Para sugestões, comentários, críticas e afins: sapinhogelasio@gmail.com

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Bombeiros de Pataias promovem eventos

A notícia na edição 1112 de 11 de dezembro de 2014 do Região de Cister

Pataias - eventos lúdicos
Bombeiros organizam eventos junto da população

Para o próximo ano, e à semelhança dos últimos, os Bombeiros Voluntários de Pataias estão a promover um conjunto de iniciativas com o objetivo de se manterem próximos da comunidade. Assim, haverá ‘Baile de Carnaval’ no dia 7 de fevereiro e ‘Caminhada/trail’ no dia 18 de abril.
“Iremos realizar em 2015 algumas iniciativas, no sentido de promover encontros lúdicos e de lazer e com eles procurar momentos de ligação entre os elementos que compõem o corpo de Bombeiros e a comunidade que servimos”, explica o comandante Nélio Gomes.
Através das iniciativas, a corporação procura também a angariação de fundos para a aquisição de novos equipamentos. Este ano, por exemplo, com as verbas adquiridas, consegui equipar a equipa de salvamento.
Entretanto, a ‘Campanha de Natal’ dos Bombeiros Voluntários continua na rua. Até amanhã, é bem provável que os bombeiros lhe batam à porta. As verbas adquiridas durante o peditório serão canalizadas na aquisição de uma viatura.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Assembleia Municipal de Alcobaça

Assembleia Municipal sexta-feira dia 19 pelas 20h30 no auditório da Biblioteca Municipal

A informação no blogue de Rogério Raimundo
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/12/920110dez201477-19dez20142030assembleia.html

Período Antes da Ordem do Dia
(60 minutos)

Período da Ordem do Dia
PONTO UM – APRECIAÇÃO DA INFORMAÇÃO ACERCA DA ACTIVIDADE
MUNICIPAL NOS TERMOS DA ALÍNEA C) DO N.º 2 DO ARTIGO 25. DA LEI N.º
75/2013, DE DOZE DE SETEMBRO -----------------------------------------------------------
(Autarquias) 2
PONTO DOIS – FREGUESIA DE ALJUBARROTA – PEDIDO DE APOIO –
APRECIAÇÃO - VOTAÇÃO-
(Autarquias) 3
PONTO TRÊS – FREGUESIA DE CELA – PEDIDO DE APOIO – APRECIAÇÃO -
VOTAÇÃO-
(Autarquias) 4
PONTO QUATRO – FREGUESIA DE ALFEIZERÃO – CEDÊNCIA DE
INSTALAÇÕES DA ESCOLA DO PRIMEIRO CICLO DO ENSINO BÁSICO DE
VALE DE MACEIRA – APRECIAÇÃO - VOTAÇÃO-
(Autarquias) 5
PONTO CINCO – ASSOCIAÇÃO DE FREGUESIAS GRANJAS DA MACÃ –
MINUTA DE PROTOCOLO DE PARCERIA – APRECIAÇÃO - VOTAÇÃO-
(Obras Particulares) 6
PONTO SEIS – FRUTAESPECTÁCULO, LIMITADA – VIABILIZAÇÃO DE USOS
E ACÇÕES EM ÁREA INTEGRADA NA RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL –
PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL –
APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO-
(Finanças Locais) 7
PONTO SETE – DOCUMENTOS PREVISIONAIS DO MUNICÍPIO DE ALCOBAÇA
– ANO DE DOIS MIL E QUINZE – APRECIAÇÃO – VOTAÇÃO-
(Serviços Municipalizados) 8
PONTO OITO – DOCUMENTOS PREVISIONAIS DOS SERVIÇOS
MUNICIPALIZADOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA – ANO DE DOIS
MIL E QUINZE – APRECIAÇÃO – VOTAÇÃO-
(Pessoal) 9
PONTO NOVE – MAPA DE PESSOAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA
– ANO DE DOIS MIL E QUINZE – PROPOSTA – APRECIAÇÃO – VOTAÇÃO-
(Pessoal) 10
PONTO DEZ – MAPA DE PESSOAL DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DA
CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA – ANO DE DOIS MIL E QUINZE –
PROPOSTA – APRECIAÇÃO – VOTAÇÃO-
(Pessoal) 11
PONTO ONZE – ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DA CÂMARA
MUNICIPAL DE ALCOBAÇA E DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE
ALCOBAÇA – PROPOSTA – APRECIAÇÃO - VOTAÇÃO-
Período Depois da Ordem do Dia

