados. Nas regiões mais afastadas dos oceanos e no interior dos continentes, as amplitudes térmicas são maiores (apresentando temperaturas mínimas mais baixas e temperaturas máximas mais altas), registando-se ainda uma forte diminuição da precipitação.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Percurso interpretativo do litoral de Pataias

A notícia em:
http://cister.fm/cister/noticias/sociedade-e-ambiente/camara-de-alcobaca-promove-percursos-interpretativos-pelo-litoral-concelhio/

Câmara de Alcobaça promove percursos interpretativos pelo litoral concelhio

Nos próximos dias 27 e 28 de julho, a Câmara Municipal de Alcobaça promove dois percursos interpretativos no Litoral Concelhio que incluem um concurso fotográfico aberto aos participantes. Esta iniciativa insere-se na candidatura à Bandeira Azul, galardão que implica a realização de atividades de educação ambiental.
Ambos percursos têm uma duração prevista de 2:30 horas que serão exclusivamente dedicadas ao património natural do litoral concelhio alcobacense. Serão realizados percursos a pé e de autocarro em duas áreas geográficas.
A 27 de julho, decorrerá uma visita pelo Litoral Norte num autocarro que recolherá os participantes nos seguintes locais:  09:15h – Paços do Concelho  09:30h – Sede da Junta de Freguesia de Pataias  10:00h – Parque de Merendas da Praia Paredes de Vitória
No dia 28 de julho será a vez do Litoral Sul podendo os participantes ter acesso ao autocarro nas seguintes paragens:  09:15h – Paços do Concelho  09:30h – Em frente à Igreja de Alfeizerão  10:00h – Recinto do Mercado Municipal de São Martinho do Porto
Os participantes são convidados a participar num concurso fotográfico que pretende eleger as 5 melhores fotografias enviadas ao Pelouro do Ambiente. Esta iniciativa pretende estimular a observação atenta do património local e o registo de paisagem de Fauna ou de Flora. Os melhores trabalhos receberão prémios simbólicos cedidos pela Associação Bandeira Azul e serão publicados no Dia Nacional do Mar, 16 de Novembro, no portal municipal.
As inscrições nos percursos interpretativos/concurso fotográfico estão abertas até ao dia 17 de julho e podem ser feitas através do seguinte email: sofia.quaresma@cm-alcobaca.pt.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Análise das águas balneares 2015

Iniciam-se esta semana as análises às águas balneares nas praias da freguesia.
No ano de 2014, as praias da freguesia de Pataias obtiveram a classificação de excelente, tendo sido Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira reconhecidas pela qualidade das suas águas com o galardão "Praias de Qualidade de Ouro 2015".

Os perfis das águas balneares podem ser consultados aqui:
http://www.apambiente.pt/index.php?ref=19&subref=906&sub2ref=919&sub3ref=920

sábado, 13 de dezembro de 2014

Nulidade de licenciamento na Mina do Azeiche

A notícia, agora na edição on-line do Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=d37208c3-39f4-4c30-b594-91527797ae4e&edition=170

Em causa 15 frações de apartamentos construídas em cima das arribas
Câmara intimada a cumprir sentença de nulidade em licenciamento na Mina do Azeiche

O Município de Alcobaça foi notificado pelo Ministério Público sobre a nulidade de todo o processo que envolveu o licenciamento de uma urbanização da Mina do Azeiche, na freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça. Segundo Paulo Inácio, o processo remonta a licenciamentos efetuados em 2000 e 2004, aquando da construção de 15 frações de apartamentos que se encontram habitados na sua maioria por espanhóis. O processo foi levantado na altura por moradores, que entretanto desistiram, mas o Ministério Público deu agora 60 dias ao Município de Alcobaça para cumprir a sentença já transitada em julgado e resolver a questão. 
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, o acórdão do Ministério Público é referente a um bloco 15 frações de apartamentos construído em cima de arribas na Praia da Mina, e que atualmente se encontra habitado por várias famílias, na sua maioria espanholas. 
Paulo Inácio referiu que a sua principal preocupação foi registar a ação em tribunal, de maneira a que os proprietários das frações tivessem conhecimento da sentença. No entanto, o edil ainda não sabe de que forma irá resolver este imbróglio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Deslizamento de arribas na Pedra do Ouro

Recebido via e-mail (com reencaminhamento do e-mail enviado à Agência Portuguesa do Ambiente)
As fotografias são da Kerstin Ever

