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sábado, 2 de setembro de 2017

Candidatura do BE à Câmara Municipal

A notícia em:
http://www.esquerda.net/artigo/antonio-delgado-e-o-candidato-do-bloco-camara-de-alcobaca/50483

António Delgado é o candidato do Bloco à Câmara de Alcobaça

A candidatura bloquista foi apresentada no coração da cidade, junto ao Mosteiro. António Delgado, candidato à Câmara, e Adelino Granja, candidato à Assembleia Municipal, traçaram prioridades para uma cidade mais “genuína”. Deputado Heitor de Sousa esteve presente.

António Delgado começou a sua intervenção referindo que a escolha do coração da cidade, junto ao Mosteiro de Alcobaça, para a apresentação da candidatura do Bloco é um “símbolo do compromisso com o futuro e onde a vida social, económica e cultural (de Alcobaça) sempre se desenvolveu". O candidato elencou três prioridades principais para o concelho: coesão social, economia e cultura.

António Delgado salientou que a coesão social só se alcança com solidariedade com os que menos têm e reafirmou que, com o Bloco de Esquerda em Alcobaça, a aposta será em políticas sociais que passam pelo “combate à pobreza”, o “apoio aos desempregados, aos jovens, aos idosos e às suas famílias”. Para o candidato, este desígnio será levado a cabo “privilegiando o diálogo entre associações de cidadãos, associações de comerciantes, lares, misericórdias, paróquias, centros de emprego, rede de transportes, centros de saúde”.

“Estas políticas sociais só serão possíveis em rede para este combate à solidão, em especial à dos idosos nas nossas aldeias, criando condições para que se possam restaurar as relações de vizinhança e cidadania em ambientes públicos confortáveis e seguros, com bancos de jardim, árvores e mesas para que idosos, cidadãos com menor capacidade motora, crianças e suas famílias possam sentir-se seguros na rua”, disse o candidato.

A coesão social no concelho de Alcobaça passa pela construção de oportunidades para todos “os que nasceram em Alcobaça e os que nos deram o privilégio de escolher o nosso concelho para viver e trabalhar”. Em relação ao investimento, o candidato bloquista afirmou que é necessário “apostar em políticas ativas que dotem o concelho com um ambiente atrativo para o investimento e que estimule políticas de emprego e desenvolvimento económico como forte fator de coesão social, sustentado na indústria existente, no comércio, na agricultura e agropecuária, nas novas tecnologias e no turismo que o território proporciona”.

Por último, António Delgado, referiu que a cultura é um fator de desenvolvimento essencial para Alcobaça, pois “projeta a sua imagem e reforça o sentido de pertença e o sentimento de liberdade dos Alcobacenses e todos os que compartem connosco o concelho”.

“Queremos um concelho autêntico, leal e genuíno, ambicioso e desenvolvido. Queremos um concelho de Alcobaça que, ao mesmo nível e ao mesmo tempo, conjugue tradição com modernidade. Um concelho que saiba manter os seus usos e costumes e que, em simultâneo, sabe arriscar e ousa inovar”.

Para o candidato, é preciso valorizar o património edificado, mas também o ambiente, “onde se incluem as águas dos seus rios, praias, parques naturais, fauna e flora selvagens”.

António Delgado referiu ainda que é necessário valorizar o Mosteiro de Alcobaça, património da humanidade, mas também “o património rural e paisagístico das suas freguesias e o património imaterial”.

O candidato bloquista à câmara de Alcobaça referiu ainda que é preciso ter orgulho num concelho que “tem um Cine Teatro dos mais antigos do país, um Armazém das Artes, Históricas Filarmónicas, Associações Culturais e de defesa do Património, Uma Academia de Musica”.

Adelino Granja começou a sua intervenção denunciando as obras feitas ao redor do Mosteiro de Alcobaça. Para o candidato do Bloco à Assembleia Municipal, “não era esta a fotografia que os alcobacenses pretendiam do seu histórico mosteiro. Certamente que a fotografia de há cerca de 20 anos atrás era muito mais bonita do que qualquer registo que nos foi imposto com as obras que foram implementadas em seu redor”.

O Bloco de Alcobaça “foi a única força política, para além da ACSIA (Associação Comercial de Serviços e Industrial da Alcobaça), que encetou uma série de acções com vista embargo das obras de alteração da área envolvente ao Mosteiro”. Adelino Granja referiu que a mobilização cidadã levada à cabo pelos bloquistas, em conjunto com os munícipes, conseguiu recolher milhares de assinaturas com vista a um referendo de forma a travar as obras do executivo camarário que governa Alcobaça. Mas a maioria do PSD na Assembleia impediu que os cidadãos se pronunciassem sobre as obras na cidade.

“O eleitos do Bloco de Esquerda darão impulso a todas as propostas que consigamos construir juntamente com os munícipes, na defesa do património secular do maior símbolo cultural de Alcobaça, que o querem transformar num 'hotel de luxo'. Nós pretendemos fazer renascer o espírito histórico e cultural deste monumento”, destacou o candidato à Assembleia.

Adelino Granja frisou que o Bloco de Esquerda está “solidário para com os comerciantes, que com as obras nesta área envolvente ao Mosteiro viram os seus direitos adquiridos há décadas completamente destruídos, levando ao encerramento de estabelecimentos e à queda abrupta das suas receitas”.

As obras no centro histórico de Alcobaça deterioraram, segundo o candidato do Bloco, a vivência do centro histórico e património mundial, para além de terem causado danos financeiros aos comerciantes.

Para Adelino Granja, o executivo que governa a autarquia conseguiu estragar a beleza paisagística envolvente ao Mosteiro, alterando as dinâmicas dos que vivem na cidade e dos que a visitam.

“Não têm bancos para descansar, após um percurso de centenas de metros entre o mercado e este local. Quem perdeu com tudo isto foi o comércio desta área, que era o garante de receitas para os comerciantes”.

Para os bloquistas de Alcobaça é necessário “dar uma imagem mais equilibrada com o ambiente e compatível com as necessidades dos turistas, os quais são, na sua maioria, pessoas de idade, que necessitam de mais apoios de atração e fixação neste local. Teremos que ser mais acolhedores para quem nos visita”.

“Os cidadãos ainda não tiveram resposta aos casos mais fraturantes e dispendiosos que lhes foram impostos pelos executivos anteriores. Estou a referir-me, entre outras causas, aos milhões de euros que foram investidos no negócio do terreno do Vale da Cela, em Alfeizerão, para “construção de um novo hospital”, referiu o candidato.

Para Adelino Granja é essencial refrescar a política local alcobacense, que aspira a ter “novos rostos com novos métodos de intervenção, nos vários órgãos a que nos candidatamos”.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Planos da Orla Costeira

A notícia em:
http://www.ericeiramag.pt/ericeira-ilustra-artigo-erosao-costeira-novos-planos-ordenamento/

ERICEIRA ILUSTRA ARTIGO SOBRE EROSÃO COSTEIRA E NOVOS PLANOS DE ORDENAMENTO

Recentemente, o jornal The Portugal News ilustrou a capa da sua edição em papel com uma fotografia da Praia do Sul. A imagem da Ericeira foi utilizada no artigo intitulado “Coastal Controversy”, também publicado na versão digital deste periódico escrito em língua inglesa e com sede no Algarve.

Nessa imagem de capa, aqui republicada, pode ler-se a seguinte legenda: “Erosão na Praia do Sul, Ericeira, a 13 de Maio de 2014”.

O artigo, datado de Julho, foca as alterações na costa portuguesa que estão para chegar na sequência da aprovação de novos planos de ordenamento que visam proteger diversos trechos costeiros da erosão e do uso excessivo, questões cada vez mais prementes devido às alterações climáticas e à subida do nível do mar.

«A Agência Europeia do Ambiente concluiu que Portugal é o país europeu onde se construiu mais na orla costeira (faixa de 1 km) entre 1995 e 2005»

A peça jornalística com autoria de Carrie-Marie Brattey cita uma reportagem do Notícias Magazine, segundo a qual “O governo aprovou seis novos programas que vão alterar a orla costeira de Norte a Sul do país”. Tais documentos, que estão a gerar polémica por envolverem a redução de infraestruturas e a reorganização territorial, deverão entrar em vigor nos próximos tempos. O Programa para a Orla Costeira que regula o troço entre Ovar e a Marinha Grande já foi aprovado em Junho e o mesmo deverá acontecer até ao final de 2016 com o documento que inclui a Ericeira.

Entre os anunciados seis novos Programas para a Orla Costeira encontra-se o POC Alcobaça-Cabo Espichel (resultante da fusão dos POOC Alcobaça-Mafra, Cidadela-São Julião da Barra e Sintra-Sado, que estavam em vigor desde inícios de 2000), que inclui o concelho de Mafra e, naturalmente, a Ericeira, actualmente a única Reserva Mundial de Surf existente no continente europeu.

