A notícia é da Radio Cister.
Apoios a estudantes em concelhos vizinhos divide executivo
Os apoios a estudantes de Alcobaça que frequentam estabelecimentos de ensino de concelhos vizinhos continua a dividir o executivo camarário de Alcobaça.
A discussão voltou na última reunião em que foram atribuídos os apoios a alunos carenciados que utilizam os transportes escolares em Alcobaça.
A CDU classificou de «muito importantes os apoios dados a alunos carenciados» justificando que «se não houver respostas, Alcobaça arrisca-se a perder mais alunos, principalmente aqueles que residem nos limites do concelho e têm nos municípios vizinhos ofertas educativas mais próximas e, por vezes, mais atractivas».
O apoio a alunos residentes em Alcobaça mas a estudar em concelhos vizinhos é, contudo, assunto polémico.
Por não ser consensual, o assunto irá ser novamente discutido em reunião de câmara.
Comentário
A novidade da notícia é o título "Apoios a estudantes em concelhos vizinhos divide executivo".
Divide?
Mas a decisão não foi unânime?
Aqui e aqui.
Para sugestões, comentários, críticas e afins: sapinhogelasio@gmail.com
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
CD Pataiense goleia para a Taça
O CD Pataiense voltou a golear.
Desta vez, foi na 1ª eliminatória da Taça Distrital e aconteceu na deslocação aos Unidos por uns expressivos 7-0.
Desta vez, foi na 1ª eliminatória da Taça Distrital e aconteceu na deslocação aos Unidos por uns expressivos 7-0.
domingo, 29 de novembro de 2009
CCRD Burinhosa regressa às vitórias
Após dois empates e uma derrota, a equipa de futsal do CCRD Burinhosa regressou às vitórias.
Na deslocação a Leiria, venceu o Núcleo Sportinguista de Leiria por 7-3.
A equipa da Burinhosa manteve a 2ª posição.
Mais informações aqui.
Na deslocação a Leiria, venceu o Núcleo Sportinguista de Leiria por 7-3.
A equipa da Burinhosa manteve a 2ª posição.
Mais informações aqui.
sábado, 28 de novembro de 2009
JF Pataias - Espaço Internet
Já havia informado da existência deste espaço aqui.
Mas nunca é demais recordar.
O Espaço Internet da Junta de Freguesia de Pataias é um serviço gratuíto destinado à população da Freguesia, com a finalidade dos utilizadores poderem realizar trabalhos, pesquisas na Internet, visualizar e-mails, etc.
Este espaço funciona no Edifício da Junta de Freguesia de Pataias, no seguinte horário: terças - feiras das14h00 às 17h00 e quintas - feiras das 9h30 às 12h30.
Mas nunca é demais recordar.
O Espaço Internet da Junta de Freguesia de Pataias é um serviço gratuíto destinado à população da Freguesia, com a finalidade dos utilizadores poderem realizar trabalhos, pesquisas na Internet, visualizar e-mails, etc.
Este espaço funciona no Edifício da Junta de Freguesia de Pataias, no seguinte horário: terças - feiras das14h00 às 17h00 e quintas - feiras das 9h30 às 12h30.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
JF Pataias - Gabinete de empregabilidade
A notícia desta boa iniciativa é do site da Junta de Freguesia de Pataias.
A Junta de Freguesia de Pataias no âmbito do Projecto + Participação, Cidadania, Desenvolvimento (Contrato Local de Desenvolvimento Social - Alcobaça e Nazaré) tem ao dispor da população o gabinete de Atendimento na área da empregabilidade.
Este gabinete tem como objectivo promover ofertas de emprego; encaminhar utentes para ofertas de emprego e formação profissional;realizar sessões de esclarecimento na ´ area de técnicas de procura de emprego (Currículum Vitae, cartas de apresentação,entrevista); balanço de competências, promoção de auto - estima e promover o empreendedorismo. O Gabinete de empregabilidade conta com a presença de dois técnicos do projecto todas as segundas - feiras das 9h.30 às 12h.30 e das 14h.00 às 16h.00. Nos restantes dias da semana o serviço é assegurado pelas técnicas da Junta de Freguesia de Pataias.
A Junta de Freguesia de Pataias no âmbito do Projecto + Participação, Cidadania, Desenvolvimento (Contrato Local de Desenvolvimento Social - Alcobaça e Nazaré) tem ao dispor da população o gabinete de Atendimento na área da empregabilidade.Este gabinete tem como objectivo promover ofertas de emprego; encaminhar utentes para ofertas de emprego e formação profissional;realizar sessões de esclarecimento na ´ area de técnicas de procura de emprego (Currículum Vitae, cartas de apresentação,entrevista); balanço de competências, promoção de auto - estima e promover o empreendedorismo. O Gabinete de empregabilidade conta com a presença de dois técnicos do projecto todas as segundas - feiras das 9h.30 às 12h.30 e das 14h.00 às 16h.00. Nos restantes dias da semana o serviço é assegurado pelas técnicas da Junta de Freguesia de Pataias.
Elementos justificativos da venda da Alva de Pataias (8)
RESUMO
DA AVALIAÇÃO DA ALVA DE PATAIAS
PELOS SERVIÇOS AGRÍCOLAS
DA AVALIAÇÃO DA ALVA DE PATAIAS
PELOS SERVIÇOS AGRÍCOLAS
1ª AVALIAÇÃO
Valor total 2.920 contos
(Of. Nº2384, Proc. 1 AD 138/52, de 17-Junho-1952,
Da Direcção-Geral de Assistência).
