Para sugestões, comentários, críticas e afins: sapinhogelasio@gmail.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AD Ferraria - Jantar de angariação de fundos

Bombeiros de Pataias comemoram 33 anos


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pataias completa hoje 33 anos de existência.
As celebrações serão no próximo domingo, dia 12 de Junho.

Pataias recebe Campeonatos Nacionais de Ciclismo

A notícia na edição 928 do Região de Cister

Evento vai decorrer na freguesia do norte do concelho de Alcobaça
Pataias recebe campeonatos nacionais

de ciclismo de estrada este mês Pataias vai acolher, entre os dias 23 e 26 deste mês, os campeonatos nacionais de ciclismo de estrada e contra-relógio de todos os escalões.
Este era um evento desejado por várias localidades do País, mas a PAD-Produção de Actividades Desportivas/ Lagos Sports, enquanto entidade organizadora acabou por optar pela freguesia do concelho de Alcobaça. A oportunidade foi acolhida pela Câmara de Alcobaça e Junta de Pataias, que se envolveram na candidatura junto da Federação Portuguesa de Ciclismo.
Em comunicado, o Alcobaça Clube de Ciclismo entende que a escolha de Pataias “é também uma compensação ao trabalho” que o clube da vila “tem feito no desenvolvimento e promoção da modalidade”.

terça-feira, 7 de junho de 2011

EB 2,3 de Pataias vence Olimpíadas

A EB 2,3 de Pataias venceu as I Olimpíadas do Desporto do Concelho de Alcobaça, decorridas no passado dia 4 de Junho no Estádio Municipal de Alcobaça.

A notícia é da Rádio Cister

1ª Olimpiadas do Desporto do Concelho de Alcobaça

No dia 4 de Junho decorreu no estádio municipal de Alcobaça as 1ª Olimpiadas do Desporto do Concelho de Alcobaça, com 4 modalidades de atlétismo, Vortex, corrida de velocidade de 40 metros, salto em comprimento e corrida de 1000 metros.
Todas as escolas do Concelho com alunos em idade de 11 a 12 anos participaram neste evento, escola EB 2 Pataias, S. Martinho do Porto, Benedita, Frei Estevão Martins e D. Pedro I que com cerca de 60 alunos foram distribuidos pelos 2 escalões em masculinos e femininos, acompanhados pelos respectivos professores.
Os vencedores dos diversos escalões do somatório de todas as modalidades em que que todos participavam foram:  Egna Varela (Benedita), Igor Subtil (D. Pedro Pedro I) em infantis B, Pedro Pereira (Pataias) e Patricia Cardoso (Pataias). A escola vencedora foi a escola EB 2 de Pataias com Benedita e D. Pedro em 2º e 3º lugar respectivamente.
Com a presença do Presidente da CMA, Vereador do Desporto, Presidente da Junta de Freguesia de Alcobaça e o Vereador Acáçio Barbosa na entrega dos prémios foi numa ambiente de festa que se seguiu o almoço para todos os presentes antes do regresso ás respectivas localidades.

Semana da Juventude de Alcobaça (sem Pataias)

Actividades da Semana da Juventude em Alcobaça, Benedita e S. Martinho do Porto.
Será que em Pataias não há Juventude?

