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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

4 perguntas a José Canha (PS)

As questões e respostas estão na edição 47 do Pataias à Letra, de 8 de setembro de 2013.
Quatro perguntas ao candidato do PS, José Canha.

Quatro perguntas aos candidatos autárquicos

1 – Enumere os quatro principais projetos que lhe vão merecer atenção no Norte do concelho, caso seja eleito.
2 – Sendo que se perderam milhões de euros em fundos comunitários para a construção e reparação de estradas, como pensa recuperar as estradas do Norte do concelho, nomeadamente a que liga Pataias a Alcobaça, caso seja eleito?
3 – Tendo em conta que o Tribunal de Contas chumbou a criação da empresa “Cister Equipamentos” e havendo um desequilíbrio financeiro por causa dos centros escolares, como pensa construir o Centro Escolar de Pataias, caso seja eleito?
4 – Sobre a União de Freguesias de Cós, Alpedriz e Montes e sabendo que não foi respeitada a vontade das populações de Alpedriz e Montes no processo de reorganização administrativa, como pensa desfazer essa decisão ou, sendo impossível, como pensa compensar as referidas populações, caso seja eleito?



1 – Todos os contributos que forem possíveis para o desenvolvimento económico a empregabilidade, de todos e sobretudo para os que iniciam a vida ativa, numa região tradicionalmente industrial, serão uma preocupação permanente; a qualidade e sustentabilidade da orla marítima, das praias do norte do concelho (…) será também um pilar estratégico; as condições de ensino dos mais novos, quer em termos de habitabilidade quer de outras condições, face às expectativas criadas e não satisfeitas; será o repor da justiça para quem merece igualdade; Pataias só estará próxima e envolvida no desenvolvimento do concelho de Alcobaça se estiver condições de acesso fácil; naturalmente a estrada Alcobaça-Pataias, num tempo em que a obra pública é sempre questionada, merece aqui uma posição de prioridade.
2 – Durante o mandato deste executivo, e na Assembleia Municipal, sempre ouvimos, e permanentemente os eleitos na AM de Pataias, em particular a deputada Eugénia Rodrigues, mas não só, questionaram a Câmara do porquê da não reparação da estrada Alcobaça-Pataias, e sempre nada nos foi respondido ou, quanto muito, porque não havia orçamento, que quase nos convenceram. Vendo os alcatroamentos/ pinturas de estrada, que entretanto foram ou estão a ser feitos, que não são certamente por questões eleitorais, constatamos que afinal haviam outros recursos financeiros. (…) Consideramos ser esta uma das vias estratégicas do concelho, de e para a sua coesão. Com comparticipação dos fundos comunitários ou sem eles para este fim específico uma solução, como prioridade terá de ser rapidamente encontrada; esta é a nossa opinião e compromisso.
3 – Este processo não é claramente um exemplo de boas práticas de gestão. Não é aceitável que haja estudantes de primeira e de segunda. Existirão no próximo QREN, que se inicia em 2014, fundos e enquadramento para projetos desta tipologia, assim esperamos; essa será a oportunidade para reparar injustiças ou promessas não cumpridas, mas que são o dar igualdade de oportunidades em igualdade de circunstâncias a todos. No limite e face à realidade do País, soluções terão de ser encontradas que aproximem as condições de habitabilidade e de ensino de todos a padrões equivalentes aos dos novos centros escolares.
4 – (…) O caso das freguesias de Coz, Montes e Alpedriz, que poderia ter sido um bom exemplo se feito de acordo com as promessas e sensibilidade dos órgãos representativos e das populações, descambou por razões que o tempo vai esclarecendo, num processo de conflito e desagregação do Poder Local. Esperamos bem que, sendo este um processo de decisão nacional, haja o senso, qualquer que seja o Governo, de atingindo-se os mesmos objetivos, se volte a dar oportunidade às populações, através dos seus representantes, atentos às realidades territoriais e à História, de reacertar e melhorar o processo (…).

Comentário

A preocupação social e um discurso virado para o desenvolvimento económico e social da população, confesso, é algo que não me desagrada. Mas também não aponta soluções, ou linhas de ação, para alguns dos nossos problemas. E a isso, não posso dar cobertura. Para além disso, a credibilidade de um partido, que após 16 anos na oposição arranja um candidato, e por consequência, um projeto para governar a Câmara, em cima do timing final, (quase que à pressa, ou mais do tipo, se não for eu não é mais ninguém) deixa muito a desejar. 
O candidato do PS também não fugiu à demagogia. Sabe perfeitamente que a resolução do problema da estrada Pataias-Casal da Areia passa por uma ação concertada com a Câmara da Nazaré. Curiosamente, nunca vi a bancada socialista (ou outra qualquer), abordar o problema por este prisma e perguntar à Câmara que esforços havia feito nesse sentido. Sabe também, que as verbas para “este” alcatrão em vésperas eleitorais não têm o mesmo cabimento que as verbas de um projeto intermunicipal. E todos sabemos como a Câmara da Nazaré está falida.
Fico ainda curioso quando refere que «no limite e face à realidade do País, soluções terão de ser encontradas que aproximem as condições de habitabilidade e de ensino de todos a padrões equivalentes aos dos novos centros escolares». O que quer dizer com isto? Que com o PS na Câmara o Centro Escolar de Pataias não avançará? Quais as soluções alternativas que propõe, desde já (gostaria muito de saber).
Finalmente, a agregação de freguesias. É importante referir, que quase todos falam no respeitar a vontade das populações. À imagem do PSD, não vi, nunca, o PS colocar-se ao lado das populações de Alpedriz e dos Montes. As palavras precisam de ser acompanhadas por ações, ou tendem a passar por hipocrisia.
Finalmente, tal como comecei. O processo de escolha de um candidato a uma Câmara como a de Alcobaça tem ser feito com pelo menos 2 anos de antecedência. Escolher candidatos em cima da hora dá a impressão de impreparação. A escolha do candidato à Câmara, a quem está de fora como simples observador, foi a imagem de uma luta de gatos dentro de um saco, de conspirações palacianas e “guerras silenciosas” de senadores, que inspirou tudo, menos confiança. O que transpareceu para o eleitor foi apenas uma guerra de poleiros. Um tremendo tiro nos pés, que impedirá de ganhar o Município ao mais fraco presidente da Câmara desde 1974. O que dirá esse facto desta candidatura?

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