2ª AVALIAÇÃO
Parcela A 726 contos
Parcela B 1296 »
Parcela C 36 »
Valor total 2058 »
(Lisboa, 29-Agosto-1952. O Engenheiro Silvicultor,
a) António de Campos Andrada).
a) António de Campos Andrada).
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Isto vai para onde?
É mais um dos exemplos daquilo que estando bem feito, poderia estar ainda melhor.
Este é o simpático e agradável acesso pedonal que liga o Mercado de Pataias à Lagoa de Pataias.
No entanto, não existe uma única indicação.
Nem junto à pista pedonal, nem a indicação de que se pode chegar à Lagoa de Pataias, por ali.
Ora, a Lagoa é ou não é o ex-libris da vila?
Com as Piscinas, o Mercado, o Centro de Dia, o futuro Centro Escolar, a ligação às praias, a Lagoa está ali mesmo ao lado, a uma caminhada de 2 minutos.

Mas quem é o turista, ou o visitante, que sabe disso?
Divulgação precisa-se.
Uma simples tabuleta a indicar Lagoa de Pataias é suficiente.
Este é o simpático e agradável acesso pedonal que liga o Mercado de Pataias à Lagoa de Pataias.No entanto, não existe uma única indicação.
Nem junto à pista pedonal, nem a indicação de que se pode chegar à Lagoa de Pataias, por ali.
Ora, a Lagoa é ou não é o ex-libris da vila?
Com as Piscinas, o Mercado, o Centro de Dia, o futuro Centro Escolar, a ligação às praias, a Lagoa está ali mesmo ao lado, a uma caminhada de 2 minutos.

Mas quem é o turista, ou o visitante, que sabe disso?Divulgação precisa-se.
Uma simples tabuleta a indicar Lagoa de Pataias é suficiente.
CMA pede soluções para ETAR das Paredes da Vitória
A notícia é da Rádio Cister.
Alcobaça pede soluções para ETAR de Paredes de Vitória à Águas do Oeste
Paulo Inácio garantiu que a autarquia de Alcobaça vai ser exigente em relação aos problemas que estarão a afectar a ETAR de Paredes de Vitória, em Pataias.
Vários moradores têm-se queixado do ruído e mau cheiro proveniente da Estação de Tratamento de Águas Residuais, entregue à empresa Águas do Oeste.
O novo executivo já anunciou que quer ver o problema resolvido definitivamente, acrescentando que essa é a «obrigação da empresa multimunicipal a quem foram entregues as Etar’s».
Paulo Inácio, que recusa fazer comentários à localização escolhida para a implantação da ETAR perto da praia, em Paredes de Vitória, admite estar, contudo, preocupado com o futuro das instalações devido aos incómodos que o actual sistema está a provocar aos moradores.
Os problemas relacionados com cheiro começaram quando se iniciaram os trabalhos na ETAR por parte da empresa Águas do Oeste, que já fez deslocar ao terreno os seus técnicos para que apurassem a origem do ruído e do cheiro proveniente da ETAR.
Há meses que os moradores de Paredes de Vitória se queixam de problemas causados pela ETAR.
Comentário
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/08/descarga-de-efluentes-no-rio-das.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/conclusoes-da-reuniao-sobre-as-paredes.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/hoje-houve-reuniao-entre-os-moradores.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/o-compromisso-da-aguas-do-oeste.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/etar-das-paredes-merd-saga-continua.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/10/etar-das-paredes-em-accao-de-campanha.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/10/camara-entrega-saneamento-das-paredes.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/11/paredes-da-vitoria-ponto-da-situacao.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/11/saneamento-no-litoral-da-freguesia-de.html
Só uma dúvida: "Alcobaça pede soluções para ETAR de Paredes de Vitória à Águas do Oeste" - Isto quer dizer que a Câmara não tem responsabilidades em toda esta questão?
Alcobaça pede soluções para ETAR de Paredes de Vitória à Águas do Oeste
Paulo Inácio garantiu que a autarquia de Alcobaça vai ser exigente em relação aos problemas que estarão a afectar a ETAR de Paredes de Vitória, em Pataias.
Vários moradores têm-se queixado do ruído e mau cheiro proveniente da Estação de Tratamento de Águas Residuais, entregue à empresa Águas do Oeste.
O novo executivo já anunciou que quer ver o problema resolvido definitivamente, acrescentando que essa é a «obrigação da empresa multimunicipal a quem foram entregues as Etar’s».
Paulo Inácio, que recusa fazer comentários à localização escolhida para a implantação da ETAR perto da praia, em Paredes de Vitória, admite estar, contudo, preocupado com o futuro das instalações devido aos incómodos que o actual sistema está a provocar aos moradores.
Os problemas relacionados com cheiro começaram quando se iniciaram os trabalhos na ETAR por parte da empresa Águas do Oeste, que já fez deslocar ao terreno os seus técnicos para que apurassem a origem do ruído e do cheiro proveniente da ETAR.
Há meses que os moradores de Paredes de Vitória se queixam de problemas causados pela ETAR.
Comentário
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/08/descarga-de-efluentes-no-rio-das.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/conclusoes-da-reuniao-sobre-as-paredes.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/hoje-houve-reuniao-entre-os-moradores.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/o-compromisso-da-aguas-do-oeste.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/09/etar-das-paredes-merd-saga-continua.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/10/etar-das-paredes-em-accao-de-campanha.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/10/camara-entrega-saneamento-das-paredes.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/11/paredes-da-vitoria-ponto-da-situacao.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2009/11/saneamento-no-litoral-da-freguesia-de.html
Só uma dúvida: "Alcobaça pede soluções para ETAR de Paredes de Vitória à Águas do Oeste" - Isto quer dizer que a Câmara não tem responsabilidades em toda esta questão?
