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domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
A desclassificação da EN242 (6/6)
A desclassificação das estradas nacionais e a requalificação do espaço urbano. O caso da EN242 em Pataias, Alcobaça (6/6)
O processo de desclassificação de estradas nacionais insere-se num conjunto de estratégias e políticas que visam autonomizar e assegurar um maior eficácia e eficiência na gestão da rede rodoviária nacional e, principalmente, regional e local.
Estes processos de desclassificação têm sido concretizados de forma singular, tratando cada caso como um caso. No entanto, apesar desta singularidade, há linhas comuns de acção. A cada processo de desclassificação corresponde uma protocolo e a respectiva transferência de verbas entre o Estado Central e as Autarquias. Regra geral, o Estado compromete-se em deixar as vias em óptimas condições de circulação e ainda a uma renda anual destinada à manutenção da mesma. Neste caso, como vimos, as transferências de verbas podem significar valores de 3 milhões de euros em 10 anos.
Em muitos dos casos, quando essa desclassificação inclui o atravessamento de núcleos urbanos, têm sido construídas variantes/ circulares exteriores e feitos projectos de requalificação urbana das vias, no interior das povoações.
As variantes têm sido equacionadas quando o tráfego é classificado como elevado (simultaneamente, mais de 10000 veículos ligeiros/dia e mais de 1000 veículos pesados/dia). O troço em causa apresenta um total aproximado de 11500 veículos/dia.
Quanto aos projectos de requalificação, estes têm procurado aumentar a qualidade e paisagem urbana, promover a qualidade-de-vida e bem-estar dos residentes, devolver o centro da cidade aos peões, fazer desaparecer o tráfego de atravessamento.
Este caso de desclassificação é também singular, não só porque tendo o atravessamento de um núcleo urbano (com cerca de 4000 habitantes), não só não está prevista a construção de uma circular (apesar dos valores de tráfego), como no projecto de requalificação continua a imperar a lógica de dar primazia ao tráfego de atravessamento em detrimento do tráfego local e das pessoas.
Em suma, as propostas apresentadas visam apenas garantir a fluidez do tráfego regional, estrangulando o trânsito local, limitando os passeios e diminuindo o estacionamento. Numa época em que as políticas urbanas e de transportes tentam minimizar o impacto do automóvel nos centros urbanos, a solução proposta é a antítese da contemporaneidade. O peão, o espaço urbano e a vivência local são sacrificados em função do automóvel e do tráfego de atravessamento, que será cada vez mais intenso.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
A desclassificação da EN242 (5/6)
A desclassificação das estradas nacionais e a requalificação do espaço urbano. O caso da EN242 em Pataias, Alcobaça (6/6)
Cenário 2 – A construção de uma variante
A outra alternativa para a desclassificação da EN242 (prevista no PDM) seria a construção de uma variante exterior a Pataias, que desviaria o trânsito de atravessamento. Este é um cenário usado noutras situações em processos semelhantes de desclassificação de estradas nacionais que atravessam núcleos urbanos (Fig. 7)
Este cenário se, por um lado, retira o tráfego de atravessamento do interior das povoações deixando apenas o trânsito local, por outros, ao fazê-lo, retira movimento que pode ter reflexos em termos comerciais. Situações semelhantes têm acontecido, como por exemplo em Alcobaça, onde alegadamente na sequência do condicionamento do trânsito frente ao Mosteiro (antiga EN8) e da abertura de uma circular exterior, o comércio local viu diminuir a sua actividade.
Fig. 7 – Hipótese de variantes na EN242 em Pataias.
Apesar deste constrangimento, cujas consequências seria preciso avaliar de forma precisa, não deixa de ser importante a referência aos valores de tráfego médio diário, superiores a 11000 veículos/dia. Sabendo-se da crescente mobilidade e taxa de motorização da população e da falta de alternativa ao automóvel (até pela ineficácia e ineficiência do transporte ferroviário (in)disponível na linha do Oeste), é expectável que estes valores se tornem mais elevados. E estes 11000 veículos/dia são efectivamente os valores do tráfego de atravessamento, aos quais será necessário somar o tráfego que tem como origem as populações das localidades que não usam a EN242 e que tem como origem/ destino Pataias.
Depreende-se assim que a construção da variante ajudaria não só a descongestionar a vila de Pataias como permitiria uma velocidade média maior no trajecto Leiria-Nazaré-Caldas da Rainha ao evitar o atravessamento do núcleo urbano.
Cenário 2 – A construção de uma variante
A outra alternativa para a desclassificação da EN242 (prevista no PDM) seria a construção de uma variante exterior a Pataias, que desviaria o trânsito de atravessamento. Este é um cenário usado noutras situações em processos semelhantes de desclassificação de estradas nacionais que atravessam núcleos urbanos (Fig. 7)
Este cenário se, por um lado, retira o tráfego de atravessamento do interior das povoações deixando apenas o trânsito local, por outros, ao fazê-lo, retira movimento que pode ter reflexos em termos comerciais. Situações semelhantes têm acontecido, como por exemplo em Alcobaça, onde alegadamente na sequência do condicionamento do trânsito frente ao Mosteiro (antiga EN8) e da abertura de uma circular exterior, o comércio local viu diminuir a sua actividade.
Fig. 7 – Hipótese de variantes na EN242 em Pataias.
Apesar deste constrangimento, cujas consequências seria preciso avaliar de forma precisa, não deixa de ser importante a referência aos valores de tráfego médio diário, superiores a 11000 veículos/dia. Sabendo-se da crescente mobilidade e taxa de motorização da população e da falta de alternativa ao automóvel (até pela ineficácia e ineficiência do transporte ferroviário (in)disponível na linha do Oeste), é expectável que estes valores se tornem mais elevados. E estes 11000 veículos/dia são efectivamente os valores do tráfego de atravessamento, aos quais será necessário somar o tráfego que tem como origem as populações das localidades que não usam a EN242 e que tem como origem/ destino Pataias.
Depreende-se assim que a construção da variante ajudaria não só a descongestionar a vila de Pataias como permitiria uma velocidade média maior no trajecto Leiria-Nazaré-Caldas da Rainha ao evitar o atravessamento do núcleo urbano.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A desclassificação da EN242 (4/6)
A desclassificação das estradas nacionais e a requalificação do espaço urbano. O caso da EN242 em Pataias, Alcobaça (4/6)
Cenário 1: Manter a estrada como eixo de ligação regional
Este cenário é aquele que mais tem sido discutido, apesar de o PDM ainda em vigor referir a construção de uma variante. Esta solução aparentemente agrada à Câmara Municipal e à EP – Estradas de Portugal, existindo mesmo alguns projectos.
