A notícia no site da Rádio Cister
http://www.cister.fm/informacao/sociedade-ambiente/revisao-pdm-de-alcobaca-volta-atrasar-se
Revisão do PDM de Alcobaça volta a atrasar-se
As constantes alterações legislativas estão a provocar atrasos na revisão do PDM de Alcobaça.
Os técnicos da Câmara de Alcobaça reuniram no passado dia 3 de abril com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo por causa da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
A revisão do PDM encontra-se numa fase de receção de diversos pareceres, mas, segundo o vereador responsável pelo processo de revisão, José Vinagre, «as várias alterações legislativas têm estado a atrasar o processo».
A eventual extinção do regime de Reservas Ecológica Nacional (REN), deverá, também, contribuir para novos atrasos.
Enquanto a REN e a Administração Regional Hidrográfica (ARH) não emitirem as respetivas autorizações, o processo de revisão do PDM não avançará.
Só depois dessa etapa, é que se fará a discussão pública do documento, mas se a REN deixar de existir, novos atrasos serão de esperar.
Para sugestões, comentários, críticas e afins: sapinhogelasio@gmail.com
terça-feira, 10 de abril de 2012
9ª caminhada "Sola de Alparcata"
Recebido via e-mail:
9º Caminhada Sola de Alparcata
Rota dos Barreiros - Burinhosa
Dia 15 Abril Domingo, 9h30mn
Encontro e saída: Quinta da Valinha
Percurso circular
Distância +/- 9Kms
Dificuldade Baixa
P/quem desejar, almoço volante Pernil de Porco no espeto 5€ pp (bebidas e sobremesas levam-se de casa)
Para o almoço é obrigatório inscrição , a caminhada é livre.
soladealparcata@iol.pt
E ainda algumas fotografias da caminhada até à Mina do Azeche
9º Caminhada Sola de Alparcata
Rota dos Barreiros - Burinhosa
Dia 15 Abril Domingo, 9h30mn
Encontro e saída: Quinta da Valinha
Percurso circular
Distância +/- 9Kms
Dificuldade Baixa
P/quem desejar, almoço volante Pernil de Porco no espeto 5€ pp (bebidas e sobremesas levam-se de casa)
Para o almoço é obrigatório inscrição , a caminhada é livre.
soladealparcata@iol.pt
E ainda algumas fotografias da caminhada até à Mina do Azeche
segunda-feira, 9 de abril de 2012
CD Pataiense tem novo treinador
Via o portal "o derbie"
http://www.oderbie.com/2012/04/07/francisco-mota-novo-treinador-do-pataiense/
http://www.oderbie.com/2012/04/07/francisco-mota-novo-treinador-do-pataiense/
Francisco Mota novo treinador do Pataiense
Francisco Mota é o novo treinador do Clube Desportivo Pataiense, numa aposta do clube de Pataias para o que falta desta temporada, e para a próxima temporada. Francisco Mota, conta com passagens por clubes como o GD “Os Nazarenos”, UD Serra, Beneditense e CCR Alqueidão da Serra, e vai agora substituir Telmo Cruz no comando do CD Pataiense, numa altura em que a equipa se encontra no 7ºlugar com 38 pontos.
CCRD Burinhosa perde
Uma derrota por 5-6 na receção ao CPCD comprometeu de forma quase definitiva as aspirações de subida do CCRD Burinhosa ao 1º escalão do nacional de futsal.
A equipa está agora a 6 pontos dos lugares de subida, quando faltam apenas 3 jornadas para o fim do campeonato (21J;10V3E8D;86-81).
Mais informações em: http://www.infutsal.com/2-divis-o-serie-b/65/resultsranking
A equipa está agora a 6 pontos dos lugares de subida, quando faltam apenas 3 jornadas para o fim do campeonato (21J;10V3E8D;86-81).
Mais informações em: http://www.infutsal.com/2-divis-o-serie-b/65/resultsranking
domingo, 8 de abril de 2012
Hospital de Alcobaça passa para Leiria
A notícia na Rádio Cister
http://www.cister.fm/destaque/hospital-de-alcobaca-passa-para-leiria
Hospital de Alcobaça passa para Leiria
O Ministério da Saúde confirmou esta semana que o Hospital de Alcobaça irá passar para Leiria, à exceção das freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto.
Segundo a reforma administrativa em curso, apenas o hospital das Caldas manterá a urgência médico-cirúrgica, uma vez que a ideia é criar um Centro Hospitalar do Oeste integrando os hospitais do Barro e de Torres Vedras
A notícia no jornal on-line Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=3b41dfb5-cc5c-4b4f-a6ac-04a9b1b85db5&edition=138
Paulo Inácio reuniu com administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal
Integração de Alcobaça no Centro Hospitalar Leiria-Pombal decidida nos próximos dias
O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça almoçou no dia 3 de abril com o conselho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP), no âmbito do trabalho que a autarquia tem vindo a efetuar no sentido do Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira voltar a fazer parte da área de influência do Hospital de Leiria. Segundo Paulo Inácio, o secretário de Estado da Saúde já confirmou esta pretensão, estando por dias o anúncio formal da mesma. Hélder Roque, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal só comenta o retorno de Alcobaça a Leiria após a comunicação oficial do Ministério da Saúde.
Segundo Paulo Inácio, o encontro foi “um almoço de trabalho no âmbito do processo com vista à integração de Alcobaça no Hospital de Leiria”. O autarca lembrou a intervenção do secretário de Estado da Saúde no programa “Prós e Contras” da RTP1, onde “confirmou publicamente aquilo que, há muito, nós desejamos e deliberamos em sede de reunião de Câmara”, ou seja “a integração do Hospital de Alcobaça no Centro Hospitalar de Leiria”.
O autarca confirmou que existe “um bom relacionamento institucional entre as duas entidades” e que “o Hospital de Leiria aguarda formalmente as decisões” para tomar uma posição. Paulo Inácio afirmou que “sempre foi dito que o Ministério da Saúde tem dado sinais nesse sentido, ainda ontem o secretário de Estado reafirmou o que já nos disse inúmeras vezes de que o futuro do Hospital de Alcobaça passará pela associação ao Hospital de Leiria”, acrescentando que “é um processo que se está a desenrolar normalmente e tenho até algumas informações de que em poucos dias haverá uma confirmação do ponto de vista formal.”
