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quinta-feira, 1 de março de 2012

Pataias vai voltar ao hospital de Leiria

Na edição 967  de 1 de Março de 2012 do Região de Cister
 
Proposta de Paulo Inácio gera consenso junto da oposição e é aceite pela ARS
Alcobaça deverá regressar ao Hospital de Leiria


É um regresso ao passado. Alcobaça deverá voltar a ter o Hospital de Leiria como referência, abandonando o Centro Hospitalar Oeste Norte e a ligação ao Hospital de Caldas da Rainha. A ideia consta na proposta que a Câmara de Alcobaça já fez chegar ao Ministério da Saúde e que tem como objetivo melhorar os cuidados de saúde dos utentes do município.
De fora da proposta ficam as freguesias da Benedita, São Martinho do Porto e Alfeizerão, que, desta forma, permanecem ligadas a Caldas da Rainha.
“Este hospital é centenário. Estivemos bem durante mais de 100 anos e estamos mal há quatro anos”, referiu o presidente da Câmara, criticando o momento a partir do qual Alcobaça passou a estar unida a Caldas da Rainha e deixou a sua ligação a Leiria.
A proposta de Paulo Inácio mereceu unanimidade no executivo e na Assembleia Municipal, órgãos que fizeram chegar as suas deliberações para vários organismos, entre os quais o Governo e a Assembleia da República.
A mudança, ou regresso, a Leiria é válida para 15 das 18 freguesias do município. Benedita, São Martinho do Porto e Alfeizerão manterse-ão, dada a proximidade geográfica, ligadas a Caldas da Rainha.
A ideia da Câmara passa por manter o Hospital Bernardino Lopes de Oliveira com todas as valências, incluindo o serviço de urgência. A uma só voz, Alcobaça pretende que “as respostas que não possam ser dadas no Hospital Bernardino Lopes de Oliveira sejam reportadas a Leiria”.
Ainda não era presidente da Câmara e Paulo Inácio já era contra a administração única dos hospitais de Alcobaça, Caldas e Peniche.
“Só faria sentido com um hospital de raiz, comum ao Oeste Norte, que não foi construído”, refere o autarca de Alcobaça, que já conversou sobre a nova proposta com a administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal.
Paulo Inácio diz agora aguardar uma posição do Ministério da Saúde, em relação à qual o presidente da Câmara diz estar confiante, depois de ter dialogado com responsáveis do sector.
No que diz respeito aos cuidados primários de saúde, tudo se manterá, o que significa que os centros de saúde do município permanecem na tutela do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte.

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