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Elementos justificativos da venda da Alva de Pataias (7)
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
DIRECÇÃO GERAL DA FAZENDA PÚBLICA
Repartição do Património
2ª Secção
- O Presidente da Comissão Permanente de Avaliação da Propriedade Rústica deste concelho vem declarar a V. Ex.a que tendo procedido à avaliação, por inspecção directa, do prédio denominado «Alva de Pataias» que se refere o ofício nº 7963, do Ex.mo Senhor Director de Finanças deste distrito, com data de 7 de Setembro corrente, verificou o seguinte:
- O prédio é constituído por terreno arenoso e arvoredo, em que predomina pinhal, com a área de 107,50 hectares e ainda por mais uma fracção com a área de 35,95 hectares também arborizada a qual, por informações colhidas, é constituída no sub-solo por pedreira, sendo certo que apenas verifiquei à superfície uma área de pedreira com cerca de 0,0400 hectares.
- Por falta de elementos, os quais nem o próprio guarda florestal me soube dar, não se destrinça qual a parte que é pertença da Câmara nem a que pertence ao Estado; entretanto foi-me dito que o terreno é da Câmara e o arvoredo que nele se encontra é do Estado.
- E assim avaliei a dita propriedade pela forma seguinte:
DIRECÇÃO GERAL DA FAZENDA PÚBLICA
Repartição do Património
2ª Secção
Processo nº JI/65
CÓPIA
- Ex.mo Senhor Chefe da Secção de Finanças do Concelho de Alcobaça- O Presidente da Comissão Permanente de Avaliação da Propriedade Rústica deste concelho vem declarar a V. Ex.a que tendo procedido à avaliação, por inspecção directa, do prédio denominado «Alva de Pataias» que se refere o ofício nº 7963, do Ex.mo Senhor Director de Finanças deste distrito, com data de 7 de Setembro corrente, verificou o seguinte:
- O prédio é constituído por terreno arenoso e arvoredo, em que predomina pinhal, com a área de 107,50 hectares e ainda por mais uma fracção com a área de 35,95 hectares também arborizada a qual, por informações colhidas, é constituída no sub-solo por pedreira, sendo certo que apenas verifiquei à superfície uma área de pedreira com cerca de 0,0400 hectares.
- Por falta de elementos, os quais nem o próprio guarda florestal me soube dar, não se destrinça qual a parte que é pertença da Câmara nem a que pertence ao Estado; entretanto foi-me dito que o terreno é da Câmara e o arvoredo que nele se encontra é do Estado.
- E assim avaliei a dita propriedade pela forma seguinte:
- Terreno que julgo sem pedreira.................86.000$00
- Terreno com pedreira.............................719.000$00
- Arvoredo e mato....................................850.000$00
- Importância total da avaliação...............1.665.000$00
- Alcobaça, em vinte e dois de Setembro de mil novecentos e cinquenta e um – O Presidente, - Afonso Barbosa Santos.- Terreno com pedreira.............................719.000$00
- Arvoredo e mato....................................850.000$00
- Importância total da avaliação...............1.665.000$00
ESTÁ CONFORME. 2ª Secção da Repartição do Património da Direcção-Geral da Fazenda Pública, 20 de Outubro de 1951.
O CHEFE DA SECÇÃO,
a) Ilegível
a) Ilegível
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Boqueirão de Pataias
Encontrei uma referência ao "boqueirão de Pataias".
É uma expressão encontrada num texto de cerca 1850 e refere-se ao plantio dos pinhais e ao controle do avanço das areias.
Alguém sabe o que é? Onde fica?
Como sempre, se alguém tiver informações, é favor usar os canais habituais: blogue, e-mail ou pessoalmente.
Desde já o meu obrigado.
É uma expressão encontrada num texto de cerca 1850 e refere-se ao plantio dos pinhais e ao controle do avanço das areias.
Alguém sabe o que é? Onde fica?
Como sempre, se alguém tiver informações, é favor usar os canais habituais: blogue, e-mail ou pessoalmente.
Desde já o meu obrigado.
CMA mantém taxa de IRS a 5%
Retirei do blogue do Rogério Raimundo.
IRS na reunião d'hoje [ontem] de câmara. PS votou contra
(FINANÇAS LOCAIS) 10.------ IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS SINGULARES (IRS) –PROPOSTA DE FIXAÇÃO DE TAXA VARIÁVEL PARA VIGORAR NO ANO DEDOIS MIL E DEZ-
A receita alcançada em 2008 foi de 1,2M€ e
até agora neste ano de 2009 é de 1,02M€
Presidente propõe que se mantenha o anterior: taxa máxima de 5% sobre a colecta líquida.
Vereadores do PS acharam que se devia baixar tal como a Nazaré ou Caldas para tornar competitivo o nosso concelho e daí que tenham votado contra.
Eu relembrei o histórico. A Lei das Finanças Locais aprovada pelo governo PS colocou esta armadilha aos municípios. A CDU votou contra na ARepública por considerar este 1 dos pontos mais gravosos para os municípios. O governo não retirou do orçamento central qualquer verba para poupar os portugueses em regime do IRS. Passou a possibilidade para os municípios abdicarem da receita que já tinham antes desta lei.
Acho que conseguiu dividir para reinar!
Neste caso está em causa o município de Alcobaça abdicar de cerca de 1 M€ para realizar mais obras e mais respostas que tem nas suas responsabilidades.
Acho que tem de haver é boa aplicação das receitas e boa gestão do município e não esbanjamentos.
Comentário
A Câmara não abdica dos seus 5% relativos ao IRS, de forma a ter mais 1 milhão de euros para investir no município.