Por sua vez, Hélder Roque referiu que “temos que aguardar que a tutela indique oficialmente essa decisão e a partir daí responderemos a qualquer questão”. No entanto, questionado sobre se o CHLP está preparado para receber as populações de Alcobaça e Nazaré, Hélder Roque afirmou que “Alcobaça e Nazaré já pertenceram, já integraram a área de influência do Hospital de Leiria, e nos últimos anos o hospital cresceu, aumentou o seu grau de complexidade, aumentou os serviços prestados à população. Por isso, acho que respondo à sua questão”, concluiu.
http://www.cister.fm/destaque/hospital-de-alcobaca-passa-para-leiria
Hospital de Alcobaça passa para Leiria
O Ministério da Saúde confirmou esta semana que o Hospital de Alcobaça irá passar para Leiria, à exceção das freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto.
Segundo a reforma administrativa em curso, apenas o hospital das Caldas manterá a urgência médico-cirúrgica, uma vez que a ideia é criar um Centro Hospitalar do Oeste integrando os hospitais do Barro e de Torres Vedras
A notícia no jornal on-line Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=3b41dfb5-cc5c-4b4f-a6ac-04a9b1b85db5&edition=138
Paulo Inácio reuniu com administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal
Integração de Alcobaça no Centro Hospitalar Leiria-Pombal decidida nos próximos dias
O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça almoçou no dia 3 de abril com o conselho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP), no âmbito do trabalho que a autarquia tem vindo a efetuar no sentido do Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira voltar a fazer parte da área de influência do Hospital de Leiria. Segundo Paulo Inácio, o secretário de Estado da Saúde já confirmou esta pretensão, estando por dias o anúncio formal da mesma. Hélder Roque, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal só comenta o retorno de Alcobaça a Leiria após a comunicação oficial do Ministério da Saúde.
Segundo Paulo Inácio, o encontro foi “um almoço de trabalho no âmbito do processo com vista à integração de Alcobaça no Hospital de Leiria”. O autarca lembrou a intervenção do secretário de Estado da Saúde no programa “Prós e Contras” da RTP1, onde “confirmou publicamente aquilo que, há muito, nós desejamos e deliberamos em sede de reunião de Câmara”, ou seja “a integração do Hospital de Alcobaça no Centro Hospitalar de Leiria”.
O autarca confirmou que existe “um bom relacionamento institucional entre as duas entidades” e que “o Hospital de Leiria aguarda formalmente as decisões” para tomar uma posição. Paulo Inácio afirmou que “sempre foi dito que o Ministério da Saúde tem dado sinais nesse sentido, ainda ontem o secretário de Estado reafirmou o que já nos disse inúmeras vezes de que o futuro do Hospital de Alcobaça passará pela associação ao Hospital de Leiria”, acrescentando que “é um processo que se está a desenrolar normalmente e tenho até algumas informações de que em poucos dias haverá uma confirmação do ponto de vista formal.”
Por sua vez, Hélder Roque referiu que “temos que aguardar que a tutela indique oficialmente essa decisão e a partir daí responderemos a qualquer questão”. No entanto, questionado sobre se o CHLP está preparado para receber as populações de Alcobaça e Nazaré, Hélder Roque afirmou que “Alcobaça e Nazaré já pertenceram, já integraram a área de influência do Hospital de Leiria, e nos últimos anos o hospital cresceu, aumentou o seu grau de complexidade, aumentou os serviços prestados à população. Por isso, acho que respondo à sua questão”, concluiu.
sábado, 7 de abril de 2012
IC9 Nazaré-Alcobaça-EN1 já abriu
A notícia no site da TVI
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/ic9-nazare-alcobaca-tvi24-estrada/1339151-4071.html
IC9 entre Nazaré e Alcobaça abriu ao trânsito
Troço em causa tem 12 quilómetros de extensão
O troço do IC9 (Itinerário Complementar) entre a Nazaré e Alcobaça abriu ao trânsito durante a tarde desta sexta-feira, informou a autarquia que considera tratar-se de uma obra estruturante para o concelho.
«Houve um esforço para que a obra estivesse concluída neste fim de semana da Páscoa e o troço entre a Nazaré e a ligação ao IC2, atravessando todo o concelho de Alcobaça, abriu hoje ao público», disse à Lusa o presidente da câmara de Alcobaça, Paulo Inácio (PSD).
Os 12 quilómetros que ligam a Nazaré a Alcobaça ¿ a que se juntam mais cinco até ao nó de acesso ao IC2, em S. Jorge, no concelho de Porto de Mós ¿ integram, segundo Paulo Inácio «uma rede estruturante para o concelho», permitindo «num futuro muito próximo fazer a ligação de Alcobaça a toda a rota do património histórico».
O troço agora concluído faz parte de uma obra com a extensão total de 53 quilómetros, ligando Nazaré, Alcobaça, Porto de Mós, Ourém e Tomar, adjudicada pela concessão Litoral Oeste.
O concelho de Alcobaça ficará com três nós de acesso à via, um na cidade, outro em Maiorga e um terceiro em S. Vicente de Aljubarrota, onde será feito o acesso ao IC2.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/ic9-nazare-alcobaca-tvi24-estrada/1339151-4071.html
IC9 entre Nazaré e Alcobaça abriu ao trânsito
Troço em causa tem 12 quilómetros de extensão
O troço do IC9 (Itinerário Complementar) entre a Nazaré e Alcobaça abriu ao trânsito durante a tarde desta sexta-feira, informou a autarquia que considera tratar-se de uma obra estruturante para o concelho.
«Houve um esforço para que a obra estivesse concluída neste fim de semana da Páscoa e o troço entre a Nazaré e a ligação ao IC2, atravessando todo o concelho de Alcobaça, abriu hoje ao público», disse à Lusa o presidente da câmara de Alcobaça, Paulo Inácio (PSD).
Os 12 quilómetros que ligam a Nazaré a Alcobaça ¿ a que se juntam mais cinco até ao nó de acesso ao IC2, em S. Jorge, no concelho de Porto de Mós ¿ integram, segundo Paulo Inácio «uma rede estruturante para o concelho», permitindo «num futuro muito próximo fazer a ligação de Alcobaça a toda a rota do património histórico».