A parte final do citado artigo do Notícias Magazine refere que o POC Alcobaça-Cabo Espichel “prevê investir mais de 200 milhões de euros para requalificar esta faixa do litoral”. Parte deste dinheiro será aplicado na estabilização das arribas da praia de São Julião, na reparação e desassoreamento do Porto de Pesca da Ericeira e na criação do parque verde e do centro de interpretação da Reserva Mundial de Surf.

Ainda durante o mês de Julho, na sequência duma derrocada de blocos rochosos na Praia do Sul, a Câmara Municipal de Mafra lançou um concurso público, no valor de 1,3 milhões de euros, para obras de estabilização de arribas nesta mesma praia.

Não obstante, segundo apurámos, encontra-se licenciada a construçāo de um empreendimento sobranceiro à Praia do Sul (no terreno da antiga Mansāo Burnay), contíguo ao edifício Sol no Horizonte, entre as ruas Belo Horizonte e Manuel Ortigāo Burnay.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O candidato a presidente da Junta

Eleições para a Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança

O candidato – quebrar tabus

A UFPM tem, pelas suas especificidades, uma dimensão institucional e funcional muito diferente da ideia da freguesia tradicional. 
A UFPM, para além dos serviços administrativos e funções burocráticas, apresenta todo um outro conjunto de serviços, nomeadamente as brigadas de rua e os cemitérios (e na nossa freguesia são quatro: Pataias, Martingança, Burinhosa e Pisões), o mercado de Pataias, as piscinas municipais, o parque de campismo e os serviços sociais (onde podemos incluir o banco alimentar, a universidade sénior e o espaço cultural/biblioteca). Esta diversidade e abrangência de atividades (e funcionários) transforma, na prática, esta junta de freguesia numa mini-câmara com as diferenças relevantes e significativas ao nível da autonomia financeira, da autonomia funcional e da capacidade de gerir o território (tudo coisas que as Junta não têm).
Por outro lado, a ocupação territorial na freguesia mostra-nos um conjunto de povoamentos concentrados de relativa dimensão (Pataias, Martingança, Burinhosa, Pisões-Mélvoa), para não falar de um extensa faixa costeira onde estão reconhecidas 5 áreas balneares (Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira, Paredes da Vitória, Légua) a que facilmente juntamos mais três núcleos urbanos (Mina do Azeche, Vale Furado, Falca).
A gestão de uma junta assim não pode ficar dependente de outras agendas que não a da própria junta, obrigando a uma presença constante e efetiva e não modelada às novas tecnologias dos telemóveis e da internet. O presidente terá de ser alguém sempre efetivamente presente, por outras palavras, a tempo inteiro. 
A UFPM cumpre os requisitos para ter um presidente de junta a meio tempo, isto é, a UFPM é uma freguesia com um mínimo de 5 mil e máximo de 10 mil eleitores ou com um mínimo de 3,5 mil eleitores e mais de 50 km2 de área. Um presidente da junta a meio tempo tem o direito de receber 724,88 euros mensais, suportados pelo Orçamento do Estado, sem despesas para a junta. 
Considerando algumas das especificidades da UFPM referidas anteriormente, e a urgente necessidade de um timoneiro permanente e não a fazer uns biscastes, o próximo presidente deveria ocupar o lugar a tempo inteiro. Esse facto exigiria que a Assembleia de Freguesia aprovasse a despesa suplementar de 10148,32 euros anuais (724,88 x 14) para o vencimento do presidente. Convenhamos que 10148,88 euros num orçamento anual de 1,2 milhões corresponde a apenas 0,85% (zero vírgula oitenta e cinco por cento, isso mesmo, menos de um por cento), não podendo por isso argumentar-se que será uma despesa incomportável para a junta.
Só mais uma coisa, ter medo de assumir esta necessidade (um presidente a tempo inteiro) ou acusar de “querer tacho” quem o afirmar, são ambos sinais do mais puro e idiota provincianismo e serão pensamentos próprios de alguém que, por paradoxal que seja, pensa mais em si mesmo do que em bem servir a UFPM.

O programa eleitoral

A atual junta tem um mérito. Tenho-o dito várias vezes, em vários contextos, públicos e privados: não há quem vá à junta pedir algo e que receba uma nega. Pode demorar mais umas semanas, mais uns dias, mas vê os seus pedidos atendidos.
O mesmo se passa com as coletividades: todas, sem exceção, recebem um subsídio mensal da junta “para isto, ou para aquilo”. Ambas as situações fazem da atual junta uma espécie de “112” ou de “bombeiros de serviço”, que acorrem a todas as situações, apagam todos os fogos. E deixam todos os fregueses contentes, com exceção daqueles que acham que “por ser a junta” ainda deviam dar mais.
Se é importante que a Junta esteja perto dos seus fregueses e responda em tempo útil às solicitações, não menos importante é que as pessoas percebem para que é a Junta, para além daquele sítio onde se vão buscar uns cobres e pedir umas coisas. E isso, em Pataias, as pessoas desconhecem ou já esqueceram.
A atual Junta não apresenta uma única ideia para a freguesia, não persegue um único objetivo e limita-se a fazer uma gestão do dia-a-dia, sem qualquer compromisso com o futuro.
Nos últimos 4 anos, a única coisa (e que já não foi pouco, antes pelo contrário) que a Junta fez foi o espaço cultural/biblioteca e a universidade sénior. É certo que fazia parte das promessas eleitorais, mas verdade seja dita, tudo isso apareceu “sem querer” e sem uma efetiva ação direta por parte da Junta. Na realidade, a existência destes espaços está relacionada com a atividade e esforço de um conjunto de voluntários que não apresentavam quaisquer relações com o “establishment” laranjinha e que por amor aos livros e à cultura forçaram a abertura da biblioteca. Depois, depois todos foram atropelados pela vida própria que esses espaços ganharam e, engolidos e arrastados por esse monstro (no bom sentido), e no caso da Junta, limitou-se a ir atrás e gozar dos créditos. 
Outra situação está relacionada com a confusão, para a qual a Junta contribui, entre o que são obrigações da Câmara e obrigações da Junta. Falar-se na requalificação da Av. Rainha Santa Isabel, na ampliação da Zona Industrial da Alva, na rede de saneamento básico nos Pisões e Mélvoa ou na construção do novo centro escolar, isso, tudo isso, são obras da exclusiva responsabilidade da Câmara e não da Junta. Apresentar essas obras como os grandes desígnios da Junta é estar a comprometer-se e a fazer promessas às quais não tem possibilidade de certificar-se que serão cumpridas, porque não competem à Junta.
Mas a Junta pode fazer outras coisas: reclamar, protestar, exigir.
Esta câmara municipal (está lá há 20 anos) prometeu mais de 10 milhões de euros em obras para Pataias, que nunca forma concretizados. Entretanto, foram construídos centros escolares em Alcobaça e na Benedita, escolhida S. Martinho para a instalação do campo de golfe, requalificada toda a frente urbana de S. Martinho, requalificadas e melhoradas avenidas e largos na Benedita, intenso investimento na cidade de Alcobaça, construção de um centro de saúde na Benedita, investimento na futura zona industrial (ALE) da Benedita. Em Pataias, ou melhor, no norte do concelho (acima da freguesia da Maiorga), os investimentos feitos foram a colocação de um novo tapete de alcatrão na estrada Pataias-Gare – Casal d’Areia e a requalificação urbana da praia de Paredes da Vitória, pioneira nas intervenções estatais do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território e da Agência Portuguesa do Ambiente para o ordenamento do litoral português.
A Câmara Municipal de Alcobaça dinamiza ainda a biblioteca de verão em S. Martinho do Porto, faz concertos de verão em S. Martinho do Porto, cede funcionários para fazerem funções de professores na universidade sénior da Benedita, por exemplo. E o que diz a Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança: nada! A UFPM substituiu-se à Câmara nas suas (da Câmara) obrigações para com as populações do norte do concelho e não reclama nada em troca. Para o público, o que resulta desta relação junta/câmara é uma subserviência da junta face à câmara, que não pode ser melindrada nas relações pessoais entre os vários atores, leia-se, presidente da Junta e vice-presidente da Câmara.

As medidas

1 – Dar voz ativa à Junta
Fazer chegar à câmara as reclamações da sua falta de ação em Pataias e reclamar por um tratamento idêntico às outras freguesias. Tornar essa reclamação pública, nomeadamente nas Assembleias Municipais onde nem durante a junção de freguesias de Pataias e Martingança se ouviu a opinião da Junta de Pataias. 
Estabelecer um compromisso com as restantes forças da Assembleia de Freguesia, definindo prioridades e exigências junto da Câmara Municipal, para dessa forma demonstrar que a população da União de Freguesias está unida e que exige aquilo que lhe tem sido negado nos últimos 8 anos: investimento, obras públicas, melhoria das condições da freguesia.
Reformulação da página oficial da UFPM, assegurando a sua atualização em tempo útil e disponibilizando no site todo um conjunto de informações associadas à UFPM, nomeadamente atas da Junta e da Assembleia de Freguesia.