Assim de repente:
1000000 de euros de receita em IRS
Simplificando – todos os contribuintes descontam valores iguais
Município de Alcobaça - aproximadamente 33500 habitantes entre os 20 e os 65 anos (cálculo grosseiro a partir dos Censos 2001)
Freguesia de Pataias - aproximadamente 3500 habitantes entre os 20 e os 65 anos (cálculo grosseiro a partir dos Censos 2001)
Pop Pataias [20-65] / Pop Conc Alcobaça [20-65] x 100 = 10,4%
1000000 euros x 10,4% = 104000 euros
Para além dos contratos programa, dos fundos do QREN, das parcerias público-privadas, significa que vamos ter MAIS 104000 euros de obras na freguesia de Pataias?
Ou estes 104000 euros são para cumprir promessas antigas? (Requalificação das Paredes, Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel, Centro Escolar, Saneamento nos Pisões...)
É evidente que são demasiadas simplificações.
Mas ficam as questões: esse dinheiro, que sai directamente dos bolsos dos munícipes, será gasto proporcionalmente nas freguesias dos mesmos? E será gasto em quê?
Essas verbas, não poderiam ser entregues, directa e proporcionalmente, às Juntas de Freguesia?
IRS na reunião d'hoje [ontem] de câmara. PS votou contra
(FINANÇAS LOCAIS) 10.------ IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS SINGULARES (IRS) –PROPOSTA DE FIXAÇÃO DE TAXA VARIÁVEL PARA VIGORAR NO ANO DEDOIS MIL E DEZ-
A receita alcançada em 2008 foi de 1,2M€ e
até agora neste ano de 2009 é de 1,02M€
Presidente propõe que se mantenha o anterior: taxa máxima de 5% sobre a colecta líquida.
Vereadores do PS acharam que se devia baixar tal como a Nazaré ou Caldas para tornar competitivo o nosso concelho e daí que tenham votado contra.
Eu relembrei o histórico. A Lei das Finanças Locais aprovada pelo governo PS colocou esta armadilha aos municípios. A CDU votou contra na ARepública por considerar este 1 dos pontos mais gravosos para os municípios. O governo não retirou do orçamento central qualquer verba para poupar os portugueses em regime do IRS. Passou a possibilidade para os municípios abdicarem da receita que já tinham antes desta lei.
Acho que conseguiu dividir para reinar!
Neste caso está em causa o município de Alcobaça abdicar de cerca de 1 M€ para realizar mais obras e mais respostas que tem nas suas responsabilidades.
Acho que tem de haver é boa aplicação das receitas e boa gestão do município e não esbanjamentos.
Comentário
A Câmara não abdica dos seus 5% relativos ao IRS, de forma a ter mais 1 milhão de euros para investir no município.
Assim de repente:
1000000 de euros de receita em IRS
Simplificando – todos os contribuintes descontam valores iguais
Município de Alcobaça - aproximadamente 33500 habitantes entre os 20 e os 65 anos (cálculo grosseiro a partir dos Censos 2001)
Freguesia de Pataias - aproximadamente 3500 habitantes entre os 20 e os 65 anos (cálculo grosseiro a partir dos Censos 2001)
Pop Pataias [20-65] / Pop Conc Alcobaça [20-65] x 100 = 10,4%
1000000 euros x 10,4% = 104000 euros
Para além dos contratos programa, dos fundos do QREN, das parcerias público-privadas, significa que vamos ter MAIS 104000 euros de obras na freguesia de Pataias?
Ou estes 104000 euros são para cumprir promessas antigas? (Requalificação das Paredes, Requalificação da Av. Rainha Santa Isabel, Centro Escolar, Saneamento nos Pisões...)
É evidente que são demasiadas simplificações.
Mas ficam as questões: esse dinheiro, que sai directamente dos bolsos dos munícipes, será gasto proporcionalmente nas freguesias dos mesmos? E será gasto em quê?
Essas verbas, não poderiam ser entregues, directa e proporcionalmente, às Juntas de Freguesia?
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A erosão do nosso litoral
O artigo é do Jornal de Notícias.
De forma marginal, aborda uma das nossas praias (Légua), mas não deixa de ser um tema preocupante e ao qual não temos prestado a devida atenção.
Erosão: há zonas de costa a recuar 10 metros ano
As causas são principalmente humanas (além da subida do nível médio do mar) e começam longe do litoral.
A construção de molhes e paredões deve acontecer "em casos excepcionais", para proteger grandes aglomerados urbanos "e se essa intervenção for duradoura e não puser em risco outros localizados a sotamar", diz o geógrafo José Nunes André, especialista em Geomorfologia Litoral do pólo do IMAR na Universidade de Coimbra. "Não resolvem as causas da erosão, apenas as transferem para sotamar (na costa Ocidental, para sul; na costa sul, para leste)", afirma, apontando recuos significativos entre a foz do Douro e Nazaré.
As causas são principalmente humanas (além da subida do nível médio do mar) e começam longe do litoral. "Estudos da década de 90 do século XX referem que o rio Douro, principal fonte de alimentação aluvionar da costa até ao canhão submarino da Nazaré, devido às barragens e à extracção de areia, diminuiu-a em cerca de 60%", diz.
Em situação normal, o Douro alimentaria a costa com 1,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos por ano (m3/ano), aos quais se juntariam 200 mil transportados pela deriva litoral entre Leixões e a foz do Douro. Com as barragens, reduziu a sua capacidade aluvionar para apenas 200 mil m3/ano. Outros estudos indicam uma redução dos volumes sedimentares transportados por via fluvial em mais de 85% ao longo do século XX, devido aos aproveitamentos hidroeléctricos e hidro-agrícolas. Quando as comportas de fundo das barragens são abertas devido a cheias, o volume de areias na foz aumenta significativamente, o que evidencia o efeito de retenção.
