Para sugestões, comentários, críticas e afins: sapinhogelasio@gmail.com

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Nós queremos saber

Foi lançado o portal Nosqueremossaber.org através do qual o cidadão pode submeter a qualquer instituição pública um pedido de informação.
Refira-se que o acesso à informação por parte das instituições e organismos estatais é gratuito, um direito dos cidadãos e um dever por parte do Estado.




Citando o blogue Má Despesa Pública
http://madespesapublica.blogspot.pt/2015/05/nos-queremos-saber.html

Já está disponível a plataforma online "Nós Queremos Saber" que permite a qualquer cidadão submeter pedidos de acesso à informação das entidades públicas, de forma simples, gratuita e transparente. O Má Despesa foi falar com o Luís Bernardo, um dos autores de tão útil iniciativa. 

MDP:Quem criou a plataforma?
LB: Por enquanto, somos só dois. Um engenheiro informático e um historiador, preocupados com o direito e acesso à informação, interessados em promover a transparência na vida pública portuguesa e, acima de tudo, em dar força às pessoas para que possam informar-se acerca das decisões que  transformam as suas vidas. Mas este projecto só viu a luz do dia porque tivemos a ajuda de muita gente: colegas no movimento do Direito à Informação que nos ajudaram a adaptar o software à realidade portuguesa, amigos que nos ajudaram a traduzir materiais e, por antecipação, todas as pessoas que vierem a usar o portal.

MDP: Porque razão decidiram criar a plataforma?
LB: Pensámos em criar uma plataforma como o Nós Queremos Saber porque o acesso à informação é uma causa importante para nós; a nossa relação com o Estado só pode melhorar se tivermos mais e melhor acesso à informação. A nossa experiência com a administração pública, no que diz respeito ao direito à informação, tem sido complicada: é difícil obter respostas dentro dos prazos, os trabalhadores responsáveis pela gestão dos pedidos não parecem devidamente formados para responder adequadamente e também se inventam disposições legais para impedir a libertação da informação. O Nós Queremos Saber é uma plataforma que serve para fazer e seguir pedidos, mas também é importante referir que esses pedidos serão sempre públicos, as respostas serão sempre públicas e os documentos enviados com as respostas ficarão sempre à disposição de todos.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Hospital de Alcobaça melhora condições

A notícia na edição on-line do Tinta Fresca
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=d9bf1b7d-8729-408e-929f-b0f37504fe69&edition=175

Investimento proporciona melhores condições de conforto e segurança aos utentes
Hospital de Alcobaça renova todas as camas de internamento

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) está a proceder à substituição de todas as camas dos serviços do Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira (HABLO), dotando assim este Hospital de condições de maior segurança e conforto para os utentes. O investimento, que supera os 120 mil euros, inclui 55 camas modernas e totalmente equipadas, da melhor qualidade ao nível dos equipamentos hospitalares, com o custo unitário de 2.185 euros.
A substituição das camas teve início já este mês de maio, e está integrada na empreitada de modernização e renovação dos serviços e espaços do Hospital de Alcobaça, onde o Centro Hospitalar de Leiria está neste momento a investir.
Helder Roque, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Leiria, salienta que, «mais do que equipamentos, estamos a falar da capacidade de recebermos melhor e com mais conforto e segurança os nossos utentes, minimizando o seu sofrimento e a sua fragilidade, especialmente afetados durante a doença». «Estamos convictos que conseguiremos criar mais e melhores condições para as pessoas que a nós acorrem, e fazer do HABLO um Hospital de referência no serviço aos seus utentes», reforça.

domingo, 24 de maio de 2015

CD Pataiense sofre nova derrota

O CD Pataiense foi derrotado por 0-2 na deslocação a Alqueidão da Serra.
À 29ª jornada, a equipa soma 19 pontos (29J;4V7E18D;21-61), ocupando a última posição. O GD Peniche assegurou a subida de divisão, fruto da vitória sobre o GRAP por 2-1 e do empate caseiro do Ginásio de Alcobaça frente ao Leiria e Marrazes a 0-0.
Mais informações em: http://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=71798

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A destruição do património industrial em Pataias

O artigo de opinião do Tiago Inácio no Região de Cister em:
http://www.regiaodecister.pt/pt/opiniao/destruicao-de-patrimonio-industrial-em-pataias

