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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Resultados das Europeias em Pataias (e no concelho de Alcobaça)

ELEIÇÕES EUROPEIAS 2009-CONCELHO DE ALCOBAÇA-FREGUESIAS

Freguesias

PS

PSD

CDU

BE

CDS

Alfeizerão

234

503

34

99

87

Alcobaça

426

650

180

208

229

Alpedriz

80

60

17

26

12

Bárrio

189

204

55

52

46

Benedita

433

1419

81

252

317

Cela

223

436

71

66

65

Cós

207

173

59

60

52

Évora

294

744

40

91

128

Maiorga

284

131

98

87

44

Martingança

122

146

29

59

39

Montes

107

106

16

51

17

Pataias

498

406

178

242

117

Prazeres Alj.

334

226

114

121

84

S.Martinho

171

285

46

129

82

S.Vicente Alj.

77

391

23

37

43

Turquel

199

772

37

87

154

Vestiaria

154

132

47

34

37

Vimeiro

92

533

18

25

81

PSD

6667

39,13%

PS

3698

21,70%

BE

1518

8,91%

CDS_PP

1405

8,25%

CDU

963

5,65%

MEP

364

2,14%

PCTP/MRPP

169

0,99%

MTP

122

0,72%

PH

97

0,57%

MMS

80

0,47%

PPM

63

0,37%

PNR

55

0,30%

POUS

25

0,15%

Abstenção

27710

61,99%

Votantes

17040

38,08%

Nulos

547

3,21%

Brancos

1267

4,06%

A análise dos resultados destas eleições europeias em Alcobaça levantam alguma questões e curiosidades a ter em conta, nos próximos actos eleitorais, legislativas e, principalmente, autárquicas

1 - Rogério Raimundo vale apenas 5,7% dos votos no concelho?

2 - O PS valerá mesmo os 21,7%, nomeadamente numas autárquicas onde os socialistas aparecem divididos?

3 - O PSD em Pataias perdeu as eleições.

4 - Qual o comportamento do Bloco em futuras eleições, nomeadamente nas autárquicas?

5 - Os valores da abstenção, votos nulos e brancos são enormes. Não seria altura dos políticos reformularem a forma de estar e de fazer política?

sábado, 6 de junho de 2009

Alcobaça - Praias de Ouro?

A notícia, vem uma vez mais na Rádio Cister

Já são conhecidas as praias de Ouro portuguesas

Alcobaça, apesar de ter ficado, este ano, sem qualquer Bandeira Azul, símbolo máximo da qualidade das praias, manteve-se na restrita lista das zonas balneares com praia intactas da intervenção humana, sendo, por isso, consideradas "qualidade de Ouro".

Segundo a Quercus, no distrito de Leiria, apenas a praia da Nazaré não está contemplada com o galardão "qualidade de ouro", que distingue a qualidade da água, ao contrário das praias dos concelhos de Leiria, Alcobaça, Peniche, Marinha Grande, Caldas da Rainha e Pombal.

O não hastear de bandeiras azuis no concelho de Alcobaça está relacionado, segundo o vereador responsável, Hermínio Rodrigues, com as questões dos apoios de praia. Para evitar situações como aconteceram no passado, em que as Bandeiras foram retiradas por esses pormenores, a Câmara decidiu, apesar de ter entregado todos os processos de candidatura da Bandeira Azul, não concluir o processo por reconhecer que faltam algumas garantias exigidas pelo programa.

Comentário

Já mais que uma vez me pronunciei sobre a situação no litoral norte do Concelho de Alcobaça. Quanto a esta notícia, há dois aspectos a considerar.
O primeiro refere-se à responsabilidade que a Câmara tem no atraso de conclusões de obras como, por exemplo, a requalificação da praia das Paredes, que já vai em dois anos e o próprio vereador Hermínio Rodrigues me afirmou apenas recomeçarem dia 15 de Setembro de 2009.
O segundo, está relacionado com o PDM e o modelo de desenvolvimento que se pretende para o litoral da freguesia de Pataias. O facto de se considerar como praias de ouro "as praias intactas da intervenção humana" atira-nos para a faixa litoral entre Vale Furado e Légua e até mesmo Polvoeira.
Parece-me a mim, que no caso da Câmara de Alcobaça, a existência destas "praias de ouro" se deve mais à falta de oportunidade de aprovar urbanizações que a uma estratégia definida de ordenamento do território, de política ambiental sustentável e política de turismo de qualidade.

Polvoeira: Praia Privada


De acordo com a Rádio Cister, a praia da Polvoeira pode ser privatizada, de acordo com a instalação de projectos imobiliários que limitarão os acessos à mesma, à semelhança de outras praias. A notícia é esta:
Praia da Polvoeira a caminho da privatização
A praia da Polvoeira, em Pataias (Alcobaça) pode vir a cair em mãos de privados, tornando o acesso dos cidadãos em geral impossível.