(Reservado à intervenção do público - 15 minutos)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Assembleia de Freguesia de Pataias

Reunião ordinária da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Pataias e Martingança, 4ª feira dia 17 de dezembro pelas 21h no auditório dos Bombeiros Voluntários de Pataias.


domingo, 14 de dezembro de 2014

Pataiense volta às derrotas

O CD Pataiense voltou a perder, desta feita por 0-1 na deslocação a Ansião. Afundou-se ainda mais na tabela classificativa, onde soma apenas 6 pontos (11J;1V3E7D;7-25).
Mais informações em: http://futeboldistritaldeleiria.pt/resultados/divisao-honra/ 

Burinhosa empata

O CCRD Burinhosa empatou a 3-3 na receção ao lanterna vermelha Unidos Pinheirense.
Apesar deste resultado, a equipa manteve o 4º lugar com 22 pontos (14J;6V4E4D;45-49).
Na próxima jornada, dia 20, a deslocação até casa do Sporting de Braga.
Mais informações em: http://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=70875

sábado, 13 de dezembro de 2014

Espaço Cultural/ Biblioteca de Pataias - 2º Aniversário

Decorre hoje, em conjunto com a Festa de Natal da Universidade Sénior de Pataias, o assinalar do 2º aniversário do Espaço Cultural / Biblioteca de Pataias. No ano de 2014, a lista de atividades concretizadas pela Biblioteca e pela sua equipa de colaboradores. 

Espaço Cultural/ Biblioteca de Pataias, inaugurado a 8 de dezembro de 2012

Valências:
Biblioteca
Biblioteca de praia (Paredes da Vitória)
Videoteca
Espaço internet (acesso livre)
Salas de formação
Sala de exposições
Sala da criança
Sala para ateliers

Horário
Segunda a sábado
9h/12h30 – 14h/18h30

Apoio logístico e salas de aulas para a Universidade Sénior de Pataias

Atividades 
Aulas de artes decorativas
Aulas de costura
“Encontro de agulhas”
Palestra “Combate às burlas”

Férias na Biblioteca
Atividades de ocupação dos tempos livres nas férias escolares do Natal e da Páscoa para crianças até aos 10 anos
Natal na Biblioteca (26 e 27 de dezembro de 2013)
Páscoa na Biblioteca (10, 11 e 12 de abril de 2014)

Serões literários pelos “Amigos das Letras”
1 de fevereiro de 2014
12 de julho de 2014, na biblioteca de Verão

8 Exposições
Permanentes
Fotografias da freguesia de Pataias e Martingança
Fotografias “25 de Abril: 40 anos, 40 fotografias”
Fotografia e pintura de Margarida Serrano
“O dia Triunfal”, a partir de obras de Fernando Pessoa, pelos alunos da ES Porto de Mós, na Biblioteca de Verão
“Muralhas”, fotografias de Henrique Santos, na Biblioteca de Verão
Artes decorativas de Carla Conceição
“Paredes é poesia”, na Biblioteca de Verão

11 Workshops
Poda (2) – 25/1 e 1/2 de 2014
Auto-maquilhagem (3) – 24/5, 21/6 e 6/9 de 2014
Aguarela e sketch de paisagem urbana – 25 e 26/10 de 2014
Almofada de praia e necessaire – 6/8 de 2014
Lancheiras –12/4 de 2014
Organizador de malas – 22/3 de 2014
Capas de agendas – 14/12 de 2013
Pintura de azulejos e cerâmica – 28, 29 e 30/8 de 2014

Carrinho de aventuras
Mensalmente, contar uma história e levar livros até às instituições sociais da freguesia

Ciência vai a banhos
Atividades de lazer e ocupação de tempos livres durante as férias escolares de verão, na praia das Paredes, na Biblioteca de Verão