A destruição de património industrial em Pataias

Quem passar hoje por Pataias-Gare é possível que fique surpreendido, revoltado ou desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação, para a construção do que parece ser um pavilhão industrial. O Forno foi construído no início da década de 1960, substituindo um primitivo e pequeno forno aí existente, propriedade de Feliciano Pereira Vaz e do seu filho António Coelho Pereira Vaz. Sofreu diversas transformações nomeadamente com a construção de um novo alpendre substituindo o antigo e tradicional em 1979. Em 1980 é construído um edifício (ainda não demolido), que serviria para o armazenamento da cal. A partir destras obras, passa a ser a firma com as melhores condições para a produção e comércio de cal. A última fornada realizou-se em janeiro/fevereiro de 1991 e em abril/maio do mesmo ano, depois da venda da cal dessa mesma fornada, a firma encerrava. Na viragem do século, houve algumas tentativas de negociação com o Município para a aquisição do património industrial existente, acabando por não haver uma resposta em definitivo por parte da Câmara. O forno e as respectivas dependências acabaram por ser vendidas no final de 2014 a uma empresa de construção. Este forno, e a par com o forno do Grilo (último forno a laborar - desactivo em 1995 - ainda existente), constituíam os únicos dois fornos em bom estado preservação e ainda em bom estado para a laboração, sem ser necessária uma grande intervenção.
A destruição em nome da evolução? Da industrialização? Do desenvolvimento?
Que falta de sensibilidade!
É desta forma que se destrói a nossa identidade e memória colectiva!!!
REVOLTANTE!

Época Balnear 2015

A delimitação da época balnear em 2015, de acordo com a Portaria nº123/2015 de 5 de maio, que pode consultar aqui: https://dre.pt/application/conteudo/67142149

Época Balnear nas praias da freguesia de Pataias

Água de Madeiros - de 27 de junho a 30 de agosto
Légua - de 27 de junho a 30 de agosto
Paredes da Vitória - de 13 de junho a 13 de setembro
Pedra do Ouro - de 27 de junho a 30 de agosto
Polvoeira - de 27 de junho a 30 de agosto

Qualidade das águas balneares nos últimos 3 anos.

As praias da freguesia de Pataias, nos anos de 2012, 2013 e 2014 registaram, todas elas em todos os anos, a classificação de "Excelente", de acordo com os requisitos estabelecidos pela diretiva comunitária Diretiva 2006/7/CE. Foi essa classificação que permitiu que a praia de Paredes da Vitória conseguisse a Bandeira Azul para 2015.

O documento, da Agência Portuguesa do Ambiente, pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLdjFPcno1UDEteE0/view?usp=sharing

Paredes da Vitória - uma das 25 praias mais belas

Em artigo da revista visão de 14 de maio de 2015, a escolha da praia das Paredes como uma das mais belas 25 do país.
Mais em: http://visao.sapo.pt/as-25-mais-belas-praias-que-precisamos-de-preservar=f820262#ixzz3ahNFjKfb


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Qualidade das praias

A notícia no site da Visão:
http://visao.sapo.pt/portugal-tem-mais-praias-classificadas-mas-menos-excelentes-e-seis-mas=f820095

Portugal tem mais praias classificadas, mas menos excelentes e seis más

Portugal tem 451 praias excelentes, 85% do total das classificadas, mas a situação piorou, com menos zonas balneares de "nota" máxima e o aparecimento de seis praias com má qualidade