O troço agora concluído faz parte de uma obra com a extensão total de 53 quilómetros, ligando Nazaré, Alcobaça, Porto de Mós, Ourém e Tomar, adjudicada pela concessão Litoral Oeste.
O concelho de Alcobaça ficará com três nós de acesso à via, um na cidade, outro em Maiorga e um terceiro em S. Vicente de Aljubarrota, onde será feito o acesso ao IC2.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Apresentação do livro "Mina do Azeche"
Investigação sobre os primeiros indícios petrolíferos descobertos em Portugal
Jovem ajuda a desvendar história de antiga mina
O lançamento de ‘Mina do Azeche - Património à beiramar esquecido’, o livro de pesquisa histórica do jovem Tiago Inácio, da freguesia de Pataias, levou mais de uma centena de pessoas até ao auditório dos Bombeiros de Pataias, no passado sábado. O livro, que é o relato de uma investigação histórica sobre o local onde foram encontrados os primeiros indícios petrolíferos em Portugal, foi apoiado pela Junta de Freguesia de Pataias.
A ‘falta de informação acerca da Mina do Azeche e a existência de informação contraditória’ fez com que o jovem historiador lançasse mãos à obra. Agora, Tiago Inácio propõe a criação do Centro de Interpretação da Mina do Azeche e a realização de escavações arqueológicas no âmbito da preservação do património industrial.
No decorrer da apresentação de ‘Mina do Azeche - Património à beira-mar esquecido’,
Paulo Grilo, professor e impulsionador da publicação do livro, defendeu a necessidade da pesquisa do património ‘desconhecido à escala local: geológico, ambiental e histórico’.
Valter Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Pataias, elogiou o ‘grande trabalho de pesquisa’ apresentado por Tiago Inácio, lançando-lhe o repto para a compilação de um roteiro turístico e cultural da freguesia. ‘A história local tem de ser contada’, defendeu o autarca.
Toda a documentação refere a descoberta da Mina do Azeche em 1843 pelo engenheiro José Pedro Peserat. É formada então uma companhia para a exploração da mesma. Embora a exploração comece em 1843, só a 27 de Março de 1844 é redigido pela rainha D. Maria II o primeiro alvará de concessão, sendo proprietários José Pedro Pezerat, Julião de Cesne Gullot, Thomas Le Cesne Guillot, João Le Cesne Guillot e o marquês da Bemposta Subserra. De forma a evitar os gastos desnecessários de transporte do material até à Nazaré (e consequentemente por mar até Lisboa), é pedido ao diretor da alfândega de Lisboa em 1846, a criação de um posto alfandegário na Mina. Pelo menos até 1847, todo o material é embarcado no porto na Pederneira. A exploração prossegue até 1848, altura em que a mina deixa de ter laboração, devido à falta de venda da matéria-prima.
No entanto, é na década de 50 que a exploração ganha novo rumo. Em 1855, por morte de Julião Le Cesne Guillot, Thomas le Cesne Guillot compra a parte de seu irmão. Em 1856, por morte de Thomas, o Marquês compra toda a parte da casa le Cesne Guillot e no ano seguinte compra aos restantes afeiçoados. Desta forma, o Marquês da Bemposta torna-se o único proprietário da Mina do Azeche.
Em 1856 recomeçam os trabalhos de exploração, desta vez com o recurso a caldeiras, sendo desta forma construída uma fábrica para as albergar. A Fábrica da Mina situava-se junto à “Boca da Mina”.
Até 1930, o asfalto é extraído esporadicamente para algumas obras de empreiteiros. São ainda várias as tentativas de venda, que só se veio a realizar em 1931. Nesta data, a mina é vendida a uma companhia londrina, liderada por J. M. Passos Henriques (português residente em Londres). É também a partir desta data que se acaba todo o fundo documental, tendo-se recorrido a testemunhos orais. É retomada a exploração ainda nos anos 30, no entanto provou-se novamente que os encargos com a exploração eram muito elevados, não compensando a sua exploração. A companhia abandonou, então, a mina, deixando algumas dívidas para com os trabalhadores. Nos anos 70, a propriedade da mina foidividida pelo antigo guarda Zé Bruno e distribuída aos trabalhadores como forma de pagamento.
O vídeo mostrado durante a apresentação
http://www.youtube.com/watch?v=O2dkhLUSSMU
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Pataias
Um texto sobre Pataias, na enciclopédia Portugal Antigo e Moderno (vol. 5), de Augusto Pinho Leal, no terceiro quartel do séc. XIX.
PATAIAS – Freguezia, Extremadura, comarca e concelho de Alcobaça, 18 kilometros de Leiria, 12 da Pederneira, 120 ao N.E. de Lisboa.
Tem 450 fogos.
Em 1757 tinha 91 fogos. Aqui ha forçosamente engano no Portugal Sacro. Em pouco mais de cem anos, não podia haver tamanho aumento de população.
Orago, Nossa Senhora da Esperança.
Bispado e districto administrativo de Leiria.
A mitra apresentava o cura, que tinha 42 alqueires e tres quartas de trigo, 12 e meio almudes de vinho, mosto, 2 alqueires d’azeite e 4$000 réis em dinheiro; ao todo 90$090 réis e o pé d’altar.
O bispo D. Pedro de Castilho mandou que o cabido lhe desse mais 21 alqueires e uma quarta de trigo, 1 alqueire d’azeite e mil réis em dinheiro.
A primeira invocação da padroeira d’esta freguesia, foi Nossa Senhora da Conceição; depois, foi Nossa Senhora da Anunciação, e por fim (a actual) Nossa Senhora da Esperança.
Esta última invocação foi resolvida em visita, no ano de 1622, mandando-se então que se lhe fizesse festa no dia da Expectação.
Este logar de Pataias, foi até ao anno de 1536, da freguezia de Paredes, e o povo d’aqui hia áquella villa cumprir todos os preceitos religiosos.
Desde então, o capelão de Paredes, dizia um domingo missa em Paredes, outro em Pataias.
