Notícia da Rádio Cister
Alcobaça aceita desclassificação da EN 242 com contrapartidas
A Requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel, em Pataias, poderá acontecer por troca com a desclassificação da Estrada Nacional (EN) 242.
A Câmara Municipal de Alcobaça deverá aceitar a desclassificação da estrada e assumir a sua gestão se a Estradas de Portugal (EP) aceitar requalificar a avenida de Pataias.
Segundo Paulo Inácio, a Câmara Municipal de Alcobaça (CMA) e a Estradas de Portugal (EP) têm conversado sobre várias estradas "que poderão e deverão vir a ser alvo de um processo de desclassificação".
O processo deverá ficar concluído "até ao final do ano", afiançou.
Ainda de acordo com o presidente da Câmara, uma das propostas que tem estado em análise passa por aceitar a desclassificação da EN242 em troca da requalificação da principal via de Pataias, assim como a conclusão das obras de alargamento na ponte sobre a Linha Ferroviária do Oeste na Martingança, na EN356.
O alargamento da ponte na EN 356, na Martingança, foi, recentemente, alvo de contestação por parte de Paulo Inácio.
O autarca deslocou-se ao local com o "responsável" da delegação de Leiria da EP para lhe mostrar "que a obra estava mal feita".
Segundo Paulo Inácio, os passeios, um dos alvos das críticas, "não são dignos nos dias que correm", sublinhando que a sua dimensão não se coaduna com os padrões actuais de segurança e conforto.
O director regional de Leiria da Estradas de Portugal já se comprometeu a resolver "de imediato" a questão dos passeios na ponte da EN356.
Está ainda em estudo a passagem da responsabilidade pela via entre Alfeizerão e São Martinho do Porto, percurso que irá receber uma ciclovia, para a Câmara.
Comentário
A ideia das contrapartidas não é má. Embora a Câmara DE Alcobaça , aparentemente, nunca consegue fazer cumpri-las.
Se a requalificação for este projecto (aqui, aqui e aqui): não, obrigado.
Concordo contigo Paulo, este projecto não. Já por aqui expus algumas ideias, e acrescento mais: A Avenida começa na rotunda da Alva e acaba na Ferraria (ou vice-versa), este projecto é só para um terço da mesma, e os outros dois terços? A norte temos o estreito João da Ema/Joaquim Paulo até ao Rino/Adega do Piló, a sul pelo menos todo o Cruzeiro, entradas e saidas para as Águas Luxuosas, café do Miné, Sunhos, Cuba, Posto Médico, GNR...Quanto há troca, temos como exemplo os acessos que nos ligam a Alcobaça, será que são dignos nos dias que correm e estão dentro dos limites de segurança e conforto?
ResponderEliminarÀs vezes, tenho a impressão que o que é importante, é inaugurar obras. Mesmo que não estejam concluídas.
ResponderEliminarA requalificação da avenida é uma promessa antiga, com honras de apresentação no salão do CDP.
Não me parece que a Câmara DE Alcobaça tenha capacidade financeira de fazer a obra e esta foi a solução que encontrou.
Agora, o que me parece óbvio é que o projecto não serve Pataias, quem cá vive e quem por cá passa.
É UM ERRO.
Há promessas que estão melhores se não forem cumpridas. A requalificação da Avenida Rainha Santa Isabel - com este projecto - é uma delas.
Lembro-me dessa apresentação e das pessoas que estavam na mesa, presidente da camara, arquitetos, engenheiros e directores regionais (não sei do quê). A apresentação da avenida ficou a cargo do arquiteto autor do projecto, que depois de confrontado com algumas perguntas começou a ficar irritado pois não fazia a minima ideia, do que é Pataias. Para fazer um projecto destes não basta receber no atelier, lá em Lisboa, as fotografias do local e depois fazer o desenho, é preciso muito mais, ver, sentir,ouvir...mas o erro não é só dele, também é de quem lhe encomendou o trabalho. Quanto ao campo de golfe até à data também não vi nada, ou será que ainda andam com alterações, ou á procura de um terreno elevado para anexarem e de onde possam ter uma vista preveligiada de todo o empreendimento? Também me lembro do quanto o presidente da camara ficou irritado e os elevados décibeis com que ele respondeu quando perguntaram o que seria dos terrenos do outro lado da estrada para o mar. Hoje temos lá toda aquela urbanização. Algumas perguntas foram colocadas por ti não foram Paulo? Quanto às ETARS das Paredes e Pedra do Ouro uma só chegava se quem manda conhece-se a realidade, feita na Alva da Vitória, nem dunas eram destruidas nem cheiros, barulhos e a visão eram perturbados. Já agora esse empreendimento da Pedra do Ouro que tanta polémica está a causar não foi aprovado por essa altura?
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