
Aquela mata fechada, que o sol do meio do dia não conseguia penetrar, as águas abundantes, as enguias, as pequenas hortas e pomares religiosamente cuidados. Subir o vale, quer pelo caminho, quer pelos carreiros junto ao rio, era sempre uma aventura inolvidável que nos enchia de bem-estar e nos transportava para um mundo tão distante do mar, da praia e até da floresta de pinheiros bravos.

Recordo do fim da minha juventude e início da idade adulta o vale abandonado, de pinheiros cortados e lugares mágicos irremediavelmente perdidos.
Hoje, quando posso, vou ao vale.
Já não é o mesmo.
Nunca será.
Mas há pequenas surpresas, pequenos paraísos resgatados a uma morte anunciada.
A praia fluvial da Professora Ália Botas é um deles.

Dedicou-o à Criança. Às suas crianças, obras da sua vida.
Professora Ália, muito obrigado.

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