"No ano de 2015, temos um recorde de zonas balneares e, em comparação com o ano passado, temos mais 26 águas balneares classificadas como tal", totalizando 569 praias, disse Francisco Ferreira da Quercus.
Agora, porém, há "seis praias classificadas como más, quando, no ano passado, não tínhamos qualquer praia 'má'", o que é uma percentagem mínima, de 1,1% do total, mas também "é um sinal de que estamos a piorar", avançou o técnico da associação ambientalista, que se baseou em dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para elaborar a sua análise.
No grupo das "más" destaca o caso particular da Madeira, já que quatro são na região autónoma, "duas no Funchal - a praia do Gorgulho e a praia de Poças do Gomes Doca do Cavacas - e duas no Machico, Banda D´Além e S.Roque", especificou Francisco Ferreira.
Uma das outras duas é interior, em Vila Verde, que é a praia do Prado Faial, e a outra é de transição, em Ovar - a praia do Areinho.
Do total das 569 zonas balneares, "um número muito significativo", segundo o especialista, 439 são praias costeiras, 109 interiores (mais 13 do que na classificação anterior) e 21 são de transição, o que significa não serem interiores nem costeiras, localizando-se habitualmente em zonas de estuário de rio.
Entre as praias classificadas, "nós tínhamos 91% de praias excelentes, em 2014, e baixámos para 84,8%, não podemos dizer que estamos mal", pois ter esta percentagem "é muito bom, mas o problema é a tendência" descendente, frisou Francisco Ferreira.
Para completar a análise, é referido que, das 569 praias, 37 não têm classificação, 11 das quais são novas na lista, 16 têm uma qualidade aceitável (a seguir à má), 59 são boas e 451 excelentes.
Os resultados das análises desta avaliação são recolhidos no conjunto dos quatro anos anteriores, neste caso, de 2011 até 2014, e servem de base para a informação transmitida a nível nacional e europeu aos consumidores que vão começar a frequentar as praias na nova época balnear que, em Portugal, na maioria dos casos, decorre entre junho e setembro.
Os dois parâmetros em destaque nas análises são a presença ou não dos enterococos intestinais e da `escherichia coli`.
Para Francisco Ferreira, os resultados obtidos mostram que há a necessidade de se fazer uma avaliação muito detalhada do que está a acontecer nas praias portuguesas, até porque a diretiva comunitária que regula esta área não deixa dúvidas.
Segundo o responsável da Quercus, a diretiva "é clara ao dizer que, até final da época balnear de 2015, todas as águas balneares devem ser classificadas, pelo menos, como aceitáveis e devem ser tomadas medidas para aumentar o número de águas excelentes ou boas", alertou.
Aliás, "para conseguirmos cumprir a diretiva, temos de melhorar e resolver os problemas que podem ser de esgotos urbanos, ainda com deficiência de tratamento, estar relacionados com alturas em que o tratamento não é devidamente efetuado, ou com ribeiras próximas das praias com níveis de contaminação significativos", acrescentou. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Ofertas Educativas e percursos escolares


A expansão do eucalipto vs. declínio do pinheiro

A notícia em:
http://www.publico.pt/economia/noticia/eucaliptos-atraem-quase-90-dos-investimentos-privados-na-floresta-1696028?page=-1

Eucaliptos atraem quase 90% dos investimentos privados na floresta

Oito em cada dez hectares de floresta plantados sem recurso a fundos públicos tiveram como destino os eucaliptos. A liberalização das plantações e replantações está a dar fôlego à espécie que já domina a floresta nacional.