2 – Redefinir os investimentos para Pataias e lutar pela sua concretização
Há quatro anos atrás, um dos grandes desígnios de Pataias era a construção do novo centro escolar, num valor de 4,5 milhões de euros. Agora, temos a reabilitação da EB2/3 de Pataias, no valor de 1 milhão. O que aconteceu aos outros 3,5 milhões prometidos? Vão para o parque verde de Alcobaça? Vão para a ALE da Benedita? Esses 3,5 milhões devem ser investidos em Pataias, por exemplo, no edifício da EB1 de Pataias, no edifício dos antigos bombeiros ou no largo da Martingança. Estavam prometidos, não há razão para que não sejam investidos, quando há tantas necessidades.
Para além deste facto, há a necessidade de garantir a ampliação da Zona Industrial da Alva de Pataias, ou protestar veementemente por ela e de qualificar a Bolsa Industrial dos Calços/Martingança, nem que seja na votação contra em Assembleias Municipais no Orçamento e Plano de Ação da Câmara se as mesmas não estiverem contempladas.

3 – Reorganização dos serviços da Junta
Centralizar os serviços da junta e as oficinas reunindo num só local as oficinas, garagens e estaleiro da UFPM, concentrando veículos, materiais e ferramentas, não obstante da manutenção na Martingança, Burinhosa, Pisões e Paredes da Vitória de algumas ferramentas e até funcionários para a manutenção da via pública no dia-a-dia.
Redimensionar os serviços administrativos da Junta, equacionando a sua mudança de local para a EB1 ou para o edifício dos antigos bombeiros.
Avaliar as despesas da Junta relativamente à prestação de serviços, equacionando alterações de condições e de contratos.

4 – Dinamização e apoio ao turismo
Recuperar o edifício da escola velha de Paredes da Vitória, transformando-o num espaço polivalente capaz de responder às necessidades locais e sazonais da povoação, nomeadamente preparando-o para o funcionamento como biblioteca de verão, sala de exposições e posto de turismo, dando mais uma resposta ao apoio dos turistas e visitantes que frequentam a freguesia.
Para além deste aspeto, construir uma piscina no parque de campismo e proceder ao reordenamento do mesmo, visando a melhoria na oferta dos serviços. 
Criar e marcar trilhos e percursos que permitam aos visitantes conhecer a freguesia nas suas mais diversas realidades: ambiental, histórica, económica e social.
Criar um plano de desenvolvimento para a Lagoa de Pataias, estabelecendo objetivos a longo prazo, nomeadamente quanto à sua utilização, equacionando várias alternativas: manter a lagoa como reserva integral ecológica e ambiental; potenciar um uso turístico mais intensivo; criar um centro de interpretação ambiental relacionado com as zonas húmidas e com a fauna e flora local, nomeadamente os pinhais e os ecossistemas dunares.
Manter o apoio às mais diversas iniciativas, nomeadamente festivais de verão nas Paredes e torneios desportivos com capacidade de atrair muitos visitantes.

5 – Definir critérios para o apoio financeiro às coletividades e aos eventos na freguesia.
Apoio às coletividades de acordo com o seu plano de anual de atividades, nomeadamente no desenvolvimento de atividades desportivas e culturais destinadas aos jovens e não como rendas/subsídios mensais fixos, sem cumprimento de objetivos de bem servir as populações e limitando-se a assegurar o pagamento das despesas fixas.
Priorizar apoios para atividades destinadas exclusivamente aos jovens e crianças ou à população sénior.

6 – Orçamento participativo
Implementação do orçamento participativo.

7 – Ambiente e mobilidade 
Aquisição de um veículo de transporte público de passageiros com vista à criação de um serviço de transporte público que faça a ligação entre a sede de freguesia e as restantes localidades, permitindo à população (nomeadamente a mais idosa e com mais dificuldades de mobilidade) a vinda aos serviços da junta, posto médico, farmácias, correios e bancos e ainda assegurando a ligação da vila de Pataias às praias nos meses de julho e agosto. O mesmo veículo serviria ainda de apoio à Universidade Sénior e às coletividades da freguesia.
Promover a utilização da bicicleta como transporte individual, procedendo ao reordenamento do trânsito em algumas ruas da vila/ freguesia e ampliando a rede de ciclovias, em especial nas vias de acesso à EB2,3 de Pataias (e futuro centro escolar).
Lutar pela não concretização da atual proposta de requalificação da Av. Rainha Santa Isabel por a mesma, nos moldes apresentados, não defender os interesses e a qualidade de vida futura da população local.
Reorganização do trânsito e estacionamento no litoral da freguesia, nomeadamente o encerramento do centro da aldeia de Paredes ao trânsito através de pinos elevatórios, exceto a moradores e cargas e descargas e colocação de parquímetros entre a “casa da Botas” e os “prédios do Metódio”, a funcionar nos meses de verão.
Criar na freguesia um espaço para depósito e posterior recolha de entulhos, eletrodomésticos, mobiliário e outros resíduos que não os lixos domésticos comuns.
Criar mais e melhores espaços verdes nas localidades da freguesia, nomeadamente na requalificação do Largo da Martingança, na criação de um parque na Fonte da Moira nos Pisões, requalificação do largo junto à Capela da Mélvoa e requalificação do largo na praia da Légua. Procurar uma solução para criar um parque/espaço verde na Burinhosa e um outro na Alva de Pataias, aqui, em colaboração com a Secil.
Criar, na descida do Tanque (Pataias - Pataias-gare) de um espaço de homenagem aos fornos e aos seus trabalhadores, funcionando também como início e fim para o “Trilho dos Fornos”.

8 – Serviço Social, cultura e educação
Aumentar a oferta da Loja Social, melhorando a articulação com o Banco Alimentar.
Assegurar que a população mais idosa e com menores recursos consegue deslocar-se à sede de freguesia pelo menos uma vez por semana.
Melhoria das condições físicas e materiais da Universidade Sénior de Pataias.
Dignificar o Espaço Cultural/ Biblioteca de Pataias, criando condições para a disponibilização total ao público do espólio já existente. Estabelecer protocolo com a Câmara Municipal e Biblioteca Municipal para receber apoio logístico e humano de forma a assegurar o funcionamento da Biblioteca em padrões aceitáveis de qualidade.
Organização, criação e disponibilização ao público do fundo de história local, com documentos, livros, fotografias e demais registos diretamente relacionados com a história local.
Criação do museu da cal, relacionado com todas as atividades próprias e subsidiárias dos fornos da cal, incluindo a aquisição e recuperação de um forno de cal.
Pressionar a Câmara para promover na freguesia o mesmo tipo de oferta cultural que oferece para a Benedita e S. Martinho do Porto, nomeadamente espectáculos musicais, peças de Teatro e festivais )magia, marionetas, acordeão, etc.).
Criação de um bolsa de estudo para alunos de mestrado que nas suas teses desenvolvam trabalhos relacionados com o território e história da UFPM.
Criação de um programa de apoio para as famílias e crianças carenciadas da freguesia que assegure às mesmas o acesso a atividades como a música, o desporto e a dança, em articulação com o Agrupamento de Escolas de Cister e com os serviços da Segurança Social, envolvendo ainda as coletividades da freguesia.
Procurar estabelecer protocolos de colaboração com as empresas da região, para as atividades sociais e culturais, ao abrigo da lei do mecenato, encontrando assim financiamento para as mesmas.

É por demais evidente que a concretização de todas estas medidas exige um esforço financeiro que a Junta não terá capacidade. Assim, será necessário ouvir a população e estabelecer prioridades para a sua realização. Seja como for, e estabelecendo as prioridades, sabemos qual o caminho que queremos trilhar para a freguesia.

O que hoje em dia não acontece.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Festival de Marionetas por todo o concelho - ou quase

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/artemrede-inicia-manobras-em-alcobaca

Artemrede inicia “Manobras” em Alcobaça

Arranca em Alcobaça a primeira edição do “Manobras - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas”, da Artemrede, que vai decorrer em 13 municípios, entre os dias 7 de setembro e 29 de outubro. “Transportadores” é o nome do espetáculo da companhia 360º, que será apresentado em frente ao Mosteiro de Alcobaça no dia 7 de setembro, as 22 horas, dando início a uma programação, que envolve cinco espetáculos nas “Manobras pelos Territórios”, quatro espetáculos inseridos nas “Manobras Nacionais” e outros cinco nas “Manobras Internacionais”. O concelho vai receber sete espetáculos em seis espaços distintos.

“E_nxada”, espetáculo da Erva Daninha, em cocriação com Binaural/Nodar, será apresentada em São Martinho do Porto no próximo dia 9 de setembro, às 18 horas, na Praça Frederico Ulrich. Manobras terá também paragem obrigatória no Mosteiro de Coz no dia 5 de outubro. “Geometrias do Diálogo” será exibido às 10, 11, 12, 15, 16, 17 e 18 horas. Para este espetáculo, que incluirá uma visita ao monumento, a Câmara vai disponibilizar um autocarro para a sessão das 11 e outra para a sessão das 15 horas, que partirá meia hora antes em frente aos Paços do Concelho. No dia seguinte, os mesmos artistas vão promover uma oficina de máscaras na Biblioteca Municipal de Alcobaça, às 10,13, 15 e 19 horas.

