Estiveram presentes no talk-show da RTP “Portugal no Coração”, ontem dia 12, os diversos carnavais do concelho de Alcobaça : Benedita, S. Martinho, Alcobaça e Pataias.
O programa abordou as iniciativas carnavalescas, da tenda de Carnaval em frente ao mosteiro – iniciativa da Câmara Municipal –, aos corsos que se vão organizando por todo o município.
O grande destaque recaiu precisamente sobre a COCAPA e o Carnaval de Pataias – com direito à marcha de 2010 e tudo –, que festeja este ano o seu 12º aniversário e tem como rainha do Carnaval Vanda Stuart.
Para sugestões, comentários, críticas e afins: sapinhogelasio@gmail.com
sábado, 13 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Regulamento de Taxas - Período de Apreciação Pública
Do site da Câmara Municipal de Alcobaça:
Aberto período de discussão de Regulamento de Taxas
Está aberto o período de apreciação pública (30 dias) da proposta de alteração do Regulamento de Taxas e Outras Receitas Municipais do Município de Alcobaça.
O documento poderá ser consultado na Secção de Licenciamentos e na Secção de Licenciamento Urbanístico por todos os interessados. As eventuais sugestões e ou reclamações deverão ser redigidas por escrito, dentro do período referido, para o Presidente do Município, para os seguintes contactos:
Município de Alcobaça
Secção de Licenciamentos
Praça João de Deus Ramos
2461-501 Alcobaça
Fax: 262 580 815 ou
regulamento.taxas@cm-alcobaca.pt
Comentário
Paulo Inácio defendeu uma maior proximidade aos munícipes, como a criação do balcão único, a descentralização de competências e a proximidade ao cidadão (pontos 3 e 6 das suas promessas eleitorais).
Esta era uma boa oportunidade de começar a implementar as suas ideias, com, por exemplo, fazer distribuir o referido documento pelas juntas de freguesia ou colocá-lo disponível no site da Câmara.
Assim, para além de uma maior divulgação, os munícipes não teriam de gastar dinheiro para ir até Alcobaça, para saber que novas taxas vão ter de pagar.
Aberto período de discussão de Regulamento de Taxas
Está aberto o período de apreciação pública (30 dias) da proposta de alteração do Regulamento de Taxas e Outras Receitas Municipais do Município de Alcobaça.
O documento poderá ser consultado na Secção de Licenciamentos e na Secção de Licenciamento Urbanístico por todos os interessados. As eventuais sugestões e ou reclamações deverão ser redigidas por escrito, dentro do período referido, para o Presidente do Município, para os seguintes contactos:
Município de Alcobaça
Secção de Licenciamentos
Praça João de Deus Ramos
2461-501 Alcobaça
Fax: 262 580 815 ou
regulamento.taxas@cm-alcobaca.pt
Comentário
Paulo Inácio defendeu uma maior proximidade aos munícipes, como a criação do balcão único, a descentralização de competências e a proximidade ao cidadão (pontos 3 e 6 das suas promessas eleitorais).
Esta era uma boa oportunidade de começar a implementar as suas ideias, com, por exemplo, fazer distribuir o referido documento pelas juntas de freguesia ou colocá-lo disponível no site da Câmara.
Assim, para além de uma maior divulgação, os munícipes não teriam de gastar dinheiro para ir até Alcobaça, para saber que novas taxas vão ter de pagar.
Angariação de fundos para igreja da Burinhosa
A notícia está no Pataias.net e na Rádio Cister.
Jantar de angariação de fundos para igreja da Burinhosa
A Burinhosa vai organizar um jantar convívio destinado à angariação de fundos para as obras da igreja da Burinhosa.
O jantar, que será acompanhado de música ao vivo, irá realizar-se no dia 13, na Quinta da Valinha.
O objectivo é, através de várias acções, como a vendam de bolos aos sábados, juntar cerca de 250 mil euros.
A nova igreja da Burinhosa, que foi inaugurada em Setembro de 2009, custou cerca de 400 mil euros mas ainda só foram pagos 150 mil euros, segundo Fernanda Pereira, da comissão organizadora do jantar.
O jantar de angariação de verbas está limitado a 180 pessoas. Os preços são de 10 euros para os adultos e de 5 para as crianças dos 6 aos 12 anos.
Jantar de angariação de fundos para igreja da Burinhosa
A Burinhosa vai organizar um jantar convívio destinado à angariação de fundos para as obras da igreja da Burinhosa.
O jantar, que será acompanhado de música ao vivo, irá realizar-se no dia 13, na Quinta da Valinha.
O objectivo é, através de várias acções, como a vendam de bolos aos sábados, juntar cerca de 250 mil euros.
A nova igreja da Burinhosa, que foi inaugurada em Setembro de 2009, custou cerca de 400 mil euros mas ainda só foram pagos 150 mil euros, segundo Fernanda Pereira, da comissão organizadora do jantar.
O jantar de angariação de verbas está limitado a 180 pessoas. Os preços são de 10 euros para os adultos e de 5 para as crianças dos 6 aos 12 anos.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Futuro PDM pode inibir construções
A notícia já tem alguns dias mas foi hoje recordada pela Rádio Cister:
PROT-OVT Condiciona Construções nas Aldeias
A Câmara Municipal de Alcobaça aprovou, na passada segunda-feira, a alteração do Plano Director Municipal (PDM), com o intuito de abranger a "adaptação decorrente da entrada em vigor do Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT)”.
A alteração que mais irá influenciar a vida dos alcobacenses prende-se com o impedimento de novas construções fora dos perímetros urbanos, nos terrenos rurais, em parcelas inferiores a 4 hectares.
Trata-se de uma medida que não merece a concordância da CDU. Segundo o vereador Rogério Raimundo, «em causa poderá estar o aumento da desertificação das pequenas freguesias do concelho de Alcobaça, tendo dado vários exemplos, nomeadamente o de Alpedriz».
Já o PS votou a favor desta medida. No entanto, o vereador Acácio Barbosa explicou que «uma coisa é aprovar uma medida imposta pelo PROT, outra coisa é aceitar a restrição como um processo encerrado». O socialista aconselha, por isso, os municípios a lutarem pela retirada desta medida do PROT, que altera directamente os artigos 40º, 41º, 42º e 44º dos PDM das autarquias inseridas pelo plano.
Consultar:
http://protovt.inescporto.pt/area-publica/RCM_APROVACaO_PROTOVT.pdf
PROT-OVT Condiciona Construções nas Aldeias
A Câmara Municipal de Alcobaça aprovou, na passada segunda-feira, a alteração do Plano Director Municipal (PDM), com o intuito de abranger a "adaptação decorrente da entrada em vigor do Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT)”.
A alteração que mais irá influenciar a vida dos alcobacenses prende-se com o impedimento de novas construções fora dos perímetros urbanos, nos terrenos rurais, em parcelas inferiores a 4 hectares.
Trata-se de uma medida que não merece a concordância da CDU. Segundo o vereador Rogério Raimundo, «em causa poderá estar o aumento da desertificação das pequenas freguesias do concelho de Alcobaça, tendo dado vários exemplos, nomeadamente o de Alpedriz».
Já o PS votou a favor desta medida. No entanto, o vereador Acácio Barbosa explicou que «uma coisa é aprovar uma medida imposta pelo PROT, outra coisa é aceitar a restrição como um processo encerrado». O socialista aconselha, por isso, os municípios a lutarem pela retirada desta medida do PROT, que altera directamente os artigos 40º, 41º, 42º e 44º dos PDM das autarquias inseridas pelo plano.
Consultar:
http://protovt.inescporto.pt/area-publica/RCM_APROVACaO_PROTOVT.pdf
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
ETAR da Pedra do Ouro - Concurso Público
A Águas do Oeste lançou concurso público para Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (total de condutas 4,5 km).
Valor base de adjudicação: 4,28 milhões de euros
Prazo de execução: 270 dias
http://dre.pt/pdfgratiscp/2010/02/021/402860283.pdf
DATA: 2010-02-01
ACTO: Anúncio de procedimento n.º 328/2010
D.R. n.º 21 Série II
EMISSOR: Águas do Oeste, S.A.
TEXTO:
MODELO DE ANÚNCIO DO CONCURSO LIMITADO POR PRÉVIA QUALIFICAÇÃO
1 - IDENTIFICAÇÃO E CONTACTOS DA ENTIDADE ADJUDICANTE
NIF e designação da entidade adjudicante:
505311593 - Águas do Oeste, S.A.
Endereço: Convento de S. Miguel das Gaeiras
Código postal: 2150 718
Localidade: Gaeiras
Telefone: 00351 262955200
Fax: 00351 262955201
Endereço Electrónico: p.fontes@aguasdooeste.com
2 - OBJECTO DO CONTRATO
Designação do contrato: Empreitada de Construção da ETAR de Margem Norte (Lote A), Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B)
Descrição sucinta do objecto do contrato: - ETAR de Margem Norte (Lote A) (População a servir: 2000 habitantes em horizonte de projecto)
- Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B) (ETAR de Paço e Pedra do Ouro com uma população a servir, em horizonte de projecto, de 3269 e 4580 habitantes, respectivamente. O total de condutas a executar em Paço e Pedra do Ouro é de 10 km e 4,5 km , respectivamente)
Tipo de Contrato: Empreitada de Obras Públicas
Valor do preço base do procedimento 5060000.00 EUR
Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos)
Objecto principal
Vocabulário principal: 45232421
3 - INDICAÇÕES ADICIONAIS
O concurso destina-se à celebração de um acordo quadro: Não
É utilizado um leilão electrónico: Não
4 - ADMISSIBILIDADE DA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS VARIANTES: Não
5 - DIVISÃO EM LOTES, SE FOR O CASO
Lote n.º A
Designação do lote: Empreitada de Construção da ETAR de Margem Norte (Lote A)
Descrição sucinta do objecto do lote: - ETAR de Margem Norte (Lote A) (População a servir: 2000 habitantes em horizonte de projecto)
Preço base do lote: 780000.00 EUR
Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos)
Objecto principal
Vocabulário principal: 45232421
Lote n.º B
Designação do lote: Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B)
Descrição sucinta do objecto do lote: Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B) (ETAR de Paço e Pedra do Ouro com uma população a servir, em horizonte de projecto, de 3269 e 4580 habitantes, respectivamente. O total de condutas a executar em Paço e Pedra do Ouro é de 10 km e 4,5 km
Preço base do lote: 4280000.00 EUR
Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos)
Objecto principal
Vocabulário principal: 45232421
6 - LOCAL DA EXECUÇÃO DO CONTRATO
Município de Óbidos (Lote A) - Peniche e Alcobaça (Lote B)
País: PORTUGAL
Distrito: Portugal Continental
Concelho: Todos
Código NUTS: PT16B
7 - PRAZO DE EXECUÇÃO DO CONTRATO
Empreitadas de obras públicas
Prazo contratual de 270 dias contados nos termos do disposto no nº 1 do artigo 362º do CCP
9 - ACESSO ÀS PEÇAS DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DAS CANDIDATURAS E DAS PROPOSTAS
9.1 - Consulta das peças do concurso
Designação do serviço da entidade adjudicante onde se encontram disponíveis as peças do concurso para consulta dos interessados: Direcção de Infra-Estruturas
Endereço desse serviço: Convento de São Miguel das Gaeiras
Código postal: 2510 718
Localidade: Gaeiras
Telefone: 00351 262955200
Fax: 00351 262955201
Endereço Electrónico: p.fontes@aguasdooeste.com
9.2 - Meio electrónico de fornecimento das peças do concurso e de apresentação das candidaturas e das propostas
Plataforma electrónica utilizada pela entidade adjudicante: www.vortalgov.pt
10 - PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DAS CANDIDATURAS
Até às 23 : 59 do 37 º dia a contar da data de envio do presente anúncio
11 - PRAZO PARA A DECISÃO DE QUALIFICAÇÃO
44 dias a contar do termo do prazo para a apresentação das candidaturas
12 - REQUISITOS MÍNIMOS
12.1 - Requisitos mínimos de capacidade técnica: a) A comprovação efectuada através da análise dos elementos a apresentar de acordo com a alínea b) do nº 5.1 deste Programa do Concurso da execução, nos últimos 10 (dez) anos de, pelo menos, 3 (três) obras de idêntica natureza da obra posta a concurso :
a.1) construção civil de, pelo menos, 3 (três) ETAR com as seguintes características :
população servida em horizonte de projecto igual ou superior a 2.000 habitantes.
a.2) fornecimento e montagem de equipamentos electromecânicos conforme especificado na alínea a.1) anterior;
a.3) fornecimento e montagem de instalações eléctricas, automação e instrumentação
conforme especificado na alínea a.1) anterior;
Possuir, no quadro de pessoal permanente, um técnico com formação superior em engenharia, para exercer a função de Director de Obra, cuja qualificação mínima deverá obedecer às seguintes condições:
b1) Possuir licenciatura em engenharia civil, em engenharia do ambiente no ramo sanitária ou licenciatura noutro ramo da engenharia com pós-graduação em engenharia sanitária e no mínimo, 5 (cinco) anos de experiência profissional em direcção de obras;
b2) Possuir experiência efectiva na direcção de, pelo menos, duas ETAR dimensionadas para uma população equivalente igual ou superior ao definido na alíneas a.1) anterior.
12.2 - Requisitos mínimos de capacidade financeira: O valor económico estimado do contrato é de € 5.060.000
O factor "f" constante da expressão matemática prevista no Anexo IV do CCP é de 8.