Oitenta por cento das novas plantações e 94% das replantações produzidas na floresta portuguesa ao longo dos últimos 15 meses sem recurso a ajudas públicas tiveram os eucaliptos como a árvore de eleição.
A espécie florestal que no espaço de meio século cresceu de uma área reduzida de 50 mil hectares para se tornar na árvore dominante no país (ocupa 812 mil hectares) continua a sua expansão imparável. E ao simplificar o processo de aprovação de novas plantações e ao permitir a mudança de espécie nas rearborizações de espaços florestais, o novo regime jurídico que entrou em vigor em Outubro de 2013 parece favorecer essa expansão: dos 11.019 hectares arborizados ou rearborizados com capitais privados nos 15 meses de vigência da nova legislação, 10.046 receberam eucaliptos.
Só o facto de os apoios à florestação da Política Agrícola Comum se dirigirem prioritariamente a espécies como o pinheiro manso ou o sobreiro evitam que a floresta nacional caminhe irreversivelmente para a monocultura.
Apesar do curto prazo de aplicação do regime jurídico aplicável às acções de florestação e reflorestação (RJAAR), parece hoje evidente que a liberalização das plantações em áreas até 10 hectares (a maioria esmagadora das explorações florestais nacionais está abaixo deste limiar) está a acentuar a hegemonia do eucalipto e a decadência do pinhal. As razões para esta dinâmica prendem-se com a maior rentabilidade do eucaliptal para os proprietários. O eucalipto começa a gerar receitas após 10 anos da primeira plantação e a sua exploração (em talhadia) permite que um mesmo povoamento dure ao longo de quatro ou cinco ciclos de corte (48 a 60 anos). Um pinhal demora 30 anos a produzir madeira capaz de ser utilizada na indústria do mobiliário.
Muitos silvicultores defendem que a prioridade da fileira do eucalipto não é tanto aumentar a área, mas reconverter povoamentos existentes. Os números do RJAAR indicam que esse caminho está a ser seguido. Dos 7326 hectares rearborizados, a esmagadora maioria (79%) corresponderam a replantações de áreas já ocupadas por eucaliptos. Mas pelo caminho, outras espécies acabam por ser substituídas. Em particular o pinheiro-bravo, base de uma indústria que representa 47% do valor acrescentado bruto da fileira florestal (812 milhões de euros em 2012). Neste processo de mudança, 1165 hectares deixaram de ser dedicados ao pinheiro bravo para passarem a ser ocupados pela espécie que alimenta a cadeia da pasta e do papel.
Este sinal é apenas mais um sintoma do inexorável recuo do pinhal português, que no espaço de 50 anos se reduziu de 1,2 milhões de hectares para cerca de metade. João Gonçalves, do Centro Pinus, que agrega mais de dois terços da fileira industrial do pinho, considera que “ainda é cedo” para se poder explicar as transferências de áreas de pinhal com a nova legislação. Mas nota que “64% da área de crescimento do eucalipto se fez zonas de pinho e não em zonas de mata ou incultos”. A transformação em curso, sublinha João Gonçalves, vai agravar as dificuldades da indústria, que tem de importar todos os anos dois milhões de metros cúbicos de madeira para laborar – 36% das necessidades das empresas do Centro Pinus.
Do lado da pasta e do papel, os indicadores da execução do RJAAR não suscitam motivos para alarme. Armando Gois, director-geral da Celpa, a associação que agrega a indústria do sector, nota que o crescimento das áreas de eucalipto feito com investimento privado tem de ser balanceado com as áreas de outras espécies financiadas pelos fundos comunitários. Se este exercício se fizer, nota, “a percentagem dos eucaliptos nas arborizações e rearborizações desce para 44%” – o sobreiro surge com 31% do total e o pinheiro manso, cuja rentabilidade explodiu com o aumento da procura mundial de pinhão, 12% (ver infografia). De resto, “é provável que o ritmo de crescimento dos últimos tempos seja menor do que nos anos anteriores”, admite Armando Góis.
Apesar do equilíbrio que os fundos estruturais vão introduzindo na diversidade florestal, o risco de a expansão do eucalipto se perpetuar é elevado e o perigo de a área de pinho continuar a regredir (por abandono, pelos ataques de pragas como o nemátodo, pelos incêndios ou pela replantação com espécies mais rentáveis como o eucalipto) existe. João Soveral, um silvicultor que passou pela vice-presidência do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e integra os corpos técnicos da CAP reconhece que a “natural” orientação dos proprietários para os estímulos do mercado existe, mas afirma que “os instrumentos da política florestal não permitem” o eventual cenário de uma monocultura de eucalipto.
João Soveral cita a propósito a Estratégia Nacional para as Florestas aprovada em Fevereiro deste ano ou os Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF). Estes planos prevêem mecanismos de gestão que, em tese, implicam a diversidade de povoamentos em favor da biodiversidade ou da protecção contra os incêndios. Mas foram suspensos há anos e não se conhece a data em que a sua versão revista possa entrar em vigor. A ausência de ordenamento conjugada com a liberalização das plantações vai por isso acentuar ainda mais o processo de “eucaliptização” em curso no país.
O PÚBLICO tentou sem sucesso obter resposta a estas questões junto do Ministério da Agricultura.

Destruição dos fornos da cal

Recebido via e-mail pelo Tiago Inácio, solicitando divulgação no Sapinho.

Ao passar hoje [16 de maio] por Pataias-Gare, fiquei surpreendido, revoltado e desiludido com a demolição de um dos únicos dois fornos ainda em bom estado de conservação, para a construção do que parece ser um pavilhão industrial. Este forno foi desactivado por volta de 1993/94, e a par com o forno do Grilo (último forno a laborar - desactivo em 1995-ainda existente), constituíam os únicos dois fornos em bom estado preservação e ainda em bom estado para a laboração, sem ser necessária uma grande intervenção. 
A destruição em nome da evolução? da Industrialização? do desenvolvimento?
É desta forma que se destrói a nossa identidade e memória colectiva!!!
REVOLTANTE!