O “Museu da Existência” vai dar-se a conhecer no Museu do Vinho, nos dias 22 e 23 de setembro, às 15 e às 21:30 horas. No dia 1 de outubro, às 16:30 horas, a OANI Teatro (Chile) apresentará no Jardim do Amor, a “Trilogia Live em Lambe Lambe”, um teatro de marionetas em miniatura.  

O Cine-teatro de Alcobaça será o palco da Lejo (Holanda), que vai apresentar “Mãos ao alto”, espetáculo de vídeo de fantoches, no dia 27 de outubro, às 11 horas, e da companhia chilena Silencio Blanco, que dará vida ao “Pescador”, recorrendo a marionetas de papel, no dia 22 de outubro, às 18 horas.

O festival conta, no total, 14 espetáculos apresentados por 12 companhias e surgiu do "novo impulso" que a Artemrede quis dar à Festa da Marioneta.

sábado, 26 de agosto de 2017

Os vencedores das autárquicas em Alcobaça

A notícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/psd-e-ps-alternam-poder-politico-em-alcobaca-e-nazare-desde-1976

PSD e PS alternam poder político em Alcobaça e Nazaré desde 1976

PSD e PS são os únicos partidos que já detiveram o poder autárquico nos concelhos de Alcobaça e Nazaré, alternando as maiorias naquelas duas Câmaras desde as primeiras eleições autárquicas, que tiveram lugar a 16 de dezembro de 1976. Os restantes partidos já conseguiram eleger representantes para o executivo em diversos atos eleitorais, mas nunca “ameaçaram” verdadeiramente as vitória dos dois maiores partidos na região. Será desta que o mapa eleitoral autárquico se transforma?
Em Alcobaça, os 12 anos consecutivos do social-democrata José Gonçalves Sapinho constituem o recorde de exercício do cargo de presidente de Câmara. E com votações sempre em crescendo: em 1997, recuperou a autarquia para o PSD com 13.442 votos (43,96%), subindo ligeiramente em 2001 para 13.704 votos (46,9%) e “disparando” em 2005 para os 16.185 votos (55,1%). O deputado da Assembleia Constituinte teve um papel historicamente importante ao nível do poder local, dado que foi candidato do PSD à Assembleia Municipal de Alcobaça em 1976 e seria um dos fundadores da Associação Nacional de Freguesias, entidade que, durante vários anos, teve a sua sede social na freguesia da Benedita.
Embora tenha vencido eleições autárquicas por três vezes em Alcobaça, o socialista Miguel Guerra cumpriu 11 anos à frente da Câmara como eleito, em duas passagens alternadas, tendo feito mais um ano como presidente da Comissão Administrativa, cargo para o qual foi nomeado. Foi, de resto, o único candidato do PS na história a vencer eleições em Alcobaça, embora nem sempre tenha conseguido convencer o eleitorado, já que deixou “fugir” a Câmara nas eleições de 1979 para o social-democrata João Raposo de Magalhães e em 1997 para José Gonçalves Sapinho.
Mas é o independente Jorge Barroso quem detém o recorde de longevidade em funções como presidente de Câmara, tendo liderado a Nazaré, como eleito do PSD durante 20 anos, a que se juntam mais oito anos como vereador eleito pelo PRD, entre 1985 e 1993. Há quatro anos, foi cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal, mas sofreu uma derrota pesada e acabou por renunciar ao mandato, já depois de o PSD lhe ter retirado a confiança política, no fim de um trajeto político que se iniciou nos “combates” com o socialista Luís Monterroso, o mais controverso autarca do poder local na região.
Na Nazaré, o PS é, aliás, a maior força política, tendo vencido as eleições autárquicas por seis vezes (1976, 1979, 1982, 1985, 1989 e 2013), enquanto o PSD foi poder ao longo de duas décadas (venceu em 1993, 1997, 2001, 2005 e 2009).
Em Alcobaça, o PSD é o partido com mais presença autárquica. Em 1979, o partido integrou a AD que venceu a Câmara ao PS e a manteve em 1982 e em 1985 obteve a vitória mais expressiva de sempre (64,9%) com Joaquim Rui Coelho. Seguiu-se um ciclo de oito anos com o PS de Miguel Guerra, até os social-democratas se instalarem em 1997 no palácio cor de rosa, de onde não voltaram a sair. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Burinhosa convidado para apresentação do SL Benfica

A notícia em:
http://www.record.pt/futebol/futsal/detalhe/benfica-apresenta-se-com-uma-vitoria-e-um-empate.html

BENFICA APRESENTA-SE COM UMA VITÓRIA E UM EMPATE

O Benfica apresentou-se esta quarta-feira aos sócios com um empate e uma vitória num torneio de jogos de 20 minutos em que participaram Fabril e Burinhosa.

O primeiro jogo, precisamente entre estes dois últimos, terminou com a vitória do Burinhosa por 1-0, com um golo de Marquinhos.

Depois foi a vez de as águias medirem forças com o Burinhosa, numa partida que terminou empatada a dois golos. Bruno Coelho (2') e Deives (3') fizeram os golos do Benfica, contra dois tentos de Vasco Seco (1' e 15').

No terceiro encontro, o Benfica venceu o Fabril por 4-1. Elvis ainda marcou aos 9 minutos, mas as águias deram a volta por Raúl Campos (11' e 12'), Robinho (16') e Bruno Pinto (17'). 

domingo, 20 de agosto de 2017

Listas às autárquicas

A ontícia em:
http://regiaodecister.pt/noticias/nazare-com-menos-candidatos-e-alcobaca-mantem-listas

Nazaré com menos candidatos e Alcobaça mantém listas

O mapa eleitoral autárquico na região vai ser desenhado no próximo dia 1 de outubro, mas em relação às últimas eleições locais o cenário político alterou-se de forma substancial.

Se em 2013, a Nazaré quebrou um recorde histórico, ao apresentar oito listas concorrentes à Câmara para a sucessão a Jorge Barroso (PSD), este ano o número baixa para as cinco no concelho vizinho, muito por “culpa” da junção do PSD aos movimentos de independentes NazaréViva – liderado há quatro anos por Alberto Madaíl – e Grupo de Cidadãos Independentes do Concelho da Nazaré – cujo líder histórico António Trindade volta a ir a votos numa “coligação”, depois de em 2009 ter acompanhado o PS de Vítor Esgaio.

Em relação às últimas eleições autárquicas, há outra “junção” a ter em conta na Nazaré, com o CDS-PP e o MPT, a juntarem-se numa coligação com o PPM para candidatar Graciano Dias à Câmara, o que também ajuda a explicar a diminuição registada no número de candidaturas.

Assim, a 1 de outubro, o socialista Walter Chicharro, que em 2013 recuperou a Nazaré para o PS após 20 anos de governação de Jorge Barroso, vai enfrentar Alberto Madaíl (PSD), António Manuel Caria dos Santos (CDU), Telma Ferreira (BE) e Graciano Dias (CDS-PP/MPT/PPM).

Em Alcobaça, o total de listas mantém-se nas seis, mas registou-se uma “troca” no boletim de voto, com o PNR a abdicar de concorrer no concelho, entrando na corrida o PDR, que corporiza uma candidatura de um grupo de independentes, que pretende afrontar os partidos tradicionais no concelho.

Deste modo, o social-democrata Paulo Inácio, que avança pela última vez para a Câmara devido à lei de limitação dos mandatos, enfrenta nas urnas Cláudia Vicente (PS), Carlos Bonifácio (CDS-PP), Rogério Raimundo (CDU), António Delgado (BE) e Lúcia Duarte (PDR).

Há quatro anos, se o PSD perdeu a maioria absoluta no executivo municipal, o CDS-PP voltou a eleger um vereador, mais do que triplicando a votação: de 1.551 votos em 2009 passou para 4.469 votos em 2013. Quanto à CDU, recuou para os 3.176 votos com Vanda Furtado Marques, a votação mais baixa da coligação desde 1993, com menos de metade da votação histórica que Rogério Raimundo registou em 2001, com 6.485 votos, o equivalente a 22,2% da preferência do eleitorado. O PS baixou a votação, mas manteve o número de eleitos na Câmara, enquanto o BE ficou muito longe de eleger um vereador, objetivo a que se propõe, desta feita, com António Delgado.

sábado, 12 de agosto de 2017

Dívida da Câmara de Alcobaça: 116 euros/hab

A notícia em:
http://gazetacaldas.com/economia/caldas-da-rainha-cai-21-lugares-no-ranking-eficiencia-financeira/

Caldas da Rainha cai 21 lugares no ranking de eficiência financeira

Caldas da Rainha piorou a sua eficiência financeira, de acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, da autoria da Ordem dos Contabilistas Certificados. O município mantém-se entre os 100 melhores do país, mas deixou de ser o mais eficiente no sul do distrito, superado por Alcobaça.