13 - MODELO DE QUALIFICAÇÃO
Modelo simples
14 - PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS
Até às 23 : 59 do 35 º dia a contar da data de envio do convite
15 - PRAZO DURANTE O QUAL OS CONCORRENTES SÃO OBRIGADOS A MANTER AS RESPECTIVAS PROPOSTAS
90 dias a contar do termo do prazo para a apresentação das propostas
16 - CRITÉRIO DE ADJUDICAÇÃO
Proposta economicamente mais vantajosa
Factores e eventuais subfactores acompanhados dos respectivos coeficientes de ponderação: Preço global 60%
Valia técnica da proposta 30%
Garantia de cumprimento do prazo de execução 10%
17 - DISPENSA DE PRESTAÇÃO DE CAUÇÃO: Não
18 - IDENTIFICAÇÃO E CONTACTOS DO ÓRGÃO DE RECURSO ADMINISTRATIVO
Designação: Águas do Oeste
Endereço: Convento de São Miguel das Gaeiras
Código postal: 2150 718
Localidade: Gaeiras
Telefone: 00351 262955200
Fax: 00351 262955201
Endereço Electrónico: geral@aguasdooeste.com
19 - DATA DE ENVIO DO ANÚNCIO PARA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA REPÚBLICA
2010/02/01
20 - O PROCEDIMENTO A QUE ESTE ANÚNCIO DIZ RESPEITO TAMBÉM É PUBLICITADO NO JORNAL OFICIAL DA UNIÃO EUROPEIA: Sim
21 - OUTRAS INFORMAÇÕES
O prazo definido em 7. refere-se ao Lote B. O Lote A tem um prazo de 180 dias. Ambos os prazos referem-se até à fase de "pronto para arranque", acrescendo, em ambos os lotes, 60 dias para a fase de arranque
Regime de contratação: DL nº 18/2008, de 29/1
Relativamente a este procedimento foi efectuada alguma publicação no âmbito do nº1 do art.º2 do DL 34/2009 de 6 de Fevereiro?Não
22 - IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR DO ANÚNCIO
Nome: Arménio de Figueiredo
Cargo: Administrador-Delegado
Valor base de adjudicação: 4,28 milhões de euros
Prazo de execução: 270 dias
http://dre.pt/pdfgratiscp/2010/02/021/402860283.pdf
DATA: 2010-02-01
ACTO: Anúncio de procedimento n.º 328/2010
D.R. n.º 21 Série II
EMISSOR: Águas do Oeste, S.A.
TEXTO:
MODELO DE ANÚNCIO DO CONCURSO LIMITADO POR PRÉVIA QUALIFICAÇÃO
1 - IDENTIFICAÇÃO E CONTACTOS DA ENTIDADE ADJUDICANTE
NIF e designação da entidade adjudicante:
505311593 - Águas do Oeste, S.A.
Endereço: Convento de S. Miguel das Gaeiras
Código postal: 2150 718
Localidade: Gaeiras
Telefone: 00351 262955200
Fax: 00351 262955201
Endereço Electrónico: p.fontes@aguasdooeste.com
2 - OBJECTO DO CONTRATO
Designação do contrato: Empreitada de Construção da ETAR de Margem Norte (Lote A), Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B)
Descrição sucinta do objecto do contrato: - ETAR de Margem Norte (Lote A) (População a servir: 2000 habitantes em horizonte de projecto)
- Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B) (ETAR de Paço e Pedra do Ouro com uma população a servir, em horizonte de projecto, de 3269 e 4580 habitantes, respectivamente. O total de condutas a executar em Paço e Pedra do Ouro é de 10 km e 4,5 km , respectivamente)
Tipo de Contrato: Empreitada de Obras Públicas
Valor do preço base do procedimento 5060000.00 EUR
Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos)
Objecto principal
Vocabulário principal: 45232421
3 - INDICAÇÕES ADICIONAIS
O concurso destina-se à celebração de um acordo quadro: Não
É utilizado um leilão electrónico: Não
4 - ADMISSIBILIDADE DA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS VARIANTES: Não
5 - DIVISÃO EM LOTES, SE FOR O CASO
Lote n.º A
Designação do lote: Empreitada de Construção da ETAR de Margem Norte (Lote A)
Descrição sucinta do objecto do lote: - ETAR de Margem Norte (Lote A) (População a servir: 2000 habitantes em horizonte de projecto)
Preço base do lote: 780000.00 EUR
Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos)
Objecto principal
Vocabulário principal: 45232421
Lote n.º B
Designação do lote: Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B)
Descrição sucinta do objecto do lote: Sistema de Saneamento de Paço II Fase e ETAR de Paço/ETAR de Pedra do Ouro II Fase e Sistema de Rejeição de Efluentes da ETAR de Pedra do Ouro/Vale Paredes (Lote B) (ETAR de Paço e Pedra do Ouro com uma população a servir, em horizonte de projecto, de 3269 e 4580 habitantes, respectivamente. O total de condutas a executar em Paço e Pedra do Ouro é de 10 km e 4,5 km
Preço base do lote: 4280000.00 EUR
Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos)
Objecto principal
Vocabulário principal: 45232421
6 - LOCAL DA EXECUÇÃO DO CONTRATO
Município de Óbidos (Lote A) - Peniche e Alcobaça (Lote B)
País: PORTUGAL
Distrito: Portugal Continental
Concelho: Todos
Código NUTS: PT16B
7 - PRAZO DE EXECUÇÃO DO CONTRATO
Empreitadas de obras públicas
Prazo contratual de 270 dias contados nos termos do disposto no nº 1 do artigo 362º do CCP
9 - ACESSO ÀS PEÇAS DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DAS CANDIDATURAS E DAS PROPOSTAS
9.1 - Consulta das peças do concurso
Designação do serviço da entidade adjudicante onde se encontram disponíveis as peças do concurso para consulta dos interessados: Direcção de Infra-Estruturas
Endereço desse serviço: Convento de São Miguel das Gaeiras
Código postal: 2510 718
Localidade: Gaeiras
Telefone: 00351 262955200
Fax: 00351 262955201
Endereço Electrónico: p.fontes@aguasdooeste.com
9.2 - Meio electrónico de fornecimento das peças do concurso e de apresentação das candidaturas e das propostas
Plataforma electrónica utilizada pela entidade adjudicante: www.vortalgov.pt
10 - PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DAS CANDIDATURAS
Até às 23 : 59 do 37 º dia a contar da data de envio do presente anúncio
11 - PRAZO PARA A DECISÃO DE QUALIFICAÇÃO
44 dias a contar do termo do prazo para a apresentação das candidaturas
12 - REQUISITOS MÍNIMOS
12.1 - Requisitos mínimos de capacidade técnica: a) A comprovação efectuada através da análise dos elementos a apresentar de acordo com a alínea b) do nº 5.1 deste Programa do Concurso da execução, nos últimos 10 (dez) anos de, pelo menos, 3 (três) obras de idêntica natureza da obra posta a concurso :
a.1) construção civil de, pelo menos, 3 (três) ETAR com as seguintes características :
população servida em horizonte de projecto igual ou superior a 2.000 habitantes.
a.2) fornecimento e montagem de equipamentos electromecânicos conforme especificado na alínea a.1) anterior;
a.3) fornecimento e montagem de instalações eléctricas, automação e instrumentação
conforme especificado na alínea a.1) anterior;
Possuir, no quadro de pessoal permanente, um técnico com formação superior em engenharia, para exercer a função de Director de Obra, cuja qualificação mínima deverá obedecer às seguintes condições:
b1) Possuir licenciatura em engenharia civil, em engenharia do ambiente no ramo sanitária ou licenciatura noutro ramo da engenharia com pós-graduação em engenharia sanitária e no mínimo, 5 (cinco) anos de experiência profissional em direcção de obras;
b2) Possuir experiência efectiva na direcção de, pelo menos, duas ETAR dimensionadas para uma população equivalente igual ou superior ao definido na alíneas a.1) anterior.
12.2 - Requisitos mínimos de capacidade financeira: O valor económico estimado do contrato é de € 5.060.000
O factor "f" constante da expressão matemática prevista no Anexo IV do CCP é de 8.
13 - MODELO DE QUALIFICAÇÃO
Modelo simples
14 - PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS
Até às 23 : 59 do 35 º dia a contar da data de envio do convite
15 - PRAZO DURANTE O QUAL OS CONCORRENTES SÃO OBRIGADOS A MANTER AS RESPECTIVAS PROPOSTAS
90 dias a contar do termo do prazo para a apresentação das propostas
16 - CRITÉRIO DE ADJUDICAÇÃO
Proposta economicamente mais vantajosa
Factores e eventuais subfactores acompanhados dos respectivos coeficientes de ponderação: Preço global 60%
Valia técnica da proposta 30%
Garantia de cumprimento do prazo de execução 10%
17 - DISPENSA DE PRESTAÇÃO DE CAUÇÃO: Não
18 - IDENTIFICAÇÃO E CONTACTOS DO ÓRGÃO DE RECURSO ADMINISTRATIVO
Designação: Águas do Oeste
Endereço: Convento de São Miguel das Gaeiras
Código postal: 2150 718
Localidade: Gaeiras
Telefone: 00351 262955200
Fax: 00351 262955201
Endereço Electrónico: geral@aguasdooeste.com
19 - DATA DE ENVIO DO ANÚNCIO PARA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA REPÚBLICA
2010/02/01
20 - O PROCEDIMENTO A QUE ESTE ANÚNCIO DIZ RESPEITO TAMBÉM É PUBLICITADO NO JORNAL OFICIAL DA UNIÃO EUROPEIA: Sim
21 - OUTRAS INFORMAÇÕES
O prazo definido em 7. refere-se ao Lote B. O Lote A tem um prazo de 180 dias. Ambos os prazos referem-se até à fase de "pronto para arranque", acrescendo, em ambos os lotes, 60 dias para a fase de arranque
Regime de contratação: DL nº 18/2008, de 29/1
Relativamente a este procedimento foi efectuada alguma publicação no âmbito do nº1 do art.º2 do DL 34/2009 de 6 de Fevereiro?Não
22 - IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR DO ANÚNCIO
Nome: Arménio de Figueiredo
Cargo: Administrador-Delegado
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
JF Pataias - OE prevê transferência de 102763 euros
A Junta de Freguesia de Pataias vai receber, relativamente ao ano de 2010, 102763 euros, provenientes das transferências para as freguesias do Orçamento de Estado.
A freguesia de Pataias é, no concelho de Alcobaça, a que mais recebe, seguida de perto pela Benedita, e representando 10,4% das verbas totais destinadas às freguesias de Alcobaça. Aljubarrota, fazendo o somatório das freguesias de S. Vicente (46 857) e Prazeres (62 973) somaria 109 830 euros, ultrapassando por larga margem Pataias e Benedita.
A nível do distrito de Leiria, Pataias é a 12ª freguesia em termos de valor de transferências.
Concelho de Alcobaça
Alcobaça 64 300
Alfeizerão 61 996
Aljubarrota (Prazeres) 62 973
Aljubarrota (São Vicente) 46 857
Alpedriz 32 406
Bárrio 39 989
Benedita 102 079
Cela 57 382
Coz 42 399
Évora de Alcobaça 78 320
Maiorga 41 101
Martingança 29 673
Montes 26 327
PATAIAS 102 763
São Martinho do Porto 45 936
Turquel 72 865
Vestiaria 29 997
Vimeiro 46 633
ALCOBAÇA (Total município) 983 996 euros
As 12 maiores freguesias do distrito de Leiria
Marinha Grande 345 297
Pombal 199 634
Marrazes 167 119
Castanheira de Pêra 150 897
Caldas da Rainha - Nsa. Sra. Pópulo 141 592
Atouguia da Baleia 136 101
Pedrógão Grande 135 024
Leiria 130 286
Maceira 128 748
Nazaré 123 680
Caldas da Rainha - Sto. Onofre 102 850
PATAIAS 102 763
Fonte:
http://www.min-financas.pt/inf_economica/OE2010/map20-2010.pdf
A freguesia de Pataias é, no concelho de Alcobaça, a que mais recebe, seguida de perto pela Benedita, e representando 10,4% das verbas totais destinadas às freguesias de Alcobaça. Aljubarrota, fazendo o somatório das freguesias de S. Vicente (46 857) e Prazeres (62 973) somaria 109 830 euros, ultrapassando por larga margem Pataias e Benedita.
A nível do distrito de Leiria, Pataias é a 12ª freguesia em termos de valor de transferências.
Concelho de Alcobaça
Alcobaça 64 300
Alfeizerão 61 996
Aljubarrota (Prazeres) 62 973
Aljubarrota (São Vicente) 46 857
Alpedriz 32 406
Bárrio 39 989
Benedita 102 079
Cela 57 382
Coz 42 399
Évora de Alcobaça 78 320
Maiorga 41 101
Martingança 29 673
Montes 26 327
PATAIAS 102 763
São Martinho do Porto 45 936
Turquel 72 865
Vestiaria 29 997
Vimeiro 46 633
ALCOBAÇA (Total município) 983 996 euros
As 12 maiores freguesias do distrito de Leiria
Marinha Grande 345 297
Pombal 199 634
Marrazes 167 119
Castanheira de Pêra 150 897
Caldas da Rainha - Nsa. Sra. Pópulo 141 592
Atouguia da Baleia 136 101
Pedrógão Grande 135 024
Leiria 130 286
Maceira 128 748
Nazaré 123 680
Caldas da Rainha - Sto. Onofre 102 850
PATAIAS 102 763
Fonte:
http://www.min-financas.pt/inf_economica/OE2010/map20-2010.pdf
Bombeiros de Pataias recebem 30.000 euros
Os Bombeiros Voluntários de Pataias viram ontem, na reunião de Câmara, ser-lhes atribuída uma verba de 30.000 euros, devido a compromisso assumido relativo à construção do Auditório.
Do blogue do Rogério Raimundo:
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/02/na-reuniao-de-camara-dontem-foi_4131.html
na reunião de câmara d'ontem foi aprovado 30 mil euros
(OBRAS DE OUTRAS ENTIDADES) 33.------ ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DEPATAIAS – PEDIDO DE VERBA – PROPOSTA -
O ofício que justificava o pedido mencionava 105.336€ e solicitava 39.750€.
Presidente da Câmara acertou a verba de 30 mil euros.
Vereador Hermínio Rodrigues lembra que era um compromisso de 30% para apoiar a construção do Auditório.
Do blogue do Rogério Raimundo:
http://uniralcobaca.blogspot.com/2010/02/na-reuniao-de-camara-dontem-foi_4131.html
na reunião de câmara d'ontem foi aprovado 30 mil euros
(OBRAS DE OUTRAS ENTIDADES) 33.------ ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DEPATAIAS – PEDIDO DE VERBA – PROPOSTA -
O ofício que justificava o pedido mencionava 105.336€ e solicitava 39.750€.
Presidente da Câmara acertou a verba de 30 mil euros.
Vereador Hermínio Rodrigues lembra que era um compromisso de 30% para apoiar a construção do Auditório.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A requalificação da Av. Rainha Santa Isabel
Ainda do Caderno dedicado a Pataias, suplemento do Região de Cister nº858

Avenida Rainha Santa Isabel
Requalificação ainda sem data marcada
Dois milhões de euros serão investidos na requalificação da principal avenida de Pataias. A intervenção, ainda sem data marcada, pretende dar mais dignidade e aumentar a segurança dos dois quilómetros de estrada que atravessam a vila. O projecto está feito. E as negociações com as Estradas de Portugal (EP) estão em curso. Hermínio Rodrigues, vereador da Câmara de Alcobaça, sintetiza, desta forma, o andamento do projecto de requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, a principal via de Pataias.