Ciência Viva – Astronomia na praia das Paredes - 4 noites/ 2 fins-de-semana
Apoio logístico ao programa “Ciência Viva” pela Biblioteca de Verão

2 Passeios pedestres (Biblioteca de Verão)
Os moinhos do Vale de Paredes
Geologia e flora do litoral de Pataias

5 Tertúlias “Saber à terça”
Os fornos da cal - 25 de março de 2014
Os 40 anos do 25 de abril - 29 de abril de 2014
Os pinhais do Camarção - 20 de maio de 2014
O tecido industrial - 17 de junho de 2014
O litoral - 22 de julho de 2014

117 leitores inscritos
737 requisições (de 1/1 a 12/12 de 2014), das quais 261 na Biblioteca de Verão
4000 utentes, dos quais 1738 na Biblioteca de Verão

Nulidade de licenciamento na Mina do Azeiche

A notícia, agora na edição on-line do Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=d37208c3-39f4-4c30-b594-91527797ae4e&edition=170

Em causa 15 frações de apartamentos construídas em cima das arribas
Câmara intimada a cumprir sentença de nulidade em licenciamento na Mina do Azeiche

O Município de Alcobaça foi notificado pelo Ministério Público sobre a nulidade de todo o processo que envolveu o licenciamento de uma urbanização da Mina do Azeiche, na freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça. Segundo Paulo Inácio, o processo remonta a licenciamentos efetuados em 2000 e 2004, aquando da construção de 15 frações de apartamentos que se encontram habitados na sua maioria por espanhóis. O processo foi levantado na altura por moradores, que entretanto desistiram, mas o Ministério Público deu agora 60 dias ao Município de Alcobaça para cumprir a sentença já transitada em julgado e resolver a questão. 
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, o acórdão do Ministério Público é referente a um bloco 15 frações de apartamentos construído em cima de arribas na Praia da Mina, e que atualmente se encontra habitado por várias famílias, na sua maioria espanholas. 
Paulo Inácio referiu que a sua principal preocupação foi registar a ação em tribunal, de maneira a que os proprietários das frações tivessem conhecimento da sentença. No entanto, o edil ainda não sabe de que forma irá resolver este imbróglio.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Valter Ribeiro candidato à liderança do PSD-Alcobaça

A notícia na edição 1112 do Região de Cister de 11 de novembro de 2014

Alcobaça - eleições decorrem amanhã [hoje] à noite
Valter Ribeiro é o único candidato à liderança do PSD

O deputado Valter Ribeiro é o único candidato à Concelhia de Alcobaça do PSD. As eleições decorrem amanhã [hoje, sexta-feira] à noite.
A ser eleito, o também presidente da União das Freguesias de Pataias e Martingança irá suceder no cargo a João Paulo Costa, que resolveu afastar-se da liderança local do partido após quatro anos.
No passado mês, em declarações exclusivas ao REGIÃO DE CISTER, Valter Ribeiro, que foi vice-presidente da Concelhia social-democrata nos últimos anos, referiu que pretende “dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo partido”, mas pretende dissipar “a ideia que transpareceu, ao longo dos últimos anos, de o partido se confundir com a Câmara de Alcobaça”.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Tribunal exige à Câmara cumprimento da lei

A notícia na edição 1112 do Região de Cister de 11 de novembro de 2014

Pataias - na Mina do Azeiche
Ministério Público obriga Câmara a cumprir sentença

O Ministério Público notificou a Câmara de Alcobaça que o licenciamento da urbanização da Mina do Azeiche, na freguesia de Pataias, foi considerado nulo. A Câmara de Alcobaça dispõe agora de 60 dias para cumprir sentença já transitada em julgado e, segundo Paulo Inácio, apresentar uma solução para resolver o impasse jurídico.
“O acórdão colocou em causa os atos administrativos de 2000 e 2004, que levaram ao licenciamento do respetivo processo de obras“, recordou o presidente da Câmara de Alcobaça, sem, no entanto, especificar de que forma a autarquia vai cumprir a sentença.
Em maio deste ano, o Tribunal Central Administrativo (TCA) do Sul confirmou a nulidade do licenciamento, que já tinha sido reconhecida pelo Tribunal Administrativo de Leiria. Trata-se de um bloco de apartamentos construído em cima de uma arriba na Praia da Mina, habitado por espanhóis (15 frações) e alguns portugueses.
O edil mostrou-se ainda preocupado em registar a ação do Tribunal, para que os proprietários do bloco de apartamentos construído em cima de uma arriba na Praia da Mina, tomassem conhecimento da sentença.