Com a retenção no Douro, que será agravado com a construção de mais seis grandes barragens na sua bacia hidrográfica, e a extracção de areias, os "poucos" sedimentos em deriva resultam essencialmente da erosão da costa". A extracção nos rios e na costa tem sido outro factor. Em S. Jacinto, Aveiro, eram retirados dois milhões de m3/ano. Na foz do Mondego, Figueira da Foz, era extraído cerca um milhão de m3/ano. Com o caudal aluvionar dos rios diminuído, os esporões agravam o problema. Só entre a foz do Douro e a praia de Mira, numa distância de 75 km, há 25 esporões, além dos molhes nas fozes do Douro e do Vouga, "a interceptar os poucos sedimentos em deriva".
Para travar a erosão a sul da Vagueira, foram construídos entre esta praia e a de Mira dois esporões - o do Areão (2003) e o do Poço da Cruz (2004).
Desde então, José Nunes André monitoriza a linha de costa na zona, cujo recuo era, até então, inferior a dois metros por ano. A sul, quantificou erosão superior a sete metros por ano em média. No esporão do Areão, a erosão aumentou para 13,90 metros em oito meses (29 de Abril a 31 de Dezembro de 2008). O cordão dunar frontal (último obstáculo ao avanço do mar) a sul foi erodido após a sua construção. São "cada vez com mais frequentes os galgamentos oceânicos, que se têm prolongado mais para sul e a mata adjacente já está ligada à praia" e o aumento da erosão a sul faz-se sentir até à praia de Mira.
A erosão da base das arribas é outro problema. As situadas entre o norte de S. Pedro de Moel (Praia Velha) e a Praia da Légua (norte da Nazaré) estão em risco de derrocada. O INAG já assinalou parte como zonas de perigo e projecta consolidá-las.
A construção, nos anos 60, dos molhes da Figueira da Foz acelerou a erosão das praias a sul e das arribas. O prolongamento, em curso, do molhe norte em 400 metros "voltará a dar origem à acreção (aumento) do areal a norte (Figueira da Foz - Buarcos) e ao aumento da erosão a sul. A médio prazo, irá reflectir-se nas arribas S. Pedro de Moel - Nazaré". Intervenções "em terra" também respondem pela redução da estabilidade das arribas, avisa, apontando o dedo à construção dos parques de estacionamento sobre elas, a norte do farol de S. Pedro de Moel, "impermeabilizando-as e originando escoamentos pluviais concentrados".
De forma marginal, aborda uma das nossas praias (Légua), mas não deixa de ser um tema preocupante e ao qual não temos prestado a devida atenção.
Erosão: há zonas de costa a recuar 10 metros ano
As causas são principalmente humanas (além da subida do nível médio do mar) e começam longe do litoral.
A construção de molhes e paredões deve acontecer "em casos excepcionais", para proteger grandes aglomerados urbanos "e se essa intervenção for duradoura e não puser em risco outros localizados a sotamar", diz o geógrafo José Nunes André, especialista em Geomorfologia Litoral do pólo do IMAR na Universidade de Coimbra. "Não resolvem as causas da erosão, apenas as transferem para sotamar (na costa Ocidental, para sul; na costa sul, para leste)", afirma, apontando recuos significativos entre a foz do Douro e Nazaré.
As causas são principalmente humanas (além da subida do nível médio do mar) e começam longe do litoral. "Estudos da década de 90 do século XX referem que o rio Douro, principal fonte de alimentação aluvionar da costa até ao canhão submarino da Nazaré, devido às barragens e à extracção de areia, diminuiu-a em cerca de 60%", diz.
Em situação normal, o Douro alimentaria a costa com 1,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos por ano (m3/ano), aos quais se juntariam 200 mil transportados pela deriva litoral entre Leixões e a foz do Douro. Com as barragens, reduziu a sua capacidade aluvionar para apenas 200 mil m3/ano. Outros estudos indicam uma redução dos volumes sedimentares transportados por via fluvial em mais de 85% ao longo do século XX, devido aos aproveitamentos hidroeléctricos e hidro-agrícolas. Quando as comportas de fundo das barragens são abertas devido a cheias, o volume de areias na foz aumenta significativamente, o que evidencia o efeito de retenção.
Com a retenção no Douro, que será agravado com a construção de mais seis grandes barragens na sua bacia hidrográfica, e a extracção de areias, os "poucos" sedimentos em deriva resultam essencialmente da erosão da costa". A extracção nos rios e na costa tem sido outro factor. Em S. Jacinto, Aveiro, eram retirados dois milhões de m3/ano. Na foz do Mondego, Figueira da Foz, era extraído cerca um milhão de m3/ano. Com o caudal aluvionar dos rios diminuído, os esporões agravam o problema. Só entre a foz do Douro e a praia de Mira, numa distância de 75 km, há 25 esporões, além dos molhes nas fozes do Douro e do Vouga, "a interceptar os poucos sedimentos em deriva".
Para travar a erosão a sul da Vagueira, foram construídos entre esta praia e a de Mira dois esporões - o do Areão (2003) e o do Poço da Cruz (2004).
Desde então, José Nunes André monitoriza a linha de costa na zona, cujo recuo era, até então, inferior a dois metros por ano. A sul, quantificou erosão superior a sete metros por ano em média. No esporão do Areão, a erosão aumentou para 13,90 metros em oito meses (29 de Abril a 31 de Dezembro de 2008). O cordão dunar frontal (último obstáculo ao avanço do mar) a sul foi erodido após a sua construção. São "cada vez com mais frequentes os galgamentos oceânicos, que se têm prolongado mais para sul e a mata adjacente já está ligada à praia" e o aumento da erosão a sul faz-se sentir até à praia de Mira.