As obras ainda não têm data marcada para começar mas a sua realização responde a um antigo anseio dos moradores. A estrada será alargada, a zona envolvente irá sofrer trabalhos de embelezamento, serão criadas zonas de estacionamento e até uma nova rotunda. “O trânsito deverá ter um ordenamento diferente e vai fluir, por certo, melhor”, considera Dário Moleiro, secretário da Junta de Freguesia, mostrando-se esperançado de ver, ainda neste mandato, o trabalho realizado.
Tal intervenção, considera, possibilitará uma melhoria significativa no tráfego - aquela zona, no Verão, é atravessada, diariamente, por milhares de automóveis – sem retirar dali a circulação, o que era uma preocupação dos comerciantes. “Durante muito tempo, falou-se da possibilidade de ser criada uma via alternativa, fora da freguesia, que permitisse retirar dali o trânsito. Mas os comerciantes consideram que isso colocará em risco os negócios”, explica. Para o vereador Hermínio Rodrigues, esta intervenção não pode ser vista de forma isolada em relação à zona envolvente e aos projectos que estão para aí previstos. Refere-se às praias do concelho que, desde o ano passado, estão a ser requalificadas.
Na praia das Paredes da Vitória, a intervenção está praticamente concluída. Entre passadiços que possibilitam os passeios pedestres, a intervenções no saneamento e tratamento de águas pluviais, a praia está hoje mais bonita e mais segura. Seguir-se-ão as restantes: Légua, Pedra do Ouro, Polvoeira e Água de Madeiros. No total, o investimento nestas intervenções rondará os cinco milhões de euros.
E, revela o vereador, são obras feitas a pensar no futuro. É que está prevista, para a zona da Pedra do Ouro, um empreendimento ligado ao Golfe que, na expectativa dos autarcas da região, atrairá grande número de turistas e contribuirá para o desenvolvimento dos concelhos mais próximos.
Só a nível da economia, revela ainda Hermínio Rodrigues, a concretização desse projecto representará a criação de “cerca de dois mil postos de trabalho directos”.
Comentário
É público, não morro de amores por esta proposta.
Há muito que levanto severas críticas (aqui e aqui, por exemplo) à requalificação da Av. Rainha Santa Isabel defendida pela autarquia. Fala-se agora em dignificar e aumentar a segurança nos «dois quilómetros de estrada que atravessam a vila», quando a mesma está proposta apenas para 600 ou 700 metros. O que se vai fazer nos outros 1300 metros?
Pelos vistos, o objectivo é, agradando aos comerciantes, garantir uma maior fluência do trânsito, com alargamento de vias e criação de uma rotunda – que vai estrangular num só local todo o trânsito local e que atravessa a vila.
Eu que pensava que a requalificação era para aumentar a qualidade e paisagem urbana, dar a Pataias um cartão de visita para o século XXI, promover a qualidade-de-vida e bem-estar, acabar definitivamente com este ar de far-west, terra de risco-ao-meio, que Pataias tem. Estava enganado!
Volto a dizer, gastar 2 milhões de euros neste projecto é um erro enorme que vai ser pago (em bem-estar e qualidade de vida) nas próximas décadas. A intervenção na Av. Rainha Santa Isabel deve permitir o pleno usufruto deste eixo por parte de todos, em vez de o transformar numa pista automóvel, sem estacionamento disponível, sem lugar aos peões.
Em que dados técnicos estão baseadas as propostas da Câmara?
Onde está um estudo de impacto ambiental, económico e de tráfego da nova proposta?
Quantos automóveis atravessam Pataias (em que período do dia, da semana e do ano)?
Que tipo de viagem faz (qual a origem, qual o destino?) quem passa por Pataias?
Qual a influência do tráfego que atravessa Pataias no seu comércio? Quantos automóveis param? Que impacto económico tem no comércio?
Quantos automóveis, motorizadas e bicicletas usam a Av. Rainha Santa Isabel em deslocações internas (dentro de Pataias)?
Quantos peões atravessam a Av. Rainha Santa Isabel?
Justificam-se a criação de alternativas à Av. Rainha Santa Isabel?
Onde está um estudo dos fluxos de tráfego do atravessamento da Av. Rainha Santa Isabel? (origem/destino: Paredes e litoral da Freguesia, Burinhosa, Ferraria, Pataias-Gare e Pisões, Alpedriz, Montes e Alcobaça, Alva e Nazaré; Junta de Freguesia e Centro de Saúde, Mercado/Piscinas e ATL, EB2,3 e EB1, Igreja e Farmácia, Correios, Rua de Alcobaça/Rua da Estação, R. de Nossa Senhora da Vitória, Av. Da Filarmónica, Av. Clube Desportivo Pataiense)?
Esta é uma promessa que a Câmara não deve cumprir, se for para executar o projecto tal como está. Reconhecer um erro e evitá-lo é um sinal de sabedoria.
Estarão os nossos autarcas à altura?

Avenida Rainha Santa Isabel
Requalificação ainda sem data marcada
Dois milhões de euros serão investidos na requalificação da principal avenida de Pataias. A intervenção, ainda sem data marcada, pretende dar mais dignidade e aumentar a segurança dos dois quilómetros de estrada que atravessam a vila. O projecto está feito. E as negociações com as Estradas de Portugal (EP) estão em curso. Hermínio Rodrigues, vereador da Câmara de Alcobaça, sintetiza, desta forma, o andamento do projecto de requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, a principal via de Pataias.
As obras ainda não têm data marcada para começar mas a sua realização responde a um antigo anseio dos moradores. A estrada será alargada, a zona envolvente irá sofrer trabalhos de embelezamento, serão criadas zonas de estacionamento e até uma nova rotunda. “O trânsito deverá ter um ordenamento diferente e vai fluir, por certo, melhor”, considera Dário Moleiro, secretário da Junta de Freguesia, mostrando-se esperançado de ver, ainda neste mandato, o trabalho realizado.
Tal intervenção, considera, possibilitará uma melhoria significativa no tráfego - aquela zona, no Verão, é atravessada, diariamente, por milhares de automóveis – sem retirar dali a circulação, o que era uma preocupação dos comerciantes. “Durante muito tempo, falou-se da possibilidade de ser criada uma via alternativa, fora da freguesia, que permitisse retirar dali o trânsito. Mas os comerciantes consideram que isso colocará em risco os negócios”, explica. Para o vereador Hermínio Rodrigues, esta intervenção não pode ser vista de forma isolada em relação à zona envolvente e aos projectos que estão para aí previstos. Refere-se às praias do concelho que, desde o ano passado, estão a ser requalificadas.
Na praia das Paredes da Vitória, a intervenção está praticamente concluída. Entre passadiços que possibilitam os passeios pedestres, a intervenções no saneamento e tratamento de águas pluviais, a praia está hoje mais bonita e mais segura. Seguir-se-ão as restantes: Légua, Pedra do Ouro, Polvoeira e Água de Madeiros. No total, o investimento nestas intervenções rondará os cinco milhões de euros.
E, revela o vereador, são obras feitas a pensar no futuro. É que está prevista, para a zona da Pedra do Ouro, um empreendimento ligado ao Golfe que, na expectativa dos autarcas da região, atrairá grande número de turistas e contribuirá para o desenvolvimento dos concelhos mais próximos.
Só a nível da economia, revela ainda Hermínio Rodrigues, a concretização desse projecto representará a criação de “cerca de dois mil postos de trabalho directos”.
Comentário
É público, não morro de amores por esta proposta.
Há muito que levanto severas críticas (aqui e aqui, por exemplo) à requalificação da Av. Rainha Santa Isabel defendida pela autarquia. Fala-se agora em dignificar e aumentar a segurança nos «dois quilómetros de estrada que atravessam a vila», quando a mesma está proposta apenas para 600 ou 700 metros. O que se vai fazer nos outros 1300 metros?
Pelos vistos, o objectivo é, agradando aos comerciantes, garantir uma maior fluência do trânsito, com alargamento de vias e criação de uma rotunda – que vai estrangular num só local todo o trânsito local e que atravessa a vila.
Eu que pensava que a requalificação era para aumentar a qualidade e paisagem urbana, dar a Pataias um cartão de visita para o século XXI, promover a qualidade-de-vida e bem-estar, acabar definitivamente com este ar de far-west, terra de risco-ao-meio, que Pataias tem. Estava enganado!
Volto a dizer, gastar 2 milhões de euros neste projecto é um erro enorme que vai ser pago (em bem-estar e qualidade de vida) nas próximas décadas. A intervenção na Av. Rainha Santa Isabel deve permitir o pleno usufruto deste eixo por parte de todos, em vez de o transformar numa pista automóvel, sem estacionamento disponível, sem lugar aos peões.
Em que dados técnicos estão baseadas as propostas da Câmara?
Onde está um estudo de impacto ambiental, económico e de tráfego da nova proposta?
Quantos automóveis atravessam Pataias (em que período do dia, da semana e do ano)?
Que tipo de viagem faz (qual a origem, qual o destino?) quem passa por Pataias?
Qual a influência do tráfego que atravessa Pataias no seu comércio? Quantos automóveis param? Que impacto económico tem no comércio?
Quantos automóveis, motorizadas e bicicletas usam a Av. Rainha Santa Isabel em deslocações internas (dentro de Pataias)?
Quantos peões atravessam a Av. Rainha Santa Isabel?
Justificam-se a criação de alternativas à Av. Rainha Santa Isabel?
Onde está um estudo dos fluxos de tráfego do atravessamento da Av. Rainha Santa Isabel? (origem/destino: Paredes e litoral da Freguesia, Burinhosa, Ferraria, Pataias-Gare e Pisões, Alpedriz, Montes e Alcobaça, Alva e Nazaré; Junta de Freguesia e Centro de Saúde, Mercado/Piscinas e ATL, EB2,3 e EB1, Igreja e Farmácia, Correios, Rua de Alcobaça/Rua da Estação, R. de Nossa Senhora da Vitória, Av. Da Filarmónica, Av. Clube Desportivo Pataiense)?
Esta é uma promessa que a Câmara não deve cumprir, se for para executar o projecto tal como está. Reconhecer um erro e evitá-lo é um sinal de sabedoria.
Estarão os nossos autarcas à altura?
Regulamento de Taxas e Outras Receitas Municipais
Da Câmara Municipal de Alcobaça:
Regulamento de Taxas e Outras Receitas Municipais - Proposta de Alteração
Aviso nº2726/2010 do Diário da República, 2.ª série — N.º 26 — 8 de Fevereiro de 2010
Regulamento de Taxas e Outras Receitas Municipais - Proposta de Alteração
Aviso nº2726/2010 do Diário da República, 2.ª série — N.º 26 — 8 de Fevereiro de 2010
CD Pataiense: derrota caseira frente ao Guiense
O CD Pataiense perdeu em casa frente ao 2º classificado, o Guiense, por 0-1.
Este resultado fez com que mantivesse os 24 pontos (16J; 8V8D; 26-26 em golos) , 7º lugar, a 23 do guia Bombarralense.
Mais informações em http://futeboldistritaldeleiria.blogspot.com.
Este resultado fez com que mantivesse os 24 pontos (16J; 8V8D; 26-26 em golos) , 7º lugar, a 23 do guia Bombarralense.
Mais informações em http://futeboldistritaldeleiria.blogspot.com.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Burinhosa reforça liderança
O CCRD Burinhosa reforçou a liderança no campeonato ao deslocar-se a casa do 3º classificado, o S. Bento e vencer por 5-3.
A equipa soma agora 32 pontos (13J; 10V2E1D; 49-25 em golos).
Mais informações em http://burinhosafutsal.blogspot.com.
A equipa soma agora 32 pontos (13J; 10V2E1D; 49-25 em golos).
Mais informações em http://burinhosafutsal.blogspot.com.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Tartaruga (outra) dá a costa na Polvoeira
A notícia é do Pataias.net
Nova tartaruga deu à costa
Uma tartaruga deu à costa na praia da Polvoeira, uma semana depois de uma tartaruga de 2 metros ter aparecido na praia da Mina do Azeiche.
Outra tartaruga deu à costa na Polovoeira, já em elevado estado de decomosição.
De acordo com o técnico que observou o animal, a morte poderá estar relacionada com o facto deste estar emaranhado em redes de pesca. No estômago da tartaruga encontrava-se muito lixo (pequenos plásticos, madeiras, anzóis).
No espaço de uma semana foi a segunda tartaruga de grandes dimensões a dar à costa na freguesia de Pataias. O destino desta tartaruga, ou melhor dos, seus restos irá ser o mesmo destino que da outra: o museu.
Nova tartaruga deu à costa
Uma tartaruga deu à costa na praia da Polvoeira, uma semana depois de uma tartaruga de 2 metros ter aparecido na praia da Mina do Azeiche.
Outra tartaruga deu à costa na Polovoeira, já em elevado estado de decomosição.
De acordo com o técnico que observou o animal, a morte poderá estar relacionada com o facto deste estar emaranhado em redes de pesca. No estômago da tartaruga encontrava-se muito lixo (pequenos plásticos, madeiras, anzóis).
No espaço de uma semana foi a segunda tartaruga de grandes dimensões a dar à costa na freguesia de Pataias. O destino desta tartaruga, ou melhor dos, seus restos irá ser o mesmo destino que da outra: o museu.
Zona Industrial de Pataias
Ainda do suplemento dedicado a Pataias, do Região de Cister nº858 de 28/01/2010
Zona industrial tem empresas em ‘lista de espera’
Plano de pormenor da Alva está em fase de conclusão
Estará concluído no primeiro trimestre deste ano o Plano de Pormenor da Alva, onde irá ser construída a nova Zona Industrial da freguesia. Hermínio Rodrigues, vereador da Câmara de Alcobaça esclarece que, neste momento, estão por definir questões relacionadas com as acessibilidades ao local, pelo que estão já agendadas reuniões com as Estradas de Portugal (EP) para concluir esses detalhes.
Findo esse processo, será aberto o concurso para construção da Zona Industrial. “Se tudo correr bem, como esperamos, as obras poderão arrancar no início do próximo ano”, revela o responsável.
A criação da zona industrial permitirá melhor a resposta da freguesia a nível económico. O vereador conta que, nos últimos meses, várias empresas têm manifestado interesse em fixar os seus projectos na localidade. “Muitas empresas, sobretudo de moldes, têm-nos procurado com a intenção de se instalarem na freguesia”, explica.