A gestão financeira de 2016 da autarquia caldense mereceu uma pontuação de 857, menos de metade dos 1900 pontos possíveis. O concelho obteve menos 318 pontos que no ano anterior, mas mantém-se colocado entre os 100 municípios mais eficientes em termos da gestão financeira e ocupa o 35º lugar entre os concelhos de média dimensão.
Já o município de Alcobaça fez o caminho inverso e melhorou, tanto a sua performance financeira, como a classificação no ranking. A gestão do executivo liderado por Paulo Inácio obteve 1335 pontos nesta lista, face aos 1018 de 2015, e subiu de 25º para oitavo a nível nacional.
Estes foram os únicos dois concelhos do sul do distrito a merecer entrada nesta classificação.
O ranking é obtida pelo desempenho em 10 factores, que incluem o índice de liquidez, o resultado operacional sobre os proveitos operacionais deduzido das amortizações e provisões, o peso do passivo exigível no activo e o passivo por habitante. Tem ainda em conta a taxa de cobertura financeira da despesa realizada no exercício, o prazo médio de pagamentos, o grau de execução do saldo efectivo, o índice de dívida total, o grau de execução da despesa relativamente aos compromissos assumidos e os impostos directos por habitante.
Nestes factores, Caldas e Alcobaça destacam-se sobretudo no passivo por habitante. Alcobaça surge em 10º lugar a nível nacional com uma dívida média de 116 euros per capita. Caldas segue em 14º, com uma dívida de 132,30 euros por habitante.
Apesar de não surgirem nos 100 melhores classificados em termos gerais, Nazaré e Óbidos aparecem em destaque entre os que têm maior índice de impostos por habitante. Nazaré é o 15º entre os que colectam mais impostos directos per capita, com uma média de 442,60 euros. Óbidos surge cinco posições abaixo, com uma média de 396,70 euros.
A Nazaré surge ainda referenciada como a oitava Câmara com melhor resultado operacional.

BONS ÍNDICES DE INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

O estudo tem em conta uma série de outros aspectos da gestão financeira dos municípios e os do Oeste surgem também referenciados em muitos deles.
Óbidos surge bem colocado na rubrica independência financeira, com as receitas próprias a significarem 67% das receitas totais. Caldas da Rainha apresenta um índice de 62,7% e Peniche com 60,6% nesta rubrica. Nazaré fecha o top 50 nacional, com 59,6%.
Escrutinando a receita fiscal, Óbidos foi o único município que aumentou a receita de IMI entre os que baixaram o valor da taxa. A colecta deste imposto aumentou 80 mil euros em Óbidos e a subida foi a 29ª maior do país. No entanto, este ganho foi ultrapassado pelas perdas no IMT, que ascenderam a 295 mil euros em relação a 2015. Foi a 15ª queda mais acentuada na receita deste imposto a nível nacional. O Bombarral também perdeu verba de IMT, 92 mil euros, e entra no top das perdas na posição 32. Já Peniche também entrou no top 35 das perdas, mas no IMI, com uma redução de colecta próxima dos 300 mil euros.
Óbidos surge em destaque também entre os que obtiveram maior volume em venda de bens duradouros, os chamados activos fixos. Obteve um rendimento superior a 487 mil euros. No campo oposto surge a Nazaré, com receita pouco acima dos 2 mil euros.
No que toca à despesa, Nazaré e Caldas estão entre os municípios que menos alocam verba para o pessoal, em proporção. No município da Nazaré o peso dos gastos com os 129 trabalhadores representa 18,9% da despesa total, só há seis a gastarem em menor proporção. Caldas surge em 32º, os 321 trabalhadores têm um peso de 22,9% da despesa total.
Quanto a prazo médio de pagamentos, Nazaré continua o segundo concelho que mais tempo demora a pagar aos fornecedores, em média 1233 dias, ou seja, mais de três anos e quatro meses. O prazo agravou-se em 32 dias face a 2015. Esta tendência foi seguida por Óbidos, onde os fornecedores passaram a ter de esperar, em média, 78 dias pelo pagamento, mais dois meses do que em 2015. Nas Caldas o prazo médio passou dos 17 dias para 35. O Bombarral é o único concelho da região citado por melhorias neste capítulo: o prazo diminuiu 47 dias, para 29.

PREJUÍZO DE ÓBIDOS É DOS MAIORES DO PAÍS

O resultado líquido negativo de 1,5 milhões de euros em Óbidos foi o 32º pior do país. O município obidense acumula resultados negativos desde 2012. No entanto, o saldo acumulado na última década é positivo em 14 milhões de euros. Alcobaça e Nazaré surgem entre os que têm melhores resultados líquidos: o primeiro com lucros de 3,87 milhões de euros e o segundo com lucros de 3,2 milhões de euros. No mandato de Walter Chicharro, o município nazareno tem tido saldos positivos em todos os exercícios, o que serviu para atenuar o saldo acumulado dos últimos 10 anos, mesmo assim negativo em 5,5 milhões de euros.
São várias as rubricas que confirmam as dificuldades financeiras, mas também o esforço do município nazareno para endireitar as contas. Foi o 14º concelho com maior volume de juros e outros encargos financeiros pagos em 2016, acima dos 1,2 milhões de euros. É o segundo entre os pequenos municípios e o 37º do país com maior passivo exigível, 33,6 milhões de euros, correspondente a 311% da receita corrente de 2016. Mesmo assim, o passivo retraiu no exercício anterior 2,5 milhões de euros.
O anuário é assinado por João Carvalho, Maria José Fernandes, Pedro Camões, Susana Jorge, que tiveram por base dados dos municípios e do Tribunal de Contas.

Passivo do SMAS de Alcobaça cresceu 346%

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses também incide sobre o sector empresarial local e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Alcobaça surgem em destaque pelo passivo, 5 milhões de euros, que é o sexto maior nesta rubrica. O passivo dos serviços municipalizados alcobacenses teve um crescimento de 346,6% face a 2015. Grande parte deste passivo diz respeito a dívidas à Águas de Lisboa e Vale do Tejo correspondentes a facturas emitidas entre 2010 e 2015 e que o município foi recusando por se tratar de água que não foi consumida, mas que assumiu no final do ano passado.
O passivo do SMAS das Caldas das Rainha é 19º da lista e ascende a 513 mil euros e diminuiu 2,2% face a 2015. Surgem ainda nesta lista os SMAS da Nazaré, com passivo exigível de 260 mil euros, com uma redução de 32%, e o de Peniche, com dívidas na ordem dos 216 mil euros, com um crescimento de 5,1%.
Os SMAS de Peniche, Caldas da Rainha, Alcobaça e Nazaré surgem também entre os que obtiveram melhores resultados líquidos. O SMAS de Peniche encerra o top 10 com lucro de 757 mil euros. Os serviços municipalizados das Caldas mais que duplicaram os ganhos, para um total de 467 mil euros. O SMAS de Alcobaça obteve ganhos de 434 mil euros e o da Nazaré teve saldo positivo de 79,9 mil euros. J.R.

Vereador do PS diz que Caldas deveria procurar mais fontes de financiamento

Rui Correia, vereador do PS, comentou na última sessão de Câmara, realizada a 31 de Julho, o Anuário Financeiro dos Municípios, afirmando que “é sempre agradável reconhecer que a nossa gestão financeira está estável”. No entanto, chamou a atenção para o facto da autarquia caldense ter “uma extrema dependência da cobrança de impostos”.
O vereador preferia que esta entidade pudesse ter mais fontes de receita “como, por exemplo, através dos espaços concessionados”. São exemplo alguns restaurantes e cafés integrados em equipamentos municipais. O vereador também acha que seria possível ao município “fazer parcerias com entidades locais” na organização dos eventos e, desta forma, dividir os custos. “Há várias possibilidades de financiamento, mas é necessário estabelecer um diálogo constante com a comunidade”, afirmou Rui Correia. Este responsável acha que é preciso encontrar uma terceira via alternativa ao financiamento da autarquia, além dos apoios do poder central ou do que se obtém através da cobrança de impostos.
Rui Correia ainda acha que este Anuário “não deve ser usado como arma de arremesso eleitoral”, mas sim “para corrigir alguma opção financeira que possa estar a ser mal seguida”, rematou. J.R.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Burinhosa estreia-se com o SL Benfica

A notícia em:
http://www.regiaodecister.pt/noticias/futsal-burinhosa-estreia-se-na-liga-com-benfica

Futsal: Burinhosa estreia-se na Liga com Benfica

O CCRD Burinhosa vai receber o Benfica no arranque da edição 2017/18 da Liga SportZone, segundo ditou o sorteio da competição, realizado esta quarta-feira.

A partida está agendada para 9 de setembro e, a exemplo das últimas duas temporadas, deverá realizar-se no Pavilhão Gimnodesportivo de Alcobaça.

A 1.ª jornada completa-se com os seguintes jogos: Sporting-Leões de Porto Salvo, Belenenses-Fundão, Fabril-Futsal Azeméis, Unidos Pinheirense-Sp. Braga, Quinta dos Lombos-Módicus e Rio Ave-Aves.