A erosão da base das arribas é outro problema. As situadas entre o norte de S. Pedro de Moel (Praia Velha) e a Praia da Légua (norte da Nazaré) estão em risco de derrocada. O INAG já assinalou parte como zonas de perigo e projecta consolidá-las.
A construção, nos anos 60, dos molhes da Figueira da Foz acelerou a erosão das praias a sul e das arribas. O prolongamento, em curso, do molhe norte em 400 metros "voltará a dar origem à acreção (aumento) do areal a norte (Figueira da Foz - Buarcos) e ao aumento da erosão a sul. A médio prazo, irá reflectir-se nas arribas S. Pedro de Moel - Nazaré". Intervenções "em terra" também respondem pela redução da estabilidade das arribas, avisa, apontando o dedo à construção dos parques de estacionamento sobre elas, a norte do farol de S. Pedro de Moel, "impermeabilizando-as e originando escoamentos pluviais concentrados".
CD Pataiense goleia
O CD Pataiense regressou às vitórias, derrotando o CC Ansião por 5-1
Foi a 5ª vitória em 9 jogos, permitindo alcançar os 15 pontos (9J; 5V4D; 15-13 em golos), a 4 do segundo classificado, o Guiense, e a 12 do líder invicto Bombarralense.
Mais informações em www.pataias.net.
Foi a 5ª vitória em 9 jogos, permitindo alcançar os 15 pontos (9J; 5V4D; 15-13 em golos), a 4 do segundo classificado, o Guiense, e a 12 do líder invicto Bombarralense.
Mais informações em www.pataias.net.
domingo, 22 de novembro de 2009
Saneamento no litoral da freguesia de Pataias
Informação disponível em http://www.aguasdooeste.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=321&Itemid=182
Sistema de Saneamento de Vale Paredes
Início de exploração (ano): 2008
População a servir em horizonte de projecto: 3 700 hab.eqv.
Infra-estruturas: 1 ETAR
Sistema Interceptor: 2 EE
Lugares servidos: parte da freguesia de Pataias (lugares de Mina e Vale Paredes)
Intervenções: construção de nova ETAR com tratamento terciário e desinfecção
Sistema de Saneamento de Pedra do Ouro
Início de exploração (ano): previsto para 2009
População a servir em horizonte de projecto: 4 600 hab.eqv.
Infra-estruturas: 1 ETAR nova
Sistema Interceptor: 2 EE
Lugares servidos: parte da freguesia de Pataias
Intervenções: construção de nova ETAR com tratamento terciário e desinfecção
Nota: pessoalmente reparei nas datas de início de exploração...
Sistema de Saneamento de Vale Paredes
Início de exploração (ano): 2008
População a servir em horizonte de projecto: 3 700 hab.eqv.
Infra-estruturas: 1 ETAR
Sistema Interceptor: 2 EE
Lugares servidos: parte da freguesia de Pataias (lugares de Mina e Vale Paredes)
Intervenções: construção de nova ETAR com tratamento terciário e desinfecção
Sistema de Saneamento de Pedra do Ouro
Início de exploração (ano): previsto para 2009
População a servir em horizonte de projecto: 4 600 hab.eqv.
Infra-estruturas: 1 ETAR nova
Sistema Interceptor: 2 EE
Lugares servidos: parte da freguesia de Pataias
Intervenções: construção de nova ETAR com tratamento terciário e desinfecção
Nota: pessoalmente reparei nas datas de início de exploração...
sábado, 21 de novembro de 2009
Pataias foi sempre a maior freguesia
Os dados são oficiais, referentes aos diversos recenseamentos da população, publicados e disponíveis no INE.Para quem ainda tem dúvidas de que Pataias, e a sua população, nem sempre foram objecto da melhor e mais justa atenção por parte da Câmara de Alcobaça...
De notar que a quebra de 1981 para 1991, se deveu à separação das freguesias da Moita e Martingança.
CCRD Burinhosa empata
A equipa de futsal do CCRD Burinhosa voltou a não vencer.
Desta feita, na recepção à equipa da Pocariça, empatou 3-3.
É já a terceira jornada consecutiva sem vencer, depois do feito de um ano e meio sem conhecer o sabor da derrota.
A equipa soma agora 11 pontos (6J; 3V2E1D; 22-15 em golos).
Mais informações em www.burinhosafutsal.blogspot.com.
Desta feita, na recepção à equipa da Pocariça, empatou 3-3.
É já a terceira jornada consecutiva sem vencer, depois do feito de um ano e meio sem conhecer o sabor da derrota.
A equipa soma agora 11 pontos (6J; 3V2E1D; 22-15 em golos).
Mais informações em www.burinhosafutsal.blogspot.com.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Empresas da freguesia ponderam deslocalização
A notícia pode ler-se no Pataias.net e no Diário de Notícias.
Indústrias da freguesia ponderam deslocalização
Empresário da Burinhosa defende apoios específicos para a indústria do mobiliário
Carlos Pereira, administrador da JAP, defende ajudas financeiras do Estado e um plano de reflorestação do pinheiro bravo como medidas de protecção à indústria de mobiliário e madeiras. A deslocalização industrial está nos seus horizontes como forma de assegurar a sobrevivência da empresa.
A reportagem na edição do Diário de Notícias de hoje, caderno de economia.
"Ofereceram-me terreno na Polónia"
Exemplo das dificuldades que as indústrias de primeira transformação da madeira atravessam é o grupo JAP - José Agostinho Pereira, com sede na Burinhosa, distrito de Leiria, que chegou a facturar cerca de 1,5 milhões de euros ao mês e hoje, garante o administrador Carlos Alberto Pereira, "com dificuldade, chega aos cinco milhões de euros ao ano". Razão que leva o empresário a admitir deslocalizar em breve as suas fábricas para a Polónia, Finlândia ou mesmo para a Rússia.