Comentário

A destruição dos fornos de cal é algo que também lamento imenso. Pataias tem uma longa história de destruição e erradicação de qualquer vestígio patrimonial arquitetónico que possa existir. 
Mas este é mais um sinal da profunda falta de estratégia e de ação por parte dos responsáveis autárquicos. Não são suficientes palavras bonitas e promessas de projetos para que os problemas se resolvam.
Se os fornos são assim tão importantes, o que está a autarquia disposta a fazer para os salvaguardar? A classificação dos fornos de cal como imóvel de interesse municipal poderia ser uma solução. Mas não uma declaração de que «os fornos da cal de Pataias são imóvel de interesse municipal». É necessária a sua identificação individual e a atribuição específica a cada forno desse «interesse municipal» e respetiva proteção.
E depois não basta classificar. O que se está disposto a fazer para assegurar a sua manutenção? Por exemplo, a isenção de imi poderia ser uma das benesses (mas não a única).
Enquanto isso não acontecer, nada há que possa impedir um qualquer proprietário de legitimamente destruir os fornos. Seja sob que pretexto for.
A promessa de reconstrução de um forno e criação de um núcleo museológico, sendo algo muito importante e de aplaudir, não será suficiente para preservar a memória dos fornos e da indústria da cal em Pataias.  O que se pretende no futuro? Um forno preservado e as restantes 3 dezenas apagadas da paisagem?
Até lá, que eu também não gosto da destruição, não gosto.
Mas o que estamos dispostos a fazer?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Pataiense novamente derrotado

O CD Pataiense perdeu por 1-4 na receção ao Pelariga.
A duas jornadas do fim, a equipa mantém o último posto da tabela com 19 pontos (28J;4V7E17D;21-59).
Mais informações em: http://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=71798

domingo, 17 de maio de 2015

Burinhosa afastada das meias finais

O CCRD Burinhosa foi afastado das meias finais do campeonato de futsal.
Ontem (sábado) perdeu por 1-5, igualando a eliminatória a 1-1.
Hoje, no derradeiro jogo dos quartos de final, a equipa voltou a ser derrotada por 2-3, perdendo assim a eliminatória por 1-2.
Não deixa de ser uma execente época para a equipa burinhosense que há quatro anos militava ainda nos campeonatos distritais.
Mais informações em: http://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=70875

sábado, 16 de maio de 2015

Vila de Pataias, 31º aniversário: a prenda

50 hectares das Alvas de Pataias.

50 hectares das Alvas de Pataias parecem ser a prenda que a Câmara de Alcobaça tem para Pataias pela comemoração do seu 31º aniversário de elevação a vila.
Mas desenganem-se aqueles que pensam que é alguma dádiva de Paulo Inácio à maior freguesia do concelho de Alcobaça. Cumprindo a tradição histórica, que começou com a doação de Paredes da Vitória aos monges de Cister para pagamento das suas rezas pela alma de D. Pedro, passando pelos 3300 contos que a Cibra pagou pela Alva e que serviram para a construção do mercado de Alcobaça e não esquecendo o desbaste de pinheiros das Alvas na década de 90 para a relva na Benedita. 
Esta tradição secular diz-nos que Pataias, solidária, paga os desvarios e os investimentos necessários no concelho, sem nunca receber nada em troca.
Os agora 50 hectares da Alva de Pataias servirão para que o município pague a indeminização dos edifícios expropriados junto ao mosteiro, aquando a requalificação dos seus espaços envolventes. 50 hectares contíguos à zona industrial de Pataias, para pagarem mais um disparate, porque feito “às três pancadas”, da Câmara Municipal. E Pataias, uma vez mais, paga.
E não é que não houvessem alternativas. Há uma quinta em Alfeizerão, milhões de euros enterrados nas encostas do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros na Benedita, projetos megalómanos para Alcobaça (parque de estacionamento subterrâneo, por exemplo). Mas não. Tudo isso é intocável, porque Pataias, solidária, pode pagar.

Em 31 anos como vila, temos de admitir que Pataias não é a mesma terra. Cresceu em serviços e em comércio. Cresceu em população. Tem as suas ruas alcatroadas e tem água canalizada e saneamento básico. Tem umas piscinas públicas pagas com a venda de 7 hectares de potencial pedreira à Secil. Mas nestes 30 anos viu a sua indústria definhar, o seu comércio apagar-se, uma escola básica de 2º e 3º ciclo nascer e quase morrer. E tudo o que tem contribuído para a morte lenta de Pataias, a Câmara Municipal, liderada por Rui Coelho, Miguel Guerra, Gonçalves Sapinho e Paulo Inácio, tem subscrito por baixo. E Paulo Inácio parece ter uma estima especial por Pataias, visto que de todas as promessas por si feitas, nem uma só foi concretizada:  Centro Escolar de Pataias, Av. Rainha Santa Isabel,  Zona Industrial de Pataias. Só para falar das mais emblemáticas e não me alongar muito. Nem Passos Coelho prometeu e falhou assim tanto. 