Esta proposta baseia a sua intervenção na construção de uma rotunda na confluência da Av. Rainha Santa Isabel (EN242), com as Av. da Lagoa e Rua de Alcobaça. Se por um lado parece resolver a confluência de vias aí existentes, por outro, cria um estrangulamento que obrigará a que todo o trânsito Este-Oeste, na vila de Pataias, tenha de entrar obrigatoriamente na EN242. Isto é, as duas vias paralelas, que neste momento têm uma circulação independente, serão obrigadas a confluir na dita rotunda e a misturar trânsito local com trânsito de atravessamento, o que agora não acontece.
Na prática, as duas vias paralelas que actualmente têm também uma função importante de redistribuição do tráfego (uma mais que outra) e de estacionamento, funcionarão apenas como vias de acesso local, contribuindo para o aumento do tráfego da via principal (Fig. 5).
Fig. 5 – Requalificação da EN242 (Av. Rainha Santa Isabel). Fonte: Adaptado de Câmara Municipal de Alcobaça
Também o estacionamento verá diminuída a sua capacidade. O projecto apresentado prevê a definição de 150 lugares ao longo dos 0,6 km centrais. Destes, apenas 35 são perpendiculares à via de circulação ou em espinha e elimina grande parte do estacionamento actualmente existente, junto à futura rotunda, mas também nos pequenos largos António Oliveira Correia Neves, da Anunciada e junto ao edifício dos CTT. Se se tiver em consideração que numa qualquer manhã de um dia do fim-de-semana se podem contar 130/140 automóveis estacionados ao longo da secção referida, e que ainda existem muitos lugares vagos, percebe-se que o estacionamento proposto é claramente insuficiente (porque diminui o existente).
Quanto à circulação de peões, a mesma mantém-se apenas junto ao edificado, sem que seja proposta uma alteração significativa na sua actual dimensão (aproximadamente 0,8m de largura).
Também a questão da circulação de bicicletas não está contemplada no projecto. E a questão das ciclovias assume particular importância neste contexto local. Primeiro, relacionado com a orografia existente e que é praticamente plana. Segundo, porque a freguesia conta já com mais de 20 km de ciclovias e planeia construir pelo menos outros 10 km. Terceiro, porque há uma grande tradição na utilização da bicicleta como meio de deslocação. Uma vez mais, actualmente, essa deslocação faz-se actualmente nas vias paralelas, não havendo necessidade de quem anda de bicicleta entrar na EN242, excepto em situações de atravessamento (de um lado para outro).
Outro aspecto relevante é a paragem dos transportes colectivos de passageiros (autocarros de serviços local, regional e expresso). Actualmente, a paragem para largar e receber passageiros é feita apenas num local, fora da via de circulação principal, numa das vias paralelas à EN242. Com a proposta de desclassificação e requalificação da via, passarão a existir duas paragens, uma delas na própria via principal e obrigando sempre ao atravessamento da estrada. Por outras palavras, é dada a prioridade ao autocarro que se limita a encostar à berma e são os passageiros que têm de andar de um lado para outro.
Esta proposta enferma assim de alguma debilidades: o afunilamento de todo o trânsito, de atravessamento e local, num só ponto; a diminuição significativa dos lugares de estacionamento; o pouco espaço destinado aos peões e a ausência de corredores para as bicicletas; e o acesso ao transporte colectivo de passageiros.
Mas se nestes projectos qualquer solução encontrada estará sempre longe de conciliar todos os interesses, não deixa de ser evidente que propor estas alterações implica o repensar de toda a circulação local.
Num núcleo urbano partido (e marcado) pelo atravessamento de uma estrada nacional (com importância regional), de intenso tráfego (especialmente no Verão e aos fins-de-semana, devido à proximidade da Nazaré) e cuja rede viária interna está desarticulada, qualquer intervenção ao nível do tráfego terá de ser vista como uma intervenção integrada e integradora.
Esta situação conduz à evidência de que é necessário intervir noutras vias, nomeadamente através da criação de ligações que agora não existem.
Por exemplo, construir a ligação da EB2,3 às Piscinas Municipais. Separadas por 700 metros (em linha recta), a viagem obriga a uma deslocação de 1,7 km de automóvel ou de 2km em autocarro. Outro exemplo, seria a ligação da EB2,3 à zona do “Mato Pinheiro”. Separados por 400 metros, a viagem actual exige uns módicos 1100 metros. A ligação das Piscinas Municipais (e do mercado) à zona do “campo da bola”, tem agora com um trajecto de 2km, quando distam cerca de 900 metros. E todas elas têm de usar a EN242 para se poderem realizar. Ou seja, a construção destas vias de ligação retiraria um grande conjunto de veículos da actual avenida, que apenas a usam porque não têm alternativa (Fig. 6).
Figura 6 – Estradas a construir, mantendo o trânsito de atravessamento no centro de Pataias. Fonte: Adaptado de Google Earth. (1) – Mato Pinheiro - EB2,3; (2) EB2,3 - Piscinas/Mercado; (3) Piscinas/Mercado - Campo da bola; (4) R. da Estação - Av. C.D. Pataiense
Com esta solução, o impacto da construção de uma rotunda seria consideravelmente diminuído, pois uma parte importante do trânsito local não teria de usar a mesma.
Ainda a ter em conta é a ligação da R. de Nsa. Sra. da Vitória com a EN242. Essa rua assume particular importância na rede viária local pois para além de ser uma das principais saídas do núcleo urbano (em direcção às praias), é nela que se localizam as Piscinas Municipais, o Lar de 3ª Idade e Centro de Dia, o mercado semanal e os futuros Centro Escolar e complexo desportivo. É também uma via que tem visto crescer o número e a diversidade de estabelecimentos comerciais, começando a ser um importante eixo comercial. Essa ligação, com a desclassificação da EN242 desaparece, passando a ser efectuada de forma indirecta. Ainda relacionado com a R. de Nsa. Sra. da Vitória, seria necessário alterar o sentido de trânsito da Rua da Cheia e o alargamento da R. do Valinho. Dessa forma, quem viesse pela EN242 teria dois acessos: Rua do Valinho e R. de Nsa. Sra. da Vitória e saída pela Rua do Vale.