Pataias tem, desde há muito, uma forte dinâmica industrial. Vários sectores de actividade, desde os vidros, aos cimentos, moldes e móveis têm, nos últimos anos, escolhido essa localização para se implementar.
O pólo empresarial, situado na saída da freguesia a caminho da Nazaré, já não tem capacidade para acolher mais unidades industriais.
“Sem resposta positiva, os empresários acabam por ter que escolher outros concelhos para se localizar, o que gostaríamos de evitar”, explica, por seu turno, o secretário da Junta de Freguesia, Dário Moleiro. Por isso, considera ser de extrema importância que avance com rapidez a construção da nova zona industrial.
“Já há projecto e já foi conseguida a desafectação dos terrenos. Agora, é só arrancar com a obra”, defende.
Dário Moleiro conta que um dos objectivos do executivo na Junta é conseguir atrair e fixar jovens na freguesia. “Não sentimos, pelo menos ainda, que a vila esteja a ficar envelhecida. Mas temos consciência de que, para que isso não aconteça, é preciso investir”, adianta, considerando que a criação de emprego - resultante da fixação de novas empresas - será um contributo fundamental para esse objectivo. “Sempre fomos ambiciosos e continuamos a sê-lo”, assegura.
Zona industrial tem empresas em ‘lista de espera’
Plano de pormenor da Alva está em fase de conclusão
Estará concluído no primeiro trimestre deste ano o Plano de Pormenor da Alva, onde irá ser construída a nova Zona Industrial da freguesia. Hermínio Rodrigues, vereador da Câmara de Alcobaça esclarece que, neste momento, estão por definir questões relacionadas com as acessibilidades ao local, pelo que estão já agendadas reuniões com as Estradas de Portugal (EP) para concluir esses detalhes.
Findo esse processo, será aberto o concurso para construção da Zona Industrial. “Se tudo correr bem, como esperamos, as obras poderão arrancar no início do próximo ano”, revela o responsável.
A criação da zona industrial permitirá melhor a resposta da freguesia a nível económico. O vereador conta que, nos últimos meses, várias empresas têm manifestado interesse em fixar os seus projectos na localidade. “Muitas empresas, sobretudo de moldes, têm-nos procurado com a intenção de se instalarem na freguesia”, explica.
Pataias tem, desde há muito, uma forte dinâmica industrial. Vários sectores de actividade, desde os vidros, aos cimentos, moldes e móveis têm, nos últimos anos, escolhido essa localização para se implementar.
O pólo empresarial, situado na saída da freguesia a caminho da Nazaré, já não tem capacidade para acolher mais unidades industriais.
“Sem resposta positiva, os empresários acabam por ter que escolher outros concelhos para se localizar, o que gostaríamos de evitar”, explica, por seu turno, o secretário da Junta de Freguesia, Dário Moleiro. Por isso, considera ser de extrema importância que avance com rapidez a construção da nova zona industrial.
“Já há projecto e já foi conseguida a desafectação dos terrenos. Agora, é só arrancar com a obra”, defende.
Dário Moleiro conta que um dos objectivos do executivo na Junta é conseguir atrair e fixar jovens na freguesia. “Não sentimos, pelo menos ainda, que a vila esteja a ficar envelhecida. Mas temos consciência de que, para que isso não aconteça, é preciso investir”, adianta, considerando que a criação de emprego - resultante da fixação de novas empresas - será um contributo fundamental para esse objectivo. “Sempre fomos ambiciosos e continuamos a sê-lo”, assegura.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Jardins do litoral da freguesia
Foi adjudicada a prestação de serviços de manutenção de espaços verdes para o Jardim e Frente Marírima de Paredes da Vitória, Espaço Verde Pinhal Atlântico na Pedra do Ouro e Parque de Merenedas de Paredes da Vitória.
O ajuste directo, no valor de 56.129,56 €, por um ano, foi feito à empresa "Jardins de Cister".
Mais pormenores em http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=131301

O ajuste directo, no valor de 56.129,56 €, por um ano, foi feito à empresa "Jardins de Cister".
Mais pormenores em http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=131301

I Festival da Canção e Poesia - 26 anos
Faz hoje 26 anos.
Certamente muitos já não se recordam, mas muitos ainda se lembrarão.
A 5 de Fevereiro de 1984, um grupo (então) de jovens (hoje de quarentões), levou a cabo uma iniciativa que encheu, completamente e a rebentar pelas costuras, o salão do Clube Desportivo Pataiense.
Foi o I Festival da Canção e Poesia de Pataias, organizado pelo NP - Novo Pensamento.
Não houve apoios de financeiros de ninguém, apenas entusiasmo e boa vontade.
E foi um sucesso.
Haverá alguém, por aí, com fotografias dos festivais (foram mais do que um)?
Certamente muitos já não se recordam, mas muitos ainda se lembrarão.
A 5 de Fevereiro de 1984, um grupo (então) de jovens (hoje de quarentões), levou a cabo uma iniciativa que encheu, completamente e a rebentar pelas costuras, o salão do Clube Desportivo Pataiense.
Foi o I Festival da Canção e Poesia de Pataias, organizado pelo NP - Novo Pensamento.
Não houve apoios de financeiros de ninguém, apenas entusiasmo e boa vontade.
E foi um sucesso.
Haverá alguém, por aí, com fotografias dos festivais (foram mais do que um)?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
ETAR das Paredes ainda aguarda ligação à EDP
Da edição nº859 do Região de Cister
Paredes da Vitória
Etar da praia com ligação à rede “a curto prazo”
Os cheiros e sobretudo o barulho provocado pela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Paredes da Vitória, que têm revoltado a população daquela praia, poderão ter um fim “a muito curto prazo”, a avaliar pela informação prestada pela Águas do Oeste ao REGIÃO DE CISTER.
Refere aquela empresa que a vistoria realizada pela Direcção Regional de Energia de Lisboa e Vale do Tejo em Dezembro foi aprovada, encontrando-se neste momento a Águas do Oeste a aguardar a ligação definitiva à rede, por parte da EDP, o que deverá acontecer em breve.
Através do gabinete de imprensa, a empresa multimunicipal esclarece que “assim que a infra-estrutura de saneamento tiver a alimentação eléctrica definitiva, estarão criadas as condições para se dar início ao seu arranque, permitindo o seu correcto funcionamento, nomeadamente ao nível do processo de tratamento de que a ETAR está dotada, assim como, ao nível do ruído e de odores, tendo em conta que estes eram causados pelo funcionamento do gerador de emergência aí instalado”.
A ETAR de Vale de Paredes ficará dotada com um nível de tratamento terciário, que vai permitir a remoção de nutrientes e desinfecção final do efluente tratado.
Comentário
A Águas do Oeste, depois de muita insistência dos moradores, havia prometido a ligação em NOVEMBRO de 2009... Já estamos em Fevereiro de 2010.
Mais uma notícia do "diz que vai fazer", como todas as outras, sempre que se referem às Paredes.
Agora, obras de qualidade concluídas em condições...
Paredes da Vitória
Etar da praia com ligação à rede “a curto prazo”
Os cheiros e sobretudo o barulho provocado pela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Paredes da Vitória, que têm revoltado a população daquela praia, poderão ter um fim “a muito curto prazo”, a avaliar pela informação prestada pela Águas do Oeste ao REGIÃO DE CISTER.
Refere aquela empresa que a vistoria realizada pela Direcção Regional de Energia de Lisboa e Vale do Tejo em Dezembro foi aprovada, encontrando-se neste momento a Águas do Oeste a aguardar a ligação definitiva à rede, por parte da EDP, o que deverá acontecer em breve.
Através do gabinete de imprensa, a empresa multimunicipal esclarece que “assim que a infra-estrutura de saneamento tiver a alimentação eléctrica definitiva, estarão criadas as condições para se dar início ao seu arranque, permitindo o seu correcto funcionamento, nomeadamente ao nível do processo de tratamento de que a ETAR está dotada, assim como, ao nível do ruído e de odores, tendo em conta que estes eram causados pelo funcionamento do gerador de emergência aí instalado”.
A ETAR de Vale de Paredes ficará dotada com um nível de tratamento terciário, que vai permitir a remoção de nutrientes e desinfecção final do efluente tratado.
Comentário
A Águas do Oeste, depois de muita insistência dos moradores, havia prometido a ligação em NOVEMBRO de 2009... Já estamos em Fevereiro de 2010.
Mais uma notícia do "diz que vai fazer", como todas as outras, sempre que se referem às Paredes.
Agora, obras de qualidade concluídas em condições...
Os prejuízos com as obras nas Paredes da Vitória
A notícia é da edição escrita nº859, do Região de Cister
Hoteleiros de Paredes de Vitória falam em prejuízos de milhares de euros por mês
Comerciantes e moradores desesperam com obras
Entre os proprietários dos restaurantes da praia de Paredes da Vitória há quem fale em prejuízos na ordem dos 20 mil euros por mês desde que foi encerrado, para obras, o acesso do lado norte, aquele que é mais utilizado para aquela localidade. Um dos restaurantes já fechou.
Em finais de Outubro, a empresa à qual a Câmara de Alcobaça adjudicou as obras começou os trabalhos para melhorar a via, colocando estacionamento em espinha, iluminação e outras infra-estruturas coomo as condutas de águas pluviais.
O acesso foi, então, cortado, sendo a alternativa a estrada do lado do parque de campismo, que é, no entanto, desconhecida para a generalidade dos visitantes de fora do concelho.
“Estamos há quatro meses com o restaurante aberto e a estrada fechada, o que tem significado avultados prejuízos, na ordem dos 20 mil euros por mês”, refere o proprietário de um dos restaurantes, que prefere o anonimato. Outro hoteleiro prefere não adiantar números, garante que vende menos de um terço do que vendia antes das obras e lembra que tem mais de dez postos de trabalho para manter, o que “pode complicar-se se as obras se prolongarem por muito mais tempo”.
Moradores como Helena Neves ou Telmo Machado, estão solidários com o drama que dizem viver os que têm negócios naquela praia. Telmo Machado diz não entender porque é que toda a via foi encerrada: “Podiam ter feito os trabalhos, mantendo uma faixa de circulação”.
No entanto, o vereador das Obras Públicas, Hermínio Rodrigues, garante que “é uma obra impensável sem o corte da via” e aponta a conclusão dos trabalhos para o final deste mês.
Hoteleiros de Paredes de Vitória falam em prejuízos de milhares de euros por mês
Comerciantes e moradores desesperam com obras
Entre os proprietários dos restaurantes da praia de Paredes da Vitória há quem fale em prejuízos na ordem dos 20 mil euros por mês desde que foi encerrado, para obras, o acesso do lado norte, aquele que é mais utilizado para aquela localidade. Um dos restaurantes já fechou.
Em finais de Outubro, a empresa à qual a Câmara de Alcobaça adjudicou as obras começou os trabalhos para melhorar a via, colocando estacionamento em espinha, iluminação e outras infra-estruturas coomo as condutas de águas pluviais.
O acesso foi, então, cortado, sendo a alternativa a estrada do lado do parque de campismo, que é, no entanto, desconhecida para a generalidade dos visitantes de fora do concelho.
“Estamos há quatro meses com o restaurante aberto e a estrada fechada, o que tem significado avultados prejuízos, na ordem dos 20 mil euros por mês”, refere o proprietário de um dos restaurantes, que prefere o anonimato. Outro hoteleiro prefere não adiantar números, garante que vende menos de um terço do que vendia antes das obras e lembra que tem mais de dez postos de trabalho para manter, o que “pode complicar-se se as obras se prolongarem por muito mais tempo”.
Moradores como Helena Neves ou Telmo Machado, estão solidários com o drama que dizem viver os que têm negócios naquela praia. Telmo Machado diz não entender porque é que toda a via foi encerrada: “Podiam ter feito os trabalhos, mantendo uma faixa de circulação”.
No entanto, o vereador das Obras Públicas, Hermínio Rodrigues, garante que “é uma obra impensável sem o corte da via” e aponta a conclusão dos trabalhos para o final deste mês.
texto ANA FERRAZ PEREIRA
As obras na praia das Paredes da Vitória
O Editorial é do Região de Cister, nº859, de hoje:
Editorial
Obras e contestação andam de mãos dadas no concelho de Alcobaça. A história repete-se agora em Paredes da Vitória, onde os trabalhos ainda estão longe de terminar
Desde 2007 que moradores e comerciantes de Paredes da Vitória vivem o caos à sua porta, com as obras de requalificação daquela praia.
Os trabalhos arrastam-se no tempo também porque as obras foram feitas de forma faseada, de modo a minimizar o impacto que este género de intervenções sempre acarreta. A intenção da Câmara era boa, mas as contas da autarquia saíram furadas. Foram muitas as peripécias que atrasaram os trabalhos: um dos empreiteiros faliu, a ETAR só tem dado problemas e os moradores mostraram-se atentos, exigindo explicações e reuniões dos responsáveis.
Ninguém quer ter barulho, pó e confusão à porta de casa. Muito menos algum comerciante quer ver quebras acentuadas nas receitas porque os clientes já não vêm como vinham antes das obras.
Acreditamos também que a Câmara não tem interesse em atrasar uma obra que até já tem financiamento garantido, prejudicando uma mão cheia de pessoas numa pequena localidade de uma freguesia do concelho.
Certo é que as obras são um mal necessário.
A requalificação de uma praia deve ser entendida de forma positiva, apesar dos muitos transtornos que tem causado.
No concelho de Alcobaça, a história recente diz-nos que obras de grande envergadura são sinónimo de revolta. Foi assim no centro histórico da cidade, com direito a providências cautelares, e com a requalificação da marginal de São Martinho do Porto, onde, apesar de tudo, a contestação foi mais pacífica.
A praia de Paredes da Vitória precisava de uma intervenção que fosse além do saneamento. Se o concelho de Alcobaça, e particularmente as praias do litoral norte, querem afirmar o seu potencial turístico, a qualificação dos espaços públicos torna-se absolutamente necessária. A bem de uma maior procura de veraneantes e ainda que com o sacrifício ‘temporário’ de alguns.
Comentário
No mínimo, curioso, este editorial do região de Cister.
Os trabalhos arrastam-se no tempo também porque as obras foram feitas de forma faseada, de modo a minimizar o impacto que este género de intervenções sempre acarreta.