"Já tenho um projecto preparado e já fui à Polónia estudar o mercado. Dão-nos terreno a custo zero. Temos de repensar bem a nossa estratégia. Já que o Governo não nos ajuda, temos de partir para outras alternativas", diz o filho do fundador da JAP - Indústria de Serração, SA, criada há mais de três décadas. Hoje é um grupo de nove empresas, com três gerações na gestão, que emprega 125 pessoas. Postos de trabalho que estão em risco.
O problema da JAP é que está hoje a funcionar a 30% da sua capacidade produtiva, fruto da recessão económica, sim, mas sobretudo dos problemas de competitividade gerados pela praga do nemátodo na madeira de pinho. "Estávamos especializados no mobiliário de pinho, mas com o problema do nemátodo os ingleses e os espanhóis deixaram de nos comprar os nossos produtos. Não se vendem. Chegámos a exportar 55% da produção, hoje não vamos além dos 10% a 15%", lamenta.
A solução tem sido recorrer a outro tipo de produtos, designadamente ao fabrico de paletas e outros artigos que permitam ir mantendo ocupada a serração e os próprios trabalhadores, mas a situação não é eternamente suportável assim.
As conclusões que apontam para a falta de matéria-prima para abastecer a indústria no espaço de cinco anos também não ajudam a tranquilizar o empresário. "Não há planeamento florestal e toda a gente planta eucaliptos porque encara esta espécie como mais interessante por causa da indústria de papel. Se não se fizer nada, dentro de 30 anos seremos um país de eucaliptos", diz.
Ajudas financeiras à indústria para enfrentar o problema do nemátodo e a demarcação de zonas onde seja obrigatória a reflorestação em pinho é o que pede ao Governo.
Indústrias da freguesia ponderam deslocalização
Empresário da Burinhosa defende apoios específicos para a indústria do mobiliário
Carlos Pereira, administrador da JAP, defende ajudas financeiras do Estado e um plano de reflorestação do pinheiro bravo como medidas de protecção à indústria de mobiliário e madeiras. A deslocalização industrial está nos seus horizontes como forma de assegurar a sobrevivência da empresa.
A reportagem na edição do Diário de Notícias de hoje, caderno de economia.
"Ofereceram-me terreno na Polónia"
Exemplo das dificuldades que as indústrias de primeira transformação da madeira atravessam é o grupo JAP - José Agostinho Pereira, com sede na Burinhosa, distrito de Leiria, que chegou a facturar cerca de 1,5 milhões de euros ao mês e hoje, garante o administrador Carlos Alberto Pereira, "com dificuldade, chega aos cinco milhões de euros ao ano". Razão que leva o empresário a admitir deslocalizar em breve as suas fábricas para a Polónia, Finlândia ou mesmo para a Rússia.
"Já tenho um projecto preparado e já fui à Polónia estudar o mercado. Dão-nos terreno a custo zero. Temos de repensar bem a nossa estratégia. Já que o Governo não nos ajuda, temos de partir para outras alternativas", diz o filho do fundador da JAP - Indústria de Serração, SA, criada há mais de três décadas. Hoje é um grupo de nove empresas, com três gerações na gestão, que emprega 125 pessoas. Postos de trabalho que estão em risco.
O problema da JAP é que está hoje a funcionar a 30% da sua capacidade produtiva, fruto da recessão económica, sim, mas sobretudo dos problemas de competitividade gerados pela praga do nemátodo na madeira de pinho. "Estávamos especializados no mobiliário de pinho, mas com o problema do nemátodo os ingleses e os espanhóis deixaram de nos comprar os nossos produtos. Não se vendem. Chegámos a exportar 55% da produção, hoje não vamos além dos 10% a 15%", lamenta.
A solução tem sido recorrer a outro tipo de produtos, designadamente ao fabrico de paletas e outros artigos que permitam ir mantendo ocupada a serração e os próprios trabalhadores, mas a situação não é eternamente suportável assim.
As conclusões que apontam para a falta de matéria-prima para abastecer a indústria no espaço de cinco anos também não ajudam a tranquilizar o empresário. "Não há planeamento florestal e toda a gente planta eucaliptos porque encara esta espécie como mais interessante por causa da indústria de papel. Se não se fizer nada, dentro de 30 anos seremos um país de eucaliptos", diz.
Ajudas financeiras à indústria para enfrentar o problema do nemátodo e a demarcação de zonas onde seja obrigatória a reflorestação em pinho é o que pede ao Governo.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ainda os transportes escolares
Artigo saído na edição impressa do “Região de Cister”
CDU quer maior esforço para melhorar atractividade na educação
PS defende melhoria dos transportes para os alunos
O vereador Jorge Agostinho, do PS, defendeu, na passada semana, que a Câmara deve trabalhar para melhorar as condições dos transportes escolares, de forma a que os alunos do ensino secundário não escolham outros concelhos para estudar.
O socialista falava no decorrer da reunião extraordinária de Câmara, quando se debatiam os pedidos de comparticipações para os transportes escolares. Jorge Agostinho explicou ao REGIÃO DE CISTER que “é necessário rever a situação dos alunos do norte do concelho que estudam na Nazaré e Marinha Grande” e lembrou que de Pataias a Alcobaça se demora uma hora de autocarro.