Ainda de referir também, a entrada da Rua da Estação na EN242, junto à igreja. A Rua da Estação, para além de servir grande parte da população local, serve ainda de entrada em Pataias para a maior parte dos habitantes de Pataias-Gare e Pisões. Apresentar uma entrada na EN242 da forma como está só é prática para quem queira ir em direcção à Marinha Grande. Sabendo que a Junta de Freguesia, o Centro de Saúde, a GNR, as escolas, as piscinas, o mercado, os bancos – estão todos na direcção da Nazaré, não fará muito sentido proibi-los de virar à esquerda e obrigá-los a entrar em vias secundárias. Ou se permite que os veículos virem à esquerda ou será necessário construir uma ligação entre a Rua da Estação e a Av. Clube Desportivo Pataiense.
Cenário 1: Manter a estrada como eixo de ligação regional
Este cenário é aquele que mais tem sido discutido, apesar de o PDM ainda em vigor referir a construção de uma variante. Esta solução aparentemente agrada à Câmara Municipal e à EP – Estradas de Portugal, existindo mesmo alguns projectos.
Esta proposta baseia a sua intervenção na construção de uma rotunda na confluência da Av. Rainha Santa Isabel (EN242), com as Av. da Lagoa e Rua de Alcobaça. Se por um lado parece resolver a confluência de vias aí existentes, por outro, cria um estrangulamento que obrigará a que todo o trânsito Este-Oeste, na vila de Pataias, tenha de entrar obrigatoriamente na EN242. Isto é, as duas vias paralelas, que neste momento têm uma circulação independente, serão obrigadas a confluir na dita rotunda e a misturar trânsito local com trânsito de atravessamento, o que agora não acontece.
Na prática, as duas vias paralelas que actualmente têm também uma função importante de redistribuição do tráfego (uma mais que outra) e de estacionamento, funcionarão apenas como vias de acesso local, contribuindo para o aumento do tráfego da via principal (Fig. 5).
Fig. 5 – Requalificação da EN242 (Av. Rainha Santa Isabel). Fonte: Adaptado de Câmara Municipal de Alcobaça
Também o estacionamento verá diminuída a sua capacidade. O projecto apresentado prevê a definição de 150 lugares ao longo dos 0,6 km centrais. Destes, apenas 35 são perpendiculares à via de circulação ou em espinha e elimina grande parte do estacionamento actualmente existente, junto à futura rotunda, mas também nos pequenos largos António Oliveira Correia Neves, da Anunciada e junto ao edifício dos CTT. Se se tiver em consideração que numa qualquer manhã de um dia do fim-de-semana se podem contar 130/140 automóveis estacionados ao longo da secção referida, e que ainda existem muitos lugares vagos, percebe-se que o estacionamento proposto é claramente insuficiente (porque diminui o existente).
Quanto à circulação de peões, a mesma mantém-se apenas junto ao edificado, sem que seja proposta uma alteração significativa na sua actual dimensão (aproximadamente 0,8m de largura).
Também a questão da circulação de bicicletas não está contemplada no projecto. E a questão das ciclovias assume particular importância neste contexto local. Primeiro, relacionado com a orografia existente e que é praticamente plana. Segundo, porque a freguesia conta já com mais de 20 km de ciclovias e planeia construir pelo menos outros 10 km. Terceiro, porque há uma grande tradição na utilização da bicicleta como meio de deslocação. Uma vez mais, actualmente, essa deslocação faz-se actualmente nas vias paralelas, não havendo necessidade de quem anda de bicicleta entrar na EN242, excepto em situações de atravessamento (de um lado para outro).
Outro aspecto relevante é a paragem dos transportes colectivos de passageiros (autocarros de serviços local, regional e expresso). Actualmente, a paragem para largar e receber passageiros é feita apenas num local, fora da via de circulação principal, numa das vias paralelas à EN242. Com a proposta de desclassificação e requalificação da via, passarão a existir duas paragens, uma delas na própria via principal e obrigando sempre ao atravessamento da estrada. Por outras palavras, é dada a prioridade ao autocarro que se limita a encostar à berma e são os passageiros que têm de andar de um lado para outro.
Esta proposta enferma assim de alguma debilidades: o afunilamento de todo o trânsito, de atravessamento e local, num só ponto; a diminuição significativa dos lugares de estacionamento; o pouco espaço destinado aos peões e a ausência de corredores para as bicicletas; e o acesso ao transporte colectivo de passageiros.
Mas se nestes projectos qualquer solução encontrada estará sempre longe de conciliar todos os interesses, não deixa de ser evidente que propor estas alterações implica o repensar de toda a circulação local.
Num núcleo urbano partido (e marcado) pelo atravessamento de uma estrada nacional (com importância regional), de intenso tráfego (especialmente no Verão e aos fins-de-semana, devido à proximidade da Nazaré) e cuja rede viária interna está desarticulada, qualquer intervenção ao nível do tráfego terá de ser vista como uma intervenção integrada e integradora.
Esta situação conduz à evidência de que é necessário intervir noutras vias, nomeadamente através da criação de ligações que agora não existem.
Por exemplo, construir a ligação da EB2,3 às Piscinas Municipais. Separadas por 700 metros (em linha recta), a viagem obriga a uma deslocação de 1,7 km de automóvel ou de 2km em autocarro. Outro exemplo, seria a ligação da EB2,3 à zona do “Mato Pinheiro”. Separados por 400 metros, a viagem actual exige uns módicos 1100 metros. A ligação das Piscinas Municipais (e do mercado) à zona do “campo da bola”, tem agora com um trajecto de 2km, quando distam cerca de 900 metros. E todas elas têm de usar a EN242 para se poderem realizar. Ou seja, a construção destas vias de ligação retiraria um grande conjunto de veículos da actual avenida, que apenas a usam porque não têm alternativa (Fig. 6).
Com esta solução, o impacto da construção de uma rotunda seria consideravelmente diminuído, pois uma parte importante do trânsito local não teria de usar a mesma.