Este faseamento das obras há muito que caiu por terra. Neste momento, o atraso é quase de dois anos. O faseamento defendido pela autarquia, significou, entre outras coisas, obras de pavimentação da única estrada nos meses de Julho e Agosto e retirada de máquinas no dia 1 de Setembro! Que faseamento é este?
a ETAR só tem dado problemas
E não foi por falta de aviso. Não há um único morador, veraneante ou simples visitante que não se interrogue ou indigne pela localização da ETAR em plena duna da praia. Mais de seis meses depois de entrar em funcionamento, ainda não tem a ligação à EDP! Chamam a isto faseamento? Estavam à espera que não desse problemas?
O projecto inicial não foi cumprido e o emissário submarino foi substituído por um outro até à Pedra do Ouro, com a finalidade de irrigar os campos de golfe. Entretanto os efluentes (para não dizer merda), vai-se infiltrando nas areias da praia junto à Mina do Azeiche, rezando para que não haja roturas.
Fala-se agora por aí, que afinal de contas esse emissário não é para levar a água tratada para a Pedra do Ouro, mas para trazer os esgotos dessa autêntica cidade e tratá-los na ETAR das Paredes. Será verdade?
os moradores mostraram-se atentos, exigindo explicações e reuniões dos responsáveis
Explicações que foram dadas e promessas feitas que ainda estão por cumprir. Isto acompanhado por declarações off the record indignadas dos responsáveis técnicos e políticos, do tipo “esses gajos só sabem chatear”. E outras que o pudor e respeito por aqueles que consultam o blogue me inibem de reproduzir.
Muito menos algum comerciante quer ver quebras acentuadas nas receitas porque os clientes já não vêm como vinham antes das obras.
E se as obras se arrastarem indefinidamente, como tem sido prática insistente, haverá algum apoio aos comerciantes, alguma compensação?
Acreditamos também que a Câmara não tem interesse em atrasar uma obra que até já tem financiamento garantido, prejudicando uma mão cheia de pessoas numa pequena localidade de uma freguesia do concelho.
Só uma pergunta: as obras de requalificação em Alcobaça e S. Martinho alguma vez se atrasaram mais de um ano?
E vamos lá ver, mais do que “uma mão cheia de pessoas numa pequena localidade”, a praia das Paredes é ou não é uma das imagens de marca do concelho? Pelos vistos não é. É apenas uma pequena localidade com uma mão cheia de pessoas.
Porque se fosse, rapidamente se chegaria à conclusão que o que está em causa é a imagem e a qualidade de vida no município de Alcobaça.
E também não se pode dizer que seja pelo número de pessoas: “uma mão cheia de pessoas” são tratadas de igual forma que a maior freguesia em área e segunda maior em população: ostracizadas, esquecidas, enganadas, vilipendiadas.
Ou seja, o norte do concelho dá jeito para receber impostos e outros dividendos. Só.
A praia de Paredes da Vitória precisava de uma intervenção que fosse além do saneamento. Se o concelho de Alcobaça, e particularmente as praias do litoral norte, querem afirmar o seu potencial turístico, a qualificação dos espaços públicos torna-se absolutamente necessária. A bem de uma maior procura de veraneantes e ainda que com o sacrifício ‘temporário’ de alguns.
Não está em causa a necessidade da intervenção.
O que nos magoa é a sua fraca qualidade, o seu secretismo, a sua incompetência, o seu amadorismo.
«O sacrifício “temporário” de alguns» é uma frase bonita. Pena é que sejam sempre os mesmos, de forma eterna.
Editorial
Obras e contestação andam de mãos dadas no concelho de Alcobaça. A história repete-se agora em Paredes da Vitória, onde os trabalhos ainda estão longe de terminar
Desde 2007 que moradores e comerciantes de Paredes da Vitória vivem o caos à sua porta, com as obras de requalificação daquela praia.
Os trabalhos arrastam-se no tempo também porque as obras foram feitas de forma faseada, de modo a minimizar o impacto que este género de intervenções sempre acarreta. A intenção da Câmara era boa, mas as contas da autarquia saíram furadas. Foram muitas as peripécias que atrasaram os trabalhos: um dos empreiteiros faliu, a ETAR só tem dado problemas e os moradores mostraram-se atentos, exigindo explicações e reuniões dos responsáveis.
Ninguém quer ter barulho, pó e confusão à porta de casa. Muito menos algum comerciante quer ver quebras acentuadas nas receitas porque os clientes já não vêm como vinham antes das obras.
Acreditamos também que a Câmara não tem interesse em atrasar uma obra que até já tem financiamento garantido, prejudicando uma mão cheia de pessoas numa pequena localidade de uma freguesia do concelho.
Certo é que as obras são um mal necessário.
A requalificação de uma praia deve ser entendida de forma positiva, apesar dos muitos transtornos que tem causado.
No concelho de Alcobaça, a história recente diz-nos que obras de grande envergadura são sinónimo de revolta. Foi assim no centro histórico da cidade, com direito a providências cautelares, e com a requalificação da marginal de São Martinho do Porto, onde, apesar de tudo, a contestação foi mais pacífica.
A praia de Paredes da Vitória precisava de uma intervenção que fosse além do saneamento. Se o concelho de Alcobaça, e particularmente as praias do litoral norte, querem afirmar o seu potencial turístico, a qualificação dos espaços públicos torna-se absolutamente necessária. A bem de uma maior procura de veraneantes e ainda que com o sacrifício ‘temporário’ de alguns.
Comentário
No mínimo, curioso, este editorial do região de Cister.
Os trabalhos arrastam-se no tempo também porque as obras foram feitas de forma faseada, de modo a minimizar o impacto que este género de intervenções sempre acarreta.
Este faseamento das obras há muito que caiu por terra. Neste momento, o atraso é quase de dois anos. O faseamento defendido pela autarquia, significou, entre outras coisas, obras de pavimentação da única estrada nos meses de Julho e Agosto e retirada de máquinas no dia 1 de Setembro! Que faseamento é este?
a ETAR só tem dado problemas
E não foi por falta de aviso. Não há um único morador, veraneante ou simples visitante que não se interrogue ou indigne pela localização da ETAR em plena duna da praia. Mais de seis meses depois de entrar em funcionamento, ainda não tem a ligação à EDP! Chamam a isto faseamento? Estavam à espera que não desse problemas?
O projecto inicial não foi cumprido e o emissário submarino foi substituído por um outro até à Pedra do Ouro, com a finalidade de irrigar os campos de golfe. Entretanto os efluentes (para não dizer merda), vai-se infiltrando nas areias da praia junto à Mina do Azeiche, rezando para que não haja roturas.
Fala-se agora por aí, que afinal de contas esse emissário não é para levar a água tratada para a Pedra do Ouro, mas para trazer os esgotos dessa autêntica cidade e tratá-los na ETAR das Paredes. Será verdade?
os moradores mostraram-se atentos, exigindo explicações e reuniões dos responsáveis
Explicações que foram dadas e promessas feitas que ainda estão por cumprir. Isto acompanhado por declarações off the record indignadas dos responsáveis técnicos e políticos, do tipo “esses gajos só sabem chatear”. E outras que o pudor e respeito por aqueles que consultam o blogue me inibem de reproduzir.
Muito menos algum comerciante quer ver quebras acentuadas nas receitas porque os clientes já não vêm como vinham antes das obras.
E se as obras se arrastarem indefinidamente, como tem sido prática insistente, haverá algum apoio aos comerciantes, alguma compensação?
Acreditamos também que a Câmara não tem interesse em atrasar uma obra que até já tem financiamento garantido, prejudicando uma mão cheia de pessoas numa pequena localidade de uma freguesia do concelho.
Só uma pergunta: as obras de requalificação em Alcobaça e S. Martinho alguma vez se atrasaram mais de um ano?
E vamos lá ver, mais do que “uma mão cheia de pessoas numa pequena localidade”, a praia das Paredes é ou não é uma das imagens de marca do concelho? Pelos vistos não é. É apenas uma pequena localidade com uma mão cheia de pessoas.
Porque se fosse, rapidamente se chegaria à conclusão que o que está em causa é a imagem e a qualidade de vida no município de Alcobaça.
E também não se pode dizer que seja pelo número de pessoas: “uma mão cheia de pessoas” são tratadas de igual forma que a maior freguesia em área e segunda maior em população: ostracizadas, esquecidas, enganadas, vilipendiadas.
Ou seja, o norte do concelho dá jeito para receber impostos e outros dividendos. Só.
A praia de Paredes da Vitória precisava de uma intervenção que fosse além do saneamento. Se o concelho de Alcobaça, e particularmente as praias do litoral norte, querem afirmar o seu potencial turístico, a qualificação dos espaços públicos torna-se absolutamente necessária. A bem de uma maior procura de veraneantes e ainda que com o sacrifício ‘temporário’ de alguns.
Não está em causa a necessidade da intervenção.
O que nos magoa é a sua fraca qualidade, o seu secretismo, a sua incompetência, o seu amadorismo.
«O sacrifício “temporário” de alguns» é uma frase bonita. Pena é que sejam sempre os mesmos, de forma eterna.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Seminário sobre as zonas húmidas
Do site da Câmara Municipal, a informação sobre um seminário destinado aos alunos do 2º e 3º ciclo do município.
10 de FEVEREIRO DE 2010 – Biblioteca Municipal de Alcobaça
COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DAS ZONAS HÚMIDAS
10H15 | Zonas Húmidas; das funções à Biodiversidade aqui tão perto
Sofia Quaresma, Bióloga, Pelouro do Ambiente, Município de Alcobaça
10H45 | "Sítios Ramsar nas Áreas Protegidas do Oeste” - Polje de Mira-Minde e Paúl de Tornada
Maria João Dias, Bióloga, Directora da Ecoteca do P.N.S.A.C.
11H15 | O papel da ETAR na Preservação das Zonas Húmidas
Cláudia Tomás, Licenciada em Engenharia de Recursos Naturais e Ambiente, Técnica de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Oeste, S.A.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
A Participação é gratuita mediante inscrição para 262 580 800 ou sabina.alves@cm-alcobaca.pt até 4 de Fevereiro.
Público-alvo: 2º e 3 º ciclo das Escolas Concelhias.
10 de FEVEREIRO DE 2010 – Biblioteca Municipal de Alcobaça
COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DAS ZONAS HÚMIDAS
10H15 | Zonas Húmidas; das funções à Biodiversidade aqui tão perto
Sofia Quaresma, Bióloga, Pelouro do Ambiente, Município de Alcobaça
10H45 | "Sítios Ramsar nas Áreas Protegidas do Oeste” - Polje de Mira-Minde e Paúl de Tornada
Maria João Dias, Bióloga, Directora da Ecoteca do P.N.S.A.C.
11H15 | O papel da ETAR na Preservação das Zonas Húmidas
Cláudia Tomás, Licenciada em Engenharia de Recursos Naturais e Ambiente, Técnica de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Oeste, S.A.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
A Participação é gratuita mediante inscrição para 262 580 800 ou sabina.alves@cm-alcobaca.pt até 4 de Fevereiro.
Público-alvo: 2º e 3 º ciclo das Escolas Concelhias.
Golfe da Pedra do Ouro
Do site da Turisver, o seguinte artigo abordando o Campo de Golfe da Pedra do Ouro:
Milhões de Euros de investimento em golfe no Oeste
Entre ampliações e novos campos, o golfe no Oeste não pára de crescer, atraindo investimentos complementares na hotelaria, turismo residencial e outras componentes.
No concelho de Torres Vedras, o Campo de Golfe do Vimeiro, com nove buracos, e agora propriedade de uma empresa suíça, tem um projecto de ampliação para 18 buracos, e é conhecida a ideia do Vimeiro se transformar numa escola para iniciados na prática do golfe. Também neste concelho vai nascer um campo de golfe municipal que irá introduzir na região a aprendizagem de golfe.
Também em Torres Vedras, o Campo Real vai entrar numa nova fase com a construção de mais 9 buracos de golfe, moradias de topo e um pequeno hotel boutique da ordem dos 70 quartos.
Com estudo prévio aprovado há um projecto de 120 hectares na Praia Azul, o Cisandro Village, do qual deveria vir a fazer parte uma unidade hoteleira do Grupo Intercontinental, com cerca de 280 quartos, segundo uma “carta de conforto” que os promotores tinham já daquela cadeia hoteleira internacional. No entanto, no momento, este é um projecto que está parado por questões que têm a ver com o financiamento, ou falta dele.
Também já aprovado pela Câmara de Torres Vedras está um pedido de informação prévio relativo ao projecto da Quinta da Charneca, situado no interior do município, já no caminho para Alenquer. Trata-se de um projecto de capitais portugueses a desenvolver numa área de 70 hectares, integrando um campo de golfe de 18 buracos, um hotel e turismo residencial, num total de cerca de duas mil camas. Este projecto vai no entanto ser alvo de um novo master plan uma vez que os seus proprietários adquiriram uma outra quinta, adjacente, de 80 hectares, o que elevará a área total onde o projecto deverá ser desenvolvido, para 150 hectares.
Em Óbidos há também novidades. Para além do Royal Óbidos, que está já em desenvolvimento, o Grupo Béltico, proprietário do resort Praia D’El Rey, vai desenvolver outro empreendimento, o Falésia d’El Rey. São 200 hectares de terreno, cerca de duas mil camas e um hotel de cinco estrelas, além de outros serviços. Quando este empreendimento entrar em funcionamento, Óbidos passará a contar com um total de quatro resorts de golfe e um resort equestre, integrando cinco hotéis de cinco estrelas.
Para Alcobaça estão em análise dois projectos, um de grandes dimensões na Pedra do Ouro, próximo de São Pedro de Moel, integrando dois campos de golfe de 18 buracos, uns milhares de casas vocacionadas para turismo residencial, e dois hotéis. Outro dos projectos, na Várzea, entre Alcobaça e São Martinho do Porto, inclui campo e golfe de 18 buracos, aldeamento e hotel.
Também para a Nazaré, município que agora passou a integrar a Turismo do Oeste, há um projecto para um resort de golfe, ao mesmo tempo que o projecto municipal Nazaré XXI, também com campo de golfe, aldeamento e hotel.
Na Serra do Bouro, Caldas da Rainha, está em desenvolvimento um projecto, de capital inglês que inclui golfe de 18 buracos e aldeamento.
Em Rio Maior, os proprietários do Golden Eagle submeteram para apreciação da Câmara um projecto para as proximidades da praia da Areia Branca, que terá formato idêntico aos anteriores, ou seja, golfe de 18 buracos, aldeamento e hotel. No Bombarral há também um projecto para golfe de 18 buracos, aldeamento e hotel, o mesmo acontecendo em Alenquer, com a Quinta da Abrigada que incluirá um campo de golfe Par 72, 18 buracos, hotel de cinco estrelas, aldeamentos turísticos de luxo, health club, campos de ténis, piscinas, restaurantes, bares… Um formato comum a quase todos os resorts de golfe na região, existentes ou em projecto.