Em 1542, estando a villa de Paredes já despovoada não havendo alli mais do que dois velhos e um moleiro – mandou o visitador, que a parochia fosse d’alli em diante em Pataias, que, sendo então do termo de Paredes, passou a ser do de Alcobaça.
Os freguezes são obrigados á fabrica da egreja.
Por cima d’esse logar (que fica perto da costa) nas areias, está uma lagôa bastante funda, que nunca seccou, e se denomina mesmo lagôa de Pataias. N’ella se criam ruivacos.
Em certa ocasião, pelos annos de 1600, uns pescadores tiraram as suas redes completamente cheias, porém, sendo tantas as salamanticas (ou salamandras) como os ruivacos, nunca mais aqui quiseram pescar.
Fica no districto d’esta freguesia, parte do Camarção, onde ha grande abundancia de coelhos.
Também é no limite d’esta freguesia, por baixo da egreja de Paredes, e do moinho, uma ermida, da invocação de Nossa Senhora do Desterro, mandada edificar por D. Gastão Coutinho.
Augusto S. A. B. do Pinho Leal (1875), Portugal Antigo e Moderno (Vol. 5)
PATAIAS – Freguezia, Extremadura, comarca e concelho de Alcobaça, 18 kilometros de Leiria, 12 da Pederneira, 120 ao N.E. de Lisboa.
Tem 450 fogos.
Em 1757 tinha 91 fogos. Aqui ha forçosamente engano no Portugal Sacro. Em pouco mais de cem anos, não podia haver tamanho aumento de população.
Orago, Nossa Senhora da Esperança.
Bispado e districto administrativo de Leiria.
A mitra apresentava o cura, que tinha 42 alqueires e tres quartas de trigo, 12 e meio almudes de vinho, mosto, 2 alqueires d’azeite e 4$000 réis em dinheiro; ao todo 90$090 réis e o pé d’altar.
O bispo D. Pedro de Castilho mandou que o cabido lhe desse mais 21 alqueires e uma quarta de trigo, 1 alqueire d’azeite e mil réis em dinheiro.
A primeira invocação da padroeira d’esta freguesia, foi Nossa Senhora da Conceição; depois, foi Nossa Senhora da Anunciação, e por fim (a actual) Nossa Senhora da Esperança.
Esta última invocação foi resolvida em visita, no ano de 1622, mandando-se então que se lhe fizesse festa no dia da Expectação.
Este logar de Pataias, foi até ao anno de 1536, da freguezia de Paredes, e o povo d’aqui hia áquella villa cumprir todos os preceitos religiosos.
Desde então, o capelão de Paredes, dizia um domingo missa em Paredes, outro em Pataias.
Em 1542, estando a villa de Paredes já despovoada não havendo alli mais do que dois velhos e um moleiro – mandou o visitador, que a parochia fosse d’alli em diante em Pataias, que, sendo então do termo de Paredes, passou a ser do de Alcobaça.
Os freguezes são obrigados á fabrica da egreja.
Por cima d’esse logar (que fica perto da costa) nas areias, está uma lagôa bastante funda, que nunca seccou, e se denomina mesmo lagôa de Pataias. N’ella se criam ruivacos.
Em certa ocasião, pelos annos de 1600, uns pescadores tiraram as suas redes completamente cheias, porém, sendo tantas as salamanticas (ou salamandras) como os ruivacos, nunca mais aqui quiseram pescar.
Fica no districto d’esta freguesia, parte do Camarção, onde ha grande abundancia de coelhos.
Também é no limite d’esta freguesia, por baixo da egreja de Paredes, e do moinho, uma ermida, da invocação de Nossa Senhora do Desterro, mandada edificar por D. Gastão Coutinho.
Augusto S. A. B. do Pinho Leal (1875), Portugal Antigo e Moderno (Vol. 5)
Consulta pública - Plano das Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste
No site da Câmara de Alcobaça a informação
http://www.cm-alcobaca.pt/page.php?ID=14224
2ª Sessão de Participação Pública em Alcobaça
No próximo 11 de abril terá lugar a 2ª Sessão de Participação Pública para o Plano das Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste (PBH Ribeiras do Oeste), a realizar no âmbito do período de Consulta Pública.
Constitui uma aposta da ARH do Tejo, I.P. que o processo de Consulta Pública do PBH Ribeiras do Oeste tenha por base a divulgação alargada dos conteúdos do Plano e que promova o envolvimento de todos os interessados na discussão das medidas propostas, para dar resposta aos problemas diagnosticados.
A Sessão de Participação Pública do PBH Ribeiras do Oeste, destina-se a analisar as soluções que este Plano apresenta e recolher contributos para a sua melhoria. O programa da Sessão inclui uma Viagem ao Plano e o Plano em Debate… que Medidas?
Contamos com a sua presença na Sessão de Consulta Pública que terá lugar no dia 11 de abril, das 14h30 às 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal.
A entrada é gratuita e não precisa de inscrição prévia.
Para mais informações, consulte www.arhtejo.pt
e/ou www.planoribeirasdooeste.arhtejo.pt
http://www.cm-alcobaca.pt/page.php?ID=14224
2ª Sessão de Participação Pública em Alcobaça
No próximo 11 de abril terá lugar a 2ª Sessão de Participação Pública para o Plano das Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste (PBH Ribeiras do Oeste), a realizar no âmbito do período de Consulta Pública.
Constitui uma aposta da ARH do Tejo, I.P. que o processo de Consulta Pública do PBH Ribeiras do Oeste tenha por base a divulgação alargada dos conteúdos do Plano e que promova o envolvimento de todos os interessados na discussão das medidas propostas, para dar resposta aos problemas diagnosticados.
A Sessão de Participação Pública do PBH Ribeiras do Oeste, destina-se a analisar as soluções que este Plano apresenta e recolher contributos para a sua melhoria. O programa da Sessão inclui uma Viagem ao Plano e o Plano em Debate… que Medidas?
Contamos com a sua presença na Sessão de Consulta Pública que terá lugar no dia 11 de abril, das 14h30 às 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal.
A entrada é gratuita e não precisa de inscrição prévia.