Na 9.ª jornada, aprazada para 4 de novembro, os burinhosenses deslocam-se até ao Pavilhão João Rocha, para defrontarem o campeão nacional Sporting.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Legislação vai proibir o eucalipto

A notícia em:
https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/corrida-ao-eucalipto-antes-da-lei-que-proibe-novas-plantacoe-6961

Corrida ao eucalipto antes da lei que proíbe novas plantações

Legislação pode entrar em vigor só em Fevereiro
Embora o Presidente da República tenha promulgado a reforma da floresta esta terça-feira, a lei, que entre outras medidas proíbe novas áreas de eucalipto, poderá entrar em vigor só em Fevereiro.
Até lá, explica Domingos Patacho, ambientalista da Quercus, são muitos os que estão a plantar esta espécie, nalguns casos sem a devida autorização, procurando antecipar-se à implementação de uma lei que se prevê mais dura com os prevaricadores.
O JORNAL DE LEIRIA teve conhecimento de três zonas onde foram recentemente plantados eucaliptos: junto à Estrada Atlântica, próximo da Praia da Légua e do Vale Furado, no concelho de Alcobaça, e também na Quinta da Várzea, no concelho da Batalha. [...]

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Bibliotecas de praia

A notícia em:
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-08-04-Mais-de-50-bibliotecas-em-praias-e-piscinas-em-todo-o-pais

PAÍS
Mais de 50 bibliotecas em praias e piscinas em todo o país

Mais de 50 praias e piscinas em todo o país já dispõem de bibliotecas de verão, espaços que disponibilizam gratuitamente livros, revistas e jornais para leitura e, nalguns casos, até internet e atividades para crianças.
O mapa das bibliotecas de praia e piscina de 2017, disponibilizado pela Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas (DGLAB), permite identificar 34 praias, 12 piscinas e cinco praias fluviais que, de norte a sul do país, dispõem destes polos sazonais pertencentes às bibliotecas municipais.
As bibliotecas de verão são espaços localizados em praias ou piscinas, que disponibilizam livros vários, desde literatura juvenil e infantil até literatura para adultos, em português, mas também em línguas estrangeiras, e em áreas que podem ir da banda desenhada ao romance e à ficção científica.
Muitas destas bibliotecas dispõem de acesso livre à internet, bem como atividades lúdicas dirigidas às crianças, desde jogos, a oficinas de expressão plástica, segundo informação disponibilizada em páginas de internet de municípios.
Algumas destas bibliotecas funcionam já há alguns anos, outras surgiram mais recentemente, como é o caso da biblioteca da praia de Faro, que abriu no início de julho deste ano e deverá manter-se até final de agosto, entre as 10h00 e as 18h00.
Ainda no Algarve, é possível requisitar livros, jornais ou revistas na biblioteca da praia de Monte Gordo (existente desde 2015), em Vila Real de Santo António.
As praias do Carvalhal e de Melides, em Grândola, no Alentejo, convidam igualmente os visitantes a ler no areal, sem terem de carregar de casa livros ou revistas.
Em Sintra, a Praia Grande e Praia das Maçãs têm, desde o ano passado, esses espaços de leitura à beira mar, que disponibilizam ao público livros, jogos e acesso "wireless", de 15 de julho a 18 de setembro, todos os dias, das 10h00 às 18h00, segundo informação da autarquia local.
Também o município de Oeiras conta com uma destas instalações na praia de Paço de Arcos, enquanto Sesimbra dispõe de quatro bibliotecas, nas praias de Lagoa de Albufeira, do Moinho de Baixo, da Califórnia e do Ouro, com livros, imprensa diária e diversas atividades lúdicas para os mais novos.
No norte do país, as bibliotecas estão distribuídas por locais como Figueira da Foz (Praia da Torre do Relógio), Póvoa de Varzim (Praia da Lagoa e Diana Bar), Viana do Castelo (Praia do Norte) ou Esposende (Praias de Cepães, Suave mar, Ofir e Apúlia).
Nas regiões interiores, que não estão servidas de praia, é possível descansar entre banhos na companhia de livros e jornais disponibilizados por bibliotecas de piscina, como é o caso das piscinas de Guimarães, Vila Nova de Foz Coa e Ferreira do Alentejo, ou por bibliotecas situadas em praias fluviais, como a de Zibreiros (Gondomar), Ana de Aviz (Figueiró dos Vinhos), Rio de Figueira (Santiago do Cacém) e Tapada Grande (Mértola).

Bibliotecas Municipais de Praia em 2017

Comentário

Ainda sou do tempo em que, quando se falou pela primeira vez, abrir uma biblioteca de praia em Paredes da Vitória, só faltou chamar tonto a quem apresentou a ideia. Mas lá que pensaram, pensaram. Mas também como isso não representava custos para a Junta e todo o trabalho foi feito à pala, de borla, por um conjunto de voluntários idiotas (leia-se, cheios de ideias), não havia problema.
Hoje em dia, a Biblioteca de Verão de Paredes da Vitória é um marco incontornável na praia, de tal forma, que até a Câmara Municipal nos seus cartazes faz referência à mesma.
No entanto, quando se olha para as bibliotecas de Paredes e de S. Martinho do Porto, a diferença é enorme.
Em S. Martinho do Porto, a responsabilidade é da Biblioteca Municipal  e da Câmara Municipal tendo 8 (oito!) funcionários que asseguram o seu funcionamento.
Em Paredes da Vitória, a responsabilidade é da Junta da União de Freguesias de Pataias e Martingança que tem 2 (dois) funcionários, que inclusivamente têm de gozar férias nos meses de julho e agosto porque no resto do ano são precisos em Pataias para assegurar a Universidade Sénior. Ou seja, na maior parte do Verão a biblioteca de praia de Paredes da Vitória funciona com 1 (um) funcionário (da junta). Isso não é obstáculo para que a Câmara faça referência à biblioteca das Paredes como uma das suas (da Câmara) iniciativa para verão no litoral norte do concelho. Mas na prática, o que contribui para isso: ZERO.
E o que faz a Junta da União de Freguesias para capitalizar esse grande trabalho em prol do turismo das Paredes, nomeadamente exigindo à Câmara apoios para que a biblioteca de verão funcione ainda melhor, ou qualquer outra melhoria no apoio ao turismo no litoral da freguesia: NADA.
Ou seja, o trabalho e o mérito são da Junta mas quem colhe os louros são da Câmara.
Ele há coisas assim...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Escola das Paredes caiu

O edifício devoluto da antiga escola primária de Paredes da Vitória caiu hoje entre as 11h e as 12h da manhã. Não houve qualquer "intervenção" ou "força exterior", tendo o edifício desmoronado por si só e relacionado com o elavado grau de degração do mesmo. O telhado aluiu para o interior do edifício e no arrastamento da queda, acabou por fazer cair a fachada poente do edifício, os bonitos três arcos em tijolo de burro.



domingo, 16 de julho de 2017

Presidente da Câmara em entrevista

A entrevista em:
http://www.mundoportugues.pt/article/view/65179

“Temos as nossas necessidades básicas plenamente garantidas”

Estando Alcobaça integrada na Região de Turismo que mais cresce em Portugal que estratégias é que o município tem desenvolvido nesta área?
A estratégia do Município de Alcobaça para afirmação do território passa essencialmente pelo equilíbrio entre o ambiente e o património. O Parque Verde e o Hotel do Mosteiro de Alcobaça, obras que estão em plena execução, são os exemplos mais visíveis. Mas não nos podemos esquecer da promoção ao Mosteiro de Coz, do futuro percurso multi-modal (pedonal, ciclável e transporte elétrico) entre Alcobaça e Nazaré ao longo do rio Alcoa, do pavilhão multiusos a ser construído no atual MercoAlcobaça, entre outros. A gastronomia inscreve-se naturalmente neste contexto de afirmação do território alcobacense. Dou como exemplos a Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais ou o apoio dado à Associação dos Agricultores da Região de Alcobaça na criação e promoção da marca Porco Malhado de Alcobaça. Destaque também para a promoção das nove praias do concelho com natural primazia para São Martinho do Porto e Paredes da Vitória. São Martinho do Porto foi considerada pelo site eDreams como a melhor praia do país para a família enquanto que Paredes da Vitória tem vindo a destacar-se como uma das melhores praias para aprendizagem do surf. Ambas ostentam os galardões Bandeira Azul. Fomos também distinguidos pelo site Trivago como um dos 10 Destinos de Natureza e Cultura Emergentes em Portugal.

Em matéria de saúde e assistência que investimentos têm sido feitos para serviço da população?
A inauguração da Unidade de Saúde de São Martinho do Porto (em 2016) foi mais uma etapa da requalificação da rede de cuidados de saúde primários. Nos próximos meses estarão concluídas as obras da USF da Benedita e será aplicado o protocolo com o Estado Português para que este realize obras de requalificação da USF de Alcobaça, ao passo que o Município fará a requalificação do Centro de Saúde de Turquel, cujo auto de consignação foi recentemente assinado. Está também a ser feito, em estreita colaboração com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, um levantamento das necessidades das restantes unidades de saúde do concelho. A qualidade dos cuidados de saúde para todos os munícipes, numa lógica de proximidade, é uma preocupação constante nas políticas deste executivo.