Boa tarde,

Mais uma vez enviamos fotografias de desmoronamentos na Pedra do Ouro. Desta vez, uma grande parte, se separou da arriba, criando uma “ravina”. Estimamos que o cumprimento se trata de uns 100 metros e a altura por volta dos 17 (mais do que a metade da altura da arriba). A primeira fotografia foi tirada em fevereiro de 2013 e mostra parcialmente o lugar do desmoronamento. O lugar do desmoronamento é por baixo do Moinho da Pedra do Ouro.











quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Arriba em Água de Madeiros intervencionada

A notícia e as fotografias na edição 1105 do Região de Cister de 23 de outubro de 2014

Pataias - Trabalhos de sustentação em Água de Madeiros
Intervenção garante segurança em arriba



As fortes chuvas que se fizeram sentir na passada semana levaram ao desmoronamento de parte de uma arriba em Água de Madeiros, em Pataias. A Câmara de Alcobaça, aconselhados pela Associação Portuguesa do Ambiente (APA), está a finalizar os trabalhos de sustentação da arriba.
O morador Raul Pedro testemunhou ao REGIÃO DE CISTER que se abriu uma enorme cratera entre as habitações. “A concentração de água era tanta que parecia um rio a correr para a praia. Nunca tinha visto nada assim”, sublinhou o pescador amador, que mora em Água de Madeiros há 15 anos.
Ao que tudo indica as águas pluviais concentraram-se naquele espaço, levando também ao rebentamento de uma conduta e consequente deslizamento da arriba.
Uma das habitações, construída em cima da arriba, esteve em perigo. “Se não fosse a rápida intervenção e a melhoria do tempo, talvez a casa já lá não estivesse”, considera Raul Pedro, já reformado.
Paulo Inácio avançou que as obras de sustentação estão a decorrer a bom ritmo. “Todos os trabalhos da autarquia estão a ser monotorizados pela APA”, explicou Paulo Inácio, acrescentando que é preciso, de seguida, avançar com um trabalho estrutural.
Recorde-se que recentemente a vereadora socialista Eugénia Rodrigues tinha alertado, em reunião pública de Câmara, para o perigo da queda de arribas em Água de Madeiros, sugerindo o desvio das águas pluviais para o rio.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Derrocada de arriba ameaça casas em Água de Madeiros

A notícia e a fotografia na edição on-line do Correio da Manhã
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/detalhe/arriba_a_cair_poe_casas_em_risco.html

Arriba a cair põe casas em risco
A chuva forte dos últimos dias fez ceder parte de uma arriba na praia de Água de Madeiros.


É uma enorme cratera, no lado sul da praia, que se estende do cimo da arriba até ao areal de Água de Madeiros, em Alcobaça. Algumas casas e os balneários públicos estão em risco de derrocada. Segundo os moradores, a arriba começou a ceder há cerca de três semanas e, na segunda-feira, com a chuva forte que se abateu sobre aquela zona, abriu uma cratera.
A Câmara de Alcobaça, juntamente com a Agência Portuguesa do Ambiente e a Capitania do Porto da Nazaré, avançaram, ontem, com obras para sustentação da arriba. Mas, explicou Paulo Inácio, presidente da câmara, é uma intervenção "provisória", para resolver a situação. Seguir-se-á uma monitorização para avaliar a gravidade da situação.
Tânia Sousa, moradora, conta que a situação na praia se tem agravado nos últimos anos. O mar, no inverno passado, "levou parte considerável do areal e começou a desgastar a arriba", conta. As chuvas dos últimos dias agravaram mais ainda a situação.
"Há anos que pedimos uma intervenção de fundo que torne a praia segura", explicou.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Arribas do litoral de Pataias em perigo

A notícia na edição 1103 do Região de Cister de 9 de setembro de 2014

Pataias
Eugénia Rodrigues pede atenção para arribas no norte do concelho

Face à queda de arribas no norte do concelho, a vereadora socialista Eugénia Rodrigues pediu à Câmara de Alcobaça maior atenção sobre este assunto. A vereadora sugeriu que em Água de Madeiros as águas pluviais fossem desviadas para o rio, para evitar outros desmoronamentos. A ideia foi aceite por Paulo Inácio, que ainda assim fez questão de salientou que apenas um projeto estrutural para as arribas pode resolver parte do problema. “Estamos à espera como sabe”, retorquiu o presidente da Câmara.