Para mais informações, consulte www.arhtejo.pt
e/ou www.planoribeirasdooeste.arhtejo.pt
quarta-feira, 4 de abril de 2012
A imprensa em Pataias
Mais um artigo do Tiago Inácio sobre a história de Pataias
A imprensa em Pataias
Voz de Pataias (1947)
Ao que tudo indica, este terá sido o primeiro jornal a existir na paróquia de Pataias.
A 14 de Fevereiro de 1947, é pedido pelo Padre Franklin ao director dos Serviços de Censura, a fundação “… de um jornal mensal ou quinzenal com o fim único e exclusivo de formação e propaganda religiosa”, sendo o Padre Franklin o director e o Sr António dos Santos Salgueiro (natural da Martingança) o editor. A 8 de Maio do mesmo ano é autorizada a sua publicação. A 8 de Fevereiro de 1948, o Padre Franklin informa os serviços de censura que a publicação se encontra suspensa devido a vários encargos (provavelmente no planeamento e construção da nova Igreja matriz de Pataias). Devido á inexistência de um arquivo deste jornal, apenas conseguimos descobrir 3 exemplares editados, sendo o último datado de 1 de Agosto de 1947.
Voz da Paróquia (1953 – 1971)
A 11 Janeiro de 1953 sai então um novo jornal a cargo do Padre Franklin, desta vez, não só contendo informação religiosa como ainda notícias de todas as localidades da Paróquia. De slogan “De Pataias, por Pataias, para Pataias” era de distribuição gratuita, sendo o projecto sustentado por diversos donativos. A sua publicação foi sendo ao longo dos anos irregular, ora quinzenal, ora mensal, não tendo qualquer publicação no ano de 1958. Até Dezembro 1961 foram publicados 101 jornais. De 1953 a 1962, a Igreja possui todos os seus exemplares, no entanto existe um exemplar cedido por um particular, que data de Janeiro a Abril de 1971 sendo o número 121 e já sob a direcção do Padre Adelino da Silva Nunes. Sendo assim pode afirmar-se que, entre Janeiro de 1962 e Abril de 1971, foram publicados 20 exemplares, dos quais a Igreja Paroquial não possui qualquer arquivo.
Alem de notícias da freguesia e dos assuntos religiosos, eram regularmente publicados baptizados, casamentos, óbitos, contas da cantina escolar e os diversos donativos que os populares faziam á Igreja.
Foi no Voz da Paróquia que, em Maio de 1959, se iniciou a controvérsia da antiga vila de Paredes entre o Dr. Abílio Coutinho Romão e o Padre Franklin, controvérsia essa ainda hoje conhecida por muitos. Só em Novembro de 1960 é concluída a controvérsia dando total razão ao padre Franklin.
Jornal de Pataias e a Casa da Cultura (1981 – 2007)
A 2 de Junho de 1980 é oficializada através de escritura pública a Casa da Cultura de Pataias, com o objectivo de levar a efeito um programa de actividades culturais em Pataias, tendo como principal impulsionador Emídio de Sousa. Além das diversas actividades culturais realizadas, a principal actividade desenvolvida (e única a partir do início dos anos 90) pela Casa da Cultura foi o Jornal de Pataias.
Em Fevereiro de 1981 sai então para a rua o 1º número do Jornal de Pataias, tendo inicialmente como director o Dr. Adérito Vieira Vaz e director adjunto Turíbio da Encarnação Machado. A Casa da Cultura de Pataias integrava vários cooperantes (alguns desde a fundação), nomeadamente Antonino Castanheiro, Emídio de Sousa, Dulce Bagagem, Carlos Bagagem, Jorge Agostinho, António Gonçalves, Antero Coutinho, Carlos Gonçalves, Arsénio Coelho, Paulo Grilo, Rui Coutinho, Albino Coutinho e José Coutinho, para além dos que integrava a Direcção.
Durante mais de 25 anos, alem das notícias da freguesia, eram publicadas também diversas informações úteis ao leitor tais como: Saúde, Agricultura, passatempos, etnografia, história de freguesia, entrevistas, entre outros assuntos do Norte do concelho de Alcobaça (que ainda incluía a freguesia da Moita).
Devido a diversos factores, no início de 2007, aquele órgão de comunicação já conta com uma tiragem irregular e, em meados do mesmo ano, é extinto definitivamente o Jornal e a Casa da Cultura.
Pataias à letra (2009 – Actualmente)
A 5 de Outubro de 2009, sai para a rua um novo Jornal, tendo como Directora a ex-colaboradora do Jornal de Pataias, do Região de Cister e da Rádio Cister, Armanda Balinha. Actualmente, o título já conta com a 22ª edição e tem como principais editores Tiago Inácio e Pedro Fortes da Silva, para além da directora. Com 16 páginas (entre as quais 8 a cores), o mensário tem saído de forma pontual, no dia 1 de cada mês. Contando com cerca de 700 assinantes em Portugal e no estrangeiro, o mensário abrange, ao nível de informação, as freguesias de Pataias, Martingança, Montes, Alpedriz e Montes. O título é propriedade de Armanda Balinha e não tem qualquer conotação partidária ou religiosa.
Fontes:
Voz de Pataias:
Secretariado nacional de informação, censura cx.72 – Arquivo Nacional Torre do Tombo
Voz da paróquia:
Arquivo da Igreja Paroquial de Pataias
Arquivo Particular de Pedro Fortes da Silva
Arquivo Particular de Martinho Duarte
Jornal de Pataias:
Arquivo particular Eng. Jorge Agostinho
Pataias à letra:
Arquivo particular de Tiago Inácio
Comentário
Pelo meu passado e vivência no Jornal de Pataias, não posso deixar de referir e de realçar três nomes fundamentais na existência do Jornal de Pataias durante os mais de 25 anos:
O grande e inigualável Emídio de Sousa, mas também o António Gonçalves (Toino Albano) e o Antonino Castanheiro (Sagwinha). Sem eles, o Jornal de Pataias ou não teria nascido ou teria morrido muito mais cedo.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Castelo by Gucci
Há quem lhe chame o rochedo. Outros preferem chamar-lhe "Castelo". Outros ainda, o "leão".
Qual será a opinião do cão Gucci?
segunda-feira, 2 de abril de 2012
CD Pataiense sofre nova derrota
O CD Pataiense voltou a perder, desta feita na receção ao Avelarense, por 0-1.