Comentário:
Da jornalista Helena Peralta, o seguinte artigo do Jornal de Leiria, edição 1326 de 10 de Dezembro de 2009, abordava a questão da água e dos campos de golfe:
Um campo de golfe consome tanta água como 60 mil pessoas
A discussão não é nova. O golfe traz a Portugal milhares de turistas, milhões de euros, mas aloja um terrível problema ambiental: o consumo excessivo de água. As Jornadas da Sustentabilidade, Energia e Formação Profissional organizadas pela Airo, Associação Industrial da Região Oeste, que decorreram em Óbidos e Caldas da Rainha nos dias 25, 26 e 27 de Novembro, dedicaram um painel ao turismo sustentável, entre os quais o golfe.
A plateia ficou a saber, por exemplo, que um campo de 18 buracos consome por dia o equivalente a uma cidade de 60 mil pessoas, ou seja, mais do que os concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos juntos.
Sendo que a região Oeste tem seis campos de golfe, e ainda mais um em construção, na Curia, o consumo regional de água aumentou como se existissem seis novas cidades.
Fazendo o mesmo exercício para todo o país, onde existe um total de 67 campos de golfe – ainda que não sejam todos de 18 buracos - é como se Portugal tivesse aumentado a sua demografia em quatro milhões de pessoas. O que torna as campanhas de redução de água, do tipo “feche a torneira enquanto lava os dentes”, ou reduza a água do autoclismo”, perfeitamente ridículas.
350 MILHÕES DE RECEITAS
Porém, como salienta Duarte Beltrão, director de manutenção do Campo de Golfe do Bom Sucesso, em Óbidos, “o retorno económico é elevado. São mais de 250 mil estrangeiros que chegam a Portugal e 350 milhões de euros de receitas que entram”. O especialista diz ainda que os campos de golfe procuram, cada vez mais ser ecofriendly, ou seja, reduzir assim o impacto negativo no ambiente. E ao que parece estão no bom caminho.
Através de novas variedades de relva, mais resistentes, reduzem assim o consumo de água e a necessidade de usar pesticidas em caso de praga.
Nos campos eco-friendly, o consumo de água pode ser reduzido de várias formas: através de estações meteorológicas, fornecendo aos relvados apenas a água que necessitam, através da recolha da água de drenagens de lagos para reutilização, ou através de regas nocturnas com vários arranques - um campo de 60 hectares consome cerca de 2.500 metros cúbicos de água por noite - economizando energia em tarifa económica.
No Algarve, onde já existem 31 campos de golfe – segue-se Lisboa com 17 – e onde a água não abunda, esta preocupação é uma constante.
Sabe-se que o consumo de água aumentou cerca de 10 vezes nos últimos anos devido à prática deste desporto.
Segundo um estudo realizado pela Águas do Algarve em 2005, data em que apenas existiam 29 campos de golfe, o consumo de água destes locais atingia os oito milhões de metros cúbicos ao ano. O consumo urbano representa apenas 27% do total de água gasto, sendo que a agricultura e golfe consomem os restantes 73%. Calcula-se que a rega dos campos de golfe consuma mais ou menos o mesmo que os citrinos, principal produto da região.
Ora, vamos lá fazer umas contas breves:
Campos de Golfe: 14 - Torres Vedras - Vimeiro (1); Torres Vedras - Campo Real (2); Torres Vedras - Praia Azul (3); Torres Vedras - Quinta da Charneca (4); Óbidos - Royal Óbidos (5); Óbidos - Falésia d'El Rey (6); Alcobaça - Pedra do Ouro (7); Alcobaça - S. Martinho do Porto (8); Nazaré - Resort (9); Nazaré - Nazaré XXI (10); Caldas da Rainha - Serra do Bouro (11); Lourinhã - Areia Branca (12); Bombarral (13); Alenquer - Quinta da Abrigada (14).
14x60000=840000 habitantes.
A população do Oeste, segundo o INE, em 2008 era de 363930.
Com os campos de golfe, estamos a quadriplicar o consumo de água para uma população estimada em 1,2 milhões.
Haverá sustentabilidade ambiental, nomeadamente na água, para esta população?
14 empreendimentos de golfe são economicamente sustentáveis, ou é para acontecer o que aconteceu em Marvão?
Eu não tenho nada contra os empreendimentos turísticos e de golfe. Mas parece-me claramente uma falta de planeamento e de estratégia de desenvolvimento regional, aquilo que se prepara para o futuro.
Quanto a Alcobaça, e nomeadamente Pataias, até hoje, sem problemas de abastecimento de água, qual será o nosso futuro? Iremos nós pagar mais por um recurso ainda relativamente abundante na nossa freguesia - e que pelos vistos não sabemos preservar e gerir?
Quem se deve estar a rir, e a esfregar as mãos, é a Águas do Oeste...
Milhões de Euros de investimento em golfe no Oeste
Entre ampliações e novos campos, o golfe no Oeste não pára de crescer, atraindo investimentos complementares na hotelaria, turismo residencial e outras componentes.
No concelho de Torres Vedras, o Campo de Golfe do Vimeiro, com nove buracos, e agora propriedade de uma empresa suíça, tem um projecto de ampliação para 18 buracos, e é conhecida a ideia do Vimeiro se transformar numa escola para iniciados na prática do golfe. Também neste concelho vai nascer um campo de golfe municipal que irá introduzir na região a aprendizagem de golfe.
Também em Torres Vedras, o Campo Real vai entrar numa nova fase com a construção de mais 9 buracos de golfe, moradias de topo e um pequeno hotel boutique da ordem dos 70 quartos.
Com estudo prévio aprovado há um projecto de 120 hectares na Praia Azul, o Cisandro Village, do qual deveria vir a fazer parte uma unidade hoteleira do Grupo Intercontinental, com cerca de 280 quartos, segundo uma “carta de conforto” que os promotores tinham já daquela cadeia hoteleira internacional. No entanto, no momento, este é um projecto que está parado por questões que têm a ver com o financiamento, ou falta dele.
Também já aprovado pela Câmara de Torres Vedras está um pedido de informação prévio relativo ao projecto da Quinta da Charneca, situado no interior do município, já no caminho para Alenquer. Trata-se de um projecto de capitais portugueses a desenvolver numa área de 70 hectares, integrando um campo de golfe de 18 buracos, um hotel e turismo residencial, num total de cerca de duas mil camas. Este projecto vai no entanto ser alvo de um novo master plan uma vez que os seus proprietários adquiriram uma outra quinta, adjacente, de 80 hectares, o que elevará a área total onde o projecto deverá ser desenvolvido, para 150 hectares.
Em Óbidos há também novidades. Para além do Royal Óbidos, que está já em desenvolvimento, o Grupo Béltico, proprietário do resort Praia D’El Rey, vai desenvolver outro empreendimento, o Falésia d’El Rey. São 200 hectares de terreno, cerca de duas mil camas e um hotel de cinco estrelas, além de outros serviços. Quando este empreendimento entrar em funcionamento, Óbidos passará a contar com um total de quatro resorts de golfe e um resort equestre, integrando cinco hotéis de cinco estrelas.
Para Alcobaça estão em análise dois projectos, um de grandes dimensões na Pedra do Ouro, próximo de São Pedro de Moel, integrando dois campos de golfe de 18 buracos, uns milhares de casas vocacionadas para turismo residencial, e dois hotéis. Outro dos projectos, na Várzea, entre Alcobaça e São Martinho do Porto, inclui campo e golfe de 18 buracos, aldeamento e hotel.
Também para a Nazaré, município que agora passou a integrar a Turismo do Oeste, há um projecto para um resort de golfe, ao mesmo tempo que o projecto municipal Nazaré XXI, também com campo de golfe, aldeamento e hotel.
Na Serra do Bouro, Caldas da Rainha, está em desenvolvimento um projecto, de capital inglês que inclui golfe de 18 buracos e aldeamento.
Em Rio Maior, os proprietários do Golden Eagle submeteram para apreciação da Câmara um projecto para as proximidades da praia da Areia Branca, que terá formato idêntico aos anteriores, ou seja, golfe de 18 buracos, aldeamento e hotel. No Bombarral há também um projecto para golfe de 18 buracos, aldeamento e hotel, o mesmo acontecendo em Alenquer, com a Quinta da Abrigada que incluirá um campo de golfe Par 72, 18 buracos, hotel de cinco estrelas, aldeamentos turísticos de luxo, health club, campos de ténis, piscinas, restaurantes, bares… Um formato comum a quase todos os resorts de golfe na região, existentes ou em projecto.
Comentário:
Da jornalista Helena Peralta, o seguinte artigo do Jornal de Leiria, edição 1326 de 10 de Dezembro de 2009, abordava a questão da água e dos campos de golfe:
Um campo de golfe consome tanta água como 60 mil pessoas
A discussão não é nova. O golfe traz a Portugal milhares de turistas, milhões de euros, mas aloja um terrível problema ambiental: o consumo excessivo de água. As Jornadas da Sustentabilidade, Energia e Formação Profissional organizadas pela Airo, Associação Industrial da Região Oeste, que decorreram em Óbidos e Caldas da Rainha nos dias 25, 26 e 27 de Novembro, dedicaram um painel ao turismo sustentável, entre os quais o golfe.
A plateia ficou a saber, por exemplo, que um campo de 18 buracos consome por dia o equivalente a uma cidade de 60 mil pessoas, ou seja, mais do que os concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos juntos.
Sendo que a região Oeste tem seis campos de golfe, e ainda mais um em construção, na Curia, o consumo regional de água aumentou como se existissem seis novas cidades.
Fazendo o mesmo exercício para todo o país, onde existe um total de 67 campos de golfe – ainda que não sejam todos de 18 buracos - é como se Portugal tivesse aumentado a sua demografia em quatro milhões de pessoas. O que torna as campanhas de redução de água, do tipo “feche a torneira enquanto lava os dentes”, ou reduza a água do autoclismo”, perfeitamente ridículas.
350 MILHÕES DE RECEITAS
Porém, como salienta Duarte Beltrão, director de manutenção do Campo de Golfe do Bom Sucesso, em Óbidos, “o retorno económico é elevado. São mais de 250 mil estrangeiros que chegam a Portugal e 350 milhões de euros de receitas que entram”. O especialista diz ainda que os campos de golfe procuram, cada vez mais ser ecofriendly, ou seja, reduzir assim o impacto negativo no ambiente. E ao que parece estão no bom caminho.
Através de novas variedades de relva, mais resistentes, reduzem assim o consumo de água e a necessidade de usar pesticidas em caso de praga.
Nos campos eco-friendly, o consumo de água pode ser reduzido de várias formas: através de estações meteorológicas, fornecendo aos relvados apenas a água que necessitam, através da recolha da água de drenagens de lagos para reutilização, ou através de regas nocturnas com vários arranques - um campo de 60 hectares consome cerca de 2.500 metros cúbicos de água por noite - economizando energia em tarifa económica.
No Algarve, onde já existem 31 campos de golfe – segue-se Lisboa com 17 – e onde a água não abunda, esta preocupação é uma constante.
Sabe-se que o consumo de água aumentou cerca de 10 vezes nos últimos anos devido à prática deste desporto.
Segundo um estudo realizado pela Águas do Algarve em 2005, data em que apenas existiam 29 campos de golfe, o consumo de água destes locais atingia os oito milhões de metros cúbicos ao ano. O consumo urbano representa apenas 27% do total de água gasto, sendo que a agricultura e golfe consomem os restantes 73%. Calcula-se que a rega dos campos de golfe consuma mais ou menos o mesmo que os citrinos, principal produto da região.
Ora, vamos lá fazer umas contas breves:
Campos de Golfe: 14 - Torres Vedras - Vimeiro (1); Torres Vedras - Campo Real (2); Torres Vedras - Praia Azul (3); Torres Vedras - Quinta da Charneca (4); Óbidos - Royal Óbidos (5); Óbidos - Falésia d'El Rey (6); Alcobaça - Pedra do Ouro (7); Alcobaça - S. Martinho do Porto (8); Nazaré - Resort (9); Nazaré - Nazaré XXI (10); Caldas da Rainha - Serra do Bouro (11); Lourinhã - Areia Branca (12); Bombarral (13); Alenquer - Quinta da Abrigada (14).
14x60000=840000 habitantes.
A população do Oeste, segundo o INE, em 2008 era de 363930.
Com os campos de golfe, estamos a quadriplicar o consumo de água para uma população estimada em 1,2 milhões.
Haverá sustentabilidade ambiental, nomeadamente na água, para esta população?
14 empreendimentos de golfe são economicamente sustentáveis, ou é para acontecer o que aconteceu em Marvão?
Eu não tenho nada contra os empreendimentos turísticos e de golfe. Mas parece-me claramente uma falta de planeamento e de estratégia de desenvolvimento regional, aquilo que se prepara para o futuro.
Quanto a Alcobaça, e nomeadamente Pataias, até hoje, sem problemas de abastecimento de água, qual será o nosso futuro? Iremos nós pagar mais por um recurso ainda relativamente abundante na nossa freguesia - e que pelos vistos não sabemos preservar e gerir?
Quem se deve estar a rir, e a esfregar as mãos, é a Águas do Oeste...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O Centro Escolar de Pataias e o Mercado
Ainda do suplemento do Região de Cister (nº858 de 28/01/2010), referente a Pataias:
Construção do Centro Escolar obriga a transferência
Mercado vai mudar de local
É das iniciativas de Pataias a que mais pessoas atrai, todas as semanas, aos domingos. Chegam a organizar-se excursões, oriundas de vários pontos do país para visitar o local. O mercado semanal, que se realiza há na freguesia, começou por decorrer junto à igreja, à beira da avenida Rainha Santa Isabel, a principal via rodoviária que atravessa a localidade.
Em finais da década de 80 foi mudado para a actual localização, junto às piscinas municipais.
Turíbio Machado, que foi presidente da Junta no início dessa década, recorda que depois dos feirantes levantarem as bancas de venda, “ficava tudo sujo”. “Na altura, até tive o cuidado de mandar fazer a limpeza logo depois do levantamento dos feirantes para dar mais dignidade à zona”, conta.
Já então se colocava a questão da necessidade da mudança de localização. “Empenhámo-nos no sentido de se encontrar um terreno para mudar o mercado para outro sítio. Era uma preocupação antiga”, explica o ex-autarca, lembrando que a resolução do problema “não foi fácil porque as pessoas não queriam prescindir dos seus terrenos para tal fim”.