A Regeneração Urbana - 4/4

A Regeneração Urbana - Estratégia de actuação e fontes de financiamento

Num processo de regeneração urbana é extremamente importante definir o problema, os objectivos da resposta e a forma de os atingir. Isso significa a definição de uma estratégia própria, normalmente assente em seis etapas: escolha do local, definição de objectivos, delimitação da área, escolha dos intervenientes, concepção do projecto e implementação do projecto.
A fase que mais contribui para o projecto e a fase da escolha do local, pois esta é uma escolha que tem por natureza criar uma nova centralidade e recolocar a cidade na cena internacional.
Uma estratégia de actuação pode passar pelo fortalecimento e consolidação da base económica específica da área onde se insere (se for possível a sua internacionalização); outra será pela criação de uma imagem que projecte a própria cidade no mundo (operação de marketing).
Regra geral, devido aos elevados custos envolvidos, o financiamento tem como origem quer o sector público, quer o privado, associados muitas vezes em parcerias. A vantagem das parcerias resulta da combinação de conhecimentos em termos de abordagem, de recursos e de cultura operacional, resultando um maior poder de concretização pois é possível aceder a fundos adicionais impossíveis de conseguir separadamente. Esta troca de conhecimentos e de recursos é também um estímulo à inovação.
Nestas parcerias, para além da escolha dos próprios parceiros (Quem é convidado? Quantos parceiros se querem? Como são seleccionados? Que tipo de participação se deseja de cada um deles?), o sector público deve surgir como defensor do interesse público e o privado como defensor do privado, sendo imprescindível que as comunidades locais participem em todo o processo. No entanto, subsistirá sempre a dificuldade de saber que sectores são representativos da população e que entidades convidar.
É ainda importante nos processos de regeneração urbana a criação de regulamentação de excepção, pois é necessário contornar os tradicionais procedimentos da gestão urbana, que conduzem, tradicionalmente, a uma maior morosidade, à tramitação e à complexidade. É assim necessário criar novos enquadramentos regulamentares relativos às áreas de intervenção, aos benefícios fiscais, às novas competências, à transferência de poderes jurisdicionais para as entidades que vão gerir os novos espaços, definir novas regras e criar novos mecanismos de expropriação e definir novos critérios de empreitadas e fornecimento de serviços.

Em Portugal houve apenas um caso "puro" de regeneração urbana: o Parque das Nações, em Lisboa. Nesse processo estiveram presentes todos os ingredientes desta nova forma de fazer cidade: uma área portuária abandonada, áreas industriais degradadas, fortes problemas ambientais, competências territoriais repartidas por diversas entidades públicas, propriedade dos terrenos repartida entre o sector público e privado, criação de legislação e procedimentos únicos e exclusivos para aquela área, estabelecimento de parcerias público-privadas de forma a garantir o investimento, forte projecto imobiliário, construção de edifícios singulares e criação de espaços âncora.
Algumas outras intervenções, numa escala mais pequena, tentam replicar parte deste modelo. São exemplo o Pólis de Setúbal ou o Pólis da frente Ribeirinha de Vila Franca de Xira.
No entanto, assiste-se actualmente cada vez mais a uma apropriação abusiva do termo "regeneração urbana". Hoje em dia os decisores políticos fazem corresponder a esta definição desde operações mais ou menos complexas de renovação urbana até simples operações de cosmética do espaço público.
Apenas para dizerem aos eleitores que fazem mais do que efectivamente concretizam.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Regeneração Urbana - 3/4

As características da regeneração urbana

Em meados da década de 1970 estamos assim num contexto de forte desindustrialização, enfraquecimento do papel e da intervenção do Estado e abandono de áreas em pleno centro das cidades.
No coração das cidades há agora áreas obsoletas em processo de forte declínio, de dimensões consideráveis. São espaços que exigem medidas específicas ao nível do planeamento, são áreas compartidas e fechadas sobre si próprias apesar de se encontram integradas no tecido urbano envolvente. Os solos apresentam-se muito contaminados sendo também necessário desmontar estruturas. Os custos de intervenção são elevadíssimos, obrigando a repensar não só as formas de intervenção como a escala da mesma.
A regeneração urbana, como já foi referido anteriormente, é diferente quer da renovação, quer da reabilitação, muito em função das suas próprias características, que podem ser classificadas em primárias e secundárias.

Características primárias

São um conjunto de características que decorrem da essência do próprio processo de regeneração urbana:
A abrangência é uma das características, pois a regeneração urbana procura resolver no mesmo processo vários tipos de intervenção (ao nível do edificado, da economia, do social, do ambiente);
A integração, pois utiliza diferentes fontes de financiamento e trabalha com diversos organismos e actores (privados e públicos), tendo como finalidade a conjugação de todos os elementos num só processo e num só projecto;
A estratégia, porque existe uma definição de objectivos, cenários, prioridades e soluções;
A flexibilidade, resultante do carácter estratégico da intervenção e da necessidade de definir a sua própria sustentabilidade e de se adaptar continuamente às circunstâncias;
O apoio em parcerias, porque dificilmente os investimentos necessários poderão vir de uma só entidade;
A sustentabilidade, pois tem em conta não só as questões ambientais como também as preocupações económico-financeiras e sociais de toda a intervenção.