Que apoios tem a Câmara desenvolvido para a educação e infância no concelho?
Em 2015, a Câmara de Alcobaça implementou o Plano de Ação Social Alargada através do qual concede a todos os alunos do 1º ciclo, sem exceção, todos os manuais e materiais escolares. Trata-se de um projeto pioneiro que apoia toda a comunidade escolar que frequenta o 1º ciclo. Todas as crianças merecem ter as mesmas oportunidades no início do seu percurso escolar e é isso mesmo que a Câmara de Alcobaça garante com esta iniciativa. É uma ajuda para as famílias que deste modo sabem que podem contar com o seu município para os ajudar a suportar os elevados custos destes materiais que agora estão ao seu dispor gratuitamente. Estamos também a desenvolver em parceria com os museus da cidade e com as escolas, diversas ações de serviço educativo e apoiamos a publicação de obras literárias de carater infanto-juvenil que incutem nas novas gerações um sentimento de pertença e de identificação à sua terra.

Sendo Alcobaça um concelho de forte empreendedorismo económico quais são os grandes anseios da câmara nesta matéria?
O concelho de Alcobaça tem o seu setor industrial e empresarial em pleno crescimento com total disponibilidade e cooperação por parte do Município, por via do intermunicipalismo e do apoio às associações empresariais da região. Acreditamos que é esse o verdadeiro papel de uma autarquia neste contexto: ser um parceiro privilegiado de quem quer investir no concelho com responsabilidade e sustentabilidade económica, ambiental e social. Os números oficiais abrem boas perspetivas para o futuro do concelho de Alcobaça. Temos uma balança comercial positiva, acima dos 150% e uma taxa de desemprego situada nos 6,4% ao passo que a média nacional é ligeiramente inferior a 10%. Registamos com agrado o crescente interesse de novas empresas em instalarem-se no concelho, nomeadamente em Pataias. E não podemos esquecer que a futura Área de Localização Empresarial da Benedita recebeu recentemente aprovação dos órgãos supra-municipais depois de anos de impasse.

O desporto, o Associativismo e a cultura são também hoje uma importante realidade no concelho de Alcobaça. Que tipo de apoio estas atividades têm da Câmara?
Alcobaça pratica uma política de incentivos às instituições desportivas e culturais bastante abrangente e é dos concelhos mais ativos e culturalmente relevantes do país, tendo em conta a projeção nacional e internacional de eventos como a Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais, o Cistermúsica, Aljubarrota Medieval, entre muitos outros. Tem em funcionamento há já alguns anos uma série de iniciativas de apoio à comunidade sénior do concelho, desde passeios por todo o país, atividades desportivas e culturais, assim como serviços de apoio ao domicílio.

Como é que a Câmara tem apoiado o trabalho das juntas de freguesia no seu trabalho em prol das populações?
O trabalho da Câmara Municipal de Alcobaça é feito em estreita colaboração com as Juntas de Freguesia, sendo estas responsáveis por reportar as suas prioridades em termos de melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes. A política de reforço de autonomia das Juntas levada a cabo há alguns anos trouxe aos diversos territórios do concelho uma renovada capacidade de desenvolvimento.

Alcobaça é um bom sítio para se viver atualmente? Porquê?
O Município desenvolveu um incansável trabalho ao longo dos últimos anos e vários são os setores onde isso se comprova. Temos as nossas necessidades básicas plenamente garantidas: somos dos poucos municípios com qualidade de água a 100% e uma taxa de saneamento que serve mais de 80% da população. A Câmara Municipal lançou recentemente um dos maiores programas de alcatroamento de estradas e acessos de que há memória, investindo mais de um milhão de euros. Todo o concelho tem beneficiado de condições de circulação automóvel melhoradas. Destaco as obras feitas na Estrada Municipal 549, que liga Alcobaça a Pataias, uma reivindicação de longa data da comunidade que conseguimos resolver em estreita parceria com o Município da Nazaré. A recuperação da rede rodoviária será uma aposta a manter nos próximos anos. O nosso foco principal incide sobre as condições de vida dos munícipes apostando em políticas sociais sólidas e sustentáveis. Fomos pioneiros na implementação do programa de concessão de livros escolares a todos os alunos do 1º ciclo sem olhar a escalões. Aderimos ao IMI familiar que agora se encontra próximo dos patamares mínimos. A nossa rede de cuidados de saúde primários está quase concluída faltando apenas alguns trabalhos de melhoramentos nos centros de saúde de Turquel e Alcobaça. Temos uma rede de apoio social com IPSS dinâmicas e modernizadas. Conseguimos obter financiamento dos fundos comunitários para os centros escolares de Turquel, Alfeizerão, Pataias e Cela que serão construídos na exata medida das necessidades de cada freguesia.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Atividades de verão nas nossas praias

A notícia em:
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=3406103a-e9ad-4bb8-99ef-bb148519df8a&edition=200

Duas praias têm Bandeira Azul e cinco “Praia Ouro”
São Martinho do Porto abre época balnear nas praias galardoadas do concelho de Alcobaça
   
São Martinho do Porto Conhecida como a Concha Azul, São Martinho do Porto é considerada a Melhor Praia do País para a Família e tem honras de abertura da época balnear de toda a orla costeira concelhia.

Calendário das épocas balneares do concelho de Alcobaça: São Martinho do Porto - 17 de Junho a 17 de Setembro; Paredes de Vitória - 24 de Junho a 10 de Setembro; Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira e Légua - 1 de Julho a 3 de Setembro;
Em 2017, as praias de São Martinho do Porto e Paredes da Vitória foram uma vez mais galardoadas com a Bandeira Azul e com o estatuto de Praia Acessível – Praia para Todos, ao passo que Paredes da Vitória, Água de Madeiros, Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira obtiveram novamente o galardão “Praia de Ouro”, atribuído pela Quercus.
“Estas praias garantem todas as condições de usufruto e de segurança além de serem abençoadas pela sua bela paisagem natural. Ao todo temos uma vasta orla costeira com nove praias, cada uma com características que satisfazem diferentes perfis de veraneantes, sejam eles mais familiares ou aventureiros”, destaca o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio.

Atividades de Educação Ambiental
O Município de Alcobaça tem vindo a promover um conjunto de atividades de educação ambiental como forma de sensibilizar a comunidade escolar e o público em geral para a preservação do património natural do concelho. Estas iniciativas destinam-se a cumprir os objetivos da programação definida pela Associação Bandeira Azul, que determina a atribuição anual do respetivo galardão. Confira as próximas atividades a decorrer nas praias da orla costeira alcobacense:

• Exposição “Da Nossa Terra e Do Nosso Mar” – 1 de julho a 1 de agosto | Biblioteca Municipal de Alcobaça o Exposição de fotografias das Eco-Escolas no âmbito de saídas de praia realizadas no Inverno e na Primavera
Visitas guiadas das 14h00 – 16h00
• 3 de julho
• 10 de julho
• 28 de julho
• 1 de agosto

• Percursos Interpretativos
o 21 de junho - “Conhecer melhor o Litoral Norte de Alcobaça” (Praia Paredes da Vitória, Pataias)
o 28 de julho - “No sopé da Serra dos Candeeiros”

• Hora dos Livros do Mar – Sessões de Leitura nas Bibliotecas de Praia
o 5 de julho | 14h00 – 15h00 | São Martinho do Porto
o 2 de agosto | 14h00 – 15h00 | São Martinho do Porto
o 4 de agosto | 14h00 – 15h00 | Paredes da Vitória
o 8 de agosto | 14h00 – 15h00 | São Martinho do Porto
o 11 de agosto | 14h00 – 15h00 | Paredes da Vitória

A SUMA, em parceria com a Câmara Municipal de Alcobaça, irá também desenvolver atividades de educação ambiental nas praias de Paredes da Vitória e São Martinho do Porto:

• Ecospot (ação de sensibilização ambiental sobre a importância de respeitar regras de urbanidade em contexto balnear)
o 3 e 5 de Julho | São Martinho do Porto
o 4 de Julho | Paredes da Vitória

• Procuro Não Sujar
o 11 de Agosto | São Martinho do Porto
o 12 de Agosto | Paredes da Vitória

• EKO KIOSKO (equipamento de informação ambiental)
o 1 a 13 de agosto | junto à Biblioteca de Praia de Paredes da Vitória

Atividades Desportivas
Serão também dinamizadas diversas atividades desportivas nas praias do concelho de Alcobaça, as quais poderá assistir ou participar. Confira o calendário:

• Paddle - Beach SUP Race | São Martinho do Porto | 1 de julho | Informações – clique aqui
• 24H de Beach Spinning | São Martinho do Porto | 22h00 de 28 de julho – 22h00 de 29 de Julho
• Aeróbica de Praia | São Martinho do Porto | Paredes da Vitória | Julho-Agosto

Bibliotecas de Praia

• São Martinho do Porto
o 1 de julho a 3 de setembro
o 10h00 às 18h00
o Serviços: Internet, Jornais e registas online, Tablets, Empréstimo de Jornais e revistas, Desenhos para pintar e jogos didáticos; Atividades, Hora do Conto
o Organização: Câmara Municipal de Alcobaça