Ainda a ter em conta é a ligação da R. de Nsa. Sra. da Vitória com a EN242. Essa rua assume particular importância na rede viária local pois para além de ser uma das principais saídas do núcleo urbano (em direcção às praias), é nela que se localizam as Piscinas Municipais, o Lar de 3ª Idade e Centro de Dia, o mercado semanal e os futuros Centro Escolar e complexo desportivo. É também uma via que tem visto crescer o número e a diversidade de estabelecimentos comerciais, começando a ser um importante eixo comercial. Essa ligação, com a desclassificação da EN242 desaparece, passando a ser efectuada de forma indirecta. Ainda relacionado com a R. de Nsa. Sra. da Vitória, seria necessário alterar o sentido de trânsito da Rua da Cheia e o alargamento da R. do Valinho. Dessa forma, quem viesse pela EN242 teria dois acessos: Rua do Valinho e R. de Nsa. Sra. da Vitória e saída pela Rua do Vale.
Ainda de referir também, a entrada da Rua da Estação na EN242, junto à igreja. A Rua da Estação, para além de servir grande parte da população local, serve ainda de entrada em Pataias para a maior parte dos habitantes de Pataias-Gare e Pisões. Apresentar uma entrada na EN242 da forma como está só é prática para quem queira ir em direcção à Marinha Grande. Sabendo que a Junta de Freguesia, o Centro de Saúde, a GNR, as escolas, as piscinas, o mercado, os bancos – estão todos na direcção da Nazaré, não fará muito sentido proibi-los de virar à esquerda e obrigá-los a entrar em vias secundárias. Ou se permite que os veículos virem à esquerda ou será necessário construir uma ligação entre a Rua da Estação e a Av. Clube Desportivo Pataiense.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
A desclassificação da EN242 (3/6)
A desclassificação das estradas nacionais e a requalificação do espaço urbano. O caso da EN242 em Pataias, Alcobaça (3/6)
A desclassificação da EN242 em Pataias
A desclassificação do troço da EN242 no norte do concelho de Alcobaça, fazendo a ligação entre os concelhos de Nazaré e Marinha Grande (numa extensão aproximada de 12,5 km), é também uma oportunidade de repensar o trânsito para Pataias e Martingança.
A passagem para o município de uma estrada que em 4 anos recuperou praticamente todo o trânsito perdido pela abertura da A8 levanta questões quer ao nível de manutenção da via, como das suas próprias características, uma vez que parte significativa do seu trajecto (2,4 km) se insere em meio claramente urbano.
Em muitos processos de desclassificação de estradas nacionais, principalmente aqueles que atravessam centros de núcleos urbanos, tem-se optado pela construção de circulares ou variantes, de forma a que o trânsito de passagem não faça o atravessamento da povoação. A lógica, parece evidente, é não só garantir uma maior fluidez no tráfego regional, como assegurar uma melhor qualidade (ambiente, tráfego, tranquilidade, segurança rodoviária) no próprio centro urbano.
No presente caso, o processo de desclassificação destes 12,5 km, para além da mudança de mãos entre a Estradas de Portugal e a Câmara Municipal de Alcobaça, contempla um chamado “Projecto de requalificação da Av. Rainha Santa Isabel”, num troço de 600 metros (dos 2,4 km que passam por Pataias).
Este projecto de desclassificação/ requalificação, previsto em PDM, tem necessariamente de encontrar uma solução para a circulação rodoviária, mas também encontrar soluções para o estacionamento e promover a qualidade de vida urbana. A solução a encontrar, deve, no ideal, conciliar todos os interesses, embora neste caso não seja fácil.
Assim, poderão ser equacionadas duas soluções: manter a estrada como eixo de ligação regional (consequentemente, mantendo o trânsito dentro da vila), ou criar uma variante, desviando-o. Aliás, esta segunda alternativa é aquela que está expressa em regulamento do PDM.
Para se compreender todas as implicações que poderá trazer uma possível desclassificação e consequente requalificação deste troço urbano da EN242, é preciso ter em consideração as próprias características da via neste local. Ao longo de uma extensão de aproximadamente 0,6 km, a EN 242 é ladeada por duas estradas paralelas (uma de cada lado). Estas duas vias, para além de servirem de estacionamento, são essenciais para a circulação dentro do núcleo urbano, evitando que uma parte importante do tráfego local não tenha de entrar na EN242 (Fig. 4).
Fig. 4 – Parte do troço da EN242/ Av. Rainha Santa Isabel proposto para requalificação. São visíveis as duas vias paralelas à EN242. Fonte: Adaptado de Google Earth.
A desclassificação da EN242 em Pataias
A desclassificação do troço da EN242 no norte do concelho de Alcobaça, fazendo a ligação entre os concelhos de Nazaré e Marinha Grande (numa extensão aproximada de 12,5 km), é também uma oportunidade de repensar o trânsito para Pataias e Martingança.
A passagem para o município de uma estrada que em 4 anos recuperou praticamente todo o trânsito perdido pela abertura da A8 levanta questões quer ao nível de manutenção da via, como das suas próprias características, uma vez que parte significativa do seu trajecto (2,4 km) se insere em meio claramente urbano.
Em muitos processos de desclassificação de estradas nacionais, principalmente aqueles que atravessam centros de núcleos urbanos, tem-se optado pela construção de circulares ou variantes, de forma a que o trânsito de passagem não faça o atravessamento da povoação. A lógica, parece evidente, é não só garantir uma maior fluidez no tráfego regional, como assegurar uma melhor qualidade (ambiente, tráfego, tranquilidade, segurança rodoviária) no próprio centro urbano.
No presente caso, o processo de desclassificação destes 12,5 km, para além da mudança de mãos entre a Estradas de Portugal e a Câmara Municipal de Alcobaça, contempla um chamado “Projecto de requalificação da Av. Rainha Santa Isabel”, num troço de 600 metros (dos 2,4 km que passam por Pataias).
Este projecto de desclassificação/ requalificação, previsto em PDM, tem necessariamente de encontrar uma solução para a circulação rodoviária, mas também encontrar soluções para o estacionamento e promover a qualidade de vida urbana. A solução a encontrar, deve, no ideal, conciliar todos os interesses, embora neste caso não seja fácil.
Assim, poderão ser equacionadas duas soluções: manter a estrada como eixo de ligação regional (consequentemente, mantendo o trânsito dentro da vila), ou criar uma variante, desviando-o. Aliás, esta segunda alternativa é aquela que está expressa em regulamento do PDM.
Para se compreender todas as implicações que poderá trazer uma possível desclassificação e consequente requalificação deste troço urbano da EN242, é preciso ter em consideração as próprias características da via neste local. Ao longo de uma extensão de aproximadamente 0,6 km, a EN 242 é ladeada por duas estradas paralelas (uma de cada lado). Estas duas vias, para além de servirem de estacionamento, são essenciais para a circulação dentro do núcleo urbano, evitando que uma parte importante do tráfego local não tenha de entrar na EN242 (Fig. 4).