Características secundárias

Estas características referem-se ao contexto (social, económico, legal e institucional) em que a intervenção ocorre. Questiona-se, relativamente ao processo de regeneração urbana, quem toma a iniciativa; qual o enquadramento legal, institucional e político; como se concretiza; quais as estratégias de actuação; qual a origem do investimento; quais as parcerias e que tipo de parcerias.

domingo, 5 de junho de 2011

Valter Ribeiro às portas do Parlamento

O presidente da Junta de Freguesia de Pataias estará às portas do Parlamento.
Os resultados eleitorais no distrito de Leiria apuraram 6 deputados para o PSD. Num contexto de vitória clara deste partido nas legislativas e a provável subida de um ou dois deputados para funções governativas, Valter Ribeiro, oitavo na lista, poderá assim chegar ao Parlamento. 
Ou, quem sabe, a funções governativas.
Da eventual eleição de Valter Ribeiro surge-me uma dúvida. Haverá, ou não, incompatibilidade do exercício de funções de deputado ou governativas, com o exercício de Presidente da Junta? Será que vamos ter um novo presidente de Junta, neste caso o número dois da lista, Dário Moleiro?

Legislativas - Pataias evolução 2009/2011

Legislativas 2011 - Resultados concelho de Alcobaça

Legislativas 2011 - Resultados freguesia de Pataias

A Regeneração Urbana - 2/4

A regeneração urbana - Contexto histórico

Apesar de algumas intervenções urbanas de grande escala anteriores a 1970, nomeadamente nos EUA, o conceito de regeneração urbana desenvolve-se na segunda metade da década de 1970.
Em 1970, a sociedade ocidental era profundamente marcada por uma industrialização assente em grandes complexos industriais localizados nas grandes áreas urbanas. Apesar das vantagens inerentes pelas economias de escala e pela disponibilidade da mão-de-obra, para o cidadão esta era uma realidade penosa, dadas as cada vez maiores distâncias entre os locais de residência (na periferia) e de trabalho (no centro).
O choque petrolífero de 1973-74, devido ao aumento do preço do petróleo, vai conduzir o modelo de crescimento económico vigente a um ponto de ruptura e colocar em causa o próprio modelo social e político. As indústrias tradicionais vão à falência e há um processo de desindustrialização das cidades. As indústrias que sobrevivem, procuram outros locais, mais baratos, mais acessíveis em termos de transportes, sem a pressão da população sobre a qualidade ambiental.
Esta deslocalização industrial vai deixar áreas livres e desocupadas dentro da cidade, o que será uma oportunidade para a intervenção urbana.

Na Europa, paralelamente a este processo de desindustrialização das cidades, assiste-se a um novo realinhamento do pensamento político. Num período em que o cenário da Guerra Fria começa a desanuviar, a Inglaterra assume algum protagonismo, com uma ideologia de direita, relativamente inovadora, que apresentava o neoliberalismo (o indivíduo, a liberdade de escolha, o mercado livre, o mimetismo do intervencionismo do Estado) e o neoconservadorismo (a autoridade, a tradição, a estabilidade, a moralidade e a ordem), como principais bandeiras.
Esta nova postura e ideias sobre o papel da intervenção do Estado vai permitir a redescoberta do sector privado. Isto significa que o mesmo será atraído para investir em projectos de intervenção urbana e assumir a responsabilidade financeira dos mesmos. Responsabilidade financeira que o Estado já não tem capacidade de assegurar, fruto da desagregação do modelo económico, baseado no petróleo e nos grandes complexos industriais, até então vigente.
O Estado, o poder público, é assim equiparado e posto em pé de igualdade com qualquer outro agente. Deixa de ser o árbitro e a sua eficiência é vista numa perspectiva economicista e não social. O seu papel e a sua capacidade de intervenção tendem a reduzir-se e limita-se, cada vez mais, a fornecer serviços. O sector privado opera caca vez mais de forma mais livre e tende a controlar o ritmo e a natureza das operações.
Esta nova realidade tem consequência também ao nível do planeamento. O planeamento tradicional (recorrendo ao zonamento e excessivamente regulamentador) resultante do crescimento urbano torna difícil estas novas estratégias. O apelo à complexidade emergente conduz à descentralização, ao planeamento sectorial e espacial, ao reforço do poder local e regional, à participação.
Esta nova realidade vai favorecer as grandes cidades, pois são elas que continuam a ter a maior capacidade de atrair investimento. Mas nem sempre as cidades possuem uma identidade forte, sendo necessário produzir uma imagem que atraia investimento. E é esta nova realidade, a produção de uma imagem da cidade capaz de atrair investimento privado, a criação de um “marketing de lugar”, o criar uma imagem que distinga “aquela” cidade das outras que estará na base da regeneração urbana.