• Paredes da Vitória
o 2 de julho a 31 de agosto
o 09h00-12h30 e 13h30-17h00
o Serviços: Internet, empréstimos domiciliários, literatura geral, infantil e juvenil, jogos infantis e juvenis
o Organização: União de Freguesias de Pataias e Martingança

terça-feira, 20 de junho de 2017

Cinema regressa ao Cineteatro de Alcobaça

A notícia em:
http://www.regiaodecister.pt/noticias/cinema-regressa-ao-cine-teatro-de-alcobaca-em-setembro

Cinema regressa ao Cine-teatro de Alcobaça em setembro

As sessões de cinema vão regressar ao Cine-teatro João d’Oliva Monteiro, em Alcobaça, a partir do próximo mês de setembro. 
As exibições estão previstas para as quartas-feiras à noite e domingos de manhã haverá cinema para as crianças. “A extensa programação do Cine-teatro não permite reservar o equipamento para cinema ao fim de semana, mas penso que será um bom hábito ir ao cinema às quartas-feiras à noite”, justificou a vereadora da Cultura da Câmara de Alcobaça, Inês Silva. A sala cultural está agora preparada com equipamento de projeção para cinema digital, tendo as mesas de som e de luz sido também susbtituídas.
O cinema estava suspenso no Cine-teatro desde 2015 pela falta de películas para a máquina existente.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eixos estratégicos do CDS para a Câmara Municipal

A notícia em:
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=0f9e3e0e-66fc-4eee-b49b-fc5a3f98c8c8&edition=200

Candidato independente nas listas do CDS/PP à Câmara Municipal de Alcobaça
Carlos Bonifácio apresenta eixos estratégicos da candidatura à Câmara de Alcobaça
   
Carlos Bonifácio, candidato independente nas listas do CDS/PP à Câmara Municipal de Alcobaça, apresentou, no dia 9 de Junho, os eixos estratégicos da sua candidatura. Estiveram presentes cerca de três dezenas de apoiantes, incluindo o presidente da Concelhia do CDS, Luís Querido, e o director de campanha, Eduardo Nogueira. O actual vereador do CDS e ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Alcobaça de 2o01 a 2009 garante que concorre para ganhar e que é a alternativa ao que considera imobilismo da actual gestão autárquica. O compromisso eleitoral já está a partir disponível na página oficial da candidatura no facebook e será fechado definitivamente no final deste mês, podendo ainda receber contributos por parte dos munícipes. Presentes estiveram ainda o o mandatário da candidatura, António Guerra, e o mandatário da Juventude, João Matias.
Os eixos estratégicos da candidatura do CDS passam por reposicionar Alcobaça no contexto regional e nacional, afirmando o Concelho como um local propício à instalação de negócios e que oferece qualidade de vida aos seus habitantes e a aposta nos domínios da cultura, do turismo cultural e das indústrias criativas como factores de dinamização da economia local.
Carlos Bonifácio referiu que o compromisso eleitoral ainda não está fechado, pelo que apenas adianta 10 medidas prioritárias calendarizadas, que o CDS executará de imediato, no caso de ganhar estas eleições, que considera estarem ao seu alcance, alicerçado no argumento de que “nunca desistimos de lutar pelos projectos em que acreditamos e porque fazemos uma política diferente, apoiando as propostas positivas e apresentando alternativas quando discordamos.”
O actual vereador do CDS admite que “nem sempre nestes 4 anos fomos escutados, algumas vezes até fomos desprezados pelo poder, mas nunca “baixámos os braços”. Nalgumas áreas as nossas propostas acabaram por vingar e ser aprovadas, como foi o caso da descida do IMI para todos os proprietários e agregados familiares, privilegiando as famílias com mais filhos, algo que os munícipes já sentiram no passado mês de abril.”

Eixos estratégicos da candidatura do CDS à Câmara Municipal de Alcobaça 

1ª Medida
A nossa primeira intenção vai dirigida para Alcobaça e para a Praça do Mosteiro.
Depois das obras de requalificação, as Praças 25 de Abril, e Afonso Henriques nos últimos 7 anos, têm sido votadas ao abandono, traduzido por um desmazelo e pela falta de respeito pelos profissionais que ali desenvolvem as suas actividades, nomeadamente no comércio e na restauração.

A nossa intenção é proceder a trabalhos de manutenção do piso e eventual substituição do saibro onde se justifique, repondo a dignidade merecida e acabando com o estado de desleixo em que se encontra, minorando a poeira que tanto prejudica moradores, comerciantes e turistas e, assim, embelezando o nosso melhor cartão de visita.
Independentemente de gostarmos mais, ou menos, da intervenção, a verdade é que ela está feita e compete-nos não a deixar em tão lamentável estado. Apontamos o ano de 2018 para a resolução deste problema.

2ª Medida
Pretendemos criar com caracter de urgência o Balcão Único Municipal, tendo como objectivo, servir melhor e eficazmente os munícipes, centralizando os serviços num mesmo espaço e reduzindo os tempos de respostas. Alcobaça está na reduzida lista de municípios que ainda não têm este tipo de infraestrutura, comprometemo-nos a concretizar esta medida no 1º semestre de 2018.

3ª Medida
Pretendemos uma remodelação profunda do Centro de Negócios – transformando-o num centro de inovação virado para as startups e para a juventude com (parcerias com universidades e Associações empresariais) e não aquilo que hoje temos: um centro de negócios só de nome, de atendimento básico, que não responde às solicitações dos munícipes e dos jovens, tendo apenas criado 3 ou 4 empresas e reduzidos postos de trabalho. Assim, será feita uma reformulação deste equipamento no 2º trimestre de 2018, procurando desta forma contribuir para evitar a fuga de jovens qualificados do concelho.

4ª Medida
Assumimos o compromisso de reabilitar o Largo Frederico Ulrich em S. Martinho do Porto. Não é aceitável que durante 7 anos aquele espaço central na marginal esteja ao abandono. Comprometemo-nos a devolver a relva e recuperar os equipamentos de lazer, dando a dignidade que o espaço merece até ao verão de 2018.

5ª Medida
Avançaremos após as eleições com o processo da Regeneração e modernização do Mercado Municipal não perdendo a sua função originária, valorizando a produção agrícola local, e introduzindo uma nova componente vocacionada para turismo, com a criação de infraestruturas para autocarros de turismo, lojas de produtos regionais, posto de atendimento de turismo, restaurante/cafetaria, sanitários. Há anos que este projecto anda a ser protelado tendo-se desviado milhões de euros de fundos europeus afectos a esta intervenção para jardins.

6ª Medida
Daremos início logo a seguir às eleições às negociações dos terrenos e elaboração dos respectivos projectos, para a requalificação da área ribeirinha do Mercado Semanal até à Fervença, criando uma zona de lazer que possibilite outras utilizações do Rio Alcoa, nomeadamente como zona balnear, actividades de canoagem e reabilitando a mini-hídrica. Esta é a obra mais consensual no concelho de Alcobaça e a que mais mobiliza os munícipes, valorizando aquela importante porta de entrada da cidade de Alcobaça.

7ª Medida
Iniciaremos após a eleições as negociações com os proprietários dos barracões da Rua D. Pedro V. A situação tem que ter uma solução célere se queremos uma cidade virada para o turismo. Não é aceitável termos um acesso ao mosteiro tão degradado como actualmente se encontra, privilegiaremos sempre e em 1º lugar o diálogo. Como é possível concretizar um hotel de luxo no Mosteiro com um cenário tão degradante como aquele? O processo deve estar concluído até finais de 2018.

8ª Medida
Reverteremos o processo de cedência das antigas escolas primárias de Alcobaça, fazendo-as regressar à gestão do município por ser um espaço vital para os serviços municipais e da União das freguesias, garantindo uma solução alternativa e eficaz para a instalação do Tribunal de Família. Assumimos a reversão deste processo até finais de 2017.

9ª Medida
Daremos total prioridade ao Plano de Pormenor da zona industrial da Alva de Pataias. Não é possível que uma decisão desta importância se arraste há tantos anos, tendo recentemente caducado a desafectação do regime florestal dos terrenos, por se terem ultrapassados todos os prazos para a elaboração deste plano. Desta, vai ser de vez. Apontamos o final de 2018 para a conclusão deste processo.

10ª Medida
Construiremos uma via pedonal com um piso adequado para peões com as respectivas rampas de acesso, na Av. Padre Inácio, na Benedita, garantindo condições ideais para caminhadas e prática do desporto e de vida saudável. Durante o ano de 2018, queremos esta obra concluída.

Carlos Bonifácio sublinhou que estas são propostas prioritárias e não meras promessas e funcionarão como exame de avaliação do seu desempenho em 2018. “Não tememos as palavras, nem os desafios e muito menos da acção política. A credibilidade e a liderança têm que regressar à vida pública e ao Município de Alcobaça. Recusamos a descrença, o fatalismo e a resignação. É tempo de mudança. A palavra pertence aos munícipes. Alcobaça não pode esperar mais. A diferença começa em nós”, concluiu.