Fig. 4 – Parte do troço da EN242/ Av. Rainha Santa Isabel proposto para requalificação. São visíveis as duas vias paralelas à EN242. Fonte: Adaptado de Google Earth.
terça-feira, 12 de julho de 2011
A desclassificação da EN242 (2/6)
A desclassificação das estradas nacionais e a requalificação do espaço urbano. O caso da EN242 em Pataias, Alcobaça (2/6)
Caracterização da área
A rede rodoviária nacional é constituída pela rede fundamental e pela rede complementar, que são complementadas pelas estradas regionais e municipais.
Os itinerários principais são as vias de comunicação de maior interesse nacional, servindo de base de apoio a toda a rede rodoviária nacional e assegurando a ligação entre os centros urbanos com influência supradistrital e destes com os principais portos, aeroportos e fronteiras.
Já os itinerários complementares são as vias que, no contexto do plano rodoviário nacional, estabelecem as ligações de maior interesse regional, bem como as principais vias envolventes e de acesso nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
O caso de estudo presente neste trabalho refere-se à Estrada Nacional 242 (EN242), mais concretamente ao troço referente ao atravessamento da vila de Pataias (entre a Marinha Grande e a Nazaré)(Fig. 1). A EN 242 faz a ligação entre Alfeizerão (IC1) e Marinha Grande (IC36). De referir que o PRN2000, de acordo com a EP – Estradas de Portugal, e para a sub-região do Oeste e Vale do Tejo, já procedeu à desclassificação de 918 km de estradas para o âmbito municipal, dos quais faltam ainda entregar às autarquias 385 km.
A desclassificação deste troço da EN242 (entre o quilómetro 17,150 e o quilómetro 29,7) encontra-se previsto no PDM de Alcobaça, com a ressalva de que a mesma só será feita após a construção da respectiva variante (Artigo 28º, § 4 do PDM de Alcobaça). De salientar ainda que a EN242 é uma importante via a nível regional, pois até à entrada em funcionamento da A8 era uma das alternativas para a ligação entre Leiria e Caldas da Rainha (a outra era a EN8, por Alcobaça – mas mais sinuosa e com mais atravessamentos de povoações).
Fig. 1 – A EN 242 entre Alfeizerão e Leiria, Pataias e o posto 486 de contagem de tráfego da EP- Estradas de Portugal. Fonte: Adaptado de EP – Estradas de Portugal.
Ainda de acordo com dados da EP – Estradas de Portugal, os custos médios associados à manutenção periódica de vias são de aproximadamente 200mil€/km a cada dez anos, enquanto os relativos à manutenção corrente são de aproximadamente 5mil€/km/ano. De acordo com estes valores, a transferência deste troço de 12,5km para a esfera de competências da autarquia corresponderia a aproximadamente a uma média de verba anual na ordem dos 62,5mil€ e de outra de 2,5milhões€ a cada dez anos (a preços de 2007). Ou seja, a passagem destes 12,5km da EN242 para a autarquia representariam um encaixe de mais de 3 milhões de euros nos 10 anos seguintes. Note-se que nos termos habituais de passagem da jurisdição para as autarquias, as estradas são entregues em boas condições.
Acrescente-se que a entrada em funcionamento da A8 (portajada) não retirou a importância a este troço, pois continua a ser a mais importante via de acesso à Nazaré para quem se desloca de Leiria e Marinha Grande (Fig. 2). Se a este facto se juntar o grande dinamismo económico e industrial existente e o pólo de atracção que o eixo Pataias – Marinha Grande exerce sobre o emprego local, depreende-se o intenso tráfego (embora não congestionado) que a via pode ter (principalmente no início da manhã, à hora de almoço e ao fim da tarde).
Fig. 2 – Tráfego Médio Diário na EN242 (posto 486), entre 1980 e 2005. O troço Marinha Grande Este-Tornada foi inaugurado em Outubro de 2001. Fonte: EP – Estradas de Portugal
De salientar ainda que a EP – Estradas de Portugal considera vias de elevado tráfego aquelas que apresentam um tráfego médio diário (TMD) superior a 10000 veículos ligeiros e simultaneamente 1000 veículos pesados. Ora, este troço apresentava em 2005 um total de 11458 veículos, dos quais 664 eram veículos pesados (824 aos dias úteis). Ou seja, esta é uma via próxima de ser considerada de elevado tráfego.
Quanto aos movimentos locais, a EN242 assume no interior de Pataias todas as características de uma via urbana. Eixo central e condicionante de toda a estrutura urbana, é por ela que se faz toda a circulação interna, quer no sentido longitudinal, quer no transversal. Uma malha urbana que cresceu de forma orgânica, ao longo de caminhos rurais e florestais, deixou ruas estreitas e por vezes sinuosas, sem que haja ligação entre as mesmas (ou existindo são pouco práticas). Muitas vezes as diversas ruas correm paralelas, ou são radiais, sem que haja ligação entre as mesmas). Esta morfologia urbana torna obrigatória a utilização da Av. Rainha Santa Isabel (EN242) para qualquer deslocação interna (Fig. 3).
Fig. 3 – Rede viária principal de Pataias. Fonte: Adaptado de Google Earth.
Caracterização da área
A rede rodoviária nacional é constituída pela rede fundamental e pela rede complementar, que são complementadas pelas estradas regionais e municipais.
Os itinerários principais são as vias de comunicação de maior interesse nacional, servindo de base de apoio a toda a rede rodoviária nacional e assegurando a ligação entre os centros urbanos com influência supradistrital e destes com os principais portos, aeroportos e fronteiras.
Já os itinerários complementares são as vias que, no contexto do plano rodoviário nacional, estabelecem as ligações de maior interesse regional, bem como as principais vias envolventes e de acesso nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
O caso de estudo presente neste trabalho refere-se à Estrada Nacional 242 (EN242), mais concretamente ao troço referente ao atravessamento da vila de Pataias (entre a Marinha Grande e a Nazaré)(Fig. 1). A EN 242 faz a ligação entre Alfeizerão (IC1) e Marinha Grande (IC36). De referir que o PRN2000, de acordo com a EP – Estradas de Portugal, e para a sub-região do Oeste e Vale do Tejo, já procedeu à desclassificação de 918 km de estradas para o âmbito municipal, dos quais faltam ainda entregar às autarquias 385 km.