O mesmo Paulo Inácio que falava numa assembleia municipal de janeiro de 2012 no interesse da Câmara em gerir as Alvas de Pataias. Está aqui o objetivo: espoliar Pataias do que é seu por direito para gastar em Alcobaça. 

Na última Assembleia Municipal erámos nove os pataieiros (sete eleitos e com responsabilidades políticas) presentes na reunião. Há anos que esses eleitos entram mudos e saem calados e cujos atos por Pataias não passam de gestos circunstanciais, sem estratégia, sem objetivo. Sem sentimento. Nunca houve um murro na mesa. Antes pelo contrário, anuiram com tudo o que foi decidido, incluindo a criação de uma nova freguesia (Pataias-Martingança), ou a integração das escolas de Pataias no mega-agrupamento de Cister, sem que nunca se tivessem pronunciado (nem contra, nem a favor).
Esta é mais uma oportunidade de provarem que são eleitos por Pataias, que defendem Pataias e não apenas os seus interesses e agendas (ambições) pessoais. Quer na Câmara, quer nas Assembleias, quer na Junta. Dar o murro na mesa, impedir que esta ideia vá em frente, lutar até ao último voto (contra) esta decisão. Fazerem mexer os poderes que em mesas de café dizem ter. Sempre que puderem, onde puderem, na defesa intransigente de Pataias.
Porque se assim não o fizerem, se de alguma forma acolherem (mais) esta ideia de espoliar o património de Pataias em favor de Alcobaça, só podem dar uma prenda ao povo de Pataias que os elegeu: DEMITAM-SE.
E depois mordam a lingua quando disserem que são de Pataias. Envergonham-Na.

Mas é preciso não esquecer que Paulo Inácio ganhou as últimas eleições graças aos votos de Pataias.
Se calhar, temos o que merecemos.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Burinhosa a uma vitória da meia-final

A notícia em:
http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=86613

Sp. Braga/AAUM assume pressão num jogo sem margem para errar

O Sporting de Braga/AAUM recebe amanhã o Burinhosa, no segundo jogo do ‘play-off’ dos quartos-de-final do campeonato. Depois da derrota (4-3) na passada semana, só a vitória interessa caso contrário fica arrumado da prova. Por isso, não existe margem de erro. “A pressão está presente” admitem os jogadores. 
Ontem, os jogadores André Machado, Pli e André Coelho participaram na ‘Feira das Profissões’, na EB23 de Cabreiros, e destacaram a importância do apoio dos adeptos para o jogo de amanhã, às 16 horas. 
“É óbvio que a pressão é maior porque agora não podemos perder este jogo, por isso temos de jogar para ganhar e garantir essa vitória para continuar em prova. Sabemos o que temos a fazer e nesse sentido já trabalhamos durante a semana para corrigir os erros do último jogo”, considerou André Machado. O atleta da equipa bracarense realçou que a equipa está proibida de errar. “Os erros, agora, pagam-se caros por ser numa fase a eliminar e temos de cometer o menor número de erros. Das equipas que estão em provas estão preparadas para lutar ao máximo”, salientou. 
O guarda-redes Pli cumpre castigo e não pode dar o contributo à equipa, mas não deixa de ser uma peça fulcral no apoio aos companheiros. “Naturalmente, sentimos maior pressão para este jogo, perdemos a margem de manobra. Isso não implica que não trabalhamos bem e completamente focados no jogo de sábado e sentimos a pressão de ganhar porque caso contrário o campeonato acaba”, constatou o guarda-redes da equipa do Sporting de Braga/AAUM. Pli deixou um apelo ao apoio dos adeptos, num sinal de motivação extra para este jogo dos quartos- -de-final. “Os nossos adeptos estão sempre com a equipa e principalmente nos momentos difíceis. Ainda agora no Burinhosa tivemos cerca de 50 adeptos e precisamos muito deles. Eu próprio estarei na bancada e não quero acabar a minha carreira na bancada. Os adeptos que apareçam em força”, destacou o atleta da equipa bracarense, na antevisão ao jogo de amanhã com o Burinhosa.