“A questão central educativa do concelho, que tenho criticado durante estes 12 anos, é termos perdido para todos os concelhos vizinhos muitas respostas profissionalizantes”, disse Rogério Raimundo, que também concorda com a necessidade de se melhorarem os transportes públicos. O vereador da CDU defendeu um trabalho conjunto com as direcções das escolas, no sentido de tornar o concelho mais atractivo ao nível da educação.
O presidente da Câmara recomendou que a vereadora da Educação, Mónica Baptista, estudasse o assunto e trouxesse soluções para a próxima reunião de câmara.
Comentário
Facto 1 – O problema dos transportes públicos entre Pataias e Alcobaça arrasta-se há mais de 20 anos, sendo transversal a executivos do PSD (Rui Coelho e Gonçalves Sapinho) e do PS (Miguel Guerra – com Jorge Agostinho). Nunca resolveram a questão.
Facto 2 – Alguns vereadores (Jorge Agostinho, Rogério Raimundo) levantaram algumas questões, na última reunião de Câmara, relativas às acessibilidades a Alcobaça e política educativa no concelho.
Facto 3 – Apesar de todos os considerandos, a decisão de subsidiar apenas o transporte (para outros concelhos) dos alunos que não encontram em Alcobaça as ofertas educativas que desejam, foi aprovada por UNANIMIDADE.
Facto 4 – A vereadora Mónica Baptista ficou de estudar o assunto e de apresentar propostas.
Repito o que já disse anteriormente:
«Promover a igualdade significa tratar de forma diferente situações diferentes, de forma a que todos tenham oportunidades iguais. Igualdade, neste caso, não é tratar todos da mesma forma.[…]
«A bem da igualdade, [é necessário discriminar] positivamente os jovens e famílias da freguesia de Pataias.»
Têm a palavra os vereadores.
CDU quer maior esforço para melhorar atractividade na educação
PS defende melhoria dos transportes para os alunos
O vereador Jorge Agostinho, do PS, defendeu, na passada semana, que a Câmara deve trabalhar para melhorar as condições dos transportes escolares, de forma a que os alunos do ensino secundário não escolham outros concelhos para estudar.
O socialista falava no decorrer da reunião extraordinária de Câmara, quando se debatiam os pedidos de comparticipações para os transportes escolares. Jorge Agostinho explicou ao REGIÃO DE CISTER que “é necessário rever a situação dos alunos do norte do concelho que estudam na Nazaré e Marinha Grande” e lembrou que de Pataias a Alcobaça se demora uma hora de autocarro.
“A questão central educativa do concelho, que tenho criticado durante estes 12 anos, é termos perdido para todos os concelhos vizinhos muitas respostas profissionalizantes”, disse Rogério Raimundo, que também concorda com a necessidade de se melhorarem os transportes públicos. O vereador da CDU defendeu um trabalho conjunto com as direcções das escolas, no sentido de tornar o concelho mais atractivo ao nível da educação.
O presidente da Câmara recomendou que a vereadora da Educação, Mónica Baptista, estudasse o assunto e trouxesse soluções para a próxima reunião de câmara.
Ana Ferraz Pereira
Comentário
Facto 1 – O problema dos transportes públicos entre Pataias e Alcobaça arrasta-se há mais de 20 anos, sendo transversal a executivos do PSD (Rui Coelho e Gonçalves Sapinho) e do PS (Miguel Guerra – com Jorge Agostinho). Nunca resolveram a questão.
Facto 2 – Alguns vereadores (Jorge Agostinho, Rogério Raimundo) levantaram algumas questões, na última reunião de Câmara, relativas às acessibilidades a Alcobaça e política educativa no concelho.
Facto 3 – Apesar de todos os considerandos, a decisão de subsidiar apenas o transporte (para outros concelhos) dos alunos que não encontram em Alcobaça as ofertas educativas que desejam, foi aprovada por UNANIMIDADE.
Facto 4 – A vereadora Mónica Baptista ficou de estudar o assunto e de apresentar propostas.
Repito o que já disse anteriormente:
«Promover a igualdade significa tratar de forma diferente situações diferentes, de forma a que todos tenham oportunidades iguais. Igualdade, neste caso, não é tratar todos da mesma forma.[…]
«A bem da igualdade, [é necessário discriminar] positivamente os jovens e famílias da freguesia de Pataias.»
Têm a palavra os vereadores.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Elementos justificativos da venda da Alva de Pataias (6)
CIBRA
Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos
PATAIAS-GARE
Agradecendo a informação que V. Ex.a se dignou comunicar-nos pelo seu Ofício nº 573 de 27 de Abril p.º p.º, venho participar-lhe que a esta Companhia, não interessa a compra do baldio Alva de Pataias ao preço indicado por essa Ex.ma Câmara.
A «CIBRA» agradece a V. Ex.a e aos seus Colaboradores, as diligências feitas no sentido de nos darem a indicação referida, e aproveita este ensejo para lhe apresentar os protestos da sua maior consideração.
Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos
PATAIAS-GARE
2 de Maio de 1949
Ex.mo Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça
ALCOBAÇA
Ex.mo SenhorEx.mo Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça
ALCOBAÇA
Agradecendo a informação que V. Ex.a se dignou comunicar-nos pelo seu Ofício nº 573 de 27 de Abril p.º p.º, venho participar-lhe que a esta Companhia, não interessa a compra do baldio Alva de Pataias ao preço indicado por essa Ex.ma Câmara.
A «CIBRA» agradece a V. Ex.a e aos seus Colaboradores, as diligências feitas no sentido de nos darem a indicação referida, e aproveita este ensejo para lhe apresentar os protestos da sua maior consideração.
A BEM DA NAÇÃO
Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos
O ADMINISTRADOR-DELEGADO
a)Joaquim Matias
Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos
O ADMINISTRADOR-DELEGADO
a)Joaquim Matias
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