A desclassificação deste troço da EN242 (entre o quilómetro 17,150 e o quilómetro 29,7) encontra-se previsto no PDM de Alcobaça, com a ressalva de que a mesma só será feita após a construção da respectiva variante (Artigo 28º, § 4 do PDM de Alcobaça). De salientar ainda que a EN242 é uma importante via a nível regional, pois até à entrada em funcionamento da A8 era uma das alternativas para a ligação entre Leiria e Caldas da Rainha (a outra era a EN8, por Alcobaça – mas mais sinuosa e com mais atravessamentos de povoações).
Fig. 1 – A EN 242 entre Alfeizerão e Leiria, Pataias e o posto 486 de contagem de tráfego da EP- Estradas de Portugal. Fonte: Adaptado de EP – Estradas de Portugal.
Ainda de acordo com dados da EP – Estradas de Portugal, os custos médios associados à manutenção periódica de vias são de aproximadamente 200mil€/km a cada dez anos, enquanto os relativos à manutenção corrente são de aproximadamente 5mil€/km/ano. De acordo com estes valores, a transferência deste troço de 12,5km para a esfera de competências da autarquia corresponderia a aproximadamente a uma média de verba anual na ordem dos 62,5mil€ e de outra de 2,5milhões€ a cada dez anos (a preços de 2007). Ou seja, a passagem destes 12,5km da EN242 para a autarquia representariam um encaixe de mais de 3 milhões de euros nos 10 anos seguintes. Note-se que nos termos habituais de passagem da jurisdição para as autarquias, as estradas são entregues em boas condições.
Acrescente-se que a entrada em funcionamento da A8 (portajada) não retirou a importância a este troço, pois continua a ser a mais importante via de acesso à Nazaré para quem se desloca de Leiria e Marinha Grande (Fig. 2). Se a este facto se juntar o grande dinamismo económico e industrial existente e o pólo de atracção que o eixo Pataias – Marinha Grande exerce sobre o emprego local, depreende-se o intenso tráfego (embora não congestionado) que a via pode ter (principalmente no início da manhã, à hora de almoço e ao fim da tarde).
Fig. 2 – Tráfego Médio Diário na EN242 (posto 486), entre 1980 e 2005. O troço Marinha Grande Este-Tornada foi inaugurado em Outubro de 2001. Fonte: EP – Estradas de Portugal
De salientar ainda que a EP – Estradas de Portugal considera vias de elevado tráfego aquelas que apresentam um tráfego médio diário (TMD) superior a 10000 veículos ligeiros e simultaneamente 1000 veículos pesados. Ora, este troço apresentava em 2005 um total de 11458 veículos, dos quais 664 eram veículos pesados (824 aos dias úteis). Ou seja, esta é uma via próxima de ser considerada de elevado tráfego.
Quanto aos movimentos locais, a EN242 assume no interior de Pataias todas as características de uma via urbana. Eixo central e condicionante de toda a estrutura urbana, é por ela que se faz toda a circulação interna, quer no sentido longitudinal, quer no transversal. Uma malha urbana que cresceu de forma orgânica, ao longo de caminhos rurais e florestais, deixou ruas estreitas e por vezes sinuosas, sem que haja ligação entre as mesmas (ou existindo são pouco práticas). Muitas vezes as diversas ruas correm paralelas, ou são radiais, sem que haja ligação entre as mesmas). Esta morfologia urbana torna obrigatória a utilização da Av. Rainha Santa Isabel (EN242) para qualquer deslocação interna (Fig. 3).
Fig. 3 – Rede viária principal de Pataias. Fonte: Adaptado de Google Earth.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A desclassificação da EN242 (1/6)
A desclassificação das estradas nacionais e a requalificação do espaço urbano. O caso da EN242 em Pataias, Alcobaça (1/6)
Introdução
O Plano Rodoviário Nacional 2000 (PRN2000) prevê uma extensão de 16500 km na rede de estradas do país, divididas por Itinerários principais, complementares e estradas nacionais, de perfis diversos (auto-estrada, via rápida, e outros). O PRN2000 prevê ainda a reclassificação de algumas estradas como estradas regionais e também a construção de variantes e circulares nos principais centros urbanos para acesso aos corredores de grande capacidade, melhorando as condições de grande capacidade, de circulação, comodidade e segurança do tráfego nesses locais.
Paralelamente, a Lei nº159/99 de 14 de Setembro (transferência de competências para as autarquias locais) define um conjunto de novas competências para os municípios, também no quadro dos transportes e comunicações.
É neste contexto que se processa a desclassificação das estradas nacionais, isto é, por um lado o desejo do Estado Central aligeirar a estrutura de gestão da rede de estradas, e por outro, o desejo das autarquias de conseguirem um maior número de competências, acompanhadas, obviamente, por um maior volume de receitas.
A desclassificação das Estradas Nacionais é, no entanto, uma temática que tem sido pouco abordada. Porque cada caso é um caso, tratado individual e singularmente entre a Estradas de Portugal e cada uma das autarquias, a informação é pouca, encontrando-se dispersa e desorganizada. Na realidade, para se saber com alguma exactidão quais as estradas que foram desclassificadas, ou que se pretendem desclassificar, a única forma de o fazer é consultar a informação disponível nas autarquias e o regulamento de cada um dos PDM’s dos mais de 300 concelhos nacionais. Sabendo-se também que a maioria destes PDM’s têm mais de 10 anos, que muitos deles se encontram em revisão ou que sofreram várias alterações ao longo do tempo, facilmente se depreende da dificuldade em ter uma ideia geral do assunto.
Talvez por estes motivos, não há trabalhos publicados sobre a temática, quer por parte dos municípios, quer por parte da própria Estradas de Portugal.
O presente artigo pretende abordar a forma como a desclassificação das estradas nacionais tem sido feita, utilizando como exemplo prático a desclassificação de um troço de 12,5 km da EN242, em Pataias, Alcobaça, analisando o impacto que a mesma trará ao tráfego e à circulação automóvel dentro do aglomerado urbano.
domingo, 10 de julho de 2011
Valter Ribeiro na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros
Da edição escrita 933 do Região de Cister de 7 de Julho
Valter Ribeiro integra comissão de Negócios Estrangeiros
Valter Ribeiro, que tomou posse na passada semana como deputado na Assembleia da República, integra a Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. A formalização das comissões parlamentares decorreu ontem, quarta-feira.