Com esta derrota o CD Pataiense deixou fugir os lugares cimeiros da tabela, sendo agora 7º classificado com 38 pontos (23J;11V5E7D;44-29).
Mais informações em: http://futeboldistritaldeleiria.blogspot.pt/2012/04/23jornada-divisao-de-honra-20112012.html
Com esta derrota o CD Pataiense deixou fugir os lugares cimeiros da tabela, sendo agora 7º classificado com 38 pontos (23J;11V5E7D;44-29).
Mais informações em: http://futeboldistritaldeleiria.blogspot.pt/2012/04/23jornada-divisao-de-honra-20112012.html
Ferraria perde frente ao líder
AD Ferraria sofreu uma derrota por 2-3 na receção ao líder Landal.
Apesar deste desaire, a equipa manteve o 3º lugar, com 36 pontos (19J;11V3E5D).
Mais informações em: http://www.infutsal.com/1-divis-o-sul/68/resultsranking
Apesar deste desaire, a equipa manteve o 3º lugar, com 36 pontos (19J;11V3E5D).
Mais informações em: http://www.infutsal.com/1-divis-o-sul/68/resultsranking
CCRD Burinhosa vence
Depois de uma folga no campeonato, o conjunto do CCRD Burinhosa arrancou uma excelente vitória no terreno do GDS Cascais, vencendo por 3-2.
Este resultado permitiu à equipa somar 33 pontos (20J;10V3E7D;81-75) e ficar a 4 dos lugares de subida (o Amarense é 2º com 37).
A 4 jornadas do fim do campeonato, faltam à equipa da Burinhosa a receção so CPCD e dos Torpedos e as deslocações ao Fabril do Barreiro e Covão do Lobo.
Mais informações em: http://www.infutsal.com/2-divis-o-serie-b/65/resultsranking
Este resultado permitiu à equipa somar 33 pontos (20J;10V3E7D;81-75) e ficar a 4 dos lugares de subida (o Amarense é 2º com 37).
A 4 jornadas do fim do campeonato, faltam à equipa da Burinhosa a receção so CPCD e dos Torpedos e as deslocações ao Fabril do Barreiro e Covão do Lobo.
Mais informações em: http://www.infutsal.com/2-divis-o-serie-b/65/resultsranking
domingo, 1 de abril de 2012
O Padre José Ribeiro de Sousa
A intervenção do genealogista Humberto de Sousa Santos, na apresentação do livro “Mina do Azeche – Património à beira-mar esquecido”. Onde se fala do Padre José Ribeiro de Sousa e dos seus descendentes, José Cupertino Ribeiro Júnior e… Valter Ribeiro, por coincidência, os dois únicos deputados à Assembleia da República nascidos em Pataias.
É de enaltecer o presente trabalho de investigação feito pelo jovem Tiago Inácio, traduzido no livro que hoje aqui tem o seu lançamento. Presentemente, não é vulgar achar-se pessoa tão jovem, interessada no passado histórico da sua freguesia. Apesar da sua ainda pouca experiência, conseguiu finalizar um trabalho notável, cujo conteúdo esteve guardado até agora nos arquivos da Torre do Tombo, ficando a dever-se-lhe o mérito, de nos dar a conhecer um pouco da história sobre este património há muito tempo esquecido, através do presente livro agora editado.
Não é fácil fazer qualquer investigação, quando não se têm ou não se encontram à mão os documentos necessários para a concretizar, e os que se acham, é necessários trabalhá-los, analisá-los e compilá-los, de forma que os dados obtidos possam ser transmitidos ao leitor, de uma forma clara e perceptível. Acho que isto foi conseguido minimamente pelo Tiago, merecendo por isso o nosso aplauso. Contudo, isto não significa que sobre a Mina do Azeche e principalmente sobre a povoação, esteja tudo dito e investigado. No domínio da antropologia, existe um filão por explorar, relativamente não só a este local, como aos locais circundantes, os quais no passado, estiveram intimamente ligados, através dos deus habitantes. Locais como Água de Madeiros, Polvoeira, Valfurado, Feligueira, Valeirão, Vale do Pardo, Águas Lixosas, Légua, Falca e principalmente Paredes, têm história e histórias ainda por conhecer. É de lamentar que até agora, pouco ou nada se tenha escrito sobre a nossa Freguesia, com excepção feita ao Roteiro Cultural da Região de Alcobaça, editado em 2001, com um capítulo sobre os fornos de cal. Esperamos que esta iniciativa do Tiago sirva de incentivo para que surjam num futuro próximo, novos projetos literários, sobre esta freguesia.
Quando o Tiago me contactou para vir aqui dizer algo sobre o seu trabalho, e lembrando-me da pouca informação que lhe prestei, quando ele fazia a investigação, escolhi falar sobre a personagem referida no livro, do Padre José Ribeiro.
O Padre José Ribeiro de Sousa, que assim se chamava, era o Regedor de Pataias, na altura da descoberta do “azéche” pelo Marques da Bemposta Sub-Serra, num local ao sul de Paredes, cujo sítio primeiramente se veio a designar pelo 2canto do azéche”, devido à substância ali encontrada. Após o pedido feito pelo referidos marquês ao Governo Civil de Leiria, para que autorizasse a exploração, o Regedor de Pataias, julgando que poderia haver uma usurpação dos terrenos por parte do Marquês, intentou judicialmente impedir a sua exploração, defendendo que os terrenos onde se descobriram as minas, eram baldios pertencentes ao povo de Pataias, usados nas pastagens do gado caprino. Acabou por ser um esforço inglório do Padre José Ribeiro, não conseguindo evitar que o Governo Civil de Leiria e a Câmara de Alcobaça, dessem autorização para a exploração das minas, sendo obrigado a desistir do processo que havia interposto, logo após ter sido passado o alvará de exploração de 27 de Março de 1844. Os receios do Padre estão bem visíveis no documento de sessão da Câmara de Alcobaça, onde se registou e demarcou, a área que as minas poderiam abranger, desde toda a área da freguesia de Pataias até chegar à Maiorga. Significava isto, a entrega gratuita de uma vasta área de terreno, ao referido Marquês da Bemposta, o que o Padre José Ribeiro pretendia impedir a todo o custo. No entanto, a exploração não passou do canto do Azéche, ficando para a história, a origem da povoação posteriormente chamada Mina do Azeche, a partir do momento de abertura das minas.