sábado, 4 de junho de 2011

A Regeneração Urbana - 1/4

A regeneração urbana

A regeneração urbana é um conceito distinto de outras intervenções urbanas, nomeadamente a reabilitação, a requalificação e a renovação.
De uma forma simples, podemos afirmar que a reabilitação urbana consiste na recuperação das condições físicas dos edifícios, melhorando-os e dotando-os de condições (água, saneamento, por exemplo) e mantendo a sua traça arquitectónica original e preservando as suas funções iniciais, anteriores à intervenção.
A requalificação urbana consiste numa intervenção mais profunda. A traça arquitectónica exterior do edifício é mantida, mas no seu interior o edifício sofre um conjunto de alterações significativas, que no extremo, podem significar uma construção nova e integral. O novo edifício, é disso que se trata (apenas mantém a fachada) será dotado de novas e modernas condições e regra geral é alocado a novas funções. Apesar desta intervenção significativa, a malha e o aspecto da rede urbana não sofrem alterações.
A renovação urbana consiste na demolição total do edifício e construção de um novo edifício, quase sempre de aspecto diferente e com novas funções.
Assim, considerando este contexto dos termos de reabilitação, requalificação e renovação urbana, o que é a regeneração?

O crescimento das cidades, de uma forma geral, acompanhou o crescimento demográfico. Durante todo o século XIX e início do século XX, as grandes preocupações urbanas eram, de alguma forma, as de conseguir acomodar a população dentro da cidade. Assim, a construção de habitação, os transportes, a melhoria das condições de vida e de salubridade da população eram os grandes desígnios da intervenção urbana.
No entanto, após a II Guerra Mundial, o modelo de crescimento urbano até então usado (baseado numa intervenção de um Estado forte), começou a não responder a todas as necessidades, e com o choque petrolífero de 1973-74, foi definitivamente posto em causa.
Foi necessário encontrar novas respostas para novos problemas, que agora se encontravam não num contexto de crescimento, mas de abandono de certas áreas das cidades e de diminuição dos efectivos populacionais. Paralelamente, o Estado perdeu capacidade política e financeira na sua intervenção sobre o território, deixando de ser capaz de responder a todas as solicitações.
É neste contexto social, demográfico, político e económico que surge a regeneração urbana.

Dia de reflexão para as eleições legislativas

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Histórico da qualidade das águas balneares

Fonte: http://www.arhtejo.pt e http://www.snirh.pt

Círio de Nossa Senhora da Vitória

O apontamento está no Região de Cister, edição 928 de 2 de Junho de 2011

Círio da Senhora da Vitória sai hoje para as ruas

O Círio de Nossa Senhora da Vitória, tradicional romaria equestre entre a Nazaré e a Praia das Paredes, que acontece todos os anos na quinta-feira da Ascensão, sai hoje para as ruas. A procissão parte junto ao Centro Cultural da Nazaré, pelas 8:30 horas, em direcção ao Sítio, onde os romeiros e os seus cavalos dão as tradicionais três voltas ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e assistem ao “Canto das Loas”. Após este cerimonial, o Círio prossegue ao longo da costa até à Ermida da Senhora da Vitória, na praia das Paredes, onde decorrem as celebrações religiosas.

A fotografia, cedida pelo Tiago Inácio, é de um Círio nazareno à Senhora da Vitória, na década de 1930.