O alerta está a ser lançado pelo Grupo Movimento Mar Livre, que se manifesta bastante preocupado com a tendente privatização das praias portuguesas.

Segundo Maria Carolina Varela, porta-voz do Movimento, só «no distrito de Leiria existem três casos que correm o risco de passarem para as mãos de privados», tal como já acontece, recorda, «com as Praias do Abano, em Cascais, e de Tróia, na Península de Setúbal»
.
A Praia da Polvoeira, na freguesia de Pataias, em Alcobaça, a de São Gião, na Nazaré e também a Del Rey, em Óbidos, são os exemplos apontados pelo Grupo Movimento Mar Livre como os casos que «estão a caminho das mãos de privados, caso os respectivos projectos de instalação de campos de golfe sejam aprovados».
.
O vereador responsável por este pelouro, na Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, garantiu «que isso não irá acontecer».

Ainda de acordo com o Movimento, em toda a costa portuguesa existem cerca de 240 Projecto de Interesse Nacional (PIN) que poderão condicionar o livre acesso a outras tantas praias do país.

Comentário

Tendo em consideração o abandono a que a Câmara Municipal tem votado as praias do Norte do Concelho, nomeadamente no atraso da conclusão das infraestruturas e equipamentos (nas Paredes, por exemplo,já lá vão dois anos) e a rapidez e falta de cuidado com que tem aprovado projectos imobilários, já se espera de tudo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sapinho Gelásio

No areal das Paredes vi o Sapinho, com ar aflito, pernas encolhidas e ar esgazeado, correndo para trás das pedras do Castelo. Quando voltou, vinha aliviado.
- Então, dia 1 de Junho, abertura da época balnear, miúdas na praia...Andas no jogging- insinuei divertido.
- Nada disso - respondeu ofendido - Fui à casa de banho pública.

ZIF de Alcobaça Norte e Nazaré


A reunião para discutir a ZIF de Alcobaça Norte e Nazaré reuniu algumas dezenas de pessoas no auditório dos Bombeiros Voluntários de Pataias.

A formação de uma ZIF é, hoje em dia, fundamentalmente uma questão de política e ordenamento do território. A gestão florestal em Portugal não existe e está dependente da vontade individual de milhares de proprietários. E esses proprietários ou estão envelhecidos ou estão deslocados para as metrópoles de Lisboa e Porto e não fazem a mínima ideia de onde é que fica o pinhal que o avô lhe deixou.

Isto levanta uma série de questões que as ZIF tentam responder. A mais imediata é a limpeza florestal e a gestão comercial da floresta. Outra, está relacionada com as espécies a cultivar. E questões práticas de localização e delimitação de terrenos (a quem não mudaram já os marcos?), caminhos florestais e serventias, não são, de deixar de equacionar.

Por outro lado, a constituição das ZIF está a pedir aos pequenos proprietários uma partilha de responsabilidades, deveres e obrigações que, efectivamente, não têm um retorno imediato. E as questões fiscais, de declaração de rendimentos (de subsídios para limpeza ou de cortes) ainda não estão em pé de igualdade com as despesas. Qualquer proprietário sabe que até ao corte final, se passam 45-50 anos de despesas constantes em limpezas e desbastes. Despesas que o Estado não quer saber.

Era importante, mais que os próprios fundadores da ZIF, que o Estado olhasse para esta realidade micro-económica e ainda profundamente enraizadas na vivência das populações “rurais” (fora do contexto das grandes áreas metropolitanas). Se o Estado deseja receber impostos pelas mais-valias realizadas pela floresta, devia compensar os proprietários pelas despesas da mesma.

Parece-me também que as ZIF vão, fundamentalmente, beneficiar os grandes proprietários. Porque, na verdade, a certificação da madeira em pouco beneficia um proprietário, que corta – em 40 anos – um pinhal com 4 ou 5 mil metros quadrados (na melhor das hipóteses). Beneficia aqueles que têm algumas centenas de hectares de floresta. E na nossa ZIF há-os.

Mas a constituição da ZIF não pode passar sem os pequenos proprietários. E a participação activa destes na definição do futuro Regulamento Interno é essencial.

Parece-me assim, que a ZIF é um passo fundamental e necessário para uma efectiva gestão racional da floresta. É um passo sério e competente que visa o bem da floresta e dos próprios proprietários, independentemente da sua dimensão. É, aliás, uma das poucas formas de GERIR realmente a floresta. A obrigatoriedade dos planos de gestão florestal é apenas um exemplo.

Muitas questões foram colocadas sobre a ZIF e a adesão à ZIF, a uma eventual saída da ZIF, dos benefícios e dos prejuízos. Mas há uma pergunta a que ainda ninguém respondeu. E se a ZIF não for feita? Qual é a alternativa?