Quanto à figura do Padre José Ribeiro de Sousa, deixo aqui um pequeno resumo do seu trajecto, que acho extremamente interessante: era natural de Pataias, nascido a 10 de Janeiro de 1779, filho de Clemente de Sousa e de Escolástica Maria Ribeira, também naturais de Pataias, sendo mãe oriunda de família muito religiosa, e da qual há registo de vários padres a saber: padre Manuel Ribeiro (1700-1750), padre António Ribeiro (1740-1790) e o padre António José Ribeiro (1780-1830), sendo este último, tio materno de José Ribeiro e todos eles naturais e moradores em Pataias. Depois de ter sido padre, constituiu uma numerosa família, a exemplo de qualquer comum cidadão.
Depois de frequentar o Seminário de Leiria, onde obteve o grau de clérigo minóribus, ou clérigo menor, por volta de 1799/1800, aparece pela primeira vez em 1800, mencionado com aquela graduação. O período seguinte, que corresponde a cerca de seis anos de atividade eclesiástica, que suponho ter sido como auxiliar do Padre Cura da Paróquia, em atos de celebração de missas, cujo período termina num contratempo, que viria a ditar a morte da sua carreira eclesiástica. Este contratempo surgido, fruto de uma amor proibido, devido à sua condição de padre, levou-o ao casamento obrigatório, feito na capela da Mélvoa, longe das más línguas, a 14 de Janeiro de 1807, provavelmente dentro do maior sigilo, sendo a noiva, de nome Teotónia Maria, natural de Pataias, e já grávida de largos meses, a qual no dia seguinte, viria a ter o filho no Sítio da nazaré, que seria batizado uma semana depois, na Igreja de Nª Srª das Areias na Pederneira, com o nome de Joaquim. Nesse registo de baptismo é referenciada a morada dos pais no Sítio da Nazaré, sendo padrinho da criança, o padre Arcénio José de Oliveira Pulla, e madrinha Nª Srª da Nazareth. Este Arcénio Pulla, era na altura Pároco do Santuário de Nª Srª da Nazareth. Nota-se que houve aqui alguma cobertura por parte das entidades eclesiásticas, de forma a evitar o conhecimento dos factos, os quais não vinham em abono da integridade dos padres.
Este acontecimento deve ter caído como uma desgraça no seio da referida família religiosa, pois os pais eram tão religiosos, que até possuíam um oratório dentro da sua própria casa, onde faziam as suas orações, sem precisarem de se deslocar à igreja. Chegaria assim ao fim, uma curta carreira religiosa como padre, depois dos pais e tios terem investido tanto nesse objetivo, de tal forma que chegaram a fazer-lhe doações, com o fim de engrandecer o seu património, para poder usufruir dele em prole da sua carreira eclesiástica. Ficou viúvo no ano de 1827, então com 48 anos, e com 7 filhos menores, tendo o filho mais velho 17 anos e o mais novo apenas três. Veio a falecer a 14 de Junho de 1866 com 87 anos de idade, sendo referenciado no registo de óbito, como sacerdote e presbítero secular. Apesar de deixar de exercer a profissão de padre, em 1807, ficou para sempre conhecido por “padre José Ribeiro”
Foi pai de 9 filhos, e viria a ter dois netos que alcançaram bastante notoriedade: eram irmãos, um chamado João de Cupertino Ribeiro, médico neurologista que atingiu grande prestígio em Lisboa, onde residiu; foi o primeiro médico, natural de Pataias. O seu irmão, José de Cupertino Ribeiro, tendo seguido a carreira política, tornou-se deputado da Assembleia da República pelo círculo de Alcobaça, onde era residente, mudando-se então para Lisboa por volta do ano de 1912.
Quanto à figura do Padre José Ribeiro de Sousa, deixo aqui um pequeno resumo do seu trajecto, que acho extremamente interessante: era natural de Pataias, nascido a 10 de Janeiro de 1779, filho de Clemente de Sousa e de Escolástica Maria Ribeira, também naturais de Pataias, sendo mãe oriunda de família muito religiosa, e da qual há registo de vários padres a saber: padre Manuel Ribeiro (1700-1750), padre António Ribeiro (1740-1790) e o padre António José Ribeiro (1780-1830), sendo este último, tio materno de José Ribeiro e todos eles naturais e moradores em Pataias. Depois de ter sido padre, constituiu uma numerosa família, a exemplo de qualquer comum cidadão.
Depois de frequentar o Seminário de Leiria, onde obteve o grau de clérigo minóribus, ou clérigo menor, por volta de 1799/1800, aparece pela primeira vez em 1800, mencionado com aquela graduação. O período seguinte, que corresponde a cerca de seis anos de atividade eclesiástica, que suponho ter sido como auxiliar do Padre Cura da Paróquia, em atos de celebração de missas, cujo período termina num contratempo, que viria a ditar a morte da sua carreira eclesiástica. Este contratempo surgido, fruto de uma amor proibido, devido à sua condição de padre, levou-o ao casamento obrigatório, feito na capela da Mélvoa, longe das más línguas, a 14 de Janeiro de 1807, provavelmente dentro do maior sigilo, sendo a noiva, de nome Teotónia Maria, natural de Pataias, e já grávida de largos meses, a qual no dia seguinte, viria a ter o filho no Sítio da nazaré, que seria batizado uma semana depois, na Igreja de Nª Srª das Areias na Pederneira, com o nome de Joaquim. Nesse registo de baptismo é referenciada a morada dos pais no Sítio da Nazaré, sendo padrinho da criança, o padre Arcénio José de Oliveira Pulla, e madrinha Nª Srª da Nazareth. Este Arcénio Pulla, era na altura Pároco do Santuário de Nª Srª da Nazareth. Nota-se que houve aqui alguma cobertura por parte das entidades eclesiásticas, de forma a evitar o conhecimento dos factos, os quais não vinham em abono da integridade dos padres.