Comentário

2014 parece uma ano para ficar na história.
Politicos, ex-politicos e outros responsáveis máximos do Estado Português (chefe da policia do SEF, Secretário Geral do Ministério da Justiça) presos e banqueiros sem idoneidade em liberdade após pagamento de cauções de milhões. Tal nunca foi visto por este país.
Há alguns dias comentava que só faltava ir preso quem em Portugal recebeu as luvas dos submarinos.
Mas surpreendente, surpreendente, surpreendente, é ver a Câmara Municipal de Alcobaça demolir uma obra ilegal. Será que é desta?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Doação das "Portas da Burinhosas"

A notícia na edição 1111 do Região de Cister de 4 de dezembro de 2014

Burinhosa - promotor vai constituir comissão
Coutinho Duarte quer doar pórticos à população

A doação legal dos pórticos da Burinhosa à população é uma das grandes preocupações do engenheiro Joaquim Coutinho Duarte, o promotor das Portas, que na passada sexta-feira, reuniu cerca de 150 pessoas num jantar de Natal, na Quinta da Valinha.
Apesar das várias hipóteses, algumas das quais bem mais simples, o engenheiro quer oferecer os pórticos à população. Será, assim, constituída uma comissão que vai decidir o futuro legal das Portas, por forma a enquadrar o processo legal de doação à população.
“Existe a vontade dos burinhosenses serem titulare das Portas e essa é também a minha vontade”, afirmou Joaquim Coutinho Duarte, durante o jantar.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Chuva de golos na Burinhosa

O CCRD Burinhosa empatou 7-7 na receção ao Modicus.
Com este resultado, a equipa burinhosense vê-se empatada no quarto lugar com o Olivais e o Fundão e com 6 pontos de vantagem sobre o 9º lugar (que não tem acesso ao play-off final). No final da primeira volata, a equipa soma agora 21 pontos (13J;6V3E4D;42-46).
Na próxima jornada, dia 13 pelas 18h30, o Burinhosa recebe o Unidos Pinheirense.
Mais informações em: http://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=70875

sábado, 6 de dezembro de 2014

Paredes - prevenir o mau tempo

Foram ontem e hoje desmontadas algumas das estruturas de acesso ao areal da praia das Paredes, nomeadamente algumas das escadarias e a ponte sobre o ribeiro.
Uma boa intervenção na praia das Paredes, feita atempadamente, antecipando os prováveis temporais deste inverno e prevenindo estragos e prejuízos que as mesmas têm o hábito de fazer.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Subida do nível do mar

A notícia no jornal Público
http://www.publico.pt/local/noticia/subida-do-nivel-do-mar-em-portugal-duplicou-desde-2000-1678461
http://www.publico.pt/local/noticia/repor-areia-nas-praias-e-demolir-casas-junto-ao-mar-1678471

Ritmo de subida do nível do mar em Portugal duplicou desde 2000
Relatório encomendado pelo Governo aponta duas respostas prioritárias para enfrentar o impacto das alterações climáticas e da erosão costeira: alimentação artificial das praias e recuo das casas construídas em zonas de risco.