O ex-ministro da Economia, Vieira da Silva, natural da Marinha Grande, vai presidir à comissão eventual criada pela Assembleia da República para acompanhar a execução das medidas do acordo com a troika.
Paulo Batista Santos, eleito na passada semana para a Mesa da Assembleia da República, fica como primeiro vice-presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública e integrará também a comissão presidida por Vieira da Silva.
Ainda do lado do PSD, Fernando Marques é vicepresidente da Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, enquanto Maria Conceição Pereira fará parte da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, a mesma onde está também Pedro Pimpão. Laura Esperança participará na Comissão de Segurança Social e Trabalho.
Do lado do PS, Odete João integra a Comissão de Educação, Basílio Horta a dos Negócios Estrangeiros e João Paulo Pedrosa a da Segurança Social e Trabalho. O deputado do CDS-PP, Manuel Isaac, pertence às comissões da Agricultura e da Saúde.
sábado, 9 de julho de 2011
Bandeira Azul hasteada em Paredes da Vitória
Notícia da edição escrita 933 do Região de Cister de 7 de Julho
Pataias
Bandeira Azul hasteada na Praia das Paredes
Depois de uma ausência de dez anos, a Bandeira Azul regressou à praia de Paredes da Vitória no passado sábado, numa cerimónia promovida pela Câmara e pela Junta de Pataias.
“É um momento histórico”, considera Paulo Inácio, para quem as Paredes são uma praia de referência “para muita gente do concelho e de fora do concelho”.
O presidente da autarquia lembra que a Associação da Bandeira Azul, que decide que praias recebem o galardão, “tem requisitos muito exigentes”.
A luta pela melhoria das condições de qualidade das Paredes começou há vários anos, com a construção de infra-estruturas, nomeadamente o saneamento e a Estação de Tratamento de Águas Residuais. “Foi muito importante para a resolução dos problemas ambientais e conseguimos dar um salto qualitativo, mas agora temos de estar atentos”, refere Paulo Inácio, que deu instruções aos SMA para “estarem atentos a toda a costa do concelho de Alcobaça, mas sobretudo às duas praias que receberam Bandeira Azul” - Paredes e São Martinho do Porto.
Pataias
Bandeira Azul hasteada na Praia das Paredes
Depois de uma ausência de dez anos, a Bandeira Azul regressou à praia de Paredes da Vitória no passado sábado, numa cerimónia promovida pela Câmara e pela Junta de Pataias.
“É um momento histórico”, considera Paulo Inácio, para quem as Paredes são uma praia de referência “para muita gente do concelho e de fora do concelho”.
O presidente da autarquia lembra que a Associação da Bandeira Azul, que decide que praias recebem o galardão, “tem requisitos muito exigentes”.
A luta pela melhoria das condições de qualidade das Paredes começou há vários anos, com a construção de infra-estruturas, nomeadamente o saneamento e a Estação de Tratamento de Águas Residuais. “Foi muito importante para a resolução dos problemas ambientais e conseguimos dar um salto qualitativo, mas agora temos de estar atentos”, refere Paulo Inácio, que deu instruções aos SMA para “estarem atentos a toda a costa do concelho de Alcobaça, mas sobretudo às duas praias que receberam Bandeira Azul” - Paredes e São Martinho do Porto.
Comentário
A referência correcta às palavras de Paulo Inácio relativas à praia das Paredes não é “para muita gente do concelho e de fora do concelho”, mas sim "para muita gente de Pataias e de fora do concelho".
E quanto à referência a S. Martinho do Porto, ou fui eu que não vi, ou não foram feitas referências às Paredes quando a respectiva bandeira foi hasteada...
IGE avalia Agrupamento de Escolas de Pataias com "Muito Bom"
Da edição escrita 933 do Região de Cister
Agrupamento de Pataias recebe nota máxima
O Agrupamento de Escolas de Pataias recebeu nota máxima no domínio da ‘Organização e gestão escolar’ e da ‘Liderança’, na avaliação realizada pela Inspecção Geral da Educação.
Os relatórios divulgados na passada semana, confirmam que o estabelecimento da vila foi a única escola do concelho de Alcobaça a receber ‘Muito bom’ em alguns pontos analisados. O Agrupamento Dom Pedro I e a EPADRC foram também avaliadas, mas o melhor que conseguiram foi um ‘Bom’.
O facto de “incentivar à formação contínua, ter boa comunicação interna e uma oferta formativa bastante vasta” foram alguns dos factores destacados pelo documento, que dividiu a avaliação em quatro níveis: Muito bom, Bom, Suficiente e Insuficiente, tendo esta última nota “escapado” a todas as escolas da região.
O comunicado deu a conhecer, também, alguns dos pontos fortes e fracos dos estabelecimentos do concelho. Nesse campo, a EPADRC destacou-se devido ao “elevado nível de empregabilidade dos cursos”, uma característica determinante para o sucesso das escolas profissionais.
Já a Dom Pedro I, de Alcobaça, foi referenciada por ter um “bom” Gabinete de Apoio ao aluno e à família na “prevenção, intervenção e acompanhamento em casos de indisciplina”.
Segundo o relatório, a avaliação tem como objectivo “resultar numa melhoria para a escola. Ao identificar os pontos fortes e fracos, a avaliação externa oferece elementos para a construção e desenvolvimento de cada estabelecimento”.
De destacar que nenhuma escola do concelho da Nazaré foi alvo de avaliação, bem como a ESDICA ou o Externato Cooperativo da Benedita, por já terem sido analisadas anteriormente.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Bufo Real em Pataias
Um Bufo Real "pilha-galinhas" foi apanhado em flagrante delito enquanto roubava (e se banqueteava com) dois jovens patos.
Detido atrás das grades e chamadas as autoridades competentes, passou duas noites detido.
Apesar de ser suspeito de crimes semelhantes e continuados, seguindo a tradição da justiça portuguesa, acabará por ser libertado (alegadamente mais longe) após um breve "interrogatório".
Mas depois surgiu a dúvida:
Será que alguém vai largar uma bufa?
E não é que largaram mesmo.
Detido atrás das grades e chamadas as autoridades competentes, passou duas noites detido.
Apesar de ser suspeito de crimes semelhantes e continuados, seguindo a tradição da justiça portuguesa, acabará por ser libertado (alegadamente mais longe) após um breve "interrogatório".