Este acontecimento deve ter caído como uma desgraça no seio da referida família religiosa, pois os pais eram tão religiosos, que até possuíam um oratório dentro da sua própria casa, onde faziam as suas orações, sem precisarem de se deslocar à igreja. Chegaria assim ao fim, uma curta carreira religiosa como padre, depois dos pais e tios terem investido tanto nesse objetivo, de tal forma que chegaram a fazer-lhe doações, com o fim de engrandecer o seu património, para poder usufruir dele em prole da sua carreira eclesiástica. Ficou viúvo no ano de 1827, então com 48 anos, e com 7 filhos menores, tendo o filho mais velho 17 anos e o mais novo apenas três. Veio a falecer a 14 de Junho de 1866 com 87 anos de idade, sendo referenciado no registo de óbito, como sacerdote e presbítero secular. Apesar de deixar de exercer a profissão de padre, em 1807, ficou para sempre conhecido por “padre José Ribeiro”
Foi pai de 9 filhos, e viria a ter dois netos que alcançaram bastante notoriedade: eram irmãos, um chamado João de Cupertino Ribeiro, médico neurologista que atingiu grande prestígio em Lisboa, onde residiu; foi o primeiro médico, natural de Pataias. O seu irmão, José de Cupertino Ribeiro, tendo seguido a carreira política, tornou-se deputado da Assembleia da República pelo círculo de Alcobaça, onde era residente, mudando-se então para Lisboa por volta do ano de 1912.
É curioso verificarmos que um século depois, um seu tetraneto, é deputado da Assembleia da República e atual presidente da Junta de Freguesia de Pataias, o senhor Valter Ribeiro.
Por último, há que assinalar ainda um facto importante ligado à Mina do Azeche: por ironia do destino, uma filha do Padre José Ribeiro, viria a casar com Ventura de Figueiredo, trabalhador da mina e natural de Quiaios. Ali fixaram residência, onde lhes nasceram 7 filhos, entre 1849 e 1863. A mãe dos filhos chamava-se Maria da Conceição Ribeiro ou Maria do Patrocínio Ribeiro, a qual veio a falecer na Mina, no ano de 1880, com 58 anos. Treze anos depois, falecia na Légua, o seu marido, provavelmente em casa de um filho que ali morava, contava então 76 anos. Este casal contribuiu assim para o povoamento, não só da Mina do Azeche, como mais tarde e através dos seus filhos, os lugares de feligueira, Falca, Légua e Paredes. Dos 8 filhos que tiveram, quatro ficaram residentes por estas paragens.
Concluindo, o lugar de hoje da Mina do Azeche, deve a sua origem unicamente à existência das areias betuminosas ali descobertas, no ano de 1843. Obrigado.
Concluindo, o lugar de hoje da Mina do Azeche, deve a sua origem unicamente à existência das areias betuminosas ali descobertas, no ano de 1843. Obrigado.
Pataias, 31 de Março de 2012
Humberto de Sousa Santos
Apresentação do Livro “Mina do Azeche – Património à beira-mar esquecido”
“Mina do Azeche – Património à beira-mar esquecido”, primeiro livro do jovem Tiago Inácio, foi ontem apresentado no auditório dos Bombeiros Voluntários de Pataias, com a presença de mais de uma centena de pessoas.
Esta primeira obra sobre a história da freguesia de Pataias, fruto de uma profunda e exaustiva investigação documental, desmistifica algumas das ideias pré-concebidas relativas à Mina do Azeche, apresentando de uma forma cronológica os factos que explicam o aparecimento, o apogeu e declínio da mina do Canto de Azeche que laborou de forma relativamente regular entre 1844 e 1862.
Na apresentação do livro estiveram presentes alguns elementos que o autor considerou determinantes para a execução do livro, nomeadamente Pedro Fortes da Silva, jovem historiador e que fez a revisão científica do livro; Humberto Santos (Humberto Umbelino) cujos estudos de genealogia ajudam a compreender a ocupação e o povoamento do território e a história das pessoas e famílias da freguesia de Pataias; Valter Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Pataias pelo apoio prestado e ainda Jacinto Fernandes em representação dos anfitriões Bombeiros Voluntário de Pataias e Paulo Grilo.
sábado, 31 de março de 2012
Voluntários vão limpar ciclovia da Estrada Atlântica
A notícia na edição escrita nº971 do Região de Cister de 29 de Março
Iniciativa do banco local de voluntariado de Alcobaça decorre na próxima quarta-feira
Voluntários limpam ciclovia da Estrada Atlântica em Pataias
A ciclovia da Estrada Atlântica, em Pataias vai ser limpa na próxima quarta-feira, dia 4 de abril.
A iniciativa é do Banco Local de Voluntariado de Alcobaça, em parceria com a Unidade de Ambiente e Espaços Verdes do Município de Alcobaça, que estão a promover esta ação de caráter ambiental.
A atividade decorrerá das 9 às 13 horas, e contará com a participação de sete voluntários, que pretendem também sensibilizar a população para a responsabilidade de cada um em cuidar do ambiente.
São cerca de 21 quilómetros de ciclovia, que ligam a freguesia de Pataias e as suas diversas infra-estruturas às praias do Norte do concelho.
O Banco Local de Voluntariado continua a receber inscrições de candidatos a voluntários e de entidades interessadas receber voluntários.
Iniciativa do banco local de voluntariado de Alcobaça decorre na próxima quarta-feira
Voluntários limpam ciclovia da Estrada Atlântica em Pataias
A ciclovia da Estrada Atlântica, em Pataias vai ser limpa na próxima quarta-feira, dia 4 de abril.
A iniciativa é do Banco Local de Voluntariado de Alcobaça, em parceria com a Unidade de Ambiente e Espaços Verdes do Município de Alcobaça, que estão a promover esta ação de caráter ambiental.
A atividade decorrerá das 9 às 13 horas, e contará com a participação de sete voluntários, que pretendem também sensibilizar a população para a responsabilidade de cada um em cuidar do ambiente.
São cerca de 21 quilómetros de ciclovia, que ligam a freguesia de Pataias e as suas diversas infra-estruturas às praias do Norte do concelho.
O Banco Local de Voluntariado continua a receber inscrições de candidatos a voluntários e de entidades interessadas receber voluntários.
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