Surgiu, então, a possibilidade do mercado ser mudado para um terreno público, mas que estava afecto à zona florestal, localizado nas ‘alvas’ (zona de dunas). Foi para aí que, no final da década de 80 se mudou o mercado que, a partir de então, despertou ainda mais o interesse dos vendedores e dos compradores.
“Logisticamente, a localização é óptima. Fica a caminho das praias, atraindo os visitantes no Verão, e tem grande facilidade de acesso e estacionamento todo o ano”, considera Dário Moleiro, secretário do actual executivo da Junta de Freguesia. No seu entender, essas razões poderão explicar o sucesso da iniciativa que, todos os domingos, enche a vila de visitantes.
Em 2003, o local passou por uma reestruturação que, no entender de Dário Moleiro, lhe conferiu ainda mais qualidade.
Mas o terreno onde o mercado se realiza, próximo da possível localização da zona desportiva, foi escolhido, pela Junta e pela Câmara de Alcobaça para acolher o futuro Centro Escolar, que congregará seis escolas de Pataias (do primeiro ciclo e do pré-escolar) e outras da Martingança, Montes e Alpedriz. “Tem todo o sentido que o Centro Escolar seja instalado junto às piscinas e aos outros equipamentos desportivos que serão ali colocados”, defende o secretário da Junta.
O mercado vai, por isso, ser mudado. E até já existe terreno, bem próximo daquele onde ele se realiza actualmente.
“O Centro Escolar será uma das nossas prioridades, por isso, estamos já a trabalhar no sentido de mudar o mercado”, explica o autarca, frisando que a construção do novo equipamento escolar só pode começar quando o terreno estiver desocupado.
Ainda não há datas para o início dos trabalhos. Mas Dário Moleiro acredita que os processos começarão a dar passos em breve. Até porque, sublinha, a construção do Centro, para além de dotar alunos e professores de melhores condições, permitirá reduzir verbas que, anualmente, são investidas na recuperação dos edifícios escolares, muitos deles já antigos.
Comentário
A questão das melhores acessibilidades faz-me um pouco de confusão.
O amplo estacionamento, está previsto para onde?
Para os terrenos dos privados, como acontece hoje, ou para o meio do pinhal?
Olhando para o projecto, dá a clara sensação de um novo mercado muito mais pequeno.
Construção do Centro Escolar obriga a transferência
Mercado vai mudar de local
É das iniciativas de Pataias a que mais pessoas atrai, todas as semanas, aos domingos. Chegam a organizar-se excursões, oriundas de vários pontos do país para visitar o local. O mercado semanal, que se realiza há na freguesia, começou por decorrer junto à igreja, à beira da avenida Rainha Santa Isabel, a principal via rodoviária que atravessa a localidade.
Em finais da década de 80 foi mudado para a actual localização, junto às piscinas municipais.
Turíbio Machado, que foi presidente da Junta no início dessa década, recorda que depois dos feirantes levantarem as bancas de venda, “ficava tudo sujo”. “Na altura, até tive o cuidado de mandar fazer a limpeza logo depois do levantamento dos feirantes para dar mais dignidade à zona”, conta.
Já então se colocava a questão da necessidade da mudança de localização. “Empenhámo-nos no sentido de se encontrar um terreno para mudar o mercado para outro sítio. Era uma preocupação antiga”, explica o ex-autarca, lembrando que a resolução do problema “não foi fácil porque as pessoas não queriam prescindir dos seus terrenos para tal fim”.
Surgiu, então, a possibilidade do mercado ser mudado para um terreno público, mas que estava afecto à zona florestal, localizado nas ‘alvas’ (zona de dunas). Foi para aí que, no final da década de 80 se mudou o mercado que, a partir de então, despertou ainda mais o interesse dos vendedores e dos compradores.
“Logisticamente, a localização é óptima. Fica a caminho das praias, atraindo os visitantes no Verão, e tem grande facilidade de acesso e estacionamento todo o ano”, considera Dário Moleiro, secretário do actual executivo da Junta de Freguesia. No seu entender, essas razões poderão explicar o sucesso da iniciativa que, todos os domingos, enche a vila de visitantes.
Em 2003, o local passou por uma reestruturação que, no entender de Dário Moleiro, lhe conferiu ainda mais qualidade.
Mas o terreno onde o mercado se realiza, próximo da possível localização da zona desportiva, foi escolhido, pela Junta e pela Câmara de Alcobaça para acolher o futuro Centro Escolar, que congregará seis escolas de Pataias (do primeiro ciclo e do pré-escolar) e outras da Martingança, Montes e Alpedriz. “Tem todo o sentido que o Centro Escolar seja instalado junto às piscinas e aos outros equipamentos desportivos que serão ali colocados”, defende o secretário da Junta.
O mercado vai, por isso, ser mudado. E até já existe terreno, bem próximo daquele onde ele se realiza actualmente.
“O Centro Escolar será uma das nossas prioridades, por isso, estamos já a trabalhar no sentido de mudar o mercado”, explica o autarca, frisando que a construção do novo equipamento escolar só pode começar quando o terreno estiver desocupado.
Ainda não há datas para o início dos trabalhos. Mas Dário Moleiro acredita que os processos começarão a dar passos em breve. Até porque, sublinha, a construção do Centro, para além de dotar alunos e professores de melhores condições, permitirá reduzir verbas que, anualmente, são investidas na recuperação dos edifícios escolares, muitos deles já antigos.
Comentário
A questão das melhores acessibilidades faz-me um pouco de confusão.
O amplo estacionamento, está previsto para onde?
Para os terrenos dos privados, como acontece hoje, ou para o meio do pinhal?
Olhando para o projecto, dá a clara sensação de um novo mercado muito mais pequeno.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dia Internacional das Zonas Húmidas - Lagoa de Pataias
Retirei do Pataias.net com referência à Rádio Benedita
Dia Internacional das zonas húmidas celebrado com visita à Lagoa de Pataias.
O Dia Internacional das zonas húmidas comemora-se amanhã com um passeio pedestre à Lagoa de Pataias.
A visita de estudo terá inicio às 10h
A Participação é gratuita mediante inscrição para 262 580 800 ou sofia.quaresma@cm-alcobaca.pt.
A participação é limitada a 30 pessoas.
Esta iniciativa tem como público-alvo o público em geral, universidade sénior, munícipes, técnicos municipais de ambiente, professores, estudantes do ensino superior.
Dia Internacional das zonas húmidas celebrado com visita à Lagoa de Pataias.
O Dia Internacional das zonas húmidas comemora-se amanhã com um passeio pedestre à Lagoa de Pataias.
A visita de estudo terá inicio às 10h
A Participação é gratuita mediante inscrição para 262 580 800 ou sofia.quaresma@cm-alcobaca.pt.
A participação é limitada a 30 pessoas.
Esta iniciativa tem como público-alvo o público em geral, universidade sénior, munícipes, técnicos municipais de ambiente, professores, estudantes do ensino superior.
Os fornos da cal de Pataias
Do suplemento do Região de Cister nº858, dedicado a Pataias
Projecto da Câmara de Alcobaça e da Junta de Freguesia
Fornos da cal de Pataias vão integrar roteiro turístico
A actividade que foi, durante muitos anos, o ganha-pão dos habitantes de Pataias vai integrar um roteiro que permitirá aos visitantes conhecer a tradição industrial da vila. Junta e Câmara de Alcobaça já estão em negociações com os proprietários dos antigos fornos da cal, no sentido de adquirirem um deles para ser restaurado.
O projecto começou a ser pensado o ano passado. A vila será dotada de um roteiro turístico, integrando praias, aldeias, a lagoa e também um percurso pelos antigos fornos da cal, revelou Dário Moleiro, secretário da Junta de Freguesia.
“Os fornos estão todos nas mãos de particulares e estamos, neste momento, a tentar negociar com alguns, no sentido de conseguir adquirir um deles para ser restaurado”, explica o autarca, frisando que haverá “uns três ou quatro ainda em estado de conservação razoável”.
A inclusão destas estruturas no roteiro permitirá aos visitantes conhecer aquela que foi, em tempos, a actividade nobre da freguesia. A riqueza geológica (maciços calcários) e a abundância de madeira dos pinhais da região, favoreceu o aparecimento destes fornos. A actividade teve, até, influência no desvio da rota da linha do Oeste (Pataias-Gare) que garantia o escoamento da produção para quase todo o país.
O fabrico da cal não conheceu grandes alterações ao longo dos séculos. Esses fornos artesanais, cuja laboração se manteve até praticamente ao final do século passado, em pouco alteraram as suas características de funcionamento e dimensão, desde o período romano.
Supõe-se que a generalidade dos fornos tenha surgido em meados do século XIX. Esta actividade chegou a ter uma importância considerável para a economia local. Em 1980, ainda havia 25 fornos operacionais, fazendo em média sete cozeduras por ano.
O seu declínio foi notório a partir da década de 90, com a extinção da grande maioria. Sabe-se que o último forno em actividade, na região, deixou de laborar a 30 de Junho de 1995.
Dário Moleiro conta que o que resta da actividade está disperso pela freguesia. Mas mostra-se convicto de que, “mesmo que não se chegue a acordo com os proprietários para aquisição e restauro de um dos fornos, será sempre possível integrá-los num roteiro”.
E isto porque, sustenta, a maior parte deles está localizado junto a caminhos públicos, o que permitirá elaborar programas de visitas sem interferir com os interesses dos proprietários. “Mas estamos convencidos de que haverá interesse dos privados em fazer parte deste projecto”, afirma.
O roteiro integrará também as praias da região, entre Água de Madeiros e a Falca - que serão todas requalificadas -, pretendendo incluir ainda algumas das aldeias de Pataias. “Há algumas, como Mélvoa e Pisões, com características de tal modo agradáveis que gostaríamos de poder desenvolver ali projectos de turismo rural”, conta o secretário da Junta de Freguesia, admitindo que tais projectos estarão, sempre, dependentes da vontade dos privados. “Mas a beleza dessas zonas, por si só, justifica a sua inclusão num roteiro que permita aos turistas usufruir delas”, justifica, frisando que, neste momento, ainda estão a ser identificadas as aldeias a incluir nesse roteiro.
A concretização deste projecto não tem prazos definidos. A Junta gostaria de poder vê-lo em andamento até final do actual mandato, esclarece ainda o responsável.
Do blogue "Jero" http://jeroalcoa.blogspot.com/
O Conjunto de Fornos de Cal de Pataias
A indústria artesanal da cal nos antigos Coutos de Alcobaça concentrava-se na beirada da Serra dos Candeeiros. É neste espaço que, no século XVIII, encontramos a maioria das referências aos fornos do Mosteiro.
Por meados do século XIX, a falta de matos utilizados como combustível na cozedura da pedra, levou ao encerramento dos fornos de cal parda ou magra da charneca serrana, propiciando a transferência desta actividade para Pataias.
A colonização do espaço, incentivado pela plantação de vastas áreas de olival nas faldas desta Serra, ao longo do século XVIII, conduziu a arroteias extensivas da mata primitiva. Também a vaga de tomadias populares verificadas nas terras da encosta, durante o século XIX e a primeira metade do século XX, estacando tanchoeiras entre as penas e fragas, contribuíram para a supressão do coberto vegetal de carvalhos, carrascos e medronheiros... De facto, a acção combinada da pastorícia e do corte de matos para a arte agrícola e combustível condenaram a sobrevivência deste ofício neste espaço geográfico.
Segundo os registos de contribuição industrial de 1881, Pataias era o único centro de produção de cal do Concelho, com treze fornos em funcionamento. Esta localidade possui veios de pedra de excelente qualidade, matos em abundância nas terras de pinhal, factores que não só justificam a instalação da indústria, como explicam o seu desenvolvimento ao longo das primeiras três décadas do século XX. A passagem do caminho-de-ferro em Pataias, no ano de 1888, e a posterior construção do apeadeiro contribuíram para a expansão desta actividade. Era este transporte que assegurava o abastecimento de cal à Siderurgia Nacional, indispensável na produção do aço.
Em 1933 estão arrolados 33 fornos em actividade. O número de fornos em laboração veio gradualmente diminuir. Em 1942 encontramos 25 fornos, oito anos volvidos apenas 17 mantêm este ofício tradicional. Já no ano de 1982 só 5 fornos ainda trabalham, chegando o seu ocaso no ano de 1995, quando o senhor António Grilo coze a última fornada. As famílias que ao longo de mais de um século tomaram nas suas mãos este ofício sazonal foram forçadas, paulatinamente, a largar este mester.
Muitas são as explicações para o abandono desta arte milenar. Em primeiro lugar, o carácter artesanal deste ofício que pouco ou nada se modernizou. Por outro lado, a falta de mão-de-obra motivada pela instalação das indústrias cimenteiras, vidreiras e cerâmicas na região, que permitiram um pleno emprego e estimularam a deslocação de activos da agricultura para a indústria. A dureza das condições de trabalho (18 horas seguidas a alimentar o forno com 6 magras horas de descanso num canto do barracão) não constituía aliciante para os mais novos. As exigências de jornas mais elevadas vieram a tornar-se verdadeiramente incompatíveis com a capacidade produtiva e a rentabilidade das fornadas. Por outro lado, as empresas que adquiriam grandes proporções de cal, passaram a instalar fornos eléctricos destinados à sua produção.
Com o encerramento dos fornos, a regular limpeza dos pinhais deixou de ser feita, pelo que o culminar desta actividade teve um impacto negativo nas culturas florestais e sua exploração pela mais fácil propagação de fogos.
A tecnologia de produção da cal não terá conhecido grandes modificações do período romano aos nossos dias.
Estes fornos de estrutura barriloíde arvoravam as suas paredes com tijolos ligados por um barro areento. O seu topo aberto apresenta-se ligeiramente estrangulado em relação à base afundada no terreno. A altura destes fornos situa-se entre os 4,5 m e os 6m, a largura da base entre os 3,70 m e os 4,60 m e o topo entre 3,15m e 4,10 m. Para resistir à pressão da cozedura os fornos apresentam-se parcialmente aterrados. Com esta mesma finalidade a parede é travada por cima do portal com três troncos de pinheiro.