O nível médio do mar em Portugal subiu desde 2000 ao dobro do ritmo das últimas duas décadas do século XX. Mas apesar dos evidentes riscos que esta aceleração representa para a costa portuguesa, as acções e investimentos na protecção do litoral não têm seguido qualquer lógica consistente, variando muito mais em função de circunstâncias políticas e meteorológicas.
Estes são dois elementos que constam do relatório de uma comissão nomeada pelo Governo para, mais uma vez, avaliar o que o país precisa para evitar ou enfrentar os problemas de erosão que afectam gravemente vários pontos da costa.
O relatório, ainda numa versão preliminar, faz uma análise detalhada dos pontos críticos do litoral e diz que só para repor em circulação a areia que faz falta à costa serão necessários 221 milhões de euros nos próximos seis anos e 734 milhões até 2050.
A falta de sedimentos, sobretudo devido à sua retenção nas barragens, combina-se com a subida do nível do mar numa fórmula perfeita para a erosão costeira. Segundo o relatório, o nível do mar medido em Cascais aumentou 4,1 milímetros por ano entre 2000 e 2013. A taxa é superior à observada nas duas décadas anteriores, que foi de 2,1 milímetros por ano. Ao longo de quase todo o século XX, o aumento foi de 1,9 milímetros por ano, embora tenha havido pelo menos um curto período, entre 1920 e 1930, com valores semelhantes aos actuais.
Para tentar travar o avanço do mar e repor os sedimentos que vão desaparecendo da costa, o Governo gastou nos últimos 20 anos 196 milhões de euros, dos quais 52% foram utilizados em obras pesadas, como esporões. As obras ligeiras, como a alimentação artificial das praias e o reforço das dunas, representam 38% deste investimento e apenas 8% foi gasto em intervenções nas arribas.
“O aumento de investimentos na mobilização de sedimentos insere-se ainda em políticas muito reactivas”, criticam os autores do relatório coordenado pelo professor Filipe Duarte Santos, da Universidade de Lisboa, autor de diversos trabalhos sobre os impactos das alterações climáticas em Portugal.
O documento comprova essa ideia ao sobrepor o investimento no litoral ao número de temporais registados ao longo do tempo. Os anos em que mais se gastou dinheiro em obras de protecção foram 2014 e 2009, quando ocorreram mais temporais com ondas superiores a sete metros.
Para o sobe e desce dos investimentos também contribuíram alterações administrativas, a disponibilidade de verbas comunitárias e estratégias falhadas, como o Programa Finisterra, de 2004, um dos muitos planos para o litoral e que, neste caso, praticamente não teve concretização financeira. “A evolução dos investimentos de protecção tem sido determinada pelas conjunturas político-administrativas e pela reactividade aos estragos provocados pelos temporais mais gravosos”, consideram os autores.
A maioria das medidas sugeridas no relatório não é novidade. Muitas constam de planos anteriores. É o caso da Estratégia para a Gestão Integrada da Zona Costeira, de 2009, que reconhece a necessidade de considerar as alterações climáticas na gestão costeira e define mesmo 16 medidas para promover a adaptação do litoral. “Contudo, muito pouco se fez desde então ao nível da administração central e local em termos de planeamento efectivo de medidas de adaptação para as zonas costeiras de Portugal”, concluem os especialistas, que consideram este desfecho “decepcionante”.
No documento, que o ministro do Ambiente deverá apresentar em breve, é feito um diagnóstico do litoral de norte a sul do território continental, no qual são apontados os pontos mais críticos em termos de risco de galgamento e inundação. As zonas a sul de Espinho e da Figueira da Foz e a Costa da Caparica são as mais preocupantes. “Praticamente já não existem praias ou pelo menos é mais difícil a sua fixação”, refere o relatório. Isto acontece em Paramos, Esmoriz, Furadouro-Sul, Costa Nova-Sul, Vagueira, Cova-Gala e toda a Costa da Caparica.
A equipa aponta a ineficácia das obras ditas pesadas – como paredões ou esporões – para fixar sedimentos e alerta para a “falsa ideia” de que este tipo de intervenções permite continuar a construir naquelas zonas. “É imperioso passar a mensagem de que se um aglomerado está defendido por uma obra costeira, tal significa que essa frente urbana já esteve ameaçada e voltará a ser ameaçada no futuro, provavelmente gerando situações ainda mais adversas”, refere. Até porque o risco tende a crescer em cenários de subida do nível do mar.
Perante isto, o relatório defende que sejam consideradas duas estratégias que são, nalguns casos, complementares: por um lado, a redução da erosão por meio da alimentação artificial, e por outro a relocalização das habitações situadas em zonas de risco máximo.
Na primeira opção, as entidades portuárias terão um papel determinante em troços como o que vai de Caminha ao rio Douro. “Se as entidades portuárias a norte de Matosinhos repuserem sedimentos nas praias a sul, os volumes de sedimentos retirados anualmente ao sistema poderão ser suficientes para que o troço em causa recupere o equilíbrio sedimentar”, consideram os autores. O mesmo serve para o troço entre o Douro e o Cabo Mondego.
O recuo planeado de populações que vivem junto ao mar, uma matéria polémica, é visto pelos especialistas como “resposta prioritária”. Apesar de estarem previstas diversas demolições em vários planos de ordenamento, até agora apenas uma foi concluída, em S. Bartolomeu do Mar, Esposende. Nesta quarta-feira começou a demolição de 800 construções na Ria Formosa. O relatório recomenda que todas as acções planeadas sejam concretizadas.