Mas depois surgiu a dúvida:
Será que alguém vai largar uma bufa?
E não é que largaram mesmo.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Pataias - Campeões Nacionais
Jovens atletas de Pataias são campeões nacionais (novamente) no Pentatlo Moderno
Decorreu no passado dia 2 de Julho o XVIII Challenge Pentajovem & Campeonatos Nacionais da Juventude, prova da modalidade de Pentatlo Moderno.
Os jovens atletas de Pataias, em representação das Piscinas Municipais de Pataias, alcançaram 3 primeiros lugares nos respectivos escalões.
Aprendizes Masculinos
1º Duarte Soares 3124 pontos
Benjamins Femininos
1º Ariana Morouço 3070 pontos
Infantis Femininos
1º Bárbara Coelho 3848 pontos
Outras classificações
Aprendizes Femininos
4º Joana Pesqueira 2620 pontos
Aprendizes Masculinos
3º Bernardo Rosa 2988 pontos
4º Ricardo Coelho 2200 pontos
5º Francisco Silva 1788 pontos
6º Tomás Costa 1724 pontos
Benjamins Masculinos
4º Simão Pereira 2760 pontos
6º Pedro Silva 2604 pontos
Infantis Femininos
6º Núria Branco 2848 pontos
11º Ana Venâncio 2560 pontos
14º Maria Ribeiro 2232 pontos
17º Raquel Cardoso 1028 pontos
Infantis Masculinos
5º Simão Costa 3084 pontos
7º Edgar Cruz 3052 pontos
Iniciados Femininos
5º Rafaela Almeida 2504 pontos
6º Maria Pereira 2448 pontos
Juvenis Femininos
3º Ana Carlos 2744 pontos
http://www.fppm.pt/fppm/
Decorreu no passado dia 2 de Julho o XVIII Challenge Pentajovem & Campeonatos Nacionais da Juventude, prova da modalidade de Pentatlo Moderno.
Os jovens atletas de Pataias, em representação das Piscinas Municipais de Pataias, alcançaram 3 primeiros lugares nos respectivos escalões.
Aprendizes Masculinos
1º Duarte Soares 3124 pontos
Benjamins Femininos
1º Ariana Morouço 3070 pontos
Infantis Femininos
1º Bárbara Coelho 3848 pontos
Outras classificações
Aprendizes Femininos
4º Joana Pesqueira 2620 pontos
Aprendizes Masculinos
3º Bernardo Rosa 2988 pontos
4º Ricardo Coelho 2200 pontos
5º Francisco Silva 1788 pontos
6º Tomás Costa 1724 pontos
Benjamins Masculinos
4º Simão Pereira 2760 pontos
6º Pedro Silva 2604 pontos
Infantis Femininos
6º Núria Branco 2848 pontos
11º Ana Venâncio 2560 pontos
14º Maria Ribeiro 2232 pontos
17º Raquel Cardoso 1028 pontos
Infantis Masculinos
5º Simão Costa 3084 pontos
7º Edgar Cruz 3052 pontos
Iniciados Femininos
5º Rafaela Almeida 2504 pontos
6º Maria Pereira 2448 pontos
Juvenis Femininos
3º Ana Carlos 2744 pontos
http://www.fppm.pt/fppm/
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Santos Populares nas Paredes da Vitória
Uma bela iniciativa da AMA Paredes da Vitória que contou com a colaboração de praticamente todos os moradores da praia.
A adesão às festas foi grande, estando o recinto "à pinha" desde as 18h até às 2h.
Para ajudar, os moradores enfeitaram as respectivas ruas, alargando o ar festivo a toda a povoação.
Bandeira Azul hasteada em Paredes da Vitória
Fotografia: Anselmo Coutinho
A Bandeira Azul foi hasteada na praia de Paredes da Vitória no passado Sábado, dia 2 de Julho, pelas 18h.
Na cerimónia estiveram presentes os presidentes da Câmara Municipal, Assembleia Municipal, da Junta de Freguesia e ainda o vereador responsável pelo pelouro.
Depois de uma ausência de 10 anos,a Bandeira Azul voltou a ser hasteada na praia de Paredes da Vitória.
Comentário
No seu breve discurso, Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal, referiu ser conhecedor da importância sentimental da praia das Paredes para a freguesia de Pataias e para as pessoas de outros concelhos.
Referiu ainda que esta (a Bandeira Azul) era mais uma referência da praia, referindo depois o nome de uma casa comercial existente na praia (como se fosse a única). Foi uma bela publicidade num discurso oficial.
Quanto a referências da importância da praia para o município de Alcobaça, do papel que a praia pode representar na dinamização turística do concelho ou sobre a data de conclusão das obras (há um ano inaugurou a 1ª fase - lembram-se?), nem uma palavra.
Um discurso atabalhoado de alguém que cumpriu a obrigação de estar presente.
domingo, 3 de julho de 2011
Vandalismo nas Paredes da Vitória
Da edição escrita 932 do Região de Cister
Paredes da Vitória
Casas de banho vandalizadas pela terceira vez este ano
Pela terceira vez este ano, foram vandalizadas, de domingo para segunda-feira, as casas de banho públicas do Parque de Merendas de Paredes da Vitória.
“Não levam nada, apenas partem tudo”, disse ao REGIÃO DE CISTER Dário Moleiro, secretário da Junta de Freguesia. As portas das casas de banho dos homens, das mulheres e dos deficientes foram arrombadas e as louças partidas, como demonstra a fotografia.
“Ainda há gente que arromba as casas de banho pelo prazer de estragar. Nem a dos deficientes escapou”, desabafa o responsável, que equaciona colocar vigilância no local.
Comentário
Gostaria que estes actos de puro e gratuito vandalismo tivessem, efectivamente, ocorrido nas Paredes da Vitória. Era a prova de que as prometidas casas de banho públicas, retiradas aquando das obras de requalificação, já existiam. Infelizmente, não é assim.
Estes actos ocorreram no Parque de Merendas na Senhora da Vitória.
Foi a terceira vez este ano, foram várias vezes o ano passado e outras tantas nos anos anteriores.
Infelizmente, há animais disfarçados de gente que pensam que os edifícios, os equipamentos, o mobiliário urbano é para partir.
Esquecem-se de que é de todos nós, de que também é deles. E quando partem e estragam, estão a partir e a estragar o que é deles.
E depois culpamos os políticos, pelo país que temos e pelo estado em que estamos.
sábado, 2 de julho de 2011
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