A laboração destes fornos é de tipo descontínuo ou intermitente, necessitando de um abastecimento regular de mato à caldeira até finalizar a cozedura, ao contrário do que sucede nos fornos de laboração contínua ou permanente em que as camadas de lenha ou carvão alternam com as camadas de pedra. Como combustível utilizava-se preferencialmente o mato, daí denominarem estes fornos de fornos “de cal a mato”. Para uma fornada eram necessários entre 80 a 100 carradas de mato. Com a adaptação aos carros de bois de eixos de ferro e rodados de camioneta, por volta dos anos 50, reduziram-se os fretes a 50 ou 60 carradas. Os carros podiam agora vir mais carregados sem o risco de se atolarem nas areias do pinhal. Com a substituição da tracção animal pela tracção mecânica, apenas 10 fretes de camioneta eram suficientes.
A partir da década de 40 recorre-se, igualmente, ao “motano” (molhos de braça de pinho). Graças ao “motano” os fornos começaram a laborar durante o Inverno. Cada fornada consumia entre 150 a 200 talhas de “motano”, equivalendo 1 talha a 60 molhos. A temperatura em que se processava a cozedura da pedra é denominada de rubro cerejo, situando-se entre os 800º e os 1000º.
O “empedre” do forno consumia aproximadamente 150 carradas de pedra, extraída pelos cabouqueiros. Os fornos, por uma questão de economia, localizam-se nas imediações das áreas de extracção. Cada fornada levava em média três semanas. Uma para enfornar (levantar o “empedre”), outra para cozer a pedra e outra para a retirar.
Principiava-se pelo “empedre”, assentando as “armadeiras” sobre o peal que rodeava a caldeira. Quando o “empedre” atingia a altura do portal as pedras começavam a ser descarregadas pela abertura superior. Sobre as “armadeiras” (pedras que chegavam a atingir 1 m de comprimento) destinadas a estruturar a abóbada, depositavam-se as “carregadouras” (pedra miúda). O “capelo”, final do “empedre”, excedia em cerca de 1,50 m o topo do forno.
No final da cozedura, o “capelo” do “empedre” baixava cerca de meio-metro em relação ao topo do forno. Como nos refere o mestre Joaquim Ribeiro bastava olhar para a pedra para saber se ela estava convenientemente cozida. Era então chegada a altura de desenfornar a pedra, tarefa árdua dada a temperatura que o forno mantinha. Em média cada fornada rendia entre 50 a 55 toneladas de cal. Sabemos que antes da utilização do “motano” como combustível e do recurso ao transporte mecanizado das paveias de mato e da pedra das caboucas, os fornos não coziam mais do que três a quatro fornadas por ano, passando, posteriormente, a poder realizar mais de dez fornadas.
A cal era comercializada à boca do forno. Caso os compradores tardassem a pedra consumia-se, pois não existia nenhum espaço destinado ao armazenamento. Só a partir da década de 50 é que se edificam armazéns para guardar a cal, acondicionando-se esta em tulhas de tijolo, com uma capacidade de cerca três toneladas. Inicialmente em galeras, nos seirões e cangalhas dos burros e, mais tarde, nas camionetas escoava-se a cal em pedra e em pó.
Nas feiras e nos mercados a vendedeira da cal marcava sempre presença. No tempo da Páscoa o costume de caiar a habitação e alguns cómodos (adega, casa das tulhas e pias, cisterna...) antes da visita do pároco, levava a um aumento da procura e logo à subida do preço deste produto. Este uso não tinha apenas um objectivo estético, cabendo à cal assegurar a impermeabilização dos imóveis, assim como os resguardar dos calores estivais. Ao matar a cal na pia acrescentava-se um fio de azeite, o que impedia não só que a cal sujasse os fatos domingueiros, como ajudava a conservar melhor as paredes.
A cal gorda de Pataias era procurada para o fabrico de argamassas, estuques, cal de caiar e para uma ampla utilização nas terras de cultura.
Projecto da Câmara de Alcobaça e da Junta de Freguesia
Fornos da cal de Pataias vão integrar roteiro turístico
A actividade que foi, durante muitos anos, o ganha-pão dos habitantes de Pataias vai integrar um roteiro que permitirá aos visitantes conhecer a tradição industrial da vila. Junta e Câmara de Alcobaça já estão em negociações com os proprietários dos antigos fornos da cal, no sentido de adquirirem um deles para ser restaurado.
O projecto começou a ser pensado o ano passado. A vila será dotada de um roteiro turístico, integrando praias, aldeias, a lagoa e também um percurso pelos antigos fornos da cal, revelou Dário Moleiro, secretário da Junta de Freguesia.
“Os fornos estão todos nas mãos de particulares e estamos, neste momento, a tentar negociar com alguns, no sentido de conseguir adquirir um deles para ser restaurado”, explica o autarca, frisando que haverá “uns três ou quatro ainda em estado de conservação razoável”.
A inclusão destas estruturas no roteiro permitirá aos visitantes conhecer aquela que foi, em tempos, a actividade nobre da freguesia. A riqueza geológica (maciços calcários) e a abundância de madeira dos pinhais da região, favoreceu o aparecimento destes fornos. A actividade teve, até, influência no desvio da rota da linha do Oeste (Pataias-Gare) que garantia o escoamento da produção para quase todo o país.
O fabrico da cal não conheceu grandes alterações ao longo dos séculos. Esses fornos artesanais, cuja laboração se manteve até praticamente ao final do século passado, em pouco alteraram as suas características de funcionamento e dimensão, desde o período romano.
Supõe-se que a generalidade dos fornos tenha surgido em meados do século XIX. Esta actividade chegou a ter uma importância considerável para a economia local. Em 1980, ainda havia 25 fornos operacionais, fazendo em média sete cozeduras por ano.
O seu declínio foi notório a partir da década de 90, com a extinção da grande maioria. Sabe-se que o último forno em actividade, na região, deixou de laborar a 30 de Junho de 1995.
Dário Moleiro conta que o que resta da actividade está disperso pela freguesia. Mas mostra-se convicto de que, “mesmo que não se chegue a acordo com os proprietários para aquisição e restauro de um dos fornos, será sempre possível integrá-los num roteiro”.
E isto porque, sustenta, a maior parte deles está localizado junto a caminhos públicos, o que permitirá elaborar programas de visitas sem interferir com os interesses dos proprietários. “Mas estamos convencidos de que haverá interesse dos privados em fazer parte deste projecto”, afirma.
O roteiro integrará também as praias da região, entre Água de Madeiros e a Falca - que serão todas requalificadas -, pretendendo incluir ainda algumas das aldeias de Pataias. “Há algumas, como Mélvoa e Pisões, com características de tal modo agradáveis que gostaríamos de poder desenvolver ali projectos de turismo rural”, conta o secretário da Junta de Freguesia, admitindo que tais projectos estarão, sempre, dependentes da vontade dos privados. “Mas a beleza dessas zonas, por si só, justifica a sua inclusão num roteiro que permita aos turistas usufruir delas”, justifica, frisando que, neste momento, ainda estão a ser identificadas as aldeias a incluir nesse roteiro.
A concretização deste projecto não tem prazos definidos. A Junta gostaria de poder vê-lo em andamento até final do actual mandato, esclarece ainda o responsável.
Do blogue "Jero" http://jeroalcoa.blogspot.com/
O Conjunto de Fornos de Cal de Pataias
A indústria artesanal da cal nos antigos Coutos de Alcobaça concentrava-se na beirada da Serra dos Candeeiros. É neste espaço que, no século XVIII, encontramos a maioria das referências aos fornos do Mosteiro.
Por meados do século XIX, a falta de matos utilizados como combustível na cozedura da pedra, levou ao encerramento dos fornos de cal parda ou magra da charneca serrana, propiciando a transferência desta actividade para Pataias.
A colonização do espaço, incentivado pela plantação de vastas áreas de olival nas faldas desta Serra, ao longo do século XVIII, conduziu a arroteias extensivas da mata primitiva. Também a vaga de tomadias populares verificadas nas terras da encosta, durante o século XIX e a primeira metade do século XX, estacando tanchoeiras entre as penas e fragas, contribuíram para a supressão do coberto vegetal de carvalhos, carrascos e medronheiros... De facto, a acção combinada da pastorícia e do corte de matos para a arte agrícola e combustível condenaram a sobrevivência deste ofício neste espaço geográfico.
Segundo os registos de contribuição industrial de 1881, Pataias era o único centro de produção de cal do Concelho, com treze fornos em funcionamento. Esta localidade possui veios de pedra de excelente qualidade, matos em abundância nas terras de pinhal, factores que não só justificam a instalação da indústria, como explicam o seu desenvolvimento ao longo das primeiras três décadas do século XX. A passagem do caminho-de-ferro em Pataias, no ano de 1888, e a posterior construção do apeadeiro contribuíram para a expansão desta actividade. Era este transporte que assegurava o abastecimento de cal à Siderurgia Nacional, indispensável na produção do aço.
Em 1933 estão arrolados 33 fornos em actividade. O número de fornos em laboração veio gradualmente diminuir. Em 1942 encontramos 25 fornos, oito anos volvidos apenas 17 mantêm este ofício tradicional. Já no ano de 1982 só 5 fornos ainda trabalham, chegando o seu ocaso no ano de 1995, quando o senhor António Grilo coze a última fornada. As famílias que ao longo de mais de um século tomaram nas suas mãos este ofício sazonal foram forçadas, paulatinamente, a largar este mester.
Muitas são as explicações para o abandono desta arte milenar. Em primeiro lugar, o carácter artesanal deste ofício que pouco ou nada se modernizou. Por outro lado, a falta de mão-de-obra motivada pela instalação das indústrias cimenteiras, vidreiras e cerâmicas na região, que permitiram um pleno emprego e estimularam a deslocação de activos da agricultura para a indústria. A dureza das condições de trabalho (18 horas seguidas a alimentar o forno com 6 magras horas de descanso num canto do barracão) não constituía aliciante para os mais novos. As exigências de jornas mais elevadas vieram a tornar-se verdadeiramente incompatíveis com a capacidade produtiva e a rentabilidade das fornadas. Por outro lado, as empresas que adquiriam grandes proporções de cal, passaram a instalar fornos eléctricos destinados à sua produção.
Com o encerramento dos fornos, a regular limpeza dos pinhais deixou de ser feita, pelo que o culminar desta actividade teve um impacto negativo nas culturas florestais e sua exploração pela mais fácil propagação de fogos.
A tecnologia de produção da cal não terá conhecido grandes modificações do período romano aos nossos dias.
Estes fornos de estrutura barriloíde arvoravam as suas paredes com tijolos ligados por um barro areento. O seu topo aberto apresenta-se ligeiramente estrangulado em relação à base afundada no terreno. A altura destes fornos situa-se entre os 4,5 m e os 6m, a largura da base entre os 3,70 m e os 4,60 m e o topo entre 3,15m e 4,10 m. Para resistir à pressão da cozedura os fornos apresentam-se parcialmente aterrados. Com esta mesma finalidade a parede é travada por cima do portal com três troncos de pinheiro.
A laboração destes fornos é de tipo descontínuo ou intermitente, necessitando de um abastecimento regular de mato à caldeira até finalizar a cozedura, ao contrário do que sucede nos fornos de laboração contínua ou permanente em que as camadas de lenha ou carvão alternam com as camadas de pedra. Como combustível utilizava-se preferencialmente o mato, daí denominarem estes fornos de fornos “de cal a mato”. Para uma fornada eram necessários entre 80 a 100 carradas de mato. Com a adaptação aos carros de bois de eixos de ferro e rodados de camioneta, por volta dos anos 50, reduziram-se os fretes a 50 ou 60 carradas. Os carros podiam agora vir mais carregados sem o risco de se atolarem nas areias do pinhal. Com a substituição da tracção animal pela tracção mecânica, apenas 10 fretes de camioneta eram suficientes.
A partir da década de 40 recorre-se, igualmente, ao “motano” (molhos de braça de pinho). Graças ao “motano” os fornos começaram a laborar durante o Inverno. Cada fornada consumia entre 150 a 200 talhas de “motano”, equivalendo 1 talha a 60 molhos. A temperatura em que se processava a cozedura da pedra é denominada de rubro cerejo, situando-se entre os 800º e os 1000º.
O “empedre” do forno consumia aproximadamente 150 carradas de pedra, extraída pelos cabouqueiros. Os fornos, por uma questão de economia, localizam-se nas imediações das áreas de extracção. Cada fornada levava em média três semanas. Uma para enfornar (levantar o “empedre”), outra para cozer a pedra e outra para a retirar.
Principiava-se pelo “empedre”, assentando as “armadeiras” sobre o peal que rodeava a caldeira. Quando o “empedre” atingia a altura do portal as pedras começavam a ser descarregadas pela abertura superior. Sobre as “armadeiras” (pedras que chegavam a atingir 1 m de comprimento) destinadas a estruturar a abóbada, depositavam-se as “carregadouras” (pedra miúda). O “capelo”, final do “empedre”, excedia em cerca de 1,50 m o topo do forno.
No final da cozedura, o “capelo” do “empedre” baixava cerca de meio-metro em relação ao topo do forno. Como nos refere o mestre Joaquim Ribeiro bastava olhar para a pedra para saber se ela estava convenientemente cozida. Era então chegada a altura de desenfornar a pedra, tarefa árdua dada a temperatura que o forno mantinha. Em média cada fornada rendia entre 50 a 55 toneladas de cal. Sabemos que antes da utilização do “motano” como combustível e do recurso ao transporte mecanizado das paveias de mato e da pedra das caboucas, os fornos não coziam mais do que três a quatro fornadas por ano, passando, posteriormente, a poder realizar mais de dez fornadas.
A cal era comercializada à boca do forno. Caso os compradores tardassem a pedra consumia-se, pois não existia nenhum espaço destinado ao armazenamento. Só a partir da década de 50 é que se edificam armazéns para guardar a cal, acondicionando-se esta em tulhas de tijolo, com uma capacidade de cerca três toneladas. Inicialmente em galeras, nos seirões e cangalhas dos burros e, mais tarde, nas camionetas escoava-se a cal em pedra e em pó.
Nas feiras e nos mercados a vendedeira da cal marcava sempre presença. No tempo da Páscoa o costume de caiar a habitação e alguns cómodos (adega, casa das tulhas e pias, cisterna...) antes da visita do pároco, levava a um aumento da procura e logo à subida do preço deste produto. Este uso não tinha apenas um objectivo estético, cabendo à cal assegurar a impermeabilização dos imóveis, assim como os resguardar dos calores estivais. Ao matar a cal na pia acrescentava-se um fio de azeite, o que impedia não só que a cal sujasse os fatos domingueiros, como ajudava a conservar melhor as paredes.
A cal gorda de Pataias era procurada para o fabrico de argamassas, estuques, cal de caiar e para uma ampla utilização nas terras de cultura.
António Valério Maduro
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