Repor areia nas praias e demolir casas junto ao mar

O Grupo de Trabalho do Litoral aponta várias medidas para reduzir o impacto da subida do nível do mar e de outros factores associados às alterações climáticas nas zonas costeiras. Neste processo, designado por “adaptação”, os especialistas sublinham três opções principais, que em muitos casos terão de ser complementares.

Protecção
Esta tem sido a estratégia mais utilizada nas últimas décadas e pode continuar a ser, desde que combinada com outras medidas. No caso das praias entre o Douro e o Cabo Mondego, um dos troços de costa mais críticos em termos de erosão costeira, os autores recomendam a alimentação artificial com 50 milhões de metros cúbicos de areia por década até 2100. Este tipo de intervenção é também apontado como sendo o mais adequado para a zona da Costa da Caparica, embora se admita que possa ser insuficiente no médio e longo prazo. Outra sugestão é a utilização dos sedimentos dragados nas barras e canais de acesso aos portos para alimentar as praias submersas, e ainda a construção de estruturas portuárias destacadas, separadas da linha de costa.

Relocalização
Nas zonas costeiras onde existe risco elevado de galgamento, inundação ou erosão, a resposta prioritária é a demolição das construções existentes e o seu recuo planeado. Para isso, os especialistas recomendam a revisão da Rede Ecológica Nacional, de forma a facilitar a relocalização das casas para fora da zona de risco, nas áreas adjacentes. É recomendada ainda a proibição total de novas construções nas faixas de risco máximo junto às arribas.

Acomodação
A estratégia de acomodação permite aumentar a capacidade das populações para lidar com os impactos da erosão costeira e da subida do nível do mar, sem abandonarem os locais. Como exemplo, os autores apontam a gestão controlada de lagunas, como foi feito na Barrinha de Esmoriz, permitindo a gestão controlada da abertura da lagoa ao mar para minimizar as cheias na área habitada. Incentivar usos sazonais das zonas costeiras e utilizar estruturas móveis ou flutuantes são outras hipóteses.

JF Pataias e Martingança - Reuniões em Dezembro


CCRD Burinhosa - Workshop de Inglês


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sondagem geológica na praia das Paredes

Estão a ser feitas sondagens geológicas nas dunas da praia das Paredes com o objetivo de avaliar a estabilidade das mesmas. O resultado das sondagens tem como objetivo preparar e planear as futuras intervenções de proteção do aglomerado face ao progressivo avanço do mar.

Ao segundo dia de sondagens e até uma profundidade de 9 metros, apenas areia foi encontrada.



Burinhosa - jogos no fim-de-semana


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Peditório dos Bombeiros Voluntários de Pataias

A notícia na edição 1110 do Região de Cister de 27 de novembro de 2014

Pataias
Bombeiros Voluntários retomam peditório de Natal segunda-feira

Na próxima segunda-feira [segunda-feira passada], os Bombeiros Voluntários de Pataias retomam o peditório de Natal. Desta vez, o pedido tem como objetivo angariar fundos para a aquisição de uma nova ambulância de socorro. Assim que a ambulância for adquirida irá reforçar a frota de socorro, permitindo, como explica o comandante Nélio Gomes, “manter o padrão de qualidade e disponibilidade dos equipamentos operacionais para o socorro e apoio às população”.